Categoria: Conexão News

  • Jair Bolsonaro sofre atentado e tem fígado, pulmão e intestino atingidos

    O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (06) em Juiz de Fora, MG, onde fazia campanha.

    Pelo Twitter, Flávio Bolsonaro, o filho do candidato, afirmou que o episódio “infelizmente foi mais grave do que esperávamos”.

    O filho de Bolsonaro deu informações acerca da extensão do dano e dos órgãos atingidos.

    “A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. Perdeu muito sangue, chegou ao hospital com pressão de 10/3”, relatou.

    O atentado aconteceu no momento em que Bolsonaro lidera as pesquisas de opinião logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter rejeitado a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

  • Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro; o terror em vídeos, fotos e textos

    Problema em hidrantes colaborou para fogo se alastrar

    O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Roberto Robadey, afirmou que um problema no funcionamento dos hidrantes contribuiu para o fogo se alastrar na região do parque, na Quinta da Boa Vista onde está o Museu Nacional.

    Segundo o coronel, foi preciso pedir apoio à Companhia de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) para ceder carros-pipa. Também foi utilizada água do lago da Quinta da Boa Vista.

    “Pedimos apoio a eles [da Cedae] de carros-pipa e também trouxemos os nossos carros da Baixada Fluminense. Os dois hidrantes mais próximos estavam sem carga”, disse o militar.

    Ele lembrou que, ao chegar ao local do incêndio, o fogo estava de média para grande proporção. O comandante não confirmou as primeiras informações de que o fogo teria começado no primeiro andar.

    Operação

    De acordo com o comandante, a operação contou com 80 militares e 21 viaturas de 12 quartéis da capital e de municípios vizinhos. Robadey descartou a possibilidade de desabamento.

    “As paredes são muito grossas. O prédio é muito antigo. Os pavimentos internos desabaram”, disse o militar. Agência Brasil

    Faltou água para apagar incêndio no Museu Nacional

    O comandante do Corpo de Bombeiros revelou ao jornal O Globo que Cedae precisou enviar caminhões-pipa, pois os hidrantes próximos ao Museu Nacional não estavam funcionando.

    O comandante do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey Costa Junior, conversou com a Globo na noite deste domingo. Segundo ele, 80 homens de 12 quartéis e 21 viaturas trabalham no combate ao fogo.

    “Vim aqui dar essa entrevista, porque só agora posso garantir que tem água suficiente para combatermos o incêndio”, disse o militar ao jornal.

    Segundo a assessoria de imprensa do Museu Nacional, o incêndio começou por volta das 19h30.

    O comandante explicou que o incêndio já era de médio a grande porte quando a primeira equipe de bombeiros chegou ao local. Os bombeiros ainda conseguiram retirar algumas peças do acervo “da parte de trás do palácio, que ainda não havia sido atingido pelo fogo”.

    “Alguns pavimentos já foram para o chão. Mas como é um prédio antigo, com paredes grossas, os engenheiros avaliaram que não há risco de desabamento, pelo menos da fachada.”

    O comandante confirmou que ninguém ficou ferido, e que também não há risco para o zoológico, que fica na proximidade.

    O comandante explicou que o Museu Nacional não tinha estrutura de combate a incêndio, como determina a legislação. Há um mês, a instituição procurou os bombeiros, pois tinha conseguido recursos para regularizar a situação, lamentou ele.

    Os funcionários do Museu também reclamaram da falta de água. Em um vídeo publicado no Facebook, uma das testemunhas narra as dificuldades encontradas pelos bombeiros nos momentos iniciais do incêndio.

    Além da água para apagar o incêndio, em algum momento os próprios bombeiros ficaram sem água potável. Antes do incêndio ser controlado, os militares pediram apoio da população.

    “Acabaram de bater na minha porta para pedir garrafas de água para os bombeiros! A vizinhança está se mobilizando para que as garrafas de água cheguem até os bombeiros!”, disse a professora Katia Sant’Anna, que mora nas proximidades do Museu Nacional, à Sputnik Brasil. (Sputnik Brasil)

    Pesquisadores de museologia pedem colaboração para resgate de acervo

    Com a destruição da maior parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, pesquisadores, funcionários e colaboradores da área de museologia buscam resgatar tudo que está relacionado ao material que havia ali. Eles pedem que aqueles que tiverem imagens, sejam fotografias, vídeos e selfies, dos espaços e acervo atingidos pelas chamas enviem para o grupo.

    Em nota, o grupo apela para que o material seja encaminhado ao e-mail: thg.museu@gmail.com

    Até as primeiras horas de hoje (3) a assessoria de imprensa do Museu Nacional do Rio não tinha informações completas sobre as perdas causadas pelo incêndio. Informava apenas que a maior parte do acervo foi destruída.

    O acervo reunia mais de 20 milhões de itens de variados temas, incluindo coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas.

    Ali também estava Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos e representa uma jovem de 20 a 24 anos. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

    O museu é a mais antiga instituição histórica do país, pois foi fundado por dom João VI, em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos de pesquisa por reunir peças raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias. (Agência Brasil)

    Incêndio destrói Museu Nacional do Rio de Janeiro

    Um grande incêndio ocorreu no Museu Nacional do Rio de Janeiro, causando enormes danos.

    O fogo teve início no domingo, dia 2, à noite, após o encerramento da visitação pública.

    Os funcionários dizem que ninguém se feriu, mas que o fogo havia destruído quase que completamente o prédio que conta com 200 anos de história. Também disseram que se perdeu a maioria da coleção que consiste de mais de 20 milhões de itens.

    O acervo do museu contava com múmias de indígenas da América do Sul e espécimes botânicos. Também consistia em importante base de investigação da história natural da região e antropologia. (NHK)

    Atos são convocados para protestar contra incêndio do Museu Nacional

    Segundo relatos, Museu Nacional tinha acabado de inciar treinamento de brigadas de incêndio semanas antes da tragédia.

    A revolta e o desnorteamento da população brasileira ainda são grandes com a notícia da possível perda quase total do acervo do Museu Nacional. Para muitos, o incidente reflete o descaso com que a ciência vem sendo tratada no Brasil. Por isso, grupos de estudantes já estão convocando para esta segunda-feira (3) atos para protestar contra o ocorrido, bem como para chamar a atenção para a forma com que governo vem tratando a ciência.

    O doutorando em Botânica no Museu Nacional do Rio de Janeiro e representante dos alunos de sua área, Igor Kessous, comentou o incêndio que se alastrou pela ala de exposições e pela parte de trás do palácio, “onde existiam diversos laboratórios de pesquisa”.

    “Quando se descreve uma espécie para a ciência, você tem um indivíduo que foi coletado na natureza e foi colocado no acervo. Aquele indivíduo é a cara da espécie. Ali existiam diversas espécies. Milhares. Imensuráveis. De insetos, de aranhas, que ficavam naquele palácio. Provavelmente isso se perdeu. São anos. Ali existiam coletas do século 19. São 200 anos perdidos mesmo”, lamentou Igor.

    Diversos atos estão sendo convocados pelo Facebook para protestar contra o ocorrido, bem como contra a situação nas áreas de ciência, educação e cultura. Igor é organizador de um dos eventos com maior mobilização até o momento.

    “A pauta principal é o descaso com a ciência. Porque o museu não tem mais como recuperar. Podem até restruturar o museu posteriormente, o que acho muito difícil. Mas o que foi perdido ali nunca vai ser recuperado. Vejo esse evento como o principal marco do descaso com a ciência no Brasil”, explicou ele.

    “A direitoria vinha pedindo dinheiro ao BNDES ao longo de anos. E o dinheiro tinha sido liberado, só que não saía, para reformar [o museu]. Nesses últimos meses, o diretor tinha implantado cursos de brigada de incêndio. É uma coincidência muito triste.”

    “Todas as pessoas que conheço da comunidade do museu — técnicos, professores, alunos — quando você fala com a pessoa, a pessoa está aos prantos em casa. Porque aquilo ali é nossa história. É história do mundo. Não é só história do Rio de Janeiro ou do Brasil. Ali tem coisas do mundo inteiro. Tem múmia do Egito. Estava na exposição e o telhado caiu”, concluiu o interlocutor da Sputnik Brasil. (Sputnik Brasil)

    A destruição para além do físico

    Incêndio do Museu Nacional pode impactar na forma como narramos o passado e como produziremos conhecimento no futuro

    O incêndio que destruiu o Museu Nacional/UFRJ na noite de domingo, dia 2, levou consigo muito mais do que um prédio histórico que abrigou a família real.

    Aliás, desde quando se transformou em Museu Nacional, a instituição fazia questão de se apresentar como um espaço de produção e exposição de ciência.

    Quem visitasse esperando um trono real de D. João VI sairia desolado. Poucas referências à presença dos imperiais apareciam em seus corredores. Ainda assim, indiretamente os antigos moradores estavam presentes na exposição.

    A cadeira real do antigo imperador do Brasil não estava ali, mas outro trono tinha destaque no acervo. Era do rei Adandozan, do reino de Daomé (atual Benin), na África, e que foi dado em 1811 para Dom João VI como uma prova da boa relação que o reino português – recém fugido para o Brasil – queria manter com este povo.

    Uma peça que contribuiu nas relações diplomáticas que consolidaram na trágica história escravista do país.

    Muito perto deste trono também havia um manto real. Novamente, não era da família portuguesa. Era um presente, cheio de plumas, do rei Tamehameha II, das ilhas Sandwich (atual Havaí) ao imperador D. Pedro I.

    A possível perda destes itens configura um vazio no entendimento de uma relação entre o Brasil e povos estrangeiros que até hoje não é tão exposta ao grande público. Em um museu com uma entrada de R$ 3, ela se tornava mais difundida.

    As tão comentadas exposições de Grécia, Roma e Egito também tiveram seu surgimento atrelado às aquisições da família real. D. Pedro, por exemplo, comprava múmias de mercadores para sua coleção particular.

    Seu filho, D. Pedro II, chegou a fazer expedições ao Egito para comprar mais. Dentre as adquiridas, existe uma cujo processo de mumificação é bastante raro: cada parte do corpo é enrolada de forma que se possa identificar dedos, braços e pernas.

    Somente outras seis no mundo obedecem a esta lógica. Uma peça cuja preservação é de interesse mundial e que atravessou milhares de anos.

    Já a imperatriz Teresa Cristina contribuiu com a exposição de Grécia e Roma ao ter expostos os vasos etruscos que tinha comprado. São peças que detalhavam hábitos cotidianos de povos da península de Itálica de uma época anterior ao nascimento de Jesus Cristo. Ao contrário do que muito foi escutado na cobertura do incêndio, o acervo do Museu Nacional transcende os seus 200 anos.

    A exposição era muito mais do que as peças adquiridas pela família real. Aquele prédio também era uma instituição de produção de conhecimento. Estavam ali os fósseis de Luzia, a mais antiga moradora de nossas terras e que mudou a percepção sobre o deslocamento da humanidade da África até a América.

    É também o museu que fez importantes descobertas paleontológicas e se transformou em um dos principais centros de estudo na América Latina. São dezenas de pesquisadores que perdem completamente suas pesquisas. O prédio, tombado como patrimônio público, poderá ser reerguido. Não será como antes, infelizmente.

    Ainda assim, irrecuperáveis serão as peças e pesquisas que, porventura, forem destruídas. Surgirão lacunas na já tão complicada forma como narramos e lidamos com o nosso passado e um atraso cientifico que impedirá a produção de conhecimentos futuros.

    Raphael Kapa é jornalista, historiador, doutorando em História pela UFF e trabalhou como instrutor na exposição do Museu Nacional por seis anos. (Agência Brasil)

    UFRJ: incêndio no Rio é a maior tragédia museológica do país

    A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo Museu Nacional no Rio, lamentou em nota o incêndio que começou na noite desse domingo (2) e destruiu o prédio histórico. “É a maior tragédia museológica do país. Uma perda incalculável para o nosso patrimônio científico, histórico e cultural.”

    No texto, a UFRJ se solidariza, em nome do Instituto Brasileiro de Museus, com servidores e pesquisadores do Museu Nacional, no que considera um triste registro da história.

    “Tamanha perplexidade que toma a todos, nos defronta com o maior desafio dos museus: consolidar e implementar uma política pública que garanta, de forma efetiva, a manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro”, destaca a nota.

    O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, informou que terá hoje (3) uma reunião com o ministro da Educação, Rossieli Soares, e cobrará do governo federal empenho para reconstruir o prédio e o acervo da instituição, que, segundo o próprio Museu Nacional, tem a maior coleção da América Latina. “Para o país, é uma perda imensa. Aqui temos a nossa memória. Grande parte do processo de constituição da história moderna do Brasil passa pelo Museu Nacional. Este incêndio sangra o coração do país.” (Agência Brasil)

  • Boneca Momo pode ter causado a morte de mais uma criança

    A Boneca Momo, uma lenda urbana que se tornou viral entre jovens e adolescentes na Internet, pode ter causado mais uma vítima. A polícia de Várzea Paulista, no interior de São Paulo, tenta descobrir se a morte de um menino de 12 anos tem relação com a boneca virtual, que rouba dados e faz desafios violentos na internet.

    As autoridades também investigam outro caso suspeito em Extremoz, na região metropolitana de Natal.

    A estudante Yohana Taianá de 12 anos, foi encontrada morta na casa da família nesta quinta-feira (30). Os amigo contaram que ela já tinha participado de desafios feitos pela figura monstruosa que aparece no celular.

    “Ela sempre ia de casaco para escola porque ela se cortava. Ela cortava os braços, as pernas”, disse uma das amigas.

    Os professores também haviam percebido mudanças no comportamento da menina. A escola em que ela estudava decretou luto oficial.

    O caso está sendo investigado pela delegacia especializada de crimes virtuais do Rio Grande do Norte.

    Equipamentos eletrônicos utilizados pela garota como celular e tablet serão periciados para descobrir quem estava por trás do desafio.

    Em Caruaru no Agreste Pernambucano, duas adolescentes de 13 anos deram entrada no pronto-socorro com cortes nos pulsos e nos ombros nesta quinta-feira(30). Elas tomaram uma grande quantidade de remédios de uso controlado e desmaiaram em uma escola municipal.

    A família descobriu mensagens e vídeos nos celulares das duas indicando que elas participavam de desafios da Boneca Momo. A mãe de uma delas diz que nunca suspeitou de algo tão grave.

    A Polícia Federal alerta os pais para que, em caso de dúvidas, procure a polícia. Os policiais conseguem filtrar e verificar se realmente há ou não algum indício desse tipo de atividade.

  • Mega-Sena deve pagar neste sábado prêmio de R$ 45 milhões

    A Mega-Sena pode pagar hoje (1º) um prêmio de R$ 45 milhões para quem acertar sozinho asa seis dezenas do Concurso 2.074.

    O sorteio está marcado para as 20h, em São José do Cedro (SC).

    Segundo a Caixa Econômica Federal, aplicado na poupança o prêmio renderia quase R$ 167 mil por mês.

    A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) deste sábado em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país.

    Também é possível jogar pelo computador, tablet ou smartphone.

    Para isso é preciso ter mais de 18 anos e preencher o cadastro na plataforma de Loterias Online da Caixa.

  • Preso criminoso que matou estudante após roubo de celular em São Paulo

    A polícia prendeu o homem que matou um estudante de 19 anos em Embu das Artes, na grande São Paulo, após o roubo de celular da vítima.

    Alex Muniz, de 24 anos, foi preso no mesmo bairro em que cometeu o crime. Imagens de câmera de segurança e uma denúncia anônima indicaram aos policiais que ele morava na região.

    O criminoso confessou que efetuou o disparo na cabeça, que matou o estudante Leonardo Matos, o terceiro jovem morto após roubo de celular na grande São Paulo em agosto.

    A polícia suspeitava de que duas pessoas estavam envolvidas no latrocínio, o roubo seguido de morte, em Embu, mas Alex disse ter agido sozinho.

    O criminoso já tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e teria realizado roubos a residências na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo.

    Ele será encaminhado ao centro de detenção provisória.

    Após ser preso, ele disse à polícia que efetuou o disparo depois por a vítima ter reagido ao assalto.

    “Ele disse que apontou a arma para a vítima e ele teria esboçado uma reação e acabou efetuando o disparo”, disse o delegado Flávio Luiz Teixeira.

    Ainda segundo o delegado, o criminosos teria se mostrado arrependido durante o interrogatório.

  • Ataque com faca deixa duas pessoas feridas em Amsterdã

    Um homem atacou duas pessoas com uma faca nesta sexta-feira na Estação Central de Amsterdã. De acordo com a polícia holandesa, o agressor foi atingido por tiros em seguida.

    Duas plataformas da estação de grande movimento foram fechadas e a segurança foi reforçada nos arredores.

    As duas pessoas feridas e o agressor foram levados ao hospital, mas as autoridades ainda não deram informações sobre o estado de saúde deles.

    Uma testemunha afirmou que o suspeito teria cerca de 30 anos.

    Ainda não se sabe se o crime tem motivação terrorista e todas as hipóteses estão sendo investigadas.

    Até agora a Holanda foi poupada dos ataques terroristas registrados em países vizinhos nos últimos anos, mas há boatos de que pessoas ligadas a atentados podem ter passado pelo país.

    Autoridades holandesas afirmaram que o nível de ameaça é substancial.

  • Comissão debate aumento do número de suicídios e formas de prevenção

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove na segunda-feira (3), a partir das 14h30, audiência pública interativa para debater o aumento do número de suicídios no Brasil nos últimos anos.

    Senadores e convidados vão analisar as causas do problema e as soluções para prevenir e combater esse quadro.

    Foram convidados a repórter da TV Brasil Ana Graziela Aguiar, a porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Leila Herédia, e o psiquiatra especializado em infância e adolescência André de Mattos Salles.

    Também devem participar representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Federal de Psicologia e da Organização Pan-Americana da Saúde.

    A audiência foi requerida pela presidente da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI), e será realizada na sala 6 da Ala Nilo Coelho, Anexo 2 do Senado Federal.

    De acordo com Regina, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes em 1980, caindo para 4,1 em 1990 e passando a 4,5 em 2000.

    O crescimento do número de suicídios entre 1980 e 2014 foi de 27,2%, diz a senadora.

    “Um dos estudos mais completos sobre o tema, feito pelos pesquisadores Daiane Borges Machado e Darci Neves dos Santos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisou dados do Sistema de Informações sobre a Mortalidade Brasileira (SIM), Datasus e IBGE entre os anos 2000 e 2012 no Brasil.

    As pessoas que mais cometeram suicídio foram as menos escolarizadas, indígenas (132% mais casos que na população em geral) e homens maiores de 59 anos (29% a mais que nas outras faixas etárias)”, acrescenta a senadora no pedido de realização da audiência. Por Agência Senado.

  • Venezuela estaria dificultando saída de cidadãos insatisfeitos com o governo

    A Venezuela vive hoje a pior crise de sua história resultando em uma fuga em massa do país. Pessoas de todas as classes, que estão insatisfeitas com a política do ditador Nicolás Maduro, migram para várias partes do mundo, em especial para a América Latina.

    Mas segundo o Comitê de Autoridades de Migração (CAAM), composto por Bolívia, Equador, Colômbia e Peru, o governo venezuelano está dificultando a emissão de documentos para que os cidadãos possam deixar o país.

    Depois de uma longa reunião nesta quinta-feira em Lima, representantes do CAAM apelaram ao ditador para que facilite a emissão de documentos.

    Além disso, uma série de prioridades para o tratamento dos imigrantes foi aprovada.

    Inicialmente, os países que estiveram presentes na reunião, se dispuseram a trocar informações sobre o fluxo migratório. O objetivo é buscar “mecanismos de controle migratório”.

    Eles também definiram que haverá uma cooperação regional para colaborar com o financiamento de traslados e a fixação dos venezuelanos em áreas específicas em cada país.

    O comitê pediu que Nicolás Maduro facilite a entrega dos documentos como identidade, certidões de nascimento e passaportes aos venezuelanos que queiramm deixar o país.

  • Proposta aumenta penalidade para condutores não autorizados de transporte escolar

    Dirigir veículo de condução escolar sem autorização para este tipo de transporte poderá ser classificado como infração gravíssima. O aumento da penalidade está previsto no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 109/2017, que aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    O projeto também torna mais rígida a punição para quem fizer transporte remunerado de pessoas ou bens sem possuir licença para tal.

    A proposta, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), converte de infração grave para gravíssima a realização de transporte escolar não autorizado. Já o chamado transporte pirata passará de média para também gravíssima.

    As multas desta natureza implicam perda de sete pontos na carteira de habilitação. As duas infrações também estarão sujeitas a medida administrativa de remoção do veículo.

    De acordo com o autor do projeto, deputado Daniel Coelho (PPS-PE), as punições vigentes para tais práticas não abrangem “a devida proporção com a gravidade dessas condutas”.

    Substitutivo

    O texto em análise no Senado é o substitutivo aprovado na Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara. A proposta original permitia que as conduções escolares dispusessem de livre parada e estacionamento em vias públicas para a prestação do serviço de transporte.

    Essa permissão, contudo, foi retirada pelo relator na CVT, deputado João Paulo Papa (PSDB-SP). Ele defende que a medida aumentaria o risco das operações de embarque e desembarque dos estudantes, que poderiam ser realizadas em locais não apropriados para tal fim.

    “Além do evidente prejuízo à fluidez do tráfego nesses locais, a própria integridade dos alunos estaria ameaçada”, observou o deputado em seu relatório.

    Além da CCJ, o projeto também deverá ser votado no Plenário do Senado. Caso aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. Se for modificada, a proposta retornará para análise da Câmara dos Deputados. Por Agência Senado.

  • Número de candidatos ao Senado é o maior já registrado em eleições

    Nas eleições de 2018, dois terços das vagas do Senado — 54 do total de 81 — podem ser renovadas. São 352 candidatos que concorrem ao cargo de senador em todo o Brasil, número maior que o de todas as eleições com dados consolidados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (desde 1994).

    Quando considerado o número de candidatos por vaga, a concorrência é um pouco menor que a registrada nas últimas eleições, quando foram 185 candidaturas para 27 vagas. A média de candidatos por vaga ficou em 6,51 em 2018, contra 6,85 em 2014.

    Das 352 pessoas que registraram candidaturas ao Senado, quase metade (48,3%) têm entre 50 e 64 anos. Apenas um candidato tem mais de 90 anos e outro candidato, cuja candidatura ainda aguarda julgamento, tem 27 anos, ou seja, está abaixo da idade mínima para concorrer ao Senado, que é de 35 anos. A faixa que concentra os candidatos mais novos com idade suficiente (35 a 39 anos) tem 9% dos que concorrem ao Senado.

    A maior parte dos candidatos é de homens: 82,7% contra 17,3% de mulheres. Os brancos também são maioria entre os que registraram candidaturas ao Senado e representam 65,6% do total, seguidos dos pardos (23,6%) e pretos (9,9%). Os que se declararam como indígenas e amarelos ainda são minoria, com 0,57% e 0,28%, respectivamente.

    Com relação à ocupação declarada pelos candidatos, 30 já são senadores e buscam a reeleição. Outras profissões recorrentes entre os que concorrem ao Senado são professor (44), advogado (43), deputado (41), empresário (30) e servidor público (29).

    Os números foram calculados com base nos dados disponíveis na tarde de segunda-feira (27) sobre os pedidos de registro de candidatura, que estão em atualização no site do TSE. O total pode ser diferente do registrado no dia da eleição por causa de renúncias, cancelamentos e indeferimento de candidaturas, por exemplo.

    Representatividade

    Os senadores representam os estados e o Distrito Federal. É por esse motivo que o número de representantes no Senado é fixo, três por unidade da Federação. Na Câmara dos Deputados, que reúne os representantes do povo, o número de deputados é calculado de acordo com a população de cada estado, por isso a quantidade de deputados não é a mesma para todas as unidades da federação.

    A renovação no Senado se dá por eleição majoritária, em que o número de votos recebidos é o que conta, diferentemente do que ocorre na Câmara, onde a disputa pelas vagas também leva em conta o número de votos recebido pelo partido. O mandato dos senadores é de oito anos e a renovação se dá em um terço das cadeiras em uma eleição e dois terços na eleição seguinte, consecutivamente.

    Além de elaborar leis e fiscalizar o Poder Executivo, o Senado tem atribuições como processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade e aprovar indicados para cargos importantes, como o de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), embaixadores e diretores de agências reguladoras. Também é responsável por aprovar empréstimos no exterior feitos por estados e municípios.

    Quando escolhe um senador, o eleitor vota em uma chapa composta por ele e dois suplentes. Eles serão os substitutos do senador em caso de licenças e situações que impossibilitem o titular de exercer o mandato. Os nomes dos suplentes devem ser divulgados no material de campanha de cada candidato. Por Agência Senado.