Categoria: Saúde

  • Reino Unido se prepara para legalizar uso medicinal da Cannabis

    A principal consultora médica da Inglaterra diz que há evidências suficientes sobre os benefícios terapêuticos dos medicamentos à base de cannabis, dando luz verde para a legalização da substância em tratamentos de saúde.

    A conclusão da professora Dame Sally Davies levou o novo ministro do Interior, Sajid Javid, a encomendar mais uma revisão sobre a aprovação da cannabis como medicamento, o que poderia levar à reclassificação da droga dentro de algumas semanas.

    “Há evidências claras de instituições de pesquisa altamente respeitadas e confiáveis ​​de que alguns medicamentos à base de cannabis têm benefícios terapêuticos para algumas condições médicas”, afirma a professora Dame Sally em seu relatório.

    Medicamentos à base de cannabis são categorizados como uma droga da Tabela 1, portanto, não são considerados terapêuticos. No entanto, removendo essa categorização, os médicos seriam capazes de prescrevê-los sob condições extremamente controladas.

    Há evidências de que a cannabis pode melhorar as condições de vida de quem sofre de apneia do sono, dores crônicas como a fibromialgia e esclerose múltipla.

    A reclassificação da discussão sobre a cannabis recomeçou depois que uma mãe retornou do Canadá com remédio à base de maconha para o filho. O produto foi confiscado no aeroporto de Heathrow, despertando debate nacional. Uma revisão sobre o uso de cannabis foi encomendada após o caso da mulher, desesperada para dar a seu filho de 12 anos o medicamento para a epilepsia.

    O Conselho Consultivo sobre o Uso Indevido de Drogas agora considerará as conclusões feitas pela principal conselheira médica da Inglaterra e decidirá se a droga pode ser recategorizada e remarcada para uso medicinal.

    “A posição em que nos encontramos atualmente não é satisfatória. Não é satisfatória para os pais, não é satisfatória para os médicos e não é satisfatória para mim”, disse Sajid Javid aos membros do Parlamento britânico. “Cheguei agora à conclusão de que este é o momento certo para rever o agendamento da cannabis”, completou. Com informações da Sputnik Brasil.

  • Campanha Nacional de vacinação contra a gripe termina hoje

    A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina hoje (22) em todo o país. Dados do Ministério da Saúde apontam que 45,8 milhões de um total de 54,4 milhões receberam a dose.

    O principal alerta é entre crianças – o país já contabiliza 44 mortes de menores de 5 anos por complicações relacionadas à gripe. O número é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (14 óbitos).

    De acordo com a pasta, até o momento, 3,6 milhões de crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos ainda não foram imunizadas. Este é o grupo prioritário com menor cobertura vacinal (67,7%), seguido pelas gestantes (71%).

    Os grupos com maior cobertura são professores (98%), puérperas (96,2%), idosos (91%), indígenas (90,5%) e trabalhadores da saúde (88,6%).

    A partir da próxima semana, o governo federal recomenda aos municípios que ainda tiverem doses disponíveis ampliem a vacinação para crianças de 5 a 9 anos e para adultos de 50 a 59 anos.

    “O Ministério da Saúde reforça a importância da proteção com a chegada do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe e orienta estados e municípios que continuem a ofertar a vacina para grupos prioritários, em especial as crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.”

    Balanço

    A Região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 77,2%. Em seguida estão Norte (78,4%), Sul (84,8%), Nordeste (89,3%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura (96,5%).

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    Os estados de Goiás, do Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, da Paraíba, e de Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Roraima, com 60,4% e Rio de Janeiro, com 62,4%.

    Casos

    O último boletim do ministério aponta que, até 16 de junho, foram registrados 3.122 casos de influenza em todo o país, com 535 óbitos. Do total, 1.885 casos e 351 óbitos foram por H1N1 e 635 casos e 97 óbitos por H3N2. Foram registrados 278 casos e 31 óbitos por influenza B e 324 de influenza A não subtipado, com 56 óbitos. Por Agência Brasil.

  • Veja porque você deveria comer mais romã

    Está na hora de pararmos de lembrar da romã somente nas festas de final de ano. Isso porque, segundo o UOL, a fruta é rica em vitaminas A, C e do complexo B, além de ser uma excelente fonte de ferro e cálcio e, no caso da romã vermelha, ácido elágico e antioxidantes.

    E o mais legal é que, basicamente, a romã inteira pode ser aproveitada. Além da polpa, a casca é muito recomendada para fazer chás. A mistura ajuda a curar aftas e infecções de boca e garganta. E as sementes também podem ser mastigadas.

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    Porém, como tudo em excesso faz mal, é bom não extrapolar na dose. O consumo excessivo de romã pode causar efeitos colaterais como náuseas e vômito. Assim, o ideal é comer apenas duas romãs por dia.

    Já aproveitando os benefícios até então desconhecidos dessa fruta, vai aí um chá de romã?

    Receita

    Ingredientes:

    4 romãs;
    1 litro de água;
    Mel para adoçar.

    Modo de preparo:

    Limpe as romãs e separe as cascas deixando-as em pedaços menores;
    Em uma panela, misture a água e as cascas e deixe fervendo por aproximadamente cinco minutos para que as propriedades da romã sejam liberadas;
    Desligue o fogo e retire as cascas;
    Se for da sua preferência, adoce com o mel e beba ainda quente.

  • Passar muito tempo no Pornhub pode detonar a sua saúde sexual

    Notícia ruim, pessoal! Aparentemente passar muito tempo no Pornhub e sites similares pode detonar a sua saúde sexual. É o que sugere o sexologista e psiquiatra russo, Yevgeny Kulgavchuk. Segundo ele, o ato de assistir pornografia afeta o comportamento sexual dos homens.

    “Ao ver pornô, alguns homens desenvolvem complexos sexuais — desde a duração do ato sexual até tamanho do pênis e frequência de orgasmos femininos. Em outros casos, promove a substituição de uma vida sexual real, pois a pornografia e masturbação facilmente sacia sua fome sexual como uma espécie de ‘fast food’, fazendo com que os homens se tornem menos ativos em relação às mulheres”, afirmou o sexólogo.

    Ele ainda acrescentou que cada vez mais casais jovens se queixam da falta de uma vida sexual e com dependência de pornô.

    Ainda segundo o especialista, o pornô em si não representa mal a ninguém, mas em grande quantidade pode causar problemas, fazendo referência ao vício em álcool.

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    “É evidente que ninguém morre de assistir pornografia, mesmo assim, isso se torna um problema quando é excessivo. Podemos fazer uma analogia ao vício em álcool. Alguns bebem socialmente, outros acabam virando alcoólatras”, explicou Kulgavchuk.

    E o que a pornografia tem a ver com TDAH a castração?

    Aparentemente há uma ligação direta entre a pornografia, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e a castração.

    “Consumo e troca [de cenários] constantes dificultam a concentração em uma coisa. Isso acaba se tornando em uma espécie do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Mas a superabundância da oferta com o tempo causa uma desvalorização. Por isso, a imersão no mundo do pornô pode ser chamada de ‘castração astuta’ da população masculina”, completou.

    Outro problema é o fácil acesso ao pornô pelos adolescentes que, vendo este tipo de filmes, recebem imagens distorcidas do sexo. É importante, acredita o sexólogo, tomar quaisquer medidas para limitar o acesso de adolescentes e especialmente crianças à pornografia, por exemplo, definir o conteúdo da Internet com classificação de idade. Com informações da Sputnik Brasil.

  • Teste do Pezinho | Por que é tão importante fazer o exame?

    Nesta quarta-feira (06) comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Devido a data comemorativa, o Ministério da Saúde destaca que o exame gratuito é obrigatório e deve ser realizado em todo e qualquer recém-nascido – preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

    Por meio do teste, é possível diagnosticar doenças de forma precoce e iniciar o tratamento rapidamente, diminuindo as chances de que a criança tenha problemas de saúde mais graves causados por patologias como hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística.

    Se o resultado estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo serviço de referência em triagem neonatal e o bebê é reconvocado para fazer novos exames que podem confirmar ou excluir o diagnóstico.

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    Todas as doenças investigadas, se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente, podem levar a quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, e até ao óbito.

    Confira abaixo lista de doenças que podem ser detectadas por meio do teste do pezinho:

    Hipotireoidismo congênito

    Ocorre quando a tireoide do bebê não produz ou produz menos que o normal o hormônio tireoidiano (T4), essencial para o desenvolvimento da criança.

    Fenilcetonúria

    É provocada por um erro inato do metabolismo caracterizado pelo acúmulo da fenilalanina no sangue.

    Doença falciforme e outras hemoglobinopatias

    São doenças de herança genética em que há alteração da forma ou na quantidade de hemoglobina, componente essencial do sangue que transposta o oxigênio para os tecidos.

    Fibrose cística

    Doença genética hereditária em que há o acúmulo de secreções nos pulmões, trato digestivo e em outras áreas do corpo.

    Deficiência de biotinidase

    Causada por erro inato do metabolismo que leva a um defeito na produção da enzima biotina.

    Hiperplasia adrenal congênita

    Engloba um conjunto de alterações genéticas caracterizadas por diferentes deficiências enzimáticas na produção de hormônios nas glândulas suprarrenais (localizadas logo acima dos rins). Com informações da Agência Brasil.

  • Brasileira é a 1ª mulher do mundo a ganhar canal vaginal com pele de peixe

    Jucilene Marinho, de 23 anos, de Lavras da Mangabeira, no Ceará, se tornou a primeira mulher do mundo a ganhar um canal vaginal com pele de peixe. Ela nasceu sem útero e colo uterino, uma patologia que acomete uma em cada 5.000 mulheres.

    Aos 15 anos de idade, Jucilene, que nunca havia menstruado, mas sentia dores menstruais, descobriu que tinha síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, que faz com que o seu canal vaginal esteja bloqueado por um tecido e que não tenha útero, colo de útero e ovários.

    Em abril de 2017, Jucilene decidiu se submeter a uma inovadora cirurgia — neovaginoplastia — na Universidade Federal do Ceará, tornando-se a primeira mulher do mundo a receber reconstrução do canal vaginal com pele de peixe, mais especificamente — pele de tilápia. O resultado bem-sucedido da cirurgia pioneira foi divulgado pela equipe médica somente agora.

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    Na cirurgia é utilizada pele de tilápia para reconstruir o canal vaginal de pacientes portadoras da Síndrome de Rokitansky. A síndrome provoca alterações no útero e na vagina, tornando o canal vaginal muito curto ou até mesmo inexistente.

    Recentemente, outra cirurgia inovadora foi divulgada na China, quando uma mulher deu o útero para sua a filha que nasceu sem o órgão. Vinte médicos cirurgiões participaram da operação, onde foi utilizado um robô para transplantar o útero. Com informações da Sputnik Brasil.

  • Brasil investiga riscos do antirretroviral dolutegravir na gravidez

    O antirretroviral dolutegravir está sob investigação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por suspeita de ocorrência de problemas em fetos de mulheres que tomavam o remédio no momento da concepção. O trabalho é conduzido pela Gerência de Farmacovigilância.

    A investigação no Brasil acontece em paralelo à divulgação, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), de nota que alerta para “potencial questão de segurança” relacionada a defeitos do tubo neural em bebês nascidos de mulheres que utilizavam o dolutegravir quando engravidaram. O remédio é usado no tratamento do HIV.

    De acordo com o comunicado da OMS, o problema foi identificado a partir de uma análise de estudo observacional em andamento em Botsuana, que encontrou quatro casos de defeitos do tubo neural entre 426 mulheres que engravidaram enquanto tomavam o antirretroviral.

    Dados preliminares sugerem que o risco surge da exposição da mulher ao dolutegravir no momento da concepção, e não durante a gravidez.

    Testes

    O fabricante ViiV Healthcare informou que o medicamento foi testado em um pacote completo de estudos toxicológicos reprodutivos, incluindo estudos de desenvolvimento embriofetal em ratos e coelhos, nos quais a dose foi administrada durante período crítico para ocorrência de defeitos do tubo neural. Não houve evidência de resultados adversos.

    O monitoramento em Botsuana, segundo a OMS, está em curso para outras mulheres grávidas que foram expostas ao remédio no momento da concepção. Os desfechos serão acompanhados ao longo dos próximos nove meses (maio de 2018 a fevereiro de 2019) e os resultados deverão ser conhecidos em seguida.

    Enquanto isso, a entidade aconselha que os países e ministérios sigam as Diretrizes Consolidadas de Terapia Anti-retroviral da OMS de 2016 e considerem o seguinte:

    – mulheres grávidas que estão tomando dolutegravir não devem interromper a terapia antirretroviral e devem falar com seu médico para orientação adicional.

    – a terapia antirretroviral para mulheres em idade fértil, incluindo mulheres grávidas, deve basear-se em medicamentos para os quais estejam disponíveis dados de eficácia e segurança adequados; um regime à base de efavirenz é um regime de primeira linha seguro e eficaz.

    – se outros antirretrovirais de primeira linha não puderem ser usados em mulheres em idade fértil, o dolutegravir pode ser considerado nos casos em que a contracepção consistente possa ser assegurada.

    – os programas devem continuar fortalecendo a farmacovigilância, incluindo o monitoramento dos desfechos dos nascimentos.

    Entenda

    O tubo neural é a base da medula espinhal, do cérebro, do osso e dos tecidos que o rodeiam. Os defeitos acontecem quando o local não se forma completamente. A formação, nesse caso, se dá até o 28º dia após a concepção.

    Defeitos do tubo neural podem estar relacionados à deficiência de folato, ao uso de outros medicamentos ou ao histórico familiar. A OMS recomenda que as mulheres tomem suplementos diários de ácido fólico antes da concepção e durante a gravidez para ajudar a prevenir esse tipo de problema.

  • Comissão vai debater projeto que amplia medidas de combate ao tabagismo

    A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) fará uma audiência pública sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 769/2015, que amplia medidas de combate ao tabagismo. Requerimento com esse objetivo foi aprovado nesta quarta-feira (16). A data ainda será agendada.

    A senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do requerimento para a audiência, teme que a proposta impacte negativamente o trabalho dos produtores de fumo e a cadeia do cigarro:

    — Precisamos encontrar caminhos para não prejudicar as pessoas que estão fazendo esse trabalho, alimentando suas famílias graças à produção de fumo – disse a parlamentar.

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    Do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto altera a Lei 9.294/1996, para estabelecer a proibição de qualquer forma de propaganda, publicidade, promoção ou patrocínio de produtos fumígenos também nos locais de venda. O texto estabelece ainda a obrigatoriedade de que as embalagens dos cigarros sejam padronizadas, mantendo as advertências quanto aos riscos e prejuízos do fumo.

    Pelo projeto, fica proibido o uso de substâncias sintéticas e naturais que possam intensificar, modificar ou realçar sabor ou aroma de cigarros ou outros produtos fumígenos. O texto ainda estabelece a punição, com multa e pontos na carteira, do motorista que fumar ou permitir que passageiro fume em veículo que esteja transportando menores de 18 anos. A infração será considerada gravíssima.

    A matéria conta com o apoio do relator, senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que fez apenas ajustes de técnica legislativa em seu relatório final. Com informações da Agência Senado.

  • Projeto que amplia medidas de combate ao fumo pode ser votado na quarta-feira

    As medidas de combate ao tabagismo poderão ser ampliadas com a proibição total da publicidade que promova um produto fumígeno e da importação ou comercialização de cigarros ou fumo que contenham aroma ou sabor. Esse é o teor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 769/2015, que está na pauta da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) na reunião desta quarta-feira (2), às 11h.

    Do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto altera a Lei 9.294/1996, para estabelecer a proibição de qualquer forma de propaganda, publicidade, promoção ou patrocínio de produtos fumígenos também nos locais de venda. A lei atual faz exceção somente a esses pontos. Fica proibida ainda a venda dos produtos por meio de máquinas automáticas.

    O texto também estabelece a obrigatoriedade de que as embalagens dos cigarros sejam padronizadas, mantendo as advertências quanto aos riscos e prejuízos do fumo, conforme regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A proibição de importar ou comercializar substâncias sintéticas e naturais que possam intensificar, modificar ou realçar sabor ou aroma de cigarros ou outros produtos fumígenos também está prevista no projeto. Outra inovação do texto é a punição, com multa e pontos na carteira, do motorista que fumar ou permitir que passageiro fume em veículo que esteja transportando menores de 18 anos. A infração será considerada gravíssima.

    O relator da proposta, senador Cristovam Buarque (PPS-DF), fez apenas ajustes de técnica legislativa no relatório final em que recomenda a aprovação do texto. Cristovam lembra que o Brasil já “avançou significativamente” em relação às medidas de combate ao tabagismo. No entanto, diz o relator, é preciso dar continuidade a essas políticas antitabagismo, de modo a reduzir ainda mais o uso de “produtos fumígenos, que tantos males têm causado à população”.

    Segundo Serra aponta na justificativa do projeto, o Brasil tinha em 1989 cerca de 35% de fumantes na população adulta. Em 2013, esse percentual foi reduzido para 14,7%.

    Após análise da CTFC, a proposta segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
    Balança

    Outro projeto na pauta é o que obriga os estabelecimentos que vendem produtos lacrados a disponibilizar balança para pesagem de mercadorias, para que os consumidores confiram o peso indicado nas embalagens. O PLS 21/2017 é da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES).

    A senadora ressalta que diversos produtos colocados à disposição para o consumo não respeitam a indicação do peso conforme sua rotulagem. Também destaca que o Código de Defesa do Consumidor prima pela veracidade da informação e o amplo acesso a ela.

    O relator, senador Gladson Cameli (PP-AC), apresentou substitutivo ao texto para que a medida seja obrigatória exclusivamente nas empresas de médio (mercados e supermercados) e grande porte (hipermercados e atacadistas). Pelo texto, o descumprimento da obrigação sujeitará as empresas a sanções administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor, que vão de multa, apreensão e inutilização do produto até cassação de licença do estabelecimento, entre outras.

    A reunião da CTFC ocorre na sala 13 da Ala Senador Alexandre Costa. Com informações da Agência Senado.

  • Câncer é primeira causa de morte em 10% dos municípios brasileiros, diz estudo

    O câncer figura como principal causa de morte em 516 dos 5.570 municípios brasileiros. É o que aponta pesquisa divulgada hoje (16) pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O estudo alerta que a doença avança no Brasil ano após ano e, caso a trajetória seja mantida, em pouco mais de uma década as chamadas neoplasias serão responsáveis pela maioria dos óbitos em todo o país.

    Os dados mostram que a maior parte das cidades brasileiras onde o câncer aparece como principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humanos são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores mais matam, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140), enquanto o Nordeste concentra 9% dessas localidades (48); o Centro-Oeste, 7% (34); e o Norte, 4% (19).

    As cidades em questão concentram, ao todo, uma população de 6,6 milhões de pessoas. Onze delas são considerados de grande porte, sendo Caxias do Sul (RS) a mais populosa entre elas, com quase meio milhão de habitantes. São classificadas como de médio porte 27 cidades com população entre 25 mil e 100 mil pessoas, enquanto as demais, maioria, se situam na faixa de pequenos municípios, com menos de 25 mil habitantes. Araguainha, menor município do Mato Grosso, é também a menor cidade identificada na lista.

    De acordo com o estudo, o Rio Grande do Sul é o estado com maior número de municípios (140) onde o câncer aparece como primeira causa de morte. Enquanto em todo o país as mortes pela doença representam 16,6% do total, no território gaúcho, o índice chega a 33,6%. Um dos fatores que, segundo a pesquisa, pode explicar a alta incidência de câncer na região são as características genéticas da população, que pode apresentar maior predisposição para desenvolver um tipo de câncer.

    Perfil

    Com base no Sistema de Informações de Mortalidade, a pesquisa identificou que, das 9.865 mortes registradas nas 516 cidades ao longo do ano de 2015, a maioria foi entre homens (57%). Seguindo a tendência, em 23 estados, os homens lideram o número absoluto de mortes. Em 21 municípios, não houve sequer um registro de óbitos entre mulheres. Apenas no Ceará e no Mato Grosso do Sul, elas foram maioria nos registros de óbitos, enquanto em 62 cidades, as mortes registradas foram iguais para ambos os sexos.

    Com relação à idade, metade dos óbitos se concentra nas faixas de 60 a 69 anos (25%) e de 70 a 79 anos (25%). Em seguida, a maior proporção aparece no grupo com mais de 80 anos (20%). Crianças e adolescentes até 19 anos somaram 19% dos óbitos no mesmo ano.

    Números

    O levantamento revela ainda que, em 2015, foram registradas 209.780 mortes por câncer no Brasil – um aumento de 90% em relação a 1998, quando foram registrados 110.799 óbitos pela doença. O crescimento das mortes por neoplasias durante o período, segundo o relatório, foi quase três vezes mais rápido que o crescimento dos óbitos provocados por infartos ou derrames.

    Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, em todo o planeta, o câncer é responsável por 8,2 milhões de mortes todos os anos. Cerca de 14 milhões de novos casos são registrados anualmente e a previsão da entidade é que as notificações devam subir até 70% nas próximas duas décadas. Com informações da Agência Brasil