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  • O perigoso ciclo vicioso da esquerda brasileira

    Sabe o que é mais perigoso do que uma ditadura? O ciclo vicioso da esquerda brasileira. E o que seria isso?

    É um negócio que está rolando por aí desde a ditadura militar. Desde os anos 60 esse pessoal prega as mesmas coisas e luta contra os mesmos “vilões”. É um ódio alimentado durante décadas, que voltou a ser cultivado freneticamente nos últimos anos graças ao Facebook, Google e Twitter. Empresas Yankees, mas que não medem esforços em divulgar a agenda esquerdista.

    Não posso generalizar. Existem pessoas de esquerda que não se enquadram aqui. Conheço alguns que não concordam com o discurso adotado pela maioria nos últimos anos. Mas boa parte prega as mesmas ideias e repetem as mesmas falas.

    É como se distribuíssem uma ridícula cartilha e você tivesse que decorar e ditar em alto e bom som para onde fosse.

    Não é admissível, por exemplo, que em pleno século 21, um candidato a presidência como o “coroné” Ciro Gomes, ache que a privatização é entregar nossas riquezas para o imperialismo americano.

    Também não dá pra engolir que em pleno 2018 esse pessoal ainda esteja lutando contra o “capitalismo opressor”.

    Não é minimamente aceitável que esse pessoal seja contra a família, contra a liberdade, contra a democracia.

    Ainda hoje ouvi, no meio da rua às 15h de uma quinta-feira, duas moças discutindo sobre o patriarcado e a “má influência dos americanos nos nossos modos de vida”. Uma delas comia uma torta de maçã do McDonald’s enquanto a outra segurava um iPhone X.

    Não muito distante, na semana passada tivemos o atentado ao candidato a presidência Jair Bolsonaro. Logo no mesmo fim de semana, ouço da boca de uma jovem médica que, se ele tivesse em suas mãos, não teria feito nada para salvá-lo. Se mesmo assim fosse obrigada, faria os procedimentos sem anestesia.

    Alguns anos antes, logo após o impeachment, algo que só existe em países democráticos, a esquerda tratou o fato como “golpe”.

    Todos estes recentes eventos envolvendo a esquerda brasileira tem algo em comum. Sua ideologia que foi plantada lá no século passado.

    É um ciclo que procura contaminar principalmente os mais jovens, aqueles que tem desejo profundo de mudança. Os que anseiam pelo seu futuro, por felicidade infinita e vida a eterna.

    Geralmente jovens de classe média, que tiveram de tudo para seguirem suas vidas independentes.

    Os mais pobres, oprimidos, os que realmente precisam do estado para que consigam o mínimo dos privilégios dos mais ricos, na verdade, pouco se importam com tal ideologia. Estes querem trabalhar, precisam trabalhar. Eles têm seus sonhos, objetivos. Não precisam de ninguém para ditar o que devem fazer, pelo que devem lutar.

    Eu também já fui esquerdista. Fui contaminado por esse ciclo vicioso e só me livrei disso depois de uma hipoteca, um divórcio e 3 filhos pré-adolescentes.

    E você sabe porque esse ciclo é tão perigoso? Porque ele te faz acreditar que o mundo do lado vermelho é maravilhoso. Que todo mundo seria mais feliz se seguisse aquela ideologia. Isso te cega, te faz pensar que se alguém é contra esse mundo, esse alguém é uma ameaça.

    Esse tipo de vida te leva para um mundo muito pior e a uma condição que pode acabar com a sua vida.

    Meu caro jovem esquerdista, só torço que consiga sair dessa. Acredite em mim. Você será muito mais feliz e realizado se livrando dessa seita. Não terá ódio das religiões, da família, das instituições privadas, das escolas, dos patrões, dos pai, da mãe e de seus irmãos. Não vai lutar por algo impossível, que nunca se concretizará e, por consequência, não vai se frustra por isso.

  • BGS 2018: Saiba como ver Shota Nakama e as melhores atrações

    A Brasil Game Show (BGS) é o maior evento de games da América Latina; este ano o evento acontecerá durante os dias 10 a 14 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Os preparativos para o evento estão em fase adiantada, com espaço em expansão: a feira ocupará mais de 90 mil m², devendo receber 330 mil pessoas.

    Entre as atrações, uma das mais esperadas pelo público é o Meet and Greet: um espaço onde o público pode ter um contato maior com seus ídolos, tirar fotos, pedir autógrafos ou mesmo fazer uma demonstração de carinho, em um momento único que é estar de frente com profissionais que proporcionam tanta alegria através do trabalho e vivências nos games. Neste ano o espaço terá o dobro de tamanho do Meet and Greet do ano passado e tem o patrocínio da Intel, gigante dos computadores.

    Para ver os artistas no Meet and Greet, basta comparecer à Brasil Game Show, observar os horários em que seus convidados preferidos estarão presentes no espaço, entrar na fila com celular ou câmera preparados para tirar fotos, caneta e papel para pedir seu autógrafo. Alguns artistas estarão durante vários dias no evento, o que torna mais fácil escolher o melhor horário para o encontro, afinal, também é preciso aproveitar as outras atrações do evento.

    Para saber qual o horário em que seu artista preferido estará no Meet and Greet, basta acessar a lista no site www.brasilgameshow.com.br/meet-greet/ . Como neste ano serão dois palcos, é bom prestar atenção nas duas programações.

    Um dos artistas com presença confirmada que teve uma grande repercussão ao ser anunciado, é o músico japonês Shota Nakama. O assunto ficou no trend topics do Twitter e foi matéria de capa do jornal Meia Hora, gerando inúmeros memes e piadas, em parte devido ao duplo sentido em seu nome, fato que o próprio Shota brincou em um video onde confirma a presença na Brasil Game Show. Com 36 anos, o artista criou a Video Game Orchestra em 2008, é o produtor da Capcom Live (evento com o mesmo conceito da VGO), já gravou e mixou trilhas sonoras para jogos das franquias Final Fantasy, Kingdom Hearts, Sonic Mania, entre outros.

    Além de Shota Nakama, diversas celebridades estão confirmadas: Fumito Ueda, criador de Shadow of the Colossus e The Last Guardian; Nolan Bushnell, criador do Atari; Michiteru Okabe, produtor sênior de Devil May Cry 5; Yoshiaki Hirabayashi, produtor de Resident Evil; Katsuhiro Harada, diretor das séries de luta Tekken e de Soul Calibur; Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter; Daniel Pesina, intérprete de diversos personagens icônicos de Mortal Kombat, como Johnny Cage; Rod Fergusson, produtor de Gear of War, Howard Scott, desenvolvedor do game “E.T. the Extra-Terrestrial”, entre outros; a lista poderá aumentar, pois com a proximidade do evento poderão ocorrer mais alguns anúncios especiais.

    Também estarão presentes no espaço diversos influenciadores digitais, YouTubers, e jogadores profissionais, como Gabriel Fallen, um dos maiores e-atletas de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO), e o MIBR, time de e-Sports, então, se você é fã deste tipo de celebridade, é bom ficar atento aos anúncios.

  • Por que a esquerda dissemina tanto ódio?

    Nesta quinta-feira (06) o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro sofreu um atentado na cidade de Juiz de Fora em MG, onde fazia campanha.

    Bolsonaro foi atacado por Adélio Bispo de Oliveira, militante de esquerda, que esteve filiado ao PSOL anos atrás.

    Adélio era um esquerdista declarado. Em seu perfil no Facebook, postou diversas mensagens, críticas ao candidato e várias fotos em manifestações em apoio ao ex-presidente Lula.

    Há também frases exaltando o comunismo e o ditador Nicolás Maduro. Também fez ataques a políticos, como a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), candidata a vice-presidente da chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

    Mas Bolsonaro é sem dúvida o mais citado. Há várias postagens ilógicas e confusas, sempre relatando supostas conspirações.

    Adélio Bispo de Oliveira não é o único. Todos os dias vemos a militância de esquerda destilando ódio pela internet a fora.

    Nos grupos de WhatsApp chovem vídeos, áudios, textos e as mais diversas notícias falsas (Fake News) sobre os alvos escolhidos por eles.

    Desta vez, infelizmente, o ataque não ficou apenas no mundo virtual.

    Ataque que, começou em 2002, na campanha do então candidato a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Lá, no início do século, Lula inaugurou o “nós contra eles” separando para sempre o Brasil. Com seu discurso de “ricos contra pobres”, “brancos contra negros” “homens contra mulheres” e, mais tarde, “héteros contra homos”, o governo petista dividiu o país.

    Já no governo Dilma, onde essa estratégia já estava escancarada, a guerra piorou com alguns veículos de imprensa adotando também essa ideologia.

    O resultado disso foi o que vimos nesta quinta (06) em Juiz de Fora.

    Mas por que tanto ódio? Por que a esquerda odeia tanto quem não faz parte do seu círculo ou simplesmente não concorda com a sua ideologia?

    https://www.youtube.com/watch?v=e1ShzY0Ygr8

    Todos os dias vemos manifestações contra a família, religiões, o conservadorismo, contra homem, branco, hétero, americano, etc. Ódio e mais ódio sendo alimentado por grupos declaradamente de esquerda seguindo uma cartilha debaixo dos braços: “temos que odiar esses aqui”.

    São inúmeras as teorias da conspiração que surgem dia após dia, todas envolvendo os EUA, empresários, maçons, ricos, CIA, etc. Sempre os mesmo “vilões” dessa gente.

    É claro que não podemos generalizar. Há, por exemplo, grupos esquerdistas, como o PSDB, que não agem como trogloditas raivosos. Mas em sua maioria, os partidos de esquerda vivem de alimentar o ódio entre as classe.

    Até quando isso vai durar? Esse pessoal não pode descer do salto pelo menos uma vez e tentar lutar por um país melhor? Tentar lutar pela real igualdade? Lutar verdadeiramente pela minoria? Até quando vão usar os pobres e oprimidos como massa de manobra? Por que não sentar e tentar construir um país melhor e igual para todos?

    Ninguém sai ganhando de uma política feita assim. Tentar achar um culpado por todos os problemas na sua vida, não resolvem os problemas. Esse modo esquerdista de viver contamina pessoas mentalmente fracas, fazendo com que elas tenham atitudes como a de Adélio.

    Após o atentado, a discussão deveria ser “a que ponto chegamos?” e “como poderemos reverter isso?”. Mas não, agora chegamos num ponto em que a discussão é “quem incita o ódio é o Bolsonaro”.

    Pois bem, lembro aqui, neste texto, que a esquerda sempre incitou o ódio. Sempre. Desde o golpe militar de 1964, quando, na época, cometeram vários crimes violentos.

    O porquê disso, eu já não sei. Não me interessa vascular o passado pra tentar descobrir quem começou a incitar o ódio. O que me interessa, e o que deveria interessar a esses grupos é: como podemos fazer um país melhor daqui pra frente?

  • Quando a mulher se torna apenas “mãe”

    Em sociedades dominadas por homens, a “ordem natural” reduz a mulher à função materna. Na Grécia Antiga (460 a.C. – 370 a. C.), as mulheres, tanto espartanas como atenienses, tinham como sua principal função cuidar da casa e dos filhos, enquanto os maridos guerreavam. Alguns bons séculos se passaram e procriar e cuidar do lar permanecem como qualificações inertes a nós.

    Quando crianças, nós meninas ninamos bonecas e brincamos de casinha, sem saber, que ali já somos mães. Quando maiores, algumas de nós cuidamos dos irmãos ou sobrinhos, com a mesma destreza de mães. Seguindo à risca, assim, num belo dia, nos sentimos preparadas ou somos condicionadas a assumir como próprias “mães”. E, mesmo com tantos testes drives, tudo muda, pois a partir da descoberta da gravidez nas mais simples das situações, tudo o que se verá é:

    • Num passeio no parque?
    • “Olha ali, uma grávida andando”.
    • Num estádio de futebol?
    • “Que bacana, uma grávida torcendo”.
    • Em sua própria formatura?
    • “Minha nossa, a grávida se formou”.

    E, com isso uma lista absurda de comportamentos também é feita sobre o que se espera ou não de uma mulher grávida. O olhar de julgamento sufoca caso ela ouse andar de bicicleta, dançar numa balada ou berrar em um protesto.

    Mulheres grávidas aparentemente só prestam para esperar, tanto o nascimento do filho, quanto essa fase passar para ela voltar a viver.

    Só que não tem volta, né? Muitas de nós sabemos. E, apesar de ser muito errado reduzir a mulher à mãe, no fim das contas é mais errado ainda criticar ou escolher não fazer parte disso, numa sociedade que romantiza a maternidade. “Conceber um filho é uma dádiva”. “Amor maior do mundo”. “Só vamos saber o que é ser mãe quando formos”. Cilada!

    Se recuse a ser unicamente mãe. Fique em paz, se não quiser. E só aceite ser mãe e mais um pouco. Mais um muito. Um muito que, não necessariamente te sobrecarregue porque você dará conta de tudo. Quem precisa ser multitarefa se houver o compromisso do outro? Não aceite ser chamada unicamente de “grávida”. Seja antes de tudo mulher. Isso sim com todo o poder da palavra.

  • Ponami | RPG Inca com protagonista feminina é sucesso para mobiles

    O gênero RPG (Role-Playing Game) permite uma gama infinita de narrativas, onde é possível vivenciar histórias baseadas em diferentes culturas. Um exemplo de jogo com tema diferenciado é Ponami, que conta as aventuras de uma jovem guerreira das Cordilheiras. O título está disponível gratuitamente para Android, e foi criado pela Jogos Aurora, uma empresa de desenvolvimento de games do Mato Grosso do Sul.

    A história da jovem arqueira Ponami é um RPG clássico, baseado nos jogos de plataforma dos anos 90. A aventura baseada nos mitos da cultura Inca, se passa no povoado da Cordilheira de Sajor, uma civilização próspera que foi atacada por criaturas místicas chamadas Talástreas. O roteiro original vem sendo desenvolvido desde 2016, e tem na equipe Marina Torrecilha, responsável pelas artes do jogo. O W.Rádio Brasil conversou com Marina, confira abaixo:

    Sobre o trabalho de pesquisa para a construção do roteiro de Ponami, Marina afirma: “somos extremamente apaixonados pela cultura latina e da história dos povos antes, durante e depois das invasões européias na América. Dentre elas, a cultura Inca está intensamente adaptada, em conjunto também com a filosofia hindu. A deusa Pacha Mama e a deusa Kali foram as fundadoras da personalidade da nossa guerreira”, explica.

    As culturas diferentes e exóticas são um atrativo a mais nos jogos, porém são um assunto pouco trabalhado. O jogo teve grande repercussão em mercados específicos, segundo Marina: “Ponami teve um retorno intenso na Índia. Até porque seu nome é de origem indiana, que nos rendeu mais de 300 mil downloads de lá”. Um exemplo de que o diferente pode atrair potenciais públicos estrangeiros para as produções nacionais.

    O projeto passou por dificuldades, segundo Marina, foram “muitas, ainda temos muitas limitações em implantar alguns recursos que precisamos para continuar no universo dela, que serão seis mundos, e lançamos o primeiro ainda”. Os cinco mundos restantes serão DLCs também gratuitas, que expandirão o universo de Ponami para outras civilizações: Deserto de Indorur, Pântano Sombrio de Zulo Zulo, Geleiras de Nagnir, Ilhas Flutuantes e Vulcão Mosco.

    O jogo possui uma protagonista feminina; Marina fala sobre os estereótipos das mulheres no mundo dos games: “em sua maioria, as mulheres protagonistas ou coadjuvantes ainda sofrem o estigma superficial de ter que seguir esse padrão de dominante sexy, ou fofa e frágil, que precisa ser resgatada ou protegida. Ainda bem que estamos começando a construir um universo inteligente e mais adaptado a realidade, onde as personagens agora são mulheres que transcendem essa visão limitada que empresas e equipes de jogos produziam com os anos”.

    Marina Torrecilha tem 28 anos, é modeladora 3D, ilustradora digital e artista de games. Formada em Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também fez curso de Animação 3D no ArtAcademia, em São Paulo. Tem experiência em criação de personagens em stop motion com espuma de látex, criação de cenários, roteiros e personagens para games.

    A Jogos Aurora existe desde 2015, e possui dois outros títulos lançados para dispositivos Android: Laser Defense e Dragon Rings, que também podem ser baixados na Play Store.

  • O que o Bolsonaro irá fazer pelas mulheres?

    Muito se ouve falar sobre os planos de Jair Bolsonaro (PSL) para a segurança, com a aprovação do porte de arma; sobre a educação com o programa Escola Sem Partido e sobre a economia, que na verdade não é um plano dele, mas sim do economista Paulo Guedes. Mas e sobre os planos de Bolsonaro para as mulheres?

    No último debate entre Presidenciáveis, que ocorreu na sexta-feira (17/08), na RedeTV! Bolsonaro e Marina Silva (REDE) protagonizaram um verdadeiro toma lá da cá, que iniciou exatamente com esta preocupação.

    Os planos de Bolsonaro quanto às mulheres são bem polêmicos, talvez porque nem existam e quem reforçou isso foi o próprio candidato ao dizer, durante o debate, que a questão dos salários menores para as mulheres é uma coisa com que ele não precisa se preocupar porque já está na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Única mulher disputando a presidência, Marina Silva foi convocada ao centro do palco da RedeTV!, que mais remetia a um ringue, para responder uma pergunta sobre o porte de armas, que acabou sendo deixada de lado, pois a acreana notou de longe que ali seria a chance de cutucar o maior ponto fraco da campanha do adversário e começou logo dizendo:

    “Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor do que um homem e ter as mesmas capacidades, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida, a última a ser promovida… Tem de se preocupar sim, porque, quando se é presidente da República, tem de se fazer cumprir o artigo quinto da Constituição Federal, que diz que nenhuma mulher deve ser discriminada. Não pode fazer vista grossa dizendo que não precisa se preocupar. Precisa se preocupar, sim. Um presidente da República está lá para combater a injustiça”, ensinou ela.

    Este pisão não pegou nada bem à imagem que Bolsonaro tem tentado reconstruir, após anos de discursos fascistas e os resultados vieram à tona nesta semana. A assessoria do candidato já informou que ele não irá mais participar dos próximos debates e o Datafolha divulgou nessa quarta-feira (22/08) que a rejeição das mulheres ao nome de Jair Bolsonaro cresceu nove pontos percentuais, saltando de 34% para 43%.

    Ainda sobre a temática da equiparação salarial e relembrando um dos seus discursos fascistas, temos a entrevista do parlamentar no programa Superpop em 2016, que achega-se como mais um argumento de que ele não irá governar por nós mulheres. “Eu não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”.

    https://www.youtube.com/watch?v=AGd2h464Hvo

    Não governar por nós já é ruim, mas ainda é pouco perto do desrespeito e machismo do candidato. Atualmente, Bolsonaro é réu em Ação Penal no STF por incitação ao estupro, após ter discutido com a Deputada Federal , falando que ela não merecia ser estuprada por ser muito feia.

    E isso piora? Piora! Bolsonaro está liderando as pesquisas. Se eleito, ele não decidirá nada sozinho. Todas as medidas passam pelo legislativo, mas este é formado pelo o quê? Majoritariamente homens. O que deve aumentar: 49% dos partidos não vão lançar mulheres ao Senado em 2018.

    Mas, o que é feminino?

    O eleitorado. As mulheres representam atualmente 52% dos eleitores e, numa democracia, o voto é que decide o futuro. Vamos todas pensar nisso? Bolsonaro não é o nosso candidato!

  • 49% dos partidos não vão lançar mulheres ao Senado em 2018

    Em um ano em que 27% dos senadores em exercício não irão tentar reeleição (G1), imaginava-se que a palavra que melhor descreveria as Eleições 2018 fosse “mudança”, certo? Errado! Alguns políticos irão mesmo buscar novos ares, mas os partidos estão apostando em mais do mesmo, com predileção aos candidatos masculinos.

    49% dos partidos não vão lançar mulheres ao Senado em 2018. Dos 38 partidos que lançaram pré-candidatos até o momento, 19 não lançaram candidaturas femininas. São eles: União Democrática Nacional (UDM), Solidariedade, Partido Verde (PV), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Social Cristão (PSC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Republicano Progressista (PRP), Partido de Reedificação da Ordem Nacional(PRONA), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido Pátria Livre (PPL), PODEMOS, Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Patriotaa, Novo, Democratas (DEM), Democracia Cristã (DC) e Avante.

    Dando mais do que nomes aos bois, tem-se que os partidos com viés de direita se destacam negativamente por estamparem a falta de representatividade feminina na disparidade dos números. O DEM lançou 11 homens e zero mulher. O PSDB lançou apenas uma pré-candidata ao Senado, enquanto 24 possíveis candidatos foram escalados e o MDB copiou quase o mesmo esquema lançando 20 homens e 2 mulheres.

    Em contrapartida, – e diferenciando-se até mesmo de outros partidos de esquerda – o PSOL lidera isoladamente com o maior número de pré-candidatas ao Senado, somando 8 mulheres.

    Pisando ainda mais no quesito representatividade, o PSOL se destaca também por lançar a primeira mulher trans como candidata ao Senado no Brasil. A professora Duda Salabert, 36 anos, é filiada ao PSOL de Minas Gerais e tem como bandeira mais do que a luta por igualdade de gênero, ao prezar por educação.
    “Antes de militar como mulher trans, eu milito pela educação há mais de vinte anos”, afirmou a candidata em entrevista ao Uol, além de apontar como sua principal proposta o perdão da dívida do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil).

    Reprodução/ Facebook

    Vale lembrar que a principal função do Senado é propor novas leis, normas e alterações na Constituição, além de atuar como uma câmara revisora das propostas e projetos que já foram votados na Câmara dos Deputados. Os políticos eleitos possuem 8 anos de mandato, mas as eleições também ocorrem de 4 em 4 anos. Assim, a cada eleição, a Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Nesta equação, em 2018, temos 54 vagas ao Senado, podendo cada estado eleger dois políticos.

    Diante do exposto e do que já é sabido e mantido, fica cada vez mais frustrante sonhar com mais direitos às mulheres e ganho nas causas feministas. O nosso futuro segue com mais leis criadas por homens e para homens, mesmo as mulheres representando pouco mais da metade da população brasileira (51,5%). No último pleito nos foram concedidas 12 cadeiras no Senado, o que irá mudar, pelo visto, para números ainda menores.

  • Feminicídio: quando ousar é morrer e calar é morrer ainda mais

    Em 2015, entrou em vigor a lei nº. 13.104/2015, que tipifica o feminicídio como crime hediondo, motivado por questão de gênero. De lá pra cá, pesquisas indicam que a cada três horas uma investigação por feminicídio é aberta no Brasil.

    “Eu fico olhando ele dormir toda noite. Ele não faz um ruído, sabia? É uma coisa assustadora. Não ronca, não respira alto. Parece alguém em coma; um semimorto. Como é possível? Isso não é justo. Não está certo ele dormir assim enquanto eu passo a noite cuidando do meu corpo cheio de dor. Cada tapa, cada soco, cada pontapé me deixa toda marcada, está vendo? A minha pele está toda roxa. Tem uns lugares em que os hematomas nem saem mais. Está vendo a minha coxa? É o lugar que ele mais chuta. Acho que é porque essa parte do corpo está sempre coberta e ninguém vê as marcas. Eu nunca mais vesti um short. Nunca mais fui à praia, acredita? Mas as coxas não me preocupam. Na hora em que ele começa a bater eu só me lembro de usar as mãos e os braços para proteger a cabeça. Faço uma espécie de redoma, de escudo. Assim, está vendo? Mas tem hora que ele me pega desprevenida. Eu morro de medo que ele machuque os meus olhos. Ou a minha cabeça. Fico imaginando como seria ficar em cima de uma cama. Dependendo dos outros; dependendo dele. Imagina o que mais ele faria comigo.” (Cinthia Kriemler)

    O futuro de mulheres é decidido todos os dias por homens. O futuro ou a inexistência dele. Assim, ocorreu com a policial militar Juliane dos Santos Duarte, de 27 anos. Bastou uma ousada identificação como integrante da polícia em um bar na comunidade Paraisópolis para acabar assassinada brutalmente a tiros e escondida no porta malas de um carro.

    Em Guarapuava (PR), duas semanas antes, a advogada Tatiane Sptizner, de 29 anos, foi jogada pelo marido Luís Felipe Mainvailer, do 4º andar do apartamento, após sofrer agressões brutais durante toda a noite, registradas em câmeras do edifício.

    Mais recentemente, no último dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou 12 anos e nesse mesmo dia o nome de Adriana Castro Rosa Santos, de 40 anos, entrou para as estatísticas. Ela foi assassinada a tiros nessa terça-feira (7/8) pelo marido, o policial militar Epaminondas Silva Santos, 51 anos, que, em seguida, tirou a própria vida.

    “Uma mulher que apanha do marido só vai à delegacia quando ela está no seu limite, depois de sofrer muito. Fui queimanda com ferro de passar roupa por me negar a ter relações sexuais com meu marido. Fui à delegacia dar queixa e a delegada perguntou se eu tinha testemunhas do fato. Ora, eu estava ali queimada. Só me senti uma mulher livre para criar meus dois filhos depois que enfrentei meu marido com um facão. Foi só aí que ele parou de me espancar. Após seis tentativas de separação, fui vítima de cinco balas disparadas por meu ex-marido, e eu carrego todas essas marcas e a cicatriz na alma. Ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão, mas, mesmo assim, a Lei Maria da Penha é um avanço e uma esperança”. (Roseni – Brasília DF)

    A gênese do crime de feminicídio é o relacionamento abusivo.

    “Eu sofri violência quando eu tinha 17 anos de um namorado meu. No começo ele era muito cuidadoso,carinhoso,se mostrava um amor de pessoa,depois fui ver que não era assim. A primeira vez que ele me bateu ele estava muito bebâdo, e me deu um tapa na cara, porque ele não havia gostado do que eu disse pra ele. No momento fiquei muito apavorada, desci do carro e queria ir embora de taxi, mas ele me ligou e eu voltei pra ele. Na outra vez que ele me bateu foi em uma discoteca na frente de todos porque eu havia perdido um cartão que dá acesso a conta da boate. Eu chorei muito, e os amigos dele queriam me levar embora mas eu acabei perdoando ele mais uma vez.”
    (Luciana Andrade – Foz do Iguaçu PR)

    “O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio”. (Conselho Nacional de Justiça). De acordo com o G1, 12 mulheres são caladas diariamente no país. “Calar” é exatamente o termo correto, já que o homicídio decorre da primeira e única tentativa da mulher em se ver livre do que vive – ou se morre. Ali, naquele súbito de voz, de força, a voz mais alta que bate, também mata. E na melhor das circunstâncias se morre, achando que o golpe deve ainda matar menos, do que já se está morta. Só que não era, né? Para tudo acabar assim, em silêncio…

  • Arte para games: Criação exige técnicas especiais; confira na entrevista

    Dentre as diversas profissões ligadas a produção de jogos eletrônicos, a direção de arte tem uma importância especial; afinal, o sucesso de um jogo se deve em muito ao visual de seus personagens e cenários. Devido ao avanço da computação, cada vez mais a arte nos jogos se torna mais apurada, com detalhes beirando o realismo ou gráficos estilizados com belas paletas de cores.

    Alice Grosseman Mattosinho, ou Alice Monstrinho, 28 anos, é uma artista de Florianópolis – SC, que possui em seu currículo trabalhos variados, tanto na área de quadrinhos como de games. Atuando na Direção de Arte em jogos, ela comenta as diferenças entre as ilustrações criadas para outras mídias e as específicas para games: “As ilustrações para um game precisam considerar a aplicação direta nos personagens e cenários dentro do jogo e de que maneira isso pode afetar a jogabilidade e recursos limitados dentro do jogo. Uma ilustração para quadrinhos, por exemplo, precisa apenas transmitir a ideia da cena da melhor maneira possível. Já a arte para games precisa considerar que um personagem complexo pode conter muitos polígonos na modelagem ou muitos detalhes para a animação”.

    O mercado de arte para jogos além de específico, é também desafiante, conforme explica Alice: “Crio admiração ainda maior a cada novo jogo que tenho a chance de testar. Não apenas pela beleza, mas pela forma que se resolvem problemas e solucionam tudo de maneira visual. O mercado em sí possui muitos profissionais de altíssimo nível e uma concorrência muito grande, em especial na área de arte conceitual e criação de personagens, mas a possibilidade de criar jogos de menor escopo dá chance de novos artistas colaborarem com sua visão de mundo em novas produções. É bastante disputado, portanto uma boa solução é criar jogos menores e independentes”, disse ela.

    O conceito de politicamente correto tem sido objeto de discussão na sociedade, no que também tem sido causa de mudanças no visual dos heróis dos games; Alice comenta: “Felizmente temos discutido mais sobre a maneira prejudicial que muitos jogos (especialmente antigos) representavam (ou nunca mostravam) mulheres, afro-descendentes e pessoas de cor, além de LGBT. Isso trouxe uma mudança recente na escolha de protagonistas e personagens em geral e além de diversificar, abrangendo um público maior, não fazem um desserviço na imagem de tantas pessoas. A escolha de visual de muitos personagens não possui qualquer contexto ou lógica além da necessidade do apelo visual e objetificação, portanto essa abertura de ideias também possibilitou uma melhora real em muitos personagens. Vemos empresas de jogos incríveis e aclamados tomando medidas de mudança e, apesar de andarmos a passos lentos, já é possível ver heróis mais diversos e críveis, que nos marcam, que amamos e nos identificamos graças a essas mudanças”.

    Para quem quer trabalhar na área, os desafios são vários; Alice deixa algumas dicas: “O clichê de “não desista de seus sonhos” é verdadeiro, mas não é o suficiente. Precisamos criar oportunidades e praticar muito nossa profissão para que seja possível uma abertura de mercado. Como há muita concorrência, sugiro sempre criar jogos pequenos de meio independente para construir um portfólio e também aprender como funciona a pipeline da criação de jogos. Depois de criar um portfólio bacana e focado em sua área de atuação, participe de eventos, fale com pessoas, esteja presente e demonstre seu interesse em trabalhar na área. Eventualmente as oportunidades irão surgir”, afirma.

  • Quando o inimigo dorme ao lado

    Na última sexta-feira (27/07), o youtuber mineiro Everson Zoio descreveu em um vídeo como transou com a sua namorada enquanto ela dormia. Assim, de forma simples e leve, entre risos e deboches, ao lado de amigos, o influencer ainda contou que a sua namorada teria deixado claro que não queria ter relações sexuais naquela noite e que ele respondeu: “Beleza, não vou te forçar, não sou estuprador”.

    Até 2005, esteve em vigor no Código Penal brasileiro (de 1940) uma previsão que extinguia a punibilidade do crime de estupro “pelo casamento do agente com a vítima”. Os dois incisos que extinguiam a punibilidade foram revogados pela lei 11.106 naquele ano e assim foi reconhecido o estupro marital. Em outras palavras, a alteração incluiu a relação forçada entre marido e mulher no rol de crimes “contra os costumes”.

    E esse termo, não sei aí, mas aqui ressoa e intriga. Afinal, quantas mulheres, até hoje, não cedem ou são violadas por seus maridos, e vêem isso como um costume normal? Instinto do homem? E mais: consideram o sexo como uma obrigação matrimonial.

    Veja também:

    O que MC Biel quer que as pessoas esqueçam mas a internet não deixa
    Vamos chamar as inimigas para sambar

    Quando isso não é normalizado e abafado pelas vítimas, a justiça vem e o faz. No artigo 213 do Código Penal, a definição dada para o crime de estupro é a de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Os menos interessados em expandir o julgamento para todos os casos – mais diretamente a maioria dos juristas – ainda segue esse artigo de cabo a rabo, julgando que para configurar estupro é preciso haver a tal ameaça ou grave violência.

    Um caso dentro dessa tipificação é do juiz e ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas, que foi acusado pela ex-esposa, Michella Marys, de espancamento, ameaça de morte e estupro. “Várias vezes acordei no meio da noite com ele me penetrando. Às vezes, eu tomava remédio forte para dormir e tinha sono pesado. Achava isso uma violência, mas não sabia que era estupro. Chegou um momento em que eu não conseguia mais dormir à noite”, disse Marys, em entrevista ao Globo.

    Com isso, nesse momento, a equação funciona assim: o inimigo dorme ao lado + é privilegiado pela visão conservadora e subserviente da parceira + é protegido pela justiça + encorajado pela sociedade a fazer vídeos para se gabar da sua masculinidade – quem não dorme= Você!