Categoria: Saúde

  • São Paulo têm dois hospitais com ocupação máxima de leitos de UTI para Covid-19


    A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que o estado tem 11 mil pessoas internadas com Covid-19, maior marca desde o dia 5 de setembro.

    A taxa de ocupação de leitos de UTI também subiu e já lotou os hospitais de Guaianazes e de Sapopemba, na zona leste da capital.

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  • Brasil registra maior aumento diário de mortes por Covid-19 desde setembro


    Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (15), foram 964 novas mortes em 24 horas. É o maior aumento diário desde 30 de setembro.

    No total, 182.799 brasileiros já perderam a vida para a Covid-19 e 6.970.034 foram infectados pelo novo coronavírus. 

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  • Governo apresenta plano nacional de imunização e inclui a vacina do Butantan


    O governo federal apresentou o plano nacional de imunização contra a Covid-19 na manhã desta quarta-feira (16).

    “Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria, terão prioridade do SUS e isso está pacificado”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

    O ministro também afirmou que todos os brasileiros receberão a vacina de forma gratuita, nos postos de vacinação.

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  • Análise de pedido de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 terá prazo de até 10 dias


    A Anvisa informou nesta terça-feira (15) que a análise de pedido para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 terá um prazo de até 10 dias para uma definição.

    O prazo passa a valer a partir do momento em que as empresas que desenvolvem vacinas apresentarem toda a documentação exigida.

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  • Vacina que teve estudos suspensos no Peru não é a mesma testada no Brasil


    É enganoso um artigo publicado pelo site Jornal da Cidade Online sobre a suspensão dos testes de uma vacina chinesa no Peru. O texto, publicado no sábado, 12, não mencionava em nenhum momento qual a empresa responsável pelo imunizante. Apenas nesta segunda-feira, 14, o link foi atualizado para incluir a informação de que a vacina suspensa é da Sinopharm, que não realiza ensaios clínicos no Brasil. É outra farmacêutica chinesa, a Sinovac, que produz uma pesquisa em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

    A Sinopharm tem duas candidatas a vacina contra covid-19 na fase três de testes — uma em parceria com o Instituto Biológico de Wuhan e outra com o Instituto Biológico de Pequim. O imunizante que teve o estudo suspenso no Peru é testado nos seguintes países: Emirados Árabes Unidos, Barein, Egito, Jordânia e Argentina. O governo do Paraná chegou a firmar um acordo com a farmacêutica chinesa para testagem no estado, mas a parceria não vingou.

    Os testes da Sinopharm foram suspensos no Peru após um voluntário ter sentido fraqueza nas pernas. O Ministério da Saúde do país informou que ainda investiga se esse sintoma foi causado pela vacinação. No sábado, 12, o responsável pela pesquisa no Peru, Germán Málaga, da Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH), disse à imprensa local que “há muito pouca probabilidade” de relação com o imunizante. Segundo o médico, o resultado da investigação sobre o evento adverso ficaria pronto em três dias.

    Os comentários da postagem do Jornal da Cidade Online no Facebook evidenciam que muitas pessoas entenderam que a vacina suspensa no Peru é a mesma produzida em São Paulo em parceria com o Butantan. “O (governador do Estado, João) Doria calça justa tem que tomar primeiro com a família dele e esquecer a população porque ninguém quer tomar essa droga de vacina da China”, escreveu um usuário.

    Como verificamos?

    Pesquisamos sobre a suspensão de testes da vacina chinesa na imprensa brasileira e peruana. Também procuramos posicionamentos oficiais do Ministério da Saúde do Peru e da Sinopharm, mas não conseguimos contato com a farmacêutica chinesa. O Comprova procurou o Jornal da Cidade Online por e-mail na tarde desta segunda-feira (14), mas até a publicação desta verificação não obteve retorno. A alteração no texto original, que incluiu o nome da farmacêutica responsável pela vacina suspensa no Peru, ocorreu após o envio do e-mail do Comprova.

    O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 14 de dezembro de 2020.

    Verificação

    Qual é a vacina chinesa testada no Peru?

    A vacina da Sinopharm testada no Peru usa a tecnologia de vírus inativado e é produzida em parceria com o Instituto Biológico de Wuhan. Os estudos tiveram início em julho de 2020. Segundo divulgação do Ministério da Saúde do Peru, a Sinopharm iniciou os testes no país em setembro, com 6 mil voluntários e, em outubro, pôde duplicar a quantidade de pessoas submetidas ao teste.

    O mesmo texto afirma que, além da Sinopharm, a Johnson e Johnson também iniciou testes da fase 3 no país em novembro, com 3,5 mil voluntários. O governo do Peru até o momento informa ter acordo para aquisição de 9,9 milhões de doses da vacina da Pfizer, com uso já autorizado nos Estados Unidos, e mais 13,2 milhões de doses por meio da iniciativa de colaboração Covax Facility.

    A mesma vacina já foi aprovada pelo Ministério da Saúde dos Emirados Árabes Unidos. Lá, os estudos de fase três atestaram 86% de eficácia, de acordo com o órgão de saúde. A fabricante chinesa não divulgou dados sobre os testes.

    De acordo o plano de imunização do governo brasileiro, que lista todas as vacinas em fase três de testes no mundo, o imunizante da Sinopharm teve eventos adversos “leves e de curta duração, caracterizados principalmente por dor no local da aplicação e febre, sem registro de eventos adversos sérios”.

    Quais foram os sintomas do voluntário peruano?

    O pesquisador Germán Málaga, da UPCH, explicou ao jornal El Comercio, do Peru, que um voluntário de 64 anos teve fraqueza nas pernas depois de receber a vacina produzida pela Sinopharm. “Parece mais uma neuropatia diabética; no entanto, há uma possibilidade mínima de que tenha sido Guillain-Barré e por motivos de segurança o estudo foi suspenso”, esclareceu.

    A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune rara, que acomete de 1 a 4 pessoas a cada 100 mil habitantes. Um dos sintomas é justamente a fraqueza nos membros inferiores.

    Málaga acrescentou que a probabilidade de que haja relação com a vacina é “muito pequena”, porque o paciente tem diabetes mal-controlada há muitas décadas. “O paciente está bem, felizmente é um evento leve, o paciente está se recuperando, ele está em bom estado e todo o apoio está sendo dado a ele para recuperar sua saúde”, disse o médico.

    Segundo Málaga, as investigações sobre uma possível relação com o imunizante levariam 72 horas. Depois disso, os testes poderiam ser retomados. No Peru, 11,7 mil voluntários receberam doses da vacina chinesa.

    A decisão de suspender os estudos foi divulgada pelo Instituto Nacional de Saúde do Peru no dia 11 de dezembro. O Ministério da Saúde peruano apoiou a decisão em um comunicado no dia seguinte, em que informou que o evento adverso estava sob investigação. Segundo o órgão de saúde, a suspensão temporária é uma medida de segurança prevista pelo Regimento de Ensaios Clínicos.

    Qual a vacina chinesa testada no Brasil?

    No Brasil, a vacina é produzida por outra fabricante chinesa, a Sinovac Biotech, e é testada em parceria com o Instituto Butantan em 17 centros de pesquisa (página 65). Esse imunizante também usa a tecnologia de vírus inativado. Os testes chegaram a ser suspensos em novembro após a morte de um voluntário, mas foram retomados depois que a causa do óbito foi apontada como suicídio.

    A suspensão de estudos já ocorreu inclusive em testes de outros imunizantes, como a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, que teve estudos interrompidos após uma reação adversa relatada por um voluntário no Reino Unido, em setembro. Quatro dias depois, com a análise do caso, os desenvolvedores anunciaram a retomada dos testes.

    Os resultados de eficácia da fase três seriam divulgados até esta terça-feira, 15. No entanto, a divulgação foi adiada para incluir novos dados de voluntários infectados pelo novo coronavírus. É a terceira vez que o governo de São Paulo adia o anúncio desses dados.

    No sábado, o governador João Doria (PSDB) voltou a dizer que a previsão de início da campanha de vacinação no Estado é no dia 25 de janeiro.

    Por que investigamos?

    Em sua terceira fase, o Projeto Comprova verifica conteúdos duvidosos relacionados às políticas públicas do governo federal e à pandemia do novo coronavírus.

    Os conteúdos enganosos relacionados às vacinas em desenvolvimento contra a covid-19 podem interferir na confiança da população em relação aos imunizantes e reduzir a adesão à vacinação quando o país tiver um plano de proteção implantado. A imunização das pessoas por meio de vacina é vista como a principal estratégia capaz de promover uma ampla proteção e encerrar a pandemia.

    Até a tarde desta segunda-feira (14), a publicação do Jornal da Cidade Online que não indicava qual vacina chinesa fora alvo de suspensão dos testes no Peru já havia sido postada mais de 500 vezes no Facebook, com mais de 88 mil reações, 53 mil compartilhamentos e 23 mil comentários, segundo dados da ferramenta CrowdTangle. A desinformação associando a CoronaVac à vacina que teve os testes suspensos no Peru também vem circulando em montagens de páginas no Facebook. Na tarde desta segunda (14), a plataforma já sinalizou o conteúdo como falso.

    O Comprova já verificou outros conteúdos que traziam informações incorretas sobre a covid-19 e a vacina chinesa desenvolvida pelo laboratório Sinovac, como a publicação que sugeria que um laudo descartaria suicídio como causa da morte de um voluntário da CoronaVac, outra que sugeria que o Instituto Butantan não teria informado a morte de um voluntário da vacina chinesa e outra que afirmava que a CoronaVac teria matado voluntários e causado danos neurológicos ou de DNA. Verificações também mostraram que é enganosa uma publicação que sugeria que a China não usaria a própria vacina contra covid-19.

    A publicação sobre a suspensão dos testes da vacina da Sinopharm no Peru também já foi alvo de verificações de outras agências de checagem, como a Aos Fatos e a Boatos.org.

    Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações.

    Por: Projeto Comprova

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  • Butantan adia divulgação de dados da Coronavac após observar aumento do número de infecções entre voluntários


    A Coronavac é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan.

    A decisão teria sido tomada após os pesquisadores perceberem que o total de infectados no grupo de participantes havia crescido e ultrapassado a marca de 151 contaminações, suficiente para a análise final de eficácia. Com dados de mais voluntários, os resultados ficarão estatisticamente mais robustos, o que aumentará a chance do Butantan de obter registro rápido da Anvisa.

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  • Número de mortes registradas em cartórios supera o total de 2019


    Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/BR), o número de mortes registradas nos cartórios brasileiros em 2020 já superou o total do ano passado.

    Mais de 1,3 milhão de pessoas (1.351.740) morreram até novembro, contra cerca de 1,2 milhão de mortes registradas em 2019. Os dados contabilizam todos os tipos de mortes, incluindo a Covid-19. Sem a pandemia, as mortes registradas até novembro seriam cerca de 1,1 milhão.

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  • Governo entrega ao STF plano nacional de imunização


    O plano não traz a data de início da vacinação no Brasil. De acordo com o documento, para “a incorporação da nova vacina no Calendário Nacional de Vacinação faz-se necessária a aprovação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

    O Ministério da Saúde destaca que “está fazendo prospecção de todas as vacinas” e lista 13 imunizantes que podem ser adquiridos pelo governo brasileiro, entre elas a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

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  • Maioria dos pacientes internados com Covid na rede privada do Rio tem entre 30 e 65 anos


    Segundo o diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, Graccho Alvim, no auge da pandemia, em maio, eram os idosos que lideravam as internações nas UTIs.

    A informação foi dada ao site G1 neste sábado (12). “Isso mudou porque as pessoas começaram a sair, trabalhar, e se infectar. Quanto mais infectados, mais internações”, disse Alvim.

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  • “Demora da vacina é maior erro político de Bolsonaro”, diz Maia


    Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o maior erro político cometido pelo governo Bolsonaro até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o novo coronavírus.

    “Esse é o tema que pode gerar o maior dano de imagem. As pessoas estão começando a entrar em pânico, em desespero”, disse ele.

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