Com o aumento dos casos de coronavírus no México, a discriminação de profissionais da área da saúde registrou um aumento significativo nos últimos dias.
A Agência AFP entrevistou alguns profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiras e todos relataram mudança no comportamento das pessoas.
“As pessoas se esquivam de mim, como nas lojas, em que colocam o dinheiro no balcão e não me entregam na mão”, disse uma médica que preferiu não ser identificada.
Segundo o Conselho Nacional para Prevenir a Discriminação, as denúncias por atos de discriminação dobraram entre 6 e 9 de abril.
Há casos em que profissionais de saúde foram proibidos de usar transporte público, além de agressões físicas e verbais.
Uma enfermeira de 27 anos relatou que foi recusada a ser atendida em uma loja por conta de seu uniforme. Ela também tem notado que os táxis já não param mais para levá-la para casa.
“Não sei do que devo ter mais medo: da COVID-19, ou das pessoas que podem nos atacar”, disse ela.
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