Tag: Universo

  • Cientistas transformam a Terra em um detector gigante para finalmente encontrar a matéria escura

    Cientistas transformam a Terra em um detector gigante para finalmente encontrar a matéria escura

    Esqueça os laboratórios subterrâneos: saiba como o projeto SQUIRE usa sensores quânticos em órbita para revelar as forças invisíveis que controlam o Universo.

    Os cientistas sabem que grande parte do universo é feita de algo que não conseguimos ver: a chamada matéria escura. Ela não brilha, não emite luz e não pode ser observada diretamente — mas influencia o movimento das galáxias. Para tentar entender o que é esse “algo invisível”, pesquisadores criaram um novo projeto chamado SQUIRE.

    A ideia é simples de explicar, mas muito ousada:
    usar a própria Terra e seu movimento no espaço como parte de um enorme detector.

    Por que não basta pesquisar só na Terra?

    Até hoje, a busca pela matéria escura depende de grandes laboratórios e máquinas gigantes. Mas esses lugares têm limitações:
    – os equipamentos não conseguem atingir velocidades muito altas,
    – e não conseguem usar uma “fonte” grande o bastante de partículas para fazer medições mais sensíveis.

    Ou seja: na Terra, chegamos perto do limite do que dá pra fazer.

    A sacada do SQUIRE: colocar os sensores no espaço

    Em vez de tentar resolver esses problemas aqui embaixo, o SQUIRE leva sensores superprecisos para a órbita da Terra. No espaço, três vantagens aparecem naturalmente:

    1. Velocidade enorme
      Um sensor em órbita viaja a quase 8 km por segundo. Isso ajuda a perceber efeitos que seriam invisíveis em um laboratório.
    2. A Terra vira uma “fonte” gigante
      O planeta tem trilhões e trilhões de elétrons alinhados pelo campo magnético. Isso cria uma espécie de “farol natural” que os sensores podem usar para detectar forças desconhecidas.
    3. Menos ruído
      O movimento periódico da órbita ajuda a separar sinais reais de interferências, algo muito difícil na superfície.

    Tudo isso junto aumenta muito a chance de detectar sinais de forças ou partículas que ainda não conhecemos.

    E como os sensores conseguem funcionar no espaço?

    O espaço é cheio de desafios:
    – mudanças no campo magnético da Terra,
    – vibrações da estação espacial,
    – radiação constante.

    A equipe criou soluções para cada problema, como sensores duplos que cancelam interferências, sistemas que corrigem vibrações e proteção extra contra radiação. Ou seja: não é só teoria — o protótipo já existe e funciona.

    O que isso significa para o futuro

    O SQUIRE ainda não é um observatório completo; é um primeiro passo. Mas ele abre caminho para algo maior:
    uma rede de sensores quânticos espalhados entre a Terra e o espaço, capaz de investigar diferentes tipos de matéria escura e outras forças misteriosas da natureza.

    No futuro, sensores parecidos poderiam até ser colocados perto de outros planetas, expandindo a busca para todo o sistema solar.

    O SQUIRE representa uma nova forma de fazer ciência: em vez de construir máquinas cada vez maiores na Terra, os cientistas estão usando o próprio movimento do planeta e o ambiente espacial como parte do experimento. É um jeito criativo e poderoso de tentar enxergar o lado invisível do universo.

  • A Sinfonia do Cosmos: Como a Teoria das Cordas Pode Revelar a Harmonia do Universo

    A Sinfonia do Cosmos: Como a Teoria das Cordas Pode Revelar a Harmonia do Universo

    A teoria das cordas é uma das propostas mais intrigantes e elegantes da física teórica moderna.

    Embora possa parecer complexa à primeira vista, sua beleza reside na matemática sofisticada que a sustenta e nas possibilidades que ela abre para a compreensão do universo.

    O Que é a Teoria das Cordas?

    A teoria das cordas sugere que as partículas fundamentais do universo não são pontos sem dimensão, mas sim pequenos filamentos unidimensionais chamados “cordas”. Essas cordas vibram em diferentes padrões, e cada padrão de vibração corresponde a uma partícula diferente. Imagine as cordas de um violão: cada nota musical é produzida por uma vibração específica da corda. Da mesma forma, na teoria das cordas, cada partícula é uma “nota” produzida pela vibração de uma corda.

    A Elegância Matemática

    O que torna a teoria das cordas especialmente fascinante é a sua elegância matemática. A teoria prevê a existência de dimensões extras além das quatro que conhecemos (três espaciais e uma temporal). Em algumas versões, são necessárias até 11 dimensões para que as equações funcionem corretamente. Essas dimensões extras são “enroladas” em escalas tão pequenas que não podemos observá-las diretamente, mas elas têm implicações profundas para a física.

    A matemática da teoria das cordas é incrivelmente complexa e bela. Ela utiliza conceitos avançados de geometria e álgebra, e muitas vezes se conecta com outras áreas da matemática de maneiras inesperadas. Por exemplo, a teoria das cordas tem relações profundas com a teoria dos nós e a topologia, ramos da matemática que estudam as propriedades dos objetos que permanecem inalteradas sob deformações contínuas.

    Unificação das Forças Fundamentais

    Um dos maiores atrativos da teoria das cordas é sua capacidade de unificar todas as forças fundamentais da natureza em uma única estrutura teórica. Atualmente, temos quatro forças fundamentais: gravidade, eletromagnetismo, força nuclear forte e força nuclear fraca. A teoria das cordas oferece uma maneira de descrever todas essas forças como diferentes manifestações de uma única entidade fundamental: a corda.

    Desafios e Possibilidades

    Apesar de sua elegância, a teoria das cordas ainda enfrenta muitos desafios. Até agora, não temos evidências experimentais diretas que comprovem sua validade. No entanto, a teoria continua a ser uma área ativa de pesquisa, com físicos e matemáticos trabalhando juntos para explorar suas implicações e buscar maneiras de testá-la experimentalmente.

    A teoria das cordas nos oferece uma visão fascinante do universo, onde a matemática e a física se encontram em uma dança harmoniosa. Ela nos lembra que, mesmo nas profundezas mais misteriosas do cosmos, pode haver uma beleza oculta esperando para ser descoberta.


    Embora possa parecer complexa à primeira vista, sua beleza reside na matemática sofisticada que a sustenta e nas possibilidades que ela abre para a compreensão do universo.

    O Que é a Teoria das Cordas?

    A teoria das cordas sugere que as partículas fundamentais do universo não são pontos sem dimensão, mas sim pequenos filamentos unidimensionais chamados “cordas”. Essas cordas vibram em diferentes padrões, e cada padrão de vibração corresponde a uma partícula diferente. Imagine as cordas de um violão: cada nota musical é produzida por uma vibração específica da corda. Da mesma forma, na teoria das cordas, cada partícula é uma “nota” produzida pela vibração de uma corda.

    A Elegância Matemática

    O que torna a teoria das cordas especialmente fascinante é a sua elegância matemática. A teoria prevê a existência de dimensões extras além das quatro que conhecemos (três espaciais e uma temporal). Em algumas versões, são necessárias até 11 dimensões para que as equações funcionem corretamente. Essas dimensões extras são “enroladas” em escalas tão pequenas que não podemos observá-las diretamente, mas elas têm implicações profundas para a física.

    A matemática da teoria das cordas é incrivelmente complexa e bela. Ela utiliza conceitos avançados de geometria e álgebra, e muitas vezes se conecta com outras áreas da matemática de maneiras inesperadas. Por exemplo, a teoria das cordas tem relações profundas com a teoria dos nós e a topologia, ramos da matemática que estudam as propriedades dos objetos que permanecem inalteradas sob deformações contínuas.

    Unificação das Forças Fundamentais

    Um dos maiores atrativos da teoria das cordas é sua capacidade de unificar todas as forças fundamentais da natureza em uma única estrutura teórica. Atualmente, temos quatro forças fundamentais: gravidade, eletromagnetismo, força nuclear forte e força nuclear fraca. A teoria das cordas oferece uma maneira de descrever todas essas forças como diferentes manifestações de uma única entidade fundamental: a corda.

    Desafios e Possibilidades

    Apesar de sua elegância, a teoria das cordas ainda enfrenta muitos desafios. Até agora, não temos evidências experimentais diretas que comprovem sua validade. No entanto, a teoria continua a ser uma área ativa de pesquisa, com físicos e matemáticos trabalhando juntos para explorar suas implicações e buscar maneiras de testá-la experimentalmente.

    A teoria das cordas nos oferece uma visão fascinante do universo, onde a matemática e a física se encontram em uma dança harmoniosa. Ela nos lembra que, mesmo nas profundezas mais misteriosas do cosmos, pode haver uma beleza oculta esperando para ser descoberta.


  • Novas observações sugerem mudanças na energia escura do universo

    Novas observações sugerem mudanças na energia escura do universo

    Cientistas estão à beira de uma descoberta que pode alterar nossa compreensão do universo.

    A energia escura, conhecida por impulsionar a expansão do espaço, pode estar se modificando com o passar do tempo. Essa possibilidade surgiu após análises feitas com o DESI, um instrumento de ponta que mapeou o universo em três dimensões como nunca antes.

    Durante muito tempo, a energia escura foi considerada uma constante no cosmos, uma ideia que remonta a Einstein. No entanto, os novos dados indicam que essa força pode estar diminuindo. Se essa teoria for confirmada, poderá revolucionar a astrofísica e nos levar a um novo entendimento sobre a estrutura e o futuro do universo.

    Embora ainda seja necessário mais estudos para afirmar qualquer coisa com certeza, a comunidade científica está animada com essa perspectiva.


    A energia escura, conhecida por impulsionar a expansão do espaço, pode estar se modificando com o passar do tempo. Essa possibilidade surgiu após análises feitas com o DESI, um instrumento de ponta que mapeou o universo em três dimensões como nunca antes.

    Durante muito tempo, a energia escura foi considerada uma constante no cosmos, uma ideia que remonta a Einstein. No entanto, os novos dados indicam que essa força pode estar diminuindo. Se essa teoria for confirmada, poderá revolucionar a astrofísica e nos levar a um novo entendimento sobre a estrutura e o futuro do universo.

    Embora ainda seja necessário mais estudos para afirmar qualquer coisa com certeza, a comunidade científica está animada com essa perspectiva.


  • Mapeamento do universo com IA revela segredos da Energia Escura

    Mapeamento do universo com IA revela segredos da Energia Escura

    Uma equipe da University College London, em colaboração com a Dark Energy Survey, utilizou técnicas de inteligência artificial (IA) para mapear o universo com uma precisão sem precedentes.

    Este mapa detalhado cobre os últimos sete bilhões de anos e inclui cerca de 100 milhões de galáxias, representando um salto notável na precisão da medição da energia escura.

    A energia escura, uma força misteriosa que impulsiona a expansão acelerada do universo, constitui aproximadamente 70% do orçamento total de energia e matéria do universo. A IA provou ser uma ferramenta valiosa, dobrando a precisão das medições em comparação com os métodos tradicionais e reduzindo a necessidade de dados adicionais equivalentes ao mapeamento de outras 300 milhões de galáxias.

    Os resultados obtidos pela equipe ajudam a validar modelos de evolução cósmica que incluem a dinâmica da energia escura, enquanto descartam outros que podem não ser viáveis. Este progresso não apenas melhora nossa compreensão do universo, mas também abre caminho para futuras descobertas no campo da cosmologia.

    Fonte: Link.

    Este mapa detalhado cobre os últimos sete bilhões de anos e inclui cerca de 100 milhões de galáxias, representando um salto notável na precisão da medição da energia escura.

    A energia escura, uma força misteriosa que impulsiona a expansão acelerada do universo, constitui aproximadamente 70% do orçamento total de energia e matéria do universo. A IA provou ser uma ferramenta valiosa, dobrando a precisão das medições em comparação com os métodos tradicionais e reduzindo a necessidade de dados adicionais equivalentes ao mapeamento de outras 300 milhões de galáxias.

    Os resultados obtidos pela equipe ajudam a validar modelos de evolução cósmica que incluem a dinâmica da energia escura, enquanto descartam outros que podem não ser viáveis. Este progresso não apenas melhora nossa compreensão do universo, mas também abre caminho para futuras descobertas no campo da cosmologia.

    Fonte: Link.

  • O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    Você já se perguntou qual é o objeto mais brilhante do Universo?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

  • 5 astrônomos que mudaram nossa visão do universo

    5 astrônomos que mudaram nossa visão do universo

    A astronomia é uma das ciências mais antigas e fascinantes da humanidade. Desde os tempos pré-históricos, o ser humano observa o céu e tenta compreender os fenômenos celestes, como as fases da Lua, os eclipses, as estações do ano e o movimento dos planetas.

    Ao longo da história, muitos astrônomos contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o universo, desafiando dogmas, superando limitações tecnológicas e revelando mistérios cósmicos. Neste artigo, vamos conhecer cinco desses astrônomos e suas principais descobertas.

    1. Nicolau Copérnico (1473-1543)

    O astrônomo polonês é considerado o pai da astronomia moderna por ter proposto o modelo heliocêntrico do sistema solar, em que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol. Essa ideia contrariava o modelo geocêntrico de Ptolomeu, que colocava a Terra no centro do universo e era aceito pela Igreja Católica. Copérnico publicou sua teoria no livro “Sobre as Revoluções dos Corpos Celestes”, em 1543, pouco antes de sua morte. Sua obra foi considerada herética e proibida pela Igreja até 1835.

    1. Galileu Galilei (1564-1642)

    O físico e astrônomo italiano foi um dos principais defensores do modelo heliocêntrico de Copérnico e um pioneiro na observação astronômica com telescópios. Com seus instrumentos, ele descobriu as quatro maiores luas de Júpiter, as fases de Vênus, as manchas solares e as montanhas da Lua. Ele também formulou as leis do movimento dos corpos e da queda livre dos graves. Por suas ideias revolucionárias, ele foi perseguido pela Inquisição e condenado a prisão domiciliar pelo resto da vida.

    1. Isaac Newton (1642-1727)

    O físico e matemático inglês é considerado um dos maiores gênios da ciência por ter desenvolvido a teoria da gravitação universal, que explica como os corpos se atraem de acordo com suas massas e distâncias. Ele também criou o cálculo diferencial e integral, a óptica geométrica e as leis fundamentais da mecânica clássica. Além disso, ele construiu o primeiro telescópio refletor, que usa espelhos em vez de lentes para captar a luz.

    1. Edwin Hubble (1889-1953)

    O astrônomo norte-americano é famoso por ter demonstrado que existem outras galáxias além da Via Láctea e que o universo está em expansão. Usando o telescópio do Observatório Monte Wilson, na Califórnia, ele observou que as galáxias se afastam umas das outras com uma velocidade proporcional à sua distância. Essa descoberta levou à formulação da teoria do Big Bang, que explica a origem do universo a partir de uma grande explosão há cerca de 13,8 bilhões de anos.

    1. Vera Rubin (1928-2016)

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    Ao longo da história, muitos astrônomos contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o universo, desafiando dogmas, superando limitações tecnológicas e revelando mistérios cósmicos. Neste artigo, vamos conhecer cinco desses astrônomos e suas principais descobertas.

    1. Nicolau Copérnico (1473-1543)

    O astrônomo polonês é considerado o pai da astronomia moderna por ter proposto o modelo heliocêntrico do sistema solar, em que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol. Essa ideia contrariava o modelo geocêntrico de Ptolomeu, que colocava a Terra no centro do universo e era aceito pela Igreja Católica. Copérnico publicou sua teoria no livro “Sobre as Revoluções dos Corpos Celestes”, em 1543, pouco antes de sua morte. Sua obra foi considerada herética e proibida pela Igreja até 1835.

    1. Galileu Galilei (1564-1642)

    O físico e astrônomo italiano foi um dos principais defensores do modelo heliocêntrico de Copérnico e um pioneiro na observação astronômica com telescópios. Com seus instrumentos, ele descobriu as quatro maiores luas de Júpiter, as fases de Vênus, as manchas solares e as montanhas da Lua. Ele também formulou as leis do movimento dos corpos e da queda livre dos graves. Por suas ideias revolucionárias, ele foi perseguido pela Inquisição e condenado a prisão domiciliar pelo resto da vida.

    1. Isaac Newton (1642-1727)

    O físico e matemático inglês é considerado um dos maiores gênios da ciência por ter desenvolvido a teoria da gravitação universal, que explica como os corpos se atraem de acordo com suas massas e distâncias. Ele também criou o cálculo diferencial e integral, a óptica geométrica e as leis fundamentais da mecânica clássica. Além disso, ele construiu o primeiro telescópio refletor, que usa espelhos em vez de lentes para captar a luz.

    1. Edwin Hubble (1889-1953)

    O astrônomo norte-americano é famoso por ter demonstrado que existem outras galáxias além da Via Láctea e que o universo está em expansão. Usando o telescópio do Observatório Monte Wilson, na Califórnia, ele observou que as galáxias se afastam umas das outras com uma velocidade proporcional à sua distância. Essa descoberta levou à formulação da teoria do Big Bang, que explica a origem do universo a partir de uma grande explosão há cerca de 13,8 bilhões de anos.

    1. Vera Rubin (1928-2016)

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

  • Astrônomos descobrem o objeto mais brilhante do Universo jovem

    Astrônomos conseguiram obter imagens de um buraco negro anormalmente brilhante, o PSO J352-15, afastado da Terra à distância de 13 bilhões de anos-luz e existindo desde os primeiros dias de vida do Universo.

    “Vemos esse objeto no estado em que ele estava no tempo quando o Universo teve menos de um bilhão de anos. Esse quasar existiu no fim daquela era de sua evolução, quando as primeiras estrelas e galáxias tornaram o Universo transparente, ionizando hidrogênio no meio interestelar”, declarou Chris Carilli do Observatório Nacional de Rádio e Astronomia, EUA.

    Em particular, ele acredita que futuras observações do PSO J352-15 lhes ajudarão a entender o número de meios interestelares que existiam naquele tempo.

    Previamente os cientistas pensavam que esses buracos negros podiam ter massa equivalente a milhões de massas solares. Mas quando começaram a observar as primeiras galáxias no Universo descobriram que seus buracos negros contam com dezenas de bilhões de massas solares.

    Por esta razão, eles tentam determinar que tamanho eles tinham quando nasceram e que fontes contribuíram para seu crescimento.

    Atualmente, dezenas de astrônomos em todo o mundo estão buscando buracos negros grandes e brilhantes, que tinham habitado no início do Universo, para que sua luz seja uma espécie de ”lâmpada” e ilumine o espaço escuro ao seu redor.

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    O PSO J352-15 - buraco negro (quasar) anormalmente brilhante
    © Foto: Robin Dienel / Instituto Carnegie

    Os cientistas supõem que ondas de rádio e luz produzidos por esses buracos negros possam ”revelar” as fontes de massa que os alimentam, fazendo-os crescer mais rápido que predizem as teorias.

    A primeira ”lâmpada” semelhante foi encontrada na constelação de Aquarius a uma distância enorme da Terra — 13 bilhões de anos-luz e recebeu o nome de P352-15.

    Ao analisar sua estrutura, os cientistas concluíram que se trata de um poderoso quasar — enorme buraco negro no centro de uma galáxia longínqua que sempre expele feixes de matéria quente com uma velocidade próxima da luz.

    A enorme distância ente o P352-15 e a Terra não permite determinar sua massa e tamanho da galáxia em que se encontra. No entanto, ainda hoje é possível dizer com certeza que este representa a fonte de ondas de rádio mais brilhante no Universo jovem, cuja potência supera em dezenas de vezes todos os outros objetos, descobertos pelos astrônomos. Por Sputnik Brasil.

  • 5 lugares no Sistema Solar onde poderia se esconder vida extraterrestre

    O Universo é um lugar enorme e o ser humano sabe muito pouco sobre ele. No nosso próprio Sistema Solar há uma infinidade de perguntas ainda sem respostas e, mesmo com
    radiotelescópios monitorando milhares de sistemas estelares distantes, até hoje não se detectou vida inteligente. Mas poderia haver vida extraterrestre mais perto da Terra?

    A NASA e vários especialistas acreditam que alienígenas poderiam estar escondidos no nosso próprio Sistema Solar. Aqui vai uma lista feita pela Sputnik News com os cinco lugares “a um passo da Terra” onde poderíamos encontrar vida extraterrestre.

    Satélite de Saturno Encélado

    A lua de Saturno Encélado “tem todos os ingredientes para vida extraterrestre”, dizem os cientistas.

    Estudando plumas de gelo semelhantes a gêiseres na superfície do satélite, os cientistas chegaram à conclusão que a vida em Encélado pode se esconder no oceano subterrâneo da lua.

    Cientistas descobriram moléculas orgânicas ricas em carbono que provêm de seu oceano de água líquida por baixo da superfície.

    Assim, Encélado é o único corpo celeste, além da Terra, que satisfaz todos os requisitos básicos para a vida.

    Sob a superfície de Plutão

    Quando a sonda New Horizons da NASA passou por Plutão, ela trouxe de volta algumas surpresas para os pesquisadores.

    Os primeiros resultados mostraram que sob a superfície do planeta há montanhas de gelo e sinais de possíveis substâncias orgânicas e até de água líquida.

    Na nossa cintura de asteroides

    Um estudo matemático, por sua parte, afirma que frotas de sondas robóticas de civilizações alienígenas podem já ter chegado ao nosso Sistema Solar.

    De acordo com cientistas, talvez não sejamos capazes de detectá-las com nossas tecnologias, pois as sondas poderiam “se esconder” passando por asteroides.

    Enquanto a sonda terrestre Voyager atingiu apenas a beira do nosso Sistema Solar, civilizações alienígenas mais antigas poderiam ter enviado suas sondas há muitos anos, utilizando tecnologias desconhecidas para a humanidade, segundo um artigo na revista International Journal of Astrobiology.

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    Sob a superfície de Marte

    A razão porque os rovers da NASA não encontraram sinais de vida em Marte pode ser simples — ela estaria enterrada debaixo de sua superfície.

    Isso não quer dizer que pequenos homens verdes têm lá suas cidades, mas que sob a superfície poderia haver micróbios agarrados.

    Futuras missões pretendem buscar fontes de energia geotérmica que poderiam fornecer às possíveis formas de vida o calor necessário para sobreviver, afirma a NASA.

    Acredita-se que Marte tenha tido um oceano, e possivelmente vida, há 3,4 bilhões de anos, quando a vida começou a se formar na Terra. Então, se queremos encontrar sinais de vida antiga no Planeta Vermelho, talvez precisemos de escavar.

    Titã, satélite de Saturno

    Como sugerem cientistas, na lua de Saturno Titã, seu maior satélite natural coberto com dunas de produtos químicos gelados, pode haver mais chances de encontrar sinais de vida do que em Marte.

    Alguns estudos indicam que debaixo de sua superfície pode existir água líquida, enquanto outros apontam que o fundo do mar do satélite de Saturno pode ser semelhante a áreas do da Terra onde existem fontes hidrotermais. Com informações da Sputnik Brasil.