Tag: Inflação

  • Mercado reduz expectativa de inflação e dólar para 2023

    Mercado reduz expectativa de inflação e dólar para 2023

    O mercado financeiro reduziu pela segunda semana consecutiva a expectativa de inflação para 2023, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (31/7).

    A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,90% para 4,84%, ainda acima da meta central de 4,25% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    A expectativa para o câmbio também foi revisada para baixo, com o dólar encerrando o ano a R$ 4,91, ante R$ 4,97 na semana anterior. O mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,24% e da taxa básica de juros (Selic) em 12%.

    O Boletim Focus é uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com as principais instituições financeiras do país. O objetivo é coletar as projeções dos analistas sobre os principais indicadores econômicos do país.

    A inflação tem sido um dos principais desafios para a política econômica do governo, que tem adotado medidas de ajuste fiscal e monetário para tentar conter a alta dos preços. Em junho, o IPCA registrou uma variação de 0,35%, acumulando 3,77% no ano e 8,35% em 12 meses.

    O Banco Central tem elevado a Selic desde março deste ano, quando iniciou um ciclo de aperto monetário para combater as pressões inflacionárias. A taxa básica de juros está atualmente em 10,25% ao ano e deve subir mais 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira (1º/8).

    O mercado espera que a Selic chegue a 12% até o final do ano e permaneça nesse patamar até o final de 2023. A taxa de juros é um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central para influenciar a atividade econômica e o nível de preços.

    O crescimento econômico também tem sido afetado pela crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19, que reduziu a demanda e a oferta de bens e serviços. O PIB brasileiro caiu 4,1% em 2022, a maior queda da série histórica iniciada em 1996.

    Para este ano, o mercado espera uma recuperação da economia, impulsionada pela vacinação da população e pelo avanço das reformas estruturais. A projeção é que o PIB cresça 2,24%, abaixo da estimativa do governo, que é de 3,5%.

    O câmbio também tem refletido as incertezas domésticas e internacionais. O dólar tem se valorizado frente ao real em meio às turbulências políticas, fiscais e sanitárias no Brasil e à expectativa de retirada dos estímulos monetários nos Estados Unidos.

    A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira (28/7) cotada a R$ 5,11, acumulando uma alta de 0,86% no mês e de 0,23% no ano. O mercado espera que o dólar se desvalorize até o final do ano e feche a R$ 4,91. Para 2023, a projeção é que a moeda fique em R$ 5.

    A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,90% para 4,84%, ainda acima da meta central de 4,25% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    A expectativa para o câmbio também foi revisada para baixo, com o dólar encerrando o ano a R$ 4,91, ante R$ 4,97 na semana anterior. O mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,24% e da taxa básica de juros (Selic) em 12%.

    O Boletim Focus é uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com as principais instituições financeiras do país. O objetivo é coletar as projeções dos analistas sobre os principais indicadores econômicos do país.

    A inflação tem sido um dos principais desafios para a política econômica do governo, que tem adotado medidas de ajuste fiscal e monetário para tentar conter a alta dos preços. Em junho, o IPCA registrou uma variação de 0,35%, acumulando 3,77% no ano e 8,35% em 12 meses.

    O Banco Central tem elevado a Selic desde março deste ano, quando iniciou um ciclo de aperto monetário para combater as pressões inflacionárias. A taxa básica de juros está atualmente em 10,25% ao ano e deve subir mais 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira (1º/8).

    O mercado espera que a Selic chegue a 12% até o final do ano e permaneça nesse patamar até o final de 2023. A taxa de juros é um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central para influenciar a atividade econômica e o nível de preços.

    O crescimento econômico também tem sido afetado pela crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19, que reduziu a demanda e a oferta de bens e serviços. O PIB brasileiro caiu 4,1% em 2022, a maior queda da série histórica iniciada em 1996.

    Para este ano, o mercado espera uma recuperação da economia, impulsionada pela vacinação da população e pelo avanço das reformas estruturais. A projeção é que o PIB cresça 2,24%, abaixo da estimativa do governo, que é de 3,5%.

    O câmbio também tem refletido as incertezas domésticas e internacionais. O dólar tem se valorizado frente ao real em meio às turbulências políticas, fiscais e sanitárias no Brasil e à expectativa de retirada dos estímulos monetários nos Estados Unidos.

    A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira (28/7) cotada a R$ 5,11, acumulando uma alta de 0,86% no mês e de 0,23% no ano. O mercado espera que o dólar se desvalorize até o final do ano e feche a R$ 4,91. Para 2023, a projeção é que a moeda fique em R$ 5.

  • Aluguel fica mais barato em julho com queda do IGP-M

    Aluguel fica mais barato em julho com queda do IGP-M

    O aluguel ficou mais barato em julho, segundo o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para o reajuste dos contratos de locação.

    O indicador registrou uma queda de 0,72% no mês, a quarta consecutiva, acumulando um recuo de 5,15% no ano e de 7,72% em 12 meses. A desinflação na economia brasileira foi puxada principalmente pela queda nos preços dos produtos agropecuários e industriais.

    O IGP-M é calculado a partir de uma média ponderada de três indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10%. O IPA foi o que mais contribuiu para a queda do IGP-M, com uma variação negativa de 1,05% em julho, após recuar 1,16% em junho. Os produtos agropecuários tiveram uma queda de 1,45%, enquanto os industriais caíram 0,91%.

    Já o IPC variou 0,11% em julho, após registrar uma deflação de 0,02% em junho. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-1,68% para 0,70%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -4,85% para 3,65%.

    O INCC variou 0,06% em julho, após subir 0,85% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (1,75% para -0,08%), Serviços (0,20% para -0,02%) e Mão de Obra (0,06% para 0,15%).

    O IGP-M é divulgado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e é considerado um dos principais termômetros da inflação no país. O índice é usado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel residencial e comercial. A pesquisa abrange preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

    O indicador registrou uma queda de 0,72% no mês, a quarta consecutiva, acumulando um recuo de 5,15% no ano e de 7,72% em 12 meses. A desinflação na economia brasileira foi puxada principalmente pela queda nos preços dos produtos agropecuários e industriais.

    O IGP-M é calculado a partir de uma média ponderada de três indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10%. O IPA foi o que mais contribuiu para a queda do IGP-M, com uma variação negativa de 1,05% em julho, após recuar 1,16% em junho. Os produtos agropecuários tiveram uma queda de 1,45%, enquanto os industriais caíram 0,91%.

    Já o IPC variou 0,11% em julho, após registrar uma deflação de 0,02% em junho. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-1,68% para 0,70%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -4,85% para 3,65%.

    O INCC variou 0,06% em julho, após subir 0,85% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (1,75% para -0,08%), Serviços (0,20% para -0,02%) e Mão de Obra (0,06% para 0,15%).

    O IGP-M é divulgado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e é considerado um dos principais termômetros da inflação no país. O índice é usado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel residencial e comercial. A pesquisa abrange preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

  • Deflação de junho: o que é, o que causou e como afeta a sua vida

    Deflação de junho: o que é, o que causou e como afeta a sua vida

    O Brasil registrou uma deflação de 0,08% em junho de 2023, ou seja, uma queda geral nos preços dos produtos e serviços. Isso é algo raro de acontecer e foi a menor taxa para o mês desde 2017.

    Mas o que causou essa deflação? Basicamente, três fatores foram os principais responsáveis: a redução nos preços dos combustíveis, do carro novo e de alguns alimentos, como carne e leite. Esses itens têm um peso grande no cálculo da inflação e foram influenciados por fatores como a queda na demanda, a oferta maior e a variação cambial.

    E o que isso significa para o seu bolso? Bom, por um lado, a deflação pode ser vista como uma boa notícia, pois significa que o seu dinheiro vale mais e que você pode comprar mais coisas com ele. Por outro lado, ela também pode indicar uma desaceleração da economia, pois reflete uma queda no consumo das famílias e das empresas.

    Além disso, a deflação tem um impacto direto na política monetária do país. Como a inflação está abaixo da meta do governo, que é de 4% ao ano, o Banco Central tem mais espaço para reduzir os juros básicos da economia, que atualmente estão em 6% ao ano. A expectativa do mercado é que o BC comece a cortar os juros a partir de agosto, o que pode estimular o crédito e o investimento.

    No entanto, essa situação pode não durar muito tempo. A inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,16%, mas deve voltar a subir nos próximos meses por conta de fatores como a alta dos preços da energia elétrica, dos alimentos e dos serviços. A projeção é que a inflação termine o ano perto de 5%, ainda dentro da meta do governo, mas bem acima do nível atual.

    Portanto, é importante ficar atento aos movimentos da economia e do mercado financeiro para se planejar melhor e aproveitar as oportunidades que podem surgir. 

    Mas o que causou essa deflação? Basicamente, três fatores foram os principais responsáveis: a redução nos preços dos combustíveis, do carro novo e de alguns alimentos, como carne e leite. Esses itens têm um peso grande no cálculo da inflação e foram influenciados por fatores como a queda na demanda, a oferta maior e a variação cambial.

    E o que isso significa para o seu bolso? Bom, por um lado, a deflação pode ser vista como uma boa notícia, pois significa que o seu dinheiro vale mais e que você pode comprar mais coisas com ele. Por outro lado, ela também pode indicar uma desaceleração da economia, pois reflete uma queda no consumo das famílias e das empresas.

    Além disso, a deflação tem um impacto direto na política monetária do país. Como a inflação está abaixo da meta do governo, que é de 4% ao ano, o Banco Central tem mais espaço para reduzir os juros básicos da economia, que atualmente estão em 6% ao ano. A expectativa do mercado é que o BC comece a cortar os juros a partir de agosto, o que pode estimular o crédito e o investimento.

    No entanto, essa situação pode não durar muito tempo. A inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,16%, mas deve voltar a subir nos próximos meses por conta de fatores como a alta dos preços da energia elétrica, dos alimentos e dos serviços. A projeção é que a inflação termine o ano perto de 5%, ainda dentro da meta do governo, mas bem acima do nível atual.

    Portanto, é importante ficar atento aos movimentos da economia e do mercado financeiro para se planejar melhor e aproveitar as oportunidades que podem surgir. 

  • Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    A inflação brasileira tem sido mais sentida pelas famílias de maior renda, mas os mais pobres também enfrentam dificuldades com o aumento dos preços de alimentos e medicamentos, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.

  • FMI elogia planos fiscais do Brasil, mas pede mais ações para reduzir dívida pública

    FMI elogia planos fiscais do Brasil, mas pede mais ações para reduzir dívida pública

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira (16) um relatório sobre a economia brasileira, no qual afirmou que apoia “fortemente” os planos do governo na área fiscal, mas recomendou esforços “mais ambiciosos” com efeitos além de 2026 para endereçar a queda da dívida pública.

    Segundo o FMI, o novo marco fiscal apresentado pelo governo ao Congresso é um passo importante para reforçar o arcabouço fiscal e ampliar a base tributária. No entanto, o órgão alertou que é preciso enfrentar a rigidez dos gastos e proporcionar flexibilidade para atender novos gastos prioritários.

    O FMI também destacou as previsões para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Após alta de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, o órgão estima avanço de 1,3% neste ano, e 1,4% em 2024. O crescimento deve ganhar força a partir do próximo ano e chegar a 2% no médio prazo.

    Em relação à inflação, o FMI reconheceu que a variação de preços diminuiu rapidamente em relação ao pico atingido no ano passado, mas destacou que o núcleo da inflação continua alto, e que as expectativas passaram a subir de forma gradual. Para o FMI, a inflação brasileira deve convergir para a meta apenas em meados de 2025.

    O relatório ainda apontou os riscos de deterioração da conjuntura econômica brasileira, mas ressaltou os fortes amortecedores que ajudam a resiliência da economia, como a solidez do sistema financeiro, elevadas disponibilidades de caixa e um nível adequado de reservas internacionais.

    Segundo o FMI, o novo marco fiscal apresentado pelo governo ao Congresso é um passo importante para reforçar o arcabouço fiscal e ampliar a base tributária. No entanto, o órgão alertou que é preciso enfrentar a rigidez dos gastos e proporcionar flexibilidade para atender novos gastos prioritários.

    O FMI também destacou as previsões para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Após alta de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, o órgão estima avanço de 1,3% neste ano, e 1,4% em 2024. O crescimento deve ganhar força a partir do próximo ano e chegar a 2% no médio prazo.

    Em relação à inflação, o FMI reconheceu que a variação de preços diminuiu rapidamente em relação ao pico atingido no ano passado, mas destacou que o núcleo da inflação continua alto, e que as expectativas passaram a subir de forma gradual. Para o FMI, a inflação brasileira deve convergir para a meta apenas em meados de 2025.

    O relatório ainda apontou os riscos de deterioração da conjuntura econômica brasileira, mas ressaltou os fortes amortecedores que ajudam a resiliência da economia, como a solidez do sistema financeiro, elevadas disponibilidades de caixa e um nível adequado de reservas internacionais.

  • Preço da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em abril

    Preço da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em abril

    O custo da cesta básica aumentou em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de abril.

    Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (5), a cesta mais cara do país continua sendo a de São Paulo, que custou R$ 639,47 em abril, um aumento de 1,68% em relação a março.

    As outras capitais que registraram alta nos preços foram: Belém (3,28%), Fortaleza (2,75%), Salvador (2,72%), Brasília (2,58%), Rio de Janeiro (2,46%), Curitiba (1,86%), Aracaju (1,63%), Florianópolis (1,62%), Recife (1,61%), Porto Alegre (1,04%), Vitória (0,99%) e Natal (0,48%).

    As únicas capitais que tiveram queda nos preços foram Campo Grande (-1,92%), Goiânia (-0,99%) e Belo Horizonte (-0,45%).

    O Dieese calcula o valor da cesta básica com base na quantidade de alimentos essenciais que uma pessoa adulta precisa para se alimentar durante um mês. Esses alimentos são: arroz, feijão, carne bovina, leite integral, farinha de trigo, pão francês, banana-prata, tomate, óleo de soja, açúcar e café em pó.

    Entre os produtos que mais influenciaram a alta da cesta básica em abril estão o óleo de soja, o tomate e a carne bovina. Por outro lado, o arroz e o feijão tiveram redução de preço na maioria das capitais.

    O Dieese também calcula o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas se manter. Em abril, esse valor foi estimado em R$ 5.330,69, o que corresponde a 4,85 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.100.

    Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (5), a cesta mais cara do país continua sendo a de São Paulo, que custou R$ 639,47 em abril, um aumento de 1,68% em relação a março.

    As outras capitais que registraram alta nos preços foram: Belém (3,28%), Fortaleza (2,75%), Salvador (2,72%), Brasília (2,58%), Rio de Janeiro (2,46%), Curitiba (1,86%), Aracaju (1,63%), Florianópolis (1,62%), Recife (1,61%), Porto Alegre (1,04%), Vitória (0,99%) e Natal (0,48%).

    As únicas capitais que tiveram queda nos preços foram Campo Grande (-1,92%), Goiânia (-0,99%) e Belo Horizonte (-0,45%).

    O Dieese calcula o valor da cesta básica com base na quantidade de alimentos essenciais que uma pessoa adulta precisa para se alimentar durante um mês. Esses alimentos são: arroz, feijão, carne bovina, leite integral, farinha de trigo, pão francês, banana-prata, tomate, óleo de soja, açúcar e café em pó.

    Entre os produtos que mais influenciaram a alta da cesta básica em abril estão o óleo de soja, o tomate e a carne bovina. Por outro lado, o arroz e o feijão tiveram redução de preço na maioria das capitais.

    O Dieese também calcula o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas se manter. Em abril, esse valor foi estimado em R$ 5.330,69, o que corresponde a 4,85 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.100.

  • Taxa Selic se mantém em 13,75% ao ano: entenda o que isso significa para a economia

    Taxa Selic se mantém em 13,75% ao ano: entenda o que isso significa para a economia

    A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é usada pelo Banco Central (BC) como um instrumento para controlar a inflação e influencia todas as outras taxas de juros do país, como as de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.

    Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 2 e 3 de maio, o BC decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, resistindo à pressão do governo, que defendia uma redução dos juros para estimular a atividade econômica.

    Segundo o BC, a decisão foi unânime e levou em conta o cenário externo, que apresenta riscos e incertezas, e o cenário interno, que ainda mostra uma inflação elevada e resistente.

    Na reunião de março, o BC já havia reafirmado que seguiria vigilante, “avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado” seria capaz de “assegurar a convergência da inflação” para o centro da meta, que é de 4,5% ao ano.

    A manutenção da taxa Selic em um patamar alto tem como objetivo desestimular o consumo e o crédito, reduzindo assim a demanda por bens e serviços e, consequentemente, a pressão sobre os preços.

    No entanto, essa política também tem efeitos negativos sobre a economia, como o aumento do endividamento das famílias e das empresas, a redução do investimento produtivo e o desaquecimento da atividade econômica.

    Por isso, muitos analistas e agentes econômicos esperam que o BC inicie um ciclo de cortes da taxa Selic ainda neste ano, caso a inflação mostre sinais de arrefecimento e as expectativas se alinhem com as metas.

    Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 2 e 3 de maio, o BC decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, resistindo à pressão do governo, que defendia uma redução dos juros para estimular a atividade econômica.

    Segundo o BC, a decisão foi unânime e levou em conta o cenário externo, que apresenta riscos e incertezas, e o cenário interno, que ainda mostra uma inflação elevada e resistente.

    Na reunião de março, o BC já havia reafirmado que seguiria vigilante, “avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado” seria capaz de “assegurar a convergência da inflação” para o centro da meta, que é de 4,5% ao ano.

    A manutenção da taxa Selic em um patamar alto tem como objetivo desestimular o consumo e o crédito, reduzindo assim a demanda por bens e serviços e, consequentemente, a pressão sobre os preços.

    No entanto, essa política também tem efeitos negativos sobre a economia, como o aumento do endividamento das famílias e das empresas, a redução do investimento produtivo e o desaquecimento da atividade econômica.

    Por isso, muitos analistas e agentes econômicos esperam que o BC inicie um ciclo de cortes da taxa Selic ainda neste ano, caso a inflação mostre sinais de arrefecimento e as expectativas se alinhem com as metas.

  • Salário mínimo 2023: saiba quanto vai aumentar e como é calculado

    Salário mínimo 2023: saiba quanto vai aumentar e como é calculado

    O salário mínimo é uma das principais referências para a vida do trabalhador brasileiro. O valor do piso nacional afeta toda a economia e suas políticas de variações impactam os rendimentos dos cidadãos.

    Neste post, você vai saber qual o valor atual do salário mínimo, perspectivas de aumento e histórico.

    Qual o valor atual do salário mínimo? Em 2023, o valor salário mínimo será de R$ 1.302 no Brasil até o final de abril. Em maio, o valor deverá subir para R$ 1.320. Em 2022, o salário mínimo era de R$ 1.212.

    O valor do salário mínimo pode aumentar ainda em 2023? O aumento foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acontecerá a partir do dia 1º de maio de 2023. Segundo o mandatário, o reajuste já está “combinado” com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

    Como o aumento do valor do salário mínimo é calculado? Pela Constituição Federal, o governo é obrigado a reajustar o valor do salário mínimo para cobrir pelo menos a inflação acumulada do ano anterior. A referência utilizada na correção do salário mínimo é o do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador de inflação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que tradicionalmente é usado em reajustes salariais.

    O aumento real do salário mínimo, acima do valor da inflação, não é obrigatório pela Constituição, mas foi uma das principais promessas do presidente Lula na campanha das eleições 2022. A intenção do presidente é que o valor do reajuste do salário mínimo seja proporcional ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano anterior.

    Neste post, você vai saber qual o valor atual do salário mínimo, perspectivas de aumento e histórico.

    Qual o valor atual do salário mínimo? Em 2023, o valor salário mínimo será de R$ 1.302 no Brasil até o final de abril. Em maio, o valor deverá subir para R$ 1.320. Em 2022, o salário mínimo era de R$ 1.212.

    O valor do salário mínimo pode aumentar ainda em 2023? O aumento foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acontecerá a partir do dia 1º de maio de 2023. Segundo o mandatário, o reajuste já está “combinado” com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

    Como o aumento do valor do salário mínimo é calculado? Pela Constituição Federal, o governo é obrigado a reajustar o valor do salário mínimo para cobrir pelo menos a inflação acumulada do ano anterior. A referência utilizada na correção do salário mínimo é o do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador de inflação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que tradicionalmente é usado em reajustes salariais.

    O aumento real do salário mínimo, acima do valor da inflação, não é obrigatório pela Constituição, mas foi uma das principais promessas do presidente Lula na campanha das eleições 2022. A intenção do presidente é que o valor do reajuste do salário mínimo seja proporcional ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano anterior.

  • Inflação em 2023 deve superar 6%, segundo Boletim Focus

    Inflação em 2023 deve superar 6%, segundo Boletim Focus

    A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar o ano de 2023 acima de 6%, segundo a mediana das expectativas dos economistas do mercado consultados pelo Banco Central.

    De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24), a projeção para o IPCA em 2023 subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 6,01% para 6,04%. Essa é a segunda vez que a estimativa ultrapassa a marca dos 6% no ano.

    A meta de inflação para 2023, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. A alta da inflação reflete os efeitos da crise hídrica, da alta dos combustíveis e dos alimentos e da desvalorização cambial sobre os preços.

    Apesar da maior pressão inflacionária vista pelo mercado, a expectativa para a taxa básica de juros da economia (Selic) foi mantida em 12,50% ao ano para o fim de 2023. O mesmo acontece com a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em 0,96%. Já a previsão para o dólar foi de R$ 5,20 para o fim deste ano e R$ 5,25 para o próximo.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24), a projeção para o IPCA em 2023 subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 6,01% para 6,04%. Essa é a segunda vez que a estimativa ultrapassa a marca dos 6% no ano.

    A meta de inflação para 2023, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. A alta da inflação reflete os efeitos da crise hídrica, da alta dos combustíveis e dos alimentos e da desvalorização cambial sobre os preços.

    Apesar da maior pressão inflacionária vista pelo mercado, a expectativa para a taxa básica de juros da economia (Selic) foi mantida em 12,50% ao ano para o fim de 2023. O mesmo acontece com a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em 0,96%. Já a previsão para o dólar foi de R$ 5,20 para o fim deste ano e R$ 5,25 para o próximo.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Inflação dispara e supera o teto da meta em 2023, aponta Focus

    Inflação dispara e supera o teto da meta em 2023, aponta Focus

    O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17), mostrou que o mercado financeiro está cada vez mais pessimista com a inflação no Brasil.

    A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,90% para 6,01%, a décima segunda alta consecutiva. Com isso, a inflação supera o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de até 4,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    O relatório também elevou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 de 0,84% para 0,85%, indicando uma recuperação modesta da economia após a crise provocada pela pandemia de covid-19. Por outro lado, a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 12,75% ao ano para o fim de 2023, o que significa que o Banco Central terá que continuar elevando os juros para tentar conter a inflação.

    O relatório Focus é baseado nas projeções de mais de 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos. O documento é divulgado toda segunda-feira e serve como referência para as decisões de política monetária do BC.

    A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,90% para 6,01%, a décima segunda alta consecutiva. Com isso, a inflação supera o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de até 4,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    O relatório também elevou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 de 0,84% para 0,85%, indicando uma recuperação modesta da economia após a crise provocada pela pandemia de covid-19. Por outro lado, a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 12,75% ao ano para o fim de 2023, o que significa que o Banco Central terá que continuar elevando os juros para tentar conter a inflação.

    O relatório Focus é baseado nas projeções de mais de 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos. O documento é divulgado toda segunda-feira e serve como referência para as decisões de política monetária do BC.