Tag: Nasa

  • Desiludido com a pesquisa científica no Brasil? A China está a procura de pesquisadores brasileiros

    De olho na capacidade profissional de pesquisadores brasileiros e latinoamericanos, e com um orçamento de US$ 280 bilhões para investir em projetos científicos e tecnológicos, a China está recrutando profissionais para trabalhar em instituições de ponta no país por um prazo de seis meses a um ano renováveis.

    As inscrições estão abertas para diversas áreas, e o candidato deve ter, no máximo, 45 anos, experiência de cinco anos em pesquisa ou ter o doutorado concluído. Para ser contratado, os interessados devem contatar universidades e instituições públicas chinesas e apresentar suas qualificações. Vale notar que, desde 2016, a China lidera a pesquisa tecnológica mundial, deixando o país no primeiro lugar do ranking em pedidos e autorizações de patentes (1,2 milhão de projetos) e novas concepções tecnológicas (322 mil).

    Falando à Sputnik Brasil, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, confirma não só o crescente interesse chinês como também de outros países na atração de pesquisadores brasileiros, lamenta a situação e se mostra preocupado com o futuro do desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil.

    “A China já há alguns anos está dando uma importância extrema ao desenvolvimento da ciência e tecnologia. Basta ver que em plena época de crise. Em 2012, eles aumentaram o financiamento de pesquisa básica em 26% em relação ao ano anterior, estão contratando pesquisadores em várias partes do mundo, pagando salários bastante competitivos, investindo não só na pesquisa que tem aplicação a mais curto prazo mas também na básica, a que promove a revolução em nosso cotidiano, a que dá origem ao que chamamos de inovação disruptiva”, diz Davidovich.

    O presidente da ABC lembra que os chineses estão na dianteira tecnológica há tempos. Em 2016, por exemplo, lançaram um satélite artificial de comunicação quântica que permite experimentos na fronteira do conhecimento, passando os Estados Unidos. Segundo Davidovich, eles estão com recorde de patentes em várias áreas e criando diversas instituições. Mesmo nos EUA, diz, há um esforço nesse sentido. O próprio Congresso americano vetou os cortes determinados pelo presidente Donald Trump em ciência e tecnologia e ainda promoveu um aumento de 8% no orçamento da NASA, de 5% nos institutos nacionais de saúde e de 4% no Conselho Nacional de Pesquisas, além de um acréscimo de US$ 20 bilhões sobre o orçamento de 2017.

    Veja Mais:
    Ibama multa Anglo American em R$ 72,6 milhões por rompimentos de mineroduto
    O livro Fala Natureza! Teu Intérprete Te Escuta está com frete grátis para todo Brasil!

    “Há um movimento internacional que reconhece que o investimento em ciência e inovação tecnológica é a melhor maneira de combater a crise. A União Europeia chegou a um acordo pelo qual vai atingir, em 2020, 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimento em pesquisa e desenvolvimento, enquanto no Brasil estamos estacionados em torno de 1%. São jovens pesquisadores que saem atraídos pela China e por outros países. Se pegarmos o orçamento que foi aprovado pelo Congresso para esse ano para o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação para a área de custeio e capital (recursos que vão para pesquisa), foi pouco mais de R$ 4 bilhões, isso representa 40% do que tínhamos em 2010”, desabafa o presidente da ABC.

    Davidovich diz não saber de uma estratégia política que vise a diminuir o protagonismo internacional do Brasil, mas assegura que as políticas que estão sendo adotadas acarretam exatamente isso, e em prejuízo também da população que deixa de usufruir de descobertas da ciência que podem ser usadas para melhorar a saúde, a segurança alimentar, a utilização da energia e impactar várias áreas do desenvolvimento. Segundo ele, o orçamento para ciência e tecnologia foi aumentando até 2010 e a partir de então começou a ter flutuações. Em 2013 atingiu o pico e começou a diminuir, com os maiores cortes ocorrendo nos últimos dois anos.

    “Se olharmos para a área de agricultura, que tem sido considerado o grande esteio da economia brasileira, é bom lembrar que alcançamos esse nível graças à ciência brasileira, como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Queria lembrar que uma heroína brasileira é a professora Johanna Dobereiner, vice-presidente da ABC. Fazendo pesquisas em um laboratório da Embrapa aqui no Estado do Rio e na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro ela desenvolveu um método de absorver nitrogênio para plantas usando bactérias. Graças a esse método,a produtividade da soja no Brasil foi aumentada quatro vezes na média e, em algumas regiões, de sete a oito”, afirma Davidovich.

    Para o presidente da ABC, esse método liberou o Brasil da importação de adubo nitrogenado, o que rendeu uma economia ao país de US$ 13 bilhões só no ano passado. Segundo ele, a tecnologia que o país desenvolveu na agricultura também tende a ficar obsoleta, daí a importância da continuidade das pesquisas. Davidovich diz que o próprio agronegócio também está sendo prejudicado pelos cortes orçamentários.

    “A China está comprando terras e soja na África, que será muito mais barata do que a brasileira, porque o frete é mais barato. Temos que olhar o que está acontecendo no mundo e alavancar a ciência e a tecnologia no Brasil para que possamos sempre ser competitivos. Esse valor foi construído durante décadas. Lá no final do século 19, início do 20, tivemos a inauguração do Instituto Agronômico de Campinas, da Escola Superior Luiz de Queiróz (SP) que começaram a formar os profissionais que seriam fundamentais para uma Embrapa. Essas vitórias em certames internacionais são devidas ao desenvolvimento de instituições como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em 1951, de uma Capes. Construir isso leva décadas. Destruir você consegue fazer em dois anos”, conclui Davidovich.

    Maiores informações sobre vaga para pesquisadores na China podem ser obtidas pelo email: tysp@cstec.org.cn ou pelo endereço 54 Sanlihe Road, Beijing 100 045, China. Com informações da Sputnik Brasil

  • A NASA simplesmente não viu o enorme asteroide que passou bem próximo da Terra

    Enquanto o mundo estava ocupado fazendo suas coisas no sábado, um asteroide do tamanho de um campo de futebol passou tirando tinta do nosso planeta e, pasmem, os cientistas da NASA só notaram o objeto poucas horas antes.

    Veja Mais:
    Mamutes extintos voltarão à vida em um futuro próximo?
    Camiseta Star Wars da Chico Rei com estampa que brilha no escuro!

    Viajando a cerca de 106.000 km/h, o asteroide passou no espaço entre a Terra e a Lua. Por mais distante que isso possa parecer, em termos espaciais, isso é assustadoramente próximo. A situação é especialmente aterrorizante principalmente se considerarmos o tamanho do asteroide.

    Geralmente, em um período de uma a duas semanas, os cientistas descobrem objetos do tamanho de um ônibus, ou talvez de uma casa, o que é comum. Mas o asteroide 2018 GE3, como foi batizado, tem algo entre 47 e 100 metros de largura, aproximadamente 3,6 vezes o tamanho do que eliminou 500.000 acres da floresta siberiana em 1908.

    Estimava-se que o impacto causado por um objeto desse tamanho, possa produzir cerca de 185 vezes mais energia do que a bomba atômica de Hiroshima.

    “Se ele tivesse atingido a Terra, teria causado danos regionais, não globais, e também poderia ter se desintegrado na atmosfera antes de chegar ao solo. No entanto, é este um asteroide significativo, ilustrando como até mesmo grandes rochas espaciais ainda podem nos surpreender”, relatou o SpaceWeather.com.

    Os asteroides são pequenos e escuros, por isso são difíceis de serem captados pelos cientistas. Além disso, eles se movem muito rapidamente, o que significa que um telescópio precisa ser apontado para o ponto certo na hora certa para pegá-los.

    Felizmente a NASA tem um programa para detecção de asteroides. Mesmo que ele procure apenas por asteroides com 140 metros de largura, já nos dá uma certa sensação de segurança saber que se algo realmente devastador se aproximar, ele será detectado.

    Mesmo assim vale lembrar que não é preciso muito para um asteroide causar dano aqui na Terra. Em 2013, um asteroide três a seis vezes menor do que o 2018 GE3 feriu mais de 1.200 pessoas e danificou milhares de edifícios em Chelyabinsk, na Rússia.

  • NASA envia esperma humano ao espaço em pesquisa determinante para o futuro da humanidade

    A tripulação da Estação Espacial Internacional e pesquisadores da Terra ajudarão a determinar como o esperma se comporta na microgravidade, ajudando a responder dúvidas sobre a capacidade reprodução no espaço.

    De acordo com a NASA, o experimento faz parte do projeto Micro-11 que busca entender se o tempo as voos espaciais influenciam a saúde reprodutiva humana, particularmente na qualidade do esperma.

    Espera-se que o projeto descubra como viabilizar a concepção de bebês em condições de baixa gravidade. A equipe de pesquisa afirma que, na probabilidade de termos que deixar nosso planeta um dia, não resolver a questão colocaria o futuro da humanidade em risco.

    “Como planejamos viajar para além da estação espacial com pensamentos de colonização na Lua, em Marte e em outros corpos celestes, a questão de sobrevivência multi-geracional pode ocorrer — não apenas em animais, mas em humanos — é uma questão muito fundamental. Isso precisa ser abordado “, disse o pesquisador do Centro Médico da Universidade de Kansas, Joseph Tash que deve checar as alterações no esperma.

    A falta de gravidade desafia a capacidade de fundir um óvulo, embora o esperma possa se mover mais livremente na ausência de peso. “Atrasos ou problemas neste estágio podem impedir que a fertilização aconteça no espaço”, segundo o site da NASA.

    Amostras de esperma para o experimento Micro-11 chegaram ao Kennedy Space Center da NASA, na Flórida, onde os pesquisadores as prepararam para o lançamento na Estação Espacial Internacional.

    Até agora, os mamíferos tiveram pouco sucesso na reprodução do espaço, ao contrário dos sapos, caracóis e salamandras. Em 2017, a NASA enviou espermatozoides de rato para o espaço exterior; as amostras congeladas sobreviveram a uma viagem de nove meses e ratos saudáveis ​​nasceram após o retorno à Terra.

    Para a pesquisa recente, amostras congeladas de espermatozoides humanos foram lançadas a bordo de um foguete Falcon 9, desenvolvido Elon Musk. A tripulação de astronautas irá descongelá-los, ativá-los com produtos químicos especiais para fazê-lo se mover e esperançosamente poder fundi-lo com um óvulo.

    Quando os experimentos terminarem, o espermatozoide será misturado com conservantes e enviado de volta à Terra para análises. Com informações da Sputnik Brasil

  • Fim do mundo outra vez: falta menos de duas semanas para o apocalipse

    Algumas teorias sugerem que o ‘fim do mundo’ estaria mais perto do que imaginamos e que tal pode começar já em abril de 2018.

    Os adeptos das teorias de conspiração afirmam que o começo do fim do nosso planeta será em 23 de abril de 2018. As previsões são baseadas em uma passagem bíblica do Livro das Revelações (Apocalipse) que supostamente fala da segunda vinda de Jesus Cristo.

    “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz”, diz o verso 12, capítulos 1 e 2 do livro de Apocalipse.

    Segundo os adeptos da teoria, a mulher da passagem seria a constelação de Virgem. Em 23 de abril, o Sol e a Lua estarão em Virgem, assim como o planeta Júpiter, que representa o Messias. Embora esse alinhamento aconteça a cada 12 anos, outro alinhamento planetário simultâneo, que representa o Leão de Judá, vaticina que esta será a última vez.

    Além disso, o sistema planetário mitológico conhecido como Planeta X ou Nibiru surgirá no céu em 23 de abril, explicou o adepto destas teorias David Meade ao jornal britânico Express. Quando o planeta passar perto da Terra em outubro, ele provocará o “começo do fim”, que resultará em enormes erupções vulcânicas por causa de sua força gravitacional, assegurou ele.

    No entanto, segundo os cientistas, é mais provável que isso não passe de fantasias. A NASA rejeitou a existência do Planeta X em 2010, quando teóricos afirmaram que tal planeta atingiria a Terra em 2012.

    “Não há fundamento para essas anunciações. Se Nibiru, ou o Planeta X, fosse real e se direcionasse a um choque com a Terra […], os astrônomos teriam monitorado isso pelo menos durante a última década e agora seria possível ver o tal planeta a olho nu. Obviamente, isso não existe”, explicou a agência espacial dos EUA.

    Outro amante destas teorias, Jonathan Sarfati, disse que o alinhamento celestial, que supostamente marca o fim dos dias, também é extremamente raro.

    “O fenômeno aconteceu quatro vezes no último milênio e ainda estamos aqui”, comentou ele. Por Sputnik Brasil

  • Quer estagiar na Nasa? Agência espacial abre processo seletivo no Brasil

    Pra quem sempre sonhou em ser um(a) astronauta ou pelo menos fazer parte de uma das missões da NASA, a hora chegou! A Agência Espacial dos Estados Unidos abriu processo de seleção para estagiários no mundo todo e o Brasil está incluso.

    A AEB, Agência Espacial Brasileira, é a responsável pela seleção. Eles vão selecionar cinco doutorandos para disputar uma das vagas de estágio com doutorandos de outros países. O programa faz parte de uma parceria que a Nasa tem com agências do mundo inteiro e todo ano o eles selecionam estudantes estrangeiros para passar um período por lá.

    Não é impossível, mas também não é nada fácil ser um dos escolhidos. Para se candidatar é preciso estar cursando doutorado nos Estados Unidos e ser das áreas de ciências exatas, como Engenharia, Ciência da Computação ou Tecnologia da Informação.

    O estágio começa em 27 de agosto e vai até 14 de dezembro e as inscrições no site da AEB começaram no dia 10 de abril e serão aceitas até às 23h do dia 19 de abril, horário de Brasília.

  • Nasa anuncia data para enviar sonda a outro sistema solar

    Os últimos anos foram marcados por descobertas incríveis, tanto em nosso sistema solar quanto fora dele. Foram novas galáxias, planetas e dados registrados que nos deram uma pequena noção do tamanho do universo que nos rodeia.

    Apesar de que a cada descoberta, principalmente as mais distantes, ficar cada vez mais difícil ir até lá, e o envio de sondas para planetas dentro do nosso sistema solar ainda seja um enorme desafio, a Nasa já tem planos concretos para visitar outros sistemas solares.

    Um artigo publicado nessa semana no New Scientist, revela que a agência espacial norte-americana anunciou durante a conferência anual da American Geophysical Union, que já tem um cronograma completo para enviar uma sonda até Alpha Centauri, o sistema solar mais próximo do nosso.

    A primeira sonda deve ser lançada apenas em 2069, ano em que se comemora os 100 anos da missão Apollo 11, que marcou a primeira vez que um homem andou na Lua. O objetivo da missão é conferir de perto o planeta Proxima-b, que os pesquisadores acreditam ser um dos mais indicados para abrigar vida.

    Pode parecer distante, mas cerca de 50 anos perto da imensidão do universo não é nada. Além disso, hoje há uma série de obstáculos para que este plano saia do papel, a começar pela tecnologia. Ainda não existe nada capaz de fazer com essa viagem aconteça, mas Nasa está contando certo com alguns dos projetos que estão atualmente em desenvolvimento e que até essa 2069 já deverão ter sido lançados.

    Apesar de já ter data marcada para a missão, a própria agência espacial admitiu que é um plano “muito nebuloso” e que ainda há muitos obstáculos até lá. Se levarmos em conta que há grande interesse, principalmente do setor privado (leia-se Elon Musk e Yuri Milner), a chance de que o cronograma seja cumprido é grande.