Tag: Saúde

  • O milagre em pó e a indústria da ilusão

    O milagre em pó e a indústria da ilusão

    A creatina funciona, mas o marketing que a transformou na nova panaceia nacional é apenas mais um truque para esvaziar o seu bolso na busca por atalhos.

    Não quer ler? Ouça o artigo:

    A cena é clássica e se repete em qualquer esquina, academia ou roda de conversa deste país. Alguém saca um pote branco, mistura um pó branco na água e bebe com a solenidade de quem acaba de descobrir o elixir da juventude. A creatina virou a nova religião nacional. Nas redes sociais, influenciadores com dentes brancos demais e músculos desenhados em laboratório vendem a ideia de que, sem ela, você está fadado ao fracasso físico e mental. É a promessa do milagre engarrafado, a solução mágica para a fadiga, a falta de memória e a flacidez. Mas, como tudo que vira febre no Brasil, a verdade está soterrada sob toneladas de marketing e promessas vazias.

    Não é a primeira vez que assistimos a esse filme. O brasileiro tem uma vocação quase poética para acreditar em atalhos. Já fomos a nação do ômega 3, que prometia limpar as artérias e turbinar o cérebro. Já engolimos cápsulas de cogumelo do sol como se fossem a cura para todos os males. Já brindamos com catuaba em busca de vigor inesgotável. E, mais recentemente, vimos a Anvisa ter que intervir na farra das cápsulas de ora-pro-nóbis, vendidas como a salvação nutricional definitiva. A indústria de suplementos sabe exatamente como apertar os botões do nosso desespero por saúde e performance. Eles criam a necessidade, embalam a solução e cobram caro por ela.

    A ironia, no caso da creatina, é que ela não é uma fraude. Longe disso. A ciência é robusta e clara. A Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) já cravou: a creatina monohidratada é o suplemento nutricional ergogênico mais eficaz disponível para atletas em termos de aumento da capacidade de exercício de alta intensidade e massa magra. Ela funciona. Ela ajuda a ressintetizar o ATP, a moeda de energia das nossas células, permitindo que você levante mais peso, corra mais rápido em tiros curtos e se recupere melhor. Há evidências sólidas de seus benefícios para idosos, ajudando a combater a sarcopenia quando associada ao treinamento de força. Há até estudos promissores sobre seu papel na neuroproteção e na recuperação de lesões.

    Mas aqui está o pulo do gato: a creatina é útil em contextos específicos. Ela é brilhante para quem levanta peso, para quem faz treinos de explosão, para o idoso que precisa manter a massa muscular para não cair e quebrar o fêmur. Ela não é, no entanto, a poção mágica que vai transformar o sedentário convicto em um atleta olímpico. Se você passa o dia sentado na frente do computador e sua maior atividade física é caminhar até a geladeira, a creatina não vai fazer milagre. O excesso será simplesmente filtrado pelos seus rins e descartado na urina. Você estará, literalmente, urinando dinheiro.

    E por falar em dinheiro, o custo-benefício é a grande falácia dessa moda. O mercado brasileiro de suplementos explodiu, e a creatina lidera as vendas. Potes que custavam uma pechincha há alguns anos agora são vendidos a peso de ouro, impulsionados pela demanda artificial criada pelo marketing digital. Vende-se a ideia de que todos precisam suplementar, ignorando o fato de que uma dieta equilibrada, com carne vermelha e peixes, já fornece uma quantidade razoável de creatina. Para a população em geral, o investimento em comida de verdade, sono adequado e exercícios regulares traria um retorno infinitamente maior do que qualquer pó branco.

    A segurança do uso é outro ponto que merece atenção. Sim, a creatina é segura para indivíduos saudáveis, mesmo em uso prolongado. Mas a banalização do consumo ignora a individualidade biológica. Pessoas com histórico de problemas renais precisam de acompanhamento médico antes de embarcar nessa onda. A suplementação indiscriminada, sem orientação, é um risco desnecessário assumido em nome de uma promessa estética.

    O que vemos hoje não é uma revolução na saúde pública, mas um triunfo do marketing. A creatina foi sequestrada pela indústria da ilusão, embalada como a resposta para a nossa exaustão crônica e nossa insatisfação com o espelho. Ela tem seu lugar, tem sua eficácia comprovada, mas não é a panaceia que os algoritmos tentam nos empurrar goela abaixo. É preciso separar a ciência do sensacionalismo. É preciso parar de buscar atalhos em potes de plástico e encarar a realidade de que saúde e performance exigem esforço, disciplina e suor. O resto é apenas barulho e poeira.


    Referências

    [1] Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Anvisa proíbe suplementos alimentares com ora-pro-nóbis. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/anvisa-proibe-suplementos-alimentares-com-ora-pro-nobis

    [2] Kreider, R. B., et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 14(1), 18. 2017. Disponível em: https://jissn.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12970-017-0173-z

    [3] Candow, D. G., et al. Suplementação de creatina e treinamento de força em idosos: uma revisão sistemática. 2025. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6722983

  • Consultórios de luxo e fraudes de reembolso: o lado sombrio da nova dermatologia

    Consultórios de luxo e fraudes de reembolso: o lado sombrio da nova dermatologia

    Existe um momento, dizem os neurologistas, em que o cérebro decide que a dor já foi longe o suficiente. Não é cura. É adaptação. E essa diferença — invisível nos exames, palpável em quem vive — é o que nos separa de uma medicina que cura para uma que apenas adorna. Ou pior, que explora. Caminho por um consultório no interior de São Paulo, o cheiro de lavanda artificial misturado ao de antisséptico, e me pergunto: a quem serve tanto luxo?

    Não se trata de inveja, mas de uma inquietação que se aninha na garganta. O dermatologista, jovem, talvez nem dez anos de formado, ostenta um espaço que faria inveja a cirurgiões plásticos com décadas de bisturi. Uma opulência que contrasta com a realidade da saúde pública e, por vezes, com a própria remuneração média da categoria. Dados recentes apontam que um dermatologista no Brasil pode ter uma média salarial que varia de R$ 7.660 a R$ 12.177 mensais, com especialistas em clínicas maiores alcançando entre R$ 20.000 e R$ 60.000. Valores expressivos, sim, mas que dificilmente justificam a arquitetura de um templo ao botox e ao preenchimento, onde cada procedimento pode custar entre R$ 1.500 e R$ 5.000, ou mais.

    O Brasil, afinal, é o segundo maior mercado de estética do mundo, um setor que movimenta bilhões e cresce a taxas anuais de 7% a 14%. Não há nada de errado em buscar o bem-estar, em suavizar as marcas do tempo ou em corrigir o que nos incomoda. A questão reside na mercantilização da pele, na transformação da saúde em um produto de luxo, acessível apenas a quem pode pagar. E, para quem não pode, surge a sombra do “reembolso assistido”.

    Essa tática, que se disfarça de facilidade, é um abismo ético. A clínica oferece-se para cuidar de todo o processo de reembolso junto ao plano de saúde, pedindo, em troca, o login e a senha do paciente. Em muitos casos, o paciente é “isento” do pagamento inicial, acreditando que está recebendo um benefício. Mas o que se esconde por trás dessa cortina de fumaça é uma fraude. As clínicas emitem notas fiscais com valores inflados ou fracionados, buscando maximizar o retorno financeiro. O paciente, sem saber, torna-se cúmplice de uma ilegalidade.

    As consequências são brutais e se aprofundam. Planos de saúde, como Bradesco, SulAmérica e Amil, estão endurecendo as regras, exigindo comprovantes de pagamento bancário (TED/Pix) e, pior, cancelando contratos de segurados envolvidos. O Tribunal de Justiça de São Paulo tem proferido decisões duras, considerando nulos os contratos de reembolso assistido. Mas a punição vai além: operadoras estão bloqueando e excluindo vitaliciamente beneficiários e seus familiares em casos comprovados de fraude. Empresas contratantes, ao serem notificadas sobre fraudes de seus funcionários, têm aplicado demissões por justa causa, transformando a busca por um atalho em um drama pessoal e profissional.

    Para os médicos e clínicas, os riscos são igualmente severos. A prática de solicitar reembolso sem o desembolso efetivo do paciente pode ser enquadrada como estelionato ou fraude, com implicações criminais. Contratos de cessão de direitos de reembolso são declarados nulos pela justiça, deixando clínicas desamparadas juridicamente. Além do dano à reputação, há a possibilidade de processos éticos no CRM e ações criminais. O setor de saúde suplementar, que perdeu entre R$ 30 e R$ 34 bilhões em fraudes e desperdícios em 2023, está investindo pesado em tecnologia – reconhecimento facial, auditorias rigorosas e cruzamento de dados eletrônicos – para identificar notas fiscais infladas ou fracionadas.

    É a pele que sangra, não de um corte, mas de uma ferida na confiança. A medicina, que deveria ser um porto seguro, transforma-se em um campo minado de interesses. E nós, os pacientes, os cidadãos, os corpos que habitam essa informação, somos deixados com a pergunta suspensa no ar: até onde vai a busca pela perfeição, quando ela nos custa a própria dignidade?

  • Mounjaro no cérebro: O efeito ‘silenciador’ que desliga a fome e o alerta que os cientistas descobriram

    Mounjaro no cérebro: O efeito ‘silenciador’ que desliga a fome e o alerta que os cientistas descobriram

    Pesquisa inédita com implantes cerebrais revelou, em tempo real, como o Mounjaro atua para calar o “ruído da comida”, mas trouxe à tona uma limitação surpreendente sobre a duração desse efeito.

    A fome, para muitos, vai além do estômago: é um eco persistente na mente, conhecido como fome mental. Essa condição afeta até 60% das pessoas com obesidade, levando a pensamentos obsessivos sobre comida, angústia e comportamentos compulsivos. Recentemente, o medicamento tirzepatida, comercializado como Mounjaro e Zepbound, despontou não só como tratamento para diabetes e obesidade, mas também como uma chave para entender e silenciar esse ruído mental diretamente no cérebro.

    O que é Fome Mental? 

    A fome mental transcende a necessidade fisiológica de se alimentar. Ela aparece como pensamentos intrusivos e recorrentes sobre comida que dominam a atenção, causando sofrimento e levando a padrões alimentares compulsivos. Nesse contexto, a pessoa sente que perdeu o controle sobre o que e o quanto come, tornando o processo de emagrecimento ainda mais difícil. 

    O Centro de Recompensa Cerebral e a Compulsão Alimentar 

    No epicentro dessa batalha está o núcleo accumbens (NAc), conhecido como o “centro de recompensa” do cérebro. Essa área é responsável por funções como motivação, busca por prazer e controle de impulsos. Estudos demonstram que, em indivíduos com obesidade e transtorno de compulsão alimentar (TCA), os sinais neurais no núcleo accumbens ficam desregulados, alimentando desejos incontroláveis por comida. Entender esse mecanismo abriu novas possibilidades para pesquisas e tratamentos. 

    O Caso da “Participante 3”: Uma Visão Direta da Mente 

    Um estudo inovador focou na “Participante 3”, uma mulher de 60 anos com obesidade severa, resistente a múltiplos tratamentos, incluindo cirurgia bariátrica, terapia comportamental e medicamentos da classe GLP-1. O principal desafio era a fome mental persistente, marcada por pensamentos fixos em alimentos específicos, como cupcakes, sanduíches de fast-food e batatas fritas, que levavam a pedidos frequentes de delivery e petiscos ao longo do dia. 

    A pesquisa ganhou um diferencial: a participante fazia parte de um ensaio clínico em que eletrodos foram implantados em seu cérebro para detectar e tentar bloquear sinais de compulsão alimentar. Simultaneamente, ela foi prescrita com tirzepatida para tratar diabetes tipo 2. Essa combinação permitiu aos cientistas observar, em tempo real, como o medicamento afetava os circuitos cerebrais ligados aos desejos compulsivos, uma oportunidade única e fundamental para a ciência. 

    O Silêncio Temporário: Efeito do Mounjaro no Cérebro 

    Ao atingir a dose máxima de tirzepatida, a Participante 3 relatou um fenômeno surpreendente: o desaparecimento completo dos pensamentos obsessivos sobre comida. O “ruído” mental que a atormentava simplesmente cessou. Os dados dos eletrodos mostraram que a atividade no núcleo accumbens ficou “quieta”, indicando que os sinais neurais associados ao desejo estavam suprimidos. 

    Essa evidência reforçou que o Mounjaro pode agir diretamente no centro de recompensa cerebral, silenciando temporariamente os circuitos da compulsão alimentar. O medicamento não estava apenas influenciando o corpo, mas também a mente, e essa descoberta abriu uma nova perspectiva sobre o tratamento desses distúrbios. 

    O Retorno da Fome Mental: Limites do Mounjaro 

    Após cerca de cinco meses de “silêncio mental”, a fome obsessiva retornou à vida da Participante 3. Os eletrodos registraram novamente a atividade intensa no núcleo accumbens, semelhante ao período anterior ao uso do medicamento. Essa reviravolta revelou que o efeito da tirzepatida não era permanente: os padrões cerebrais da compulsão reapareceram, indicando que o Mounjaro, na fórmula atual, não altera de forma duradoura os circuitos neurais do desejo. 

    Segundo especialistas envolvidos no estudo, o medicamento pode ser útil para gerenciar a preocupação e a compulsão alimentar, mas ainda não representa uma solução definitiva. O desafio agora é transformar essas descobertas em tratamentos mais duradouros e direcionados. 

    O Futuro do Tratamento da Compulsão Alimentar 

    A grande lição do estudo é clara: a tirzepatida oferece uma janela única para entender como os circuitos de recompensa cerebral podem ser modulados para silenciar a fome mental e a compulsão alimentar. No entanto, seu efeito é temporário, e ainda precisamos de avanços para garantir tratamentos que atuem de forma sustentável sobre esses processos. 

    • Mecanismo esclarecido: O Mounjaro pode suprimir temporariamente a atividade do núcleo accumbens, reduzindo a fome mental. 
    • Efeito não sustentado: O silêncio mental dura alguns meses, mas não é permanente, os sinais de desejo voltam a aparecer. 
    • Necessidade de inovação: É essencial desenvolver medicamentos e abordagens que atuem de forma mais profunda e duradoura nos circuitos cerebrais da compulsão alimentar. 

    Embora o Mounjaro não seja uma solução milagrosa para todos os aspectos da obesidade e dos distúrbios alimentares, o caso da Participante 3 abriu uma nova porta para compreender e, futuramente, tratar melhor a complexa relação entre cérebro e comida. 

  • A crise da solidão entre idosos e como combater o isolamento

    A crise da solidão entre idosos e como combater o isolamento

    Pesquisas revelam como a sensação de inutilidade e isolamento afetam a saúde dos idosos, destacando a necessidade de conexões significativas para uma vida mais longa e feliz.

    A sensação de solidão entre os idosos tem se tornado uma preocupação crescente em todo o mundo. Idosos em diversos países estão enfrentando sentimentos intensos de solidão e inutilidade. Apesar de muitos estarem fisicamente sozinhos, a questão vai além da presença ou ausência de companhia. Sentir-se sozinho é uma experiência subjetiva que pode ocorrer mesmo em meio a outras pessoas.

    Estudos recentes realizados em nações como Japão, Finlândia, França e Estados Unidos destacam esse fenômeno como um problema contemporâneo, intensificado nos últimos anos devido a mudanças sociais e demográficas. A raiz do problema está na perda de laços afetivos e papéis sociais significativos. A aposentadoria, o falecimento de entes queridos, os filhos deixando o lar e limitações físicas podem levar os idosos a questionar seu propósito de vida. Sem sentir-se necessário ou valorizado, o senso de identidade e autoestima pode diminuir drasticamente.

    Pesquisas japonesas revelam que idosos que se sentem inúteis têm o dobro de chances de falecer em um período de seis anos. Na França, aqueles que não se sentem úteis são mais propensos a desenvolver incapacidades. Estudos semelhantes na Finlândia e nos Estados Unidos corroboram esses dados alarmantes, mostrando a ligação direta entre a sensação de utilidade e a longevidade.

    Para enfrentar esse desafio, é essencial fomentar conexões sociais de qualidade. Programas comunitários, atividades de voluntariado e espaços de convivência podem ajudar a reintegrar os idosos à sociedade, proporcionando-lhes um sentido renovado de propósito. Além disso, incentivar a participação ativa dos idosos em suas comunidades ajuda a reforçar a importância de seus papéis e experiências de vida.

    A diferença entre estar sozinho e sentir-se sozinho é profunda. Enquanto o primeiro é um estado físico, o segundo é uma condição emocional que pode ter sérias implicações para a saúde mental e física. Reconhecer e abordar essa distinção é crucial para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

    Em última análise, todos nós temos um papel a desempenhar. Cultivar relacionamentos significativos, valorizar as contribuições dos idosos e assegurar que cada indivíduo sinta-se necessário pode fazer toda a diferença.


    A sensação de solidão entre os idosos tem se tornado uma preocupação crescente em todo o mundo. Idosos em diversos países estão enfrentando sentimentos intensos de solidão e inutilidade. Apesar de muitos estarem fisicamente sozinhos, a questão vai além da presença ou ausência de companhia. Sentir-se sozinho é uma experiência subjetiva que pode ocorrer mesmo em meio a outras pessoas.

    Estudos recentes realizados em nações como Japão, Finlândia, França e Estados Unidos destacam esse fenômeno como um problema contemporâneo, intensificado nos últimos anos devido a mudanças sociais e demográficas. A raiz do problema está na perda de laços afetivos e papéis sociais significativos. A aposentadoria, o falecimento de entes queridos, os filhos deixando o lar e limitações físicas podem levar os idosos a questionar seu propósito de vida. Sem sentir-se necessário ou valorizado, o senso de identidade e autoestima pode diminuir drasticamente.

    Pesquisas japonesas revelam que idosos que se sentem inúteis têm o dobro de chances de falecer em um período de seis anos. Na França, aqueles que não se sentem úteis são mais propensos a desenvolver incapacidades. Estudos semelhantes na Finlândia e nos Estados Unidos corroboram esses dados alarmantes, mostrando a ligação direta entre a sensação de utilidade e a longevidade.

    Para enfrentar esse desafio, é essencial fomentar conexões sociais de qualidade. Programas comunitários, atividades de voluntariado e espaços de convivência podem ajudar a reintegrar os idosos à sociedade, proporcionando-lhes um sentido renovado de propósito. Além disso, incentivar a participação ativa dos idosos em suas comunidades ajuda a reforçar a importância de seus papéis e experiências de vida.

    A diferença entre estar sozinho e sentir-se sozinho é profunda. Enquanto o primeiro é um estado físico, o segundo é uma condição emocional que pode ter sérias implicações para a saúde mental e física. Reconhecer e abordar essa distinção é crucial para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

    Em última análise, todos nós temos um papel a desempenhar. Cultivar relacionamentos significativos, valorizar as contribuições dos idosos e assegurar que cada indivíduo sinta-se necessário pode fazer toda a diferença.


  • Nova pandemia pode estar a caminho e o mundo ainda não está pronto para enfrentá-la

    Nova pandemia pode estar a caminho e o mundo ainda não está pronto para enfrentá-la

    Enquanto a pandemia de COVID-19 já é uma página virada, o mundo permanece despreparado para enfrentar a próxima grande crise de saúde global.

    Em 2025, o mundo ainda enfrenta desafios significativos na preparação para futuras pandemias. Apesar de termos superado a crise da COVID-19, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo não está preparado para a próxima pandemia. As vulnerabilidades que permitiram a disseminação da COVID-19 ainda existem, e a gripe aviária H5N1, que já causou uma morte nos EUA, é uma nova preocupação.

    Até maio de 2025, os países membros da OMS precisam concluir um acordo pandêmico, que visa prevenir, se preparar e responder a futuras pandemias. No entanto, ainda existem dificuldades para alcançar um consenso sobre a troca de informações sobre patógenos e tecnologias essenciais, como vacinas e tratamentos. A falha desse acordo pode prejudicar a credibilidade da OMS.

    Em março, uma cúpula organizada pela UE e pela Fundação Bill & Melinda Gates buscará arrecadar US$ 9 bilhões para a Gavi, Aliança das Vacinas, que visa proteger 500 milhões de crianças e responder a 150 surtos de doenças. O Fundo Global para Combater AIDS, Tuberculose e Malária também iniciará um novo ciclo de arrecadação este ano, enfrentando incertezas devido às mudanças na administração dos EUA.

    Os investimentos em saúde global têm um retorno significativo. Desde 2000, a Gavi protegeu mais de 1,1 bilhão de crianças e gerou mais de US$ 250 bilhões em benefícios econômicos. O Fundo Global reduziu as mortes por HIV, tuberculose e malária em 61% desde 2002.

    As ameaças de doenças infecciosas ainda não desapareceram. 2025 é o ano para reafirmar compromissos com a saúde global, aplicar as lições da COVID-19 e garantir que o mundo esteja preparado para enfrentar desafios futuros.

    Fontes: Link, Link 2, Link 3.


    Em 2025, o mundo ainda enfrenta desafios significativos na preparação para futuras pandemias. Apesar de termos superado a crise da COVID-19, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo não está preparado para a próxima pandemia. As vulnerabilidades que permitiram a disseminação da COVID-19 ainda existem, e a gripe aviária H5N1, que já causou uma morte nos EUA, é uma nova preocupação.

    Até maio de 2025, os países membros da OMS precisam concluir um acordo pandêmico, que visa prevenir, se preparar e responder a futuras pandemias. No entanto, ainda existem dificuldades para alcançar um consenso sobre a troca de informações sobre patógenos e tecnologias essenciais, como vacinas e tratamentos. A falha desse acordo pode prejudicar a credibilidade da OMS.

    Em março, uma cúpula organizada pela UE e pela Fundação Bill & Melinda Gates buscará arrecadar US$ 9 bilhões para a Gavi, Aliança das Vacinas, que visa proteger 500 milhões de crianças e responder a 150 surtos de doenças. O Fundo Global para Combater AIDS, Tuberculose e Malária também iniciará um novo ciclo de arrecadação este ano, enfrentando incertezas devido às mudanças na administração dos EUA.

    Os investimentos em saúde global têm um retorno significativo. Desde 2000, a Gavi protegeu mais de 1,1 bilhão de crianças e gerou mais de US$ 250 bilhões em benefícios econômicos. O Fundo Global reduziu as mortes por HIV, tuberculose e malária em 61% desde 2002.

    As ameaças de doenças infecciosas ainda não desapareceram. 2025 é o ano para reafirmar compromissos com a saúde global, aplicar as lições da COVID-19 e garantir que o mundo esteja preparado para enfrentar desafios futuros.

    Fontes: Link, Link 2, Link 3.


  • Comunicação comunitária ajuda a melhorar a saúde em favelas, aponta pesquisa da Fiocruz

    Comunicação comunitária ajuda a melhorar a saúde em favelas, aponta pesquisa da Fiocruz

    Você já pensou que a comunicação pode ajudar a melhorar a saúde de quem vive nas favelas? Uma pesquisa da Fiocruz, em parceria com comunicadores populares, mostrou que sim!

    O estudo investigou como o trabalho de coletivos de comunicação comunitária pode fazer a diferença na vida das pessoas que vivem em territórios como Maré, Manguinhos, Jacarezinho e Alemão, no Rio de Janeiro.

    A ideia começou durante a pandemia, quando a Fiocruz se aproximou de grupos populares para levar informações importantes às comunidades. A partir daí, pesquisadores decidiram estudar se essas ações realmente ajudam a promover a saúde. Eles conversaram com moradores e comunicadores, aplicaram questionários e usaram um método em que todos participam – não só os pesquisadores, mas também as pessoas da favela.

    A pesquisa trouxe várias descobertas, como:

    • Mapas de comunicação comunitária: Um mapa foi criado para mostrar onde estão os grupos que fazem esse tipo de trabalho. Ele já está disponível na internet e mostra iniciativas de 27 coletivos que atuam em bairros da região.
    • Podcast e enciclopédia online: A pesquisa também produziu episódios de um podcast chamado Radar Saúde Favela e textos para o Dicionário de Favelas Marielle Franco, explicando a importância da comunicação comunitária.
    • Indicadores de impacto: Foram criados critérios para medir como esses grupos ajudam na saúde, como sua estrutura, alcance nas redes sociais e as conexões que têm com outras organizações.

    Por que isso importa?

    Os comunicadores populares fazem um trabalho essencial: eles levam informações importantes para o dia a dia dos moradores, falam de saúde, direitos e problemas da comunidade de forma acessível. Isso ajuda a população a entender melhor o que precisa fazer para cuidar da saúde e a cobrar melhorias.

    Mas o estudo também apontou desafios. Muitos desses coletivos enfrentam falta de dinheiro e infraestrutura, o que limita o impacto do trabalho deles.

    Ao contrário de muitas pesquisas que só ficam nos livros ou na academia, os resultados desse estudo foram apresentados dentro das próprias favelas, durante o evento Circulando: Diálogo e Comunicação na Favela. Essa atitude reconhece que os moradores não são apenas “objeto de estudo”, mas também produtores de conhecimento.

    Essa pesquisa mostrou que, mesmo com desafios, a comunicação popular é uma poderosa ferramenta para promover saúde e cidadania nas favelas. Afinal, quando as pessoas têm acesso a informações claras e confiáveis, elas conseguem cuidar melhor de si mesmas e da comunidade ao seu redor.

    Fonte: Link.


    O estudo investigou como o trabalho de coletivos de comunicação comunitária pode fazer a diferença na vida das pessoas que vivem em territórios como Maré, Manguinhos, Jacarezinho e Alemão, no Rio de Janeiro.

    A ideia começou durante a pandemia, quando a Fiocruz se aproximou de grupos populares para levar informações importantes às comunidades. A partir daí, pesquisadores decidiram estudar se essas ações realmente ajudam a promover a saúde. Eles conversaram com moradores e comunicadores, aplicaram questionários e usaram um método em que todos participam – não só os pesquisadores, mas também as pessoas da favela.

    A pesquisa trouxe várias descobertas, como:

    • Mapas de comunicação comunitária: Um mapa foi criado para mostrar onde estão os grupos que fazem esse tipo de trabalho. Ele já está disponível na internet e mostra iniciativas de 27 coletivos que atuam em bairros da região.
    • Podcast e enciclopédia online: A pesquisa também produziu episódios de um podcast chamado Radar Saúde Favela e textos para o Dicionário de Favelas Marielle Franco, explicando a importância da comunicação comunitária.
    • Indicadores de impacto: Foram criados critérios para medir como esses grupos ajudam na saúde, como sua estrutura, alcance nas redes sociais e as conexões que têm com outras organizações.

    Por que isso importa?

    Os comunicadores populares fazem um trabalho essencial: eles levam informações importantes para o dia a dia dos moradores, falam de saúde, direitos e problemas da comunidade de forma acessível. Isso ajuda a população a entender melhor o que precisa fazer para cuidar da saúde e a cobrar melhorias.

    Mas o estudo também apontou desafios. Muitos desses coletivos enfrentam falta de dinheiro e infraestrutura, o que limita o impacto do trabalho deles.

    Ao contrário de muitas pesquisas que só ficam nos livros ou na academia, os resultados desse estudo foram apresentados dentro das próprias favelas, durante o evento Circulando: Diálogo e Comunicação na Favela. Essa atitude reconhece que os moradores não são apenas “objeto de estudo”, mas também produtores de conhecimento.

    Essa pesquisa mostrou que, mesmo com desafios, a comunicação popular é uma poderosa ferramenta para promover saúde e cidadania nas favelas. Afinal, quando as pessoas têm acesso a informações claras e confiáveis, elas conseguem cuidar melhor de si mesmas e da comunidade ao seu redor.

    Fonte: Link.


  • Colesterol alto na juventude pode afetar as artérias pelo resto da vida, revela estudo

    Colesterol alto na juventude pode afetar as artérias pelo resto da vida, revela estudo

    Muitas pessoas pensam que os problemas de colesterol só aparecem na vida adulta; no entanto, pesquisas recentes indicam que os riscos associados ao colesterol alto podem começar bem mais cedo e durar a vida toda.

    Um exemplo é o estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que revelou que manter o colesterol sob controle, desde a infância, pode ser fundamental para evitar problemas graves no futuro.

    A aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, que são os vasos que levam o sangue do coração para o resto do corpo. Essas placas são chamadas de ateromas e, com o tempo, podem bloquear o fluxo de sangue, causando doenças cardíacas ou até mesmo um infarto. O colesterol alto é um dos fatores que mais contribuem para a formação dessas placas.

    Para entender como o colesterol afeta a saúde desde cedo, pesquisadores da Universidade de Cambridge fizeram um experimento com camundongos. Eles alimentaram os camundongos jovens com uma dieta rica em gordura de forma intermitente — uma semana com alimentos gordurosos, seguida de algumas semanas com alimentação normal, e assim por diante.

    Os resultados foram claros: os camundongos que seguiram essa dieta intermitente tiveram maior risco de desenvolver aterosclerose do que aqueles que seguiram uma dieta equilibrada. A exposição repetida e precoce a níveis altos de gordura fez com que as placas de gordura nas artérias se formassem mais rápido, mesmo que os períodos de descanso na dieta parecessem normalizar os níveis de colesterol.

    Além do estudo em camundongos, os pesquisadores analisaram dados do Estudo de Risco Cardiovascular em Jovens Finlandeses, que acompanhou crianças e jovens ao longo de vários anos. Eles descobriram que crianças com níveis de colesterol alto tinham maior acúmulo de placas nas artérias quando se tornavam adultas, mesmo que os níveis de colesterol tivessem voltado ao normal depois.

    O estudo mostrou que ter níveis altos de colesterol, mesmo que apenas por períodos curtos durante a juventude, pode causar danos duradouros às artérias. Isso sugere que o efeito negativo do colesterol alto na juventude pode ser permanente, mesmo se os níveis voltarem ao normal depois.

    Como Proteger o Coração Desde Cedo?

    1. Dieta Balanceada: Uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e pobre em alimentos gordurosos e ultraprocessados, é uma maneira eficaz de manter o colesterol sob controle.
    2. Atividade Física: Praticar exercícios regularmente ajuda a controlar os níveis de colesterol e a manter o coração saudável.
    3. Monitoramento de Saúde: Fazer exames regulares para medir o colesterol pode ajudar a detectar problemas cedo. Se os níveis estiverem altos, é possível fazer ajustes na dieta e no estilo de vida.
    4. Medicações, se Necessário: Para quem já precisa de medicamentos, como as estatinas, é importante seguir a recomendação médica e não interromper o tratamento mesmo que o colesterol volte ao normal. O estudo sugere que parar o tratamento pode aumentar o risco de desenvolver aterosclerose no futuro.

    O risco de doenças cardíacas pode começar muito antes do que imaginamos, e o colesterol alto na juventude é um fator importante. O estudo da Universidade de Cambridge reforça a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo, para proteger o coração e a saúde ao longo da vida. A prevenção começa com escolhas conscientes e, se necessário, com o acompanhamento médico adequado.

    Cuidar da saúde do coração é algo que deve começar ainda na infância — para que a juventude seja vivida plenamente e a vida adulta seja mais saudável.

    Fontes: Link, Link 2.


    Um exemplo é o estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que revelou que manter o colesterol sob controle, desde a infância, pode ser fundamental para evitar problemas graves no futuro.

    A aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, que são os vasos que levam o sangue do coração para o resto do corpo. Essas placas são chamadas de ateromas e, com o tempo, podem bloquear o fluxo de sangue, causando doenças cardíacas ou até mesmo um infarto. O colesterol alto é um dos fatores que mais contribuem para a formação dessas placas.

    Para entender como o colesterol afeta a saúde desde cedo, pesquisadores da Universidade de Cambridge fizeram um experimento com camundongos. Eles alimentaram os camundongos jovens com uma dieta rica em gordura de forma intermitente — uma semana com alimentos gordurosos, seguida de algumas semanas com alimentação normal, e assim por diante.

    Os resultados foram claros: os camundongos que seguiram essa dieta intermitente tiveram maior risco de desenvolver aterosclerose do que aqueles que seguiram uma dieta equilibrada. A exposição repetida e precoce a níveis altos de gordura fez com que as placas de gordura nas artérias se formassem mais rápido, mesmo que os períodos de descanso na dieta parecessem normalizar os níveis de colesterol.

    Além do estudo em camundongos, os pesquisadores analisaram dados do Estudo de Risco Cardiovascular em Jovens Finlandeses, que acompanhou crianças e jovens ao longo de vários anos. Eles descobriram que crianças com níveis de colesterol alto tinham maior acúmulo de placas nas artérias quando se tornavam adultas, mesmo que os níveis de colesterol tivessem voltado ao normal depois.

    O estudo mostrou que ter níveis altos de colesterol, mesmo que apenas por períodos curtos durante a juventude, pode causar danos duradouros às artérias. Isso sugere que o efeito negativo do colesterol alto na juventude pode ser permanente, mesmo se os níveis voltarem ao normal depois.

    Como Proteger o Coração Desde Cedo?

    1. Dieta Balanceada: Uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e pobre em alimentos gordurosos e ultraprocessados, é uma maneira eficaz de manter o colesterol sob controle.
    2. Atividade Física: Praticar exercícios regularmente ajuda a controlar os níveis de colesterol e a manter o coração saudável.
    3. Monitoramento de Saúde: Fazer exames regulares para medir o colesterol pode ajudar a detectar problemas cedo. Se os níveis estiverem altos, é possível fazer ajustes na dieta e no estilo de vida.
    4. Medicações, se Necessário: Para quem já precisa de medicamentos, como as estatinas, é importante seguir a recomendação médica e não interromper o tratamento mesmo que o colesterol volte ao normal. O estudo sugere que parar o tratamento pode aumentar o risco de desenvolver aterosclerose no futuro.

    O risco de doenças cardíacas pode começar muito antes do que imaginamos, e o colesterol alto na juventude é um fator importante. O estudo da Universidade de Cambridge reforça a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo, para proteger o coração e a saúde ao longo da vida. A prevenção começa com escolhas conscientes e, se necessário, com o acompanhamento médico adequado.

    Cuidar da saúde do coração é algo que deve começar ainda na infância — para que a juventude seja vivida plenamente e a vida adulta seja mais saudável.

    Fontes: Link, Link 2.


  • Novo sistema de IA consegue diagnosticar doenças em tempo recorde, superando médicos e especialistas

    Novo sistema de IA consegue diagnosticar doenças em tempo recorde, superando médicos e especialistas

    Cientistas da Universidade Estadual de Washington (WSU) desenvolveram um modelo de inteligência artificial (IA) que pode identificar doenças em imagens de tecidos humanos e animais de forma rápida e precisa.

    Esse novo sistema, baseado em uma tecnologia chamada “aprendizado profundo”, consegue realizar em minutos o que normalmente levaria horas para um especialista humano. A descoberta promete acelerar pesquisas médicas e melhorar o diagnóstico de doenças graves, como o câncer.

    Como Funciona a IA na Detecção de Doenças

    O modelo de IA foi treinado para reconhecer sinais de doenças em imagens de tecido — como aquelas usadas para biópsias. Essas imagens de tecidos são feitas a partir de amostras retiradas do corpo, que são examinadas para detectar doenças. A IA é capaz de analisar essas imagens, identificando áreas problemáticas de forma muito mais rápida do que um patologista, que é o profissional que normalmente faz esse trabalho manualmente.

    A tecnologia usa um método avançado chamado aprendizado profundo, que tenta imitar o funcionamento do cérebro humano. A IA é composta por uma rede de “neurônios” artificiais que se conectam, como acontece no cérebro. Quando a IA comete um erro, ela “aprende” com isso, ajustando automaticamente suas conexões para melhorar suas futuras análises.

    Resultados Impressionantes

    Os pesquisadores da WSU testaram essa IA em diferentes tipos de tecidos de animais e humanos, incluindo amostras relacionadas ao câncer. O resultado foi surpreendente: o modelo não apenas detectou as doenças corretamente, como fez isso em muito menos tempo do que as pessoas e outros programas de computador. Em alguns casos, a IA encontrou problemas que até mesmo especialistas humanos haviam deixado passar.

    Isso representa uma grande vantagem para pesquisas e diagnósticos médicos. Normalmente, a análise manual de tecidos é um processo longo e detalhado, exigindo muito tempo e atenção de profissionais especializados. A IA, por outro lado, consegue acelerar esse processo, permitindo que cientistas e médicos tenham acesso a informações importantes em questão de minutos.

    O modelo foi inicialmente treinado com imagens de tecidos de estudos sobre epigenética, que é o campo que investiga como o ambiente pode afetar os genes sem alterar o DNA. Essas pesquisas envolveram a análise de tecidos de órgãos como rins, testículos, ovários e próstata de animais. Além disso, a IA foi testada em estudos sobre câncer de mama em humanos e na identificação de metástases — quando o câncer se espalha pelo corpo.

    O grande diferencial do modelo é que ele foi projetado para analisar imagens de altíssima resolução, que possuem bilhões de pequenos pontos chamados pixels. Para lidar com essas imagens gigantes, o modelo divide o arquivo em partes menores, que são analisadas uma a uma. Ao mesmo tempo, ele considera a imagem inteira em uma resolução mais baixa, como se estivesse usando um microscópio com zoom para ver detalhes e a imagem completa ao mesmo tempo.

    Impacto na Medicina e na Pesquisa

    O novo sistema de IA está começando a ser usado por outros pesquisadores da WSU. Uma das novas aplicações está na área da medicina veterinária, onde a IA está ajudando a diagnosticar doenças em cervos e alces. Além disso, os cientistas acreditam que a tecnologia pode ser muito útil para o diagnóstico de doenças em humanos, especialmente no campo do câncer.

    Se houver um banco de dados com imagens de tecidos identificados corretamente, a IA pode ser treinada para reconhecer diferentes tipos de câncer ou outras doenças genéticas de maneira rápida e precisa. Isso pode significar diagnósticos mais ágeis e tratamentos mais rápidos, beneficiando pacientes e médicos.

    A pesquisa conduzida pela Universidade Estadual de Washington mostra o enorme potencial da inteligência artificial para transformar a medicina. Com a capacidade de identificar doenças com rapidez e precisão, a IA pode acelerar o ritmo das descobertas científicas e facilitar o diagnóstico médico. Com o tempo, essa tecnologia pode se tornar uma ferramenta indispensável em laboratórios e hospitais, ajudando a salvar vidas ao redor do mundo.

    O futuro da medicina parece estar cada vez mais ligado ao desenvolvimento de ferramentas de IA, que têm o poder de tornar o impossível possível, com mais eficiência e precisão do que nunca.

    Fontes: Link, Link 2.


    Esse novo sistema, baseado em uma tecnologia chamada “aprendizado profundo”, consegue realizar em minutos o que normalmente levaria horas para um especialista humano. A descoberta promete acelerar pesquisas médicas e melhorar o diagnóstico de doenças graves, como o câncer.

    Como Funciona a IA na Detecção de Doenças

    O modelo de IA foi treinado para reconhecer sinais de doenças em imagens de tecido — como aquelas usadas para biópsias. Essas imagens de tecidos são feitas a partir de amostras retiradas do corpo, que são examinadas para detectar doenças. A IA é capaz de analisar essas imagens, identificando áreas problemáticas de forma muito mais rápida do que um patologista, que é o profissional que normalmente faz esse trabalho manualmente.

    A tecnologia usa um método avançado chamado aprendizado profundo, que tenta imitar o funcionamento do cérebro humano. A IA é composta por uma rede de “neurônios” artificiais que se conectam, como acontece no cérebro. Quando a IA comete um erro, ela “aprende” com isso, ajustando automaticamente suas conexões para melhorar suas futuras análises.

    Resultados Impressionantes

    Os pesquisadores da WSU testaram essa IA em diferentes tipos de tecidos de animais e humanos, incluindo amostras relacionadas ao câncer. O resultado foi surpreendente: o modelo não apenas detectou as doenças corretamente, como fez isso em muito menos tempo do que as pessoas e outros programas de computador. Em alguns casos, a IA encontrou problemas que até mesmo especialistas humanos haviam deixado passar.

    Isso representa uma grande vantagem para pesquisas e diagnósticos médicos. Normalmente, a análise manual de tecidos é um processo longo e detalhado, exigindo muito tempo e atenção de profissionais especializados. A IA, por outro lado, consegue acelerar esse processo, permitindo que cientistas e médicos tenham acesso a informações importantes em questão de minutos.

    O modelo foi inicialmente treinado com imagens de tecidos de estudos sobre epigenética, que é o campo que investiga como o ambiente pode afetar os genes sem alterar o DNA. Essas pesquisas envolveram a análise de tecidos de órgãos como rins, testículos, ovários e próstata de animais. Além disso, a IA foi testada em estudos sobre câncer de mama em humanos e na identificação de metástases — quando o câncer se espalha pelo corpo.

    O grande diferencial do modelo é que ele foi projetado para analisar imagens de altíssima resolução, que possuem bilhões de pequenos pontos chamados pixels. Para lidar com essas imagens gigantes, o modelo divide o arquivo em partes menores, que são analisadas uma a uma. Ao mesmo tempo, ele considera a imagem inteira em uma resolução mais baixa, como se estivesse usando um microscópio com zoom para ver detalhes e a imagem completa ao mesmo tempo.

    Impacto na Medicina e na Pesquisa

    O novo sistema de IA está começando a ser usado por outros pesquisadores da WSU. Uma das novas aplicações está na área da medicina veterinária, onde a IA está ajudando a diagnosticar doenças em cervos e alces. Além disso, os cientistas acreditam que a tecnologia pode ser muito útil para o diagnóstico de doenças em humanos, especialmente no campo do câncer.

    Se houver um banco de dados com imagens de tecidos identificados corretamente, a IA pode ser treinada para reconhecer diferentes tipos de câncer ou outras doenças genéticas de maneira rápida e precisa. Isso pode significar diagnósticos mais ágeis e tratamentos mais rápidos, beneficiando pacientes e médicos.

    A pesquisa conduzida pela Universidade Estadual de Washington mostra o enorme potencial da inteligência artificial para transformar a medicina. Com a capacidade de identificar doenças com rapidez e precisão, a IA pode acelerar o ritmo das descobertas científicas e facilitar o diagnóstico médico. Com o tempo, essa tecnologia pode se tornar uma ferramenta indispensável em laboratórios e hospitais, ajudando a salvar vidas ao redor do mundo.

    O futuro da medicina parece estar cada vez mais ligado ao desenvolvimento de ferramentas de IA, que têm o poder de tornar o impossível possível, com mais eficiência e precisão do que nunca.

    Fontes: Link, Link 2.


  • Nova ferramenta de inteligência artificial ajuda a identificar mais casos de COVID longa nos registros médicos

    Nova ferramenta de inteligência artificial ajuda a identificar mais casos de COVID longa nos registros médicos

    Pesquisadores do sistema de saúde Mass General Brigham, nos Estados Unidos, desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para ajudar os médicos a identificar casos de COVID longa a partir de registros médicos eletrônicos.

    Essa condição, também conhecida como PASC (Sequelas Pós-Agudas da infecção por SARS-CoV-2), inclui sintomas que podem durar meses após a infecção inicial pelo coronavírus, como cansaço, tosse crônica e dificuldade de concentração. Esses sintomas, no entanto, nem sempre são fáceis de diagnosticar, pois podem se confundir com os de outras doenças.

    Com essa nova ferramenta de IA, os médicos podem ter uma ajuda extra para identificar a COVID longa de forma mais clara e precisa.

    Como Funciona a Ferramenta de IA?

    Em vez de procurar apenas por um código específico de diagnóstico, o algoritmo de IA criado pelos pesquisadores usa uma técnica chamada “fenotipagem de precisão”. Esse método analisa todos os detalhes do histórico médico do paciente, buscando identificar sintomas e condições relacionados à COVID-19 e monitorando esses sintomas ao longo do tempo. Isso permite que o sistema diferencie sintomas que poderiam ter outras causas, como uma falta de ar provocada por asma, de sintomas realmente associados à COVID longa.

    Por exemplo, se um paciente sente cansaço contínuo após a infecção por COVID-19, a IA analisa o histórico desse paciente para garantir que esse cansaço não seja um efeito de outra condição pré-existente, como problemas no coração. Só depois de esgotar todas as outras explicações possíveis, a ferramenta considera que o paciente pode ter COVID longa.

    Resultados e Impacto

    Os testes iniciais com a ferramenta mostraram que ela identificou mais casos de COVID longa do que os métodos tradicionais. Enquanto outras pesquisas estimam que cerca de 7% das pessoas que tiveram COVID sofrem com COVID longa, a nova IA indica que esse número pode ser bem maior — cerca de 22,8%. Isso mostra que a COVID longa pode estar mais presente na população do que se imaginava.

    Além disso, essa ferramenta conseguiu identificar casos de COVID longa em uma amostra mais representativa da população. Métodos tradicionais, como o uso do código de diagnóstico específico para COVID prolongada, tendem a incluir mais pessoas que têm fácil acesso ao sistema de saúde. A nova IA foi mais inclusiva, identificando a COVID longa também em pessoas de comunidades marginalizadas.

    Limitações e Possibilidades Futuras

    Embora promissora, essa ferramenta tem algumas limitações. A IA usa registros médicos eletrônicos, que podem não conter informações detalhadas sobre todos os sintomas do paciente. Além disso, a ferramenta pode não reconhecer casos em que uma condição já existente tenha se agravado após a COVID-19.

    Para o futuro, os pesquisadores pretendem usar e testar a ferramenta em outras regiões e em pacientes com diferentes condições de saúde, como diabetes. Eles também planejam compartilhar o algoritmo com outros médicos e sistemas de saúde ao redor do mundo, o que pode ajudar mais pacientes a receberem um diagnóstico mais preciso e um tratamento adequado para a COVID longa.

    Esse avanço pode ser um grande passo para melhorar o atendimento clínico e abrir caminho para novas pesquisas sobre as causas e características da COVID longa.

    Fontes: Link, Link 2.


    Essa condição, também conhecida como PASC (Sequelas Pós-Agudas da infecção por SARS-CoV-2), inclui sintomas que podem durar meses após a infecção inicial pelo coronavírus, como cansaço, tosse crônica e dificuldade de concentração. Esses sintomas, no entanto, nem sempre são fáceis de diagnosticar, pois podem se confundir com os de outras doenças.

    Com essa nova ferramenta de IA, os médicos podem ter uma ajuda extra para identificar a COVID longa de forma mais clara e precisa.

    Como Funciona a Ferramenta de IA?

    Em vez de procurar apenas por um código específico de diagnóstico, o algoritmo de IA criado pelos pesquisadores usa uma técnica chamada “fenotipagem de precisão”. Esse método analisa todos os detalhes do histórico médico do paciente, buscando identificar sintomas e condições relacionados à COVID-19 e monitorando esses sintomas ao longo do tempo. Isso permite que o sistema diferencie sintomas que poderiam ter outras causas, como uma falta de ar provocada por asma, de sintomas realmente associados à COVID longa.

    Por exemplo, se um paciente sente cansaço contínuo após a infecção por COVID-19, a IA analisa o histórico desse paciente para garantir que esse cansaço não seja um efeito de outra condição pré-existente, como problemas no coração. Só depois de esgotar todas as outras explicações possíveis, a ferramenta considera que o paciente pode ter COVID longa.

    Resultados e Impacto

    Os testes iniciais com a ferramenta mostraram que ela identificou mais casos de COVID longa do que os métodos tradicionais. Enquanto outras pesquisas estimam que cerca de 7% das pessoas que tiveram COVID sofrem com COVID longa, a nova IA indica que esse número pode ser bem maior — cerca de 22,8%. Isso mostra que a COVID longa pode estar mais presente na população do que se imaginava.

    Além disso, essa ferramenta conseguiu identificar casos de COVID longa em uma amostra mais representativa da população. Métodos tradicionais, como o uso do código de diagnóstico específico para COVID prolongada, tendem a incluir mais pessoas que têm fácil acesso ao sistema de saúde. A nova IA foi mais inclusiva, identificando a COVID longa também em pessoas de comunidades marginalizadas.

    Limitações e Possibilidades Futuras

    Embora promissora, essa ferramenta tem algumas limitações. A IA usa registros médicos eletrônicos, que podem não conter informações detalhadas sobre todos os sintomas do paciente. Além disso, a ferramenta pode não reconhecer casos em que uma condição já existente tenha se agravado após a COVID-19.

    Para o futuro, os pesquisadores pretendem usar e testar a ferramenta em outras regiões e em pacientes com diferentes condições de saúde, como diabetes. Eles também planejam compartilhar o algoritmo com outros médicos e sistemas de saúde ao redor do mundo, o que pode ajudar mais pacientes a receberem um diagnóstico mais preciso e um tratamento adequado para a COVID longa.

    Esse avanço pode ser um grande passo para melhorar o atendimento clínico e abrir caminho para novas pesquisas sobre as causas e características da COVID longa.

    Fontes: Link, Link 2.


  • Estudo aponta que livros antigos podem conter materiais prejudiciais à saúde

    Estudo aponta que livros antigos podem conter materiais prejudiciais à saúde

    Se você encontrar livros antigos, coloridos e encadernados em tecido da era vitoriana, é melhor manuseá-los com cuidado ou até evitá-los.

    Essas cores deslumbrantes nos livros antigos podem ser mais traiçoeiras do que parecem! Pesquisadores aplicaram três técnicas, uma delas novidade no mundo literário, para analisar corantes em livros de uma coleção universitária. O resultado? Melhor pensar duas vezes antes de folhear certas obras – alguns exemplares podem ser literalmente perigosos ao toque.

    Os resultados foram apresentados na reunião da American Chemical Society (ACS).

    “Esses livros antigos com corantes tóxicos podem estar em universidades, bibliotecas públicas e coleções particulares”, disse Abigail Hoermann, estudante de química da Lipscomb University. Ela explicou que os pigmentos nas capas podem se transferir para as mãos ou serem inalados, causando riscos à saúde. Por isso, os pesquisadores estão buscando maneiras de facilitar a identificação desses livros e seu armazenamento seguro.

    A pesquisa teve início com um pedido curioso dos bibliotecários da Lipscomb: analisar livros coloridos e com capas de tecido do século XIX e início do XX. O professor Joseph Weinstein-Webb, fascinado pela ideia de corantes tóxicos escondidos em antigas publicações, comandou o estudo com seus alunos em 2022.

    Para investigar os livros, a equipe usou três técnicas científicas:

    • XRF para detectar metais pesados nas capas dos livros.
    • ICP-OES para medir a concentração desses metais.
    • XRD para identificar os pigmentos que contêm esses metais.

    Com o uso dessas técnicas, eles descobriram recentemente chumbo e cromo escondidos em algumas páginas, com níveis preocupantemente altos em certas amostras. Em um plot twist digno de um romance policial, alguns desses metais apareceram como cromato de chumbo, o mesmo pigmento amarelo que Van Gogh usava para dar vida às suas obras-primas.

    É surpreendente, mas as capas dos livros estavam mais para chumbo do que para cromo, o que foge do comum, pois geralmente o cromato de chumbo é mais equilibrado. Parece que os pesquisadores estão apostando que a festa dos pigmentos incluiu convidados extras como o óxido de chumbo e o sulfeto de chumbo.

    A equipe também investigou se os níveis de metais pesados poderiam ser prejudiciais para os bibliotecários que manuseiam os livros. Descobriram que, em alguns casos, as concentrações de metal ultrapassam os limites de segurança estabelecidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A exposição prolongada a esses metais pode causar problemas de saúde graves, como câncer e danos pulmonares.

    Devido a essas descobertas, a biblioteca da Lipscomb agora armazena esses livros em sacos plásticos com zíper para evitar o contato direto. Livros com corantes comprovadamente perigosos foram retirados de circulação.

    Fonte: Link.


    Essas cores deslumbrantes nos livros antigos podem ser mais traiçoeiras do que parecem! Pesquisadores aplicaram três técnicas, uma delas novidade no mundo literário, para analisar corantes em livros de uma coleção universitária. O resultado? Melhor pensar duas vezes antes de folhear certas obras – alguns exemplares podem ser literalmente perigosos ao toque.

    Os resultados foram apresentados na reunião da American Chemical Society (ACS).

    “Esses livros antigos com corantes tóxicos podem estar em universidades, bibliotecas públicas e coleções particulares”, disse Abigail Hoermann, estudante de química da Lipscomb University. Ela explicou que os pigmentos nas capas podem se transferir para as mãos ou serem inalados, causando riscos à saúde. Por isso, os pesquisadores estão buscando maneiras de facilitar a identificação desses livros e seu armazenamento seguro.

    A pesquisa teve início com um pedido curioso dos bibliotecários da Lipscomb: analisar livros coloridos e com capas de tecido do século XIX e início do XX. O professor Joseph Weinstein-Webb, fascinado pela ideia de corantes tóxicos escondidos em antigas publicações, comandou o estudo com seus alunos em 2022.

    Para investigar os livros, a equipe usou três técnicas científicas:

    • XRF para detectar metais pesados nas capas dos livros.
    • ICP-OES para medir a concentração desses metais.
    • XRD para identificar os pigmentos que contêm esses metais.

    Com o uso dessas técnicas, eles descobriram recentemente chumbo e cromo escondidos em algumas páginas, com níveis preocupantemente altos em certas amostras. Em um plot twist digno de um romance policial, alguns desses metais apareceram como cromato de chumbo, o mesmo pigmento amarelo que Van Gogh usava para dar vida às suas obras-primas.

    É surpreendente, mas as capas dos livros estavam mais para chumbo do que para cromo, o que foge do comum, pois geralmente o cromato de chumbo é mais equilibrado. Parece que os pesquisadores estão apostando que a festa dos pigmentos incluiu convidados extras como o óxido de chumbo e o sulfeto de chumbo.

    A equipe também investigou se os níveis de metais pesados poderiam ser prejudiciais para os bibliotecários que manuseiam os livros. Descobriram que, em alguns casos, as concentrações de metal ultrapassam os limites de segurança estabelecidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A exposição prolongada a esses metais pode causar problemas de saúde graves, como câncer e danos pulmonares.

    Devido a essas descobertas, a biblioteca da Lipscomb agora armazena esses livros em sacos plásticos com zíper para evitar o contato direto. Livros com corantes comprovadamente perigosos foram retirados de circulação.

    Fonte: Link.