Tag: medicamentos

  • CMED estabelece limite de 4,5% para reajuste de medicamentos no Brasil

    CMED estabelece limite de 4,5% para reajuste de medicamentos no Brasil

    A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) do Brasil anunciou um limite de reajuste de até 4,5% para os medicamentos de uso contínuo, impactando aproximadamente dez mil produtos.

    O ajuste é baseado no acumulado de 4,5% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre março de 2023 e fevereiro de 2024.

    Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, ressaltou que o reajuste não representa um aumento direto, mas sim um limite máximo permitido. Este é o menor reajuste desde 2020, refletindo a política de proteção ao consumidor para prevenir aumentos excessivos.

    Nos anos anteriores, os reajustes foram mais altos, com 10,89% em 2022 e 8,15% em 2021. A CMED também determinou que outros fatores econômicos, como a produtividade do setor farmacêutico e custos de produção não refletidos pelo IPCA, teriam índice zero no cálculo deste ano.

    A legislação permite a recomposição anual de preços, e a CMED assegurou que não haverá variação de aumento em diferentes faixas de competitividade do mercado este ano. As alíquotas de ICMS para medicamentos também foram definidas, variando entre 12% e 21%, dependendo do estado.

    O ajuste é baseado no acumulado de 4,5% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre março de 2023 e fevereiro de 2024.

    Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, ressaltou que o reajuste não representa um aumento direto, mas sim um limite máximo permitido. Este é o menor reajuste desde 2020, refletindo a política de proteção ao consumidor para prevenir aumentos excessivos.

    Nos anos anteriores, os reajustes foram mais altos, com 10,89% em 2022 e 8,15% em 2021. A CMED também determinou que outros fatores econômicos, como a produtividade do setor farmacêutico e custos de produção não refletidos pelo IPCA, teriam índice zero no cálculo deste ano.

    A legislação permite a recomposição anual de preços, e a CMED assegurou que não haverá variação de aumento em diferentes faixas de competitividade do mercado este ano. As alíquotas de ICMS para medicamentos também foram definidas, variando entre 12% e 21%, dependendo do estado.

  • Descoberta científica pode revolucionar a criação de medicamentos

    Descoberta científica pode revolucionar a criação de medicamentos

    Em uma descoberta que promete transformar o campo da farmacologia, pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveram uma plataforma inovadora que acelera significativamente o processo de criação de novos medicamentos.

    Utilizando uma combinação de experimentos automatizados e inteligência artificial, a equipe conseguiu prever como diferentes substâncias químicas reagem entre si, um avanço que pode reduzir drasticamente o tempo e o custo associados ao desenvolvimento de novos fármacos.

    Tradicionalmente, a descoberta de novos medicamentos é um processo de tentativa e erro, onde muitas reações químicas falham antes de encontrar uma combinação bem-sucedida. A nova abordagem, apelidada de ‘reactome’, busca superar esses desafios ao identificar correlações relevantes entre reagentes e o desempenho das reações, além de apontar lacunas nos próprios dados. Este método foi validado em um conjunto de dados com mais de 39.000 reações relevantes para a farmacologia e é resultado de uma colaboração entre a universidade e a gigante farmacêutica Pfizer.

    O ‘reactome’ representa uma mudança de paradigma na química orgânica, oferecendo uma compreensão mais profunda da reatividade química que pode beneficiar qualquer pessoa que trabalhe com moléculas. Segundo a Dra. Emma King-Smith, primeira autora do estudo, “uma compreensão mais profunda da química poderia nos permitir fazer medicamentos e tantos outros produtos úteis muito mais rapidamente.”

    Além disso, em um artigo relacionado publicado na revista Nature Communications, a equipe desenvolveu uma abordagem de aprendizado de máquina que permite aos químicos introduzir transformações precisas em regiões pré-especificadas de uma molécula. Isso facilita o design de medicamentos, permitindo ajustes em moléculas complexas sem a necessidade de sintetizá-las do zero.

    Este avanço é um exemplo brilhante de como a ciência e a tecnologia podem se unir para superar os desafios da medicina moderna, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes e acessíveis no futuro.

    Utilizando uma combinação de experimentos automatizados e inteligência artificial, a equipe conseguiu prever como diferentes substâncias químicas reagem entre si, um avanço que pode reduzir drasticamente o tempo e o custo associados ao desenvolvimento de novos fármacos.

    Tradicionalmente, a descoberta de novos medicamentos é um processo de tentativa e erro, onde muitas reações químicas falham antes de encontrar uma combinação bem-sucedida. A nova abordagem, apelidada de ‘reactome’, busca superar esses desafios ao identificar correlações relevantes entre reagentes e o desempenho das reações, além de apontar lacunas nos próprios dados. Este método foi validado em um conjunto de dados com mais de 39.000 reações relevantes para a farmacologia e é resultado de uma colaboração entre a universidade e a gigante farmacêutica Pfizer.

    O ‘reactome’ representa uma mudança de paradigma na química orgânica, oferecendo uma compreensão mais profunda da reatividade química que pode beneficiar qualquer pessoa que trabalhe com moléculas. Segundo a Dra. Emma King-Smith, primeira autora do estudo, “uma compreensão mais profunda da química poderia nos permitir fazer medicamentos e tantos outros produtos úteis muito mais rapidamente.”

    Além disso, em um artigo relacionado publicado na revista Nature Communications, a equipe desenvolveu uma abordagem de aprendizado de máquina que permite aos químicos introduzir transformações precisas em regiões pré-especificadas de uma molécula. Isso facilita o design de medicamentos, permitindo ajustes em moléculas complexas sem a necessidade de sintetizá-las do zero.

    Este avanço é um exemplo brilhante de como a ciência e a tecnologia podem se unir para superar os desafios da medicina moderna, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes e acessíveis no futuro.

  • Como tratar o transtorno do uso de opioides em adolescentes

    Como tratar o transtorno do uso de opioides em adolescentes

    O transtorno do uso de opioides (MOUD) é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo adolescentes. O uso de opioides pode causar dependência, overdose e morte, além de prejudicar a saúde física e mental dos usuários.

    Felizmente, existe um tratamento eficaz para ajudar as pessoas a lidar com o uso de opioides: o uso de medicamentos para o transtorno do uso de opioides (MOUD).

    O que é MOUD?

    MOUD é um tratamento baseado em evidências que usa medicamentos para reduzir os desejos e sintomas de abstinência dos usuários de opioides, ou para bloquear o efeito que eles teriam se decidissem usar opioides. Existem três tipos principais de medicamentos usados no MOUD:

    • Buprenorfina: um opioide parcial que se liga aos mesmos receptores que os opioides, mas com menos efeitos. Isso ajuda a aliviar a abstinência e a prevenir a overdose.

    • Metadona: um opioide completo que também se liga aos receptores opioides, mas por mais tempo. Isso ajuda a reduzir os desejos e a estabilizar os usuários.

    • Naltrexona: um antagonista opioide que bloqueia os receptores opioides, impedindo que os usuários sintam qualquer efeito se usarem opioides.

    MOUD é seguro e eficaz?

    Vários estudos mostraram que MOUD é seguro e eficaz para tratar o transtorno do uso de opioides em adultos e adolescentes. MOUD pode ajudar a reduzir o uso de opioides, as overdoses, as infecções, os crimes e os custos de saúde. MOUD também pode melhorar a qualidade de vida, a adesão ao tratamento, a retenção escolar e o funcionamento familiar dos usuários.

    MOUD é recomendado como tratamento de primeira linha para jovens com transtorno do uso de opioides por várias organizações médicas, como a Academia Americana de Pediatria, o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas e a Organização Mundial da Saúde.

    Por que MOUD é pouco usado entre os adolescentes?

    Apesar dos benefícios do MOUD, ele é pouco usado entre os adolescentes. Apenas uma pequena fração dos jovens que precisam de tratamento para o transtorno do uso de opioides recebe MOUD. Existem vários obstáculos que impedem a adoção mais ampla do MOUD para jovens, tais como:

    • Falta de treinamento entre os pediatras: muitos médicos que atendem adolescentes não estão familiarizados ou confortáveis com o MOUD, ou não têm as licenças necessárias para prescrever os medicamentos.

    • Cobertura limitada de seguro: muitos planos de saúde não cobrem o custo total do MOUD, ou impõem restrições ou requisitos desnecessários para acessá-lo.

    • Preferências por tratamentos não medicamentosos: muitos pais, adolescentes ou provedores de cuidados preferem abordagens baseadas em abstinência ou terapia comportamental, sem reconhecer os benefícios do MOUD.

    • Estigma e discriminação: muitas pessoas veem o MOUD como uma forma de substituir uma droga por outra, ou como um sinal de fraqueza ou falha moral. Isso pode levar ao isolamento social, à vergonha ou ao medo dos usuários.

    Como aumentar o acesso ao MOUD para adolescentes?

    Para aumentar o acesso ao MOUD para adolescentes, é preciso haver uma mudança de atitude e de política em relação ao transtorno do uso de opioides e ao seu tratamento. Algumas medidas que podem ajudar são:

    • Fornecer educação e treinamento aos pediatras sobre o MOUD, seus benefícios e seus desafios.

    • Ampliar a cobertura do seguro para o MOUD, eliminando as barreiras burocráticas ou financeiras.

    • Oferecer opções flexíveis e individualizadas de tratamento, combinando o MOUD com outras intervenções psicossociais ou familiares.

    • Combater o estigma e a discriminação em relação ao MOUD, promovendo uma cultura de compaixão, apoio e respeito aos usuários.

    MOUD é uma ferramenta poderosa para ajudar os adolescentes a superar o transtorno do uso de opioides e a recuperar o controle de suas vidas. Se você ou alguém que você conhece está lutando contra o uso de opioides, procure ajuda profissional e considere o MOUD como uma opção de tratamento.

    Felizmente, existe um tratamento eficaz para ajudar as pessoas a lidar com o uso de opioides: o uso de medicamentos para o transtorno do uso de opioides (MOUD).

    O que é MOUD?

    MOUD é um tratamento baseado em evidências que usa medicamentos para reduzir os desejos e sintomas de abstinência dos usuários de opioides, ou para bloquear o efeito que eles teriam se decidissem usar opioides. Existem três tipos principais de medicamentos usados no MOUD:

    • Buprenorfina: um opioide parcial que se liga aos mesmos receptores que os opioides, mas com menos efeitos. Isso ajuda a aliviar a abstinência e a prevenir a overdose.

    • Metadona: um opioide completo que também se liga aos receptores opioides, mas por mais tempo. Isso ajuda a reduzir os desejos e a estabilizar os usuários.

    • Naltrexona: um antagonista opioide que bloqueia os receptores opioides, impedindo que os usuários sintam qualquer efeito se usarem opioides.

    MOUD é seguro e eficaz?

    Vários estudos mostraram que MOUD é seguro e eficaz para tratar o transtorno do uso de opioides em adultos e adolescentes. MOUD pode ajudar a reduzir o uso de opioides, as overdoses, as infecções, os crimes e os custos de saúde. MOUD também pode melhorar a qualidade de vida, a adesão ao tratamento, a retenção escolar e o funcionamento familiar dos usuários.

    MOUD é recomendado como tratamento de primeira linha para jovens com transtorno do uso de opioides por várias organizações médicas, como a Academia Americana de Pediatria, o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas e a Organização Mundial da Saúde.

    Por que MOUD é pouco usado entre os adolescentes?

    Apesar dos benefícios do MOUD, ele é pouco usado entre os adolescentes. Apenas uma pequena fração dos jovens que precisam de tratamento para o transtorno do uso de opioides recebe MOUD. Existem vários obstáculos que impedem a adoção mais ampla do MOUD para jovens, tais como:

    • Falta de treinamento entre os pediatras: muitos médicos que atendem adolescentes não estão familiarizados ou confortáveis com o MOUD, ou não têm as licenças necessárias para prescrever os medicamentos.

    • Cobertura limitada de seguro: muitos planos de saúde não cobrem o custo total do MOUD, ou impõem restrições ou requisitos desnecessários para acessá-lo.

    • Preferências por tratamentos não medicamentosos: muitos pais, adolescentes ou provedores de cuidados preferem abordagens baseadas em abstinência ou terapia comportamental, sem reconhecer os benefícios do MOUD.

    • Estigma e discriminação: muitas pessoas veem o MOUD como uma forma de substituir uma droga por outra, ou como um sinal de fraqueza ou falha moral. Isso pode levar ao isolamento social, à vergonha ou ao medo dos usuários.

    Como aumentar o acesso ao MOUD para adolescentes?

    Para aumentar o acesso ao MOUD para adolescentes, é preciso haver uma mudança de atitude e de política em relação ao transtorno do uso de opioides e ao seu tratamento. Algumas medidas que podem ajudar são:

    • Fornecer educação e treinamento aos pediatras sobre o MOUD, seus benefícios e seus desafios.

    • Ampliar a cobertura do seguro para o MOUD, eliminando as barreiras burocráticas ou financeiras.

    • Oferecer opções flexíveis e individualizadas de tratamento, combinando o MOUD com outras intervenções psicossociais ou familiares.

    • Combater o estigma e a discriminação em relação ao MOUD, promovendo uma cultura de compaixão, apoio e respeito aos usuários.

    MOUD é uma ferramenta poderosa para ajudar os adolescentes a superar o transtorno do uso de opioides e a recuperar o controle de suas vidas. Se você ou alguém que você conhece está lutando contra o uso de opioides, procure ajuda profissional e considere o MOUD como uma opção de tratamento.

  • Estudo revela os danos à saúde causados pelo uso indiscriminado de ivermectina e hidroxicloroquina na pandemia

    Estudo revela os danos à saúde causados pelo uso indiscriminado de ivermectina e hidroxicloroquina na pandemia

    Você já deve ter ouvido falar que a ivermectina e a hidroxicloroquina podem curar ou prevenir a COVID-19? Se sim, cuidado! Esses medicamentos podem causar mais mal do que bem se usados sem orientação médica.

    via GIPHY

    Um artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública analisou as possíveis intoxicações resultantes do uso indiscriminado desses medicamentos durante a pandemia. Os autores revisaram a literatura científica sobre os efeitos adversos desses medicamentos e os dados de notificações de intoxicações no Brasil.

    Eles descobriram que a ivermectina e a hidroxicloroquina podem causar problemas como náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, tontura, alterações visuais, arritmias cardíacas, convulsões e até coma. Além disso, o uso desses medicamentos sem evidência de eficácia e segurança pode aumentar o risco de intoxicações graves e até fatais, além de gerar resistência parasitária e bacteriana.

    Os autores alertaram que as autoridades de saúde devem orientar a população sobre os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos e fiscalizar sua prescrição e dispensação. Eles também enfatizaram que a melhor forma de prevenir e tratar a COVID-19 é seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, como usar máscara, manter o distanciamento social, higienizar as mãos e se vacinar.

    Portanto, não se deixe enganar por falsas promessas de cura milagrosa. A ivermectina e a hidroxicloroquina podem ser perigosas para a sua saúde se usadas sem critério. Consulte sempre o seu médico antes de tomar qualquer medicamento.

    Fonte: Link.

    via GIPHY

    Um artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública analisou as possíveis intoxicações resultantes do uso indiscriminado desses medicamentos durante a pandemia. Os autores revisaram a literatura científica sobre os efeitos adversos desses medicamentos e os dados de notificações de intoxicações no Brasil.

    Eles descobriram que a ivermectina e a hidroxicloroquina podem causar problemas como náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, tontura, alterações visuais, arritmias cardíacas, convulsões e até coma. Além disso, o uso desses medicamentos sem evidência de eficácia e segurança pode aumentar o risco de intoxicações graves e até fatais, além de gerar resistência parasitária e bacteriana.

    Os autores alertaram que as autoridades de saúde devem orientar a população sobre os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos e fiscalizar sua prescrição e dispensação. Eles também enfatizaram que a melhor forma de prevenir e tratar a COVID-19 é seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, como usar máscara, manter o distanciamento social, higienizar as mãos e se vacinar.

    Portanto, não se deixe enganar por falsas promessas de cura milagrosa. A ivermectina e a hidroxicloroquina podem ser perigosas para a sua saúde se usadas sem critério. Consulte sempre o seu médico antes de tomar qualquer medicamento.

    Fonte: Link.

  • Como os Novos Medicamentos para Obesidade Estão Mudando o Cenário do Tratamento e da Prevenção

    Como os Novos Medicamentos para Obesidade Estão Mudando o Cenário do Tratamento e da Prevenção

    A obesidade é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e que pode trazer sérias consequências para a qualidade de vida e a expectativa de vida dos indivíduos.

    No entanto, tratar a obesidade não é uma tarefa fácil, e envolve uma série de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais.

    Um dos avanços mais promissores é o surgimento de uma nova geração de medicamentos para obesidade, chamados agonistas do receptor de GLP-1. Esses medicamentos foram originalmente desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, mas também resultam em perda de peso significativa e duradoura, ao atuarem no cérebro e no intestino para reduzir o apetite e aumentar a saciedade. Alguns desses medicamentos, como o semaglutida, podem levar a uma redução de até 20% do peso corporal em um ano, o que é muito superior aos resultados obtidos com os medicamentos anteriores para obesidade. Esses medicamentos também podem melhorar outros indicadores de saúde, como a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue.

    Esses medicamentos representam uma mudança de paradigma no tratamento da obesidade, que até então era baseado principalmente em intervenções comportamentais, como dieta e exercício, ou em cirurgia bariátrica, que envolve a redução do tamanho do estômago ou do intestino. Essas intervenções nem sempre são eficazes ou acessíveis para todos os pacientes, e podem ter efeitos colaterais indesejáveis ou complicações. Os novos medicamentos oferecem uma alternativa mais simples e segura, que pode ser usada isoladamente ou em combinação com outras abordagens.

    No entanto, nem todos os especialistas em obesidade concordam com o uso indiscriminado dos novos medicamentos. Alguns alertam que os medicamentos não podem resolver o problema da obesidade por si só, e que é preciso entender e enfrentar as causas ambientais e dietéticas que contribuem para o excesso de peso. Eles argumentam que os medicamentos podem desviar a atenção dos esforços para mudar o ambiente alimentar do país, que favorece alimentos processados, calóricos e pouco saudáveis, e que dificulta o acesso a alimentos frescos, nutritivos e acessíveis. Eles também enfatizam a importância das intervenções baseadas em estilo de vida, que podem trazer benefícios não apenas para o peso, mas também para a saúde mental, física e emocional dos indivíduos.

    Outro aspecto polêmico é o uso dos novos medicamentos para crianças com obesidade. A maior associação de pediatras dos EUA publicou novas diretrizes clínicas que recomendam o uso de medicamentos e cirurgia bariátrica para crianças com obesidade grave ou moderada que não respondem às mudanças no estilo de vida e na dieta. As diretrizes se afastam da abordagem anterior de “espera vigilante”, que consistia em monitorar o peso das crianças enquanto elas tentavam perder peso por conta própria. As diretrizes reconhecem que a obesidade infantil é um problema sério e urgente, que pode levar a doenças crônicas precoces, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardíacas. As diretrizes também afirmam que os medicamentos e a cirurgia bariátrica são seguros e eficazes para crianças, desde que sejam acompanhados por profissionais qualificados.

    No entanto, alguns especialistas criticam as novas diretrizes por serem muito agressivas e potencialmente prejudiciais para as crianças. Eles apontam que os medicamentos e a cirurgia bariátrica podem ter efeitos adversos graves, como infecções, cálculos biliares, deficiências nutricionais, problemas de crescimento e desenvolvimento, e transtornos alimentares. Eles também questionam a eficácia a longo prazo dessas intervenções, que podem não ser sustentáveis sem uma mudança no comportamento e no ambiente das crianças. Eles defendem que as crianças devem ser tratadas com mais cuidado e respeito, e que a obesidade infantil deve ser prevenida e abordada de forma mais holística e integrada.

    O tratamento da obesidade é um campo em constante evolução, que apresenta novas possibilidades e desafios. Os novos medicamentos para obesidade são uma ferramenta poderosa e inovadora, que pode beneficiar muitas pessoas que sofrem com o excesso de peso e suas consequências. No entanto, os medicamentos não são uma solução mágica, e devem ser usados com cautela e critério, levando em conta os riscos, os benefícios e as necessidades individuais de cada paciente. Além disso, os medicamentos não podem substituir as mudanças no estilo de vida e na dieta, que são fundamentais para a saúde e o bem-estar das pessoas.

    Por fim, é preciso reconhecer que a obesidade é um problema complexo e multifatorial, que requer uma abordagem multidisciplinar e multissetorial, que envolva não apenas os profissionais de saúde, mas também os governos, as empresas, as escolas, as famílias e a sociedade em geral. Só assim poderemos enfrentar a obesidade de forma efetiva e duradoura.

    No entanto, tratar a obesidade não é uma tarefa fácil, e envolve uma série de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais.

    Um dos avanços mais promissores é o surgimento de uma nova geração de medicamentos para obesidade, chamados agonistas do receptor de GLP-1. Esses medicamentos foram originalmente desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, mas também resultam em perda de peso significativa e duradoura, ao atuarem no cérebro e no intestino para reduzir o apetite e aumentar a saciedade. Alguns desses medicamentos, como o semaglutida, podem levar a uma redução de até 20% do peso corporal em um ano, o que é muito superior aos resultados obtidos com os medicamentos anteriores para obesidade. Esses medicamentos também podem melhorar outros indicadores de saúde, como a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue.

    Esses medicamentos representam uma mudança de paradigma no tratamento da obesidade, que até então era baseado principalmente em intervenções comportamentais, como dieta e exercício, ou em cirurgia bariátrica, que envolve a redução do tamanho do estômago ou do intestino. Essas intervenções nem sempre são eficazes ou acessíveis para todos os pacientes, e podem ter efeitos colaterais indesejáveis ou complicações. Os novos medicamentos oferecem uma alternativa mais simples e segura, que pode ser usada isoladamente ou em combinação com outras abordagens.

    No entanto, nem todos os especialistas em obesidade concordam com o uso indiscriminado dos novos medicamentos. Alguns alertam que os medicamentos não podem resolver o problema da obesidade por si só, e que é preciso entender e enfrentar as causas ambientais e dietéticas que contribuem para o excesso de peso. Eles argumentam que os medicamentos podem desviar a atenção dos esforços para mudar o ambiente alimentar do país, que favorece alimentos processados, calóricos e pouco saudáveis, e que dificulta o acesso a alimentos frescos, nutritivos e acessíveis. Eles também enfatizam a importância das intervenções baseadas em estilo de vida, que podem trazer benefícios não apenas para o peso, mas também para a saúde mental, física e emocional dos indivíduos.

    Outro aspecto polêmico é o uso dos novos medicamentos para crianças com obesidade. A maior associação de pediatras dos EUA publicou novas diretrizes clínicas que recomendam o uso de medicamentos e cirurgia bariátrica para crianças com obesidade grave ou moderada que não respondem às mudanças no estilo de vida e na dieta. As diretrizes se afastam da abordagem anterior de “espera vigilante”, que consistia em monitorar o peso das crianças enquanto elas tentavam perder peso por conta própria. As diretrizes reconhecem que a obesidade infantil é um problema sério e urgente, que pode levar a doenças crônicas precoces, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardíacas. As diretrizes também afirmam que os medicamentos e a cirurgia bariátrica são seguros e eficazes para crianças, desde que sejam acompanhados por profissionais qualificados.

    No entanto, alguns especialistas criticam as novas diretrizes por serem muito agressivas e potencialmente prejudiciais para as crianças. Eles apontam que os medicamentos e a cirurgia bariátrica podem ter efeitos adversos graves, como infecções, cálculos biliares, deficiências nutricionais, problemas de crescimento e desenvolvimento, e transtornos alimentares. Eles também questionam a eficácia a longo prazo dessas intervenções, que podem não ser sustentáveis sem uma mudança no comportamento e no ambiente das crianças. Eles defendem que as crianças devem ser tratadas com mais cuidado e respeito, e que a obesidade infantil deve ser prevenida e abordada de forma mais holística e integrada.

    O tratamento da obesidade é um campo em constante evolução, que apresenta novas possibilidades e desafios. Os novos medicamentos para obesidade são uma ferramenta poderosa e inovadora, que pode beneficiar muitas pessoas que sofrem com o excesso de peso e suas consequências. No entanto, os medicamentos não são uma solução mágica, e devem ser usados com cautela e critério, levando em conta os riscos, os benefícios e as necessidades individuais de cada paciente. Além disso, os medicamentos não podem substituir as mudanças no estilo de vida e na dieta, que são fundamentais para a saúde e o bem-estar das pessoas.

    Por fim, é preciso reconhecer que a obesidade é um problema complexo e multifatorial, que requer uma abordagem multidisciplinar e multissetorial, que envolva não apenas os profissionais de saúde, mas também os governos, as empresas, as escolas, as famílias e a sociedade em geral. Só assim poderemos enfrentar a obesidade de forma efetiva e duradoura.

  • Estudo revela que quase 10% dos hipertensos sofrem de hipertensão resistente aparente

    Estudo revela que quase 10% dos hipertensos sofrem de hipertensão resistente aparente

    Você sabia que existe uma forma de pressão alta que não responde bem aos medicamentos comuns? Ela se chama hipertensão resistente aparente (aRH, na sigla em inglês) e afeta quase 10% dos pacientes hipertensos, segundo um novo estudo do Smidt Heart Institute no Cedars-Sinai, nos Estados Unidos.

    Esse tipo de hipertensão requer mais medicação e controle médico, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares adversos, como infarto e derrame.

    O estudo, publicado na revista Hypertension, usou dados dos registros eletrônicos de saúde de três grandes organizações de saúde geograficamente diversas para analisar a prevalência, causas e tratamento da aRH. Os pesquisadores descobriram que os pacientes com aRH controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com um medicamento comum chamado antagonista do receptor mineralocorticoide (MRA), enquanto os pacientes com aRH não controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

    Mas o que é a hipertensão resistente aparente e como ela se diferencia da hipertensão comum? A aRH é definida como a persistência da pressão arterial elevada, mesmo após o uso de três ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos em doses adequadas, incluindo um diurético. Porém, antes de diagnosticar a aRH, é preciso descartar outras possíveis causas para a pressão alta, como:

    • Falta de adesão ao tratamento

    • Escolha inadequada dos medicamentos

    • Pressão alta artificial no consultório médico (síndrome do jaleco branco)

    • Doenças secundárias que afetam os rins, as glândulas adrenais ou as artérias renais

    • Uso de substâncias que elevam a pressão arterial, como álcool, cafeína, anti-inflamatórios ou drogas ilícitas

    Por isso, o termo “aparente” é usado para indicar que nem sempre se trata de uma verdadeira resistência aos medicamentos, mas sim de uma dificuldade em controlar a pressão arterial por outros fatores. Nesses casos, é importante investigar e tratar as causas subjacentes, além de ajustar o esquema terapêutico.

    O estudo do Smidt Heart Institute mostrou que o uso de um MRA pode ser uma estratégia eficaz para controlar a aRH. Os MRA são medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios aldosterona e cortisol nos rins, reduzindo a retenção de sódio e água e diminuindo a pressão arterial. Eles são indicados para pacientes com hiperaldosteronismo primário, uma doença que causa excesso de produção de aldosterona pelas glândulas adrenais e é uma das causas secundárias de hipertensão.

    Os pesquisadores observaram que os pacientes com aRH controlada eram mais propensos a receber um MRA do que os pacientes com aRH não controlada (34% versus 11%, respectivamente). Além disso, eles notaram que havia grandes diferenças na forma como os profissionais da área médica tratavam a hipertensão resistente aparente, evidenciando uma necessidade de padronizar os cuidados.

    A padronização dos cuidados envolve seguir as diretrizes baseadas em evidências para o diagnóstico e tratamento da hipertensão resistente aparente. Essas diretrizes incluem:

    • Confirmar a medida correta da pressão arterial no consultório e fora dele (por meio da monitorização ambulatorial ou residencial)

    • Avaliar a adesão do paciente ao tratamento e orientá-lo sobre as possíveis barreiras e soluções

    • Revisar os medicamentos prescritos e verificar se estão nas doses adequadas e se há interações medicamentosas

    • Prescrever um diurético como parte do esquema terapêutico

    • Investigar e tratar as causas secundárias de hipertensão, se houver

    • Considerar o uso de um MRA como quarto medicamento, se não houver contraindicações

    • Encaminhar o paciente para um especialista em hipertensão, se necessário

    A conscientização dos profissionais e dos pacientes sobre a hipertensão resistente aparente é fundamental para melhorar o controle da pressão arterial e prevenir complicações cardiovasculares. Os pacientes devem conversar com seus médicos sobre as estratégias para lembrar de tomar os medicamentos e relatar os possíveis efeitos colaterais. Os médicos devem estar atentos ao fato de que se forem necessários quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial do paciente, eles devem considerar a avaliação de causas alternativas de hipertensão ou encaminhar o paciente para um especialista.

    Tratar pacientes com problemas cardíacos complexos como a aRH é uma das especialidades do Smidt Heart Institute, que recentemente recebeu a Certificação de Centro de Hipertensão Abrangente da American Heart Association. Essa certificação reconhece o compromisso do instituto em seguir as diretrizes baseadas em evidências para cuidar de pessoas com hipertensão complexa ou de difícil tratamento.

    “Essa certificação, aliada à nossa experiência clínica e de pesquisa em doenças hipertensivas, serve como um selo de excelência”, disse Christine M. Albert, MD, MPH, presidente do Departamento de Cardiologia e titular da Cátedra Distinta Lee e Harold Kapelovitz em Cardiologia. “Esses esforços sinalizam aos pacientes, profissionais da área médica e à comunidade que o Smidt Heart Institute está comprometido em oferecer cuidados abrangentes e baseados em evidências para a hipertensão.”

    Fonte: Link 1.

    Esse tipo de hipertensão requer mais medicação e controle médico, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares adversos, como infarto e derrame.

    O estudo, publicado na revista Hypertension, usou dados dos registros eletrônicos de saúde de três grandes organizações de saúde geograficamente diversas para analisar a prevalência, causas e tratamento da aRH. Os pesquisadores descobriram que os pacientes com aRH controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com um medicamento comum chamado antagonista do receptor mineralocorticoide (MRA), enquanto os pacientes com aRH não controlada tinham mais probabilidade de ser tratados com quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

    Mas o que é a hipertensão resistente aparente e como ela se diferencia da hipertensão comum? A aRH é definida como a persistência da pressão arterial elevada, mesmo após o uso de três ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos em doses adequadas, incluindo um diurético. Porém, antes de diagnosticar a aRH, é preciso descartar outras possíveis causas para a pressão alta, como:

    • Falta de adesão ao tratamento

    • Escolha inadequada dos medicamentos

    • Pressão alta artificial no consultório médico (síndrome do jaleco branco)

    • Doenças secundárias que afetam os rins, as glândulas adrenais ou as artérias renais

    • Uso de substâncias que elevam a pressão arterial, como álcool, cafeína, anti-inflamatórios ou drogas ilícitas

    Por isso, o termo “aparente” é usado para indicar que nem sempre se trata de uma verdadeira resistência aos medicamentos, mas sim de uma dificuldade em controlar a pressão arterial por outros fatores. Nesses casos, é importante investigar e tratar as causas subjacentes, além de ajustar o esquema terapêutico.

    O estudo do Smidt Heart Institute mostrou que o uso de um MRA pode ser uma estratégia eficaz para controlar a aRH. Os MRA são medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios aldosterona e cortisol nos rins, reduzindo a retenção de sódio e água e diminuindo a pressão arterial. Eles são indicados para pacientes com hiperaldosteronismo primário, uma doença que causa excesso de produção de aldosterona pelas glândulas adrenais e é uma das causas secundárias de hipertensão.

    Os pesquisadores observaram que os pacientes com aRH controlada eram mais propensos a receber um MRA do que os pacientes com aRH não controlada (34% versus 11%, respectivamente). Além disso, eles notaram que havia grandes diferenças na forma como os profissionais da área médica tratavam a hipertensão resistente aparente, evidenciando uma necessidade de padronizar os cuidados.

    A padronização dos cuidados envolve seguir as diretrizes baseadas em evidências para o diagnóstico e tratamento da hipertensão resistente aparente. Essas diretrizes incluem:

    • Confirmar a medida correta da pressão arterial no consultório e fora dele (por meio da monitorização ambulatorial ou residencial)

    • Avaliar a adesão do paciente ao tratamento e orientá-lo sobre as possíveis barreiras e soluções

    • Revisar os medicamentos prescritos e verificar se estão nas doses adequadas e se há interações medicamentosas

    • Prescrever um diurético como parte do esquema terapêutico

    • Investigar e tratar as causas secundárias de hipertensão, se houver

    • Considerar o uso de um MRA como quarto medicamento, se não houver contraindicações

    • Encaminhar o paciente para um especialista em hipertensão, se necessário

    A conscientização dos profissionais e dos pacientes sobre a hipertensão resistente aparente é fundamental para melhorar o controle da pressão arterial e prevenir complicações cardiovasculares. Os pacientes devem conversar com seus médicos sobre as estratégias para lembrar de tomar os medicamentos e relatar os possíveis efeitos colaterais. Os médicos devem estar atentos ao fato de que se forem necessários quatro ou mais medicamentos anti-hipertensivos para controlar a pressão arterial do paciente, eles devem considerar a avaliação de causas alternativas de hipertensão ou encaminhar o paciente para um especialista.

    Tratar pacientes com problemas cardíacos complexos como a aRH é uma das especialidades do Smidt Heart Institute, que recentemente recebeu a Certificação de Centro de Hipertensão Abrangente da American Heart Association. Essa certificação reconhece o compromisso do instituto em seguir as diretrizes baseadas em evidências para cuidar de pessoas com hipertensão complexa ou de difícil tratamento.

    “Essa certificação, aliada à nossa experiência clínica e de pesquisa em doenças hipertensivas, serve como um selo de excelência”, disse Christine M. Albert, MD, MPH, presidente do Departamento de Cardiologia e titular da Cátedra Distinta Lee e Harold Kapelovitz em Cardiologia. “Esses esforços sinalizam aos pacientes, profissionais da área médica e à comunidade que o Smidt Heart Institute está comprometido em oferecer cuidados abrangentes e baseados em evidências para a hipertensão.”

    Fonte: Link 1.

  • Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a prorrogação da validade das Autorizações de Uso Emergencial (AUEs) de vacinas e medicamentos para Covid-19 por mais um ano. A medida foi publicada nesta segunda-feira (5/6) e permite que os produtos aprovados durante a pandemia continuem sendo utilizados, desde que tenham sido fabricados até o dia…

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

  • Por que ainda não existe um medicamento eficaz contra a Covid-19?

    Por que ainda não existe um medicamento eficaz contra a Covid-19?

    A pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo e continua a desafiar a ciência na busca por tratamentos eficazes. Embora as vacinas tenham se mostrado a melhor forma de prevenir a doença e reduzir as complicações, ainda há uma grande demanda por medicamentos que possam…

    No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:

    • A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
    • A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
    • A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
    • A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
    • A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.

    A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.

    Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.

    Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.

    A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.

    No entanto, encontrar um remédio seguro e eficiente contra a Covid-19 não é uma tarefa simples. Segundo uma reportagem da revista Pesquisa Fapesp, publicada em junho de 2023, há diversos obstáculos que dificultam o desenvolvimento e a aprovação de novos fármacos para a doença. Entre eles, estão:

    • A complexidade do vírus e da resposta imunológica do organismo humano;
    • A falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos na infecção e na inflamação;
    • A escassez de modelos animais adequados para testar os candidatos a medicamentos;
    • A necessidade de realizar ensaios clínicos rigorosos e éticos com milhares de voluntários;
    • A pressão política e social por resultados rápidos e milagrosos.

    A reportagem da Pesquisa Fapesp entrevistou vários pesquisadores brasileiros que estão envolvidos na busca por medicamentos contra a Covid-19, tanto por meio do reposicionamento de fármacos já existentes quanto pela descoberta de novas moléculas com potencial antiviral. Eles relataram os avanços e os desafios que enfrentam nesse campo, bem como as perspectivas para o futuro.

    Um dos exemplos citados na reportagem é o da nitazoxanida, um antiparasitário que foi testado em pacientes com Covid-19 no Brasil, mas que não mostrou eficácia significativa em reduzir a carga viral ou a duração dos sintomas. Outro caso é o da proxalutamida, um antiandrogênico que foi apontado como promissor em um estudo preliminar feito na Amazônia, mas que ainda precisa ser confirmado em ensaios clínicos maiores e mais robustos.

    Além desses casos, a reportagem também aborda outras iniciativas de pesquisa que estão em andamento no país, como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, de peptídeos sintéticos e de inibidores de proteases do vírus. Essas estratégias visam bloquear a entrada ou a replicação do coronavírus nas células humanas, impedindo assim a progressão da doença.

    A reportagem conclui que, apesar das dificuldades, há motivos para otimismo na busca por medicamentos contra a Covid-19. Ela destaca que a pandemia estimulou a colaboração entre cientistas de diferentes áreas e instituições, bem como o investimento em infraestrutura e inovação. Além disso, ela ressalta que os conhecimentos adquiridos sobre o coronavírus podem servir para enfrentar outras doenças virais emergentes no futuro.

  • Como a inteligência artificial pode ajudar a combater infecções resistentes a antibióticos

    Como a inteligência artificial pode ajudar a combater infecções resistentes a antibióticos

    Infecções causadas por bactérias que não respondem aos antibióticos são um problema grave de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas podem matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050. Por isso, é urgente encontrar novas formas de combater esses microrganismos.

    Uma das possibilidades é usar a inteligência artificial (IA) para descobrir novos medicamentos que possam atacar as bactérias resistentes. É o que fez um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da China, que publicou um estudo na revista Nature Communications.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada aprendizado profundo, que permite que os computadores aprendam com grandes quantidades de dados. Eles treinaram uma rede neural artificial para analisar as estruturas químicas de mais de 1,5 milhão de compostos e identificar quais tinham potencial para matar bactérias.

    Depois, eles testaram os candidatos mais promissores em laboratório e encontraram um que se mostrou eficaz contra quatro tipos de bactérias resistentes a antibióticos, incluindo a temida Staphylococcus aureus, causadora de infecções na pele e no sangue.

    O composto, chamado halicina, é derivado de um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2. Ele atua de forma diferente dos antibióticos convencionais, interferindo na capacidade das bactérias de manter o equilíbrio elétrico nas suas membranas celulares.

    Os cientistas também testaram o halicina em ratos infectados com uma cepa resistente de Acinetobacter baumannii, uma bactéria que pode causar pneumonia e infecções urinárias. Eles observaram que o composto conseguiu curar os animais em 24 horas.

    Os resultados são animadores, mas ainda são necessários mais testes para verificar a segurança e a eficácia do halicina em humanos. Além disso, os pesquisadores pretendem usar a IA para explorar outras fontes de novos medicamentos, como plantas medicinais e microbiomas.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Uma das possibilidades é usar a inteligência artificial (IA) para descobrir novos medicamentos que possam atacar as bactérias resistentes. É o que fez um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da China, que publicou um estudo na revista Nature Communications.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada aprendizado profundo, que permite que os computadores aprendam com grandes quantidades de dados. Eles treinaram uma rede neural artificial para analisar as estruturas químicas de mais de 1,5 milhão de compostos e identificar quais tinham potencial para matar bactérias.

    Depois, eles testaram os candidatos mais promissores em laboratório e encontraram um que se mostrou eficaz contra quatro tipos de bactérias resistentes a antibióticos, incluindo a temida Staphylococcus aureus, causadora de infecções na pele e no sangue.

    O composto, chamado halicina, é derivado de um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2. Ele atua de forma diferente dos antibióticos convencionais, interferindo na capacidade das bactérias de manter o equilíbrio elétrico nas suas membranas celulares.

    Os cientistas também testaram o halicina em ratos infectados com uma cepa resistente de Acinetobacter baumannii, uma bactéria que pode causar pneumonia e infecções urinárias. Eles observaram que o composto conseguiu curar os animais em 24 horas.

    Os resultados são animadores, mas ainda são necessários mais testes para verificar a segurança e a eficácia do halicina em humanos. Além disso, os pesquisadores pretendem usar a IA para explorar outras fontes de novos medicamentos, como plantas medicinais e microbiomas.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    Inflação afeta mais os ricos, mas pobres sofrem com alta de alimentos e remédios, aponta Ipea

    A inflação brasileira tem sido mais sentida pelas famílias de maior renda, mas os mais pobres também enfrentam dificuldades com o aumento dos preços de alimentos e medicamentos, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.

    De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a variação acumulada em 12 meses até setembro foi de 10,25%, a maior desde fevereiro de 2016. No entanto, esse índice não reflete a realidade de todos os grupos sociais.

    O Ipea calcula mensalmente o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que mostra como a variação de preços afeta as diferentes camadas da população. O indicador considera seis faixas de renda familiar, desde aquelas com rendimento domiciliar menor que R$ 1.650,50 (renda muito baixa) até aquelas com rendimento domiciliar acima de R$ 16.509,66 (renda alta).

    Segundo o estudo divulgado nesta terça-feira (19), a inflação das famílias de renda alta foi de 11,3% nos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a das famílias de renda muito baixa foi de 9%. A principal diferença entre os grupos está na composição da cesta de consumo.

    As famílias mais ricas gastam proporcionalmente mais com itens que tiveram forte alta nos últimos meses, como energia elétrica (21%), gasolina (31%), passagens aéreas (35%) e planos de saúde (8%). Já as famílias mais pobres destinam uma parcela maior da renda para alimentos (19%) e medicamentos (4%), que também subiram acima da média do IPCA.

    O Ipea destaca que os alimentos têm um peso maior na inflação dos mais pobres porque eles consomem mais produtos in natura e semielaborados, como arroz, feijão, carnes, leite e ovos, que sofreram pressão de custos e demanda. Já os mais ricos consomem mais alimentos fora do domicílio e produtos industrializados, que tiveram reajustes menores.

    Além disso, os medicamentos também pesaram mais no bolso dos mais pobres, principalmente por causa do aumento dos preços dos remédios para doenças respiratórias e cardiovasculares. O Ipea ressalta que esses grupos são mais vulneráveis à pandemia de Covid-19 e dependem mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para os próximos meses, o Ipea prevê que a inflação continue sendo maior para as famílias de maior renda, em função do cenário de escassez hídrica, que encarece a energia elétrica, e da valorização do dólar, que afeta os preços dos combustíveis e dos bens industriais.