Tag: Biotecnologia

  • Como a inteligência artificial pode ser usada para editar genes e curar doenças

    Como a inteligência artificial pode ser usada para editar genes e curar doenças

    Pesquisadores desenvolvem um modelo de aprendizado profundo que pode prever a atividade alvo e não alvo de ferramentas CRISPR que podem ser usadas para desenvolver novas terapias baseadas em RNA.

    CRISPR é uma tecnologia que pode ser usada para editar genes e, como tal, pode mudar o mundo. A essência do CRISPR é simples: é uma forma de encontrar um pedaço específico de DNA dentro de uma célula. Depois disso, o próximo passo na edição de genes com CRISPR é geralmente alterar esse pedaço de DNA. No entanto, o CRISPR também foi adaptado para fazer outras coisas, como ligar ou desligar genes sem alterar sua sequência.

    O RNA é uma molécula que desempenha um papel fundamental na expressão dos genes e na regulação da atividade celular. O RNA também é o principal material genético de alguns vírus, como o SARS-CoV-2 e a gripe. Por isso, controlar o RNA pode ter aplicações importantes na biotecnologia e na medicina.

    Uma das formas de controlar o RNA é usando ferramentas CRISPR, que são sistemas moleculares capazes de reconhecer e cortar sequências específicas de DNA ou RNA. As CRISPRs que miram o RNA podem ser usadas para editar, silenciar ou regular a expressão de genes de interesse.

    No entanto, para que as CRISPRs sejam eficazes e seguras, é preciso garantir que elas atuem apenas no RNA alvo pretendido e não em outros RNAs que podem ter funções importantes para a célula. Além disso, é preciso evitar que as CRISPRs causem mutações indesejadas no RNA alvo, como inserções ou deleções de nucleotídeos.

    Para resolver esse problema, pesquisadores da Universidade de Nova York, da Columbia Engineering e do New York Genome Center desenvolveram um modelo de inteligência artificial que pode prever a atividade alvo e não alvo de CRISPRs que miram o RNA. O modelo, chamado TIGER (Targeting Inference for Gene Expression Regulation), combina um modelo de aprendizado profundo com telas CRISPR para avaliar o desempenho de diferentes guias CRISPR em células humanas.

    O TIGER pode prever não apenas a compatibilidade entre o guia CRISPR e o RNA alvo, mas também as mutações de inserção e deleção que podem ocorrer no RNA alvo. Essas mutações são importantes de serem consideradas, pois podem alterar a função ou a estabilidade do RNA.

    Além disso, o TIGER pode ser usado para modular precisamente a dosagem gênica, ou seja, a quantidade de um gene específico que é expresso na célula. Isso pode ser feito usando guias CRISPR que têm incompatibilidades com o RNA alvo, o que resulta em uma inibição parcial da expressão gênica. Essa técnica pode ser útil para tratar doenças nas quais há muitas cópias de um gene ou uma expressão gênica aberrante, como síndrome de Down, esquizofrenia, doença de Charcot-Marie-Tooth ou câncer.

    Os pesquisadores testaram o TIGER em diferentes cenários e demonstraram que ele é capaz de prever com precisão a atividade das CRISPRs que miram o RNA. Eles também mostraram que o TIGER pode ajudar a selecionar os melhores guias CRISPR para cada objetivo terapêutico ou experimental.

    O estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology e representa um avanço na área de biologia sintética e terapia gênica. Os pesquisadores esperam que as previsões do TIGER possam ajudar a evitar os efeitos colaterais indesejados das CRISPRs e estimular o desenvolvimento de uma nova geração de terapias baseadas em RNA.

    Fonte: Link 1, Link 2.

    CRISPR é uma tecnologia que pode ser usada para editar genes e, como tal, pode mudar o mundo. A essência do CRISPR é simples: é uma forma de encontrar um pedaço específico de DNA dentro de uma célula. Depois disso, o próximo passo na edição de genes com CRISPR é geralmente alterar esse pedaço de DNA. No entanto, o CRISPR também foi adaptado para fazer outras coisas, como ligar ou desligar genes sem alterar sua sequência.

    O RNA é uma molécula que desempenha um papel fundamental na expressão dos genes e na regulação da atividade celular. O RNA também é o principal material genético de alguns vírus, como o SARS-CoV-2 e a gripe. Por isso, controlar o RNA pode ter aplicações importantes na biotecnologia e na medicina.

    Uma das formas de controlar o RNA é usando ferramentas CRISPR, que são sistemas moleculares capazes de reconhecer e cortar sequências específicas de DNA ou RNA. As CRISPRs que miram o RNA podem ser usadas para editar, silenciar ou regular a expressão de genes de interesse.

    No entanto, para que as CRISPRs sejam eficazes e seguras, é preciso garantir que elas atuem apenas no RNA alvo pretendido e não em outros RNAs que podem ter funções importantes para a célula. Além disso, é preciso evitar que as CRISPRs causem mutações indesejadas no RNA alvo, como inserções ou deleções de nucleotídeos.

    Para resolver esse problema, pesquisadores da Universidade de Nova York, da Columbia Engineering e do New York Genome Center desenvolveram um modelo de inteligência artificial que pode prever a atividade alvo e não alvo de CRISPRs que miram o RNA. O modelo, chamado TIGER (Targeting Inference for Gene Expression Regulation), combina um modelo de aprendizado profundo com telas CRISPR para avaliar o desempenho de diferentes guias CRISPR em células humanas.

    O TIGER pode prever não apenas a compatibilidade entre o guia CRISPR e o RNA alvo, mas também as mutações de inserção e deleção que podem ocorrer no RNA alvo. Essas mutações são importantes de serem consideradas, pois podem alterar a função ou a estabilidade do RNA.

    Além disso, o TIGER pode ser usado para modular precisamente a dosagem gênica, ou seja, a quantidade de um gene específico que é expresso na célula. Isso pode ser feito usando guias CRISPR que têm incompatibilidades com o RNA alvo, o que resulta em uma inibição parcial da expressão gênica. Essa técnica pode ser útil para tratar doenças nas quais há muitas cópias de um gene ou uma expressão gênica aberrante, como síndrome de Down, esquizofrenia, doença de Charcot-Marie-Tooth ou câncer.

    Os pesquisadores testaram o TIGER em diferentes cenários e demonstraram que ele é capaz de prever com precisão a atividade das CRISPRs que miram o RNA. Eles também mostraram que o TIGER pode ajudar a selecionar os melhores guias CRISPR para cada objetivo terapêutico ou experimental.

    O estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology e representa um avanço na área de biologia sintética e terapia gênica. Os pesquisadores esperam que as previsões do TIGER possam ajudar a evitar os efeitos colaterais indesejados das CRISPRs e estimular o desenvolvimento de uma nova geração de terapias baseadas em RNA.

    Fonte: Link 1, Link 2.

  • Como plantas geneticamente modificadas podem melhorar a qualidade do ar

    Como plantas geneticamente modificadas podem melhorar a qualidade do ar

    Você sabia que as plantas de interior não são tão eficientes na purificação do ar como se pensava? Um estudo recente mostrou que seriam necessárias 680 plantas para limpar o ar em um ambiente de 457 metros quadrados. Mas isso pode mudar com a ajuda da biotecnologia.

    Uma startup francesa chamada Neoplants está desenvolvendo a primeira planta de interior geneticamente modificada para combater a poluição do ar em espaços fechados. Trata-se do Neo P1, uma versão melhorada da pothos, uma trepadeira tropical que já é popular como planta ornamental.

    O Neo P1 tem duas vantagens sobre as plantas comuns: ele possui genes adicionais que lhe permitem metabolizar os compostos orgânicos voláteis (COVs) presentes no ar, como benzeno e formaldeído, e ele conta com bactérias simbióticas no solo que transformam esses poluentes em substâncias inofensivas.

    Segundo os criadores do Neo P1, essa planta pode reduzir em até 90% os níveis de COVs em um ambiente de 20 metros quadrados em apenas uma semana. Além disso, ela é fácil de cuidar e precisa apenas de água e de gotas especiais que mantêm o microbioma saudável.

    O Neo P1 é um exemplo de como a engenharia genética pode criar soluções inovadoras para problemas ambientais. Ao invés de depender de purificadores de ar convencionais, que consomem energia e geram resíduos, podemos usar plantas modificadas para limpar o ar de forma natural e sustentável.

    Fonte: Link.

    Uma startup francesa chamada Neoplants está desenvolvendo a primeira planta de interior geneticamente modificada para combater a poluição do ar em espaços fechados. Trata-se do Neo P1, uma versão melhorada da pothos, uma trepadeira tropical que já é popular como planta ornamental.

    O Neo P1 tem duas vantagens sobre as plantas comuns: ele possui genes adicionais que lhe permitem metabolizar os compostos orgânicos voláteis (COVs) presentes no ar, como benzeno e formaldeído, e ele conta com bactérias simbióticas no solo que transformam esses poluentes em substâncias inofensivas.

    Segundo os criadores do Neo P1, essa planta pode reduzir em até 90% os níveis de COVs em um ambiente de 20 metros quadrados em apenas uma semana. Além disso, ela é fácil de cuidar e precisa apenas de água e de gotas especiais que mantêm o microbioma saudável.

    O Neo P1 é um exemplo de como a engenharia genética pode criar soluções inovadoras para problemas ambientais. Ao invés de depender de purificadores de ar convencionais, que consomem energia e geram resíduos, podemos usar plantas modificadas para limpar o ar de forma natural e sustentável.

    Fonte: Link.

  • Biotecnologia: como a descoberta do reparo do DNA pode revolucionar o setor

    Biotecnologia: como a descoberta do reparo do DNA pode revolucionar o setor

    Uma equipe de pesquisadores da Michigan State University’s College of Veterinary Medicinefez uma descoberta que pode ter implicações para estratégias de edição genética terapêutica, diagnósticos e terapias de câncer e outros avanços em biotecnologia.

    A descoberta é sobre um grande complexo de proteínas chamado DNA-PK que inicia o processo de reparo do DNA.

    Os pesquisadores caracterizaram dois tipos diferentes de DNA-PK, cada um com um papel específico no reparo do DNA que não pode ser assumido pelo outro.

    O DNA-PK funciona em diferentes contextos em que o DNA é danificado ou precisa ser modificado. Alguns exemplos são:

    – Quando o DNA sofre quebras de dupla fita (DSBs), que são cortes nas duas fitas do DNA. O DNA-PK ajuda a reparar essas quebras por um processo chamado junção de extremidades não homólogas (NHEJ).

    – Quando o DNA é danificado por agentes químicos ou radiação. O DNA-PK pode ser um alvo terapêutico para aumentar a eficácia desses agentes em células cancerosas.

    – Quando o DNA é replicado durante a divisão celular. O DNA-PK participa da resposta ao estresse de replicação, que é uma forma de proteger o DNA de erros ou instabilidades durante a cópia.

    – Quando o DNA precisa ser editado para fins terapêuticos ou industriais. O DNA-PK pode ser manipulado para alterar a expressão ou a função de genes específicos.

    Essa descoberta pode melhorar a biotecnologia porque pode ajudar a entender como o DNA-PK funciona em diferentes contextos e como ele pode ser manipulado para fins terapêuticos ou industriais.

    Fonte: ScienceDaily – Health & Medicine

    A descoberta é sobre um grande complexo de proteínas chamado DNA-PK que inicia o processo de reparo do DNA.

    Os pesquisadores caracterizaram dois tipos diferentes de DNA-PK, cada um com um papel específico no reparo do DNA que não pode ser assumido pelo outro.

    O DNA-PK funciona em diferentes contextos em que o DNA é danificado ou precisa ser modificado. Alguns exemplos são:

    – Quando o DNA sofre quebras de dupla fita (DSBs), que são cortes nas duas fitas do DNA. O DNA-PK ajuda a reparar essas quebras por um processo chamado junção de extremidades não homólogas (NHEJ).

    – Quando o DNA é danificado por agentes químicos ou radiação. O DNA-PK pode ser um alvo terapêutico para aumentar a eficácia desses agentes em células cancerosas.

    – Quando o DNA é replicado durante a divisão celular. O DNA-PK participa da resposta ao estresse de replicação, que é uma forma de proteger o DNA de erros ou instabilidades durante a cópia.

    – Quando o DNA precisa ser editado para fins terapêuticos ou industriais. O DNA-PK pode ser manipulado para alterar a expressão ou a função de genes específicos.

    Essa descoberta pode melhorar a biotecnologia porque pode ajudar a entender como o DNA-PK funciona em diferentes contextos e como ele pode ser manipulado para fins terapêuticos ou industriais.

    Fonte: ScienceDaily – Health & Medicine