Categoria: Economia

  • Paulo Guedes diz que seria natural Ilan permanecer no Banco Central

    O economista Paulo Guedes, indicado para o Ministério da Fazenda no Governo Bolsonaro, defendeu hoje (30) a independência do Banco Central.

    Guedes disse que seria natural manter Ilan Goldfajn como presidente do BC, por ter a mesma posição.

    Além disso, ele acredita que seria “a coisa mais natural do mundo” que o governo aprovasse o projeto que prevê a independência da instituição com o apoio dele.

    “Isso tem que combinar com a nossa equipe aqui dentro, tem que combinar com o Ilan. Estou dizendo que seria natural”, disse, acrescentando que o convite dependeria da vontade do atual presidente do BC. “Não quero convidar alguém que não tem o desejo de ficar. A motivação é fundamental”, completou.

    Guedes também defendeu a aprovação da reforma da Previdência como prioridade para a economia.

    “Previdência é mais importante e mais rápida. Privatização é devagar e ao longo do tempo”.

    O economista comentou ainda o desempenho do mercado ontem (29), que abriu com dólar em queda e a B3 em alta e depois se inverteu.

    Para o economista, a reação foi influenciada por declarações da equipe política do futuro governo.

    “Ontem (29) houve gente falando que não tem pressa para fazer reforma da Previdência. Aí o mercado reagiu mal”, disse Paulo Guedes.

    Cotado para o Ministério da Economia, Paulo Guedes afirmou que em um eventual cenário de dólar alto por conta de uma crise especulativa, o país pode vender reservas e se aproveitar disso para reduzir sua dívida interna.

    “Se houver uma crise especulativa, nós não temos medo nenhum”, disse.

  • Preço da cesta básica sobe 0,39%, mas vendas nos supermercados aumentam

    Segundo o balanço divulgado hoje (30) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas nos supermercados de todo o país aumentaram 1,92% de janeiro a setembro sobre igual período de 2017.

    Em todo o país, faturamento dos supermercados cresceu 1,92% até o mês de setembro, mas empresários esperam expansão de 2,53% para este ano.

    O presidente da entidade, João Sanzovo Neto, disse, no entanto, que o movimento está abaixo do esperado, levando em consideração a estimativa de fechar o ano com alta de 2,53%.

    O preço da cesta básica dos produtos pesquisados subiu 0,39%, passando de R$ 458,53 para R$ 460,29.

    As maiores elevações atingiram o arroz, frango congelado, queijo prato e margarina cremosa.

    Já as maiores baixas afetaram os preços da cebola, sabão em pó, farinha de mandioca e batata.

  • Empresas inadimplentes crescem 9,39% em setembro

    Um recente levantamento feito pela CNDL e pelo SPC Brasil mostrou um crescimento no número de empresas inadimplentes em setembro.

    A alta registrada é de 9,39% na comparação com o mesmo período no ano passado.

    Já na comparação mensal de agosto para setembro deste ano, houve crescimento modesto de 0,56%.

    A região com o maior volume de empresas devedoras foi o Sudeste, cujo crescimento foi de 17,16% na comparação anual. As regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte completam o ranking respectivamente.

    De acordo com o estudo, o setor de serviços foi o ramo credor que registrou o maior crescimento da inadimplência de pessoas jurídicas, apresentando variação de 9,4%, seguido pela indústria (5,7%) e comércio (2,2%).

    Segundo o SPC Brasil, as dificuldades econômicas persistem mesmo com o fim da recessão.

    A entidade afirma que o desemprego elevado e a consequente queda no faturamento das empresas são os principais fatores que puxam o crescimento no número de empresas inadimplentes.

  • Dólar fecha semana em queda cotado a R$ 3,77

    No mercado de câmbio, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,744 na taxa de câmbio comercial no início do dia.

    O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu nesta quinta-feira (11) em alta de 1,13%, aos 84.621 pontos.

    Mas no final do dia o cenário se inverteu.

    O dólar fechou a semana com alta de 0,41%, cotada nesta quinta a R$ 3,77 para venda.

    Apesar do leve aumento, a moeda norte-americana acumulou queda de 2,03% no acumulado da semana.

    O Banco Central realizou leilões tradicionais de swap cambial, sem efetuar nenhuma oferta extraordinária de venda futura da moeda.

    O Índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão de hoje em baixa de 0,91%, com 82.921 pontos.

    As ações da Petrobras mantiveram a tendência e terminaram a semana em baixa de 2,92%. Também caíram as ações do Itaú (-1,19%) e do Bradesco (-0,59%). Com informações da Agência Brasil)

  • Violência no Brasil faz mercado de blindados crescer 300%

    Com o medo da violência no Brasil, cada vez mais motoristas estão investindo na blindagem dos carros.

    Enquanto a frota de carros nos subiu cerca de 8%, a de veículos blindados aumentou 300%.

    São quase 200 mil veículos desse tipo circulando no país, sendo a grande maioria em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    Em todo o país, são cerca de 198 mil carros blindados. Deste número, mais de 103 mil veículos estão em São Paulo.

    Especialistas do setor afirmam que o aumento da violência acabou atraindo também outro tipo de público. Se antes blindar um carro era apenas para quem tinha muito dinheiro, hoje essa realidade mudou.

    Donos de carros mais simples também tem buscado esse serviço. O número de carros blindados que valem em torno de R$ 60 mil também aumentou.

    O serviço de blindagem custa entre R$ 40 mil e R$ 80 mil.

    Com o avanço da tecnologia, os materiais usados estão cada vez mais leves e podem até equipar um carro 1.0.

    O setor é regulado pelo Exército e a blindagem máxima permitida para civis segura tiros de revólver e pistola. A proteção contra disparos de fuzil é permitido apenas com uma licença especial.

  • Preço da gasolina tem alta recorde; saiba onde é mais barato e mais caro abastecer

    A Petrobras anunciou um novo aumento no preço da gasolina nas refinarias. O novo valor começa a valer nesta sexta-feira (14). Em 30 dias, a alta acumulada já é de 17%.

    Isso aconteceu pelo fato do dólar ter subido constantemente nas últimas semanas, principalmente pela instabilidade política em que o país passa. Além disso, a cotação do barril de petróleo lá fora também teve um aumento considerável.

    Esses são os dois parâmetros que a Petrobras vem usando há mais de um ano para reajustar os preços dos combustíveis.

    As correções chegaram a ser diárias, mas na semana passada a estatal anunciou que os valores serão congelados por até 15 dias.

    Nesta sexta-feira (14), o litro na refinaria subiu para mais de R$ 2,20, o maior valor desde a mudança da política de ajuste.

    Só nos últimos 30 dias a gasolina ficou 17% mais cara nas refinarias. Nas bombas, o aumento acumulado até a semana passada foi bem menor na média de todo o país, segundo informa a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

    Como os preços são livres, os motoristas já encontram o litro por mais de R$ 5 em pelo menos 10 estados.

    Segundo dados da ANP, o Acre é o único estado onde o preço médio passa desse valor. O Rio de Janeiro tem o segundo maior valor, seguido de Minas Gerais.

    Os mais baixos estão em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Amapá e Santa Catarina.

    Na média, em todo país o preço é de R$ 4,52. Isso sem levar em conta os preços máximos, como em Tocantins que tem o litro mais caro, passando dos R$ 6.

  • Crise econômica faz a venda de carros usados disparar

    Com a crise econômica afetando cada vez mais os brasileiros, comprar carros usados e seminovos virou um ótimo negócio.

    Além de mais baratos, já é possível escolher modelos completos, potentes e com equipamentos que atendem a necessidade dos usuários.

    Isso tem feito a venda dos chamados “carros maduros”, que tem entre 9 e 12 anos de uso, dobrar em apenas um ano.

    Dados da Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores revelam que, em agosto, quase 1,4 milhão automóveis usados foram comercializados. No acumulado do ano esse número chega a 9,3 milhões.

    Por seguimento, os carros maduros lideram as vendas com um aumento de 105%. Além deles há os velhinhos, com mais de 13 anos de estrada. Os usados jovens têm de 4 a 8 anos e os seminovos até 3 anos.

    É preciso ter cuidado na hora de comprar o seu usado.

    Verifique sempre no documento se as informações coincidem com o modelo. Procure um mecânico de confiança e peça que ele faça uma avaliação do carro. Veja quais items precisam ser trocados e peça um abatimento no valor final do automóvel.

    No caso de troca, peça mais de uma avaliação do seu veículo.

    E cuidado com os sedãs na cor preta. Muitos foram usados para trabalho em aplicativos de transporte. Esses carros geralmente rodam muito e é preciso atenção redobrada na hora de comprar.

  • Brasileiros voltam a guardar dinheiro na poupança

    Com a queda dos juros os brasileiros voltaram a guardar dinheiro na caderneta de poupança. Além da facilidade do resgate, o pequeno investidor não paga taxa de administração e a opção é de fácil acesso à correntistas.

    Muito criticada por grandes investidores e especialistas em finanças, a poupança é um investimento de baixo risco, com uma rentabilidade relativamente baixa, mas com a possibilidade de utilizar o dinheiro com mais facilidade do que qualquer outra aplicação.

    E neste momento de turbulência, os pontos positivos da poupança atraíram muita gente.

    Segundo o Banco Central, a captação no mês passado foi a maior desde 1995. A diferença entre depósitos e saques chegou a 5 bilhões e 800 milhões de reais.

    Com a redução da taxa básica de juros nos últimos anos, a caderneta tem se tornado mais atrativa e competitiva como investimento, principalmente para pequeno poupador.

    As contas de poupança tem rendido 0,37% ao mês e estão livres de imposto de renda e da taxa de administração cobrada pelos bancos.

    O rendimento anual fica similar ao dos fundos de investimento, que exigem grandes quantias para aplicação inicial.

    O que também pode estar por trás desse crescimento é o atual cenário político em que o país atravessa. Segundo o consultor financeiro, Reinaldo Domingos, os brasileiros estão preferindo poupar em vez de gastar.

    “Em situações como a que estamos passando, nada melhor do que você ter uma reserva de dinheiro. Caso perca seu emprego, você tem um dinheiro guardado e de fácil acesso”, disse ele.

    Além disso, a maioria dos bancos possuem a opção de aplicação na poupança em seus aplicativos para Smartfones, o que facilita muito a vida dos clientes. Antigamente, por exemplo, era preciso ir a uma agência para realizar a abertura da conta poupança e só depois era possivel aplicar o dinheiro.

  • Projeto que pode baratear passagens aéreas no Brasil deve ser votado hoje

    A câmara dos deputados pode votar nesta terça-feira (04) um projeto que permite ao capital estrangeiro de ter 100% do controle de empresas aéreas nacionais. Se a proposta for aprovada, espera-se que o aumento da concorrência ajude no barateamento do preço das passagens.

    Não é preciso ser especialista em turismo para saber que o brasileiro paga preços muito altos nas passagens aéreas. Qualquer um que precisou viajar, seja por lazer ou trabalho, já sentiu no bolso esse problema.

    Por muitas vezes, fica mais barato viajar para o exterior do que passar as férias em num resort no Brasil.

    Uma das explicações para isso é a concentração do mercado. Existem mais empresas voando na Europa e Estados Unidos do que no Brasil.

    Além disso, as companhias estrangeiras só podem comprar 20% do capital das nacionais, o que dificulta a entrada de novas aéreas. Junte com a burocracia e o alto valor para empreender no país e o resultado é a dificuldade de criação de novas empresas, reduzindo a concorrência.

    O congresso já aumentou o limite para 49% no passado, mas o projeto foi vetado pelo Presidente Michel Temer. Agora a câmara promete tentar de novo, mas elevando o limite a 100% da participação.

    Caso seja aprovada, a abertura poderá baratear as passagens e aumentar a procura por viagens.

    Cerca de 60 milhões de brasileiros fazem voos domésticos por ano, mas o potencial é bem maior e pode chegar a cem milhões de pessoas.

    Geração de empregos

    Além de abrir o mercado aéreo, o projeto na pauta da câmara é ainda mais amplo e prevê a modernização do turismo que, segundo dados do setor, pode gerar 2 milhões de novos empregos.

    A proposta incorpora os cruzeiros marítimos, o que traria mais garantias a um passageiro prejudicado, por exemplo.

    A atividade gerou mais de 3 bilhões de reais no ano passado. Além disso, o projeto facilita as regras para que guias turísticos se tornem microempresários, com acesso a crédito, Previdência Social e benefícios como seguro-desemprego.

    Com a mudança, as Agências de Viagens também serão responsabilizadas por eventuais problemas ao consumidor, mesmo se o pacote for terceirizado.

  • Governo aumenta para R$ 1.006 previsão para salário mínimo em 2019

    O aumento das estimativas de inflação fez o governo revisar para cima o valor do salário mínimo para o próximo ano.

    A proposta do Orçamento Geral da União para 2019, enviada hoje (31) ao Congresso Nacional, fixou em R$ 1.006 o salário mínimo para o primeiro ano do próximo governo.

    Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

    De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%.

    O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

    A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, estabeleceu o salário mínimo em R$ 998.

    A previsão considerou o crescimento de 1% do PIB de 2017 mais estimativa de inflação pelo INPC de 3,3%. Inicialmente, o governo tinha proposto salário mínimo de R$ 1.002.