Tag: Venezuela

  • Governo de Roraima pede ao STF limite de entrada de venezuelanos no estado

    Depois do agravamento da situação entre venezuelanos e moradores, neste fim de semana, em Pacaraima, o governo de Roraima pediu ao STF- Supremo Tribunal Federal, a suspensão temporária da imigração de venezuelanos, pela fronteira.

    O pedido foi feito em uma nova ação cautelar com pedido de tutela de urgência e já foi protocolado no STF. É o que relata o procurador-geral do estado de Roraima, Ernani Batista.

    A ação se baseia no pacto federativo, ao alegar que os demais estados do país devem se comprometer em receber imigrantes, em processo de federalização.

    Outro argumento do governo de Roraima é que o fechamento da fronteira também evitaria mais conflitos, “com derramamento de sangue entre brasileiros e venezuelanos”.

    O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, declarou, nesta segunda-feira (20), que não há possibilidade de fechamento da fronteira de Pacaraima.

    Após o anúncio das medidas definidas pelo governo federal, nesse domingo (19), o governo do estado de Roraima argumentou que vinha pedindo as ações desde 2016.

    Em reunião que durou cerca de cinco horas, entre o presidente Michel Temer e ministros, o governo federal decidiu tomar algumas medidas e disse ter condições de empregar as Forças Armadas em Roraima.

    Mas que, para isso, é preciso que a governadora do estado, Sueli Campos, solicite formalmente.

    Em nota oficial, a governadora argumentou que o pedido de GLO, garantia da lei e da ordem, em Roraima, foi recebida pela Presidência da República, em agosto do ano passado. No entanto, o ministro Etchegoyen explicou que a solicitação da governadora trata de outro assunto.

    Do total de 120 homens da Força Nacional que o Governo Federal está enviando, 60 chegaram ao estado na tarde desta segunda. O ministério ainda não divulgou quando os outros 60 serão enviados e informou que, em Roraima, já havia 31 homens da corporação, prestando apoio à Polícia Federal.

    O Exército Brasileiro confirma que 1.200 imigrantes deixaram a cidade e retornaram ao país de origem, no último fim de semana, após episódios de agressões e revolta de moradores de Pacaraima, contra venezuelanos.

    O governo de Roraima ainda explica que a principal demanda do estado é que a União faça o controle policial, de imigração e sanitário, da fronteira. Além disso, que compense os gastos que o estado teve com os imigrantes.

    Também nesta segunda, o ministro Etchegoyen informou que os atos de violência do fim de semana serão investigados e que os líderes dos movimentos serão responsabilizados.

    Uma comissão interministerial vai avaliar a situação dos imigrantes venezuelanos em Roraima.

    O grupo é formado por secretários-executivos dos ministérios da Defesa, da Justiça, da Segurança Pública, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Social. Por Radioagência Nacional.

  • Ex-promotora-geral da Venezuela conta sua versão da morte de Hugo Chávez

    A ex-promotora-geral do Ministério Público venezuelano, Luisa Ortega Díaz, que se encontra no exílio, afirmou que, na verdade, o ex-presidente do país Hugo Chávez faleceu em dezembro de 2012, e não em março de 2013.

    De acordo com ela, foi Diosdado Cabello, que ocupava então o cargo do Presidente da Assembleia Nacional venezuelana, que lhe comunicou as informações.

    “No dia 28 de dezembro [de 2012], estava fora do país, e Diosdado ligou para mim: venha para cá, Chávez morreu”, afirmou Ortega em entrevista ao portal Punto del Corte, que agora está bloqueado por motivos desconhecidos.

    Contudo, o texto da entrevista foi repassado por vários veículos de mídia, inclusive pela edição El Nacional.

    A ex-promotora assinalou que naquele momento ela foi comprar as passagens para voltar à Venezuela, porém, Cabello telefonou de novo e desmentiu as próprias palavras, afirmando que Chávez estava vivo. Ortega frisou que ninguém lhe mostrou a certidão de óbito de Chávez.

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    Segundo os dados oficiais, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu em março de 2013 de câncer, diagnosticado em 2011, aos 58 anos, no hospital militar de Caracas. Os restos mortais de Chávez repousam em um sarcófago de mármore no Museu da Revolução em Caracas. Por Sputnik Brasil.

  • 15 países latino-americanos exigem que Venezuela realize ‘eleições livres’

    Um total de 15 chefes de Estado e de governo da América Latina, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, conclamaram o governo venezuelano a realizar as eleições com “as garantias necessárias” e asseguraram que se eleições não cumprirem essas condições “carecerão de legitimidade e credibilidade”.

    Os chefes de estado e governo da Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia, e o vice-presidente dos EUA, são os signatários da declaração de sete pontos acordada no âmbito da VIII Cúpula das Américas, realizada em Lima.

    O texto faz um “apelo urgente” ao governo presidido por Nicolás Maduro “para realizar eleições presidenciais com as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático, sem presos políticos”.

    Da mesma forma, o documento afirma que as eleições que não cumprirem esses requisitos “carecerão de legitimidade e credibilidade”.

    Além disso, os países signatários asseguraram que continuarão promovendo, especialmente na Organização dos Estados Americanos (OEA), ações propensas à “restauração das instituições democráticas, respeito aos direitos humanos e à plena vigência do Estado de Direito”.

    Eles também pedem que o Sistema das Nações Unidas e outras organizações multilaterais implementem “imediatamente” um programa de assistência humanitária para “aliviar” o “sofrimento e a escassez” de cidadãos venezuelanos, enquanto pedem ao governo venezuelano que permita o rendimento ea distribuição dessa ajuda. Com informações da Sputinik Brasil

  • Lula e os Kirchner são tão culpados quanto Maduro pela crise na Venezuela, diz peruano

    Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) na Argentina são em grande parte responsáveis pela crise política, social e econômica vivida atualmente pela Venezuela.

    É está a opinião do ex-ministro de Relações Exteriores do Peru, Luis Gonzales Posada, e foi exposta por ele em uma entrevista à Sputnik.

    “Uma das graves responsabilidades históricas de Lula foi ter protegido era um regime assassino e corrupto”, como o falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), relembrou o diplomata peruano, acrescentando que “sem Lula, sem a senhora Kirchner na Argentina, o chavismo não teria avançado como aconteceu”.

    Gonzales Posada, o ministro das Relações Exteriores do Peru em 1988 e 1989 durante o primeiro governo de Alan Garcia (1985-1990), disse que tanto Lula quanto as administrações kirchneristas “blindavam”, “protegiam” e “evitavam” que Chávez fosse censurado por organizações internacionais, “de modo que são solidariamente responsáveis pelo infortúnio que está ocorrendo no país caribenho”.

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    “Sem eles, o chavismo e seu sistema ditatorial, que tentou se expandir por toda a América Latina, simplesmente não teria avançado”, comentou.

    Representante do Peru junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), Gonzales Posada também argumentou que o presidente equatoriano, Rafael Correa (2007-2017) era um “reparador” durante o seu mandato do governo da Venezuela, como “menores presidentes” como o chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, o da Nicarágua, Daniel Ortega, e que “justificar a tortura e os assassinatos” que cometeram as administrações de Chávez e atual presidente Nicolás Maduro, de acordo com o diplomata.

    O ex-ministro de Relações Exteriores do Peru considera que o que está acontecendo na Venezuela é “uma catástrofe humanitária, um genocídio social, um massacre de um povo que vemos todos os dias fugir, como os sírios, ou judeus durante a Segunda Guerra Mundial, com a sua malas, tentando ver quem lhes dá comida ou trabalho”.

    Ascensão e queda da esquerda

    Nos primeiros anos deste século, a América Latina viveu o que foi chamado de “década do progresso”, quando em vários países da região partidos políticos de esquerda ou de centro-esquerda chegaram ao governo, em um momento caracterizado por um aumento no preço de matérias-primas, incluindo petróleo, o principal produto de exportação da economia venezuelana.

    Assim, governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Uruguai e Venezuela, entre outros, marcaram a agenda política da região, buscando livrar-se da influência de Washington e tentando promover novas alianças políticas e comerciais com outras potências globais e dando origem a organizações regionais, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

    Atualmente, a Venezuela vive uma crise econômica, social e política aguda, com hiperinflação e escassez de alimentos e remédios. A economia venezuelana sofreu o impacto da queda nos preços internacionais do petróleo, a única fonte de divisas para o país.

    Mas, além disso, o país está passando por uma grave crise política, com os poderes do Estado confrontados, o Parlamento despojado de poderes legislativos e a oposição pedindo abstenção pelo que considera falta de garantias de transparência e liberdade para as eleições de 20 de maio. Por Sputnik Brasil