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  • Senado aprova prisão domiciliar para gestantes e mães condenadas pela Justiça

    Gestantes, mães de crianças até 12 anos ou responsáveis por pessoas com deficiência poderão trocar a prisão preventiva por prisão domiciliar. É o que estabelece o PLS 64/2018, aprovado pela Plenário do Senado nesta terça-feira (8). O projeto, que segue para a análise da Câmara dos Deputados, também permite que mulheres já condenadas e presas nessas condições passem imediatamente à progressão de pena.

    O projeto torna lei uma decisão de 2016 do Supremo Tribunal Federal que permitiu a troca da prisão preventiva pela domiciliar para grávidas e mães de crianças de até 12 anos ou de crianças com deficiência.

    A autora do projeto, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), ressalta que a separação dos filhos é bastante prejudicial para as crianças, e a presença deles na prisão é “a condenação de inocentes”.

    — Resolvi apresentar este projeto depois que tomei conhecimento das condições em que vivem e morrem as mulheres encarceradas e seus filhos. O vir à luz é sair do ventre materno acolhedor para o mundo da escuridão, das celas imundas, frias e inóspitas. A certidão de nascimento é uma sentença — criticou.
    Progressão de pena

    O projeto permite que as mulheres gestantes e as que já são mães de crianças possam ser beneficiadas com a progressão da pena após o cumprimento de 1/8, ou 12,5%, da sua pena — desde que sejam rés primárias, não integrem organização criminosa e não tenham praticado crime contra os próprios filhos.

    Atualmente, essas mulheres recebem o mesmo tratamento que os demais presos e só recebem a progressão após cumprimento de 1/6 da pena, em caso de crime comum, ou 2/5 da pena para crimes hediondos.

    Simone Tebet ressaltou que mais 60% da população carcerária feminina responde por tráfico de drogas — um crime considerado hediondo pela legislação brasileira. No entanto, ainda segundo a senadora, essas mulheres não representam perigo à sociedade: é comum que elas sejam condenadas por posse de pequenas quantidades de drogas, ao serem usadas por seus companheiros.

    Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o projeto foi aprovado em caráter terminativo, mas houve recurso para a análise da matéria no Plenário. Para o relator na CCJ, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o fim do tempo mínimo para progressão de pena é importante para “promover o bem-estar da criança e da pessoa deficiente cuja mãe ou responsável esteja de qualquer forma presa”.

    Pauta feminina

    A proposta integra a chamada pauta feminina, um conjunto de projetos analisados no Senado com temas de interesse direto das mulheres. Entre as propostas que fazem parte desta pauta estão, também, o PLS 308/2016, que dá prazo de cinco dias para hospitais notificarem casos de violência; o PLS 233/2013, que garante reserva de vagas no Sistema S a vítimas de violência; o PLS 119/2015, que dispõe sobre o uso de um botão do pânico por mulheres ameaçadas; o PLS 197/2014, que facilita a aplicação de medidas protetivas; e o PLS 328/2013, que obriga realização de audiência prévia para soltura de agressores. Com informações da Agência Senado.

  • Ministro dos Transportes reconhece que situação da BR-364 “não é satisfatória”

    Ao participar de audiência pública no Senado, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro Silveira, reconheceu que a situação da BR-364 não é satisfatória.

    A audiência foi, justamente, para debater as condições da rodovia, que é uma importante rota de transporte de grãos na região amazônica. É também a única ligação por terra de algumas cidades rondonienses na fronteira com a Bolívia e do estado do Acre com o restante do país e apresenta situação precária.

    O senador Valdir Raupp, autor do requerimento de audiência pública, criticou a possibilidade de duplicação da BR-364 somente após dez anos de concessão à iniciativa privada.

    O senador sugeriu que o Ministério dos Transportes autorize a apresentação de um projeto básico de duplicação para que as obras sejam feita por meio de emendas parlamentares da bancada de Rondônia. Por Radioagência Nacional.

  • Governo gastou R$ 3 bilhões com limpeza de prédios públicos em 2017

    Mais um valor apavorante foi apontado como gasto do governo. Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas mostra que, em 2017, R$ 3 bilhões saíram dos cofres públicos para a limpeza e conservação dos órgãos públicos federais.

    O montante utilizado para manter “habitáveis” os prédios da administração federal equivale ao pagamento anual de mais de 227 mil empregados e empregadas domésticas. A relação foi realizada pela Contas Abertas como base no piso salarial da categoria já definido para 2018 no estado de São Paulo: R$ 1.108,38, isto é, R$ 13,3 mil por ano.

    A maior parcela dos recursos foi destinada à contratação de empresas especializadas no setor: R$ 2,9 bilhões. Já a compra de materiais para limpeza e produtos de higienização somou R$ 128,7 milhões.

    O principal responsável pelos gastos com limpeza a nível federal é o Ministério da Educação (MEC).

    O Congresso Nacional também desembolsa recursos para limpeza das galerias, dos gabinetes e até mesmo dos apartamentos funcionais das Casas. O Senado Federal destinou R$ 22,8 milhões para limpeza e conservação das suas dependências. Já a Câmara dos Deputados destinou R$ 44,7 milhões para esse tipo de despesa.

    Juntos, os órgãos do Judiciário desembolsaram R$ 345,4 milhões para deixar suas unidades limpas e higienizadas. A Justiça do Trabalho é a que mais paga esse tipo de serviço. Cerca de R$ 114,9 milhões foram destinados para as despesas. O valor inclui os gastos de unidades gestoras, como Tribunais Regionais.