Categoria: AWRB

  • Comissão de Direitos Humanos pode votar Estatuto do Cigano

    Pode ser votado na próxima semana pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) o projeto que cria o Estatuto do Cigano. O texto, do senador Paulo Paim (PT-RS), traz definições sobre o povo cigano e garante direitos aos indivíduos dessa população, que no Brasil é estimada em 500 mil pessoas. O relatório do senador Hélio José (Pros-DF) foi lido na terça-feira (7).

    — Precisamos estender aos povos ciganos o manto da proteção e respeito que a doutrina contemporânea dos direitos humanos garante a todas as minorias étnicas, de modo a combater sua marginalização e concretizar o direito democrático de grupos específicos de ter a sua diferença legitimamente incluída na pluralidade democrática reconhecida no nosso ordenamento institucional — diz Hélio José.

    Informações divulgadas pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) apontam a existência, no Brasil, de pelo menos três etnias ciganas: Calon, Rom e Sinti. Levantamento feito em 2011 mostrou que os acampamentos ciganos encontravam-se em 291 municípios situados em 21 unidades da Federação. Estima-se que, naquele ano, a população cigana brasileira chegava a meio milhão de pessoas.

    Por conta dessa defasagem nos dados, um dos pontos reivindicados pelos ciganos e incluídos no projeto é justamente a obrigação de recolhimento periódico de dados demográficos sobre sua população para subsidiar a elaboração de políticas públicas.

    Garantias

    O projeto busca garantir aos povos ciganos a inclusão social, política e econômica, além da defesa dos direitos individuais e coletivos; e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. De acordo com o texto, é dever do Estado e da sociedade promover a inclusão dos ciganos, defendendo sua dignidade, sua liberdade de crença e de consciência e sua cultura.

    A proposição garante oportunidades nos diversos setores da vida social, no acesso a saúde, terra e trabalho, e nas políticas de promoção da igualdade social. Incentiva a educação básica dos ciganos, sem distinção de gênero. Também prevê a criação de espaços para a disseminação da cultura desta população.

    Outra inovação é a caracterização das línguas ciganas como bem cultural de natureza imaterial e o reconhecimento de contribuição dos ciganos como povo formador da história do Brasil. Também está prevista a garantia do atendimento de saúde mesmo ao cigano que não for civilmente identificado.

    Na área trabalhista, o governo deverá adotar ações para vedar a discriminação no emprego e na profissão. O texto também prevê oficinas de profissionalização e incentivo a empresas e organizações privadas para que contratem ciganos recém-formados.

    Além disso, há a previsão de incentivo ao crédito e acesso à moradia, respeitando-se as particularidades culturais da etnia. Os ranchos e acampamentos são partes da cultura e tradição da população cigana, configurando-se asilo inviolável, diz o projeto.

    Alterações

    O texto já tinha sido analisado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde sofreu alterações. Na CDH, o relator sugeriu novas mudanças, que ainda precisam ser votadas. Grande parte delas para melhorar a redação e atualizar alguns termos presentes no texto.

    A expressão “população cigana” foi substituída por “povos ciganos”, considerada mais condizente com a realidade sociocultural desses grupos étnicos. “Um povo é um grupo de pessoas com identidade histórica e cultural própria, ao passo que população é apenas um conjunto de pessoas”, explicou. Outra substituição feita foi a de “igualdade de oportunidades” por “inclusão”, termo considerado mais atual pelo relator.

    Já a expressão “valores religiosos” foi substituída por “liberdade de crença e de consciência”. Outro ajuste de redação sugerido é a substituição de “pequena e média produção, nos meios rural e urbano”, por “pequena e média empresa e para a agricultura familiar e o cooperativismo” na parte do texto que prevê o incentivo e a orientação do poder público sobre o acesso ao crédito para o povo cigano.

    Hélio José também sugere suprimir a parte do texto que assegura à criança e ao adolescente ciganos o direito de transferência de matrícula quando forem filhos de artistas profissionais itinerantes. De acordo com o relator, esse direito já é garantido por lei a qualquer criança ou adolescente.

    Mudanças acatadas

    Além das emendas da CDH, o relator sugere, ainda, que sejam mantidas alterações feitas nas outras comissões, como a determinação da identidade cigana. O texto original previa que seriam considerados ciganos os que se autodeclarassem assim. Uma mudança aprovada pela CE e pela CAS reformulou essa definição e incluiu como critério para a identificação do cigano o reconhecimento da comunidade.

    Outra alteração já aprovada anteriormente e mantida pelo relator foi a supressão do artigo que tornava obrigatório o estudo da história geral da população cigana no ensino fundamental e no ensino médio. O entendimento foi de que a implantação de inovações curriculares não deve ser feita por meio de alterações da legislação ordinária, mas pelas áreas técnicas do governo federal.

    Também foram mantidas no relatório a inclusão de um capítulo específico para o desporto e o lazer, as alterações nas ações de saúde voltadas especificamente para os ciganos e a previsão de atendimento de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) ao cigano que não for civilmente identificado. O texto original não especificava o tipo de atendimento. Por Agência Senado.

  • Praticar exercícios pode ajudar a vencer o vício em cocaína

    O exercício pode ajudar a prevenir recaídas na dependência de cocaína, de acordo com uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Buffalo, nos EUA.

    “O vício em cocaína é frequentemente caracterizado por ciclos de recuperação e recaída, com estresse e emoções negativas, muitas vezes causadas pela própria abstinência, entre as principais causas de recaída”, diz Panayotis Thanos, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa em Vícios e Departamento de Farmacologia da Universidade.

    Usando modelos animais, Thanos descobriu que o exercício aeróbico regular (uma hora em uma esteira, cinco vezes por semana) diminuiu o comportamento de procura de cocaína induzida pelo estresse. O exercício também alterou as respostas comportamentais e fisiológicas ao estresse.

    Indivíduos viciados em cocaína alteraram as respostas neurais, comportamentais e fisiológicas ao estresse. Uma pesquisa recente de Thanos demonstrou como o exercício físico pode alterar a via da dopamina mesolímbica do cérebro, que está ligada às propriedades recompensadoras e reforçadoras de drogas como a cocaína.

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    Além disso, o exercício tem mostrado reduzir os hormônios do estresse e elevar o humor, o que poderia ajudar a aliviar a ansiedade e as emoções negativas associadas à abstinência.

    Estudos já mostraram que o exercício aeróbico (também conhecido como “cárdio”) é uma estratégia eficaz contra muitos problemas de saúde física, incluindo doenças cardíacas, diabetes e artrite, juntamente com certos problemas de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão.

    “Nossos resultados sugerem que o exercício aeróbico regular pode ser uma estratégia útil para a prevenção de recaídas, como parte de um amplo programa de tratamento para recuperação de usuários de cocaína”, disse Thanos. “Mais pesquisas são necessárias para ver se esses resultados também são verdadeiros para outras drogas que causam dependência.”

  • Samsung apresenta seu primeiro Smartwatch sob a marca Galaxy Watch

    A Samsung Electronics Co. apresentou nesta quinta-feira (09) o seu primeiro smartwatch com o nome Galaxy Watch, que apresenta melhores características relacionadas à saúde e um design mais elegante do que os modelos anteriores.

    A gigante sul-coreana, que realizou uma apresentação para o Galaxy Note 9 em Nova York, também apresentou o aguardado Galaxy Watch.

    A Samsung disse que decidiu mudar o nome de seus wearables do título anterior, Gear, para o Galaxy, já que deseja oferecer a mesma experiência que os smartphones Galaxy através de seus dispositivos mais recentes.

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    “Pretendemos continuar com a tradição única do Samsung Electronics, mesmo no segmento de wearable”, disse Koh Dong-jin, chefe da divisão de TI e dispositivos móveis da Samsung. “O Galaxy Watch é um produto que oferece experiências otimizadas para cada estilo de vida, refletindo as necessidades dos clientes”, concluiu.

    O Galaxy Watch será lançado em três versões, a edição prata de 46 mm, juntamente com a versão de 42 mm, que virá em preto e dourado.

    Mantendo o design redondo, a Samsung disse que os novos dispositivos podem oferecer um som de tique-taque para fazê-los parecer relógios de verdade.

  • Apple está trabalhando em algo fantástico para o seu carro

    A Apple se deparou com uma concorrência violenta nos últimos anos no mercado de Smartphones e viu seu império desmoronar, se transformando apenas em mais uma marca de celulares inteligentes. Mas não por muito tempo.

    Já que o mercado desses aparelhos anda muito saturado, e se a empresa de Cupertino investisse em outra área? Pois bem, foi exatamente isso que eles fizeram.

    Tim Cook, CEO da Apple, já declarou que a Apple está atenta ao desenvolvimento tecnológico em diversas áreas e que não vai se limitar apenas em produzir tecnologia de telefonia móvel, computadores e tocadores de música.

    Além disso, a Apple estava investido forte no desenvolvimento de produtos e software de realidade aumentada. Mas até agora essa tecnologia foi usada apenas para diversão, em games.

    Segundo informa o Patently Apple, a nova patente registrada pela empresa de Cupertino vai muito além de jogos na tela do telefone.

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    Trata-se de um para-brisas com realidade aumentada que apresenta uma série de informações para o motorista e passageiro.

    Este tipo de tecnologia funciona perfeitamente como um GPS, ou mesmo para avisos de limite de velocidade da via, distância do veículo à frente e tudo mais o que imaginar. Tudo isso no vidro do seu carro.

    O projeto ainda está em fase inicial e não há mais detalhes, nem mesmo sobre data de lançamento. Não sabemos também se essa tecnologia estará presente apenas nos carros autônomos da marca ou se serão vendidos para outras empresas.

    Uma coisa é certa, mesmo que demore anos para que essa tecnologia chega até nós, é muito bom saber que a Apple está trabalhando em projetos como este.

  • Ford está implantando exoesqueletos em 15 de suas fábricas em todo o mundo

    No ano passado, a Ford já havia implantado exoesqueletos em duas de suas fábricas em Michigan, nos EUA. Por um breve período de testes, essas fábricas serviram de base para saber se realmente há ganhos de produtividade entre os trabalhadores que utilizaram os coletes de força.

    Agora, a montadora norte-americana está expandindo o uso do equipamento para outras 15 fábricas em todo o mundo. Nos EUA, todas as fábricas receberão pelo menos um exemplar, enquanto o restante irá para instalações na Ásia, Europa e América do Sul.

    Os EksoVests, produzidos pela Ekso Bionics, ajudam a fornecer de 2 a 6 quilos de força por braço extra ao levantar itens pesados. No caso da Ford, os coletes são especialmente úteis para os trabalhadores da linha de montagem, que passam a maior parte do tempo trabalhando na parte de baixo dos carros.

    A montadora encomendou 75 EksoVests. Esse é um número pequeno em uma empresa com mais de 200.000 funcionários, mas a empresa vê isso como um trampolim para os esforços futuros que vão além de auxiliar no trabalho.

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    “Queríamos nos concentrar em um exoesqueleto inicialmente, depois expandir a partir daí à medida que o espaço cresce”, disse Marty Smets, especialista técnico da Ford em sistemas humanos e fabricação virtual.

    Os exoesqueletos podem ajudar a reduzir as lesões dos trabalhadores e aumentar a produtividade. Esses testes destinam-se a provar a utilidade da tecnologia e se é um investimento financeiramente viável para grandes fabricantes.

  • Próximo governo terá de concluir reformas, diz o presidente Temer

    O presidente Michel Temer afirmou hoje (7) que o próximo presidente eleito no Brasil terá de concluir as reformas que não foram finalizadas em seu governo, como a reforma da Previdência Social.

    “Fincamos estacas, estabelecemos pilares que nenhum governante que venha conseguirá modificar. Ao contrário, vão ter que continuar com as reformas que começamos e não pudemos concluir”, disse o presidente, em discurso durante o 28º Congresso e Expo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), na capital paulista.

    Temer destacou a importância do setor para a economia, como responsável por 7,4 mil distribuidores de veículos, pela geração de 300 mil empregos diretos e por 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). Ele disse que os profissionais do setor atuam com dinamismo e agilidade, contribuindo para a recuperação da economia brasileira.

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    Rota 2030

    O presidente disse que o governo vem agindo lado a lado com representantes da indústria de veículos e trabalhadores do setor na elaboração do Programa Rota 2030, que impulsiona o desenvolvimento da indústria automotiva, com total atenção à expectativa dos consumidores. Segundo Temer, o programa vai incentivar a produção de mais veículos, com melhor qualidade, segurança, tecnologia e eficiência energética.

    O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, também presente ao evento, ressaltou o lançamento do Programa Rota 2030, no início do mês passado. Marcos Jorge estima que, nos próximos 15 anos, o país terá carros mais eficientes e seguros. “Um dos grandes pilares é o estimulo à modernização do setor, fundamental para a recuperação da economia brasileira.” Por Agência Brasil.

  • Audiência no STF tem manhã de reflexão religiosa sobre aborto

    A audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) organizada para debater a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação foi marcada, na manhã de hoje (6), por discursos baseados em premissas constituições e reflexões teológicas e filosóficas – diferentemente de sexta-feira (3) quando cientistas e profissionais de saúde pautaram o debate por meio de pesquisas e números.

    Mesmo com o apelo feito pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela ministra Rosa Weber, que conduz os trabalhos, o segundo dia de audiência pública foi marcado por diversas manifestações dos presentes.

    A mais aplaudida, sendo aclamada de pé pela maior parte dos presentes no plenário da Primeira Turma do STF, foi a pastora evangélica Lusmarina Garcia, que proferiu uma das poucas falas favoráveis à descriminalização, dentre os 11 representantes religiosos.

    Favoráveis à descriminalização

    Representando o Instituto de Estudos da Religião e teóloga e mestre em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lusmarina ressaltou o que considera uma motivação patriarcal para a posição de muitas entidades religiosas contrárias ao aborto. Ela defendeu um estado laico e políticas públicas baseadas no conhecimento.

    “Há séculos um cristianismo patriarcalizado é o responsável por penalizar e legitimar a morte de mulheres”, disse Lusmarina. “Uma parte das tradições religiosas, que são construções históricas, insiste em disseminar a misoginia”, acrescentou. Segundo ela, a mulher foi relegada a um papel secundário na construção do cristianismo, o que se reflete nas posições defendidas hoje por diversas igrejas.

    Lusmarina disse ainda que o aborto é praticado por “mulheres comuns e de fé como evangélicas, católicas e espíritas. Essas mulheres comuns, mulheres de fé, devem ser consideradas criminosas?”, questionou. “Gostaria de dizer a cada uma delas: vocês não estão sozinhas e vocês não são criminosas”, respondeu.

    Segunda a defender a descriminalização, a socióloga Maria José Fontelas, do Católicas pelo Direito de Decidir, engrossou o tom ao questionar: “O que falta dizer para defender a vida das mulheres?”.

    A professora citou manifestações do Papa Francisco, que ofereceu aos padres a possibilidade de conceder o perdão às mulheres que abortaram e se sentiam culpadas. “A Igreja sempre mudou quando percebeu que a sociedade mudava. Foi assim com respeito à escravidão. Por que não poderia reconsiderar sua posição em relação ao aborto?”, indagou.

    A defesa da descriminalização ganhou o apoio da Confederação Israelita do Brasil. Em tom mais leve, o rabino Michel Schlesinger disse que sua opinião sobre o tema seria apresentada como uma sugestão: “tomem o cuidado de não tomar nenhuma decisão pela pessoa que vai no final das contas pagar o preço de uma decisão ou não”. Ao lembrar que o fundamento bíblico é o de escolher pela vida.

    “Mas, o que significa escolher a vida em cada uma das circunstências? Qual a vida? Qual o aspecto da vida? Saúde mental também é vida”, questionou ao esclarecer que a tradição judaica entendeu que durante a gravidez não existe a vida completa e autônoma, mas a possibilidade de vida. “Essa possibilidade de vida é sim sagrada e deve ser preservada, mas segue em debate”, ou seja, a vida da mulher e sua integridade estão acima da sobrevivência do feto ou do bebê até o último instante do parto. “É uma espécie de legítima defesa”, disse.

    O rabino concluiu destacando a aproximação do papel das instituições religiosas e do Estado. “Recomendo que o Estado monte equipes multidisciplinares para aconselhar e acolher essas mulheres. Temos uma oportunidade de sermos relevantes num momento tão crítico na vida de uma mulher e seu retorno. E só o seremos se nossa postura for de acolhimento. No final, a escolha do indivíduo será tomada, conosco ou apesar de nós”.

    Maioria contrária

    A maior parte dos expositores convidados para esta segunda, no entanto, criticou a possível mudança da lei para permitir o aborto até a 12ª semana de gestação, como pede a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) da qual Rosa Weber é relatora.

    Do rol de 11 entidades ligadas a diferentes religiões que estiveram presentes, representantes de sete delas rechaçaram a possibilidade de uma mudança da lei penal. Atualmente, no país, a interrupção da gravidez é considerada legal somente em casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou caso a gestante esteja correndo risco de vida.

    O teólogo e professor universitário Douglas Roberto de Almeida Baptista, da Convenção Geral das Assembleias de Deus, defendeu que a vida começa a partir da concepção, momento a partir do qual a Constituição garante proteção à vida.

    “Toda pessoa tem o direito a sua vida. Este direito tem que ser protegido pela lei desde o momento da sua concepção. Militantes da cultura da morte questionam quando ocorre o início da vida”, afirmou. Baptista ainda questionou os argumentos favoráveis à descriminalização do aborto acusando “de estarem plenos de viés ideológico, politico-partidário”.

    “Não existe preceito fundamental para matar inocentes. Essa ADPF não merece prosperar porque o abortamento está em desacordo com a moral dos brasileiros”, afirmou, citando o Censo de 2010. “Mais de 85% dos brasileiros professam a fé cristã e o fato de tirar a vida é atentado à lei da moral e ética da fé cristã”, disse. Segundo ele, os “militantes abortistas” não aceitam que o assunto seja submetido a um plebiscito porque a maior parte da população não aprovaria.

    Em tom mais moderado, o professor e integrante da Convenção Batista Brasileira, Lourenço Stelio Rega, apresentou uma espécie de aula sobre diferentes correntes filosóficas sobre a vida e de genética.

    Ele defendeu que o embrião “não deve ser objeto de descarte como um aglomerado celular” e alertou que mais do que discutir a permissão ou não do procedimento, o Estado precisa discutir como reduzir os números de aborto garantindo condições seguras e protetivas para as mulheres.

    “A vontade da gestante não pode desconsiderar que um ser-outro tem a sua própria identificação genética que permanecerá até o termo da vida. O embrião humano é um ser, uma pessoa, uma personalidade”, disse.

    Após breve intervalo para almoço, a audiência será retomada às 14h30, com a manifestação de mais 13 palestrantes, dessa vez representando entidades e órgãos jurídicos, como a Defensoria Pública da União, e também outras ligadas à defesa dos direitos humanos. Por Agência Brasil

  • Novo estudo mostra que um terremoto pode causar tremor do outro lado do planeta

    Pela primeira vez, pesquisadores descobriram evidências de que fortes terremotos desencadearam eventos sísmicos no outro lado do planeta, sugerindo um efeito cascata, que poderia ser usado para prever catástrofes no futuro.

    Pesquisadores da Oregon State University analisaram quase meio século de dados sobre terremotos e chegaram à conclusão surpreendente de que, quando grandes tremores acontecem, há uma boa chance de outro tremor atingir o outro lado do planeta nos próximos dias.

    “Os casos de teste mostraram um aumento claramente detectável sobre as taxas de fundo”, diz o cientista Robert O’Malley.

    “Os terremotos são parte de um ciclo de acúmulo e liberação de tensões tectônicas. Como zonas de falhas perto do final deste ciclo sísmico, os pontos de inflexão podem ser alcançados e o disparo pode ocorrer”, diz O’Malley.

    A equipe de cientistas então começou a monitorar vários terremotos em diverso locais e identificou que em até três dias, após eventos sísmicos que atingem mais de 6,0 pontos na escala, em outro ponto da terra seria sentido alguma coisa.

    Quanto maior o terremoto inicial, maior a chance de acontecer outro em algum lugar. Curiosamente, não é possível detectá-lo nas primeiras 24 horas, o que poderia ajudar a explicar por que outros estudos não conseguiram identificar isso.

    Além do mais, a maioria deles ocorreu a 30 graus do ponto oposto do outro lado do globo.

    O estudo não tentou esclarecer possíveis explicações por trás do aumento de terremotos distantes.

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    “A compreensão da mecânica de como um terremoto poderia iniciar outro enquanto estava amplamente separado em distância e tempo ainda é em grande parte especulativa”, diz O’Malley.

    “Mas, independentemente da mecânica específica envolvida, a evidência mostra que ocorre o desencadeamento, seguido por um período de quiescência e recarga”, completou.

    Os resultados contradizem um estudo de 2011 que analisou as mudanças na frequência de terremotos até vários meses após grandes tremores.

    Os pesquisadores sugerem que este novo estudo pode ser simplesmente mais sensível, embora o contraste indique que há muita pesquisa a ser feita antes que possamos ter certeza de que existe uma ligação.

    Identificar exatamente quando e onde os terremotos catastróficos serão atingidos teria o potencial de salvar muitas vidas, portanto, qualquer pesquisa que possa ajudar a prever a probabilidade de um tremor pode ser útil.

  • Facebook terá ferramentas para controlar tempo gasto em plataforma

    O Facebook anunciou novas ferramentas para que os usuários possam monitorar o tempo gasto na plataforma e no Instagram, aplicativo de propriedade da empresa. O quadro de controle de atividades (Activity Dashboard) vai permitir que a pessoa verifique quanto tempo passou conectada ao programa e crie formas de gerir as notificações. A empresa não informou quando os recursos estarão disponíveis.

    No Facebook, será criado um link chamado Seu Tempo no Facebook (Your Time on Facebook). Neste link, o dono do perfil pode conferir o tempo médio naquele dispositivo, que poderá ser analisado por determinados períodos, como dia ou semana. Neste espaço, será possível definir um tempo limite ou de referência e solicitar alertas quando este for atingido.

    Outro novo recurso é a gestão das notificações, mecanismo usado pela plataforma para avisar ao usuário quando alguma interação (comentário, like ou publicação) é feita junto ao perfil. Eles podem ser ativados para ser recebidos de diferentes formas, até quando a pessoa não está logada. As notificações acabam funcionando como estímulo para que a pessoa visite a plataforma, aumentado o tempo de acesso a ela.

    O usuário poderá interromper os alertas de notificação. Para isso, basta acessar as configurações de notificação (notification settings) e clicar em mute push notifications. Essa suspensão poderá ser definida por determinado período.

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    Segundo o diretor de Pesquisa da empresa, David Ginsberg, o objetivo é dar às pessoas meios de controlar o tempo gasto. Nesta quarta-feira (1º), em comunicado oficial onde a medida foi anunciada, Ginsberg afirmou que a empresa está preocupada com o impacto da quantidade e da qualidade do tempo despendido nos aplicativos da firma, especialmente entre jovens.

    Instagram

    No Instagram, as mesmas ferramentas foram implantadas. O usuário que quiser visualizar o tempo gasto deve acessar o link Sua Atividade (Your Activity).

    Assim como no Faceboo, lá estarão disponíveis as informações sobre o tempo por dia e semana e também os recursos para suspender as notificações. Por Agência Brasil.

  • Tomar banho de sauna frequentemente faz bem para a saúde, segundo pesquisa

    Banho de sauna é uma atividade de prazer, bem-estar e relaxamento. Mas segundo pesquisas recentes, além de seu uso para o prazer, o banho de sauna pode estar ligado a vários benefícios para a saúde.

    Um novo relatório publicado na Mayo Clinic Proceedings descobriu que o banho de sauna está associado a uma redução no risco de doenças vasculares, como hipertensão e doenças cardiovasculares, doenças neurocognitivas, doenças não vasculares, como doenças pulmonares, distúrbios mentais e mortalidade. Além disso, o banho de sauna aliviou condições como doenças de pele, artrite, dor de cabeça e gripe.

    As evidências também sugerem que os banhos regulares de sauna estão associados a uma melhor qualidade de vida.

    A equipe de pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Jyväskylä, da Universidade do Leste da Finlândia e da Universidade de Bristol conduziu uma revisão abrangente sobre os efeitos dos famosos banhos de sauna finlandeses, que é caracterizado pela exposição à alta temperatura por um breve período.

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    Os resultados da pesquisa também sugerem que os benefícios da sauna estão ligados as funções circulatória, respiratória, cardiovascular e imunológica. O banho regular estabiliza o sistema nervoso autônomo, reduz a pressão arterial, inflamação, estresse oxidativo, circulação de colesterol ruim, rigidez arterial e resistência vascular. Além disso, ele também contribui para níveis benéficos de hormônios circulantes e outros marcadores cardiovasculares.

    As respostas fisiológicas de um banho de sauna comum correspondem àquelas produzidas por atividade física de intensidade moderada ou alta, como caminhar.

    Os sentimentos de relaxamento e bem-estar após uma sauna, podem estar ligados ao aumento da produção de níveis de hormônios como as endorfinas, relatou a equipe de pesquisa. A revisão também relata que o banho de sauna produz mudanças benéficas que são equivalentes àquelas produzidas pela atividade física.

    Além disso, a equipe de pesquisa relata que uma combinação de banhos de sauna e atividade física pode ter benefícios adicionais à saúde em comparação com cada atividade isolada.