Tag: Lua

  • Cientistas encontram evidências de que Lua teria sido habitada

    Astrobiólogos da Universidade do Estado de Washington chegaram à conclusão de que na Lua poderia ter existido vida, segundo o estudo publicado no portal Phys.org.

    Os autores da pesquisa afirmam que as condições na superfície lunar eram favoráveis para sustentar formas de vida simples há bilhões de anos.

    Segundo especialistas, após o satélite da Terra ter se formado há mais de 4 bilhões de anos, a Lua estava lançando de seu interior grandes volumes de gases voláteis muito quentes, incluindo vapor de água.

    O processo de desgaseificação teria resultado na formação de massas de água na superfície lunar e uma atmosfera densa o suficiente para preservar isso por milhões de anos, acreditam especialistas.

    “Se a água em estado líquido e uma significativa atmosfera estivessem presentes na Lua inicial por um longo período de tempo, achamos que a superfície lunar teria sido pelo menos transitoriamente habitável”, afirmou Dirk Schulze-Makuch, autor do estudo.

    VEJA MAIS:
    Curta a página da W Rádio Brasil no Facebook!
    Estudante brasileira é assassinada na Nicarágua
    Aquecimento global causará onda de suicídios nos EUA, dizem cientistas

    As conclusões foram tiradas com base nas observações e missões espaciais entre 2009 e 2010, quando foram descobertas milhões de toneladas métricas de gelo nas crateras da Lua. Também há evidências de que a água está presente no manto do satélite.

    Os pesquisadores acreditam que as moléculas biológicas, que se tornaram base para possíveis seres vivos (tais como bactérias), teriam sido levadas à Lua por cometas e asteroides ou poderiam ter chegado da Terra, que também sofreu bombardeamentos intensos de asteroides. Por Sputnik Brasil.

  • São encontradas 12 novas luas de Júpiter e uma está a caminho de violenta colisão

    Uma das 12 recém-descobertas luas de Júpiter está girando em torno do planeta em uma “órbita suicida” que inevitavelmente causará a sua violenta destruição, advertem astrônomos.

    Pesquisadores norte-americanos encontraram novas luas enquanto estavam procurando o misterioso 9° planeta, ou Planeta X.

    Em março do ano passado, a equipe observou pela primeira vez as luas a partir do Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile.

    Contudo, as pesquisas levaram mais que um ano para confirmar que os corpos orbitam o gigante gasoso. “Foi um processo demorado”, comentou Scott Sheppard em comunicado, que liderou o estudo no Instituto Carnegie, em Washington. O recente aumento nos satélites naturais eleva o número total de suas luas jupiterianas para 79.

    Nove das novas luas descobertas pertencem a um grupo externo que orbita Júpiter de forma retrógrada, ou seja, orbitam na direção oposta ao giro do planeta. Acredita-se que se trate dos restos de corpos celestes maiores que se despedaçaram em colisões com asteroides, cometas e outras luas. Cada satélite leva cerca de dois anos para circundar o planeta.

    Duas outras luas estão em um grupo que gira muito mais perto do planeta, cujas órbitas coincidem com o giro de Júpiter. O mais provável é que sejam pedaços de uma lua anteriormente maior que acabou por se destruir em órbita. Seus restos precisam de quase um ano para completar uma volta em torno de Júpiter. A direção que as luas orbitam ao redor do planeta depende de como foram capturadas pela primeira vez pelo campo gravitacional de Júpiter.

    VEJA MAIS:
    Precisamos falar sobre o Silvio Santos
    Três em cada cinco pessoas com Aids no mundo têm acesso a tratamentos

    Enquanto isso, os astrônomos descrevem a 10ª nova lua como uma “bola estranha”. Com menos de um quilômetro de largura, o pequeno corpo circula Júpiter em uma órbita prógrada, cruzando o caminho de outras luas que giram em direção oposta. Os cientistas chamaram a nova lua de Valetudo – a deusa grega da saúde e da higiene.

    “Esta é uma situação instável”, assinalou Sheppard. “As colisões frontais quebrariam rapidamente os objetos e os reduziriam a pó.”

    No entanto, o cientista notou que “as colisões não ocorrem com tanta frequência, mas sim, uma vez a cada bilhões de anos”, relatou a edição The Guardian. “Se alguma [colisão] acontecer, poderíamos detectá-la na Terra, mas é pouco provável que aconteça em breve”, ressaltou o astrônomo. Por Sputnik Brasil.

  • China avança na exploração lunar e coloca satélite no lado oculto da Lua

    Para quem disse que a exploração lunar não estava mais nos planos das agências espaciais se surpreendeu com essa notícia. Considerada por muitos um local extremamente estratégico, a Lua voltou a ser o centro das atenções nos últimos anos.

    Agora, o satélite retransmissor chinês Queqiao, que deverá estabelecer no futuro a comunicação com uma sonda exploradora no lado oculto da Lua, foi colocado no chamado ponto de libração L2, segundo a Administração Espacial Nacional da China (CSNA).

    O satélite, cujo nome se traduz do chinês como “ponte de maitaca”, entrou às 3h06 GMT (0h06 no horário do Brasil) na chamada órbita de halo, próxima ao ponto Lagrange L2, a uns 65.000 quilômetros da Lua.

    “É o primeiro satélite de comunicação do mundo que funciona nessa órbita. Ele lançará os alicerces para que o Chang’e-4 se converta na primeira sonda de exploração a realizar uma aterrissagem suave no lado oculto da Lua [no fim deste ano]”, disse o presidente da Academia de Tecnologia Espacial da China, Zhang Hongtai.

    O Queqiao foi lançado em 21 de maio a partir da base especial de Xichang, no sudoeste da China.

    O programa chinês de exploração da Lua consiste de três etapas: voo ao redor da Lua, aterrissagem na Lua e retorno à Terra. A primeira etapa foi concluída com sucesso. Com informações da Sputnik Brasil.

  • A NASA simplesmente não viu o enorme asteroide que passou bem próximo da Terra

    Enquanto o mundo estava ocupado fazendo suas coisas no sábado, um asteroide do tamanho de um campo de futebol passou tirando tinta do nosso planeta e, pasmem, os cientistas da NASA só notaram o objeto poucas horas antes.

    Veja Mais:
    Mamutes extintos voltarão à vida em um futuro próximo?
    Camiseta Star Wars da Chico Rei com estampa que brilha no escuro!

    Viajando a cerca de 106.000 km/h, o asteroide passou no espaço entre a Terra e a Lua. Por mais distante que isso possa parecer, em termos espaciais, isso é assustadoramente próximo. A situação é especialmente aterrorizante principalmente se considerarmos o tamanho do asteroide.

    Geralmente, em um período de uma a duas semanas, os cientistas descobrem objetos do tamanho de um ônibus, ou talvez de uma casa, o que é comum. Mas o asteroide 2018 GE3, como foi batizado, tem algo entre 47 e 100 metros de largura, aproximadamente 3,6 vezes o tamanho do que eliminou 500.000 acres da floresta siberiana em 1908.

    Estimava-se que o impacto causado por um objeto desse tamanho, possa produzir cerca de 185 vezes mais energia do que a bomba atômica de Hiroshima.

    “Se ele tivesse atingido a Terra, teria causado danos regionais, não globais, e também poderia ter se desintegrado na atmosfera antes de chegar ao solo. No entanto, é este um asteroide significativo, ilustrando como até mesmo grandes rochas espaciais ainda podem nos surpreender”, relatou o SpaceWeather.com.

    Os asteroides são pequenos e escuros, por isso são difíceis de serem captados pelos cientistas. Além disso, eles se movem muito rapidamente, o que significa que um telescópio precisa ser apontado para o ponto certo na hora certa para pegá-los.

    Felizmente a NASA tem um programa para detecção de asteroides. Mesmo que ele procure apenas por asteroides com 140 metros de largura, já nos dá uma certa sensação de segurança saber que se algo realmente devastador se aproximar, ele será detectado.

    Mesmo assim vale lembrar que não é preciso muito para um asteroide causar dano aqui na Terra. Em 2013, um asteroide três a seis vezes menor do que o 2018 GE3 feriu mais de 1.200 pessoas e danificou milhares de edifícios em Chelyabinsk, na Rússia.

  • NASA envia esperma humano ao espaço em pesquisa determinante para o futuro da humanidade

    A tripulação da Estação Espacial Internacional e pesquisadores da Terra ajudarão a determinar como o esperma se comporta na microgravidade, ajudando a responder dúvidas sobre a capacidade reprodução no espaço.

    De acordo com a NASA, o experimento faz parte do projeto Micro-11 que busca entender se o tempo as voos espaciais influenciam a saúde reprodutiva humana, particularmente na qualidade do esperma.

    Espera-se que o projeto descubra como viabilizar a concepção de bebês em condições de baixa gravidade. A equipe de pesquisa afirma que, na probabilidade de termos que deixar nosso planeta um dia, não resolver a questão colocaria o futuro da humanidade em risco.

    “Como planejamos viajar para além da estação espacial com pensamentos de colonização na Lua, em Marte e em outros corpos celestes, a questão de sobrevivência multi-geracional pode ocorrer — não apenas em animais, mas em humanos — é uma questão muito fundamental. Isso precisa ser abordado “, disse o pesquisador do Centro Médico da Universidade de Kansas, Joseph Tash que deve checar as alterações no esperma.

    A falta de gravidade desafia a capacidade de fundir um óvulo, embora o esperma possa se mover mais livremente na ausência de peso. “Atrasos ou problemas neste estágio podem impedir que a fertilização aconteça no espaço”, segundo o site da NASA.

    Amostras de esperma para o experimento Micro-11 chegaram ao Kennedy Space Center da NASA, na Flórida, onde os pesquisadores as prepararam para o lançamento na Estação Espacial Internacional.

    Até agora, os mamíferos tiveram pouco sucesso na reprodução do espaço, ao contrário dos sapos, caracóis e salamandras. Em 2017, a NASA enviou espermatozoides de rato para o espaço exterior; as amostras congeladas sobreviveram a uma viagem de nove meses e ratos saudáveis ​​nasceram após o retorno à Terra.

    Para a pesquisa recente, amostras congeladas de espermatozoides humanos foram lançadas a bordo de um foguete Falcon 9, desenvolvido Elon Musk. A tripulação de astronautas irá descongelá-los, ativá-los com produtos químicos especiais para fazê-lo se mover e esperançosamente poder fundi-lo com um óvulo.

    Quando os experimentos terminarem, o espermatozoide será misturado com conservantes e enviado de volta à Terra para análises. Com informações da Sputnik Brasil