O Brasil e o mundo vivem uma crise inédita de escassez de semicondutores que prejudica a produção de veículos. Como consequência, várias montadoras interromperam suas fábricas reduzindo o número de automóveis novos no mercado.
Por conta disso, os poucos carros zero km que ainda são vendidos estão com os preços nas alturas. Veículos que antes custavam cerca de R$ 50 mil, hoje passam fácil dos R$ 90 mil. A solução para muita gente foi recorrer ao seminovo ou usado.
Essa movimentação fez com que o preço desse seguimento seguisse a alta dos carros novos, elevando ainda mais a inflação no país.
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O presidente da General Motors na América do Sul, Carlos Zarlenga, disse que a indústria já promoveu aumento de 10% nos preços neste ano e deve continuar fazendo reajustes para recompor suas margens de rentabilidade.
“Com desvalorizações do real de 46% neste ano, tem de ter repasse de preço … Quanto mais repassa, mais afeta a demanda, mas não tem jeito”, disse ele.
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O senador Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu, nesta quinta-feira (8), a aprovação da Medida Provisória 843/2018, que cria o Rota 2030, um novo regime tributário para as montadoras de veículos no Brasil. Segundo ele, o texto é um marco para desenvolvimento industrial do Nordeste, uma vez que prevê benefícios específicos para montadoras instaladas na região.
— Havia um preconceito histórico em relação ao Nordeste, condenado a atividades menos sofisticadas. Um preconceito em relação ao potencial do povo, sobretudo em relação ao setor industrial e ao de serviços modernos —afirmou.
O parlamentar destacou a importância da presença da Ford, que tem fábrica em Camaçari, Bahia, e do grupo Fiat-Chrysler, com unidade fabril em Goiana, Pernambuco. Segundo Armando, a atuação do setor automotivo nesses locais tem permitido a formação de capital humano, com técnicos de alta qualificação.
— A direção do grupo Fiat dá testemunho de como a mão de obra nordestina responde de forma positiva aos programas de qualificação profissional — afirmou.
O senador aproveitou para pedir o apoio dos colegas para aprovação do texto e a atenção do presidente Michel Temer para que ele sancione a proposta.
A MP 843/2018 foi aprovada na quarta-feira (07), no Plenário da Câmara, na forma do projeto de lei de conversão apresentado pelo relator na comissão especial, deputado Alfredo Kaefer (PP-PR). Para se beneficiarem do novo regime tributário, as empresas, como contrapartida, terão que investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Por Agência Senado.
Projeto em análise no Senado pode prevenir acidentes causados por vidros elétricos de fechamento automatizado, que não exigem a pressão contínua do botão. O PLS 150/2018 torna obrigatória a presença de proteção antiesmagamento em veículos com vidros elétricos e outros dispositivos, como tetos solares, quando houver fechamento com automação.
O sistema antiesmagamento garante que o vidro do carro pare de subir ao detectar a presença de algo que impeça o fechamento completo. Quando isso acontece, o sentido é invertido, ou seja, o dispositivo volta a abrir a janela automaticamente. A ausência desse tipo de proteção pode levar a acidentes graves e até à morte por estrangulamento, especialmente de crianças.
De acordo com o autor do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), a presença desses dispositivos de segurança já é prevista em uma resolução de 2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Os efeitos da resolução, explicou o senador, passaram a valer em 2017, mas algumas empresas têm recorrido à Justiça contra a obrigatoriedade dos dispositivos.
Uma das alegações mais comuns é de que o Contran não tem poder para editar essas regras. Pimentel afirma que, para preencher essa lacuna, é preciso transformar em lei o conteúdo da resolução, com ajustes no texto para evitar dúvidas de interpretação que pode servir como brechas para o descumprimento da norma.
Acidentes
Ao apresentar o texto, Pimentel afirmou que, nos Estados Unidos, nos últimos 15 anos, mais de 80 crianças foram vítimas desse tipo de acidente. No Brasil, apesar de não haver um estimativa em números, há vários casos noticiados pela imprensa. Os cinco casos citados pelo senador vitimaram crianças e um adolescente com deficiência.
A proteção contra esmagamento é exigida para vidros, tetos e painéis elétricos com automação para o fechamento, seja por controle remoto ou pela função “one-touch” (toque único) dos botões internos de comando. Vidros com acionamento manual ou com acionamento elétrico que não tenham esse tipo de automação não precisarão da proteção.
O projeto está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tem como relator o senador José Agripino (DEM-RN). Por Agência Senado.
Sem o programa Inovar Auto, que sobretaxava compras de automóveis de fora do Mercosul e do México, a importação de automóveis cresceu 48% no primeiro trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, informou hoje (2) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Nos três primeiros meses do ano, o Brasil importou 50.876 veículos de passageiro, contra 34.342 unidades no primeiro trimestre de 2017.
Em valores, o país importou US$ 922 milhões em automóveis de passageiros de janeiro a março, alta de 76% na comparação com os US$ 540 milhões importados no mesmo período de 2017. Atualmente, o governo negocia um novo regime automotivo, o Rota 2030, que não foi anunciado até agora.
De 2012 a 2017, o Inovar Auto cobrou alíquota adicional de 30 pontos percentuais de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos produzidos fora do Brasil. A exceção foram Argentina e México, com os quais o Brasil estabeleceu cotas de importação que podiam escapar da sobretaxa.
Com o término do Inovar Auto, no fim do ano passado, os demais países passaram a vender carros para o Brasil em condições de igualdade com México e Argentina. Mesmo assim, esses dois países concentraram 60% do crescimento das importações de veículos neste ano.
“Nossa análise mostra que a principal parcela do crescimento se dá em razão do aumento das compras internas, pois a origem são países que já têm acordo automotivo com o Brasil, como Argentina e México, e que não eram objeto de alíquota adicional”, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto.
De acordo com Abrão Neto, entre os países sem acordo automotivo com o Brasil, que responderam pelos 40% de crescimento restante no primeiro trimestre, destacam-se a Alemanha, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão.
O crescimento das importações em ritmo superior ao aumento das exportações fez o saldo da balança comercial recuar em março. No mês passado, o Brasil exportou US$ 6,281 bilhões a mais do que importou, queda de 12% em relação ao saldo positivo de US$ 7,136 bilhões em março do ano passado.
Para este ano, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços projeta superávit da balança comercial em torno de US$ 50 bilhões, abaixo do saldo positivo recorde de US$ 67 bilhões obtido no ano passado. Segundo Abrão Neto, o recuo deve-se à recuperação da economia, que está fazendo a população brasileira retomar o consumo de mercadorias importadas.
Apesar da alta nas importações de automóveis, o secretário diz que o crescimento das importações está sendo salutar porque parte da alta está se destinando à aquisição de bens usados na produção. Nos três primeiros meses do ano, a compra de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceu 18,2%, e a importação de bens intermediários (insumos) subiu 9,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em contrapartida, a compra de bens de consumo subiu 18,8%. Por: Agência Brasil