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  • Caixa lança plataforma para apostas em loterias pela internet

    A Caixa Econômica Federal lançou hoje (10) o portal de apostas dos jogos de loterias na internet, o Loterias Online. A previsão é que no primeiro ano de funcionamento o portal provoque um aumento de 3% no volume total de apostas. De acordo com o banco, os lotéricos também receberão parte da receita das vendas online.

    A nova plataforma vai funcionar 24 horas por dia e, segundo a Caixa, tem como objetivo principal oferecer mais comodidade ao apostador das loterias administradas pelo banco, além de atingir o público mais jovem. “A proposta é atender um público novo, que não frequenta as lotéricas por vários motivos, como tempo, distância; além de atender aqueles que têm a internet como canal principal para realização de compras e serviços bancários”, informou a Caixa, em nota.

    De acordo com o banco, os apostadores das casas lotéricas têm média de 50 anos. A expectativa é também aumentar a procura das mulheres, que representam apenas 15,5% do público apostador das casas lotéricas, mas que são responsáveis por 50,5% do mercado consumidor na internet.

    Até então somente correntistas da Caixa podiam apostar pela internet.

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    Como apostar

    Para apostar, é necessário ser maior de 18 anos e ter um cartão de crédito das principais bandeiras (Elo, Mastercard, Visa, Amex e Hipercard). O portal é acessível em qualquer computador ou smartphone e todas as apostas são vinculadas ao CPF do cadastro, assim, não é possível jogar por outra pessoa.

    Após fazer o cadastro e concordar com o termo de adesão ao serviço, basta selecionar os palpites nos volantes virtuais e inserir no carrinho de apostas. O valor mínimo para efetivação de uma compra é de R$ 30 e o máximo limitado a R$ 500 por dia. O pagamento das apostas é realizado por cartão de crédito e processado pelo Mercado Pago, o que, segundo a Caixa, aumenta a segurança da transação.

    O apostador poderá jogar em todas as modalidades, exceto Loteria Federal, que continua sendo feito nas lotéricas. Também não há a comercialização de bolão, também de exclusividade das lotéricas.

    A Surpresinha e Teimosinha também aparecem no Loterias Online. As novidades são as opções “Complete o Jogo”, para escolher alguns números e deixar o sistema escolher os demais, e “Salvar como favorita”, para poder utilizar os mesmos números em apostas futuras.

    De acordo com a Caixa, o portal oferece ainda a comodidade da conferência online. Basta clicar na aposta e o sistema identifica se os números foram sorteados ou não.

    Caso o apostador tenha sido premiado, é possível visualizar o valor e os canais disponíveis para o recebimento do prêmio. Um código de resgate será gerado e deverá ser apresentado no local onde vai ser retirado o prêmio. Apenas o portador do CPF ou um procurador podem sacar a premiação.

  • A cada 10 minutos um estupro é registrado no Brasil, mostra levantamento

    Em 2017, 175 pessoas foram assassinadas, por dia, no Brasil. Foram quase 64 mil mortes violentas, um aumento de quase 3% comparado com 2016, que fez o país bater mais um recorde no histórico de violência.

    Com 30,8 homicídios por 100 mil habitantes, o Brasil tem uma taxa três vezes maior que o limite definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para considerar a violência epidêmica.

    O Brasil também registrou um novo recorde também na violência contra a mulher. O número de estupros aumentou mais de 8% quando comparado com 2016 e chegou a mais de 60 mil casos.

    A cada 10 minutos um estupro é registrado no país. Na prática, esse número pode ser dez vezes maior, já que menos de 10% dos estupros são registrados em boletins de ocorrência.

    O que também cresceu foi o número de pessoas mortas em intervenções policiais. Em média, são 14 mortes decorrentes de ações policiais, por dia. Um crescimento de 20% comparando com 2016.

    O número coloca a polícia brasileira como uma das mais letais do mundo e a situação varia muito de estado para estado. A polícia de São Paulo está entre as mais letais. De cada três homicídios registrados na capital paulista, um foi resultado de uma ação policial.

    Esses são números que estão no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa quinta-feira (9), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Segundo a análise feita pelos especialistas do fórum, o aumento da violência tem relação direta com o caos no sistema prisional e o crime organizado para a venda de armas e drogas.

    Sobre as armas, o fórum afirma que há um completo descontrole sobre as armas que circulam no país.

    Enquanto a violência cresce, os estados, que respondem por mais de R$ 8 a cada R$ 10 investidos na segurança pública, não aumentam os gastos no setor em função do teto no corte de gastos.

    Mas para David Marques, coordenador de projetos do fórum, mais do que ampliar o volume de investimentos é preciso mudar os rumos das políticas de segurança pública.

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    “Com o que existe hoje, com esse nível de investimento, e os nossos recursos daria para fazer melhor. Nós ainda podemos crescer em recursos, em investimento na área é necessário, principalmente por parte do governo federal, mas não é um gasto para mais arma, mais viatura, mais do mesmo, é para fazer alguma coisa diferente, é para fazer uma coisa nova. Eleger prioridades com objetivos e metas claras e estratégias que sejam inovadoras, baseadas em envidências que sejam científicas.

    O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, comentou os números do relatório. Disse que o governo trabalha contra o crime organizado e prometeu que o novo Susp, o Sistema Único de Segurança Publica, começa a ser implantado até o final do mês.

    “Nós estamos criando a coordenação nacional, reunindo todos os orgãos da área de segurança pública, de acompanhamento de monitoramento, para combater as facções criminosas, motor da violência no país.”

    O Susp prevê a integração das políticas de segurança de estados, municípios e da União. O projeto aprovado pelo Congresso Nacional foi sancionado em junho.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo discorda da metodologia aplicada e da nomenclatura utilizada “Mortes Violentas Intencionais”, já que é errado somar ocorrências de morte decorrente de intervenção policial aos homicídios e latrocínios, pois são situações que por sua dinâmica e modo de controle em nada se equivalem.

    São Paulo adota o modelo de contabilização de dados de mortes semelhante ao modelo do FBI – polícia americana equivalente à Polícia Federal brasileira – e da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ações de forças policiais são contabilizadas de forma separada.

    A secretaria desenvolve medidas para redução da letalidade policial. Toda a ocorrência é acompanhada, monitorada e analisada para constatar se a ação policial foi realmente legítima.

    A maioria dos casos ocorre quando policiais atuam para impedir roubos. Nos últimos cinco anos, cerca de 60% dos confrontos entre policiais militares e criminosos aconteceram nesta situação.

    Em 2017, foram presos em flagrante 152.448 pessoas contra 687 que morreram durante troca de tiros. Assim, o total de mortos sobre o universo de pessoas presas representa 0,45%. Por Radioagência Nacional.

  • Incêndios na Califórnia deixam 10 mortos; 1,1 mil casas foram destruídas

    Já são 10 vítimas confirmadas devido aos incêndios que afetam a Califórnia há 10 dias.

    A informação foi divulgada nessa quinta-feira (9) em um balanço do Departamento estadual de Proteção Florestal contra incêndios do estado.

    Desde julho, 20 incêndios afetam a região – o maior deles ainda ativo – foi chamado de Carr e já destruiu mais de 71 mil hectares no norte do estado.

    Segundo o levantamento, até agora somente 48% das chamas foram contidas e cerca de 1,1 mil casas foram destruídas.

    Ao todo, quatro mil bombeiros trabalham para conter os focos do incêndio. Mas segundo o governo as equipes sofrem com o trabalho intenso. Dois bombeiros morreram em atividade.

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    Os incêndios deste mês de julho e começo de agosto já destruíram mais de 1,150 quilômetros e já ultrapassaram o recorde anterior deixado pelo incêndio Thomaz, que em dezembro atingiu uma área de 1,140 quilômetros, no sul do estado.

    Segundo especialistas, os incêndios na Califórnia têm sido cada vez mais frequentes e intensos, formando tempestades de fogo, por causa do tempo seco, calor intenso e ventos fortes.

    Combinados, esses três elementos servem de combustível para aumentar o poder de destruição das chamas. Por Radioagência Nacional.

  • Comissão de Direitos Humanos pode votar Estatuto do Cigano

    Pode ser votado na próxima semana pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) o projeto que cria o Estatuto do Cigano. O texto, do senador Paulo Paim (PT-RS), traz definições sobre o povo cigano e garante direitos aos indivíduos dessa população, que no Brasil é estimada em 500 mil pessoas. O relatório do senador Hélio José (Pros-DF) foi lido na terça-feira (7).

    — Precisamos estender aos povos ciganos o manto da proteção e respeito que a doutrina contemporânea dos direitos humanos garante a todas as minorias étnicas, de modo a combater sua marginalização e concretizar o direito democrático de grupos específicos de ter a sua diferença legitimamente incluída na pluralidade democrática reconhecida no nosso ordenamento institucional — diz Hélio José.

    Informações divulgadas pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) apontam a existência, no Brasil, de pelo menos três etnias ciganas: Calon, Rom e Sinti. Levantamento feito em 2011 mostrou que os acampamentos ciganos encontravam-se em 291 municípios situados em 21 unidades da Federação. Estima-se que, naquele ano, a população cigana brasileira chegava a meio milhão de pessoas.

    Por conta dessa defasagem nos dados, um dos pontos reivindicados pelos ciganos e incluídos no projeto é justamente a obrigação de recolhimento periódico de dados demográficos sobre sua população para subsidiar a elaboração de políticas públicas.

    Garantias

    O projeto busca garantir aos povos ciganos a inclusão social, política e econômica, além da defesa dos direitos individuais e coletivos; e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. De acordo com o texto, é dever do Estado e da sociedade promover a inclusão dos ciganos, defendendo sua dignidade, sua liberdade de crença e de consciência e sua cultura.

    A proposição garante oportunidades nos diversos setores da vida social, no acesso a saúde, terra e trabalho, e nas políticas de promoção da igualdade social. Incentiva a educação básica dos ciganos, sem distinção de gênero. Também prevê a criação de espaços para a disseminação da cultura desta população.

    Outra inovação é a caracterização das línguas ciganas como bem cultural de natureza imaterial e o reconhecimento de contribuição dos ciganos como povo formador da história do Brasil. Também está prevista a garantia do atendimento de saúde mesmo ao cigano que não for civilmente identificado.

    Na área trabalhista, o governo deverá adotar ações para vedar a discriminação no emprego e na profissão. O texto também prevê oficinas de profissionalização e incentivo a empresas e organizações privadas para que contratem ciganos recém-formados.

    Além disso, há a previsão de incentivo ao crédito e acesso à moradia, respeitando-se as particularidades culturais da etnia. Os ranchos e acampamentos são partes da cultura e tradição da população cigana, configurando-se asilo inviolável, diz o projeto.

    Alterações

    O texto já tinha sido analisado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde sofreu alterações. Na CDH, o relator sugeriu novas mudanças, que ainda precisam ser votadas. Grande parte delas para melhorar a redação e atualizar alguns termos presentes no texto.

    A expressão “população cigana” foi substituída por “povos ciganos”, considerada mais condizente com a realidade sociocultural desses grupos étnicos. “Um povo é um grupo de pessoas com identidade histórica e cultural própria, ao passo que população é apenas um conjunto de pessoas”, explicou. Outra substituição feita foi a de “igualdade de oportunidades” por “inclusão”, termo considerado mais atual pelo relator.

    Já a expressão “valores religiosos” foi substituída por “liberdade de crença e de consciência”. Outro ajuste de redação sugerido é a substituição de “pequena e média produção, nos meios rural e urbano”, por “pequena e média empresa e para a agricultura familiar e o cooperativismo” na parte do texto que prevê o incentivo e a orientação do poder público sobre o acesso ao crédito para o povo cigano.

    Hélio José também sugere suprimir a parte do texto que assegura à criança e ao adolescente ciganos o direito de transferência de matrícula quando forem filhos de artistas profissionais itinerantes. De acordo com o relator, esse direito já é garantido por lei a qualquer criança ou adolescente.

    Mudanças acatadas

    Além das emendas da CDH, o relator sugere, ainda, que sejam mantidas alterações feitas nas outras comissões, como a determinação da identidade cigana. O texto original previa que seriam considerados ciganos os que se autodeclarassem assim. Uma mudança aprovada pela CE e pela CAS reformulou essa definição e incluiu como critério para a identificação do cigano o reconhecimento da comunidade.

    Outra alteração já aprovada anteriormente e mantida pelo relator foi a supressão do artigo que tornava obrigatório o estudo da história geral da população cigana no ensino fundamental e no ensino médio. O entendimento foi de que a implantação de inovações curriculares não deve ser feita por meio de alterações da legislação ordinária, mas pelas áreas técnicas do governo federal.

    Também foram mantidas no relatório a inclusão de um capítulo específico para o desporto e o lazer, as alterações nas ações de saúde voltadas especificamente para os ciganos e a previsão de atendimento de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) ao cigano que não for civilmente identificado. O texto original não especificava o tipo de atendimento. Por Agência Senado.

  • Jovem é condenado a 5 prisões perpétuas por assassinar a família

    Um adolescente foi condenado nos Estados Unidos a cinco prisões perpétuas por matar a facadas os seus pais e três irmãos, segundo informou a Associated Press nesta quinta-feira.

    Michael Bever, hoje com 19 anos, tinha 16 quando ele e seu irmão mais velho, Robert, assassinaram a mãe, o pai, dois irmãos mais novos e a irmã de apenas 5 anos no subúrbio de Tulsa, no estado do Oklahoma. Outras duas irmãs, felizmente, sobreviveram ao ataque. Robert, na época com 18 anos, foi condenado em 2016 a uma pena de prisão perpétua.

    Michael, além das cinco penas de prisão perpétua, também foi condenado pelo juri a mais 28 anos de prisão pelo ataque a uma das irmãs sobreviventes, que, na época, tinha 13 anos. Até hoje, o motivo dos crimes é desconhecido.

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    – Praticar exercícios pode ajudar a vencer o vício em cocaína

    De acordo com os vizinhos, todas as crianças da família Bever eram educadas em casa e mantidas sob forte vigilância, sendo proibidas de se misturar com pessoas de fora da família. Pouco depois da chacina, em 2015, Robert disse à polícia que seus pais costumavam bater neles. Segundo ele, sua esperança era a de se tornar famoso com os assassinatos. Por Sputnik Brasil.

  • Praticar exercícios pode ajudar a vencer o vício em cocaína

    O exercício pode ajudar a prevenir recaídas na dependência de cocaína, de acordo com uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Buffalo, nos EUA.

    “O vício em cocaína é frequentemente caracterizado por ciclos de recuperação e recaída, com estresse e emoções negativas, muitas vezes causadas pela própria abstinência, entre as principais causas de recaída”, diz Panayotis Thanos, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa em Vícios e Departamento de Farmacologia da Universidade.

    Usando modelos animais, Thanos descobriu que o exercício aeróbico regular (uma hora em uma esteira, cinco vezes por semana) diminuiu o comportamento de procura de cocaína induzida pelo estresse. O exercício também alterou as respostas comportamentais e fisiológicas ao estresse.

    Indivíduos viciados em cocaína alteraram as respostas neurais, comportamentais e fisiológicas ao estresse. Uma pesquisa recente de Thanos demonstrou como o exercício físico pode alterar a via da dopamina mesolímbica do cérebro, que está ligada às propriedades recompensadoras e reforçadoras de drogas como a cocaína.

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    Além disso, o exercício tem mostrado reduzir os hormônios do estresse e elevar o humor, o que poderia ajudar a aliviar a ansiedade e as emoções negativas associadas à abstinência.

    Estudos já mostraram que o exercício aeróbico (também conhecido como “cárdio”) é uma estratégia eficaz contra muitos problemas de saúde física, incluindo doenças cardíacas, diabetes e artrite, juntamente com certos problemas de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão.

    “Nossos resultados sugerem que o exercício aeróbico regular pode ser uma estratégia útil para a prevenção de recaídas, como parte de um amplo programa de tratamento para recuperação de usuários de cocaína”, disse Thanos. “Mais pesquisas são necessárias para ver se esses resultados também são verdadeiros para outras drogas que causam dependência.”

  • Feminicídio: quando ousar é morrer e calar é morrer ainda mais

    Em 2015, entrou em vigor a lei nº. 13.104/2015, que tipifica o feminicídio como crime hediondo, motivado por questão de gênero. De lá pra cá, pesquisas indicam que a cada três horas uma investigação por feminicídio é aberta no Brasil.

    “Eu fico olhando ele dormir toda noite. Ele não faz um ruído, sabia? É uma coisa assustadora. Não ronca, não respira alto. Parece alguém em coma; um semimorto. Como é possível? Isso não é justo. Não está certo ele dormir assim enquanto eu passo a noite cuidando do meu corpo cheio de dor. Cada tapa, cada soco, cada pontapé me deixa toda marcada, está vendo? A minha pele está toda roxa. Tem uns lugares em que os hematomas nem saem mais. Está vendo a minha coxa? É o lugar que ele mais chuta. Acho que é porque essa parte do corpo está sempre coberta e ninguém vê as marcas. Eu nunca mais vesti um short. Nunca mais fui à praia, acredita? Mas as coxas não me preocupam. Na hora em que ele começa a bater eu só me lembro de usar as mãos e os braços para proteger a cabeça. Faço uma espécie de redoma, de escudo. Assim, está vendo? Mas tem hora que ele me pega desprevenida. Eu morro de medo que ele machuque os meus olhos. Ou a minha cabeça. Fico imaginando como seria ficar em cima de uma cama. Dependendo dos outros; dependendo dele. Imagina o que mais ele faria comigo.” (Cinthia Kriemler)

    O futuro de mulheres é decidido todos os dias por homens. O futuro ou a inexistência dele. Assim, ocorreu com a policial militar Juliane dos Santos Duarte, de 27 anos. Bastou uma ousada identificação como integrante da polícia em um bar na comunidade Paraisópolis para acabar assassinada brutalmente a tiros e escondida no porta malas de um carro.

    Em Guarapuava (PR), duas semanas antes, a advogada Tatiane Sptizner, de 29 anos, foi jogada pelo marido Luís Felipe Mainvailer, do 4º andar do apartamento, após sofrer agressões brutais durante toda a noite, registradas em câmeras do edifício.

    Mais recentemente, no último dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou 12 anos e nesse mesmo dia o nome de Adriana Castro Rosa Santos, de 40 anos, entrou para as estatísticas. Ela foi assassinada a tiros nessa terça-feira (7/8) pelo marido, o policial militar Epaminondas Silva Santos, 51 anos, que, em seguida, tirou a própria vida.

    “Uma mulher que apanha do marido só vai à delegacia quando ela está no seu limite, depois de sofrer muito. Fui queimanda com ferro de passar roupa por me negar a ter relações sexuais com meu marido. Fui à delegacia dar queixa e a delegada perguntou se eu tinha testemunhas do fato. Ora, eu estava ali queimada. Só me senti uma mulher livre para criar meus dois filhos depois que enfrentei meu marido com um facão. Foi só aí que ele parou de me espancar. Após seis tentativas de separação, fui vítima de cinco balas disparadas por meu ex-marido, e eu carrego todas essas marcas e a cicatriz na alma. Ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão, mas, mesmo assim, a Lei Maria da Penha é um avanço e uma esperança”. (Roseni – Brasília DF)

    A gênese do crime de feminicídio é o relacionamento abusivo.

    “Eu sofri violência quando eu tinha 17 anos de um namorado meu. No começo ele era muito cuidadoso,carinhoso,se mostrava um amor de pessoa,depois fui ver que não era assim. A primeira vez que ele me bateu ele estava muito bebâdo, e me deu um tapa na cara, porque ele não havia gostado do que eu disse pra ele. No momento fiquei muito apavorada, desci do carro e queria ir embora de taxi, mas ele me ligou e eu voltei pra ele. Na outra vez que ele me bateu foi em uma discoteca na frente de todos porque eu havia perdido um cartão que dá acesso a conta da boate. Eu chorei muito, e os amigos dele queriam me levar embora mas eu acabei perdoando ele mais uma vez.”
    (Luciana Andrade – Foz do Iguaçu PR)

    “O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio”. (Conselho Nacional de Justiça). De acordo com o G1, 12 mulheres são caladas diariamente no país. “Calar” é exatamente o termo correto, já que o homicídio decorre da primeira e única tentativa da mulher em se ver livre do que vive – ou se morre. Ali, naquele súbito de voz, de força, a voz mais alta que bate, também mata. E na melhor das circunstâncias se morre, achando que o golpe deve ainda matar menos, do que já se está morta. Só que não era, né? Para tudo acabar assim, em silêncio…

  • Samsung apresenta seu primeiro Smartwatch sob a marca Galaxy Watch

    A Samsung Electronics Co. apresentou nesta quinta-feira (09) o seu primeiro smartwatch com o nome Galaxy Watch, que apresenta melhores características relacionadas à saúde e um design mais elegante do que os modelos anteriores.

    A gigante sul-coreana, que realizou uma apresentação para o Galaxy Note 9 em Nova York, também apresentou o aguardado Galaxy Watch.

    A Samsung disse que decidiu mudar o nome de seus wearables do título anterior, Gear, para o Galaxy, já que deseja oferecer a mesma experiência que os smartphones Galaxy através de seus dispositivos mais recentes.

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    “Pretendemos continuar com a tradição única do Samsung Electronics, mesmo no segmento de wearable”, disse Koh Dong-jin, chefe da divisão de TI e dispositivos móveis da Samsung. “O Galaxy Watch é um produto que oferece experiências otimizadas para cada estilo de vida, refletindo as necessidades dos clientes”, concluiu.

    O Galaxy Watch será lançado em três versões, a edição prata de 46 mm, juntamente com a versão de 42 mm, que virá em preto e dourado.

    Mantendo o design redondo, a Samsung disse que os novos dispositivos podem oferecer um som de tique-taque para fazê-los parecer relógios de verdade.

  • Assembléia Legislativa do Rio aprova criação da Política de Incentivo ao Samba Fluminense

    A ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovou a criação da Política Estadual de Promoção, Salvaguarda, Fomento e Incentivo ao Samba Fluminense através da votação em segunda discussão do projeto de lei número 2903/17, de autoria dos deputados Carlos Minc, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Waldeck Carneiro, do PT (Partido dos Trabalhadores) e Zaqueu Teixeira, do PSD (Partido Social Democrático).

    O deputado Waldeck pontuou alguns dos instrumentos a partir dos quais se dará a valorização do samba.

    O projeto de lei foi elaborado em conjunto com movimentos de sambistas e, agora que foi aprovado em segunda votação, o texto segue para sanção do governador Luiz Fernando Pezão. Por Radioagência Nacional.

  • Crimes de estupro terão penas aumentadas; matéria vai à sanção presidencial

    O Senado aprovou um texto que torna mais rígida a pena para quem praticar estupro coletivo.

    A pena será aumentada em um terço se o crime for cometido em local público, aberto ao público ou com grande aglomeração de pessoas ou em meio de transporte público, durante a noite em lugar ermo, com o uso de arma, ou por qualquer meio que impeça a vítima de se defender.

    A punição pode ser aumentada em dois terços se o crime resultar em gravidez da vítima, ou se ela for contaminada por doença sexualmente transmissível. E ainda se a vítima for idosa ou pessoa com deficiência.

    O texto também torna crime a importunação sexual, a chamada vingança pornográfica e a divulgação de cenas de estupro.

    Porém, esse dois tipos de crime são consideradas penalidades de gravidade média porque, segundo os senadores, não ocorre tecnicamente um estupro. Antes, essas ocorrências eram enquadradas como uma simples contravenção ou transgressão.

    Um exemplo da importunação sexual são as ocorrências de assédio à mulheres, no transporte coletivo. Neste caso, a pena é de reclusão de 1 a 5 anos.

    Essa é a mesma pena prevista para quem oferecer, vender ou divulgar, por qualquer meio, fotografia ou vídeo com cena de estupro ou com apologia a essa prática.

    No caso de o criminoso manter ou ter mantido alguma relação íntima com a vítima, como ex-namorado, marido ou companheiro, a pena poderá ser aumentada de um terço a dois terços.

    O projeto, agora, segue para sanção presidencial. Por Radioagência Nacional.