Tag: visão

  • Colírio de atropina em baixa dose não reduz a miopia em crianças, diz estudo

    Colírio de atropina em baixa dose não reduz a miopia em crianças, diz estudo

    Um estudo clínico randomizado publicado na revista Ophthalmology não encontrou evidências de que colírios de atropina em baixa dose sejam eficazes para retardar a progressão da miopia em crianças.

    A miopia é um problema de visão que afeta cerca de 30% da população mundial e pode aumentar o risco de doenças oculares graves.

    O estudo envolveu 256 crianças com idades entre 6 e 12 anos que tinham miopia moderada a alta. Elas foram divididas em dois grupos: um recebeu colírios de atropina a 0,01% e o outro recebeu placebo. Os colírios foram aplicados uma vez por dia em cada olho durante dois anos. Os pesquisadores mediram a mudança na refração ocular, que é a medida da miopia, e no comprimento axial, que é a distância entre a córnea e a retina.

    Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança da refração ocular ou do comprimento axial após dois anos de tratamento. A refração ocular média diminuiu 1,25 dioptrias no grupo da atropina e 1,38 dioptrias no grupo do placebo. O comprimento axial médio aumentou 0,69 mm no grupo da atropina e 0,73 mm no grupo do placebo.

    Os autores do estudo concluíram que a atropina em baixa dose pode não ser uma opção terapêutica eficaz para retardar a miopia em crianças ou que o efeito pode depender de fatores como a etnia, o grau inicial da miopia e a idade das crianças. Eles sugerem que mais pesquisas sejam feitas para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes doses e concentrações de atropina em diferentes populações.

    Fonte: Link.

    A miopia é um problema de visão que afeta cerca de 30% da população mundial e pode aumentar o risco de doenças oculares graves.

    O estudo envolveu 256 crianças com idades entre 6 e 12 anos que tinham miopia moderada a alta. Elas foram divididas em dois grupos: um recebeu colírios de atropina a 0,01% e o outro recebeu placebo. Os colírios foram aplicados uma vez por dia em cada olho durante dois anos. Os pesquisadores mediram a mudança na refração ocular, que é a medida da miopia, e no comprimento axial, que é a distância entre a córnea e a retina.

    Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança da refração ocular ou do comprimento axial após dois anos de tratamento. A refração ocular média diminuiu 1,25 dioptrias no grupo da atropina e 1,38 dioptrias no grupo do placebo. O comprimento axial médio aumentou 0,69 mm no grupo da atropina e 0,73 mm no grupo do placebo.

    Os autores do estudo concluíram que a atropina em baixa dose pode não ser uma opção terapêutica eficaz para retardar a miopia em crianças ou que o efeito pode depender de fatores como a etnia, o grau inicial da miopia e a idade das crianças. Eles sugerem que mais pesquisas sejam feitas para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes doses e concentrações de atropina em diferentes populações.

    Fonte: Link.

  • Como um gene bacteriano antigo possibilitou a visão dos seres humanos

    Como um gene bacteriano antigo possibilitou a visão dos seres humanos

    Segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mais de 500 milhões de anos atrás, os primeiros vertebrados adquiriram um gene bacteriano que permitiu a evolução da sua resposta à luz.

    O gene em questão se chama IRBP (sigla em inglês para proteína de ligação de retinoides inter-fotorreceptores) e é essencial para o funcionamento da retina, a camada de células sensíveis à luz que reveste o fundo do olho. O IRBP atua como um transportador de moléculas derivadas da vitamina A entre os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina, uma fina camada de células que recupera e regenera essas moléculas após a exposição à luz.

    Os pesquisadores descobriram que o IRBP dos vertebrados é muito semelhante a uma classe de genes bacterianos chamados peptidases, cujas proteínas reciclam outras proteínas. Eles propõem que, há mais de 500 milhões de anos, micróbios transferiram um gene de peptidase para um ancestral comum de todos os vertebrados vivos. Uma vez incorporado, o gene perdeu sua função original de reciclagem e se duplicou duas vezes, explicando por que o IRBP tem quatro cópias do DNA peptidase. Além disso, outras mutações transformaram a proteína em uma molécula capaz de escapar das células e servir como um transportador.

    Esse caso ilustra a importância da transferência horizontal de genes, um fenômeno em que organismos adquirem genes de outras espécies. Esses genes podem fornecer novas funções ou melhorar as existentes, favorecendo a adaptação e a diversificação dos seres vivos. No caso do IRBP, os autores sugerem que ele pode ter contribuído para a eficiência e a versatilidade da visão dos vertebrados, permitindo-lhes explorar diferentes ambientes e condições de iluminação.

    Fonte: Link.

    O gene em questão se chama IRBP (sigla em inglês para proteína de ligação de retinoides inter-fotorreceptores) e é essencial para o funcionamento da retina, a camada de células sensíveis à luz que reveste o fundo do olho. O IRBP atua como um transportador de moléculas derivadas da vitamina A entre os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina, uma fina camada de células que recupera e regenera essas moléculas após a exposição à luz.

    Os pesquisadores descobriram que o IRBP dos vertebrados é muito semelhante a uma classe de genes bacterianos chamados peptidases, cujas proteínas reciclam outras proteínas. Eles propõem que, há mais de 500 milhões de anos, micróbios transferiram um gene de peptidase para um ancestral comum de todos os vertebrados vivos. Uma vez incorporado, o gene perdeu sua função original de reciclagem e se duplicou duas vezes, explicando por que o IRBP tem quatro cópias do DNA peptidase. Além disso, outras mutações transformaram a proteína em uma molécula capaz de escapar das células e servir como um transportador.

    Esse caso ilustra a importância da transferência horizontal de genes, um fenômeno em que organismos adquirem genes de outras espécies. Esses genes podem fornecer novas funções ou melhorar as existentes, favorecendo a adaptação e a diversificação dos seres vivos. No caso do IRBP, os autores sugerem que ele pode ter contribuído para a eficiência e a versatilidade da visão dos vertebrados, permitindo-lhes explorar diferentes ambientes e condições de iluminação.

    Fonte: Link.