Categoria: Especiais

  • Participação feminina no mercado de games aumenta a cada ano; saiba mais

    O mercado de desenvolvimento de jogos eletrônicos é um espaço para diferentes profissionais, dentre os quais, muitas mulheres vêm se destacando por trazer uma visão diferenciada, no que a proporção de desenvolvedoras atuantes no Brasil está aumentando: se em 2014 eram 15%, atualmente são 20%, ou seja, há 565 mulheres desenvolvendo jogos no Brasil, segundo o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais.

    A média global não é diferente da situação brasileira, de acordo com os dados coletados no início de 2017 em pesquisa da International Game Developer Association (IDGA), 74% dos desenvolvedores de jogos são homens, e 21% são mulheres (o restante do percentual indica outras orientações de gênero).

    Camila Nachbar e um game em que atuou. Imagem: Reprodução

    Em uma visão estereotipada, profissões ligadas à computação seriam um mercado com predominância masculina, no que o ponto de vista feminino mostra importantes lições para quem quer crescer na área: Camila Nachbar tem 23 anos, moradora de São Paulo, é formada em Análise e desenvolvimento de Sistemas. Com dois jogos publicados e participações em diversos eventos e conferências, atualmente ela está cursando Jogos Digitais na Fatec Carapicuiba, área que considera “sua paixão”. Ela afirma ter se inspirado em empresas nacionais que ganharam fama mundial: “acho que o principal fator que fez o sonho se tornar uma real possibilidade, foi ver studios brasileiros conseguindo lançar jogos de sucesso”.

    Camila joga videogame desde os sete anos de idade; fascinada pela diversão eletrônica, teve diversos consoles, o que ajudou na escolha da profissão: “com o tempo saiu da perspectiva hobby e se tornou sonho de carreira”, avalia.

    Sobre as dificuldades iniciais em trabalhar com jogos eletrônicos, Camila Nachbar vê entraves relacionados ao mercado de tecnologia da informação, que considera restrito: “Infelizmente na área de T.I no Brasil já não é fácil para mulheres, em jogos se torna um milagre”. Ela comenta sobre o direcionamento profissional através dos estudos e da segmentação: “Como não tive condições financeiras para iniciar uma pós graduação em jogos ou ainda o próprio estúdio como muitos fazem, decidi optar por me especializar na área de desenvolvimento Web e há cinco anos trabalho com isso; hoje trabalho na primeira empresa focada em Serviços Cognitivos, atuo como desenvolvedora Java e desenvolvo meu projetos de jogos em casa e finais de semana”.

    Há também o lado gratificante em trabalhar com games; para Camila, a alegria maior é o projeto pronto, após longas etapas de produção: “com certeza ver os jogos finalizados, criar o jogo é sempre um processo muito criativo e árduo. Envolve muito tempo, dinheiro, e saber como lidar com a própria expectativa, porque precisamos saber como equilibrar o triângulo (dinheiro, tempo e qualidade)”, comenta.

    Quanto ao valor agregado que as mulheres desenvolvedoras podem trazer à uma equipe, Camila analisa o desempenho feminino através de suas vivências: “Na verdade eu acredito que as mulheres sejam muito mais organizadas e conseguem manter a qualidade nas entregas, como também escutam críticas de uma maneira muito mais madura”. Ela revela que em alguns momentos os homens acabam sendo mais problemáticos: “Eu tive mais problemas com homens do que com mulheres nesses cinco anos de experiência no mercado”; o profissionalismo aliado ao crescimento da área poderá traçar um futuro com muito mais garotas atuantes na produção de jogos.

  • The Path of Calydra | Game brasileiro tem grandes profissionais na equipe

    The Path of Calydra, novo jogo brasileiro que está sendo desenvolvido pelo estúdio FinalBoss, entra em uma nova fase de produção, com a adição na equipe de dois grandes profissionais: Christopher Kastensmidt e Tiago Rech já estão reforçando o time de roteiro e desenvolvimento narrativo do título, que conquistou o Game Dev Grants e recebeu um investimento especial da Epic Games, empresa desenvolvedora de Fortnite Battle Royale.

    O estúdio FinalBoss, responsável pelo projeto, é uma das mais tradicionais e pioneiras desenvolvedoras de games do país, responsável por títulos como Chromabot e Life Defenders, entre outros. Sediada no Rio de Janeiro, está há 16 anos no mercado, possuindo em seu portfolio mais de 160 produtos lançados para diferentes segmentos, como aplicativos e advergames.

    Sobre a chegada de Christopher na equipe, Marcio Vivas, fundador da FinalBoss e diretor do game, afirmou que “Christopher com certeza vai contribuir bastante neste nosso projeto”. Ele completa, dizendo: “Sua visão como criador de dezenas de games, aliada ao seu premiado conjunto de livros e quadrinhos, com certeza somará bastante ao universo de The Path of Calydra.”

    Christopher Kastensmidt, americano radicado no Brasil, foi diretor criativo da Ubisoft no Brasil (empresa responsável por grandes jogos como a série Assassin´s Creed); ele participou da criação de trinta games, que somam milhões de exemplares vendidos. Como escritor, sua série literária que conta uma aventura repleta de referências à História e folclore brasileiro, ‘A Bandeira do Elefante e da Arara’, já foi publicada em inglês, chinês e espanhol, gerando adaptações para quadrinhos e um RPG de mesa.

    Como roteirista, ele é o responsável pela adaptação em desenho animado do game Starlit Adventures, atualmente em desenvolvimento. Christopher já foi indicado ao Prêmio Nebula, a maior honraria da literatura internacional.

    “Quando vi The Path of Calydra pela primeira vez, me encantei,” disse Kastensmidt. “É um jogo cativante, que certamente vai conquistar jogadores ao redor do mundo. Espero que a minha contribuição seja à altura. E será uma honra poder trabalhar com Tiago Rech, que sempre me impressionou com seu trabalho”, avaliou.

    Tiago Rech é roteirista, com passagem por diversos estúdios brasileiros como Otus Game Studio, onde participou da produção de Niveus, um dos 15 finalistas da Indie Speed Run 2013, e Behold Studios, onde atuou como roteirista e tradutor do conhecido título Galaxy of Pen & Paper, vencedor do prêmio de Melhor Jogo no SBGames 2017. Em 2015, publicou uma história na antologia O Rei Amarelo em Quadrinhos, publicada pela Editora Draco.

    O novo projeto, The Path of Calydra, é um game que mostra as aventuras de Matheus, garoto que vive no subúrbio de uma grande cidade, e é transportado para um estranho mundo pela entidade denominada Calydra. Ele logo perceberá que a única forma de sobreviver será ajudando a criatura, que quer recuperar seus poderes e formas perdidas. Cada uma das formas assumidas por Calydra poderá ser utilizada por Matheus para transpor os obstáculos que levarão nosso herói de volta para seu mundo. Com belos gráficos, revelados pelas imagens de divulgação, o jogo ainda não possui data de lançamento revelada.

  • Vamos chamar as inimigas para sambar

    “Mulheres odeiam mulheres” foi a constatação ao qual chegou a cantora pop, Madonna, com o resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016. Assim como grande parte dos eleitorados do mundo, as mulheres norte-americanas são maioria e elegeram o candidato Donald Trump ao invés de Hillary Clinton – mesmo após diversos episódios que o caracterizaram como misógino e geraram até campanhas como a #NotOkay [“Não é legal”] no Twitter, para combater os comentários machistas que ele fez ao se referir às mulheres que cruzaram seu caminho como Sarah Jessica Parker, Cher, Bette Midler, Rosie O’Donnek e Hillary Clinton.

    A mesma discussão pode ser feita aqui no Brasil. Apesar de termos elegido e reelegido como presidente, seus mandatos estiveram sempre amparados pelo apoio e a credibilidade masculina de , que praticamente venceu ali em 2014 seu quarto mandato. E os fatos posteriores resultaram no que sabemos agora: péssima reputação, descrédito, humilhação histórica e golpe.

    É preciso curar a misoginia dos homens, que é a maior causa do feminicídio no mundo. Mas e a misoginia das mulheres? Culpar outras mulheres pelo erro de homens é misoginia. Criticar o talento de Anitta, puramente por criticar, é misoginia. Comentar ingenuamente que prefere trabalhar com homens do que com mulheres é misoginia também. Todo tipo de ódio gratuito e sem razão contra mulheres precisa ser revisto.

    Nós mulheres não precisamos concorrer, precisamos nos unir. Chega de sambar na cara das “inimigas”. Vamos chamar essas “inimigas” pra sambar. Os homens defendem os homens, as mulheres defendem os homens e os filhos. Quem defende as mulheres?

    A justiça está tomando providências quanto a isso. A Lei Lola (nº 13.642/2018) foi sancionada em abril deste ano, como proposta da deputada federal (PT/CE). Ela altera a Lei nº 10.446/2002, para que a os crimes que propagam ódio ou aversão às mulheres praticados por meio da internet sejam acrescentados no rol de delitos investigados pela Polícia Federal. Para propor a Lei Lola, Luizianne se inspirou no caso da professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovich, alvo de uma campanha cibernética difamatória e perseguição física sem que os criminosos tenham sido descobertos. “Os números de mulheres que sofrem ataques dessa natureza são assustadores. Somente entre 2015 e 2017, foram contabilizados 127 suicídios por crimes na Internet contra a honra.”, apontou Luizianne em seu site.

  • Pixel Ripped 1989 | jogo brasileiro de realidade virtual inicia pré-venda

    Foi anunciado o início da pré-venda e a data de lançamento do aguardado jogo brasileiro de realidade virtual Pixel Ripped 1989, do estúdio de narrativas imersivas ARVORE. A aventura chega para as plataformas PlaystationVR, Oculus Rift e SteamVR no próximo dia 31 de julho, e aos que comprarem antecipadamente, terão 20% de desconto promocional.

    Pixel Ripped 1989 é um título de ação em estilo retrô, ou como os desenvolvedores definem, “uma louca homenagem ao passado dos games”: na trama, o jogador fará uma jornada para dentro da tela de um game 8 bits, seguindo a protagonista Dot, uma heroína que tem seu mundo ameaçado pelo vilão Cyblin Lord, que atravessa a barreira entre o mundo dos games e a vida real.

    Segundo a sinopse, o jogador assumirá o papel de Nicola, uma aluna de segunda série que precisa ajudar Dot a salvar as duas realidades desta ameaça encarando desafios no mundo 2D de jogos retrô, ao mesmo tempo que deverá distrair uma professora irritada e fugir do temido diretor do colégio no mundo 3D.

    Assista ao trailer aqui:

    A ideia do game é de Ana Ribeiro, uma desenvolvedora brasileira nascida no Maranhão, que começou a trabalhar em Pixel Ripped em 2014, quando estudava em Londres. Ana ganhou fama local e mundial por sua criatividade e exploração de jogos em VR, recebendo vários prêmios e a oportunidade de carregar a tocha olímpica em 2016, com um óculos de VR. A maranhense de São Luís possui Mestrado em Design de Games da NFTS na Inglaterra, diplomas em Programação de Games e Psicologia. Uma curiosidade: antes de Ana trabalhar com jogos eletrônicos, foi empreendedora, abrindo uma empresa de empadas, mas a paixão pelos games, ao que parece, falou mais alto.

    O desenvolvimento do game foi o resultado de uma longa jornada, no que em 2017, Ana Ribeiro se juntou ao time da ARVORE como diretora do projeto para co-desenvolver o jogo; a parceria viabilizou a finalização do título, que também marca a estreia da ARVORE como empresa desenvolvedora de jogos.

    O estúdio ARVORE foi fundado em 2017 por Ricardo Justus, Rodrigo Terra e Edouard de Montmort; com sede em São Paulo, a empresa tem foco em criação de produtos para plataformas imersivas, como Realidade Virtual, Aumentada e Mista, que ainda são uma minoria entre os títulos disponíveis no mercado, apesar de serem tecnologias muito atraentes para o público.

    Desde o anúncio, a receptividade de Pixel Ripped 1989 tem sido muito positiva entre o público e apoiadores. O jogo recebeu financiamento da Oculus, premiações da Intel e do AMAZE Indie Festival, além de indicações ao IndieCade, Proto Awards, e ao VR Awards 2018. Recentemente o time de marketing da Microsoft Windows Developer foi até São Paulo para filmar um documentário sobre a criadora da história, Ana Ribeiro e sua saga como desenvolvedora. O estúdio ARVORE já tem planos de fazer mais capítulos para a aventura, que visitarão vários momentos da história dos games.

    Pixel Ripped 1989 está em compra antecipada para PlaystationVR e Oculus, pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será de $24,99 dólares. O jogo terá um desconto temporário no lançamento para Steam, que será no dia 31 de Julho.

  • Precisamos falar sobre o Silvio Santos

    É domingo, dia 15 de julho, ligo a TV… “Carlinhos Aguiar, sabe o que é orgia? – pergunta o dono do baú, que também responde: “Todo mundo bêbado: Helen [Ganzarolli] bêbada, Mara [Maravilha] bêbada, Patrícia bêbada”, falou Silvio, rindo. Até que o pingo de juízo do “Programa Silvio Santos”, intervém: “Não me põe nesse rolo, não”, grita a filha, Patrícia.

    Um verdadeiro pão e circo a canal aberto, que é duplamente prejudicial por desrespeitar as mulheres e por normalizar essa ação – não poupando sequer uma das suas sete filhas, mesmo que isso lhe valha o julgamento por ter sugerido a prática de incesto.

    É nojento! E por sermos acostumados a endeusar famosos, quando se trata de Silvio Santos – que de camelô passou a ser o maior comunicador do Brasil como excelente manobrista da massa – fica fácil entender a redoma que o envolve. Ressalto: entender, não concordar.

    Afinal, até que ponto a sua plateia, composta unicamente por mulheres, precisa se sujeitar a ser avaliada fisicamente e diminuída intelectualmente para ganhar um bendito aviãozinho? Na mesma misoginia e machismo, são vitimadas também convidadas da atração dominical e funcionárias do SBT, que ao contrário do público comum, conseguem gerar vez ou outra um burburinho na internet, que quase sempre resulta no conformismo de “Ah, mas é o Silvio, né? (risos)”.

    Veja também:
    O que MC Biel quer que as pessoas esqueçam mas a internet não deixa
    Cuidado com ‘Momo’, o desafio do WhatsApp que rouba suas informações pessoais

    Silvio pode até estar imune ao julgamento público, mas à condenação jurídica não. O SBT foi condenado recentemente pelo Ministério Público do Trabalho a pagar R$ 10 milhões por dois casos que explicitam como é a relação da emissora com o gênero feminino. O primeiro caso ocorreu em 2017, quando Silvio tentou empurrar o apresentador Dudu Camargo para a Maísa Silva, gerando total desconforto na jovem, que saiu chorando do palco. E o segundo ocorreu em abril em 2016, quando o apresentador Ratinho agrediu fisicamente a assistente de palco Milene Pavorô, fechada dentro de uma caixa de papelão.

    Bem ou mal, a Rede Globo tem iniciado mudanças para inibir essas práticas e reverter a lógica da indústria cultural que visa sobretudo o lucro em detrimento de valores éticos e morais. A emissora mudou a sua grade de atrações, principalmente no que se refere aos programas humorísticos. Agora, com graça ou não, eles privilegiam piadas mais críticas, com forte apelo à ironia.

    Estaria a família Abravanel disposta a rever também a sua estratégica de dominação de massas – mesmo que seja pensando unicamente na saúde e sobrevida dos negócios? Ou a cultura organizacional do SBT será sempre oferecer um conteúdo esvaziado de valores, porém cheio de sensacionalismo, na tentativa de manter o público alienado, que no final das contas continua sendo o grande trunfo da maioria dos empreendimentos?

  • O que MC Biel quer que as pessoas esqueçam mas a internet não deixa

    No dia 6 de junho, o cantor MC Biel aproveitou a derrota da seleção brasileira para lançar mais uma música com ares de pedido de perdão e compaixão ao seu público. Na letra de “Luta” ele diz: “Superação faz parte da gente, é preciso tomar um rumo e aprender a viver” e “Deus não dá uma cruz mais pesada do que sua força, só depende de você: se prefere ficar no chão ou levantar e vencer”. Apesar de ser um lançamento, não há fato novo. O tal aprendizado citado na letra é apenas poético, não prático e o crime cometido não cai no esquecimento por dois motivos: a internet não deixa; Biel também não.

    Após ser condenado por assédio sexual em 2016, o jovem foi morar nos Estados Unidos, onde reforçou sua essência machista e misógina.

    O cantor estava namorando a modelo Duda Castro há 4 meses, quando os dois se casaram de forma íntima e rápida – aparentemente para que ele pudesse permanecer no país. Após 7 meses de convivência, Duda também abriu um processo contra Biel por violência física e psicológica. Em um vídeo publicado no Youtube, a modelo conta que sofreu violência psicológica durante os últimos meses e que também já vinha sendo agredida pelo marido. O primeiro sinal de agressão teria ocorrido em março de 2017, quando Biel acabou jogando uma garrafa de uísque no pé da modelo, por ciúmes.

    https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=7VX5-uUto6k

    Entre outras ações que só reforçam o que as redes não deixam esquecermos, está o episódio em que o cantor anunciou que iria mudar seu nome artístico para “Gah”, alegando que “Biel” foi um personagem inventado por assessores, com cabeça de moleque garanhão, o que justificaria tudo o que já fez.

    Esse “migué” também não colou e aliás, só entrou para a lista de formas possíveis de como se acabar com uma carreira. O que nós agradecemos, é claro.

    Relembre o caso de assédio com a repórter do IG:
    Em junho de 2016, a repórter Giulia Pereira, 23 anos, do IG, denunciou MC Biel por assédio sexual. Na imagem divulgada, o cantor é visto chamando-a de “gostosinha” e ainda dizendo que a “quebraria no meio” se os dois tivessem relações sexuais.

    O cantor estava no auge, com um ano de estrada e muitas parcerias com outros artistas em andamento. Biel, inclusive, chegou a ser convidado para carregar a tocha das Olímpiadas 2016.

    A denúncia obteve repercussão nacional e acabou minguando a fama do cantor aos poucos, principalmente com a ajuda da internet. As redes sociais se tornaram palco para a discussão e problematização do caso.

    Todo o burburinho felizmente saiu do meio digital e culminou com a difamação do cantor que não foi mais convidado por programas de TV ou para parcerias. E com o pagamento de multa de 4 mil reais.

  • Conheça Starlit Adventures, game indie finalista do Festival comKids Interativo 2018

    Um dos jogos independentes produzido no Brasil com trajetória de sucesso é Starlit Advetures. O título foi anunciado como um dos finalistas do Festival comKids Interativo 2018; a escolha foi feita por um júri de especialistas.

    Starlit Adventures será submetido ao voto popular juntamente com outros três títulos indicados, durante um evento que acontecerá em São Paulo, no dia 17 de agosto. O Festival comKids Interativo 2018 é realizado pelo Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes, e visa promover produtos digitais de qualidade para o público infantil e jovem, nas categorias Games, Apps, Livros Digitais, Plataformas e Transmídia.

    Lançado originalmente em 2015 para celulares iOS e Android, tendo mais de 10 milhões de downloads em smartphones, Starlit Adventures foi criado pela Rockhead Games, empresa sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A versão para PS4 disponibilizada gratuitamente na PSN em abril deste ano teve a produção da desenvolvedora paulistana Webcore Games. Para baixar o jogo, que tem censura livre, basta ter uma conta válida na Playstation Store e acessar a página oficial no serviço.

    O enredo conta a história Bo e Kikki dois guardiões na busca para restabelecer a paz para os “Starlits”, após o vilão Nuru ter roubado suas estrelas-irmãs do céu. Na versão para PS4, os jogadores controlam a dupla através de oito mundos que totalizam 64 fases, usando trajes especiais com habilidades únicas para solucionar puzzles, enfrentar inimigos e vencer chefões, recuperando assim as estrelas para devolvê-las ao céu.

    O diferencial da versão para o console da Sony é o multiplayer “de sofá”, onde até quatro amigos podem jogar juntos, o que pode facilitar ou complicar o percurso dos jogadores: se por um lado é mais fácil fazer pontos, por outro fica mais difícil devido as dificuldades pessoais encontradas por cada jogador: se um morrer, a fase reinicia, atrapalhando a continuidade do resto do grupo comprar cialis.

    A mecânica do jogo lembra alguns sucessos do Nintendo 64 e retro games, tendo como estilo aventura com plataformas: as missões tem como objetivos coletar estrelas, moedas e até figurinhas de um album. As fases possuem desafios progressivos, onde é preciso saber lidar com as habilidades dos trajes para vencer; ao final de cada fase encontra-se um chefão, cuja forma de vencer depende mais da astúcia do que da força; é preciso usar a lógica para seguir em frente.

    Os criadores afirmam ter se inspirado em clássicos como Bomberman, Dig Dug, Mr. Driller e Boulder Dash, jogos que estão entre os mais queridos dos retro gamers.

    Sendo gratuito, os jogadores tem a opção de comprar ítens adicionais que auxiliam no progresso da ação, como os trajes dourados de dino, dragão e unicórnio, além de moedas especiais, os Tokens, porém não dependem desta ajuda para finalizar o jogo. As expansões possuem preços que variam em torno de R$ 13,90, e as mais caras são os pacotes de moedas.

    Com um ar nostálgico, desafio revigorante, paleta de cores delicada e visual agradável, Starlit Adventures é um jogo indicado para crianças e adultos; as fases são viciantes e garantem horas de diversão.

  • No Heroes Here | Game indie brasileiro ganha prêmio no BIG Festival

    Um novo game independente brasileiro vem chamando a atenção no mercado: No Heroes Here, do estúdio Mad Mimic Interative, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Brasileiro, em cerimônia na última quinta-feira (28), durante o BIG – Brazil’s Independent Games Festival, evento voltado para o mercado e a produção de jogos eletrônicos brasileiros, que acontece até o dia 01 de julho, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    A premiação do game foi uma escolha do júri especializado e também pelo voto do público que compareceu ao evento durante a semana. O BIG é considerado um dos eventos de games mais importantes do cenário nacional.

    Em um comunicado de imprensa, a equipe desenvolvedora do jogo divulgou um agradecimento pelo prêmio: “O time da Mad Mimic Interactive, feliz com essa grande conquista, agradece imensamente cada um dos colegas da imprensa, influenciadores, incentivadores e parceiros por todo o apoio e atenção com o jogo. O agradecimento maior, é claro, vai para cada um dos fãs que acreditou no projeto desde o início, espalhando a palavra e reunindo os amigos para compartilharem da diversão amalucada de No Heroes Here. Muito obrigado!”, conclui a mensagem.

    No Heroes Here chegou na última semana à eShop do Nintendo Switch, e já estava disponível para PS4 desde maio. A versão para PC fez sua estreia no final do ano passado; o Xbox One também receberá o título, com data a ser anunciada. Assista ao trailer:

    O game é um ‘Castle Defense’ cooperativo com multiplayer local e online para até quatro jogadores, que possui uma mecânica simplificada, fácil de aprender mas com grandes desafios: são 15 personagens jogáveis; 12 tipos de inimigos; três regiões, com 54 níveis e nove desafios, cada uma com mecânicas, inimigos e peculiaridades diferentes; três tipos especiais de munição, que variam de bolas de canhão a frangos assados; e opção de modo de dificuldade Normal ou Nighmare, onde o jogador terá apenas uma vida para viver no modo hardcore.

    Para a produção, No Heroes Here contou com o incentivo da Prefeitura de São Paulo; parte do seu desenvolvimento foi financiado pela SPCine. Aclamado pela crítica com diversas honrarias, nomeações e prêmios, além do título de Melhor Jogo Brasileiro do BIG, também foi escolhido Melhor Jogo Brasileiro durante o Brazil Game Awards e Melhor Jogo Social no Game Connection Development Awards, além dos prêmios de Melhor Som e Melhor Gameplay no evento MAX.

    No Heroes Here foi disponibilizado para testes em estandes durante diversos eventos nacionais e internacionais como a Brasil Game Show, a GamesCom, o DreamHack, a Tóquio Game Show, a Campus Party e a Argentina Game Show, com destaque para as participações na Playstation Experience e na PAX 10, uma seleção oficial de jogos independentes do evento feita por 50 especialistas do mercado de games mundial.

    A Mad Mimic Interactive, desenvolvedora do jogo, foi fundada por Luís Fernando Tashiro e Luís Gustavo Sampaio, e está situada na capital de São Paulo. O estúdio é um braço da Zyx, empresa de desenvolvimento de jogos educativos. No Heroes Here é seu primeiro lançamento no mercado de jogos autorais.

  • Profissão: Gamer | Confira como o BIG Festival pode ajudar a entender o mercado

    Iniciou neste sábado (23) a sexta edição do BIG, ou Brazil’s Independent Games Festival, evento voltado para o mercado e a produção de jogos eletrônicos brasileiros. Esse ano, o evento acontece em dois Estados, São Paulo (Centro Cultural São Paulo) e no Rio de Janeiro (Centro Cultural Oi Futuro & LabSonica), até o dia 01 de julho, com entrada gratuita.

    Na programação, muitos temas relevantes para quem está tentando entender o mercado de games, adquirir conhecimento, interagir com profissionais da área ou apenas brincar com os jogos criados por desenvolvedores independentes. Confira algumas das atrações mais interessantes:

    Imagem: Divul

    Durante todo o evento é possível testar games independentes criados no Brasil e no mundo; foi realizada uma seleção de jogos para exposição durante o Festival, onde os finalistas vindos de 22 países diferentes estão disponíveis aos visitantes para gameplay. Há 18 jogos brasileiros concorrendo nas diversas categorias do BIG Festival, ou seja, 35% de todos os títulos participantes e muitos dos criadores dos jogos estarão presentes durante a programação.

    As rodadas de negócios promovem debates na área de games e também com diferentes setores da economia criativa. Haverá encontros internacionais entre empreendedores de cinema, TV, publicidade, animação, música e mercado editorial. No ano passado, foram mais de 1.600 reuniões de negócios entre 273 empresas, sendo 70 internacionais; a previsão é que este numero seja superado este ano. Para a participação é necessário pagar a inscrição, e os encontros acontecerão nos dias 27 a 29 de junho.
     
    A série de palestras BIG Carreiras mostram quais oportunidades existem para quem quer trabalhar com games e os possíveis caminhos para o sucesso, reunindo diversos profissionais do segmento, que vão falar sobre como decidir qual curso seguir e como buscar um emprego no setor. Em São Paulo, acontece durante os dias 29/06 a 01/07.

    Outra atracão relevante sao as palestras e debates sobre a participação feminina no mercado de games, além de formas de aumentar esse percentual, com a presença de profissionais da indústria de games do Brasil e da Alemanha, visando o fortalecimento da presença feminina na indústria.

    Com uma proposta inclusiva, a vertical BIG Impact é um dos destaques do evento. Incorporando palestras sobre conceitos básicos de game design e raciocínio lógico no desenvolvimento de jogos com temáticas sociais, o visitante poderá participar de debates sobre inclusão social, educação e conscientização.

    O eSport tambem tem uma programação específica, com a presença de pro players e profissionais do esporte eletrônico, em palestras e atividades para o publico. 

    O  evento tem como momento auge o BIG Awards, competição  entre  jogos  nacionais  e  internacionais  com  prêmios  em  dinheiro,  com exposição e cerimônia  de  premiação, que acontece no dia 28/06.  
     
    Tendo o objetivo  de  fortalecer  o  ecossistema  de  games  no  Brasil, em  2017, foram mais de  20  mil  visitantes,  sendo  3.500  deles  em  palestras,  e  mais  de  1600  reuniões  de  negócios. O BIG Festival é realizado pela Bits Produções em parceria com diversas instituições, como a Abragames, Brazilian Game Developers, Apex, SPCine e as Secretarias de Cultura da cidade e do Estado de São Paulo. Para efetuar a inscrição gratuita (exceto para rodadas de negócios)  e conferir a programação completa, basta acessar o site oficial.

  • Profissão Gamer | O futebol e a Copa do Mundo nos gramados virtuais

    Fãs de futebol de todo o globo estão vivenciando desde a última quinta-feira (14) as emoções da Copa do Mundo na Rússia, mas os jogadores do game de futebol FIFA já estão sentindo há alguns meses as emoções de torcer em um mundial: a FIFA eWorld Cup 2018, evento global com objetivo de ser o maior campeonato do game da história, teve inscritos de diversos países, participando das qualificatórias online, que tiveram etapas presenciais, inclusive no Brasil, em São Paulo.

    As qualificatórias eram o acesso ao FIFA eWorld Cup 2018, campeonato promovido pela Liga ESWC (Electronic Sports World Cup), que é parte do FIFA 18 Global Series. Na disputa pela vaga, que iniciou em março deste ano, o objetivo final era escolher 32 dos melhores jogadores profissionais do mundo, sendo 16 no console Xbox One e 16 no Playstation 4. O FIFA 18 Global Series Playoffs, com as eliminatórias da FIFA eWorld Cup 2018 Grand Final, aconteceu entre 28 de maio e 3 de junho na capital da Holanda, Amsterdã. As aguardadas finais acontecerão durante os dias 2 a 4 de agosto, em Londres, na Inglaterra.

    Com grande participação, os brasileiros fizeram bonito. No FUT Champions Cup Manchester de FIFA 18, os representantes do Brasil na disputa foram: No Xbox One: Josaci “Senna do Boné”, Márcio “FELIPE ABD” Abade, Rodrigo “NSE D1go” Miranda, Vinicius “NSE Vini” Tonetto e Miguel “NSE SpiderKong” Bilhar; no PlayStation 4: Henrique “Zezinho23” Silva, Ettore “ABRUCIO”, Gustavo “LuGuToledo” de Carvalho, Rodrigo “fxb_Rodrig” de Freitas e Andre “Fxb_batata” Fonte.

    Infográfico com os resultados. Fonte: www.futchampions.com

    O game FIFA 18 foi atualizado com uma DLC temática para a Copa do Mundo, sendo uma verdadeira versão eletrônica do mundial. A versão foi lançada em 01 de novembro de 2017, e é o vigésimo quinto título da série, disponível para todos os consoles da atualidade. Com grande potencial competitivo, jogadores em todo o mundo transmitem partidas pela internet e já simulam virtualmente jogos entre as seleções que disputam a Copa nos gramados da Rússia.

    No Brasil, o esporte eletrônico tem um grande público: o país é o terceiro maior consumidor de e-sports do mundo, tendo as primeiras arenas especializadas, grandes campeonatos e times disputando competições mundiais, alguns sendo representações de equipes de futebol, como o Santos e-Sports, que recentemente anunciou sua equipe feminina. As coberturas esportivas voltadas a este público geralmente são feitas através da Internet, com transmissões ao vivo e narradores especializados, assim como as partidas dos esportes considerados tradicionalmente como presenciais. Porém, em 2017, emissoras de TV por assinatura com programação esportiva passaram a realizar transmissões de campeonatos de games e veicular programas com notícias. O canal Esporte Interativo passou a televisionar sua própria competição, a Copa EI Games, com a participação de youtubers conhecidos, dando um grande passo para a popularização dos games de futebol através da midia televisiva.

    O futebol e jogos dos tradicionais esportes de quadra possuem campeonatos cada vez mais fortes e funcionando como uma verdadeira representação virtual dos campeonatos físicos. Uma posibilidade para o futuro próximo é a inclusão dos e-sports nas Olimpíadas de 2024, o que traria mais visibilidade junto ao público das mídias de massa, além de mais espaço para os profisionais e credibilidade ao esporte eletrônico.