Tag: antibióticos

  • Resistência aos antibióticos cresce no Brasil e ameaça saúde pública, aponta estudo internacional

    Resistência aos antibióticos cresce no Brasil e ameaça saúde pública, aponta estudo internacional

    Relatório publicado na revista The Lancet revela avanço preocupante de bactérias resistentes no país e alerta para o risco de infecções comuns voltarem a ser fatais.

    Um estudo global publicado em setembro de 2024 na renomada revista científica The Lancet revelou que a resistência antimicrobiana (AMR) — quando bactérias deixam de responder aos antibióticos — está crescendo de forma alarmante em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.

    Segundo os pesquisadores, a América Latina e o Caribe, região que abrange o Brasil, estão entre as áreas com maior aumento no número de mortes causadas por infecções resistentes. Isso significa que doenças antes consideradas simples, como infecção urinária ou pneumonia, estão se tornando mais difíceis de tratar e, em alguns casos, fatais.

    Quem está em risco?

    Todos podem ser afetados, mas os grupos mais vulneráveis são os idosos, pacientes internados e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. O estudo mostra que a maioria das mortes por AMR ocorre entre pessoas com mais de 70 anos, mas crianças e adultos também não estão livres do perigo.

    Onde o problema é mais grave?

    O relatório analisou dados de 204 países. O Brasil não teve seus números divulgados individualmente, mas está incluído nas projeções da América Latina, onde a resistência a antibióticos como os carbapenêmicos — medicamentos usados em casos graves — aumentou significativamente. A falta de dados consistentes no país é uma barreira adicional no combate ao problema.

    Quando isso se tornou urgente?

    Embora a resistência a antibióticos venha sendo discutida há anos, os dados agora mostram que o problema se agravou nas últimas décadas. Em 2021, foram registradas mais de 4,7 milhões de mortes associadas à AMR no mundo, sendo 1,14 milhão diretamente atribuídas à resistência bacteriana. E a previsão para 2050 é ainda mais sombria: até 8,2 milhões de mortes por ano podem ocorrer se nenhuma medida for tomada.

    Por que isso está acontecendo?

    O uso inadequado de antibióticos é o principal vilão. Isso inclui:

    • Tomar antibiótico sem necessidade ou sem receita médica
    • Interromper o tratamento antes do tempo
    • Usar antibióticos em excesso na agropecuária

    Além disso, falhas no diagnóstico e na vigilância hospitalar dificultam o controle da disseminação de bactérias resistentes.
    O estudo sugere uma combinação de medidas:

    • Higiene básica e vacinação para evitar infecções
    • Uso responsável de antibióticos, sempre com prescrição médica
    • Investimento em sistemas de vigilância e laboratórios
    • Desenvolvimento de novos medicamentos

    Se políticas eficazes forem implementadas, até 92 milhões de mortes podem ser evitadas até 2050, segundo os autores do estudo.

    A resistência antimicrobiana é uma ameaça real e crescente à saúde pública brasileira. Informar a população, capacitar profissionais de saúde e investir em infraestrutura são passos urgentes para evitar que o que hoje é uma infecção tratável se torne, novamente, uma sentença de morte.

    Fontes:
    The Lancet: Global burden of bacterial antimicrobial resistance 1990–2021
    Global Health Data Exchange (GHDx): AMR Data & Forecasts 1990–2050


    Um estudo global publicado em setembro de 2024 na renomada revista científica The Lancet revelou que a resistência antimicrobiana (AMR) — quando bactérias deixam de responder aos antibióticos — está crescendo de forma alarmante em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.

    Segundo os pesquisadores, a América Latina e o Caribe, região que abrange o Brasil, estão entre as áreas com maior aumento no número de mortes causadas por infecções resistentes. Isso significa que doenças antes consideradas simples, como infecção urinária ou pneumonia, estão se tornando mais difíceis de tratar e, em alguns casos, fatais.

    Quem está em risco?

    Todos podem ser afetados, mas os grupos mais vulneráveis são os idosos, pacientes internados e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. O estudo mostra que a maioria das mortes por AMR ocorre entre pessoas com mais de 70 anos, mas crianças e adultos também não estão livres do perigo.

    Onde o problema é mais grave?

    O relatório analisou dados de 204 países. O Brasil não teve seus números divulgados individualmente, mas está incluído nas projeções da América Latina, onde a resistência a antibióticos como os carbapenêmicos — medicamentos usados em casos graves — aumentou significativamente. A falta de dados consistentes no país é uma barreira adicional no combate ao problema.

    Quando isso se tornou urgente?

    Embora a resistência a antibióticos venha sendo discutida há anos, os dados agora mostram que o problema se agravou nas últimas décadas. Em 2021, foram registradas mais de 4,7 milhões de mortes associadas à AMR no mundo, sendo 1,14 milhão diretamente atribuídas à resistência bacteriana. E a previsão para 2050 é ainda mais sombria: até 8,2 milhões de mortes por ano podem ocorrer se nenhuma medida for tomada.

    Por que isso está acontecendo?

    O uso inadequado de antibióticos é o principal vilão. Isso inclui:

    • Tomar antibiótico sem necessidade ou sem receita médica
    • Interromper o tratamento antes do tempo
    • Usar antibióticos em excesso na agropecuária

    Além disso, falhas no diagnóstico e na vigilância hospitalar dificultam o controle da disseminação de bactérias resistentes.
    O estudo sugere uma combinação de medidas:

    • Higiene básica e vacinação para evitar infecções
    • Uso responsável de antibióticos, sempre com prescrição médica
    • Investimento em sistemas de vigilância e laboratórios
    • Desenvolvimento de novos medicamentos

    Se políticas eficazes forem implementadas, até 92 milhões de mortes podem ser evitadas até 2050, segundo os autores do estudo.

    A resistência antimicrobiana é uma ameaça real e crescente à saúde pública brasileira. Informar a população, capacitar profissionais de saúde e investir em infraestrutura são passos urgentes para evitar que o que hoje é uma infecção tratável se torne, novamente, uma sentença de morte.

    Fontes:
    The Lancet: Global burden of bacterial antimicrobial resistance 1990–2021
    Global Health Data Exchange (GHDx): AMR Data & Forecasts 1990–2050


  • Superbactérias: entenda o problema que mata milhares de pessoas no Brasil e no mundo

    Superbactérias: entenda o problema que mata milhares de pessoas no Brasil e no mundo

    As superbactérias são microorganismos que desenvolveram resistência a vários tipos de antibióticos, os medicamentos usados para combater infecções bacterianas.

    Isso significa que eles podem causar doenças graves e até fatais, sem que haja um tratamento eficaz disponível.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as superbactérias são uma das maiores ameaças à saúde pública no mundo, pois podem comprometer a capacidade de tratar doenças comuns, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e infecções urinárias. Além disso, elas podem aumentar o risco de complicações em cirurgias, transplantes, quimioterapia e outras intervenções médicas.

    No Brasil, as superbactérias são responsáveis por cerca de 33 mil mortes por ano, de acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista científica Lancet Infectious Diseases. O país é o segundo mais afetado pela resistência bacteriana na América Latina, atrás apenas do México.

    O que são antibióticos e como surgem as superbactérias?

    Os antibióticos são substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias. Eles foram descobertos na primeira metade do século XX e revolucionaram a medicina, salvando milhões de vidas de doenças que antes eram incuráveis.

    No entanto, o uso indiscriminado e inadequado dos antibióticos ao longo dos anos favoreceu o surgimento das superbactérias. Isso acontece porque as bactérias são capazes de se adaptar e desenvolver mecanismos de defesa contra os medicamentos, transmitindo essas características para as gerações seguintes.

    Alguns fatores que contribuem para a resistência bacteriana são:

    • O consumo excessivo de antibióticos, sem prescrição médica ou por tempo maior do que o indicado;

    • A falta de adesão ao tratamento, interrompendo-o antes do fim ou não seguindo as orientações do médico;

    • A automedicação, usando antibióticos para tratar doenças que não são causadas por bactérias, como gripes e resfriados;

    • A falta de higiene, que facilita a transmissão de bactérias entre as pessoas e o ambiente;

    • A contaminação ambiental, por meio do descarte inadequado de antibióticos e de resíduos de animais tratados com esses medicamentos;

    • A falta de controle e fiscalização do uso de antibióticos na agropecuária, que pode levar à ingestão de resíduos dessas substâncias nos alimentos de origem animal.

    Como prevenir e combater as superbactérias?

    A prevenção e o combate às superbactérias dependem de uma ação conjunta de governos, profissionais de saúde, indústria farmacêutica, produtores rurais e população em geral. Algumas medidas que podem ser tomadas são:

    • Usar antibióticos somente quando prescritos por um médico, seguindo rigorosamente as doses, os horários e a duração do tratamento;

    • Não interromper o tratamento antes do fim, mesmo que os sintomas melhorem, pois isso pode favorecer a sobrevivência das bactérias mais resistentes;

    • Não usar antibióticos para tratar doenças que não são causadas por bactérias, como gripes e resfriados, pois eles não têm efeito sobre vírus ou fungos;

    • Não compartilhar antibióticos com outras pessoas, pois cada caso requer uma avaliação médica e uma prescrição específica;

    • Manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com pessoas doentes e limpar superfícies e objetos que possam estar contaminados;

    • Evitar o uso de produtos de limpeza e cosméticos que contenham antibióticos, pois eles podem contribuir para a resistência bacteriana;

    • Exigir que os alimentos de origem animal sejam produzidos de forma sustentável, sem o uso abusivo de antibióticos, e que sejam fiscalizados pelos órgãos competentes;

    • Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de novos antibióticos, que possam combater as superbactérias mais resistentes.

    As superbactérias são um problema grave e urgente, que requer a conscientização e a colaboração de todos. Somente assim, poderemos preservar a eficácia dos antibióticos e garantir a saúde das gerações futuras.

    Isso significa que eles podem causar doenças graves e até fatais, sem que haja um tratamento eficaz disponível.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as superbactérias são uma das maiores ameaças à saúde pública no mundo, pois podem comprometer a capacidade de tratar doenças comuns, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e infecções urinárias. Além disso, elas podem aumentar o risco de complicações em cirurgias, transplantes, quimioterapia e outras intervenções médicas.

    No Brasil, as superbactérias são responsáveis por cerca de 33 mil mortes por ano, de acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista científica Lancet Infectious Diseases. O país é o segundo mais afetado pela resistência bacteriana na América Latina, atrás apenas do México.

    O que são antibióticos e como surgem as superbactérias?

    Os antibióticos são substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias. Eles foram descobertos na primeira metade do século XX e revolucionaram a medicina, salvando milhões de vidas de doenças que antes eram incuráveis.

    No entanto, o uso indiscriminado e inadequado dos antibióticos ao longo dos anos favoreceu o surgimento das superbactérias. Isso acontece porque as bactérias são capazes de se adaptar e desenvolver mecanismos de defesa contra os medicamentos, transmitindo essas características para as gerações seguintes.

    Alguns fatores que contribuem para a resistência bacteriana são:

    • O consumo excessivo de antibióticos, sem prescrição médica ou por tempo maior do que o indicado;

    • A falta de adesão ao tratamento, interrompendo-o antes do fim ou não seguindo as orientações do médico;

    • A automedicação, usando antibióticos para tratar doenças que não são causadas por bactérias, como gripes e resfriados;

    • A falta de higiene, que facilita a transmissão de bactérias entre as pessoas e o ambiente;

    • A contaminação ambiental, por meio do descarte inadequado de antibióticos e de resíduos de animais tratados com esses medicamentos;

    • A falta de controle e fiscalização do uso de antibióticos na agropecuária, que pode levar à ingestão de resíduos dessas substâncias nos alimentos de origem animal.

    Como prevenir e combater as superbactérias?

    A prevenção e o combate às superbactérias dependem de uma ação conjunta de governos, profissionais de saúde, indústria farmacêutica, produtores rurais e população em geral. Algumas medidas que podem ser tomadas são:

    • Usar antibióticos somente quando prescritos por um médico, seguindo rigorosamente as doses, os horários e a duração do tratamento;

    • Não interromper o tratamento antes do fim, mesmo que os sintomas melhorem, pois isso pode favorecer a sobrevivência das bactérias mais resistentes;

    • Não usar antibióticos para tratar doenças que não são causadas por bactérias, como gripes e resfriados, pois eles não têm efeito sobre vírus ou fungos;

    • Não compartilhar antibióticos com outras pessoas, pois cada caso requer uma avaliação médica e uma prescrição específica;

    • Manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com pessoas doentes e limpar superfícies e objetos que possam estar contaminados;

    • Evitar o uso de produtos de limpeza e cosméticos que contenham antibióticos, pois eles podem contribuir para a resistência bacteriana;

    • Exigir que os alimentos de origem animal sejam produzidos de forma sustentável, sem o uso abusivo de antibióticos, e que sejam fiscalizados pelos órgãos competentes;

    • Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de novos antibióticos, que possam combater as superbactérias mais resistentes.

    As superbactérias são um problema grave e urgente, que requer a conscientização e a colaboração de todos. Somente assim, poderemos preservar a eficácia dos antibióticos e garantir a saúde das gerações futuras.

  • Desnutrição pode aumentar a resistência a antibióticos, revela estudo

    Desnutrição pode aumentar a resistência a antibióticos, revela estudo

    Um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC) encontrou uma ligação surpreendente entre a desnutrição e a resistência a antibióticos, um problema de saúde global que ameaça milhões de vidas.

    Os pesquisadores descobriram que a falta de micronutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, altera a composição do microbioma intestinal, a comunidade de micróbios que vive no sistema digestivo. Essa alteração favorece o crescimento de bactérias e fungos que podem causar infecções e resistir aos medicamentos.

    O estudo, publicado na revista Nature Microbiology, foi realizado em camundongos que receberam dietas com diferentes níveis de micronutrientes. Os resultados mostraram que os camundongos com deficiências de vitamina A, B12, folato, ferro e zinco apresentaram mudanças significativas no microbioma intestinal, com uma expansão de microrganismos patogênicos. Além disso, esses camundongos também tinham mais genes associados à resistência a antibióticos, o que significa que eles poderiam transmitir essa característica para outras bactérias.

    Os pesquisadores alertam que a desnutrição pode ser um fator negligenciado na conversa sobre a resistência global a antibióticos, que é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos pode causar 10 milhões de mortes por ano até 2050, se não forem tomadas medidas urgentes. A resistência a antibióticos ocorre quando as bactérias sofrem mutações ou adquirem genes que as tornam capazes de sobreviver aos efeitos dos medicamentos. Isso dificulta o tratamento de doenças infecciosas, como tuberculose, pneumonia e malária.

    A desnutrição é um problema que afeta cerca de 340 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, de acordo com a OMS. A falta de micronutrientes prejudica não apenas o crescimento e o desenvolvimento dessas crianças, mas também altera o equilíbrio do microbioma intestinal, que é essencial para a saúde e a imunidade. Essas crianças costumam receber antibióticos para tratar doenças relacionadas à desnutrição, como diarreia e infecções respiratórias. No entanto, isso pode agravar o problema da resistência a antibióticos, se o ambiente intestinal for propício para o surgimento e a disseminação de bactérias resistentes.

    O estudo da UBC oferece insights críticos sobre as consequências de longo alcance das deficiências de micronutrientes no início da vida. Ele destaca a necessidade de estratégias abrangentes para enfrentar a desnutrição e seus efeitos na saúde. Resolver as deficiências de micronutrientes é mais do que superar a desnutrição, pode ser também um passo crítico na luta contra o flagelo global da resistência a antibióticos. O estudo foi realizado em camundongos, mas os pesquisadores acreditam que os resultados podem ser aplicáveis ​​aos humanos, uma vez que os mecanismos moleculares da resistência a antibióticos são semelhantes em ambos. No entanto, eles reconhecem a necessidade de mais pesquisas para confirmar suas descobertas e estabelecer as melhores práticas de saúde pública e intervenção clínica.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores descobriram que a falta de micronutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, altera a composição do microbioma intestinal, a comunidade de micróbios que vive no sistema digestivo. Essa alteração favorece o crescimento de bactérias e fungos que podem causar infecções e resistir aos medicamentos.

    O estudo, publicado na revista Nature Microbiology, foi realizado em camundongos que receberam dietas com diferentes níveis de micronutrientes. Os resultados mostraram que os camundongos com deficiências de vitamina A, B12, folato, ferro e zinco apresentaram mudanças significativas no microbioma intestinal, com uma expansão de microrganismos patogênicos. Além disso, esses camundongos também tinham mais genes associados à resistência a antibióticos, o que significa que eles poderiam transmitir essa característica para outras bactérias.

    Os pesquisadores alertam que a desnutrição pode ser um fator negligenciado na conversa sobre a resistência global a antibióticos, que é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos pode causar 10 milhões de mortes por ano até 2050, se não forem tomadas medidas urgentes. A resistência a antibióticos ocorre quando as bactérias sofrem mutações ou adquirem genes que as tornam capazes de sobreviver aos efeitos dos medicamentos. Isso dificulta o tratamento de doenças infecciosas, como tuberculose, pneumonia e malária.

    A desnutrição é um problema que afeta cerca de 340 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, de acordo com a OMS. A falta de micronutrientes prejudica não apenas o crescimento e o desenvolvimento dessas crianças, mas também altera o equilíbrio do microbioma intestinal, que é essencial para a saúde e a imunidade. Essas crianças costumam receber antibióticos para tratar doenças relacionadas à desnutrição, como diarreia e infecções respiratórias. No entanto, isso pode agravar o problema da resistência a antibióticos, se o ambiente intestinal for propício para o surgimento e a disseminação de bactérias resistentes.

    O estudo da UBC oferece insights críticos sobre as consequências de longo alcance das deficiências de micronutrientes no início da vida. Ele destaca a necessidade de estratégias abrangentes para enfrentar a desnutrição e seus efeitos na saúde. Resolver as deficiências de micronutrientes é mais do que superar a desnutrição, pode ser também um passo crítico na luta contra o flagelo global da resistência a antibióticos. O estudo foi realizado em camundongos, mas os pesquisadores acreditam que os resultados podem ser aplicáveis ​​aos humanos, uma vez que os mecanismos moleculares da resistência a antibióticos são semelhantes em ambos. No entanto, eles reconhecem a necessidade de mais pesquisas para confirmar suas descobertas e estabelecer as melhores práticas de saúde pública e intervenção clínica.

    Fonte: Link.

  • Como a mosca da fruta pode gerar novos antibióticos

    Como a mosca da fruta pode gerar novos antibióticos

    Pesquisadores da Universidade de Illinois Chicago descobriram que um peptídeo natural encontrado nas moscas da fruta pode ser usado para combater infecções bacterianas. O peptídeo, chamado drosocina, se liga aos ribossomos das bactérias e impede que eles produzam novas proteínas, levando à morte celular.

    O estudo, publicado na revista Nature Chemical Biology, mostra que a drosocina é capaz de inibir a etapa final da tradução, o processo pelo qual o DNA é “traduzido” em moléculas de proteína. A drosocina se liga ao ribossomo e bloqueia o sinal de parada que indica o fim do gene.

    “A drosocina é apenas o segundo peptídeo antibiótico conhecido que interrompe a tradução na fase de término”, disse Alexander Mankin, autor do estudo e professor distinto do Centro de Ciências Biomoleculares e do departamento de ciências farmacêuticas da Faculdade de Farmácia. O outro, chamado apidaecina e encontrado nas abelhas, foi descrito pela primeira vez pelos cientistas da UIC em 2017.

    O laboratório da UIC, que é co-dirigido por Mankin e Nora Vázquez-Laslop, professora pesquisadora da Faculdade de Farmácia, conseguiu produzir o peptídeo da mosca da fruta e centenas de seus mutantes diretamente nas células bacterianas.

    “A drosocina e seus mutantes ativos feitos dentro das bactérias forçaram as células bacterianas a se autodestruírem”, disse Mankin.

    Embora os peptídeos drosocina e apidaecina funcionem da mesma maneira, os pesquisadores descobriram que suas estruturas químicas e as formas como se ligam ao ribossomo são diferentes.

    “Ao entender como esses peptídeos funcionam, esperamos aproveitar o mesmo mecanismo para potenciais novos antibióticos. Comparar lado a lado os componentes dos dois peptídeos facilita a criação de novos antibióticos que aproveitam o melhor de cada um”, disse Mankin.

    O estudo abre novas perspectivas para o desenvolvimento de antibióticos alternativos que possam combater as bactérias resistentes aos medicamentos convencionais. Os peptídeos naturais encontrados nos insetos podem ser uma fonte rica de inspiração para os cientistas.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Nature Chemical Biology, mostra que a drosocina é capaz de inibir a etapa final da tradução, o processo pelo qual o DNA é “traduzido” em moléculas de proteína. A drosocina se liga ao ribossomo e bloqueia o sinal de parada que indica o fim do gene.

    “A drosocina é apenas o segundo peptídeo antibiótico conhecido que interrompe a tradução na fase de término”, disse Alexander Mankin, autor do estudo e professor distinto do Centro de Ciências Biomoleculares e do departamento de ciências farmacêuticas da Faculdade de Farmácia. O outro, chamado apidaecina e encontrado nas abelhas, foi descrito pela primeira vez pelos cientistas da UIC em 2017.

    O laboratório da UIC, que é co-dirigido por Mankin e Nora Vázquez-Laslop, professora pesquisadora da Faculdade de Farmácia, conseguiu produzir o peptídeo da mosca da fruta e centenas de seus mutantes diretamente nas células bacterianas.

    “A drosocina e seus mutantes ativos feitos dentro das bactérias forçaram as células bacterianas a se autodestruírem”, disse Mankin.

    Embora os peptídeos drosocina e apidaecina funcionem da mesma maneira, os pesquisadores descobriram que suas estruturas químicas e as formas como se ligam ao ribossomo são diferentes.

    “Ao entender como esses peptídeos funcionam, esperamos aproveitar o mesmo mecanismo para potenciais novos antibióticos. Comparar lado a lado os componentes dos dois peptídeos facilita a criação de novos antibióticos que aproveitam o melhor de cada um”, disse Mankin.

    O estudo abre novas perspectivas para o desenvolvimento de antibióticos alternativos que possam combater as bactérias resistentes aos medicamentos convencionais. Os peptídeos naturais encontrados nos insetos podem ser uma fonte rica de inspiração para os cientistas.

    Fonte: Link.

  • Como a inteligência artificial pode ajudar a combater infecções resistentes a antibióticos

    Como a inteligência artificial pode ajudar a combater infecções resistentes a antibióticos

    Infecções causadas por bactérias que não respondem aos antibióticos são um problema grave de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas podem matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050. Por isso, é urgente encontrar novas formas de combater esses microrganismos.

    Uma das possibilidades é usar a inteligência artificial (IA) para descobrir novos medicamentos que possam atacar as bactérias resistentes. É o que fez um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da China, que publicou um estudo na revista Nature Communications.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada aprendizado profundo, que permite que os computadores aprendam com grandes quantidades de dados. Eles treinaram uma rede neural artificial para analisar as estruturas químicas de mais de 1,5 milhão de compostos e identificar quais tinham potencial para matar bactérias.

    Depois, eles testaram os candidatos mais promissores em laboratório e encontraram um que se mostrou eficaz contra quatro tipos de bactérias resistentes a antibióticos, incluindo a temida Staphylococcus aureus, causadora de infecções na pele e no sangue.

    O composto, chamado halicina, é derivado de um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2. Ele atua de forma diferente dos antibióticos convencionais, interferindo na capacidade das bactérias de manter o equilíbrio elétrico nas suas membranas celulares.

    Os cientistas também testaram o halicina em ratos infectados com uma cepa resistente de Acinetobacter baumannii, uma bactéria que pode causar pneumonia e infecções urinárias. Eles observaram que o composto conseguiu curar os animais em 24 horas.

    Os resultados são animadores, mas ainda são necessários mais testes para verificar a segurança e a eficácia do halicina em humanos. Além disso, os pesquisadores pretendem usar a IA para explorar outras fontes de novos medicamentos, como plantas medicinais e microbiomas.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Uma das possibilidades é usar a inteligência artificial (IA) para descobrir novos medicamentos que possam atacar as bactérias resistentes. É o que fez um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da China, que publicou um estudo na revista Nature Communications.

    Os pesquisadores usaram uma técnica chamada aprendizado profundo, que permite que os computadores aprendam com grandes quantidades de dados. Eles treinaram uma rede neural artificial para analisar as estruturas químicas de mais de 1,5 milhão de compostos e identificar quais tinham potencial para matar bactérias.

    Depois, eles testaram os candidatos mais promissores em laboratório e encontraram um que se mostrou eficaz contra quatro tipos de bactérias resistentes a antibióticos, incluindo a temida Staphylococcus aureus, causadora de infecções na pele e no sangue.

    O composto, chamado halicina, é derivado de um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2. Ele atua de forma diferente dos antibióticos convencionais, interferindo na capacidade das bactérias de manter o equilíbrio elétrico nas suas membranas celulares.

    Os cientistas também testaram o halicina em ratos infectados com uma cepa resistente de Acinetobacter baumannii, uma bactéria que pode causar pneumonia e infecções urinárias. Eles observaram que o composto conseguiu curar os animais em 24 horas.

    Os resultados são animadores, mas ainda são necessários mais testes para verificar a segurança e a eficácia do halicina em humanos. Além disso, os pesquisadores pretendem usar a IA para explorar outras fontes de novos medicamentos, como plantas medicinais e microbiomas.

    Fontes: Link 1, Link 2.