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A Índia teve as 24 horas mais letais desde o início da pandemia. O país ultrapassou as 250 mil mortes registradas da doença que se alastra pelo interior do país.
Autoridades acreditam que o número de mortos e contaminados pode ser ainda maior pelo fato do país não estar fazendo testagem em massa e pela situação precária do combate à pandemia no país.
As mortes tiveram um aumento recorde com 4.205 óbitos registrados, e as infecções subiram 348.421 nas 24 horas, elevando o total de casos acima dos 23 milhões. Dados são do Ministério da Saúde indiano.
Com uma população de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia responde por metade dos casos e 30% das mortes em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As infecções diárias estão disparando no interior na comparação com cidades grandes. Mais da metade dos casos desta semana em Maharashtra, Estado do oeste indiano, surgiram em áreas rurais. Esta parcela é de quase dois terços em Uttar Pradesh, estado mais populoso do país e essencialmente rural.
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Um número cada vez maior de indianos está procurando os “gaushalas” ou “abrigos para vacas” para cobrir seus corpos com esterco e urina. Esses locais são usados para proteger as vacas da matança ilegal ou para cuidar delas durante os seus últimos anos de vida.
“Até médicos vêm aqui. Acreditam que essa terapia melhora sua imunidade e eles podem ir cuidar de pacientes sem medo”, disse Gautam Manilal Borisa, gerente de uma empresa farmacêutica.
Segundo ele, a prática o ajudou a se recuperar da Covid-19 no ano passado.
Médicos e cientistas na Índia e em todo o mundo alertaram repetidamente contra a prática de tratamentos alternativos para Covid-19, dizendo que eles podem levar a uma falsa sensação de segurança e complicar os problemas de saúde.
“Não há nenhuma evidência científica concreta de que o esterco de vaca ou a urina funcionem para aumentar a imunidade contra o Covid-19, é inteiramente baseado na crença”, disse o Dr. JA Jayalal, presidente nacional da Associação Médica Indiana.
“Também há riscos à saúde envolvidos em espalhar ou consumir esses produtos – outras doenças podem se espalhar do animal para os humanos”, completou.
Também existem preocupações de que a prática possa contribuir para a disseminação do vírus, já que envolve pessoas se reunindo em grupos.
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Um artigo publicado nesta terça-feira (4) no site da revista Nature, detalha os riscos e as consequências de governos que ignoram ou atrasam ações de acordo com os pareceres científicos.
Segundo o artigo, a maior falha do Brasil foi cometida pelo presidente Jair Bolsonaro, que caracterizou erroneamente a Covid-19 como uma “gripezinha” e se recusou a seguir os conselhos científicos na definição de políticas, como impor o uso de máscaras e limitar o contato entre as pessoas.
Já na Índia, os líderes não agiram tão decisivamente quanto era necessário permitido aglomerações, incluindo os protestos contra as polêmicas novas leis agrícolas que levaram milhares de agricultores às fronteiras de Nova Delhi. Os comícios eleitorais e as reuniões religiosas também continuaram durante meses.
Na semana passada, o número total de mortos no Brasil por Covid-19 ultrapassou 400 mil. Na Índia, a pandemia está ceifando cerca de 3.500 vidas por dia além do país sofrer colapso no sistema de saúde.
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Responsável por 43% de todos os novos infectados e 23% de todos as óbitos do planeta na última semana, país passa por um colapso em seu sistema de saúde e funerário.
Segundo dados da Universidade Johns Hopkins e do “Our World in Data” e da Universidade de Oxford, o mundo superou os 150 milhões de casos confirmados.
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Nova variante indiana fez o número de casos explodir, e faltam leitos de hospital, remédios e oxigênio. Nova edição do Boletim Brasil disponível para download.
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A Microsoft tem uma ferramenta que contabiliza em tempo real o número de casos confirmados, recuperados e fatais de Covid-19. Você pode acessar a ferramenta aqui
O incêndio atingiu o instituto que produz doses da vacina de Oxford, na Índia. Segundo o site de notícias “Times of India”, a produção do imunizante não foi afetada.
O Instituto Serum fabrica cerca de 50 milhões de doses da vacina que usa a tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.
Os bombeiros afirmaram que ao menos cinco caminhões foram enviados para combater o fogo, que foi controlado. Ainda não se sabe o que causou o incêndio.
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