Autor: Gisele Henriques

  • BGS 2018: Saiba como ver Shota Nakama e as melhores atrações

    A Brasil Game Show (BGS) é o maior evento de games da América Latina; este ano o evento acontecerá durante os dias 10 a 14 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Os preparativos para o evento estão em fase adiantada, com espaço em expansão: a feira ocupará mais de 90 mil m², devendo receber 330 mil pessoas.

    Entre as atrações, uma das mais esperadas pelo público é o Meet and Greet: um espaço onde o público pode ter um contato maior com seus ídolos, tirar fotos, pedir autógrafos ou mesmo fazer uma demonstração de carinho, em um momento único que é estar de frente com profissionais que proporcionam tanta alegria através do trabalho e vivências nos games. Neste ano o espaço terá o dobro de tamanho do Meet and Greet do ano passado e tem o patrocínio da Intel, gigante dos computadores.

    Para ver os artistas no Meet and Greet, basta comparecer à Brasil Game Show, observar os horários em que seus convidados preferidos estarão presentes no espaço, entrar na fila com celular ou câmera preparados para tirar fotos, caneta e papel para pedir seu autógrafo. Alguns artistas estarão durante vários dias no evento, o que torna mais fácil escolher o melhor horário para o encontro, afinal, também é preciso aproveitar as outras atrações do evento.

    Para saber qual o horário em que seu artista preferido estará no Meet and Greet, basta acessar a lista no site www.brasilgameshow.com.br/meet-greet/ . Como neste ano serão dois palcos, é bom prestar atenção nas duas programações.

    Um dos artistas com presença confirmada que teve uma grande repercussão ao ser anunciado, é o músico japonês Shota Nakama. O assunto ficou no trend topics do Twitter e foi matéria de capa do jornal Meia Hora, gerando inúmeros memes e piadas, em parte devido ao duplo sentido em seu nome, fato que o próprio Shota brincou em um video onde confirma a presença na Brasil Game Show. Com 36 anos, o artista criou a Video Game Orchestra em 2008, é o produtor da Capcom Live (evento com o mesmo conceito da VGO), já gravou e mixou trilhas sonoras para jogos das franquias Final Fantasy, Kingdom Hearts, Sonic Mania, entre outros.

    Além de Shota Nakama, diversas celebridades estão confirmadas: Fumito Ueda, criador de Shadow of the Colossus e The Last Guardian; Nolan Bushnell, criador do Atari; Michiteru Okabe, produtor sênior de Devil May Cry 5; Yoshiaki Hirabayashi, produtor de Resident Evil; Katsuhiro Harada, diretor das séries de luta Tekken e de Soul Calibur; Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter; Daniel Pesina, intérprete de diversos personagens icônicos de Mortal Kombat, como Johnny Cage; Rod Fergusson, produtor de Gear of War, Howard Scott, desenvolvedor do game “E.T. the Extra-Terrestrial”, entre outros; a lista poderá aumentar, pois com a proximidade do evento poderão ocorrer mais alguns anúncios especiais.

    Também estarão presentes no espaço diversos influenciadores digitais, YouTubers, e jogadores profissionais, como Gabriel Fallen, um dos maiores e-atletas de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO), e o MIBR, time de e-Sports, então, se você é fã deste tipo de celebridade, é bom ficar atento aos anúncios.

  • Ponami | RPG Inca com protagonista feminina é sucesso para mobiles

    O gênero RPG (Role-Playing Game) permite uma gama infinita de narrativas, onde é possível vivenciar histórias baseadas em diferentes culturas. Um exemplo de jogo com tema diferenciado é Ponami, que conta as aventuras de uma jovem guerreira das Cordilheiras. O título está disponível gratuitamente para Android, e foi criado pela Jogos Aurora, uma empresa de desenvolvimento de games do Mato Grosso do Sul.

    A história da jovem arqueira Ponami é um RPG clássico, baseado nos jogos de plataforma dos anos 90. A aventura baseada nos mitos da cultura Inca, se passa no povoado da Cordilheira de Sajor, uma civilização próspera que foi atacada por criaturas místicas chamadas Talástreas. O roteiro original vem sendo desenvolvido desde 2016, e tem na equipe Marina Torrecilha, responsável pelas artes do jogo. O W.Rádio Brasil conversou com Marina, confira abaixo:

    Sobre o trabalho de pesquisa para a construção do roteiro de Ponami, Marina afirma: “somos extremamente apaixonados pela cultura latina e da história dos povos antes, durante e depois das invasões européias na América. Dentre elas, a cultura Inca está intensamente adaptada, em conjunto também com a filosofia hindu. A deusa Pacha Mama e a deusa Kali foram as fundadoras da personalidade da nossa guerreira”, explica.

    As culturas diferentes e exóticas são um atrativo a mais nos jogos, porém são um assunto pouco trabalhado. O jogo teve grande repercussão em mercados específicos, segundo Marina: “Ponami teve um retorno intenso na Índia. Até porque seu nome é de origem indiana, que nos rendeu mais de 300 mil downloads de lá”. Um exemplo de que o diferente pode atrair potenciais públicos estrangeiros para as produções nacionais.

    O projeto passou por dificuldades, segundo Marina, foram “muitas, ainda temos muitas limitações em implantar alguns recursos que precisamos para continuar no universo dela, que serão seis mundos, e lançamos o primeiro ainda”. Os cinco mundos restantes serão DLCs também gratuitas, que expandirão o universo de Ponami para outras civilizações: Deserto de Indorur, Pântano Sombrio de Zulo Zulo, Geleiras de Nagnir, Ilhas Flutuantes e Vulcão Mosco.

    O jogo possui uma protagonista feminina; Marina fala sobre os estereótipos das mulheres no mundo dos games: “em sua maioria, as mulheres protagonistas ou coadjuvantes ainda sofrem o estigma superficial de ter que seguir esse padrão de dominante sexy, ou fofa e frágil, que precisa ser resgatada ou protegida. Ainda bem que estamos começando a construir um universo inteligente e mais adaptado a realidade, onde as personagens agora são mulheres que transcendem essa visão limitada que empresas e equipes de jogos produziam com os anos”.

    Marina Torrecilha tem 28 anos, é modeladora 3D, ilustradora digital e artista de games. Formada em Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também fez curso de Animação 3D no ArtAcademia, em São Paulo. Tem experiência em criação de personagens em stop motion com espuma de látex, criação de cenários, roteiros e personagens para games.

    A Jogos Aurora existe desde 2015, e possui dois outros títulos lançados para dispositivos Android: Laser Defense e Dragon Rings, que também podem ser baixados na Play Store.

  • Arte para games: Criação exige técnicas especiais; confira na entrevista

    Dentre as diversas profissões ligadas a produção de jogos eletrônicos, a direção de arte tem uma importância especial; afinal, o sucesso de um jogo se deve em muito ao visual de seus personagens e cenários. Devido ao avanço da computação, cada vez mais a arte nos jogos se torna mais apurada, com detalhes beirando o realismo ou gráficos estilizados com belas paletas de cores.

    Alice Grosseman Mattosinho, ou Alice Monstrinho, 28 anos, é uma artista de Florianópolis – SC, que possui em seu currículo trabalhos variados, tanto na área de quadrinhos como de games. Atuando na Direção de Arte em jogos, ela comenta as diferenças entre as ilustrações criadas para outras mídias e as específicas para games: “As ilustrações para um game precisam considerar a aplicação direta nos personagens e cenários dentro do jogo e de que maneira isso pode afetar a jogabilidade e recursos limitados dentro do jogo. Uma ilustração para quadrinhos, por exemplo, precisa apenas transmitir a ideia da cena da melhor maneira possível. Já a arte para games precisa considerar que um personagem complexo pode conter muitos polígonos na modelagem ou muitos detalhes para a animação”.

    O mercado de arte para jogos além de específico, é também desafiante, conforme explica Alice: “Crio admiração ainda maior a cada novo jogo que tenho a chance de testar. Não apenas pela beleza, mas pela forma que se resolvem problemas e solucionam tudo de maneira visual. O mercado em sí possui muitos profissionais de altíssimo nível e uma concorrência muito grande, em especial na área de arte conceitual e criação de personagens, mas a possibilidade de criar jogos de menor escopo dá chance de novos artistas colaborarem com sua visão de mundo em novas produções. É bastante disputado, portanto uma boa solução é criar jogos menores e independentes”, disse ela.

    O conceito de politicamente correto tem sido objeto de discussão na sociedade, no que também tem sido causa de mudanças no visual dos heróis dos games; Alice comenta: “Felizmente temos discutido mais sobre a maneira prejudicial que muitos jogos (especialmente antigos) representavam (ou nunca mostravam) mulheres, afro-descendentes e pessoas de cor, além de LGBT. Isso trouxe uma mudança recente na escolha de protagonistas e personagens em geral e além de diversificar, abrangendo um público maior, não fazem um desserviço na imagem de tantas pessoas. A escolha de visual de muitos personagens não possui qualquer contexto ou lógica além da necessidade do apelo visual e objetificação, portanto essa abertura de ideias também possibilitou uma melhora real em muitos personagens. Vemos empresas de jogos incríveis e aclamados tomando medidas de mudança e, apesar de andarmos a passos lentos, já é possível ver heróis mais diversos e críveis, que nos marcam, que amamos e nos identificamos graças a essas mudanças”.

    Para quem quer trabalhar na área, os desafios são vários; Alice deixa algumas dicas: “O clichê de “não desista de seus sonhos” é verdadeiro, mas não é o suficiente. Precisamos criar oportunidades e praticar muito nossa profissão para que seja possível uma abertura de mercado. Como há muita concorrência, sugiro sempre criar jogos pequenos de meio independente para construir um portfólio e também aprender como funciona a pipeline da criação de jogos. Depois de criar um portfólio bacana e focado em sua área de atuação, participe de eventos, fale com pessoas, esteja presente e demonstre seu interesse em trabalhar na área. Eventualmente as oportunidades irão surgir”, afirma.

  • Participação feminina no mercado de games aumenta a cada ano; saiba mais

    O mercado de desenvolvimento de jogos eletrônicos é um espaço para diferentes profissionais, dentre os quais, muitas mulheres vêm se destacando por trazer uma visão diferenciada, no que a proporção de desenvolvedoras atuantes no Brasil está aumentando: se em 2014 eram 15%, atualmente são 20%, ou seja, há 565 mulheres desenvolvendo jogos no Brasil, segundo o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais.

    A média global não é diferente da situação brasileira, de acordo com os dados coletados no início de 2017 em pesquisa da International Game Developer Association (IDGA), 74% dos desenvolvedores de jogos são homens, e 21% são mulheres (o restante do percentual indica outras orientações de gênero).

    Camila Nachbar e um game em que atuou. Imagem: Reprodução

    Em uma visão estereotipada, profissões ligadas à computação seriam um mercado com predominância masculina, no que o ponto de vista feminino mostra importantes lições para quem quer crescer na área: Camila Nachbar tem 23 anos, moradora de São Paulo, é formada em Análise e desenvolvimento de Sistemas. Com dois jogos publicados e participações em diversos eventos e conferências, atualmente ela está cursando Jogos Digitais na Fatec Carapicuiba, área que considera “sua paixão”. Ela afirma ter se inspirado em empresas nacionais que ganharam fama mundial: “acho que o principal fator que fez o sonho se tornar uma real possibilidade, foi ver studios brasileiros conseguindo lançar jogos de sucesso”.

    Camila joga videogame desde os sete anos de idade; fascinada pela diversão eletrônica, teve diversos consoles, o que ajudou na escolha da profissão: “com o tempo saiu da perspectiva hobby e se tornou sonho de carreira”, avalia.

    Sobre as dificuldades iniciais em trabalhar com jogos eletrônicos, Camila Nachbar vê entraves relacionados ao mercado de tecnologia da informação, que considera restrito: “Infelizmente na área de T.I no Brasil já não é fácil para mulheres, em jogos se torna um milagre”. Ela comenta sobre o direcionamento profissional através dos estudos e da segmentação: “Como não tive condições financeiras para iniciar uma pós graduação em jogos ou ainda o próprio estúdio como muitos fazem, decidi optar por me especializar na área de desenvolvimento Web e há cinco anos trabalho com isso; hoje trabalho na primeira empresa focada em Serviços Cognitivos, atuo como desenvolvedora Java e desenvolvo meu projetos de jogos em casa e finais de semana”.

    Há também o lado gratificante em trabalhar com games; para Camila, a alegria maior é o projeto pronto, após longas etapas de produção: “com certeza ver os jogos finalizados, criar o jogo é sempre um processo muito criativo e árduo. Envolve muito tempo, dinheiro, e saber como lidar com a própria expectativa, porque precisamos saber como equilibrar o triângulo (dinheiro, tempo e qualidade)”, comenta.

    Quanto ao valor agregado que as mulheres desenvolvedoras podem trazer à uma equipe, Camila analisa o desempenho feminino através de suas vivências: “Na verdade eu acredito que as mulheres sejam muito mais organizadas e conseguem manter a qualidade nas entregas, como também escutam críticas de uma maneira muito mais madura”. Ela revela que em alguns momentos os homens acabam sendo mais problemáticos: “Eu tive mais problemas com homens do que com mulheres nesses cinco anos de experiência no mercado”; o profissionalismo aliado ao crescimento da área poderá traçar um futuro com muito mais garotas atuantes na produção de jogos.

  • The Path of Calydra | Game brasileiro tem grandes profissionais na equipe

    The Path of Calydra, novo jogo brasileiro que está sendo desenvolvido pelo estúdio FinalBoss, entra em uma nova fase de produção, com a adição na equipe de dois grandes profissionais: Christopher Kastensmidt e Tiago Rech já estão reforçando o time de roteiro e desenvolvimento narrativo do título, que conquistou o Game Dev Grants e recebeu um investimento especial da Epic Games, empresa desenvolvedora de Fortnite Battle Royale.

    O estúdio FinalBoss, responsável pelo projeto, é uma das mais tradicionais e pioneiras desenvolvedoras de games do país, responsável por títulos como Chromabot e Life Defenders, entre outros. Sediada no Rio de Janeiro, está há 16 anos no mercado, possuindo em seu portfolio mais de 160 produtos lançados para diferentes segmentos, como aplicativos e advergames.

    Sobre a chegada de Christopher na equipe, Marcio Vivas, fundador da FinalBoss e diretor do game, afirmou que “Christopher com certeza vai contribuir bastante neste nosso projeto”. Ele completa, dizendo: “Sua visão como criador de dezenas de games, aliada ao seu premiado conjunto de livros e quadrinhos, com certeza somará bastante ao universo de The Path of Calydra.”

    Christopher Kastensmidt, americano radicado no Brasil, foi diretor criativo da Ubisoft no Brasil (empresa responsável por grandes jogos como a série Assassin´s Creed); ele participou da criação de trinta games, que somam milhões de exemplares vendidos. Como escritor, sua série literária que conta uma aventura repleta de referências à História e folclore brasileiro, ‘A Bandeira do Elefante e da Arara’, já foi publicada em inglês, chinês e espanhol, gerando adaptações para quadrinhos e um RPG de mesa.

    Como roteirista, ele é o responsável pela adaptação em desenho animado do game Starlit Adventures, atualmente em desenvolvimento. Christopher já foi indicado ao Prêmio Nebula, a maior honraria da literatura internacional.

    “Quando vi The Path of Calydra pela primeira vez, me encantei,” disse Kastensmidt. “É um jogo cativante, que certamente vai conquistar jogadores ao redor do mundo. Espero que a minha contribuição seja à altura. E será uma honra poder trabalhar com Tiago Rech, que sempre me impressionou com seu trabalho”, avaliou.

    Tiago Rech é roteirista, com passagem por diversos estúdios brasileiros como Otus Game Studio, onde participou da produção de Niveus, um dos 15 finalistas da Indie Speed Run 2013, e Behold Studios, onde atuou como roteirista e tradutor do conhecido título Galaxy of Pen & Paper, vencedor do prêmio de Melhor Jogo no SBGames 2017. Em 2015, publicou uma história na antologia O Rei Amarelo em Quadrinhos, publicada pela Editora Draco.

    O novo projeto, The Path of Calydra, é um game que mostra as aventuras de Matheus, garoto que vive no subúrbio de uma grande cidade, e é transportado para um estranho mundo pela entidade denominada Calydra. Ele logo perceberá que a única forma de sobreviver será ajudando a criatura, que quer recuperar seus poderes e formas perdidas. Cada uma das formas assumidas por Calydra poderá ser utilizada por Matheus para transpor os obstáculos que levarão nosso herói de volta para seu mundo. Com belos gráficos, revelados pelas imagens de divulgação, o jogo ainda não possui data de lançamento revelada.

  • Pixel Ripped 1989 | jogo brasileiro de realidade virtual inicia pré-venda

    Foi anunciado o início da pré-venda e a data de lançamento do aguardado jogo brasileiro de realidade virtual Pixel Ripped 1989, do estúdio de narrativas imersivas ARVORE. A aventura chega para as plataformas PlaystationVR, Oculus Rift e SteamVR no próximo dia 31 de julho, e aos que comprarem antecipadamente, terão 20% de desconto promocional.

    Pixel Ripped 1989 é um título de ação em estilo retrô, ou como os desenvolvedores definem, “uma louca homenagem ao passado dos games”: na trama, o jogador fará uma jornada para dentro da tela de um game 8 bits, seguindo a protagonista Dot, uma heroína que tem seu mundo ameaçado pelo vilão Cyblin Lord, que atravessa a barreira entre o mundo dos games e a vida real.

    Segundo a sinopse, o jogador assumirá o papel de Nicola, uma aluna de segunda série que precisa ajudar Dot a salvar as duas realidades desta ameaça encarando desafios no mundo 2D de jogos retrô, ao mesmo tempo que deverá distrair uma professora irritada e fugir do temido diretor do colégio no mundo 3D.

    Assista ao trailer aqui:

    A ideia do game é de Ana Ribeiro, uma desenvolvedora brasileira nascida no Maranhão, que começou a trabalhar em Pixel Ripped em 2014, quando estudava em Londres. Ana ganhou fama local e mundial por sua criatividade e exploração de jogos em VR, recebendo vários prêmios e a oportunidade de carregar a tocha olímpica em 2016, com um óculos de VR. A maranhense de São Luís possui Mestrado em Design de Games da NFTS na Inglaterra, diplomas em Programação de Games e Psicologia. Uma curiosidade: antes de Ana trabalhar com jogos eletrônicos, foi empreendedora, abrindo uma empresa de empadas, mas a paixão pelos games, ao que parece, falou mais alto.

    O desenvolvimento do game foi o resultado de uma longa jornada, no que em 2017, Ana Ribeiro se juntou ao time da ARVORE como diretora do projeto para co-desenvolver o jogo; a parceria viabilizou a finalização do título, que também marca a estreia da ARVORE como empresa desenvolvedora de jogos.

    O estúdio ARVORE foi fundado em 2017 por Ricardo Justus, Rodrigo Terra e Edouard de Montmort; com sede em São Paulo, a empresa tem foco em criação de produtos para plataformas imersivas, como Realidade Virtual, Aumentada e Mista, que ainda são uma minoria entre os títulos disponíveis no mercado, apesar de serem tecnologias muito atraentes para o público.

    Desde o anúncio, a receptividade de Pixel Ripped 1989 tem sido muito positiva entre o público e apoiadores. O jogo recebeu financiamento da Oculus, premiações da Intel e do AMAZE Indie Festival, além de indicações ao IndieCade, Proto Awards, e ao VR Awards 2018. Recentemente o time de marketing da Microsoft Windows Developer foi até São Paulo para filmar um documentário sobre a criadora da história, Ana Ribeiro e sua saga como desenvolvedora. O estúdio ARVORE já tem planos de fazer mais capítulos para a aventura, que visitarão vários momentos da história dos games.

    Pixel Ripped 1989 está em compra antecipada para PlaystationVR e Oculus, pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será de $24,99 dólares. O jogo terá um desconto temporário no lançamento para Steam, que será no dia 31 de Julho.

  • Conheça Starlit Adventures, game indie finalista do Festival comKids Interativo 2018

    Um dos jogos independentes produzido no Brasil com trajetória de sucesso é Starlit Advetures. O título foi anunciado como um dos finalistas do Festival comKids Interativo 2018; a escolha foi feita por um júri de especialistas.

    Starlit Adventures será submetido ao voto popular juntamente com outros três títulos indicados, durante um evento que acontecerá em São Paulo, no dia 17 de agosto. O Festival comKids Interativo 2018 é realizado pelo Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes, e visa promover produtos digitais de qualidade para o público infantil e jovem, nas categorias Games, Apps, Livros Digitais, Plataformas e Transmídia.

    Lançado originalmente em 2015 para celulares iOS e Android, tendo mais de 10 milhões de downloads em smartphones, Starlit Adventures foi criado pela Rockhead Games, empresa sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A versão para PS4 disponibilizada gratuitamente na PSN em abril deste ano teve a produção da desenvolvedora paulistana Webcore Games. Para baixar o jogo, que tem censura livre, basta ter uma conta válida na Playstation Store e acessar a página oficial no serviço.

    O enredo conta a história Bo e Kikki dois guardiões na busca para restabelecer a paz para os “Starlits”, após o vilão Nuru ter roubado suas estrelas-irmãs do céu. Na versão para PS4, os jogadores controlam a dupla através de oito mundos que totalizam 64 fases, usando trajes especiais com habilidades únicas para solucionar puzzles, enfrentar inimigos e vencer chefões, recuperando assim as estrelas para devolvê-las ao céu.

    O diferencial da versão para o console da Sony é o multiplayer “de sofá”, onde até quatro amigos podem jogar juntos, o que pode facilitar ou complicar o percurso dos jogadores: se por um lado é mais fácil fazer pontos, por outro fica mais difícil devido as dificuldades pessoais encontradas por cada jogador: se um morrer, a fase reinicia, atrapalhando a continuidade do resto do grupo comprar cialis.

    A mecânica do jogo lembra alguns sucessos do Nintendo 64 e retro games, tendo como estilo aventura com plataformas: as missões tem como objetivos coletar estrelas, moedas e até figurinhas de um album. As fases possuem desafios progressivos, onde é preciso saber lidar com as habilidades dos trajes para vencer; ao final de cada fase encontra-se um chefão, cuja forma de vencer depende mais da astúcia do que da força; é preciso usar a lógica para seguir em frente.

    Os criadores afirmam ter se inspirado em clássicos como Bomberman, Dig Dug, Mr. Driller e Boulder Dash, jogos que estão entre os mais queridos dos retro gamers.

    Sendo gratuito, os jogadores tem a opção de comprar ítens adicionais que auxiliam no progresso da ação, como os trajes dourados de dino, dragão e unicórnio, além de moedas especiais, os Tokens, porém não dependem desta ajuda para finalizar o jogo. As expansões possuem preços que variam em torno de R$ 13,90, e as mais caras são os pacotes de moedas.

    Com um ar nostálgico, desafio revigorante, paleta de cores delicada e visual agradável, Starlit Adventures é um jogo indicado para crianças e adultos; as fases são viciantes e garantem horas de diversão.

  • No Heroes Here | Game indie brasileiro ganha prêmio no BIG Festival

    Um novo game independente brasileiro vem chamando a atenção no mercado: No Heroes Here, do estúdio Mad Mimic Interative, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Brasileiro, em cerimônia na última quinta-feira (28), durante o BIG – Brazil’s Independent Games Festival, evento voltado para o mercado e a produção de jogos eletrônicos brasileiros, que acontece até o dia 01 de julho, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    A premiação do game foi uma escolha do júri especializado e também pelo voto do público que compareceu ao evento durante a semana. O BIG é considerado um dos eventos de games mais importantes do cenário nacional.

    Em um comunicado de imprensa, a equipe desenvolvedora do jogo divulgou um agradecimento pelo prêmio: “O time da Mad Mimic Interactive, feliz com essa grande conquista, agradece imensamente cada um dos colegas da imprensa, influenciadores, incentivadores e parceiros por todo o apoio e atenção com o jogo. O agradecimento maior, é claro, vai para cada um dos fãs que acreditou no projeto desde o início, espalhando a palavra e reunindo os amigos para compartilharem da diversão amalucada de No Heroes Here. Muito obrigado!”, conclui a mensagem.

    No Heroes Here chegou na última semana à eShop do Nintendo Switch, e já estava disponível para PS4 desde maio. A versão para PC fez sua estreia no final do ano passado; o Xbox One também receberá o título, com data a ser anunciada. Assista ao trailer:

    O game é um ‘Castle Defense’ cooperativo com multiplayer local e online para até quatro jogadores, que possui uma mecânica simplificada, fácil de aprender mas com grandes desafios: são 15 personagens jogáveis; 12 tipos de inimigos; três regiões, com 54 níveis e nove desafios, cada uma com mecânicas, inimigos e peculiaridades diferentes; três tipos especiais de munição, que variam de bolas de canhão a frangos assados; e opção de modo de dificuldade Normal ou Nighmare, onde o jogador terá apenas uma vida para viver no modo hardcore.

    Para a produção, No Heroes Here contou com o incentivo da Prefeitura de São Paulo; parte do seu desenvolvimento foi financiado pela SPCine. Aclamado pela crítica com diversas honrarias, nomeações e prêmios, além do título de Melhor Jogo Brasileiro do BIG, também foi escolhido Melhor Jogo Brasileiro durante o Brazil Game Awards e Melhor Jogo Social no Game Connection Development Awards, além dos prêmios de Melhor Som e Melhor Gameplay no evento MAX.

    No Heroes Here foi disponibilizado para testes em estandes durante diversos eventos nacionais e internacionais como a Brasil Game Show, a GamesCom, o DreamHack, a Tóquio Game Show, a Campus Party e a Argentina Game Show, com destaque para as participações na Playstation Experience e na PAX 10, uma seleção oficial de jogos independentes do evento feita por 50 especialistas do mercado de games mundial.

    A Mad Mimic Interactive, desenvolvedora do jogo, foi fundada por Luís Fernando Tashiro e Luís Gustavo Sampaio, e está situada na capital de São Paulo. O estúdio é um braço da Zyx, empresa de desenvolvimento de jogos educativos. No Heroes Here é seu primeiro lançamento no mercado de jogos autorais.

  • Profissão: Gamer | Confira como o BIG Festival pode ajudar a entender o mercado

    Iniciou neste sábado (23) a sexta edição do BIG, ou Brazil’s Independent Games Festival, evento voltado para o mercado e a produção de jogos eletrônicos brasileiros. Esse ano, o evento acontece em dois Estados, São Paulo (Centro Cultural São Paulo) e no Rio de Janeiro (Centro Cultural Oi Futuro & LabSonica), até o dia 01 de julho, com entrada gratuita.

    Na programação, muitos temas relevantes para quem está tentando entender o mercado de games, adquirir conhecimento, interagir com profissionais da área ou apenas brincar com os jogos criados por desenvolvedores independentes. Confira algumas das atrações mais interessantes:

    Imagem: Divul

    Durante todo o evento é possível testar games independentes criados no Brasil e no mundo; foi realizada uma seleção de jogos para exposição durante o Festival, onde os finalistas vindos de 22 países diferentes estão disponíveis aos visitantes para gameplay. Há 18 jogos brasileiros concorrendo nas diversas categorias do BIG Festival, ou seja, 35% de todos os títulos participantes e muitos dos criadores dos jogos estarão presentes durante a programação.

    As rodadas de negócios promovem debates na área de games e também com diferentes setores da economia criativa. Haverá encontros internacionais entre empreendedores de cinema, TV, publicidade, animação, música e mercado editorial. No ano passado, foram mais de 1.600 reuniões de negócios entre 273 empresas, sendo 70 internacionais; a previsão é que este numero seja superado este ano. Para a participação é necessário pagar a inscrição, e os encontros acontecerão nos dias 27 a 29 de junho.
     
    A série de palestras BIG Carreiras mostram quais oportunidades existem para quem quer trabalhar com games e os possíveis caminhos para o sucesso, reunindo diversos profissionais do segmento, que vão falar sobre como decidir qual curso seguir e como buscar um emprego no setor. Em São Paulo, acontece durante os dias 29/06 a 01/07.

    Outra atracão relevante sao as palestras e debates sobre a participação feminina no mercado de games, além de formas de aumentar esse percentual, com a presença de profissionais da indústria de games do Brasil e da Alemanha, visando o fortalecimento da presença feminina na indústria.

    Com uma proposta inclusiva, a vertical BIG Impact é um dos destaques do evento. Incorporando palestras sobre conceitos básicos de game design e raciocínio lógico no desenvolvimento de jogos com temáticas sociais, o visitante poderá participar de debates sobre inclusão social, educação e conscientização.

    O eSport tambem tem uma programação específica, com a presença de pro players e profissionais do esporte eletrônico, em palestras e atividades para o publico. 

    O  evento tem como momento auge o BIG Awards, competição  entre  jogos  nacionais  e  internacionais  com  prêmios  em  dinheiro,  com exposição e cerimônia  de  premiação, que acontece no dia 28/06.  
     
    Tendo o objetivo  de  fortalecer  o  ecossistema  de  games  no  Brasil, em  2017, foram mais de  20  mil  visitantes,  sendo  3.500  deles  em  palestras,  e  mais  de  1600  reuniões  de  negócios. O BIG Festival é realizado pela Bits Produções em parceria com diversas instituições, como a Abragames, Brazilian Game Developers, Apex, SPCine e as Secretarias de Cultura da cidade e do Estado de São Paulo. Para efetuar a inscrição gratuita (exceto para rodadas de negócios)  e conferir a programação completa, basta acessar o site oficial.

  • Profissão Gamer | O futebol e a Copa do Mundo nos gramados virtuais

    Fãs de futebol de todo o globo estão vivenciando desde a última quinta-feira (14) as emoções da Copa do Mundo na Rússia, mas os jogadores do game de futebol FIFA já estão sentindo há alguns meses as emoções de torcer em um mundial: a FIFA eWorld Cup 2018, evento global com objetivo de ser o maior campeonato do game da história, teve inscritos de diversos países, participando das qualificatórias online, que tiveram etapas presenciais, inclusive no Brasil, em São Paulo.

    As qualificatórias eram o acesso ao FIFA eWorld Cup 2018, campeonato promovido pela Liga ESWC (Electronic Sports World Cup), que é parte do FIFA 18 Global Series. Na disputa pela vaga, que iniciou em março deste ano, o objetivo final era escolher 32 dos melhores jogadores profissionais do mundo, sendo 16 no console Xbox One e 16 no Playstation 4. O FIFA 18 Global Series Playoffs, com as eliminatórias da FIFA eWorld Cup 2018 Grand Final, aconteceu entre 28 de maio e 3 de junho na capital da Holanda, Amsterdã. As aguardadas finais acontecerão durante os dias 2 a 4 de agosto, em Londres, na Inglaterra.

    Com grande participação, os brasileiros fizeram bonito. No FUT Champions Cup Manchester de FIFA 18, os representantes do Brasil na disputa foram: No Xbox One: Josaci “Senna do Boné”, Márcio “FELIPE ABD” Abade, Rodrigo “NSE D1go” Miranda, Vinicius “NSE Vini” Tonetto e Miguel “NSE SpiderKong” Bilhar; no PlayStation 4: Henrique “Zezinho23” Silva, Ettore “ABRUCIO”, Gustavo “LuGuToledo” de Carvalho, Rodrigo “fxb_Rodrig” de Freitas e Andre “Fxb_batata” Fonte.

    Infográfico com os resultados. Fonte: www.futchampions.com

    O game FIFA 18 foi atualizado com uma DLC temática para a Copa do Mundo, sendo uma verdadeira versão eletrônica do mundial. A versão foi lançada em 01 de novembro de 2017, e é o vigésimo quinto título da série, disponível para todos os consoles da atualidade. Com grande potencial competitivo, jogadores em todo o mundo transmitem partidas pela internet e já simulam virtualmente jogos entre as seleções que disputam a Copa nos gramados da Rússia.

    No Brasil, o esporte eletrônico tem um grande público: o país é o terceiro maior consumidor de e-sports do mundo, tendo as primeiras arenas especializadas, grandes campeonatos e times disputando competições mundiais, alguns sendo representações de equipes de futebol, como o Santos e-Sports, que recentemente anunciou sua equipe feminina. As coberturas esportivas voltadas a este público geralmente são feitas através da Internet, com transmissões ao vivo e narradores especializados, assim como as partidas dos esportes considerados tradicionalmente como presenciais. Porém, em 2017, emissoras de TV por assinatura com programação esportiva passaram a realizar transmissões de campeonatos de games e veicular programas com notícias. O canal Esporte Interativo passou a televisionar sua própria competição, a Copa EI Games, com a participação de youtubers conhecidos, dando um grande passo para a popularização dos games de futebol através da midia televisiva.

    O futebol e jogos dos tradicionais esportes de quadra possuem campeonatos cada vez mais fortes e funcionando como uma verdadeira representação virtual dos campeonatos físicos. Uma posibilidade para o futuro próximo é a inclusão dos e-sports nas Olimpíadas de 2024, o que traria mais visibilidade junto ao público das mídias de massa, além de mais espaço para os profisionais e credibilidade ao esporte eletrônico.