Os opioides são medicamentos derivados do ópio que atuam no sistema nervoso central e aliviam a dor.
Eles são usados para tratar pacientes com doenças crônicas, câncer ou pós-operatório, mas também podem causar dependência e overdose.
Nos Estados Unidos, o consumo de opioides se tornou uma epidemia que já matou mais de 500 mil pessoas nas últimas duas décadas. Tudo começou com a comercialização do OxyContin, um analgésico opioide de uso geral que foi divulgado como seguro e eficaz pela família Sackler, dona da empresa Purdue Pharma.
Com estratégias agressivas de marketing, os Sacklers convenceram os médicos a prescrever o OxyContin para qualquer tipo de dor, desde uma dor de cabeça até uma fratura. Muitos pacientes se viciaram no medicamento e passaram a buscar outras formas de opioides, como a heroína e o fentanil, uma droga sintética cem vezes mais potente que a morfina.
A crise dos opioides nos EUA é considerada uma emergência de saúde pública e o governo tenta combater o problema com medidas como aumentar o acesso ao tratamento, restringir a prescrição e punir os responsáveis. A Purdue Pharma faliu e teve que pagar bilhões de dólares em indenizações.
Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Segundo especialistas, há um risco de que a epidemia se espalhe para outros países, especialmente os que têm um sistema de saúde precário e um mercado ilegal de drogas. O Brasil já registra um aumento no consumo de opioides nos últimos anos, principalmente entre pacientes com câncer e dor crônica.
Além disso, há relatos de que o fentanil está sendo usado por traficantes para misturar com outras drogas, como a cocaína e o crack, aumentando o potencial de vício e overdose. O fentanil é barato e fácil de contrabandear em pequenas quantidades.
Para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho dos EUA, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e tratamento da dependência química. Também é necessário fiscalizar a prescrição e a dispensação dos opioides, seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os opioides podem ser úteis para aliviar o sofrimento de quem precisa, mas também podem causar danos irreversíveis se usados de forma inadequada. Por isso, é importante estar atento aos riscos e buscar ajuda profissional em caso de dúvida ou dificuldade.
Fontes:
- A trágica escalada dos opioides nos Estados Unidos | VEJA
- Como baixa tolerância à dor causou epidemia nos EUA – BBC News Brasil
- Tragédia americana: opioides matam mais do que os massacres – VEJA
- Justiça dos EUA encerra litígio contra Purdue Pharma pela crise dos opioides – EL PAÍS
- Explosão do consumo de opioides nos EUA: entenda como funciona o fentanil no cérebro – G1
Eles são usados para tratar pacientes com doenças crônicas, câncer ou pós-operatório, mas também podem causar dependência e overdose.
Nos Estados Unidos, o consumo de opioides se tornou uma epidemia que já matou mais de 500 mil pessoas nas últimas duas décadas. Tudo começou com a comercialização do OxyContin, um analgésico opioide de uso geral que foi divulgado como seguro e eficaz pela família Sackler, dona da empresa Purdue Pharma.
Com estratégias agressivas de marketing, os Sacklers convenceram os médicos a prescrever o OxyContin para qualquer tipo de dor, desde uma dor de cabeça até uma fratura. Muitos pacientes se viciaram no medicamento e passaram a buscar outras formas de opioides, como a heroína e o fentanil, uma droga sintética cem vezes mais potente que a morfina.
A crise dos opioides nos EUA é considerada uma emergência de saúde pública e o governo tenta combater o problema com medidas como aumentar o acesso ao tratamento, restringir a prescrição e punir os responsáveis. A Purdue Pharma faliu e teve que pagar bilhões de dólares em indenizações.
Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Segundo especialistas, há um risco de que a epidemia se espalhe para outros países, especialmente os que têm um sistema de saúde precário e um mercado ilegal de drogas. O Brasil já registra um aumento no consumo de opioides nos últimos anos, principalmente entre pacientes com câncer e dor crônica.
Além disso, há relatos de que o fentanil está sendo usado por traficantes para misturar com outras drogas, como a cocaína e o crack, aumentando o potencial de vício e overdose. O fentanil é barato e fácil de contrabandear em pequenas quantidades.
Para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho dos EUA, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e tratamento da dependência química. Também é necessário fiscalizar a prescrição e a dispensação dos opioides, seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os opioides podem ser úteis para aliviar o sofrimento de quem precisa, mas também podem causar danos irreversíveis se usados de forma inadequada. Por isso, é importante estar atento aos riscos e buscar ajuda profissional em caso de dúvida ou dificuldade.
Fontes:
- A trágica escalada dos opioides nos Estados Unidos | VEJA
- Como baixa tolerância à dor causou epidemia nos EUA – BBC News Brasil
- Tragédia americana: opioides matam mais do que os massacres – VEJA
- Justiça dos EUA encerra litígio contra Purdue Pharma pela crise dos opioides – EL PAÍS
- Explosão do consumo de opioides nos EUA: entenda como funciona o fentanil no cérebro – G1









