Tag: Bolsonaro

  • Entre Fé e Saúde: A Resistência da Bancada Evangélica à Legalização da Maconha Medicinal no Brasil

    Entre Fé e Saúde: A Resistência da Bancada Evangélica à Legalização da Maconha Medicinal no Brasil

    A bancada evangélica parece não ter compaixão pelos pacientes que lutam contra doenças debilitantes e que poderiam encontrar alívio na maconha medicinal.

    Esse grupo de parlamentares conservadores é contra a legalização da maconha, pois acha que ela vai contra os valores morais e sociais que eles defendem. Eles têm impedido o avanço de propostas nesse sentido, usando seu poder político. Mesmo com mudanças na política, a bancada evangélica não muda sua posição, mostrando a complexa relação entre política, religião e legislação no Brasil.

    Colocar dogmas religiosos acima do bem-estar da população é inaceitável. A bancada evangélica deveria se concentrar em ajudar os necessitados, não em impor suas crenças pessoais à toda a sociedade.

    O uso de plantas como recurso terapêutico transcende barreiras de gênero, raça e classe social. Todos já recorremos, em algum momento, a essa rica fonte de cura. Mas por que, se comprovadamente eficazes no tratamento de diversas doenças, algumas espécies são amplamente utilizadas, enquanto outras são julgadas e até mesmo proibidas, mesmo com potencial comprovado e alta lucratividade?

    Imagine um cenário: você sofre de uma doença grave, como epilepsia ou esclerose tuberosa. As medicações tradicionais não funcionam ou causam efeitos colaterais terríveis. Surge então uma esperança: a maconha medicinal. Mas, ao buscar essa alternativa, você se depara com uma dura realidade: no Brasil, a maconha ainda é proibida.

    Essa situação gera questionamentos: por que uma planta com potencial comprovado para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas ainda é considerada ilegal?

    A ciência por trás da maconha medicinal

    Anos de pesquisas científicas comprovam que a Cannabis sativa, a planta da maconha, possui diversas propriedades medicinais. Entre seus benefícios, podemos destacar:

    – Redução de convulsões em pacientes com epilepsias graves, como a síndrome de Dravet e a síndrome de Lennox-Gastaut.

    – Alívio de náuseas e vômitos em pacientes em tratamento quimioterápico.

    – Melhora na qualidade do sono para pessoas com insônia crônica.

    – Diminuição da dor crônica, especialmente em casos de artrite, fibromialgia e neuropatia diabética.

    – Auxílio no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

    É importante ressaltar que a maconha medicinal possui um baixo potencial deletério, ou seja, causa menos efeitos colaterais do que outros medicamentos utilizados para as mesmas doenças.

    Apesar das evidências científicas, o Brasil ainda patina na legalização da maconha medicinal. A lei brasileira classifica a planta como droga ilícita, o que significa que sua produção, venda e porte são proibidos.

    Essa situação gera diversos desafios para os pacientes que buscam tratamento com a cannabis medicinal. Muitos precisam recorrer à justiça para obter autorização para importar o medicamento ou cultivar a planta em casa. Outros, menos afortunados, acabam se submetendo ao mercado negro, com sérios riscos para sua saúde e segurança.

    Apesar da incerteza que rodeia o uso medicinal da cannabis no Brasil, há motivos para otimismo, indicando uma perspectiva favorável para a regulação da planta para propósitos terapêuticos. Um exemplo é a iniciativa pioneira da Ease Labs Pharma, empresa privada que já cultiva e produz cannabis medicinal em território nacional. A partir de maio de 2024, um marco histórico será alcançado: o SUS de São Paulo dará início à oferta do medicamento para pacientes que sofrem com as síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa.

    Apesar desse avanço significativo, ainda há um longo caminho a ser trilhado. A legalização da cannabis medicinal precisa ser expandida para abranger o tratamento de outras doenças, e o acesso a essa terapia inovadora deve ser facilitado para todos os pacientes que necessitam dela. Ignorar as pesquisas científicas que demonstram a eficácia da cannabis no tratamento de diversas doenças é um desserviço à saúde pública.

    É fundamental superar os preconceitos existentes e seguir as diretrizes da ciência, abrindo caminho para um futuro mais promissor e aliviado para milhares de pessoas que sofrem com doenças graves.


    Esse grupo de parlamentares conservadores é contra a legalização da maconha, pois acha que ela vai contra os valores morais e sociais que eles defendem. Eles têm impedido o avanço de propostas nesse sentido, usando seu poder político. Mesmo com mudanças na política, a bancada evangélica não muda sua posição, mostrando a complexa relação entre política, religião e legislação no Brasil.

    Colocar dogmas religiosos acima do bem-estar da população é inaceitável. A bancada evangélica deveria se concentrar em ajudar os necessitados, não em impor suas crenças pessoais à toda a sociedade.

    O uso de plantas como recurso terapêutico transcende barreiras de gênero, raça e classe social. Todos já recorremos, em algum momento, a essa rica fonte de cura. Mas por que, se comprovadamente eficazes no tratamento de diversas doenças, algumas espécies são amplamente utilizadas, enquanto outras são julgadas e até mesmo proibidas, mesmo com potencial comprovado e alta lucratividade?

    Imagine um cenário: você sofre de uma doença grave, como epilepsia ou esclerose tuberosa. As medicações tradicionais não funcionam ou causam efeitos colaterais terríveis. Surge então uma esperança: a maconha medicinal. Mas, ao buscar essa alternativa, você se depara com uma dura realidade: no Brasil, a maconha ainda é proibida.

    Essa situação gera questionamentos: por que uma planta com potencial comprovado para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas ainda é considerada ilegal?

    A ciência por trás da maconha medicinal

    Anos de pesquisas científicas comprovam que a Cannabis sativa, a planta da maconha, possui diversas propriedades medicinais. Entre seus benefícios, podemos destacar:

    – Redução de convulsões em pacientes com epilepsias graves, como a síndrome de Dravet e a síndrome de Lennox-Gastaut.

    – Alívio de náuseas e vômitos em pacientes em tratamento quimioterápico.

    – Melhora na qualidade do sono para pessoas com insônia crônica.

    – Diminuição da dor crônica, especialmente em casos de artrite, fibromialgia e neuropatia diabética.

    – Auxílio no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

    É importante ressaltar que a maconha medicinal possui um baixo potencial deletério, ou seja, causa menos efeitos colaterais do que outros medicamentos utilizados para as mesmas doenças.

    Apesar das evidências científicas, o Brasil ainda patina na legalização da maconha medicinal. A lei brasileira classifica a planta como droga ilícita, o que significa que sua produção, venda e porte são proibidos.

    Essa situação gera diversos desafios para os pacientes que buscam tratamento com a cannabis medicinal. Muitos precisam recorrer à justiça para obter autorização para importar o medicamento ou cultivar a planta em casa. Outros, menos afortunados, acabam se submetendo ao mercado negro, com sérios riscos para sua saúde e segurança.

    Apesar da incerteza que rodeia o uso medicinal da cannabis no Brasil, há motivos para otimismo, indicando uma perspectiva favorável para a regulação da planta para propósitos terapêuticos. Um exemplo é a iniciativa pioneira da Ease Labs Pharma, empresa privada que já cultiva e produz cannabis medicinal em território nacional. A partir de maio de 2024, um marco histórico será alcançado: o SUS de São Paulo dará início à oferta do medicamento para pacientes que sofrem com as síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa.

    Apesar desse avanço significativo, ainda há um longo caminho a ser trilhado. A legalização da cannabis medicinal precisa ser expandida para abranger o tratamento de outras doenças, e o acesso a essa terapia inovadora deve ser facilitado para todos os pacientes que necessitam dela. Ignorar as pesquisas científicas que demonstram a eficácia da cannabis no tratamento de diversas doenças é um desserviço à saúde pública.

    É fundamental superar os preconceitos existentes e seguir as diretrizes da ciência, abrindo caminho para um futuro mais promissor e aliviado para milhares de pessoas que sofrem com doenças graves.


  • A força dos grupos evangélicos no Brasil e sua influência política e social

    A força dos grupos evangélicos no Brasil e sua influência política e social

    Os grupos evangélicos no Brasil são um segmento religioso diverso e dinâmico, que cresceu significativamente nas últimas décadas, passando de cerca de 5% da população em 1970 para cerca de 30% em 2020.

    Esse crescimento foi acompanhado por uma maior participação política dos evangélicos, que se organizaram em partidos, bancadas, movimentos e redes de apoio para defender seus interesses e valores na esfera pública.

    O voto evangélico

    Um dos aspectos mais visíveis da influência política dos evangélicos no Brasil é o chamado voto evangélico, que consiste na escolha eleitoral motivada por estímulos políticos adquiridos no interior do grupo religioso. O voto evangélico não é homogêneo nem monolítico, mas varia de acordo com fatores como o nível de integração do indivíduo ao grupo religioso, o modelo de organização das igrejas, o papel das lideranças religiosas e o contexto político.

    De modo geral, os evangélicos tendem a votar em candidatos que se identificam com sua fé, que defendem a chamada agenda moral (que inclui temas como aborto, casamento homoafetivo e ideologia de gênero) e que prometem favorecer seu grupo em termos de recursos e direitos. Nas últimas eleições presidenciais, por exemplo, os evangélicos apoiaram majoritariamente Jair Bolsonaro, que se apresentou como um defensor dos valores cristãos e que contou com o respaldo de líderes influentes como Edir Macedo, Silas Malafaia e Marco Feliciano.

    A bancada evangélica

    Outro aspecto relevante da influência política dos evangélicos no Brasil é a bancada evangélica, que é um grupo parlamentar informal formado por deputados e senadores que se identificam como evangélicos ou que representam os interesses desse segmento religioso. A bancada evangélica não é um bloco coeso nem ideologicamente uniforme, mas uma coalizão pragmática que se articula em torno de pautas específicas, especialmente as relacionadas à agenda moral.

    A bancada evangélica tem aumentado sua presença e seu poder no Congresso Nacional nas últimas legislaturas. Na atual (2019-2023), ela conta com 91 deputados (17,7% do total) e 11 senadores (13,6% do total), pertencentes a diversas denominações cristãs e a vários partidos políticos. A bancada evangélica tem atuado em diversas frentes legislativas, como a defesa da família tradicional, o combate ao aborto e à legalização das drogas, a oposição à educação sexual nas escolas e aos direitos LGBT+, a promoção da liberdade religiosa e da isenção fiscal para as igrejas, entre outras.

    Os movimentos sociais evangélicos

    Um terceiro aspecto importante da influência política dos evangélicos no Brasil é a participação deles em movimentos sociais que buscam intervir na sociedade civil e no Estado para promover mudanças sociais de acordo com sua visão de mundo. Esses movimentos sociais evangélicos são heterogêneos e plurais, abrangendo desde iniciativas conservadoras até progressistas, desde ações assistenciais até reivindicatórias, desde redes locais até transnacionais.

    Alguns exemplos de movimentos sociais evangélicos no Brasil são: o Movimento Brasil sem Aborto, que luta contra a descriminalização do aborto e pela defesa da vida desde a concepção; o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP), que articula lideranças evangélicas para atuar na defesa dos direitos humanos, da democracia e da justiça social; a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que se opõe ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e ao governo de Jair Bolsonaro; e a Rede FALE, que mobiliza jovens evangélicos para combater a pobreza, a corrupção e a violência.

    Os grupos evangélicos no Brasil são atores políticos relevantes e complexos, que exercem sua influência de diversas formas e em diferentes arenas. Eles não são um bloco homogêneo nem coeso, mas apresentam diversidade e pluralidade em termos de denominações, partidos, ideologias, lideranças, agendas e estratégias. Eles também não são estáticos nem imutáveis, mas estão sujeitos a mudanças e desafios em função do contexto político e social. Portanto, é preciso compreender os evangélicos em sua riqueza e em sua dinâmica, sem reduzi-los a estereótipos ou preconceitos.

    Esse crescimento foi acompanhado por uma maior participação política dos evangélicos, que se organizaram em partidos, bancadas, movimentos e redes de apoio para defender seus interesses e valores na esfera pública.

    O voto evangélico

    Um dos aspectos mais visíveis da influência política dos evangélicos no Brasil é o chamado voto evangélico, que consiste na escolha eleitoral motivada por estímulos políticos adquiridos no interior do grupo religioso. O voto evangélico não é homogêneo nem monolítico, mas varia de acordo com fatores como o nível de integração do indivíduo ao grupo religioso, o modelo de organização das igrejas, o papel das lideranças religiosas e o contexto político.

    De modo geral, os evangélicos tendem a votar em candidatos que se identificam com sua fé, que defendem a chamada agenda moral (que inclui temas como aborto, casamento homoafetivo e ideologia de gênero) e que prometem favorecer seu grupo em termos de recursos e direitos. Nas últimas eleições presidenciais, por exemplo, os evangélicos apoiaram majoritariamente Jair Bolsonaro, que se apresentou como um defensor dos valores cristãos e que contou com o respaldo de líderes influentes como Edir Macedo, Silas Malafaia e Marco Feliciano.

    A bancada evangélica

    Outro aspecto relevante da influência política dos evangélicos no Brasil é a bancada evangélica, que é um grupo parlamentar informal formado por deputados e senadores que se identificam como evangélicos ou que representam os interesses desse segmento religioso. A bancada evangélica não é um bloco coeso nem ideologicamente uniforme, mas uma coalizão pragmática que se articula em torno de pautas específicas, especialmente as relacionadas à agenda moral.

    A bancada evangélica tem aumentado sua presença e seu poder no Congresso Nacional nas últimas legislaturas. Na atual (2019-2023), ela conta com 91 deputados (17,7% do total) e 11 senadores (13,6% do total), pertencentes a diversas denominações cristãs e a vários partidos políticos. A bancada evangélica tem atuado em diversas frentes legislativas, como a defesa da família tradicional, o combate ao aborto e à legalização das drogas, a oposição à educação sexual nas escolas e aos direitos LGBT+, a promoção da liberdade religiosa e da isenção fiscal para as igrejas, entre outras.

    Os movimentos sociais evangélicos

    Um terceiro aspecto importante da influência política dos evangélicos no Brasil é a participação deles em movimentos sociais que buscam intervir na sociedade civil e no Estado para promover mudanças sociais de acordo com sua visão de mundo. Esses movimentos sociais evangélicos são heterogêneos e plurais, abrangendo desde iniciativas conservadoras até progressistas, desde ações assistenciais até reivindicatórias, desde redes locais até transnacionais.

    Alguns exemplos de movimentos sociais evangélicos no Brasil são: o Movimento Brasil sem Aborto, que luta contra a descriminalização do aborto e pela defesa da vida desde a concepção; o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP), que articula lideranças evangélicas para atuar na defesa dos direitos humanos, da democracia e da justiça social; a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que se opõe ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e ao governo de Jair Bolsonaro; e a Rede FALE, que mobiliza jovens evangélicos para combater a pobreza, a corrupção e a violência.

    Os grupos evangélicos no Brasil são atores políticos relevantes e complexos, que exercem sua influência de diversas formas e em diferentes arenas. Eles não são um bloco homogêneo nem coeso, mas apresentam diversidade e pluralidade em termos de denominações, partidos, ideologias, lideranças, agendas e estratégias. Eles também não são estáticos nem imutáveis, mas estão sujeitos a mudanças e desafios em função do contexto político e social. Portanto, é preciso compreender os evangélicos em sua riqueza e em sua dinâmica, sem reduzi-los a estereótipos ou preconceitos.

  • Governo Lula quer recomprar a refinaria de Mataripe que foi privatizada por Bolsonaro

    Governo Lula quer recomprar a refinaria de Mataripe que foi privatizada por Bolsonaro

    A refinaria de Mataripe, na Bahia, foi privatizada em 2021 pelo governo Bolsonaro por R$ 10,1 bilhões e passou a ser administrada pela Acelen, uma empresa do fundo árabe Mubadala Capital.

    Essa venda fazia parte do plano de desinvestimento da Petrobras, que visava reduzir o endividamento e focar na exploração do pré-sal.

    No entanto, o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta quinta-feira (18) a recompra de ativos da Petrobras pelo governo Lula, entre eles a refinaria de Mataripe. Segundo ele, essa refinaria é fundamental e estratégica para a questão dos combustíveis no país e deveria voltar a ser da estatal.

    Silveira criticou o projeto de desinvestimento da Petrobras conduzido pela gestão Bolsonaro e disse que o governo vai trabalhar para modernizar as atuais refinarias e readquirir alguns ativos que foram vendidos ao capital privado. Ele também citou o investimento de R$ 12 bilhões pelo fundo Mubadala Capital para a construção de uma fábrica de diesel verde e de querosene de aviação na Bahia.

    A recompra da refinaria de Mataripe pelo governo Lula pode ser vista como uma forma de reverter o processo de privatização da Petrobras e fortalecer a soberania nacional sobre os recursos energéticos. Além disso, pode ser uma forma de garantir preços mais justos e estáveis para os consumidores de combustíveis, já que a Acelen não segue a política de preços da Petrobras e é investigada por discriminação de preços.

    A refinaria de Mataripe é a maior da Bahia e tem capacidade para processar 323 mil barris por dia. Ela produz gasolina, diesel, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), asfalto e nafta petroquímica. Ela também é responsável por cerca de 30% do abastecimento do Nordeste.

    Essa venda fazia parte do plano de desinvestimento da Petrobras, que visava reduzir o endividamento e focar na exploração do pré-sal.

    No entanto, o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta quinta-feira (18) a recompra de ativos da Petrobras pelo governo Lula, entre eles a refinaria de Mataripe. Segundo ele, essa refinaria é fundamental e estratégica para a questão dos combustíveis no país e deveria voltar a ser da estatal.

    Silveira criticou o projeto de desinvestimento da Petrobras conduzido pela gestão Bolsonaro e disse que o governo vai trabalhar para modernizar as atuais refinarias e readquirir alguns ativos que foram vendidos ao capital privado. Ele também citou o investimento de R$ 12 bilhões pelo fundo Mubadala Capital para a construção de uma fábrica de diesel verde e de querosene de aviação na Bahia.

    A recompra da refinaria de Mataripe pelo governo Lula pode ser vista como uma forma de reverter o processo de privatização da Petrobras e fortalecer a soberania nacional sobre os recursos energéticos. Além disso, pode ser uma forma de garantir preços mais justos e estáveis para os consumidores de combustíveis, já que a Acelen não segue a política de preços da Petrobras e é investigada por discriminação de preços.

    A refinaria de Mataripe é a maior da Bahia e tem capacidade para processar 323 mil barris por dia. Ela produz gasolina, diesel, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), asfalto e nafta petroquímica. Ela também é responsável por cerca de 30% do abastecimento do Nordeste.

  • Governo sanciona fonte de recursos para piso salarial da enfermagem: o que isso significa?

    Governo sanciona fonte de recursos para piso salarial da enfermagem: o que isso significa?

    No Dia Internacional da Enfermagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei 14.581/23 que garante o pagamento do piso nacional da enfermagem em todo o país.

    A medida atende a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido o pagamento do piso em setembro de 2022.

    O piso salarial da enfermagem foi aprovado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2022, após uma longa mobilização da categoria, que reivindicava melhores condições de trabalho e remuneração. A lei estabelece que os enfermeiros devem receber pelo menos R$ 4.750 por mês; os técnicos de enfermagem, R$ 3.325; e os auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.

    Para garantir o cumprimento da lei, o governo federal abriu um crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde e regulamentou os repasses para estados e municípios. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, existem atualmente 2,8 milhões de profissionais do setor no Brasil, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem. Além de 60 mil parteiras, que ajudam em 450 mil partos por ano, sendo 20% na área rural.

    A sanção da lei é uma vitória para a enfermagem brasileira, que desempenha um papel fundamental na saúde pública e no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O piso salarial reconhece a importância e a qualificação desses profissionais, que merecem respeito e valorização.

    A medida atende a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido o pagamento do piso em setembro de 2022.

    O piso salarial da enfermagem foi aprovado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2022, após uma longa mobilização da categoria, que reivindicava melhores condições de trabalho e remuneração. A lei estabelece que os enfermeiros devem receber pelo menos R$ 4.750 por mês; os técnicos de enfermagem, R$ 3.325; e os auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.

    Para garantir o cumprimento da lei, o governo federal abriu um crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde e regulamentou os repasses para estados e municípios. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, existem atualmente 2,8 milhões de profissionais do setor no Brasil, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem. Além de 60 mil parteiras, que ajudam em 450 mil partos por ano, sendo 20% na área rural.

    A sanção da lei é uma vitória para a enfermagem brasileira, que desempenha um papel fundamental na saúde pública e no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O piso salarial reconhece a importância e a qualificação desses profissionais, que merecem respeito e valorização.

  • Como detectar artigos científicos falsos e evitar prejuízos para a ciência

    Como detectar artigos científicos falsos e evitar prejuízos para a ciência

    A ciência é um dos pilares da sociedade moderna, mas também está sujeita a fraudes e falsificações. Um problema crescente é o dos artigos científicos falsos, produzidos por empresas que vendem publicações ou autorias para pesquisadores que querem inflar seus currículos.

    Esses artigos podem conter textos, dados e imagens plagiados ou fabricados, e enganar leitores e revisores.

    Um artigo publicado na revista Science revela que os artigos científicos falsos são alarmantemente comuns em algumas áreas do conhecimento, como neurociência e medicina. Segundo o estudo, até 34% dos artigos de neurociência publicados em 2020 eram provavelmente falsos ou plagiados; em medicina, o número era de 24%. Esses índices são muito superiores aos estimados em 2010 e ao nível de 2% considerado como base em um relatório de 2022 de um grupo de editores.

    Para detectar os artigos falsos, os pesquisadores usaram uma ferramenta que se baseia em dois indicadores: os autores que usam endereços de e-mail privados, não institucionais, e os que listam uma afiliação com um hospital. Esses fatores podem indicar que os autores são clínicos sem experiência em pesquisa, que recorrem às empresas de falsificação para aumentar suas chances de promoção ou financiamento.

    No entanto, a ferramenta não é perfeita, pois tem uma alta taxa de falsos positivos. Outros desenvolvedores de ferramentas para detectar artigos falsos também enfrentam problemas semelhantes, e muitas vezes não revelam como seus métodos funcionam, para evitar que as empresas de falsificação se adaptem.

    Ainda assim, as ferramentas levantam esperanças de combater o problema, que ameaça corromper a literatura científica e distorcer revisões sistemáticas. Algumas iniciativas estão sendo lideradas por associações de editores, que buscam desenvolver novos recursos e compartilhá-los entre as revistas científicas. Além disso, novas diretrizes para as revistas sugerem que elas podem rejeitar ou retratar lotes de artigos suspeitos de terem sido produzidos por empresas de falsificação, mesmo que as evidências sejam circunstanciais.

    Os especialistas alertam que é preciso também reduzir a pressão da cultura do “publicar ou perecer”, que incentiva os pesquisadores a recorrer às empresas de falsificação. Além disso, é preciso contar com a ajuda de pessoas externas para melhorar a tecnologia que suporta as ferramentas de detecção, o que requer transparência sobre como elas funcionam.

    Esses artigos podem conter textos, dados e imagens plagiados ou fabricados, e enganar leitores e revisores.

    Um artigo publicado na revista Science revela que os artigos científicos falsos são alarmantemente comuns em algumas áreas do conhecimento, como neurociência e medicina. Segundo o estudo, até 34% dos artigos de neurociência publicados em 2020 eram provavelmente falsos ou plagiados; em medicina, o número era de 24%. Esses índices são muito superiores aos estimados em 2010 e ao nível de 2% considerado como base em um relatório de 2022 de um grupo de editores.

    Para detectar os artigos falsos, os pesquisadores usaram uma ferramenta que se baseia em dois indicadores: os autores que usam endereços de e-mail privados, não institucionais, e os que listam uma afiliação com um hospital. Esses fatores podem indicar que os autores são clínicos sem experiência em pesquisa, que recorrem às empresas de falsificação para aumentar suas chances de promoção ou financiamento.

    No entanto, a ferramenta não é perfeita, pois tem uma alta taxa de falsos positivos. Outros desenvolvedores de ferramentas para detectar artigos falsos também enfrentam problemas semelhantes, e muitas vezes não revelam como seus métodos funcionam, para evitar que as empresas de falsificação se adaptem.

    Ainda assim, as ferramentas levantam esperanças de combater o problema, que ameaça corromper a literatura científica e distorcer revisões sistemáticas. Algumas iniciativas estão sendo lideradas por associações de editores, que buscam desenvolver novos recursos e compartilhá-los entre as revistas científicas. Além disso, novas diretrizes para as revistas sugerem que elas podem rejeitar ou retratar lotes de artigos suspeitos de terem sido produzidos por empresas de falsificação, mesmo que as evidências sejam circunstanciais.

    Os especialistas alertam que é preciso também reduzir a pressão da cultura do “publicar ou perecer”, que incentiva os pesquisadores a recorrer às empresas de falsificação. Além disso, é preciso contar com a ajuda de pessoas externas para melhorar a tecnologia que suporta as ferramentas de detecção, o que requer transparência sobre como elas funcionam.

  • A importância da Lei de Acesso à Informação para fiscalizar os gastos políticos

    A importância da Lei de Acesso à Informação para fiscalizar os gastos políticos

    A LAI – Lei de Acesso à Informação é um instrumento que garante o direito de qualquer pessoa solicitar e receber informações públicas dos órgãos e entidades do Estado.

    A Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/2011, regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas produzidas ou custodiadas pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluindo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e os Tribunais de Conta. A LAI também se aplica às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos.

    A LAI é um instrumento que permite ao cidadão exercer o controle social sobre a gestão pública, fiscalizando o uso dos recursos públicos e a atuação dos agentes políticos. Por meio da LAI, é possível solicitar informações sobre os gastos públicos com obras, serviços, salários, diárias, viagens, licitações, contratos, convênios, entre outros. Essas informações devem ser fornecidas de forma clara, objetiva e transparente, respeitando-se o prazo legal de 20 dias, prorrogável por mais 10 dias.

    A LAI também estabelece que as informações públicas devem ser divulgadas proativamente pelos órgãos e entidades públicos, por meio de portais na internet ou outros meios de comunicação. Essa divulgação deve abranger, no mínimo, as informações exigidas pelo art. 8º da LAI, que incluem as competências, estrutura organizacional, endereços e telefones das unidades e horários de atendimento ao público; os registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros; os registros das despesas; as informações sobre licitações, contratos, convênios e parcerias; entre outras.

    A importância da LAI para fiscalizar os gastos políticos é evidente em um cenário de crise econômica e social, agravada pela pandemia da Covid-19. A transparência e o acesso à informação são fundamentais para garantir a eficiência, a eficácia e a efetividade das políticas públicas, bem como para prevenir e combater a corrupção e o desperdício de recursos públicos. A LAI é um direito de todos e um dever do Estado.

    A Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/2011, regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas produzidas ou custodiadas pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluindo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e os Tribunais de Conta. A LAI também se aplica às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos.

    A LAI é um instrumento que permite ao cidadão exercer o controle social sobre a gestão pública, fiscalizando o uso dos recursos públicos e a atuação dos agentes políticos. Por meio da LAI, é possível solicitar informações sobre os gastos públicos com obras, serviços, salários, diárias, viagens, licitações, contratos, convênios, entre outros. Essas informações devem ser fornecidas de forma clara, objetiva e transparente, respeitando-se o prazo legal de 20 dias, prorrogável por mais 10 dias.

    A LAI também estabelece que as informações públicas devem ser divulgadas proativamente pelos órgãos e entidades públicos, por meio de portais na internet ou outros meios de comunicação. Essa divulgação deve abranger, no mínimo, as informações exigidas pelo art. 8º da LAI, que incluem as competências, estrutura organizacional, endereços e telefones das unidades e horários de atendimento ao público; os registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros; os registros das despesas; as informações sobre licitações, contratos, convênios e parcerias; entre outras.

    A importância da LAI para fiscalizar os gastos políticos é evidente em um cenário de crise econômica e social, agravada pela pandemia da Covid-19. A transparência e o acesso à informação são fundamentais para garantir a eficiência, a eficácia e a efetividade das políticas públicas, bem como para prevenir e combater a corrupção e o desperdício de recursos públicos. A LAI é um direito de todos e um dever do Estado.

  • Quais crimes Bolsonaro pode ter cometido ao falsificar seu cartão de vacina?

    Quais crimes Bolsonaro pode ter cometido ao falsificar seu cartão de vacina?

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado por supostamente falsificar seu cartão de vacinação contra a covid-19.

    Mas esse não é o único crime que ele pode ter cometido durante a pandemia. Neste artigo, vamos explicar quais são as outras infrações que ele pode ter praticado e quais são as consequências jurídicas para cada uma delas.

    O crime de falsidade ideológica consiste em inserir dados falsos em um documento público ou particular, com o objetivo de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria inserido no seu cartão de vacina que recebeu duas doses da Pfizer, mas ele mesmo declara que não foi vacinado.

    O crime de charlatanismo consiste em anunciar ou promover curas ou tratamentos que se sabe ineficazes ou sem comprovação científica. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria promovido remédios como a cloroquina e a ivermectina, que não têm eficácia comprovada contra a covid-19.

    O crime de epidemia consiste em causar ou propagar doença contagiosa ou perigosa à vida. A pena prevista é de reclusão de dez a quinze anos. No caso de Bolsonaro, ele teria contribuído para a disseminação do vírus ao minimizar a gravidade da doença, desestimular o uso de máscaras e o distanciamento social, e realizar aglomerações sem medidas de proteção.

    O crime de infração de medida sanitária preventiva consiste em infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena prevista é de detenção de um mês a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria descumprido normas e orientações das autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

    Esses são alguns dos crimes que podem ser atribuídos ao ex-presidente, mas cabe aos órgãos competentes investigar e julgar os fatos. A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu retirar o sigilo do cartão de vacina de Bolsonaro, mas o Ministério da Saúde só poderá divulgar os dados quando for concluída a investigação sobre a eventual fraude.

    Mas esse não é o único crime que ele pode ter cometido durante a pandemia. Neste artigo, vamos explicar quais são as outras infrações que ele pode ter praticado e quais são as consequências jurídicas para cada uma delas.

    O crime de falsidade ideológica consiste em inserir dados falsos em um documento público ou particular, com o objetivo de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria inserido no seu cartão de vacina que recebeu duas doses da Pfizer, mas ele mesmo declara que não foi vacinado.

    O crime de charlatanismo consiste em anunciar ou promover curas ou tratamentos que se sabe ineficazes ou sem comprovação científica. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria promovido remédios como a cloroquina e a ivermectina, que não têm eficácia comprovada contra a covid-19.

    O crime de epidemia consiste em causar ou propagar doença contagiosa ou perigosa à vida. A pena prevista é de reclusão de dez a quinze anos. No caso de Bolsonaro, ele teria contribuído para a disseminação do vírus ao minimizar a gravidade da doença, desestimular o uso de máscaras e o distanciamento social, e realizar aglomerações sem medidas de proteção.

    O crime de infração de medida sanitária preventiva consiste em infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena prevista é de detenção de um mês a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria descumprido normas e orientações das autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

    Esses são alguns dos crimes que podem ser atribuídos ao ex-presidente, mas cabe aos órgãos competentes investigar e julgar os fatos. A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu retirar o sigilo do cartão de vacina de Bolsonaro, mas o Ministério da Saúde só poderá divulgar os dados quando for concluída a investigação sobre a eventual fraude.

  • Moraes aponta indícios de fraude de Bolsonaro em cartão de vacinação

    Moraes aponta indícios de fraude de Bolsonaro em cartão de vacinação

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de inserir dados falsos sobre sua vacinação contra a covid-19.

    Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, há provas “plausíveis, lógicas e robustas” de que Bolsonaro participou de um esquema para fraudar comprovantes de vacinação.

    A decisão de Moraes autorizou a prisão de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e a busca e apreensão na casa do ex-presidente, realizadas nesta quarta-feira, 3. A investigação faz parte do inquérito das “milícias digitais” que tramita no Congresso.

    De acordo com a PF, o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a covid-19. A falsificação dos dados permitiria a emissão de certificados de vacinação para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Bolsonaro negou ter tomado vacina e disse estar surpreso com a operação. Ele afirmou que não tomou vacina por decisão própria depois de ler a bula da Pfizer. Ele também disse que sua esposa tomou vacina nos Estados Unidos, da Janssen, e que sua filha Laura não tomou.

    O ex-presidente pode responder por crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

    Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, há provas “plausíveis, lógicas e robustas” de que Bolsonaro participou de um esquema para fraudar comprovantes de vacinação.

    A decisão de Moraes autorizou a prisão de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e a busca e apreensão na casa do ex-presidente, realizadas nesta quarta-feira, 3. A investigação faz parte do inquérito das “milícias digitais” que tramita no Congresso.

    De acordo com a PF, o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a covid-19. A falsificação dos dados permitiria a emissão de certificados de vacinação para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Bolsonaro negou ter tomado vacina e disse estar surpreso com a operação. Ele afirmou que não tomou vacina por decisão própria depois de ler a bula da Pfizer. Ele também disse que sua esposa tomou vacina nos Estados Unidos, da Janssen, e que sua filha Laura não tomou.

    O ex-presidente pode responder por crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

  • Quem são os assessores de Bolsonaro presos pela PF por falsificar dados de vacinação

    Quem são os assessores de Bolsonaro presos pela PF por falsificar dados de vacinação

    A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Venire, que investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a COVID-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

    Entre os presos estão quatro assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teriam adulterado suas carteiras de vacinação e de seus familiares para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Os assessores são:

    • Mauro Cid Barbosa: tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, considerado seu braço direito. Filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega do ex-presidente no curso de formação de oficiais do Exército.
    • Max Guilherme Machado de Moura: ex-sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), unidade de elite da Polícia Militar do RJ, onde atuou por 17 anos. Conheceu Bolsonaro em 2012 e foi seu segurança pessoal e assessor especial. Faz parte do grupo do também ex-policial Fabrício Queiroz, figura central no caso das rachadinhas.
    • Sérgio Rocha Cordeiro: capitão da reserva e assessor especial da Presidência. Foi um dos responsáveis pela articulação política do governo Bolsonaro com o Congresso Nacional.
    • Luis Marcos dos Reis: sargento e integrante da equipe de Mauro Cid.

    Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a COVID-19”. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Bolsonaro, em Brasília, e no Rio de Janeiro.

    Entre os presos estão quatro assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teriam adulterado suas carteiras de vacinação e de seus familiares para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Os assessores são:

    • Mauro Cid Barbosa: tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, considerado seu braço direito. Filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega do ex-presidente no curso de formação de oficiais do Exército.
    • Max Guilherme Machado de Moura: ex-sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), unidade de elite da Polícia Militar do RJ, onde atuou por 17 anos. Conheceu Bolsonaro em 2012 e foi seu segurança pessoal e assessor especial. Faz parte do grupo do também ex-policial Fabrício Queiroz, figura central no caso das rachadinhas.
    • Sérgio Rocha Cordeiro: capitão da reserva e assessor especial da Presidência. Foi um dos responsáveis pela articulação política do governo Bolsonaro com o Congresso Nacional.
    • Luis Marcos dos Reis: sargento e integrante da equipe de Mauro Cid.

    Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a COVID-19”. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Bolsonaro, em Brasília, e no Rio de Janeiro.

  • Mauro Cid: o coronel que foi braço direito de Bolsonaro e acabou preso pela PF

    Mauro Cid: o coronel que foi braço direito de Bolsonaro e acabou preso pela PF

    Mauro Cesar Barbosa Cid é um tenente-coronel do Exército que foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (03/05) sob a acusação de ter falsificado dados de vacinação contra a covid-19.

    Ele era o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, e um de seus principais conselheiros.

    Mauro Cid é filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega de Bolsonaro no curso de formação de oficiais do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Os dois mantêm uma longa amizade desde então. Cid se formou na turma de 2000 da Aman e ascendeu na carreira durante o governo Bolsonaro, chegando a ser promovido a tenente-coronel.

    Cid esteve envolvido em várias polêmicas e irregularidades ao longo dos últimos anos. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por produzir desinformação disseminada pelo ex-presidente sobre a vacina contra a covid-19. Ele também tentou resgatar pessoalmente joias e relógio de diamantes dados pelo governo da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foram apreendidos pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos.

    Além disso, Cid foi considerado o pivô da demissão do general Júlio Cesar de Arruda do comando do Exército no primeiro mês do governo Lula. O atual presidente ficou incomodado com a situação de Cid, que assumiria o 1º Batalhão de Ações e Comandos, unidade de Operações Especiais do Exército que fica em Goiás. Dias depois, Cid pediu adiamento do cargo ao novo comandante do Exército.

    A Polícia Federal investiga ainda se Cid operava uma espécie de “caixa paralelo” para pagar despesas do ex-presidente e da família dele. Ele é apontado como um dos seguranças que acompanhou Bolsonaro durante sua estadia nos Estados Unidos.

    Ele era o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, e um de seus principais conselheiros.

    Mauro Cid é filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega de Bolsonaro no curso de formação de oficiais do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Os dois mantêm uma longa amizade desde então. Cid se formou na turma de 2000 da Aman e ascendeu na carreira durante o governo Bolsonaro, chegando a ser promovido a tenente-coronel.

    Cid esteve envolvido em várias polêmicas e irregularidades ao longo dos últimos anos. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por produzir desinformação disseminada pelo ex-presidente sobre a vacina contra a covid-19. Ele também tentou resgatar pessoalmente joias e relógio de diamantes dados pelo governo da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foram apreendidos pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos.

    Além disso, Cid foi considerado o pivô da demissão do general Júlio Cesar de Arruda do comando do Exército no primeiro mês do governo Lula. O atual presidente ficou incomodado com a situação de Cid, que assumiria o 1º Batalhão de Ações e Comandos, unidade de Operações Especiais do Exército que fica em Goiás. Dias depois, Cid pediu adiamento do cargo ao novo comandante do Exército.

    A Polícia Federal investiga ainda se Cid operava uma espécie de “caixa paralelo” para pagar despesas do ex-presidente e da família dele. Ele é apontado como um dos seguranças que acompanhou Bolsonaro durante sua estadia nos Estados Unidos.