Tag: Lua

  • Hélio 3: o combustível do futuro que atrai a corrida espacial à Lua

    Hélio 3: o combustível do futuro que atrai a corrida espacial à Lua

    A Lua, o único satélite natural da Terra, sempre fascinou a humanidade com sua beleza e mistério.

    Mas além de ser um símbolo poético e cultural, a Lua também pode ser uma fonte de energia limpa e abundante para o nosso planeta. Como? A resposta está em um elemento químico raro na Terra, mas abundante no solo lunar: o hélio 3.

    O que é o hélio 3?

    O hélio 3 é um isótopo do hélio, ou seja, uma variação do mesmo elemento com um número diferente de nêutrons no núcleo. Enquanto o hélio comum tem dois prótons e dois nêutrons, o hélio 3 tem dois prótons e apenas um nêutron. Isso faz com que ele seja mais leve e tenha propriedades diferentes.

    O hélio 3 é formado principalmente pela ação dos ventos solares, que são fluxos de partículas carregadas que emanam do Sol. Essas partículas atingem a superfície da Lua, que não tem atmosfera nem campo magnético para protegê-la, e se incorporam às rochas lunares.

    Estima-se que a Lua tenha cerca de um milhão de toneladas de hélio 3 em seu solo, o que equivale a cerca de 25% de toda a reserva mundial de combustíveis fósseis. Para se ter uma ideia, apenas 40 gramas de hélio 3 podem substituir cinco mil toneladas de carvão em termos de energia.

    Por que o hélio 3 é tão valioso?

    O hélio 3 é considerado o combustível ideal para a produção de energia por fusão nuclear, um processo em que dois átomos se unem para formar um átomo maior, liberando uma enorme quantidade de energia. A fusão nuclear é o mesmo processo que ocorre no interior das estrelas, como o Sol.

    A vantagem da fusão nuclear usando hélio 3 é que ela não gera nêutrons como subproduto, mas apenas prótons, que são partículas eletricamente carregadas e podem ser controladas por campos eletromagnéticos. Isso significa que a fusão nuclear com hélio 3 é mais eficiente, segura e limpa do que outros processos, pois não produz lixo nuclear nem radiação nociva.

    A energia elétrica gerada pela fusão nuclear com hélio 3 poderia ser usada para abastecer diversas atividades humanas, desde indústrias até residências, com baixo custo e impacto ambiental. Além disso, o hélio 3 também poderia ser usado para propulsão espacial, permitindo viagens mais rápidas e econômicas pelo Sistema Solar.

    Quem está interessado no hélio 3?

    A exploração do hélio 3 na Lua é um dos objetivos de vários países e empresas que têm planos ambiciosos para a exploração espacial. Entre eles, destaca-se a China, que já anunciou sua intenção de minerar o hélio 3 na Lua como parte de seu programa espacial.

    A China já realizou várias missões lunares bem-sucedidas, como a Chang’e-5, que trouxe amostras do solo lunar em 2020. Entre essas amostras, os cientistas chineses descobriram um novo mineral chamado Changesite- (Y), que contém traços de hélio 3.

    Outros países como Estados Unidos, Rússia, Índia e Japão também têm interesse no hélio 3 e na exploração lunar. Além disso, empresas privadas como a Moon Express e a Planetary Resources também pretendem explorar os recursos da Lua, incluindo o hélio 3.

    Quais são os desafios e as implicações da mineração do hélio 3 na Lua?

    Apesar do grande potencial do hélio 3 como fonte de energia limpa e renovável, ainda há muitos desafios técnicos, econômicos e políticos para tornar essa realidade possível.

    Do ponto de vista técnico, ainda não há uma tecnologia capaz de realizar a fusão nuclear com hélio 3 de forma eficaz e comercial. Os reatores de fusão nuclear existentes hoje ainda consomem mais energia do que produzem, e precisam de altas temperaturas e pressões para funcionar. Além disso, ainda não há uma forma eficiente de extrair o hélio 3 do solo lunar, que requer um processo de aquecimento das rochas a cerca de 700ºC.

    Do ponto de vista econômico, ainda não há uma estimativa precisa do custo-benefício da mineração do hélio 3 na Lua. Alguns especialistas afirmam que o investimento seria compensado pela alta demanda e pelo baixo impacto ambiental da energia gerada pelo hélio 3. Outros, porém, argumentam que o custo seria muito alto e que haveria outras fontes de energia mais viáveis e acessíveis na Terra, como a solar e a eólica.

    Do ponto de vista político, ainda não há um consenso sobre a legalidade e a ética da exploração dos recursos da Lua. O Tratado do Espaço Exterior, assinado em 1967 por mais de 100 países, incluindo os principais atores espaciais, estabelece que a Lua e outros corpos celestes são patrimônio comum da humanidade e não podem ser apropriados por nenhum país ou entidade. No entanto, o tratado não proíbe explicitamente a exploração comercial dos recursos lunares, o que abre espaço para interpretações divergentes e conflitos potenciais.

    Assim, a mineração do hélio 3 na Lua é um tema que envolve não apenas questões científicas e tecnológicas, mas também sociais e geopolíticas. A Lua pode ser um tesouro energético para a humanidade, mas também pode ser um palco de disputas e rivalidades. O futuro da exploração lunar dependerá da capacidade de cooperação e de diálogo entre os diferentes atores envolvidos, bem como do respeito aos princípios éticos e ambientais que devem nortear as atividades espaciais.

    Mas além de ser um símbolo poético e cultural, a Lua também pode ser uma fonte de energia limpa e abundante para o nosso planeta. Como? A resposta está em um elemento químico raro na Terra, mas abundante no solo lunar: o hélio 3.

    O que é o hélio 3?

    O hélio 3 é um isótopo do hélio, ou seja, uma variação do mesmo elemento com um número diferente de nêutrons no núcleo. Enquanto o hélio comum tem dois prótons e dois nêutrons, o hélio 3 tem dois prótons e apenas um nêutron. Isso faz com que ele seja mais leve e tenha propriedades diferentes.

    O hélio 3 é formado principalmente pela ação dos ventos solares, que são fluxos de partículas carregadas que emanam do Sol. Essas partículas atingem a superfície da Lua, que não tem atmosfera nem campo magnético para protegê-la, e se incorporam às rochas lunares.

    Estima-se que a Lua tenha cerca de um milhão de toneladas de hélio 3 em seu solo, o que equivale a cerca de 25% de toda a reserva mundial de combustíveis fósseis. Para se ter uma ideia, apenas 40 gramas de hélio 3 podem substituir cinco mil toneladas de carvão em termos de energia.

    Por que o hélio 3 é tão valioso?

    O hélio 3 é considerado o combustível ideal para a produção de energia por fusão nuclear, um processo em que dois átomos se unem para formar um átomo maior, liberando uma enorme quantidade de energia. A fusão nuclear é o mesmo processo que ocorre no interior das estrelas, como o Sol.

    A vantagem da fusão nuclear usando hélio 3 é que ela não gera nêutrons como subproduto, mas apenas prótons, que são partículas eletricamente carregadas e podem ser controladas por campos eletromagnéticos. Isso significa que a fusão nuclear com hélio 3 é mais eficiente, segura e limpa do que outros processos, pois não produz lixo nuclear nem radiação nociva.

    A energia elétrica gerada pela fusão nuclear com hélio 3 poderia ser usada para abastecer diversas atividades humanas, desde indústrias até residências, com baixo custo e impacto ambiental. Além disso, o hélio 3 também poderia ser usado para propulsão espacial, permitindo viagens mais rápidas e econômicas pelo Sistema Solar.

    Quem está interessado no hélio 3?

    A exploração do hélio 3 na Lua é um dos objetivos de vários países e empresas que têm planos ambiciosos para a exploração espacial. Entre eles, destaca-se a China, que já anunciou sua intenção de minerar o hélio 3 na Lua como parte de seu programa espacial.

    A China já realizou várias missões lunares bem-sucedidas, como a Chang’e-5, que trouxe amostras do solo lunar em 2020. Entre essas amostras, os cientistas chineses descobriram um novo mineral chamado Changesite- (Y), que contém traços de hélio 3.

    Outros países como Estados Unidos, Rússia, Índia e Japão também têm interesse no hélio 3 e na exploração lunar. Além disso, empresas privadas como a Moon Express e a Planetary Resources também pretendem explorar os recursos da Lua, incluindo o hélio 3.

    Quais são os desafios e as implicações da mineração do hélio 3 na Lua?

    Apesar do grande potencial do hélio 3 como fonte de energia limpa e renovável, ainda há muitos desafios técnicos, econômicos e políticos para tornar essa realidade possível.

    Do ponto de vista técnico, ainda não há uma tecnologia capaz de realizar a fusão nuclear com hélio 3 de forma eficaz e comercial. Os reatores de fusão nuclear existentes hoje ainda consomem mais energia do que produzem, e precisam de altas temperaturas e pressões para funcionar. Além disso, ainda não há uma forma eficiente de extrair o hélio 3 do solo lunar, que requer um processo de aquecimento das rochas a cerca de 700ºC.

    Do ponto de vista econômico, ainda não há uma estimativa precisa do custo-benefício da mineração do hélio 3 na Lua. Alguns especialistas afirmam que o investimento seria compensado pela alta demanda e pelo baixo impacto ambiental da energia gerada pelo hélio 3. Outros, porém, argumentam que o custo seria muito alto e que haveria outras fontes de energia mais viáveis e acessíveis na Terra, como a solar e a eólica.

    Do ponto de vista político, ainda não há um consenso sobre a legalidade e a ética da exploração dos recursos da Lua. O Tratado do Espaço Exterior, assinado em 1967 por mais de 100 países, incluindo os principais atores espaciais, estabelece que a Lua e outros corpos celestes são patrimônio comum da humanidade e não podem ser apropriados por nenhum país ou entidade. No entanto, o tratado não proíbe explicitamente a exploração comercial dos recursos lunares, o que abre espaço para interpretações divergentes e conflitos potenciais.

    Assim, a mineração do hélio 3 na Lua é um tema que envolve não apenas questões científicas e tecnológicas, mas também sociais e geopolíticas. A Lua pode ser um tesouro energético para a humanidade, mas também pode ser um palco de disputas e rivalidades. O futuro da exploração lunar dependerá da capacidade de cooperação e de diálogo entre os diferentes atores envolvidos, bem como do respeito aos princípios éticos e ambientais que devem nortear as atividades espaciais.

  • Quantos astronautas pisaram na lua?

    Quantos astronautas pisaram na lua?

    A Lua é o único corpo celeste que já foi visitado por seres humanos. Desde a primeira alunissagem tripulada em 1969, doze astronautas diferentes já caminharam na superfície lunar.

    Quem são eles e o que fizeram lá?

    O primeiro passo

    O primeiro homem a pisar na Lua foi Neil Armstrong, o comandante da missão Apollo 11. Ele desceu do módulo lunar Eagle e pronunciou a famosa frase: “Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. Ele foi seguido pelo piloto do módulo lunar, Buzz Aldrin, que também plantou uma bandeira dos Estados Unidos no solo lunar. Os dois astronautas passaram cerca de duas horas e meia fora da nave, coletando amostras de rochas e solo, instalando instrumentos científicos e conversando com o presidente americano Richard Nixon por telefone. Eles também receberam uma mensagem de paz do papa Paulo VI. A missão Apollo 11 foi um grande sucesso e um marco histórico para a exploração espacial.

    As missões seguintes

    Depois da Apollo 11, outras seis missões tripuladas foram enviadas à Lua entre 1969 e 1972, sendo que apenas a Apollo 13 não conseguiu pousar devido a uma falha técnica. As missões seguintes foram aumentando o tempo de permanência na superfície lunar, a distância percorrida pelos astronautas e a quantidade de experimentos realizados. As missões Apollo 15, 16 e 17 também levaram um veículo chamado rover lunar, que permitiu aos astronautas explorar áreas mais amplas e variadas.

    Os astronautas que participaram das missões seguintes foram:

    Pete Conrad e Alan Bean, da Apollo 12, que pousaram perto do local onde havia caído uma sonda não tripulada chamada Surveyor 3. Eles também foram os primeiros a transmitir imagens coloridas da Lua.

    Alan Shepard e Edgar Mitchell, da Apollo 14, que pousaram na região montanhosa chamada Fra Mauro. Shepard foi o primeiro a jogar golfe na Lua, usando um taco improvisado e uma bola de metal.

    David Scott e James Irwin, da Apollo 15, que pousaram no vale chamado Rima Hadley, próximo a uma grande montanha chamada Mons Hadley. Eles foram os primeiros a usar o rover lunar e a descobrir um tipo de rocha chamado anortosito, que se formou na crosta primitiva da Lua.

    John Young e Charles Duke, da Apollo 16, que pousaram na região chamada Descartes Highlands, caracterizada por terrenos acidentados e vulcânicos. Eles também usaram o rover lunar e coletaram uma grande quantidade de rochas e solo.

    Eugene Cernan e Harrison Schmitt, da Apollo 17, que pousaram no vale chamado Taurus-Littrow, próximo à borda de um grande lago seco chamado Mare Serenitatis. Eles foram os últimos a caminhar na Lua até hoje e também os que passaram mais tempo fora da nave: cerca de 22 horas no total. Schmitt foi o único geólogo profissional a ir à Lua e encontrou um tipo de rocha chamado laranja, que tem uma cor laranja brilhante.

    O legado

    As missões Apollo trouxeram para a Terra mais de 380 quilos de material lunar, que foram analisados por cientistas de todo o mundo. Essas análises revelaram muitas informações sobre a origem, a evolução e a composição da Lua, bem como sobre sua relação com a Terra e o Sistema Solar. Além disso, as missões Apollo também contribuíram para o avanço da tecnologia espacial, da comunicação, da navegação, da medicina e da educação. As imagens da Terra vista da Lua também inspiraram uma nova consciência ambiental e uma visão global da humanidade. Os doze astronautas que pisaram na Lua são considerados heróis e pioneiros da exploração espacial. Eles realizaram um feito extraordinário que marcou a história da ciência e da cultura. Eles também deixaram um legado de conhecimento, de inspiração e de esperança para as gerações futuras.

    Quem são eles e o que fizeram lá?

    O primeiro passo

    O primeiro homem a pisar na Lua foi Neil Armstrong, o comandante da missão Apollo 11. Ele desceu do módulo lunar Eagle e pronunciou a famosa frase: “Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. Ele foi seguido pelo piloto do módulo lunar, Buzz Aldrin, que também plantou uma bandeira dos Estados Unidos no solo lunar. Os dois astronautas passaram cerca de duas horas e meia fora da nave, coletando amostras de rochas e solo, instalando instrumentos científicos e conversando com o presidente americano Richard Nixon por telefone. Eles também receberam uma mensagem de paz do papa Paulo VI. A missão Apollo 11 foi um grande sucesso e um marco histórico para a exploração espacial.

    As missões seguintes

    Depois da Apollo 11, outras seis missões tripuladas foram enviadas à Lua entre 1969 e 1972, sendo que apenas a Apollo 13 não conseguiu pousar devido a uma falha técnica. As missões seguintes foram aumentando o tempo de permanência na superfície lunar, a distância percorrida pelos astronautas e a quantidade de experimentos realizados. As missões Apollo 15, 16 e 17 também levaram um veículo chamado rover lunar, que permitiu aos astronautas explorar áreas mais amplas e variadas.

    Os astronautas que participaram das missões seguintes foram:

    Pete Conrad e Alan Bean, da Apollo 12, que pousaram perto do local onde havia caído uma sonda não tripulada chamada Surveyor 3. Eles também foram os primeiros a transmitir imagens coloridas da Lua.

    Alan Shepard e Edgar Mitchell, da Apollo 14, que pousaram na região montanhosa chamada Fra Mauro. Shepard foi o primeiro a jogar golfe na Lua, usando um taco improvisado e uma bola de metal.

    David Scott e James Irwin, da Apollo 15, que pousaram no vale chamado Rima Hadley, próximo a uma grande montanha chamada Mons Hadley. Eles foram os primeiros a usar o rover lunar e a descobrir um tipo de rocha chamado anortosito, que se formou na crosta primitiva da Lua.

    John Young e Charles Duke, da Apollo 16, que pousaram na região chamada Descartes Highlands, caracterizada por terrenos acidentados e vulcânicos. Eles também usaram o rover lunar e coletaram uma grande quantidade de rochas e solo.

    Eugene Cernan e Harrison Schmitt, da Apollo 17, que pousaram no vale chamado Taurus-Littrow, próximo à borda de um grande lago seco chamado Mare Serenitatis. Eles foram os últimos a caminhar na Lua até hoje e também os que passaram mais tempo fora da nave: cerca de 22 horas no total. Schmitt foi o único geólogo profissional a ir à Lua e encontrou um tipo de rocha chamado laranja, que tem uma cor laranja brilhante.

    O legado

    As missões Apollo trouxeram para a Terra mais de 380 quilos de material lunar, que foram analisados por cientistas de todo o mundo. Essas análises revelaram muitas informações sobre a origem, a evolução e a composição da Lua, bem como sobre sua relação com a Terra e o Sistema Solar. Além disso, as missões Apollo também contribuíram para o avanço da tecnologia espacial, da comunicação, da navegação, da medicina e da educação. As imagens da Terra vista da Lua também inspiraram uma nova consciência ambiental e uma visão global da humanidade. Os doze astronautas que pisaram na Lua são considerados heróis e pioneiros da exploração espacial. Eles realizaram um feito extraordinário que marcou a história da ciência e da cultura. Eles também deixaram um legado de conhecimento, de inspiração e de esperança para as gerações futuras.

  • Brasil pode participar de missão lunar internacional com a China

    Brasil pode participar de missão lunar internacional com a China

    O Brasil pode se tornar um dos países a enviar uma sonda para a Lua em uma missão liderada pela China. O projeto, chamado de International Lunar Research Station (ILRS), pretende construir uma base científica na superfície lunar até 2035.

    A ILRS é uma iniciativa da China em parceria com a Rússia, que visa explorar a região do polo sul da Lua, onde há potencial para encontrar água e outros recursos. Além dos dois países, outras 13 nações já manifestaram interesse em participar do projeto, incluindo o Brasil.

    Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Clezio de Nardin, o Brasil está em negociação com a China para definir qual será o papel do país na missão. Uma das possibilidades é enviar um pequeno satélite, chamado de CubeSat, que poderia orbitar a Lua ou pousar em sua superfície.

    O CubeSat seria desenvolvido pelo INPE em conjunto com universidades e empresas brasileiras. O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 30 milhões, que poderiam ser financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

    De acordo com Nardin, a participação do Brasil na ILRS seria uma oportunidade para o país desenvolver sua capacidade tecnológica e científica na área espacial. Além disso, o projeto poderia trazer benefícios para a sociedade, como o estudo da origem da Lua e do sistema solar, a busca por novas fontes de energia e a aplicação de conhecimentos lunares na Terra.

    O diretor do INPE afirma que o Brasil tem experiência e competência para contribuir com a missão lunar internacional. Ele cita como exemplos o satélite CBERS, fruto da cooperação entre Brasil e China, que monitora o meio ambiente e o uso da terra; e o satélite Amazonia-1, lançado em fevereiro deste ano, que é o primeiro totalmente projetado, integrado e operado pelo Brasil.

    A expectativa é que o Brasil assine um acordo formal com a China até o final deste ano, para definir os detalhes da participação na ILRS. A primeira fase da missão está prevista para começar em 2024, com o envio de sondas robóticas para a Lua. A segunda fase, entre 2026 e 2030, incluirá missões tripuladas e a construção de módulos habitáveis. A terceira fase, entre 2031 e 2035, consolidará a base lunar como uma plataforma de pesquisa científica.

    Fonte: Link.

    A ILRS é uma iniciativa da China em parceria com a Rússia, que visa explorar a região do polo sul da Lua, onde há potencial para encontrar água e outros recursos. Além dos dois países, outras 13 nações já manifestaram interesse em participar do projeto, incluindo o Brasil.

    Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Clezio de Nardin, o Brasil está em negociação com a China para definir qual será o papel do país na missão. Uma das possibilidades é enviar um pequeno satélite, chamado de CubeSat, que poderia orbitar a Lua ou pousar em sua superfície.

    O CubeSat seria desenvolvido pelo INPE em conjunto com universidades e empresas brasileiras. O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 30 milhões, que poderiam ser financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

    De acordo com Nardin, a participação do Brasil na ILRS seria uma oportunidade para o país desenvolver sua capacidade tecnológica e científica na área espacial. Além disso, o projeto poderia trazer benefícios para a sociedade, como o estudo da origem da Lua e do sistema solar, a busca por novas fontes de energia e a aplicação de conhecimentos lunares na Terra.

    O diretor do INPE afirma que o Brasil tem experiência e competência para contribuir com a missão lunar internacional. Ele cita como exemplos o satélite CBERS, fruto da cooperação entre Brasil e China, que monitora o meio ambiente e o uso da terra; e o satélite Amazonia-1, lançado em fevereiro deste ano, que é o primeiro totalmente projetado, integrado e operado pelo Brasil.

    A expectativa é que o Brasil assine um acordo formal com a China até o final deste ano, para definir os detalhes da participação na ILRS. A primeira fase da missão está prevista para começar em 2024, com o envio de sondas robóticas para a Lua. A segunda fase, entre 2026 e 2030, incluirá missões tripuladas e a construção de módulos habitáveis. A terceira fase, entre 2031 e 2035, consolidará a base lunar como uma plataforma de pesquisa científica.

    Fonte: Link.

  • Missão espacial chinesa coleta água em esferas de vidro na Lua

    Missão espacial chinesa coleta água em esferas de vidro na Lua

    Cientistas chineses anunciaram a descoberta de uma nova fonte de água na Lua, em forma de esferas de vidro microscópicas que se formam pelo impacto de meteoritos na superfície lunar.

    Essas esferas contêm moléculas de água produzidas pela reação do hidrogênio do vento solar com o oxigênio das rochas lunares.

    A quantidade de água armazenada nessas esferas é estimada em 300 bilhões de toneladas, e poderia ser extraída por futuros exploradores do satélite.

    As esferas foram analisadas a partir de amostras de solo lunar trazidas pela missão chinesa Chang’e 5 em 2020. Os resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Essas esferas contêm moléculas de água produzidas pela reação do hidrogênio do vento solar com o oxigênio das rochas lunares.

    A quantidade de água armazenada nessas esferas é estimada em 300 bilhões de toneladas, e poderia ser extraída por futuros exploradores do satélite.

    As esferas foram analisadas a partir de amostras de solo lunar trazidas pela missão chinesa Chang’e 5 em 2020. Os resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Nasa confirma que encontrou água na superfície da Lua na parte iluminada pelo Sol


    Agência espacial norte-americana não soube afirmar em qual estado físico a água foi detectada. A descoberta ocorreu na cratera Clavius, que pode ser vista da Terra.

    Ouça na W:

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    O conteúdo produzido pela W Rádio Brasil é protegido pela Lei nº 9.610 (Lei de Direitos Autorais). Você é assinante do Plano Essencial e pode utilizar, reproduzir ou modificar o nosso conteúdo.

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    Veja também:


    A Microsoft tem uma ferramenta que contabiliza em tempo real o número de casos confirmados, recuperados e fatais de Covid-19. Você pode acessar a ferramenta aqui


  • Para astronauta da Nasa, hoje o homem não conseguiria chegar à Lua

    O astronauta Bill Anders, piloto da Apollo 8, fez duras críticas à Agência Espacial Norte Americana (Nasa) durante uma entrevista ao canal britânico BBC.

    Além disso, Anders, de 85 anos, disse que as missões tripuladas da Nasa a Marte, beira a “quase ridículo” e que “o público não está interessado”.

    “A Nasa não conseguiria chegar à Lua hoje. Estão fossilizados. A Nasa transformou-se num programa de emprego… muitos dos centros estão interessados sobretudo em manter-se e não se vê muito apoio público além de conseguirem o pagamento para os seus funcionários e a reeleição dos seus membros do congresso”, afirmou Anders.

    Segundo o site BGR, nos últimos anos a NASA vem sofrendo cortes de orçamento, mas que continua determinada a um dia chegar a Marte.

    Ainda não há previsão para enviar humanos ao Planeta Vermelho, mas a Agência deve lançar novas sondas que permitam ter um conhecimento mais amplo até que isso aconteça.

    Enquanto os humanos não pisam em solo marciano, os robôs continuam explorando o planeta vermelho.

    Em novembro, a nave InSight – que coletará amostras do planeta – aterrissou com sucesso em Marte.

    Sobre a Lua, a Nasa disse recentemente que está conduzindo um retorno sustentável ao nosso satélite natural, e que isso ajudará a preparar para enviar astronautas a Marte.

    “Isso também inclui parceiros comerciais e internacionais para expandir a presença humana no espaço e trazer novos conhecimentos e oportunidades”, disse a Agência em comunicado.

  • Google Earth localiza ‘estrutura’ misteriosa na Lua (VÍDEO)

    Uma estrutura que se eleva a partir da superfície lunar foi descoberta com uso do aplicativo de visualização da Lua do Google Earth, relata o The Daily Star.

    O argentino Marcelo Irazusta estava vasculhando a superfície da Lua com o aplicativo quando visualizou uma espécie de pirâmide, com a extremidade superior arredondada, no relevo do nosso satélite natural. Segundo ele, a pirâmide mede mais de duzentos metros de altura.

    Irazusta postou o vídeo em seu canal do YouTube e garante que a estrutura não poderia ter sido criada naturalmente.

    Comentando sobre a descoberta do argentino, usuários da Internet compartilharam os mesmos pontos de vista, alegando que a NASA deveria estar encobrindo informações.

    Internautas mais pragmáticos suspeitam que a imagem em 3D pode ter sofrido alterações mediante uso de recursos gráficos de renderização.

  • Cientistas descobrem evidências diretas de água congelada na superfície lunar

    A descoberta foi publicada no Anuário da Academia Nacional de Ciências e mostram que o gelo perto do polo sul da lua está contido principalmente nas crateras lunares. No norte, o gelo foi distribuído mais amplamente pela superfície.

    A descoberta inicial de gelo na Lua foi feita por uma missão conjunta entre a NASA e o Instituto de Investigação Espacial da Índia (ISRO). A espaçonave ISRO Chandrayaan-1 entrou em órbita ao redor da lua em 2008, e a nave lançou uma sonda de impacto que atingiu a superfície lunar em novembro daquele ano.

    O impacto revelou a água congelada sob a superfície da lua e observações adicionais sugeriram que ela também poderia estar na superfície perto dos polos.

    Em 2010, os cientistas relataram que os dados da Chandrayaan-1 indicaram 40 crateras permanentemente escurecidas na superfície da Lua, levando a estimativas de 600 milhões de toneladas métricas de água gelada.

    Um estudo mais aprofundado dos dados do instrumento Moon Mineralogy Mapper (M3), da NASA, sobre a espaçonave, levou a evidências diretas e definitivas desse gelo. Foi aí que um espectrômetro de imagens criou o primeiro mapa mineralógico da superfície lunar.

    A nova descoberta significa que futuras missões à Lua poderiam acessar o gelo, apoiando astronautas durante estadias prolongadas. De acordo com um relatório da NASA JPL, “a água poderia ser acessada como um recurso para futuras expedições para explorar e até ficar na Lua, e potencialmente mais fácil de acessar do que a água detectada sob a superfície da lua”.

    Com uma nova pesquisa sugerindo que a Lua pode até mesmo ter abrigado a vida, fica claro que há muito o que aprender sobre o vizinho mais próximo da Terra.