Tag: James Webb

  • James Webb encontra vapor de água em exoplaneta rochoso

    James Webb encontra vapor de água em exoplaneta rochoso

    O telescópio espacial James Webb, da Nasa, fez uma descoberta surpreendente: ele detectou vapor de água na atmosfera de um planeta rochoso chamado GJ 486 b, que orbita uma estrela anã vermelha a 26 anos-luz da Terra.

    Essa é a primeira vez que esse fenômeno é observado em um planeta desse tipo, o que pode ter implicações para a busca por vida fora do nosso sistema solar.

    O GJ 486 b é um planeta quente e inflado, com cerca de metade da massa de Júpiter e uma temperatura de 537ºC. Ele está tão próximo da sua estrela que completa uma volta em apenas três dias e meio. Por isso, ele recebe muita radiação e provavelmente não tem condições de abrigar vida como a conhecemos.

    No entanto, o fato de ele ter vapor de água na sua atmosfera sugere que ele pode ter tido um passado mais ameno, quando a sua estrela era mais jovem e menos brilhante. Nesse caso, ele poderia ter tido água líquida na sua superfície e até mesmo uma biosfera primitiva.

    Mas há uma incerteza sobre a origem do vapor de água detectado pelo James Webb. Os cientistas não podem afirmar com certeza se ele vem do próprio planeta ou se é um efeito das manchas solares da estrela, que são mais frias e podem conter água. Para resolver esse mistério, serão necessárias mais observações com o telescópio espacial.

    O James Webb é o sucessor do Hubble e foi lançado em dezembro de 2021. Ele é capaz de captar a luz infravermelha e estudar com detalhes as atmosferas dos exoplanetas, além de explorar as origens do universo. Ele já fez outras descobertas impressionantes, como a presença de nuvens em um planeta gasoso chamado WASP-96 b.

    Essa é a primeira vez que esse fenômeno é observado em um planeta desse tipo, o que pode ter implicações para a busca por vida fora do nosso sistema solar.

    O GJ 486 b é um planeta quente e inflado, com cerca de metade da massa de Júpiter e uma temperatura de 537ºC. Ele está tão próximo da sua estrela que completa uma volta em apenas três dias e meio. Por isso, ele recebe muita radiação e provavelmente não tem condições de abrigar vida como a conhecemos.

    No entanto, o fato de ele ter vapor de água na sua atmosfera sugere que ele pode ter tido um passado mais ameno, quando a sua estrela era mais jovem e menos brilhante. Nesse caso, ele poderia ter tido água líquida na sua superfície e até mesmo uma biosfera primitiva.

    Mas há uma incerteza sobre a origem do vapor de água detectado pelo James Webb. Os cientistas não podem afirmar com certeza se ele vem do próprio planeta ou se é um efeito das manchas solares da estrela, que são mais frias e podem conter água. Para resolver esse mistério, serão necessárias mais observações com o telescópio espacial.

    O James Webb é o sucessor do Hubble e foi lançado em dezembro de 2021. Ele é capaz de captar a luz infravermelha e estudar com detalhes as atmosferas dos exoplanetas, além de explorar as origens do universo. Ele já fez outras descobertas impressionantes, como a presença de nuvens em um planeta gasoso chamado WASP-96 b.

  • James Webb: o homem por trás do telescópio espacial que leva seu nome

    James Webb: o homem por trás do telescópio espacial que leva seu nome

    James Edwin Webb foi um administrador da NASA na década de 1960, que liderou a agência espacial no programa Apollo, que tinha o objetivo de levar pessoas à Lua.

    Embora não fosse um cientista ou engenheiro, ele foi uma influência na ciência espacial. Webb acreditava que a NASA tinha que equilibrar o voo espacial humano e a ciência, pois essa combinação serviria como um catalisador para fortalecer as universidades e a indústria aeroespacial do país.

    Durante sua gestão, a NASA investiu no desenvolvimento de sondas espaciais robóticas, que exploraram o ambiente lunar para que os astronautas pudessem fazer isso mais tarde, e enviou sondas científicas para Marte e Vênus, dando aos americanos sua primeira visão da estranha paisagem do espaço sideral. Webb também escreveu, já em 1965, que um grande telescópio espacial, então conhecido como Large Space Telescope, deveria se tornar um grande esforço da NASA. Webb se aposentou da NASA em 1968, poucos meses antes do primeiro pouso na Lua em julho de 1969.

    Em sua homenagem, a NASA batizou o sucessor do Telescópio Espacial Hubble de Telescópio Espacial James Webb, que foi lançado em 2021 e projetado para estudar as origens do universo.

    Embora não fosse um cientista ou engenheiro, ele foi uma influência na ciência espacial. Webb acreditava que a NASA tinha que equilibrar o voo espacial humano e a ciência, pois essa combinação serviria como um catalisador para fortalecer as universidades e a indústria aeroespacial do país.

    Durante sua gestão, a NASA investiu no desenvolvimento de sondas espaciais robóticas, que exploraram o ambiente lunar para que os astronautas pudessem fazer isso mais tarde, e enviou sondas científicas para Marte e Vênus, dando aos americanos sua primeira visão da estranha paisagem do espaço sideral. Webb também escreveu, já em 1965, que um grande telescópio espacial, então conhecido como Large Space Telescope, deveria se tornar um grande esforço da NASA. Webb se aposentou da NASA em 1968, poucos meses antes do primeiro pouso na Lua em julho de 1969.

    Em sua homenagem, a NASA batizou o sucessor do Telescópio Espacial Hubble de Telescópio Espacial James Webb, que foi lançado em 2021 e projetado para estudar as origens do universo.

  • Tempestade de poeira em exoplaneta é registrada pelo Telescópio Espacial James Webb

    Tempestade de poeira em exoplaneta é registrada pelo Telescópio Espacial James Webb

    Você já imaginou como seria uma tempestade de poeira em um planeta fora do nosso Sistema Solar? Graças ao Telescópio Espacial James Webb, agora podemos ter uma ideia de como esse fenômeno se parece em um mundo distante.

    O exoplaneta em questão é o VHS 1256b, um gigante gasoso que orbita duas estrelas a cerca de 40 anos-luz da Terra. Ele é chamado de “super Júpiter” por ter uma massa entre 12 e 18 vezes maior que a do nosso vizinho planetário.

    Os cientistas já suspeitavam que esse planeta tivesse poeira em sua atmosfera, pois ele apresentava uma cor vermelha nas observações anteriores feitas pelo telescópio Vista, no Chile. Mas foi com o poderoso Webb que eles conseguiram confirmar essa hipótese e detectar pela primeira vez uma tempestade de poeira em um mundo alienígena.

    A poeira detectada pelo Webb é formada por silicatos, pequenos grãos compostos de silício e oxigênio, que são os principais componentes dos minerais rochosos. Esses grãos são tão finos quanto partículas de fumaça e formam uma névoa rochosa na atmosfera do VHS 1256b.

    Essa névoa é muito quente, pois o planeta é jovem e ainda está se contraindo e liberando calor. A temperatura no topo da nuvem pode chegar a cerca de 1.400°C, semelhante à de uma chama de vela.

    Os pesquisadores acreditam que essa tempestade seja causada por mudanças na pressão atmosférica do planeta, que fazem com que os grãos de silicato se condensem ou evaporem conforme sobem ou descem na atmosfera.

    Essa descoberta é fascinante porque mostra como as nuvens em outros planetas podem ser diferentes das nuvens de vapor d’água que estamos acostumados a ver na Terra. Além disso, ela demonstra as incríveis capacidades do Telescópio Espacial James Webb, que promete revolucionar nossa compreensão do universo.

    Fontes: Link 1, Link 2

    O exoplaneta em questão é o VHS 1256b, um gigante gasoso que orbita duas estrelas a cerca de 40 anos-luz da Terra. Ele é chamado de “super Júpiter” por ter uma massa entre 12 e 18 vezes maior que a do nosso vizinho planetário.

    Os cientistas já suspeitavam que esse planeta tivesse poeira em sua atmosfera, pois ele apresentava uma cor vermelha nas observações anteriores feitas pelo telescópio Vista, no Chile. Mas foi com o poderoso Webb que eles conseguiram confirmar essa hipótese e detectar pela primeira vez uma tempestade de poeira em um mundo alienígena.

    A poeira detectada pelo Webb é formada por silicatos, pequenos grãos compostos de silício e oxigênio, que são os principais componentes dos minerais rochosos. Esses grãos são tão finos quanto partículas de fumaça e formam uma névoa rochosa na atmosfera do VHS 1256b.

    Essa névoa é muito quente, pois o planeta é jovem e ainda está se contraindo e liberando calor. A temperatura no topo da nuvem pode chegar a cerca de 1.400°C, semelhante à de uma chama de vela.

    Os pesquisadores acreditam que essa tempestade seja causada por mudanças na pressão atmosférica do planeta, que fazem com que os grãos de silicato se condensem ou evaporem conforme sobem ou descem na atmosfera.

    Essa descoberta é fascinante porque mostra como as nuvens em outros planetas podem ser diferentes das nuvens de vapor d’água que estamos acostumados a ver na Terra. Além disso, ela demonstra as incríveis capacidades do Telescópio Espacial James Webb, que promete revolucionar nossa compreensão do universo.

    Fontes: Link 1, Link 2