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O empresário Carlos Wizard poderá ser convocado para depor na CPI da Covid-19. Segundo informa o Blog do Octavio Guedes, há indícios de que ele seja um dos financiadores do chamado “Ministério Paralelo da Saúde”, que defendia cloroquina e a contaminação em massa para que o Brasil atingisse a imunidade de rebanho.
Segundo o Blog, Wizard era conselheiro do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e chegou a ser anunciado como secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, mas recuou depois de insinuar que governadores e prefeitos inflavam o número de mortos para receber mais dinheiro.
Ao lado da médica Nice Yamaguchi, ele teria tentado mudar a bula do medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19.
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Escolher o nome de um filho é, antes de tudo, um exercício exaustivo de eliminação de ranços. A gente senta no sofá, começa… Leia mais: Vicente, o vencedor do avesso
Fontes ouvidas pela Agência Reuters disseram que o ex-ministro da Saúde recusou negociar com o laboratório norte-americano por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além da vacina de Oxford/AstraZeneca e CoronaVac.
Segundo uma das fontes, Pazuello não considerava necessário sequer negociar diretamente com a cúpula da Pfizer.
O laboratório apresentou sua primeira proposta de venda de vacinas ao governo brasileiro em 15 de agosto de 2020 e considerava começar as entregas a partir de dezembro de 2020.
Com a demora nas negociações, as primeiras doses de vacinas da Pfizer só chegaram ao país no dia 29 de abril, mais de quatro meses depois da primeira previsão de oferta.
Somente com a piora da pandemia no país, entre o fim do ano passado e início de 2021 e os atrasos no cronograma de produção da vacina Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz, o governo decidiu comprar mais imunizantes, mas, ainda assim, a Pfizer era alvo de ataques.
Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, as críticas públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação às cláusulas contratuais do imunizante atrapalharam as negociações.
Em 19 de dezembro, Bolsonaro chegou a dizer que a vacina da Pfizer poderia transformar a pessoa em jacaré.
“Lá no contrato da Pfizer está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito secundário. Se você virar jacaré, é problema seu”, disse ele, em evento realizado na Bahia.
Diante das críticas de Bolsonaro, a Pfizer afirmou em repetidas notas que as cláusulas apresentadas ao governo brasileiro estavam em linha com os acordos fechados em outros países, inclusive na América Latina.
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Durante seu depoimento na CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde revelou que o presidente Jair Bolsonaro recebia ‘aconselhamento paralelo’ de entidades de fora do Ministério sobre ações contra pandemia.
“Eu testemunhei várias vezes reunião de ministros em que o filho do presidente, que é vereador no Rio de Janeiro (Carlos Bolsonaro – PSC), estava sentado atrás tomando as notas da reunião. Eles tinham constantemente reuniões com esses grupos dentro da Presidência”, disse Mandetta.
“Ele (Bolsonaro) tinha um assessoramento paralelo. Neste dia (da reunião com os médicos) havia sobre a mesa um papel, não timbrado, de um decreto presidencial para que fosse sugerido naquela reunião que se mudasse a bula da Cloroquina”, completou.
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CPI vai apontar no relatório final quanta vezes o governo recusou única solução conhecida para prevenir a doença.
Segundo Octavio Guedes do G1, número leva em conta apenas os episódios em que há comprovação documental da omissão do governo e já é de conhecimento dos senadores que vão compor a CPI.
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