Tag: tuberculose

  • Tuberculose afeta metabolismo do fígado e pode provocar diabetes

    Tuberculose afeta metabolismo do fígado e pode provocar diabetes

    Um estudo da Universidade de Leicester descobriu que a tuberculose pode afetar o funcionamento do fígado e, como consequência, aumentar o risco de diabetes.

    Os cientistas já sabiam que o diabetes piora os sintomas da tuberculose, mas agora perceberam que a tuberculose, quando não é diagnosticada, pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes. A tuberculose é uma infecção causada por bactérias que se espalha pelo ar e afeta principalmente os pulmões. É uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo, matando mais de 4.000 pessoas por dia.

    Atualmente, existe apenas uma vacina contra a tuberculose, que é dada principalmente a bebês e crianças pequenas, mas os cientistas estão trabalhando para criar vacinas melhores. Eles estão estudando, por exemplo, como a tuberculose que não apresenta sintomas claros pode impactar a saúde. Segundo os pesquisadores, essa nova descoberta pode ajudar a entender como a resposta do corpo à infecção muda o funcionamento do fígado, o que poderia levar à criação de novos tratamentos.

    A professora Andrea Cooper, uma das autoras do estudo, explicou que essa pesquisa muda o foco: antes pensava-se apenas que o diabetes piorava a tuberculose, mas agora eles acreditam que a tuberculose, especialmente quando não é diagnosticada cedo, pode causar problemas no controle do açúcar no sangue, facilitando o surgimento do diabetes em pessoas vulneráveis. Como o diabetes dificulta o tratamento da tuberculose, a professora também sugere que se inclua uma avaliação do metabolismo ao testar novos remédios ou vacinas contra a tuberculose.

    O estudo usou modelos de laboratório para ver como o fígado é afetado nas fases iniciais da infecção. Eles descobriram que a resposta imunológica altera o processamento da glicose no fígado. Depois, ao analisar dados de humanos, confirmaram que o mesmo acontece quando as pessoas passam de uma infecção latente (quando o corpo tem o vírus, mas sem sintomas) para tuberculose ativa. O próximo passo dos pesquisadores é entender melhor como a resposta do corpo à tuberculose altera o funcionamento do fígado para, quem sabe, desenvolver novas formas de tratamento.

    Fonte: Link, Link 2.


    Os cientistas já sabiam que o diabetes piora os sintomas da tuberculose, mas agora perceberam que a tuberculose, quando não é diagnosticada, pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes. A tuberculose é uma infecção causada por bactérias que se espalha pelo ar e afeta principalmente os pulmões. É uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo, matando mais de 4.000 pessoas por dia.

    Atualmente, existe apenas uma vacina contra a tuberculose, que é dada principalmente a bebês e crianças pequenas, mas os cientistas estão trabalhando para criar vacinas melhores. Eles estão estudando, por exemplo, como a tuberculose que não apresenta sintomas claros pode impactar a saúde. Segundo os pesquisadores, essa nova descoberta pode ajudar a entender como a resposta do corpo à infecção muda o funcionamento do fígado, o que poderia levar à criação de novos tratamentos.

    A professora Andrea Cooper, uma das autoras do estudo, explicou que essa pesquisa muda o foco: antes pensava-se apenas que o diabetes piorava a tuberculose, mas agora eles acreditam que a tuberculose, especialmente quando não é diagnosticada cedo, pode causar problemas no controle do açúcar no sangue, facilitando o surgimento do diabetes em pessoas vulneráveis. Como o diabetes dificulta o tratamento da tuberculose, a professora também sugere que se inclua uma avaliação do metabolismo ao testar novos remédios ou vacinas contra a tuberculose.

    O estudo usou modelos de laboratório para ver como o fígado é afetado nas fases iniciais da infecção. Eles descobriram que a resposta imunológica altera o processamento da glicose no fígado. Depois, ao analisar dados de humanos, confirmaram que o mesmo acontece quando as pessoas passam de uma infecção latente (quando o corpo tem o vírus, mas sem sintomas) para tuberculose ativa. O próximo passo dos pesquisadores é entender melhor como a resposta do corpo à tuberculose altera o funcionamento do fígado para, quem sabe, desenvolver novas formas de tratamento.

    Fonte: Link, Link 2.


  • Fiocruz lança projeto-piloto para combater a tuberculose resistente a medicamentos

    Fiocruz lança projeto-piloto para combater a tuberculose resistente a medicamentos

    A Fiocruz, em parceria com a Foundation for Innovative New Diagnostics (FIND) e a Agência de saúde global (Unitaid), lançou o projeto-piloto Seq&Treat Brasil.

    O projeto, que visa a implementação do sequenciamento de próxima geração direcionado (tNGS) para a detecção abrangente de tuberculose resistente a medicamentos (TBDR), é financiado pela FIND e apoiado pelo Ministério da Saúde (MS).

    Durante a semana de 8 a 12 de abril de 2024, pesquisadores e técnicos do Laboratório Referência Nacional em Tuberculose do CRPHF e do laboratório regional em tuberculose do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) receberam treinamento de pesquisadores internacionais da FIND. Este treinamento é considerado fundamental para a implementação de uma das técnicas mais avançadas de diagnóstico de tuberculose, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O projeto é coordenado pelo chefe do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Paulo Victor Viana, que afirmou que a iniciativa representa um marco significativo na luta contra a tuberculose no país.

    Fonte: Link.


    O projeto, que visa a implementação do sequenciamento de próxima geração direcionado (tNGS) para a detecção abrangente de tuberculose resistente a medicamentos (TBDR), é financiado pela FIND e apoiado pelo Ministério da Saúde (MS).

    Durante a semana de 8 a 12 de abril de 2024, pesquisadores e técnicos do Laboratório Referência Nacional em Tuberculose do CRPHF e do laboratório regional em tuberculose do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) receberam treinamento de pesquisadores internacionais da FIND. Este treinamento é considerado fundamental para a implementação de uma das técnicas mais avançadas de diagnóstico de tuberculose, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O projeto é coordenado pelo chefe do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Paulo Victor Viana, que afirmou que a iniciativa representa um marco significativo na luta contra a tuberculose no país.

    Fonte: Link.


  • Fiocruz anuncia iniciativas no Dia Mundial de Combate à Tuberculose

    Fiocruz anuncia iniciativas no Dia Mundial de Combate à Tuberculose

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje uma série de práticas exitosas para prevenir e tratar a tuberculose no Brasil, coincidindo com o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

    Este anúncio vem em resposta ao aumento de 4,9% nos casos da doença no país em 2022, totalizando cerca de 78 mil novos diagnósticos.

    A Fiocruz está direcionando esforços para populações prioritárias e vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua e indivíduos vivendo com HIV/Aids. A queda na cobertura vacinal com a vacina BCG, que está abaixo de 88% desde 2019, é uma preocupação adicional que a fundação pretende abordar com suas iniciativas.

    O Dia Mundial de Combate à Tuberculose serve como um lembrete crítico da necessidade de manter a luta contra essa doença infecciosa, que continua a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo.

    Este anúncio vem em resposta ao aumento de 4,9% nos casos da doença no país em 2022, totalizando cerca de 78 mil novos diagnósticos.

    A Fiocruz está direcionando esforços para populações prioritárias e vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua e indivíduos vivendo com HIV/Aids. A queda na cobertura vacinal com a vacina BCG, que está abaixo de 88% desde 2019, é uma preocupação adicional que a fundação pretende abordar com suas iniciativas.

    O Dia Mundial de Combate à Tuberculose serve como um lembrete crítico da necessidade de manter a luta contra essa doença infecciosa, que continua a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo.

  • Por que o Rio de Janeiro é o estado mais afetado pela tuberculose no Brasil

    Por que o Rio de Janeiro é o estado mais afetado pela tuberculose no Brasil

    A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos do corpo.

    A doença é transmitida pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar. A tuberculose tem cura, mas requer um tratamento longo e rigoroso, com medicamentos específicos.

    No Brasil, a tuberculose é um grave problema de saúde pública, que mata cerca de 4 mil pessoas por ano. O país ocupa o 18º lugar no ranking mundial de casos da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2020, foram registrados mais de 66 mil casos novos de tuberculose no Brasil, sendo que 13% deles ocorreram no estado do Rio de Janeiro.

    O Rio de Janeiro é o estado com as maiores taxas de incidência e mortalidade pela tuberculose no país. Em 2020, foram notificados mais de 8,6 mil casos novos e 1.050 óbitos pela doença no estado. A capital fluminense é a cidade com o maior número absoluto de casos e mortes por tuberculose no Brasil.

    A situação crítica da tuberculose no Rio de Janeiro está relacionada a diversos fatores socioeconômicos e ambientais, como pobreza, desigualdade, violência, falta de saneamento básico, aglomeração urbana e coinfecção pelo HIV. Esses fatores dificultam o acesso aos serviços de saúde, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção da doença.

    Para enfrentar esse cenário, são necessárias estratégias integradas e intersetoriais de controle e combate à tuberculose, envolvendo os governos, as instituições de pesquisa, as organizações da sociedade civil e os próprios pacientes. Algumas dessas estratégias são: ampliar a cobertura da atenção primária à saúde; fortalecer a vigilância epidemiológica; melhorar a qualidade do diagnóstico e do tratamento; promover a educação em saúde; incentivar a participação social; e apoiar a pesquisa e a inovação.

    Nesse sentido, o dia 6 de agosto é celebrado como o Dia de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro. A data foi instituída em homenagem ao médico sanitarista Carlos Chagas, que nasceu nesse dia em 1879 e foi um dos pioneiros no estudo da tuberculose no Brasil. O objetivo da data é alertar a população sobre os riscos e os cuidados com a doença, bem como estimular ações de prevenção e controle.

    Um dos principais atores na luta contra a tuberculose no Rio de Janeiro é o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF), da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O centro é uma unidade especializada em diagnóstico, tratamento e pesquisa sobre a tuberculose, que atende pacientes do estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país. O CRPHF também desenvolve projetos de capacitação profissional, cooperação técnica e assessoria em políticas públicas sobre a doença.

    Segundo Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora do CRPHF, a tuberculose no Rio de Janeiro é um “desafio histórico” que exige “uma resposta à altura”. Ela afirma que é preciso “romper o ciclo da pobreza” que alimenta a doença e “garantir o direito à saúde” para todos os cidadãos. Já Afrânio Kritski, médico e coordenador do Programa Acadêmico em Tuberculose da UFRJ, destaca que a tuberculose é uma “doença social” que reflete as “desigualdades estruturais” da sociedade. Ele defende que é necessário “investir em ciência” para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, tratamento e prevenção.

    A doença é transmitida pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar. A tuberculose tem cura, mas requer um tratamento longo e rigoroso, com medicamentos específicos.

    No Brasil, a tuberculose é um grave problema de saúde pública, que mata cerca de 4 mil pessoas por ano. O país ocupa o 18º lugar no ranking mundial de casos da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2020, foram registrados mais de 66 mil casos novos de tuberculose no Brasil, sendo que 13% deles ocorreram no estado do Rio de Janeiro.

    O Rio de Janeiro é o estado com as maiores taxas de incidência e mortalidade pela tuberculose no país. Em 2020, foram notificados mais de 8,6 mil casos novos e 1.050 óbitos pela doença no estado. A capital fluminense é a cidade com o maior número absoluto de casos e mortes por tuberculose no Brasil.

    A situação crítica da tuberculose no Rio de Janeiro está relacionada a diversos fatores socioeconômicos e ambientais, como pobreza, desigualdade, violência, falta de saneamento básico, aglomeração urbana e coinfecção pelo HIV. Esses fatores dificultam o acesso aos serviços de saúde, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção da doença.

    Para enfrentar esse cenário, são necessárias estratégias integradas e intersetoriais de controle e combate à tuberculose, envolvendo os governos, as instituições de pesquisa, as organizações da sociedade civil e os próprios pacientes. Algumas dessas estratégias são: ampliar a cobertura da atenção primária à saúde; fortalecer a vigilância epidemiológica; melhorar a qualidade do diagnóstico e do tratamento; promover a educação em saúde; incentivar a participação social; e apoiar a pesquisa e a inovação.

    Nesse sentido, o dia 6 de agosto é celebrado como o Dia de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro. A data foi instituída em homenagem ao médico sanitarista Carlos Chagas, que nasceu nesse dia em 1879 e foi um dos pioneiros no estudo da tuberculose no Brasil. O objetivo da data é alertar a população sobre os riscos e os cuidados com a doença, bem como estimular ações de prevenção e controle.

    Um dos principais atores na luta contra a tuberculose no Rio de Janeiro é o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF), da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O centro é uma unidade especializada em diagnóstico, tratamento e pesquisa sobre a tuberculose, que atende pacientes do estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país. O CRPHF também desenvolve projetos de capacitação profissional, cooperação técnica e assessoria em políticas públicas sobre a doença.

    Segundo Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora do CRPHF, a tuberculose no Rio de Janeiro é um “desafio histórico” que exige “uma resposta à altura”. Ela afirma que é preciso “romper o ciclo da pobreza” que alimenta a doença e “garantir o direito à saúde” para todos os cidadãos. Já Afrânio Kritski, médico e coordenador do Programa Acadêmico em Tuberculose da UFRJ, destaca que a tuberculose é uma “doença social” que reflete as “desigualdades estruturais” da sociedade. Ele defende que é necessário “investir em ciência” para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, tratamento e prevenção.

  • Como a COVID-19 agravou a situação da tuberculose e o que fazer para revertê-la

    Como a COVID-19 agravou a situação da tuberculose e o que fazer para revertê-la

    A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas e mortais da humanidade. Causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, a tuberculose pode levar à tosse crônica, febre, perda de peso e até à morte se não for tratada adequadamente.

    Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada pela bactéria da tuberculose, mas apenas uma pequena parte desenvolve a doença ativa. A tuberculose é curável com medicamentos antibióticos, mas o tratamento é longo e pode ter efeitos colaterais.

    A pandemia de COVID-19 trouxe um novo desafio para o controle da tuberculose. Com o colapso dos sistemas de saúde, as medidas de isolamento social e a redução dos recursos financeiros, muitas pessoas deixaram de procurar ou receber atendimento médico para a tuberculose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 houve uma queda de 18% no número de casos diagnosticados e tratados em comparação com 2019. Isso significa que cerca de 4,1 milhões de pessoas ficaram sem acesso aos serviços essenciais para a tuberculose. Além disso, a OMS estima que houve um aumento de 500 mil mortes por tuberculose em 2020, revertendo o progresso alcançado nas últimas décadas.

    A tuberculose não é apenas uma questão médica, mas também social. A doença está intimamente ligada às condições de vida das pessoas, como pobreza, desnutrição, falta de saneamento básico, moradia inadequada e acesso limitado à saúde. A tuberculose afeta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis e marginalizadas, como migrantes, refugiados, indígenas, presidiários e pessoas que vivem com HIV/AIDS. A tuberculose também é um fator de desigualdade, pois prejudica a capacidade produtiva e a qualidade de vida das pessoas afetadas.

    Para enfrentar o problema global da tuberculose, é preciso ir além das intervenções biomédicas e promover a justiça social. Isso significa garantir os direitos humanos e reduzir as disparidades de saúde entre os diferentes grupos sociais. É preciso também fortalecer os sistemas de saúde para que possam oferecer serviços integrados, equitativos e centrados nas pessoas. Além disso, é preciso investir em pesquisa e inovação para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose.

    A tuberculose é uma doença evitável e curável, mas ainda mata cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano. Para mudar essa realidade, é necessário um compromisso político e social de todos os atores envolvidos. A tuberculose é um desafio global que requer uma resposta global baseada na solidariedade e na cooperação.

    Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada pela bactéria da tuberculose, mas apenas uma pequena parte desenvolve a doença ativa. A tuberculose é curável com medicamentos antibióticos, mas o tratamento é longo e pode ter efeitos colaterais.

    A pandemia de COVID-19 trouxe um novo desafio para o controle da tuberculose. Com o colapso dos sistemas de saúde, as medidas de isolamento social e a redução dos recursos financeiros, muitas pessoas deixaram de procurar ou receber atendimento médico para a tuberculose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 houve uma queda de 18% no número de casos diagnosticados e tratados em comparação com 2019. Isso significa que cerca de 4,1 milhões de pessoas ficaram sem acesso aos serviços essenciais para a tuberculose. Além disso, a OMS estima que houve um aumento de 500 mil mortes por tuberculose em 2020, revertendo o progresso alcançado nas últimas décadas.

    A tuberculose não é apenas uma questão médica, mas também social. A doença está intimamente ligada às condições de vida das pessoas, como pobreza, desnutrição, falta de saneamento básico, moradia inadequada e acesso limitado à saúde. A tuberculose afeta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis e marginalizadas, como migrantes, refugiados, indígenas, presidiários e pessoas que vivem com HIV/AIDS. A tuberculose também é um fator de desigualdade, pois prejudica a capacidade produtiva e a qualidade de vida das pessoas afetadas.

    Para enfrentar o problema global da tuberculose, é preciso ir além das intervenções biomédicas e promover a justiça social. Isso significa garantir os direitos humanos e reduzir as disparidades de saúde entre os diferentes grupos sociais. É preciso também fortalecer os sistemas de saúde para que possam oferecer serviços integrados, equitativos e centrados nas pessoas. Além disso, é preciso investir em pesquisa e inovação para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose.

    A tuberculose é uma doença evitável e curável, mas ainda mata cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano. Para mudar essa realidade, é necessário um compromisso político e social de todos os atores envolvidos. A tuberculose é um desafio global que requer uma resposta global baseada na solidariedade e na cooperação.

  • Vacina BCG: o que é, por que é importante e onde encontrar

    Vacina BCG: o que é, por que é importante e onde encontrar

    A vacina BCG é uma das primeiras vacinas que os bebês recebem logo após o nascimento. Ela protege contra a tuberculose, uma doença grave que pode afetar os pulmões e outros órgãos.

    Neste post, você vai saber mais sobre a vacina BCG, por que ela é importante e onde encontrar.

    O que é a vacina BCG?

    A vacina BCG é feita com uma bactéria atenuada, ou seja, enfraquecida, que é semelhante à que causa a tuberculose em humanos. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a doença, prevenindo principalmente as formas mais graves, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, que se espalha pelo corpo.

    A vacina BCG deve ser aplicada em dose única, preferencialmente no braço, logo após o nascimento. A vacina pode deixar uma cicatriz no local da aplicação, mas isso não é um problema de saúde. A falta de cicatriz também não indica necessidade de revacinação.

    Por que a vacina BCG é importante?

    A vacina BCG é importante para prevenir complicações e mortes causadas pela tuberculose, especialmente em crianças. A tuberculose é uma doença contagiosa que se transmite pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar.

    A tuberculose tem tratamento, mas requer o uso de vários medicamentos por um longo período. Se não for tratada adequadamente, a doença pode se tornar resistente aos remédios e se agravar. Além disso, a tuberculose pode facilitar a infecção pelo vírus HIV e outras doenças oportunistas.

    A vacinação é uma das principais formas de prevenir a tuberculose e reduzir sua transmissão. Ao se proteger contra a doença, você também protege sua família e sua comunidade.

    Onde encontrar a vacina BCG?

    A vacina BCG é oferecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela faz parte do calendário nacional de vacinação e está disponível para todas as crianças menores de cinco anos. Se você tem um filho nessa faixa etária, leve-o para se vacinar o quanto antes.

    A vacinação é um direito de todos e um dever dos pais ou responsáveis. Ao vacinar seu filho, você está cuidando da saúde dele e contribuindo para a eliminação da tuberculose no Brasil.

    Neste post, você vai saber mais sobre a vacina BCG, por que ela é importante e onde encontrar.

    O que é a vacina BCG?

    A vacina BCG é feita com uma bactéria atenuada, ou seja, enfraquecida, que é semelhante à que causa a tuberculose em humanos. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a doença, prevenindo principalmente as formas mais graves, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, que se espalha pelo corpo.

    A vacina BCG deve ser aplicada em dose única, preferencialmente no braço, logo após o nascimento. A vacina pode deixar uma cicatriz no local da aplicação, mas isso não é um problema de saúde. A falta de cicatriz também não indica necessidade de revacinação.

    Por que a vacina BCG é importante?

    A vacina BCG é importante para prevenir complicações e mortes causadas pela tuberculose, especialmente em crianças. A tuberculose é uma doença contagiosa que se transmite pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar.

    A tuberculose tem tratamento, mas requer o uso de vários medicamentos por um longo período. Se não for tratada adequadamente, a doença pode se tornar resistente aos remédios e se agravar. Além disso, a tuberculose pode facilitar a infecção pelo vírus HIV e outras doenças oportunistas.

    A vacinação é uma das principais formas de prevenir a tuberculose e reduzir sua transmissão. Ao se proteger contra a doença, você também protege sua família e sua comunidade.

    Onde encontrar a vacina BCG?

    A vacina BCG é oferecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela faz parte do calendário nacional de vacinação e está disponível para todas as crianças menores de cinco anos. Se você tem um filho nessa faixa etária, leve-o para se vacinar o quanto antes.

    A vacinação é um direito de todos e um dever dos pais ou responsáveis. Ao vacinar seu filho, você está cuidando da saúde dele e contribuindo para a eliminação da tuberculose no Brasil.

  • Bactérias patogênicas: o que são, quais as mais comuns e como se proteger

    Bactérias patogênicas: o que são, quais as mais comuns e como se proteger

    As bactérias são seres vivos microscópicos que podem ser encontrados em diversos ambientes e em todos os seres vivos.

    Algumas bactérias são benéficas para o nosso organismo, como as que compõem a flora intestinal e ajudam na digestão. Outras, porém, são capazes de causar doenças graves e até fatais. Essas são chamadas de bactérias patogênicas.

    As bactérias patogênicas podem infectar diferentes sistemas e órgãos do corpo humano ou de outros animais, provocando sintomas variados, como febre, dor, inflamação, secreção, sangramento, entre outros. Algumas doenças causadas por bactérias patogênicas são:

    • Listeriose: uma infecção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que pode contaminar alimentos como leite, queijo, carne e vegetais. A doença pode afetar especialmente pessoas com baixa imunidade, grávidas, idosos e recém-nascidos, causando aborto, meningite, septicemia e morte.

    • Gonorreia: uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que pode afetar a uretra, o colo do útero, o reto, a faringe e a conjuntiva. A doença pode causar dor, ardor, corrimento e sangramento nas áreas infectadas, além de complicações como infertilidade, gravidez ectópica e infecção generalizada.

    • Tuberculose: uma doença pulmonar crônica causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que pode se espalhar para outros órgãos e tecidos. A doença pode causar tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e apetite, falta de ar e escarro com sangue.

    • Infecções por Pseudomonas: um grupo de infecções oportunistas causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode afetar pessoas com feridas, queimaduras, cateteres ou doenças respiratórias. A bactéria pode provocar pneumonia, infecções urinárias, septicemia e outras complicações graves.

    • Leptospirose: uma doença transmitida pela urina de animais infectados pela bactéria Leptospira spp. A doença pode provocar febre, dor de cabeça, icterícia, hemorragias e insuficiência renal.

    As bactérias patogênicas podem ser tratadas com antibióticos, mas é importante seguir as orientações médicas e não usar esses medicamentos de forma indiscriminada, pois isso pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Para prevenir as infecções por bactérias patogênicas, algumas medidas simples podem ser adotadas:

    • Lavar bem as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e depois de usar o banheiro ou manusear animais.

    • Cozinhar bem os alimentos de origem animal e evitar o consumo de produtos vencidos ou mal conservados.
    • Usar preservativo nas relações sexuais e fazer exames periódicos para detectar possíveis infecções.

    • Evitar o contato com água contaminada por esgoto ou urina de animais e usar botas e luvas ao trabalhar em áreas alagadas ou rurais.

    • Manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos.

    As bactérias patogênicas são um risco à saúde pública e devem ser combatidas com informação, prevenção e tratamento adequado. Assim, podemos evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida da população.

    Algumas bactérias são benéficas para o nosso organismo, como as que compõem a flora intestinal e ajudam na digestão. Outras, porém, são capazes de causar doenças graves e até fatais. Essas são chamadas de bactérias patogênicas.

    As bactérias patogênicas podem infectar diferentes sistemas e órgãos do corpo humano ou de outros animais, provocando sintomas variados, como febre, dor, inflamação, secreção, sangramento, entre outros. Algumas doenças causadas por bactérias patogênicas são:

    • Listeriose: uma infecção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que pode contaminar alimentos como leite, queijo, carne e vegetais. A doença pode afetar especialmente pessoas com baixa imunidade, grávidas, idosos e recém-nascidos, causando aborto, meningite, septicemia e morte.

    • Gonorreia: uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que pode afetar a uretra, o colo do útero, o reto, a faringe e a conjuntiva. A doença pode causar dor, ardor, corrimento e sangramento nas áreas infectadas, além de complicações como infertilidade, gravidez ectópica e infecção generalizada.

    • Tuberculose: uma doença pulmonar crônica causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que pode se espalhar para outros órgãos e tecidos. A doença pode causar tosse persistente, febre, suor noturno, perda de peso e apetite, falta de ar e escarro com sangue.

    • Infecções por Pseudomonas: um grupo de infecções oportunistas causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode afetar pessoas com feridas, queimaduras, cateteres ou doenças respiratórias. A bactéria pode provocar pneumonia, infecções urinárias, septicemia e outras complicações graves.

    • Leptospirose: uma doença transmitida pela urina de animais infectados pela bactéria Leptospira spp. A doença pode provocar febre, dor de cabeça, icterícia, hemorragias e insuficiência renal.

    As bactérias patogênicas podem ser tratadas com antibióticos, mas é importante seguir as orientações médicas e não usar esses medicamentos de forma indiscriminada, pois isso pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Para prevenir as infecções por bactérias patogênicas, algumas medidas simples podem ser adotadas:

    • Lavar bem as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e depois de usar o banheiro ou manusear animais.

    • Cozinhar bem os alimentos de origem animal e evitar o consumo de produtos vencidos ou mal conservados.
    • Usar preservativo nas relações sexuais e fazer exames periódicos para detectar possíveis infecções.

    • Evitar o contato com água contaminada por esgoto ou urina de animais e usar botas e luvas ao trabalhar em áreas alagadas ou rurais.

    • Manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos.

    As bactérias patogênicas são um risco à saúde pública e devem ser combatidas com informação, prevenção e tratamento adequado. Assim, podemos evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida da população.

  • Fiocruz investe na retomada da produção nacional da vacina BCG

    Fiocruz investe na retomada da produção nacional da vacina BCG

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que vai apoiar a recuperação da capacidade produtiva da vacina BCG no Brasil, que está paralisada há mais de um ano. A vacina protege contra a tuberculose e é uma das primeiras que os bebês devem tomar ao nascer. A Fiocruz vai atuar em duas frentes: finalizar a construção…

    A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.

    Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.

    Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.

    Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.

    A vacina BCG era produzida pela Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), única no país a fabricar o imunizante, mas a fábrica em São Cristóvão (RJ) foi interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde vem importando a vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, é fundamental para o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) a retomada da produção nacional da vacina BCG. “E a Fiocruz, como instituição estratégica de Estado no campo da saúde, tem o papel de apoiar e operacionalizar de forma concreta as demandas do Ministério da Saúde. Vamos colocar a nossa capacidade técnico-científica e experiência de gestão a serviço da FAP para que ela possa retomar suas condições de produção e voltar a fornecer essa vacina tão importante para o SUS”, afirmou.

    Para isso, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com apoio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), assinou um termo de manutenção e apoio à FAP e assumiu o seu controle institucional. O IBMP também investirá na finalização da planta fabril em Xerém, que deverá levar de dois a três anos para ser concluída e certificada pela Anvisa. Com a nova fábrica pronta, a produção nacional da BCG será retomada no país.

    Enquanto isso, na estratégia de curto prazo, a Fiocruz já iniciou a negociação com uma fábrica na cidade de Vigo, na Espanha, que teria condições imediatas para operar a produção da vacina BCG da FAP. “Não se trata de importar vacina de outro fabricante. É mesma vacina BCG da FAP que, em vez de ser produzida na planta de São Cristóvão, seria produzida em uma fábrica contratada na Espanha. Estaríamos apenas transferindo temporariamente a produção para um novo local, até a planta de Xerém estar finalizada”, explicou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.

    Para que a solução temporária aconteça, ainda será necessário que a Anvisa realize a inspeção do novo local de fabricação com vistas à obtenção da certificação de boas práticas. A expectativa é que as vacinas possam ser entregues a partir do segundo semestre de 2024.

  • Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Tuberculose pode afetar a resposta imunológica e a resistência do HIV

    Você sabia que a tuberculose é a coinfecção mais comum em pessoas que vivem com HIV? Essa doença pode ter um impacto significativo na resposta imunológica e nas características do vírus que circula no organismo dessas pessoas.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    É o que mostra uma nova pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada na revista iScience.

    O estudo comparou amostras de pessoas recém-diagnosticadas com HIV que tinham ou não tuberculose. Os resultados mostraram que as pessoas com tuberculose tinham respostas de anticorpos contra o HIV mais amplas e potentes, além de diferenças nas sequências do HIV que indicavam maior resistência aos anticorpos.

    Isso significa que a tuberculose pode interferir na eficácia de estratégias de prevenção e tratamento baseadas em anticorpos. Vacinas que visam estimular anticorpos e anticorpos que são usados como terapia para o HIV podem falhar mais facilmente nessas pessoas.

    “É fundamental entendermos a relação entre a tuberculose e o HIV, pois essa doença é extremamente comum, especialmente em regiões do mundo com altos níveis de transmissão do HIV”, disse Manish Sagar, MD, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores também destacam que esse estudo tem implicações para as estratégias de vacinação contra o HIV, pois elas buscam gerar anticorpos que possam bloquear o vírus após a exposição. Gerar anticorpos amplos e potentes contra o HIV é um desafio enorme. Mas a tuberculose pode revelar pistas biológicas de como essa doença aumenta as respostas de anticorpos contra o HIV, o que pode ser usado para desenvolver novas abordagens para estimular esses anticorpos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Brasil e Índia unem esforços para desenvolver teste rápido e acessível para tuberculose

    Brasil e Índia unem esforços para desenvolver teste rápido e acessível para tuberculose

    A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, com cerca de 1,4 milhão de óbitos em 2019.

    Para combater essa doença, é fundamental ter um diagnóstico rápido, preciso e acessível, que permita iniciar o tratamento adequado o quanto antes. No entanto, os métodos disponíveis atualmente têm limitações como alto custo, baixa sensibilidade ou demora na entrega dos resultados.

    Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Pesquisa Médica da Índia (ICMR) firmaram uma parceria para desenvolver um novo teste diagnóstico para tuberculose, baseado na detecção de anticorpos específicos contra a bactéria no sangue dos pacientes.

    O projeto conta com a participação de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Instituto Nacional de Pesquisa em Tuberculose (NIRT) e do Instituto Nacional de Imunologia (NII), ambos da Índia. A iniciativa tem o apoio da Rede Internacional de Pesquisa em Tuberculose (TB-IRN), financiada pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID).

    O objetivo é desenvolver um teste rápido, simples e barato, que possa ser usado em locais com poucos recursos e sem necessidade de equipamentos sofisticados. O teste consiste em um dispositivo semelhante a um palito, que contém uma tira reagente com antígenos da bactéria. Ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente, a tira reagente muda de cor se houver anticorpos contra a bactéria no sangue.

    Os pesquisadores já identificaram alguns antígenos candidatos para compor o teste, que estão sendo avaliados em amostras de sangue de pacientes com tuberculose da Índia e do Brasil. A expectativa é que o teste esteja pronto para validação clínica em dois anos.

    O novo teste diagnóstico para tuberculose pode contribuir para reduzir a carga dessa doença no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde ela é mais prevalente. Além disso, pode facilitar o monitoramento da resposta ao tratamento e a detecção de casos de resistência aos antibióticos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Para combater essa doença, é fundamental ter um diagnóstico rápido, preciso e acessível, que permita iniciar o tratamento adequado o quanto antes. No entanto, os métodos disponíveis atualmente têm limitações como alto custo, baixa sensibilidade ou demora na entrega dos resultados.

    Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Pesquisa Médica da Índia (ICMR) firmaram uma parceria para desenvolver um novo teste diagnóstico para tuberculose, baseado na detecção de anticorpos específicos contra a bactéria no sangue dos pacientes.

    O projeto conta com a participação de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Instituto Nacional de Pesquisa em Tuberculose (NIRT) e do Instituto Nacional de Imunologia (NII), ambos da Índia. A iniciativa tem o apoio da Rede Internacional de Pesquisa em Tuberculose (TB-IRN), financiada pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID).

    O objetivo é desenvolver um teste rápido, simples e barato, que possa ser usado em locais com poucos recursos e sem necessidade de equipamentos sofisticados. O teste consiste em um dispositivo semelhante a um palito, que contém uma tira reagente com antígenos da bactéria. Ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente, a tira reagente muda de cor se houver anticorpos contra a bactéria no sangue.

    Os pesquisadores já identificaram alguns antígenos candidatos para compor o teste, que estão sendo avaliados em amostras de sangue de pacientes com tuberculose da Índia e do Brasil. A expectativa é que o teste esteja pronto para validação clínica em dois anos.

    O novo teste diagnóstico para tuberculose pode contribuir para reduzir a carga dessa doença no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde ela é mais prevalente. Além disso, pode facilitar o monitoramento da resposta ao tratamento e a detecção de casos de resistência aos antibióticos.

    Fontes: Link 1, Link 2.