Categoria: AWRB

  • Agricultores acusam Volkswagen de alterar o clima com canhões de granizo

    Segundo informa a CNN Money, uma fábrica da Volkswagen no México tem recebido reclamações de agricultores locais que, segundo eles, ela está alterando o clima e arruinando suas plantações. Em resposta, a fábrica decidiu desligar sua máquina meteorológica.

    Um dos muitos problemas que afligem os fabricantes de automóveis é o granizo, que pode arruinar carros perfeitos antes mesmo de saírem da fábrica. Os fabricantes de automóveis costumam usar algum tipo de lona ou rede para proteger os carros nos pátios, mas a fábrica da Volkswagen no México fez algo diferente e construiu vários canhões de granizo para evitar o mau tempo.

    O conceito do canhão de granizo remonta ao final do século XIX, e o design mudou pouco desde então. Um típico canhão de granizo parece um megafone virado para cima, e uma explosão no interior envia uma onda de choque para a atmosfera. Em teoria, essa onda de choque deve interromper a formação de granizo.

    Um grupo de agricultores perto da fábrica, no entanto, afirma que os canhões de granizo da fábrica estão evitando todos os tipos de mau tempo, provocando uma longa seca que arruinou suas plantações.

    Em resposta, a Volkswagen trocou seus canhões de sua configuração automática e mudou para uma rede de malha para proteger seus carros, combinada com a execução dos canhões em uma base pouco frequente.

    Nesse ponto, vale a pena ressaltar que os canhões de granizo nunca provaram que realmente funcionam. As ondas de choque que eles produzem viajam apenas algumas centenas de metros pelo ar, não chegam nem perto das nuvens mais baixas.

    Mesmo que essas ondas de choque fossem altas o suficiente, não há provas científicas que sugiram que o ar pressurizado impediria que as pedras de granizo se formassem ou caíssem. Demorou menos de uma década após a invenção dos canhões na Itália para cientistas e o governo italiano concluírem que os dispositivos eram inúteis.

    Como os canhões de granizo nunca provaram ser eficazes na prevenção, é difícil acreditar que eles poderiam ter causado uma seca em grande escala. Em vez disso, uma das causas mais prováveis ​​é a mudança climática global, que vem causando secas e ondas de calor em muitas partes do mundo.

    Confira abaixo um vídeo de um canhão de granizo:

  • Facebook tem um “índice de confiabilidade” secreto para cada usuário

    Segundo o Washington Post, o Facebook está introduzindo um novo sistema de classificação que avalia a confiabilidade dos usuários. O sistema faz parte de um esforço mais amplo para combater a desinformação e a propagação das notícias falsas na plataforma.

    O Facebook luta há muito tempo contra as fake news e a empresa lançou várias iniciativas para reduzir o número dessas histórias. Um deles é um recurso que pede aos usuários que votem em quão verdadeiras certas notícias são. Se uma determinada notícia for denunciada como falsa por muitas pessoas, os funcionários do Facebook investigarão para determinar se essa avaliação é precisa.

    Mas esse processo cria outro problema: como você sabe se os usuários que relatam notícias são confiáveis?

    Para resolver esse problema, o Facebook criou outra métrica que acompanha o quanto a avaliação de um usuário em particular concorda com a do Facebook. Se os usuários relatarem uma história como falsa quando ela for verdadeira, a pontuação de confiabilidade diminuirá e aumentará se ela usar a ferramenta como pretendido.

    “Não é incomum que as pessoas nos digam que algo é falso, simplesmente porque discordam da premissa de uma história ou estão tentando intencionalmente segmentar uma determinada editora”, disse a gerente de produto do Facebook, Tessa Lyons.

    A “pontuação de confiabilidade” é um valor oculto visível apenas para a equipe do Facebook, e é um número único que varia de 0 a 1. O Facebook diz que essa é apenas uma das várias métricas que a empresa usa para avaliar relatórios de usuários.

  • Sugestão legislativa quer incluir psicólogo na equipe de Saúde da Família

    Psicólogos devem integrar as equipes de Saúde da Família, dentro da Estratégia Saúde da Família na Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que propõe a Sugestão Legislativa (SUG) 32/2018, que aguarda análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

    Com o tema “Inclusão de psicólogos nas equipes mínimas de Saúde da Família”, a ideia alcançou, no período de 3 de maio a 11 de agosto deste ano, mais de 20 mil apoios de internautas, alcançando o status de sugestão legislativa e permitindo a discussão do assunto entre os senadores da CDH. Ainda falta a designação de um relator para avaliar o texto, mas, se ele for acatado, passará a tramitar como projeto de lei no Senado.

    De acordo com a proponente, a cidadã Telma Machado, apesar de haver reconhecimento sobre a importância da atuação dos psicólogos para o bem-estar das comunidades, eles ainda não fazem oficialmente parte da equipe mínima de Saúde da Família. Para Telma, essa ausência gera sobrecarga de trabalho, equipe desestruturada e insegurança. Segundo o texto da sugestão legislativa, a garantia de intervenção psicológica aos usuários da atenção primária, com a agregação desse profissional, traria benefícios à população, com boa relação custo-efetividade ao sistema. A ideia foi apresentada ao Senado por meio do Portal e-Cidadania, em que cidadãos podem enviar sugestões legislativas que, se forem aprovadas na CDH, passarão a tramitar como projetos de lei.

    Atenção básica

    De acordo com os preceitos da Política Nacional de Atenção Básica, a Estratégia Saúde da Família busca reorganizar a atenção básica no país, com uma tática de inserção nas comunidades e acompanhamento dos cidadãos.

    As equipes são formadas por um médico generalista, ou especialista em saúde da família e comunidade; um enfermeiro generalista, ou com a mesma especialização do médico; um auxiliar ou técnico de enfermagem; e agentes comunitários de saúde. Na equipe expandida, há profissionais de saúde bucal: cirurgião-dentista generalista ou com a mesma especialização da equipe médica; e um auxiliar ou técnico em saúde bucal. Cada equipe é responsável pelo atendimento de até 4 mil habitantes, sendo a média recomendada de 3 mil, com jornada de trabalho de 40 horas semanais para todos os seus integrantes.

    A atuação das equipes de Saúde da Família ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade. É a porta de entrada do sistema hierarquizado e regionalizado de saúde, ou seja, é a equipe que faz a triagem e encaminha o paciente para atendimentos especializados.

    A equipe atua num território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade, e busca intervir sobre os fatores de risco aos quais está exposta a comunidade, acompanhando, alertando e auxiliando na prevenção de doenças e males, organizando atividades de educação e promoção da saúde. Por Agência Senado.

  • Comissão Senado do Futuro vai debater a criminalização do assédio moral no trabalho

    A Comissão Senado do Futuro (CSF) vai realizar uma audiência pública, nesta quarta-feira (22), para debater propostas de criminalização do assédio moral no trabalho.

    A reunião começa a partir das 14h e terá caráter interativo.

    Foram convidados para a audiência a coordenadora geral do Coletivo Nacional de Trabalhadores Assédio Nunca, Maura Lúcia dos Anjos; o procurador do trabalho da 20ª Região e representante da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades, Ricardo José Carneiro; e a representante da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Junéia Batista.

    Também foram convidados representantes do Ministério do Trabalho, Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

    A reunião acontecerá na sala 13, Ala Senador Alexandre Costa, Anexo 2 do Senado. Por Agência Senado.

  • NASA não consegue ‘despertar’ sua sonda em Marte

    Os especialistas da NASA não conseguiram restabelecer a ligação com a sonda marciana Opportunity, embora o volume de pó na atmosfera de Marte se tenha reduzido para níveis quase normais, comunicou o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

    “Neste momento, o nível de pó na atmosfera caiu para 2,1 tau, mas depois cresceu para 2,5 tau. Até que se reduza para o nível de 2 tau, não esperamos ‘ouvir’ nada do rover, mas continuamos monitorando constantemente seus sinais”, informaram os participantes da missão.

    No início de junho, Marte foi atingido por uma forte tempestade de pó que abalou a maior parte da cratera Endeavour, onde a sonda Opportunity está operando. Alguns dias depois, a situação se agravou a tal ponto que os engenheiros tiveram que colocar a sonda em regime de emergência e desligar todos as suas ferramentas exceto o relógio.

    Já em meados de junho, segundo mostraram as fotos tiradas pela sonda Curiosity, que se encontra em outra parte do planeta, a tempestade abalou Marte inteiro e oficialmente adquiriu uma envergadura planetária.

    Foi apenas nos finais de julho que a camada de poeira gradualmente começou a assentar na superfície, e se espera que nas próximas semanas e meses a situação em Marte melhore radicalmente. Nas primeiras semanas de agosto, a quantidade de pó na atmosfera se reduziu várias centenas de vezes, o que melhorou a situação significativamente.

    Entretanto, não vale esperar que a sonda Opportunity desperte em breve, pois o nível de iluminação da superfície marciana continua muito baixo. Ademais, ainda não está claro se suas baterias conseguiram sobreviver na sequência de quase um mês de vida no frio e em completa escuridão.

    Segundo opinam os especialistas, uma tempestade semelhante ocorrida no planeta há cerca de 8 anos foi o motivo da morte da sonda Spirit, “gêmea” da Opportunity, que ficou presa na cratera Gusev em 2010.

    Porém, neste caso o rover não corre risco, porque Marte está entrando no verão e as temperaturas na sua superfície não devem baixar menos que 40 graus negativos. Só a partir daí isso seria perigoso para o rover.

  • Dieta Low Carb pode encurtar sua vida – a menos que…

    A dieta com baixo teor de carboidratos, a famosa Low Carb, caiu no gosto popular nos últimos tempos, principalmente depois que vários influenciadores digitais passaram a divulgá-la. Embora os resultados para o emagrecimento sejam favoráveis, essa dieta têm sido associada à redução da longevidade – exceto quando há a troca da carne por alternativas à base de plantas, ou seja, uma dieta vegana.

    Uma análise de dados de 15.400 pessoas nos EUA, encontrou uma forte relação entre a mortalidade e a ingestão de carboidratos. O estudo descobriu que as pessoas que viviam mais tempo tendiam a ser aquelas que recebiam cerca de 50% a 55% de sua ingestão energética de carboidratos. Com uma idade de 50 anos, essas pessoas poderiam esperar viver mais 33 anos.

    É um ano a mais do que as pessoas que obtêm 70% ou mais de sua energia a partir de carboidratos, e quatro anos a mais do que as pessoas recebem menos de 30% de suas calorias de carboidratos.

    Sara Seidelmann, do Brigham and Women´s Hospital, em Boston, e seus colegas, se perguntaram se os tipos de gordura e proteína que as pessoas comem em dietas baixas em carboidratos poderiam contribuir para reduzir a longevidade.

    Mergulhando nos dados, eles descobriram que, quando as pessoas substituíam os carboidratos por carne, como carne de cordeiro, carne de porco, carne bovina e frango, a mortalidade aumentava.

    Proteínas vegetais

    Mas o oposto era verdadeiro para aqueles que em vez disso comiam fontes de proteína e gordura baseadas em vegetais, como leguminosas, legumes e nozes. “Quanto mais você troca gorduras e proteínas vegetais por carboidratos, mais o risco diminui”, diz Seidelmann.

    A equipe acredita que o aumento da mortalidade em uma dieta rica em carboidratos e carnes, se deve ao menor consumo de frutas e vegetais e aos efeitos nocivos das proteínas e gorduras animais nos sistemas de inflamação e estresse oxidativo do corpo.

    “Se você optar por uma dieta com muito pouco carboidrato como forma de perder peso ou como um padrão alimentar, é muito importante que você esteja atento para substituir os carboidratos por alimentos mais vegetais”, diz Seidelmann.

    Quanto àqueles que consomem muitos carboidratos, suas taxas de mortalidade podem ser maiores devido a problemas metabólicos associados à ingestão de grandes quantidades de carboidratos refinados, como arroz branco e pão.

  • Piso salarial para médicos e dentistas está pronto para ser votado em comissão

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já tem condições de analisar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 316/2014, que fixa em R$10.991,19 o valor do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas.

    O relator, senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), entregou ao colegiado seu voto favorável à iniciativa.

    Os quase R$ 11 mil superam o piso previsto na Lei 3.999, de 1961, que é de três vezes o valor do salário mínimo (R$ 937 atualmente).

    A proposta também estabelece o reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e fixa a jornada desses profissionais em quatro horas diárias ou 20 horas semanais.

    “Entendemos que o novo valor está em consonância com a proposta da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que recomenda um salário mínimo de R$ 11.675 para 20 horas semanais de trabalho. O estabelecimento de valor muito acima do proposto por aquela entidade poderia levar a problemas, como relações informais na contratação de alguns profissionais. A fixação do piso servirá para conferir segurança a essas categorias, além de reduzir a alta rotatividade”, explicou o relator.

    Correção

    O autor do projeto, o ex-senador Paulo Davim, afirma que a proposta vai sanar uma irregularidade, visto que a Constituição proíbe a vinculação ao salário mínimo para quaisquer fins.

    “É, portanto, inconstitucional a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de piso salarial, conforme já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, em sua Súmula Vinculante 4. Assim, estamos propondo os ajustes necessários para que cessem as discussões acerca da lei”, explicou Davim na justificação do projeto. Por Agência Senado.

  • Bolsonaro contesta candidatura de Lula no TSE

    O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), um dos 13 candidatos à Presidência da República, entrou hoje (16) com o sexto pedido de impugnação (questionamento) do registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) ao cargo, alegando que o ex-presidente inelegível.

    No pedido, os advogados Tiago Ayres, Gustavo Bebianno Rocha e André Castro, que representam Bolsonaro e a coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, detalham o processo que levou à condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP) e afirmam que, em decorrência disso, o ex-presidente é inelegível. “Isso porque restou comprovado que o ex-presidente da República participou de um grande esquema de corrupção”, diz o texto.

    Os advogados argumentam ainda o entendimento atual do STF, segundo o qual a pena pode ser executada após condenação em segunda instância, que levou à prisão de Lula, também deve ser aplicado à restrição dos direitos políticos do ex-presidente.

    O registro de candidatura de Lula já foi questionado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso decidir sobre os pedidos de impugnação. Hoje, ao ser questionado sobre o assunto, o ministro afirmou que fará “o que é certo”.

    Barroso pode decidir de modo monocrático e liminar (individual e provisório) sobre o deferimento do registro de candidatura de Lula, mas o mais provável é que o processo seja julgado diretamente no plenário do TSE.

    O registro da candidatura de Lula também foi contestado por dois candidatos a deputado federal, Kim Kataguiri (DEM-SP) e Alexandre Frota (PSL-SP), e por dois cidadãos que não concorrem às eleições. Esses pedidos de impugnação foram distribuídas ao ministro do TSE Admar Gonzaga.

    O PT pediu a Barroso que esclareça a quem cabe a relatoria das impugnações, e o ministro enviou o questionamento à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que deve pacificar a quem caberá decidir.

    ELEIÇÕES 2018:
    Começa a campanha eleitoral; confira o que pode e o que não pode na disputa

    Condenação

    Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi condenado, no caso do tríplex do Guarujá (SP), por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

    Com a condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente nega ser proprietário do tríplex no Guarujá e pretende reverter a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Os advogados do ex-presidente querem que os recursos às instâncias superiores tenham efeito suspensivo sobre a condenação, o que garantiria a Lula o direito de recorrer em liberdade e também de disputar as eleições. Por Agência Brasil.

  • Novembro pode virar mês nacional de combate ao Aedes aegypti

    Começou a tramitar no Senado proposta para instituir o mês de novembro como mês nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, da chikungunya e da zika. O Projeto de Lei da Câmara 86/2018 aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

    A escolha pelo mês de novembro se deu por ser época de clima quente e chuvoso no país, período ideal para a proliferação do mosquito. A proposta é do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que defende ser “fundamental a instituição de uma data específica para que se debatam a doença, suas principais consequências e, especialmente, as medidas efetivas para seu controle”.

    O texto altera a Lei 13.301, de 2016, que trata das medidas de vigilância em saúde para prevenção e controle do Aedes aegypti.

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    Dados do Ministério da Saúde divulgados no primeiro semestre de 2018 apontam que 22% dos municípios brasileiros (1.153) têm alto índice de infestação e risco de surto para as três doenças, mesmo no inverno. O ministério alerta para a necessidade de intensificar as ações permanentes de combate e prevenção ao mosquito.

    Em 2017, as ações de vigilância em saúde receberam R$ 1,94 bilhão em recursos. Para este ano, estão previstos gastos de R$ 1,9 bilhão. Por Agência Senado.

  • Projeto proíbe venda de animais de estimação nas ruas

    O senador Rudson Leite (PV-RR) quer proibir o comércio indiscriminado de animais de estimação em locais públicos e fora de lojas autorizadas para este fim. Para isso, apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 358/2018. Pelo texto, quem vender animais de estimação na rua ou em locais públicos, sujeitando-os a condições insalubres, cometerá crime ambiental (Lei 9.605, de 1998). Segundo o senador, a venda na rua ocorre quase sempre com os animais expostos em porta-malas de carros e outros locais indevidos, como caixas, sem preocupação alguma com a saúde ou o bem-estar deles, e é preciso impedir a prática.

    Quem insistir no método de venda pode ser enquadrado por maus-tratos a animais e condenado a detenção de três meses a um ano, mais pagamento de multa, como determina a Lei 9.605. Se o animal morre, a pena é aumentada de um sexto a um terço.

    — O ser humano deve conviver harmoniosamente com os animais, que merecem a nossa total dedicação e respeito. Como os animais não possuem meios de se defender, a única maneira de lhes evitar maus-tratos é recrutar o empenho da sociedade e do Poder Público — defendeu o parlamentar.

    Rudson Leite se inspirou numa decisão do juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, que proibiu a venda de animais nas ruas da capital. Sua decisão diz respeito a uma ação popular iniciada por uma moradora da cidade que buscou impedir a venda de animais no estacionamento da Feira dos Importados, já que não há licenciamento para o exercício dessa atividade econômica no local.

    Para o juiz, é ilegal o “escandaloso comércio ilícito” em via pública, tornando vulnerável o espaço que tem o uso desvirtuado pela ocupação e comercialização irregular, e ferindo a segurança sanitária dos animais e dos cidadãos.

    A proposta de Rudson aguarda designação de relator na Comissão de Meio Ambiente (CMA) e, se aprovada, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebe decisão terminativa. Por Agência Senado.