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  • STF vai decidir se porte de drogas para uso pessoal é crime: entenda o que pode mudar

    STF vai decidir se porte de drogas para uso pessoal é crime: entenda o que pode mudar

    O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar na próxima quarta-feira (24) o julgamento que pode descriminalizar o porte de drogas para consumo próprio no Brasil.

    O caso está em análise desde 2015 e tem repercussão geral, ou seja, o que for decidido pelos ministros deverá ser seguido por todos os juízes e tribunais do país.

    O julgamento foi iniciado com o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que se manifestou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas, que prevê penas para quem adquirir, guardar, transportar ou trouxer consigo drogas sem autorização ou em desacordo com a lei. Segundo Gilmar, a criminalização do porte de drogas para uso pessoal viola o direito à privacidade, à autonomia e à liberdade individual.

    O relator foi acompanhado em parte pelos ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, que votaram pela descriminalização apenas do porte de maconha para uso pessoal, e propuseram critérios objetivos para diferenciar o usuário do traficante. O julgamento será retomado com o voto do ministro Alexandre de Moraes.

    O caso chegou ao STF por meio de um recurso da Defensoria Pública de São Paulo em favor de um homem que foi condenado a prestar serviços comunitários por ter sido flagrado com três gramas de maconha em uma prisão. A Defensoria alega que a tipificação penal do porte de drogas para uso próprio fere o princípio constitucional da intimidade e da vida privada.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR), por outro lado, defende a constitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas e a manutenção da criminalização do porte de drogas para consumo próprio. Segundo a PGR, a conduta do usuário contribui para a propagação do vício e afeta não só a sua saúde, mas também a sociedade como um todo.

    O julgamento do STF pode ter impactos significativos na política de drogas do país, que atualmente é baseada na proibição e na repressão. Os defensores da descriminalização argumentam que essa abordagem é ineficaz, injusta e viola os direitos humanos. Eles defendem que o usuário deve ser tratado como um caso de saúde pública, e não como um criminoso.

    Já os críticos da descriminalização afirmam que ela pode estimular o consumo de drogas, aumentar os danos à saúde dos usuários e facilitar o tráfico. Eles defendem que o Estado deve manter o controle sobre as substâncias ilícitas e punir quem as utiliza.

    O debate sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal é complexo e envolve questões jurídicas, sociais, médicas e morais. O STF tem a responsabilidade de decidir se essa conduta é ou não compatível com a Constituição Federal e quais são os limites da intervenção estatal na esfera privada dos cidadãos.

    O caso está em análise desde 2015 e tem repercussão geral, ou seja, o que for decidido pelos ministros deverá ser seguido por todos os juízes e tribunais do país.

    O julgamento foi iniciado com o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que se manifestou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas, que prevê penas para quem adquirir, guardar, transportar ou trouxer consigo drogas sem autorização ou em desacordo com a lei. Segundo Gilmar, a criminalização do porte de drogas para uso pessoal viola o direito à privacidade, à autonomia e à liberdade individual.

    O relator foi acompanhado em parte pelos ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, que votaram pela descriminalização apenas do porte de maconha para uso pessoal, e propuseram critérios objetivos para diferenciar o usuário do traficante. O julgamento será retomado com o voto do ministro Alexandre de Moraes.

    O caso chegou ao STF por meio de um recurso da Defensoria Pública de São Paulo em favor de um homem que foi condenado a prestar serviços comunitários por ter sido flagrado com três gramas de maconha em uma prisão. A Defensoria alega que a tipificação penal do porte de drogas para uso próprio fere o princípio constitucional da intimidade e da vida privada.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR), por outro lado, defende a constitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas e a manutenção da criminalização do porte de drogas para consumo próprio. Segundo a PGR, a conduta do usuário contribui para a propagação do vício e afeta não só a sua saúde, mas também a sociedade como um todo.

    O julgamento do STF pode ter impactos significativos na política de drogas do país, que atualmente é baseada na proibição e na repressão. Os defensores da descriminalização argumentam que essa abordagem é ineficaz, injusta e viola os direitos humanos. Eles defendem que o usuário deve ser tratado como um caso de saúde pública, e não como um criminoso.

    Já os críticos da descriminalização afirmam que ela pode estimular o consumo de drogas, aumentar os danos à saúde dos usuários e facilitar o tráfico. Eles defendem que o Estado deve manter o controle sobre as substâncias ilícitas e punir quem as utiliza.

    O debate sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal é complexo e envolve questões jurídicas, sociais, médicas e morais. O STF tem a responsabilidade de decidir se essa conduta é ou não compatível com a Constituição Federal e quais são os limites da intervenção estatal na esfera privada dos cidadãos.

  • Traficante Nem é condenado a 66 anos de prisão por crime de homicídio

    O Terceiro Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, no fim da noite desta quarta-feira, o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem, a 66 anos de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver cometidos contra a modelo Luana Rodrigues de Sousa, de 20 anos, e a amiga dela, Andressa de Oliveira, de 20.

    Além de Nem, também foi condenado no mesmo julgamento Thiago de Souza Cheru, que foi sentenciado a 30 anos e quatro meses de reclusão. Já os réus Anderson Rosa Mendonça e Rodrigo Belo Fereira foram absolvidos.

    Todos os reús Já estava presos por outros crimes e participaram do julgamento por videoconferência, com exceção de Anderson que pediu para não participar da sessão. O julgamento começou na terça-feira, mas teve que ser interrompido depois de sete horas, devido à queda da conexão com a internet, só sendo retomado no início da tarde de quarta.

    De acordo com o Ministério Público, Luana seria mula da quadrilha de Nem, que chefiava o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, e atuava transportando drogas entre comunidades dominadas pela mesma fação.

    Ainda segundo o MP, em maio de 2011 ela foi acusada de ter desviado uma carga de drogas e foi condenada à morte pelo Tribunal do Tráfico. Então, à mando de Nem, os outros réus teriam ido atrás de Luana para executar a sentença. Andressa, que estava com a amiga na hora, teria sido morta como queima de arquivo.

    O crime teria sido praticado em uma área de mata afastada da Rocinha, onde as vítimas foram mortas a tiros e tiveram os corpos queimados. Os restos mortais de Luana e Andressa não foram encontrados até hoje.

  • Rosa Weber quer celeridade no julgamento da candidatura de Lula

    A nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, será a primeira mulher a comandar o TSE durante uma eleição geral.

    Também tomaram posse nessa terça-feira (14) os ministros Luís Roberto Barroso, no cargo de vice-presidente, e Jorge Mussi, como corregedor-geral Eleitoral. O mandato vai até agosto de 2020.

    Rosa Weber é considerada, pelos próprios juristas, uma ministra discreta que não costuma conceder entrevistas e cautelosa ao comentar assuntos que possam vir a ser julgados por ela.

    Weber é conhecida por ser fiel à jurisprudência, mesmo que contrarie suas convicções.

    O professor da Universidade Mackenzie, Flávio Bastos, avaliou os desafios no longo e médio prazos.

    Mas a decisão que pode marcar a gestão de Rosa Weber deve ser tomada já nos próximos dias, como afirma o professor de direito da Universidade de Brasília Bruno Rangel.

    Líder nas pesquisas de intenção de votos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril, após a condenação em segunda instância a mais de 12 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

    O Partido dos Trabalhadores prometeu registrar no TSE, nesta quarta-feira, a candidatura de Lula à Presidência da República.

    Após a solenidade da posse, jornalistas perguntaram a Rosa Weber sobre o julgamento de um possível pedido de impugnação da candidatura do petista.

    ” A ideia é pautar e decidir com a maior celeridade possível. Nós vamos observar estritamente os termos da lei. Ela prevê prazos e esse vai ser o nosso caminho, observar a lei”, disse a presidente do TSE.

    O tribunal tem até o dia 17 de setembro para dar a palavra final sobre a validade das candidaturas. Mesmo depois disso, a Justiça Eleitoral ainda pode se manifestar de ofício, ou seja, sem ter sido provocada, como explicou Rosa Weber.

    Para pressionar o Judiciário, movimentos sociais fazem desde segunda-feira (13) marcha rumo a Brasília.

    De acordo com a Polícia Militar, pelo menos 5 mil manifestantes já estão na capital do país. Por Radioagência Nacional.

  • STF julga em agosto ação que permite educação de filhos em casa

    A partir desta segunda-feira (2), o Poder Judiciário está oficialmente em recesso. Serão 30 dias e, neste período previsto em lei, não haverá sessões de órgãos colegiados e plenário e os prazos processuais ficam suspensos.

    De acordo com determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dos tribunais superiores, os prazos que começam ou terminam de 2 a 31 de julho ficam automaticamente prorrogados para o dia 1º de agosto.

    As áreas ligadas aos serviços processuais devem manter plantão para atendimento ao público no período de férias coletivas dos ministros.

    Já os casos mais urgentes, como mandados de segurança, medidas cautelares e dissídios coletivos de greve em categorias essenciais serão analisados pela Presidência do tribunal.

    No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, os casos urgentes serão julgados pela ministra Cármen Lúcia.

    Os magistrados voltam a trabalhar na primeira semana de agosto. E, em alguns casos, as Cortes têm julgamentos importantes, já marcados para o mês.

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    No Supremo, os ministros vão julgar, por exemplo, uma ação que trata da possibilidade de pais se recusarem a matricular seus filhos em escolas públicas ou privadas tradicionais e educar as crianças em casa.

    Também devem decidir sobre o recurso que pede a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Com voto Celso de Mello, julgamento de habeas corpus de Lula empata em 5 a 5

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello votou a favor da concessão de habeas corpus preventivo para evitar a execução provisória da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após fim de todos os recursos na segunda instância da Justiça Federal. Com o voto do ministro, o placar do julgamento está empatado em 5 a 5. O desempate caberá a presidente, ministra Cármen Lúcia.

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    Em seu voto, Mello disse que desde 1989, quando chegou ao tribunal, tem decidido que as condenações penais só podem ser executadas após o fim de todos os recursos na Justiça.

    “A presunção de inocência representa um direito fundamental de qualquer pessoa submetida a atos de persecução penal por partes autoridades estatais”, argumentou o ministro.

    Votaram contra a concessão do habeas corpus: Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Votaram a favor da concessão: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

    No pedido de habeas corpus, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal, com base no entendimento da Corte, que autoriza a medida desde 2016. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

    No início de seu voto, Celso Mello fez uma crítica a “intervenções castrenses, quando efetivadas e tornadas vitoriosas, tendem, na lógica do regime supressor das liberdades, a diminuir, quando não a eliminar, o espaço institucional reservado ao dissenso, limitando, com danos irreversíveis ao sistema democrático, a possibilidade da livre expansão da atividade política”.

    A manifestação do decano da Corte, ministro mais antigo, ocorre após o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ter divulgado na noite de ontem (3) mensagens postadas na rede social Twitter, em que disse que o “Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.

    As declarações do comandante ganharam repercussão por terem sido feitas um dia antes do julgamento no pedido de habeas corpus de Lula no STF. Por: Agência Brasil

  • Fux vota contra habeas corpus de Lula e placar está 5 a 1

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux proferiu há pouco o quinto voto contra a concessão de habeas corpus preventivo para evitar a execução provisória da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após fim de todos os recursos na segunda instância da Justiça Federal. Com o voto do ministro, o placar do julgamento está em 5 votos a 1 contra o habeas corpus.

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    No entendimento do ministro, a Constituição não impede a execução da pena de condenados criminalmente pela segunda instância. Além disso, o ministro afimou que o entendimento da Corte que autorizou a medida deve ser mantido e não pode ser alterado casuisticamente. “A Constituição Federal quando quis imunizar determinadas pessoas da possibilidade de prisão, ela fez textualmente”, argumentou Fux.

    Até o momento, o relator, Edson Fachin, Alexandre de Mores, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber votaram contra o pedido de Lula. Somente Gilmar Mendes votou a favor. Faltam os votos de Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente, Cármen Lúcia.

    No pedido de habeas corpus, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal, com base no entendimento da Corte, que autoriza a medida desde 2016. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. Por: Agência Brasil

  • Lula assiste a julgamento do STF no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 11h ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na cidade de São Bernardo do Campo, onde assistirá hoje (4) ao julgamento do seu habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF), às 14h.

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    Cerca de 100 militantes estão no local desde as 9h, num ato de apoio ao ex-presidente. O clima entre os apoiadores é de tranquilidade, com apresentação de bandas nordestinas e dança.

    A expectativa é que o ex-presidente discurse antes do início do julgamento. O habeas corpus em questão tem como objetivo impedir eventual prisão de Lula após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

    O ex-presidente obteve salvo-conduto para não ser preso até hoje, já que o julgamento do caso foi interrompido no dia 22 de março pelo STF. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a mais de nove anos de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. Por: Agência Brasil