Tag: Ipea

  • A reforma tributária pode criar o maior IVA do mundo, diz Ipea

    A reforma tributária pode criar o maior IVA do mundo, diz Ipea

    A reforma tributária aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada pode gerar um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de até 28,4%, o maior do mundo, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

    O IVA é um imposto que incide sobre o consumo de bens e serviços em todas as etapas da cadeia produtiva, desde a matéria-prima até o produto final. Ele é cobrado em vários países, mas com alíquotas bem menores do que as previstas na proposta brasileira.

    Segundo o estudo do Ipea, a alíquota geral do IVA ainda não está definida e vai depender de lei complementar após a votação do projeto no Senado. No entanto, considerando os parâmetros atuais, ela seria de 28,4%, considerando uma arrecadação neutra (sem aumento ou diminuição da carga tributária).

    Esse valor é superior ao da Hungria, que tem o maior IVA do mundo atualmente, com 27%. A média mundial é de 15,8%, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    O estudo do Ipea também comparou os impactos da proposta da Câmara com as propostas anteriores do economista Bernard Appy e do Senado. Segundo os pesquisadores, a proposta da Câmara é a que tem menor potencial de crescimento econômico e de redução da desigualdade.

    A proposta da Câmara prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,39% até 2036, enquanto a proposta de Appy previa 4,76% e a do Senado, 3,29%. Além disso, a proposta da Câmara aumentaria o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, em 0,01 ponto percentual, enquanto as outras duas propostas reduziriam em 0,03 e 0,02 ponto percentual, respectivamente.

    A alíquota do IVA pode aumentar ainda mais dependendo das discussões no Senado na volta do recesso parlamentar, em agosto. Alguns senadores defendem a inclusão de mais impostos na reforma, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal.

    A reforma tributária é uma das prioridades do governo federal e do Congresso Nacional para tentar simplificar o sistema tributário brasileiro e estimular a economia. No entanto, ela enfrenta resistências de vários setores da sociedade e dos próprios parlamentares.

    O IVA é um imposto que incide sobre o consumo de bens e serviços em todas as etapas da cadeia produtiva, desde a matéria-prima até o produto final. Ele é cobrado em vários países, mas com alíquotas bem menores do que as previstas na proposta brasileira.

    Segundo o estudo do Ipea, a alíquota geral do IVA ainda não está definida e vai depender de lei complementar após a votação do projeto no Senado. No entanto, considerando os parâmetros atuais, ela seria de 28,4%, considerando uma arrecadação neutra (sem aumento ou diminuição da carga tributária).

    Esse valor é superior ao da Hungria, que tem o maior IVA do mundo atualmente, com 27%. A média mundial é de 15,8%, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    O estudo do Ipea também comparou os impactos da proposta da Câmara com as propostas anteriores do economista Bernard Appy e do Senado. Segundo os pesquisadores, a proposta da Câmara é a que tem menor potencial de crescimento econômico e de redução da desigualdade.

    A proposta da Câmara prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,39% até 2036, enquanto a proposta de Appy previa 4,76% e a do Senado, 3,29%. Além disso, a proposta da Câmara aumentaria o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, em 0,01 ponto percentual, enquanto as outras duas propostas reduziriam em 0,03 e 0,02 ponto percentual, respectivamente.

    A alíquota do IVA pode aumentar ainda mais dependendo das discussões no Senado na volta do recesso parlamentar, em agosto. Alguns senadores defendem a inclusão de mais impostos na reforma, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal.

    A reforma tributária é uma das prioridades do governo federal e do Congresso Nacional para tentar simplificar o sistema tributário brasileiro e estimular a economia. No entanto, ela enfrenta resistências de vários setores da sociedade e dos próprios parlamentares.

  • Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    A inflação brasileira tem sido mais sentida pelas famílias de maior renda, mas os mais pobres também enfrentam dificuldades com o aumento dos preços de alimentos e medicamentos, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.

  • Ipea: Inflação de julho foi menor para as famílias de baixa renda

    Em julho, a inflação para as famílias de baixa renda do Brasil foi menor do que para aquelas mais ricas.

    Os grupos com salários mais baixos tiveram uma inflação de 0,26%. Já nas famílias com rendimentos mais altos, a taxa ficou em 0,38%.

    A inflação para aqueles com renda mais baixa foi impulsionada pela queda de 0,6% nos preços da alimentação no domicílio, item de grande impacto no orçamento.

    E pesou muito no bolso das famílias mais ricas o aumento do preço das passagens aéreas, superior a 44% em julho. Também a alta de 0,7% na alimentação fora de casa.

    Os dados são da pesquisa Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgada nesta terça-feira (21).

    A técnica de Planejamento do Ipea, Maria Andréia Lameiras, responsável pelo levantamento, detalha por quais motivos a inflação diminuiu para os mais pobres.

    De janeiro até julho, a inflação também foi mais alta para os segmentos de renda mais elevada, devido a alta da gasolina, mensalidades escolares e planos de saúde. No mesmo período, os mais pobres sentiram os impactos nos rendimentos com as altas da energia elétrica e das passagens de ônibus.

    A pesquisa Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é realizada com dados do Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    O estudo revelou que, no mês passado, houve o fim dos impactos da greve dos caminhoneiros nos preços dos alimentos, o que ajudou na diminuir a inflação dos mais pobres.

    Segundo o levantamento, a expectativa é de uma inflação de 4,5% para o restante de 2018. Para o futuro, a pesquisa revela que pode haver uma desaceleração de preços administrados, ou seja, regidos por contrato.

    Para o Ipea, será o caso da energia elétrica, ainda este ano. Outra previsão é que o petróleo não deve subir muito no mercado internacional, mantendo os preços dos combustíveis mais estáveis.

  • Mais de 60 mil brasileiros morreram de forma violenta no Brasil em 2016

    Sessenta e dois mil brasileiros morreram de forma violenta em 2016, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    Metade dessas mortes se concentraram em 123 municípios, o que inclui todas as capitais e vários municípios do Rio de Janeiro e da Bahia.

    Em comparação com 2015, quando 109 municípios respondiam por metade das mortes violentas no país, percebeu-se um aumento no número de municípios que respondem por essa fatia.

    O aumento, segundo o relatório, é reflexo da propagação do crime para cidades menores, fenômeno que se vem observando no Brasil desde os anos 2000.

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    O mapa da violência mostra ainda que 10.200 mortes violentas não tiveram a causa esclarecida. E que essa violência desmedida, além das perdas humanas, também custam cerca de 5,9% do Produto Interno Brasileiro( PIB), que é a soma das riquezas produzidas pelo país, a cada ano.

    O mapeamento levou em conta dados de 309 municípios com população superior a 100 mil residentes, com base nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Com informações da Radioagência Nacional.

  • Número de ocupados cresce entre menos escolarizados, jovens e mulheres, diz Ipea

    O recuo da taxa de desocupação é maior entre trabalhadores com ensino fundamental e médio, jovens e mulheres, concluiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura, publicada hoje (3).

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    Segundo o Ipea, apesar do aumento registrado no início do ano, devido à sazonalidade do período, a taxa de desocupação vem caindo na comparação interanual “de forma consistente e atinge todos os segmentos da população”, sendo mais intenso nesse grupo de trabalhadores.

    “Embora ainda se encontre em níveis muito abaixo dos observados no período pré-crise, o contingente de trabalhadores ocupados vem crescendo, na comparação interanual, desde o trimestre encerrado em julho de 2017, de tal modo que, em fevereiro de 2018, a taxa de expansão interanual apontada foi de 2%”, diz o Ipea.

    Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação caiu de 24,2% para 20,4% entre primeiro e o último trimestre de 2017. Na mesma base de comparação, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos recuou de 28,8% para 25,3%. No caso das mulheres, a desocupação passou de 15,8% para 13,2%. A mesma taxa para os homens recuou menos, ao passar de 12,2% para 10,5%.

    Rendimentos

    Os maiores aumentos salariais foram auferidos pelos homens (2,6%), pelos trabalhadores com ensino médio incompleto (5%) e pelos moradores das regiões Norte (5,4%) e Nordeste (4,3%), na comparação entre o primeiro e o quarto trimestre de 2017.

    O estudo do Ipea foi feito com base em em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por: Agência Brasil