Categoria: Economia

  • Petrobras reduz preço dos combustíveis após mudança na política de paridade internacional

    Petrobras reduz preço dos combustíveis após mudança na política de paridade internacional

    A política de paridade internacional de preços da Petrobras é uma forma de definir o valor dos combustíveis vendidos pela estatal com base nos preços praticados no mercado internacional, considerando também o câmbio e os custos de importação.

    Essa política foi adotada em 2016, com o objetivo de evitar prejuízos para a Petrobras e aumentar a competitividade do setor. Porém, ela também gerou críticas e insatisfação de consumidores, caminhoneiros e políticos, que reclamavam dos frequentes reajustes e da alta dos preços nas bombas.

    Por isso, a Petrobras anunciou o fim da política de paridade internacional e a adoção de uma nova diretriz para a formação de preços dos combustíveis, que busca equilibrar os interesses da empresa, dos acionistas e da sociedade.

    A Petrobras espera reduzir os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas refinarias. A última redução foi anunciada nesta terça-feira (16), quando o presidente da estatal, Jean Paul Prates, informou que o preço do litro da gasolina ficará R$ 0,40 mais barato a partir de amanhã. O diesel e o gás também terão quedas de R$ 0,44 e R$ 8,97, respectivamente.

    Mas o que isso significa para você, consumidor? Bom, em primeiro lugar, é importante lembrar que o preço nas refinarias não é o mesmo que o preço nas bombas. O valor final dos combustíveis depende também de impostos e das margens de lucro de distribuidoras e revendedores. Além disso, há outros fatores que influenciam os preços, como a demanda, a oferta e a concorrência.

    Portanto, não é possível afirmar que a redução nas refinarias vai chegar integralmente ao bolso do consumidor. Mas é provável que haja algum impacto positivo, já que a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será menor. Segundo a estatal, considerando as misturas obrigatórias de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96 para R$ 2,81 na gasolina e de R$ 4,40 para R$ 4,04 no diesel. Já no caso do gás de cozinha, a parcela da Petrobras passará de R$ 46 para R$ 37 por botijão.

    Em resumo, a redução dos preços dos combustíveis pela Petrobras é uma boa notícia para os consumidores, mas não garante uma queda imediata ou proporcional nas bombas. Por isso, é importante pesquisar os preços antes de abastecer ou comprar o gás e ficar atento às variações do mercado.

    Essa política foi adotada em 2016, com o objetivo de evitar prejuízos para a Petrobras e aumentar a competitividade do setor. Porém, ela também gerou críticas e insatisfação de consumidores, caminhoneiros e políticos, que reclamavam dos frequentes reajustes e da alta dos preços nas bombas.

    Por isso, a Petrobras anunciou o fim da política de paridade internacional e a adoção de uma nova diretriz para a formação de preços dos combustíveis, que busca equilibrar os interesses da empresa, dos acionistas e da sociedade.

    A Petrobras espera reduzir os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas refinarias. A última redução foi anunciada nesta terça-feira (16), quando o presidente da estatal, Jean Paul Prates, informou que o preço do litro da gasolina ficará R$ 0,40 mais barato a partir de amanhã. O diesel e o gás também terão quedas de R$ 0,44 e R$ 8,97, respectivamente.

    Mas o que isso significa para você, consumidor? Bom, em primeiro lugar, é importante lembrar que o preço nas refinarias não é o mesmo que o preço nas bombas. O valor final dos combustíveis depende também de impostos e das margens de lucro de distribuidoras e revendedores. Além disso, há outros fatores que influenciam os preços, como a demanda, a oferta e a concorrência.

    Portanto, não é possível afirmar que a redução nas refinarias vai chegar integralmente ao bolso do consumidor. Mas é provável que haja algum impacto positivo, já que a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será menor. Segundo a estatal, considerando as misturas obrigatórias de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96 para R$ 2,81 na gasolina e de R$ 4,40 para R$ 4,04 no diesel. Já no caso do gás de cozinha, a parcela da Petrobras passará de R$ 46 para R$ 37 por botijão.

    Em resumo, a redução dos preços dos combustíveis pela Petrobras é uma boa notícia para os consumidores, mas não garante uma queda imediata ou proporcional nas bombas. Por isso, é importante pesquisar os preços antes de abastecer ou comprar o gás e ficar atento às variações do mercado.

  • Petrobras aprova nova estratégia comercial de preços dos combustíveis

    Petrobras aprova nova estratégia comercial de preços dos combustíveis

    A empresa decidiu não seguir mais o preço de paridade de importação, que depende do dólar e do mercado internacional do petróleo.

    Agora, a Petrobras vai considerar o custo alternativo do cliente, que são as outras opções de fornecimento, e o valor marginal para a empresa, que são as diferentes possibilidades de produção, importação e exportação.

    A ideia é ter preços competitivos em cada região e mercado, otimizar os ativos de refino e garantir a rentabilidade sustentável da companhia.

    Os reajustes não terão uma periodicidade definida e evitarão repassar a volatilidade externa aos consumidores brasileiros.

    A nova estratégia foi aprovada pela diretoria executiva da Petrobras na segunda-feira (15) e anunciada na terça-feira (16).

    Agora, a Petrobras vai considerar o custo alternativo do cliente, que são as outras opções de fornecimento, e o valor marginal para a empresa, que são as diferentes possibilidades de produção, importação e exportação.

    A ideia é ter preços competitivos em cada região e mercado, otimizar os ativos de refino e garantir a rentabilidade sustentável da companhia.

    Os reajustes não terão uma periodicidade definida e evitarão repassar a volatilidade externa aos consumidores brasileiros.

    A nova estratégia foi aprovada pela diretoria executiva da Petrobras na segunda-feira (15) e anunciada na terça-feira (16).

  • Lula gastou R$ 12,1 milhões no cartão corporativo em apenas quatro meses de governo

    Lula gastou R$ 12,1 milhões no cartão corporativo em apenas quatro meses de governo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o seu terceiro mandato em janeiro de 2023 com a promessa de retomar o crescimento econômico e social do país.

    No entanto, nos primeiros quatro meses de governo, ele também se destacou por outro motivo: os altos gastos com o cartão corporativo da Presidência da República.

    Segundo um levantamento da revista Crusoé, com base em dados do Portal da Transparência, Lula gastou R$ 12,1 milhões com o cartão corporativo entre janeiro e abril de 2023. Esse valor é quase metade do que o seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), gastou em todo o ano de 2022 (R$ 24 milhões).

    Os gastos de Lula com o cartão corporativo incluem despesas com transporte, alimentação, hospedagem, eventos e serviços diversos. A maior parte dos gastos foi com a categoria “transporte terrestre, aquaviário e aéreo”, que somou R$ 6,8 milhões. Em seguida, vem a categoria “serviços de apoio”, que engloba serviços de limpeza, segurança, manutenção e outros, com R$ 2,5 milhões.

    Os gastos de Lula com o cartão corporativo são os maiores desde que esse instrumento foi criado, em 2001. O cartão corporativo serve para pagar despesas emergenciais ou de pequeno valor de servidores e autoridades em viagens ou no exercício de suas funções. No entanto, parte desses gastos é mantida sob sigilo por questões de segurança.

    A divulgação dos gastos de Lula com o cartão corporativo gerou críticas nas redes sociais e na imprensa. Alguns internautas compararam os gastos do petista com os de outros presidentes, como Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU), Lula gastou mais em quatro meses do que Dilma em cinco anos (R$ 1,2 milhão) e Temer em quatro anos (R$ 2 milhões).

    O governo Lula não se pronunciou sobre os gastos com o cartão corporativo. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) informou que as despesas estão dentro da legalidade e que seguem os mesmos critérios dos governos anteriores.

    No entanto, nos primeiros quatro meses de governo, ele também se destacou por outro motivo: os altos gastos com o cartão corporativo da Presidência da República.

    Segundo um levantamento da revista Crusoé, com base em dados do Portal da Transparência, Lula gastou R$ 12,1 milhões com o cartão corporativo entre janeiro e abril de 2023. Esse valor é quase metade do que o seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), gastou em todo o ano de 2022 (R$ 24 milhões).

    Os gastos de Lula com o cartão corporativo incluem despesas com transporte, alimentação, hospedagem, eventos e serviços diversos. A maior parte dos gastos foi com a categoria “transporte terrestre, aquaviário e aéreo”, que somou R$ 6,8 milhões. Em seguida, vem a categoria “serviços de apoio”, que engloba serviços de limpeza, segurança, manutenção e outros, com R$ 2,5 milhões.

    Os gastos de Lula com o cartão corporativo são os maiores desde que esse instrumento foi criado, em 2001. O cartão corporativo serve para pagar despesas emergenciais ou de pequeno valor de servidores e autoridades em viagens ou no exercício de suas funções. No entanto, parte desses gastos é mantida sob sigilo por questões de segurança.

    A divulgação dos gastos de Lula com o cartão corporativo gerou críticas nas redes sociais e na imprensa. Alguns internautas compararam os gastos do petista com os de outros presidentes, como Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU), Lula gastou mais em quatro meses do que Dilma em cinco anos (R$ 1,2 milhão) e Temer em quatro anos (R$ 2 milhões).

    O governo Lula não se pronunciou sobre os gastos com o cartão corporativo. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) informou que as despesas estão dentro da legalidade e que seguem os mesmos critérios dos governos anteriores.

  • IBGE: Inflação em abril é de 0,61%, influenciada pela alta de remédios

    IBGE: Inflação em abril é de 0,61%, influenciada pela alta de remédios

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,61% em abril, 0,10 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em março (0,71%).

    A alta acumulada da inflação no ano é de 2,72% enquanto nos últimos 12 meses é de 4,18%. Em abril do ano passado, a variação havia sido de 1,06%.

    O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo o levantamento, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta, com destaque para Saúde e cuidados pessoais, que teve o maior impacto (0,19 p.p.) e a maior variação (1,49%).

    “O resultado nesse grupo foi influenciado pela alta nos produtos farmacêuticos, justificada pela autorização do reajuste de até 5,60% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março”, disse, em nota, o analista da pesquisa, André Almeida.

    Já os preços nos planos de saúde tiveram alta de 1,20%. “Houve incorporação das frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023”, acrescentou o pesquisador.

    Os itens de higiene pessoal apresentaram desaceleração de 0,76% em março para 0,56% em abril, influenciados, principalmente, pelos perfumes (-1,09%).

    Outro grupo que contribuiu para o resultado de abril (com 0,15 p.p.) foi o de alimentação e bebidas, com aceleração de 0,05% em março para 0,71%. A principal colaboração foi da alimentação no domicílio, que havia apresentado deflação no mês anterior (-0,14%) e teve alta de 0,73% em abril. Impactaram os preços do tomate (10,64%), do leite longa vida (4,96%) e do queijo (1,97%).

    Entre os alimentos com preços em queda, destaque para a cebola (-7,01%) e o óleo de soja (-4,44%). Já a alimentação fora do domicílio variou 0,66%, acima da variação de março (0,60%). O lanche desacelerou de 1,09% para 0,93%, enquanto a refeição saiu de 0,41% para 0,51%.

    A inflação no grupo de transportes desacelerou e teve alta de 0,56%, contribuindo com 0,12 p.p. para o IPCA de abril. Em março, a variação havia sido de 2,11%. “Contribuíram para esse resultado a queda de 0,44% dos combustíveis, que haviam registrado alta de 7,01% em março”, afirmou Almeida.

    Apenas o etanol (0,92%) subiu no mês enquanto óleo diesel (-2,25%), gás veicular (-0,83%) e gasolina (-0,52%) tiveram queda nos preços.

    Ainda em Transportes, as passagens aéreas subiram 11,97% em abril, após queda de 5,32% em março, e foram o subitem com maior impacto na inflação geral (0,07 p.p.). Já as tarifas de metrô subiram 1,24%, pressionadas pelo reajuste de 6,15% no Rio de Janeiro a partir do dia 12 de abril. O ônibus urbano teve alta de 1,11%. Os preços dos ônibus intermunicipais caíram 0,25%.

    Em relação aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em abril, com destaque para Campo Grande (0.89%), cujos preços foram pressionados pela energia elétrica residencial (6.11%).

    A alta acumulada da inflação no ano é de 2,72% enquanto nos últimos 12 meses é de 4,18%. Em abril do ano passado, a variação havia sido de 1,06%.

    O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo o levantamento, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta, com destaque para Saúde e cuidados pessoais, que teve o maior impacto (0,19 p.p.) e a maior variação (1,49%).

    “O resultado nesse grupo foi influenciado pela alta nos produtos farmacêuticos, justificada pela autorização do reajuste de até 5,60% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março”, disse, em nota, o analista da pesquisa, André Almeida.

    Já os preços nos planos de saúde tiveram alta de 1,20%. “Houve incorporação das frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023”, acrescentou o pesquisador.

    Os itens de higiene pessoal apresentaram desaceleração de 0,76% em março para 0,56% em abril, influenciados, principalmente, pelos perfumes (-1,09%).

    Outro grupo que contribuiu para o resultado de abril (com 0,15 p.p.) foi o de alimentação e bebidas, com aceleração de 0,05% em março para 0,71%. A principal colaboração foi da alimentação no domicílio, que havia apresentado deflação no mês anterior (-0,14%) e teve alta de 0,73% em abril. Impactaram os preços do tomate (10,64%), do leite longa vida (4,96%) e do queijo (1,97%).

    Entre os alimentos com preços em queda, destaque para a cebola (-7,01%) e o óleo de soja (-4,44%). Já a alimentação fora do domicílio variou 0,66%, acima da variação de março (0,60%). O lanche desacelerou de 1,09% para 0,93%, enquanto a refeição saiu de 0,41% para 0,51%.

    A inflação no grupo de transportes desacelerou e teve alta de 0,56%, contribuindo com 0,12 p.p. para o IPCA de abril. Em março, a variação havia sido de 2,11%. “Contribuíram para esse resultado a queda de 0,44% dos combustíveis, que haviam registrado alta de 7,01% em março”, afirmou Almeida.

    Apenas o etanol (0,92%) subiu no mês enquanto óleo diesel (-2,25%), gás veicular (-0,83%) e gasolina (-0,52%) tiveram queda nos preços.

    Ainda em Transportes, as passagens aéreas subiram 11,97% em abril, após queda de 5,32% em março, e foram o subitem com maior impacto na inflação geral (0,07 p.p.). Já as tarifas de metrô subiram 1,24%, pressionadas pelo reajuste de 6,15% no Rio de Janeiro a partir do dia 12 de abril. O ônibus urbano teve alta de 1,11%. Os preços dos ônibus intermunicipais caíram 0,25%.

    Em relação aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em abril, com destaque para Campo Grande (0.89%), cujos preços foram pressionados pela energia elétrica residencial (6.11%).

  • Trabalho remoto: uma solução para cidades com problemas de mobilidade urbana

    Trabalho remoto: uma solução para cidades com problemas de mobilidade urbana

    O trabalho remoto, ou teletrabalho, é toda atividade profissional realizada a distância, com auxílio das tecnologias de informação e comunicação.

    Essa modalidade de trabalho vem ganhando cada vez mais espaço no mercado, especialmente após a pandemia de Covid-19, que impôs restrições de circulação e contato social.

    Uma das vantagens do trabalho remoto é que ele pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana nas cidades, reduzindo o trânsito, a poluição e os acidentes. Além disso, o trabalho remoto pode trazer benefícios para os trabalhadores, como economia de tempo e dinheiro, maior flexibilidade e autonomia, melhor qualidade de vida e bem-estar.

    Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o trabalho remoto pode retirar até 22 milhões de pessoas das ruas diariamente no Brasil. Isso significa uma redução de cerca de 15% no fluxo de veículos nas cidades. A pesquisa também aponta que o trabalho remoto pode gerar uma economia anual de R$ 52 bilhões para os trabalhadores e de R$ 40 bilhões para as empresas.

    No entanto, para que o trabalho remoto seja efetivo e sustentável, é preciso que haja uma infraestrutura adequada de internet, equipamentos e ferramentas digitais, além de uma legislação clara e uma cultura organizacional favorável. Também é importante que os trabalhadores remotos tenham disciplina, organização e cuidado com a saúde física e mental.

    O trabalho remoto é uma tendência irreversível e uma oportunidade para transformar a realidade das cidades com baixa mobilidade urbana. Por isso, é fundamental que os profissionais se preparem para esse novo cenário e que as empresas invistam em políticas e práticas que estimulem e apoiem essa modalidade de trabalho.

    Essa modalidade de trabalho vem ganhando cada vez mais espaço no mercado, especialmente após a pandemia de Covid-19, que impôs restrições de circulação e contato social.

    Uma das vantagens do trabalho remoto é que ele pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana nas cidades, reduzindo o trânsito, a poluição e os acidentes. Além disso, o trabalho remoto pode trazer benefícios para os trabalhadores, como economia de tempo e dinheiro, maior flexibilidade e autonomia, melhor qualidade de vida e bem-estar.

    Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o trabalho remoto pode retirar até 22 milhões de pessoas das ruas diariamente no Brasil. Isso significa uma redução de cerca de 15% no fluxo de veículos nas cidades. A pesquisa também aponta que o trabalho remoto pode gerar uma economia anual de R$ 52 bilhões para os trabalhadores e de R$ 40 bilhões para as empresas.

    No entanto, para que o trabalho remoto seja efetivo e sustentável, é preciso que haja uma infraestrutura adequada de internet, equipamentos e ferramentas digitais, além de uma legislação clara e uma cultura organizacional favorável. Também é importante que os trabalhadores remotos tenham disciplina, organização e cuidado com a saúde física e mental.

    O trabalho remoto é uma tendência irreversível e uma oportunidade para transformar a realidade das cidades com baixa mobilidade urbana. Por isso, é fundamental que os profissionais se preparem para esse novo cenário e que as empresas invistam em políticas e práticas que estimulem e apoiem essa modalidade de trabalho.

  • Governo Lula libera mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares em dois dias

    Governo Lula libera mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares em dois dias

    O governo do presidente Lula está abrindo a carteira para tentar acalmar sua base de apoio no Congresso, após sofrer importantes derrotas nas votações do marco do saneamento básico e do PL das Fake News.

    Segundo o site O Antagonista, o Palácio do Planalto repassou mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares a deputados e senadores em apenas dois dias.

    Na terça-feira (9), foram liberados R$ 712 milhões em emendas, um valor recorde para um único dia. Na quarta-feira (10), foram mais R$ 434 milhões. Ao todo, o governo distribuiu R$ 1,146 bilhão, o equivalente a 70% do valor destinado a emendas em quatro meses.

    A maior parte dos recursos foi empenhada pelo Ministério da Saúde, que destinou R$ 1,1 bilhão para ações de combate à pandemia de Covid-19 nos estados e municípios. As emendas parlamentares são verbas que os congressistas podem indicar para obras e serviços em suas bases eleitorais.

    O governo Lula espera que a liberação das emendas ajude a garantir o apoio dos parlamentares para aprovar as reformas tributária e administrativa, que são consideradas prioritárias para a recuperação da economia brasileira.

    Segundo o site O Antagonista, o Palácio do Planalto repassou mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares a deputados e senadores em apenas dois dias.

    Na terça-feira (9), foram liberados R$ 712 milhões em emendas, um valor recorde para um único dia. Na quarta-feira (10), foram mais R$ 434 milhões. Ao todo, o governo distribuiu R$ 1,146 bilhão, o equivalente a 70% do valor destinado a emendas em quatro meses.

    A maior parte dos recursos foi empenhada pelo Ministério da Saúde, que destinou R$ 1,1 bilhão para ações de combate à pandemia de Covid-19 nos estados e municípios. As emendas parlamentares são verbas que os congressistas podem indicar para obras e serviços em suas bases eleitorais.

    O governo Lula espera que a liberação das emendas ajude a garantir o apoio dos parlamentares para aprovar as reformas tributária e administrativa, que são consideradas prioritárias para a recuperação da economia brasileira.

  • Aposentadoria especial por periculosidade: o que muda com a nova regra aprovada pelo Senado

    Aposentadoria especial por periculosidade: o que muda com a nova regra aprovada pelo Senado

    O Senado aprovou no dia 10 de maio um projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria especial por periculosidade, um benefício concedido aos trabalhadores que exercem atividades expostas a agentes nocivos à saúde ou a risco pelo perigo inerente à profissão.

    A proposta, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

    A aposentadoria especial por periculosidade estava pendente desde a reforma da Previdência de 2019, que extinguiu esse direito e deixou para uma lei complementar definir os critérios de acesso. O projeto aprovado pelo Senado estabelece uma lista de agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, que será definida pelo Poder Executivo, e uma carência de 180 meses de contribuições para os segurados do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

    Além disso, o projeto diferencia os requisitos para os segurados que se filiaram ao RGPS antes e depois da reforma da Previdência. Para os filiados antes da reforma, há três possibilidades de aposentadoria especial, dentro da sistemática de pontos. A primeira é a soma de idade e tempo de contribuição de 66 pontos, com 15 anos de efetiva exposição aos agentes nocivos. A segunda é a soma de 76 pontos, com 20 anos de exposição. A terceira é a soma de 86 pontos, com 25 anos de exposição.

    Para os filiados depois da reforma, não há o sistema de pontos, mas regras de idade mínima. A primeira é de 55 anos de idade, com 15 anos de efetiva exposição aos agentes nocivos. A segunda é de 58 anos de idade, com 20 anos de exposição. A terceira é de 60 anos de idade, com 25 anos de exposição.

    O projeto também obriga as empresas a readaptarem os profissionais que atingirem o tempo máximo de exposição aos agentes nocivos, garantindo-lhes estabilidade no emprego. Além disso, prevê multa para as empresas que não mantiverem registros atualizados das atividades exercidas pelos trabalhadores.

    A proposta foi elogiada pelos senadores como uma forma de garantir segurança jurídica e justiça social aos trabalhadores que exercem atividades perigosas ou insalubres. O relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Esperidião Amin (PP-SC), acatou parcialmente 17 das 47 emendas recebidas e apresentou um substitutivo ao texto original.

    A proposta, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

    A aposentadoria especial por periculosidade estava pendente desde a reforma da Previdência de 2019, que extinguiu esse direito e deixou para uma lei complementar definir os critérios de acesso. O projeto aprovado pelo Senado estabelece uma lista de agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, que será definida pelo Poder Executivo, e uma carência de 180 meses de contribuições para os segurados do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

    Além disso, o projeto diferencia os requisitos para os segurados que se filiaram ao RGPS antes e depois da reforma da Previdência. Para os filiados antes da reforma, há três possibilidades de aposentadoria especial, dentro da sistemática de pontos. A primeira é a soma de idade e tempo de contribuição de 66 pontos, com 15 anos de efetiva exposição aos agentes nocivos. A segunda é a soma de 76 pontos, com 20 anos de exposição. A terceira é a soma de 86 pontos, com 25 anos de exposição.

    Para os filiados depois da reforma, não há o sistema de pontos, mas regras de idade mínima. A primeira é de 55 anos de idade, com 15 anos de efetiva exposição aos agentes nocivos. A segunda é de 58 anos de idade, com 20 anos de exposição. A terceira é de 60 anos de idade, com 25 anos de exposição.

    O projeto também obriga as empresas a readaptarem os profissionais que atingirem o tempo máximo de exposição aos agentes nocivos, garantindo-lhes estabilidade no emprego. Além disso, prevê multa para as empresas que não mantiverem registros atualizados das atividades exercidas pelos trabalhadores.

    A proposta foi elogiada pelos senadores como uma forma de garantir segurança jurídica e justiça social aos trabalhadores que exercem atividades perigosas ou insalubres. O relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Esperidião Amin (PP-SC), acatou parcialmente 17 das 47 emendas recebidas e apresentou um substitutivo ao texto original.

  • Starlink no Brasil: internet via satélite fica mais barata e competitiva

    Starlink no Brasil: internet via satélite fica mais barata e competitiva

    A Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, anunciou uma redução significativa no preço da sua mensalidade no Brasil e em outros países.

    Saiba mais sobre os novos valores e como contratar a Starlink no Brasil.

    Starlink no Brasil

    A internet via satélite da Starlink, um dos projetos mais ambiciosos de Elon Musk, está ficando mais acessível para os brasileiros. A empresa enviou um comunicado por e-mail aos seus clientes informando que a mensalidade do serviço vai cair 20% nas faturas geradas a partir de 10 de maio de 2023.

    Antes, o valor da assinatura era de R$ 530 por mês, sem os impostos. Com a redução, passou para R$ 230. O desconto vale também para novos assinantes e será aplicado automaticamente. Além disso, o kit de equipamentos necessário para usar a internet da Starlink, que inclui uma antena e um roteador, teve seu preço reduzido de R$ 2.000 para R$ 1.000.

    A Starlink é uma constelação de satélites em órbita baixa que fornecem internet de alta velocidade e baixa latência para qualquer lugar do mundo, inclusive em áreas rurais ou com pouca infraestrutura de telecomunicações. A empresa promete velocidades de até 1 Gbps e latência de 25 milissegundos.

    A Starlink foi aprovada pela Anatel em janeiro de 2022 e tem autorização para operar no Brasil até 2027. Segundo o site oficial da empresa, há mais de 100 mil usuários ativos do serviço em 14 países. A meta é lançar cerca de 12 mil satélites até o final de 2023 e atingir mais de um milhão de clientes.

    Para contratar a Starlink no Brasil, é preciso acessar o site da empresa e verificar a disponibilidade do serviço na sua região. O valor final da assinatura varia conforme o frete e os impostos estaduais. A empresa também cobra uma taxa única de R$ 100 para reservar o serviço.

    A redução no preço da Starlink no Brasil pode tornar o serviço mais competitivo em relação às outras operadoras de internet via satélite disponíveis no país, como a HughesNet e a Viasat. Essas empresas oferecem planos com velocidades entre 10 Mbps e 25 Mbps e preços entre R$ 149,90 e R$ 359,90 por mês.

    No entanto, a Starlink ainda enfrenta alguns desafios para se consolidar no mercado brasileiro, como a instabilidade do sinal em dias nublados ou chuvosos, a necessidade de instalar uma antena com visão clara do céu e a concorrência com as redes móveis 4G e 5G.

    Saiba mais sobre os novos valores e como contratar a Starlink no Brasil.

    Starlink no Brasil

    A internet via satélite da Starlink, um dos projetos mais ambiciosos de Elon Musk, está ficando mais acessível para os brasileiros. A empresa enviou um comunicado por e-mail aos seus clientes informando que a mensalidade do serviço vai cair 20% nas faturas geradas a partir de 10 de maio de 2023.

    Antes, o valor da assinatura era de R$ 530 por mês, sem os impostos. Com a redução, passou para R$ 230. O desconto vale também para novos assinantes e será aplicado automaticamente. Além disso, o kit de equipamentos necessário para usar a internet da Starlink, que inclui uma antena e um roteador, teve seu preço reduzido de R$ 2.000 para R$ 1.000.

    A Starlink é uma constelação de satélites em órbita baixa que fornecem internet de alta velocidade e baixa latência para qualquer lugar do mundo, inclusive em áreas rurais ou com pouca infraestrutura de telecomunicações. A empresa promete velocidades de até 1 Gbps e latência de 25 milissegundos.

    A Starlink foi aprovada pela Anatel em janeiro de 2022 e tem autorização para operar no Brasil até 2027. Segundo o site oficial da empresa, há mais de 100 mil usuários ativos do serviço em 14 países. A meta é lançar cerca de 12 mil satélites até o final de 2023 e atingir mais de um milhão de clientes.

    Para contratar a Starlink no Brasil, é preciso acessar o site da empresa e verificar a disponibilidade do serviço na sua região. O valor final da assinatura varia conforme o frete e os impostos estaduais. A empresa também cobra uma taxa única de R$ 100 para reservar o serviço.

    A redução no preço da Starlink no Brasil pode tornar o serviço mais competitivo em relação às outras operadoras de internet via satélite disponíveis no país, como a HughesNet e a Viasat. Essas empresas oferecem planos com velocidades entre 10 Mbps e 25 Mbps e preços entre R$ 149,90 e R$ 359,90 por mês.

    No entanto, a Starlink ainda enfrenta alguns desafios para se consolidar no mercado brasileiro, como a instabilidade do sinal em dias nublados ou chuvosos, a necessidade de instalar uma antena com visão clara do céu e a concorrência com as redes móveis 4G e 5G.

  • Greve dos motoristas de aplicativo: entenda os motivos e as consequências

    Greve dos motoristas de aplicativo: entenda os motivos e as consequências

    No próximo dia 15, motoristas de aplicativos como Uber, 99 e iFood pretendem parar por 24 horas em protesto contra as condições de trabalho e os repasses das empresas. Saiba quais são as reivindicações da categoria e como a greve pode afetar os usuários.

    Os motoristas de aplicativos de transporte e entrega estão insatisfeitos com a situação atual do setor e planejam uma greve nacional para o próximo dia 15 de maio. Segundo a Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e a Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), que convocaram o movimento, a paralisação deve contar com a adesão de 70% dos mais de 2 milhões de trabalhadores da categoria em todo o país.

    Os principais motivos da greve são:

    • A defasagem dos repasses das empresas para os motoristas, que não acompanham a inflação e os custos operacionais, como combustível, manutenção e aluguel dos veículos.

    • A falta de segurança nas corridas e entregas, que expõem os motoristas a riscos de assaltos, acidentes e violência.

    • Os banimentos injustos das plataformas, que impedem os motoristas de trabalhar sem uma explicação ou um direito de defesa.

    • A ausência de benefícios trabalhistas, como férias, décimo terceiro, FGTS e INSS.

    Os motoristas reivindicam um aumento nos repasses das empresas, que chegam a ficar com até 60% do valor pago pelos passageiros, uma maior transparência nas tarifas e nas avaliações, uma melhoria nas ferramentas e no suporte das plataformas, mais dignidade e melhores condições de trabalho.

    A greve pode afetar os usuários dos aplicativos, que podem enfrentar dificuldades para encontrar motoristas disponíveis, cancelamentos de corridas e entregas, aumento do tempo de espera e do valor do deslocamento. Os motoristas pedem a compreensão e o apoio da população para a causa.

    As empresas de aplicativos ainda não se manifestaram sobre a greve. Em nota, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), que reúne as principais empresas do setor, afirmou que “respeita o direito à livre manifestação” e que “está sempre aberta ao diálogo com os parceiros”.

    Os motoristas de aplicativos de transporte e entrega estão insatisfeitos com a situação atual do setor e planejam uma greve nacional para o próximo dia 15 de maio. Segundo a Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e a Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), que convocaram o movimento, a paralisação deve contar com a adesão de 70% dos mais de 2 milhões de trabalhadores da categoria em todo o país.

    Os principais motivos da greve são:

    • A defasagem dos repasses das empresas para os motoristas, que não acompanham a inflação e os custos operacionais, como combustível, manutenção e aluguel dos veículos.

    • A falta de segurança nas corridas e entregas, que expõem os motoristas a riscos de assaltos, acidentes e violência.

    • Os banimentos injustos das plataformas, que impedem os motoristas de trabalhar sem uma explicação ou um direito de defesa.

    • A ausência de benefícios trabalhistas, como férias, décimo terceiro, FGTS e INSS.

    Os motoristas reivindicam um aumento nos repasses das empresas, que chegam a ficar com até 60% do valor pago pelos passageiros, uma maior transparência nas tarifas e nas avaliações, uma melhoria nas ferramentas e no suporte das plataformas, mais dignidade e melhores condições de trabalho.

    A greve pode afetar os usuários dos aplicativos, que podem enfrentar dificuldades para encontrar motoristas disponíveis, cancelamentos de corridas e entregas, aumento do tempo de espera e do valor do deslocamento. Os motoristas pedem a compreensão e o apoio da população para a causa.

    As empresas de aplicativos ainda não se manifestaram sobre a greve. Em nota, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), que reúne as principais empresas do setor, afirmou que “respeita o direito à livre manifestação” e que “está sempre aberta ao diálogo com os parceiros”.

  • Bridgestone encerra produção de pneus para carros no ABC e anuncia corte de pessoal

    Bridgestone encerra produção de pneus para carros no ABC e anuncia corte de pessoal

    A empresa japonesa Bridgestone demite 600 funcionários e transfere a fabricação de pneus para carros de passeio para a Bahia.

    A crise na indústria automobilística do ABC Paulista continua. Depois do fechamento das fábricas da Ford e da Toyota em São Bernardo do Campo, agora foi a vez da Bridgestone anunciar o fim da produção de pneus para carros de passeio na sua unidade em Santo André. A decisão afeta 600 dos 3,4 mil funcionários da empresa, que serão demitidos até o final do ano.

    Segundo a Bridgestone, a medida faz parte de um processo de avaliação do mercado e de otimização do portfólio. A fábrica de Santo André passará a se concentrar na produção de pneus para caminhões, tratores e veículos off-road, além do Firestone Airide, que são molas pneumáticas. A produção de pneus para carros de passeio e de caminhonetes será transferida para a fábrica da marca em Camaçari, na Bahia.

    A empresa não informou se haverá contratações na unidade baiana. Em nota, a Bridgestone afirmou que está trabalhando junto ao sindicato e aos empregados para reduzir o impacto das demissões. A empresa também disse que segue comprometida com o Brasil e com os seus clientes.

    O ABC Paulista é reconhecido desde os anos 1950 por sua indústria automobilística, mas enfrenta um período difícil desde 2019. Naquele ano, a Ford anunciou o fechamento de sua fábrica em São Bernardo do Campo, onde eram produzidos caminhões e o hatch Fiesta. Em abril de 2022, a Toyota encerrou as operações de sua fábrica em São Bernardo, a primeira da marca fora do Japão.

    Em setembro de 2022, a Mercedes-Benz implementou um programa de demissão voluntária na fábrica de caminhões em São Bernardo. Cerca de 1,5 mil funcionários aderiram. Além dessas unidades, o ABC Paulista também tem fábricas da Volkswagen e da Scania em São Bernardo do Campo e da Chevrolet em São Caetano do Sul – sem contar os inúmeros fornecedores, como a Bridgestone e a Pirelli, que instalaram unidades na região.

    A crise na indústria automobilística do ABC Paulista continua. Depois do fechamento das fábricas da Ford e da Toyota em São Bernardo do Campo, agora foi a vez da Bridgestone anunciar o fim da produção de pneus para carros de passeio na sua unidade em Santo André. A decisão afeta 600 dos 3,4 mil funcionários da empresa, que serão demitidos até o final do ano.

    Segundo a Bridgestone, a medida faz parte de um processo de avaliação do mercado e de otimização do portfólio. A fábrica de Santo André passará a se concentrar na produção de pneus para caminhões, tratores e veículos off-road, além do Firestone Airide, que são molas pneumáticas. A produção de pneus para carros de passeio e de caminhonetes será transferida para a fábrica da marca em Camaçari, na Bahia.

    A empresa não informou se haverá contratações na unidade baiana. Em nota, a Bridgestone afirmou que está trabalhando junto ao sindicato e aos empregados para reduzir o impacto das demissões. A empresa também disse que segue comprometida com o Brasil e com os seus clientes.

    O ABC Paulista é reconhecido desde os anos 1950 por sua indústria automobilística, mas enfrenta um período difícil desde 2019. Naquele ano, a Ford anunciou o fechamento de sua fábrica em São Bernardo do Campo, onde eram produzidos caminhões e o hatch Fiesta. Em abril de 2022, a Toyota encerrou as operações de sua fábrica em São Bernardo, a primeira da marca fora do Japão.

    Em setembro de 2022, a Mercedes-Benz implementou um programa de demissão voluntária na fábrica de caminhões em São Bernardo. Cerca de 1,5 mil funcionários aderiram. Além dessas unidades, o ABC Paulista também tem fábricas da Volkswagen e da Scania em São Bernardo do Campo e da Chevrolet em São Caetano do Sul – sem contar os inúmeros fornecedores, como a Bridgestone e a Pirelli, que instalaram unidades na região.