Tag: Brasil

  • Contratação PJ: como empresas burlaram os direitos trabalhistas através desse regime

    Contratação PJ: como empresas burlaram os direitos trabalhistas através desse regime

    A contratação de profissionais como pessoas jurídicas (PJ) tem se tornado cada vez mais comum no mercado de trabalho brasileiro. Muitas empresas optam por essa modalidade para reduzir custos e ter mais flexibilidade na gestão de pessoal. Mas será que essa prática é legal e vantajosa para os trabalhadores?

    O que é a contratação PJ?

    A contratação PJ é um acordo firmado entre duas pessoas jurídicas (contratante e contratada) e formalizado mediante um contrato comercial de prestação de serviços. Para ser realizada, a pessoa jurídica contratada precisa ter registro no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e emitir nota fiscal pelos serviços prestados.

    A contratação PJ é uma relação B2B (Business to Business), em que o cliente é outra empresa e vice-versa. Um banco que contrata uma empresa de segurança para cuidar do seu patrimônio faz uma contratação PJ. Uma clínica que contrata um profissional de saúde via CNPJ, também.

    A contratação PJ, portanto, é possível e permitida, desde que não seja usada para “mascarar” a contratação de mão de obra na forma de “pejotização”, como veremos em detalhes mais adiante.

    Quais são os direitos do trabalhador PJ?

    Quando contratado como pessoa jurídica, o trabalhador perde todos os direitos trabalhistas e previdenciários que são assegurados pela Constituição: décimo terceiro, férias, aviso prévio, FGTS, seguro desemprego, entre outros benefícios como vale-transporte, plano de saúde, alimentação, previstos nas convenções e acordos coletivos da categoria.

    O trabalhador PJ também não tem garantia de estabilidade no emprego, podendo ser dispensado a qualquer momento sem justa causa ou indenização. Além disso, ele é responsável por pagar todos os impostos e contribuições referentes à sua atividade, como ISS, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e INSS.

    Por outro lado, o trabalhador PJ tem mais autonomia para negociar o valor e a forma de pagamento pelos seus serviços, bem como o horário e o local de trabalho. Ele também pode atender mais de um cliente ao mesmo tempo, desde que respeite os termos do contrato e não haja conflito de interesses.

    O que é a pejotização?

    A pejotização é uma forma ilegal e abusiva de contratar trabalhadores como pessoas jurídicas para burlar os direitos trabalhistas. Nesse caso, a empresa exige que o profissional abra um CNPJ para prestar serviços que caracterizam uma relação de emprego.

    São casos em que a empresa precisa de funcionários, mas não quer contratá-los pelo regime CLT (Consolidações das Leis do Trabalho) para não arcar com as obrigações trabalhistas. Assim, ela impõe ao trabalhador PJ condições típicas de um empregado CLT, como subordinação hierárquica, pessoalidade na execução do serviço, onerosidade na remuneração e não eventualidade na prestação do serviço.

    A pejotização é considerada uma fraude trabalhista e pode gerar sérios problemas para a empresa e para o trabalhador. A empresa pode ser autuada pela fiscalização do trabalho e condenada pela justiça a pagar todos os direitos sonegados ao trabalhador, além de multas e indenizações por danos morais. O trabalhador pode ter dificuldades para comprovar sua renda e sua experiência profissional, além de ficar desamparado em caso de doença ou acidente.

    Como evitar a pejotização?

    Para evitar a pejotização, tanto a empresa quanto o trabalhador devem estar atentos aos requisitos legais da contratação PJ e aos sinais de uma relação de emprego disfarçada. Antes de assinar um contrato, é importante verificar se:

    • O serviço é específico, com prazo determinado e sem exclusividade;
    • O trabalhador tem liberdade para definir sua rotina, seus horários e seus métodos de trabalho;
    • O trabalhador pode subcontratar outras pessoas para realizar a tarefa, se necessário;
    • O trabalhador recebe por projeto ou por hora, e não por mês;
    • O trabalhador emite nota fiscal e paga seus próprios impostos e contribuições;
    • O trabalhador não recebe benefícios ou participa de atividades internas da empresa.

    Em caso de dúvida, é recomendável consultar um advogado especializado em direito do trabalho para orientar sobre os direitos e deveres de cada parte na contratação PJ.

    A contratação PJ pode ser uma opção vantajosa para empresas e profissionais que buscam mais flexibilidade e economia na prestação de serviços. No entanto, é preciso respeitar as regras legais e éticas que regem essa modalidade, evitando a pejotização e seus riscos.

    Antes de optar pela contratação PJ, é fundamental avaliar os prós e os contras dessa escolha, bem como as características do serviço e do mercado. Assim, é possível garantir uma relação justa, transparente e segura entre contratante e contratado.

    O que é a contratação PJ?

    A contratação PJ é um acordo firmado entre duas pessoas jurídicas (contratante e contratada) e formalizado mediante um contrato comercial de prestação de serviços. Para ser realizada, a pessoa jurídica contratada precisa ter registro no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e emitir nota fiscal pelos serviços prestados.

    A contratação PJ é uma relação B2B (Business to Business), em que o cliente é outra empresa e vice-versa. Um banco que contrata uma empresa de segurança para cuidar do seu patrimônio faz uma contratação PJ. Uma clínica que contrata um profissional de saúde via CNPJ, também.

    A contratação PJ, portanto, é possível e permitida, desde que não seja usada para “mascarar” a contratação de mão de obra na forma de “pejotização”, como veremos em detalhes mais adiante.

    Quais são os direitos do trabalhador PJ?

    Quando contratado como pessoa jurídica, o trabalhador perde todos os direitos trabalhistas e previdenciários que são assegurados pela Constituição: décimo terceiro, férias, aviso prévio, FGTS, seguro desemprego, entre outros benefícios como vale-transporte, plano de saúde, alimentação, previstos nas convenções e acordos coletivos da categoria.

    O trabalhador PJ também não tem garantia de estabilidade no emprego, podendo ser dispensado a qualquer momento sem justa causa ou indenização. Além disso, ele é responsável por pagar todos os impostos e contribuições referentes à sua atividade, como ISS, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e INSS.

    Por outro lado, o trabalhador PJ tem mais autonomia para negociar o valor e a forma de pagamento pelos seus serviços, bem como o horário e o local de trabalho. Ele também pode atender mais de um cliente ao mesmo tempo, desde que respeite os termos do contrato e não haja conflito de interesses.

    O que é a pejotização?

    A pejotização é uma forma ilegal e abusiva de contratar trabalhadores como pessoas jurídicas para burlar os direitos trabalhistas. Nesse caso, a empresa exige que o profissional abra um CNPJ para prestar serviços que caracterizam uma relação de emprego.

    São casos em que a empresa precisa de funcionários, mas não quer contratá-los pelo regime CLT (Consolidações das Leis do Trabalho) para não arcar com as obrigações trabalhistas. Assim, ela impõe ao trabalhador PJ condições típicas de um empregado CLT, como subordinação hierárquica, pessoalidade na execução do serviço, onerosidade na remuneração e não eventualidade na prestação do serviço.

    A pejotização é considerada uma fraude trabalhista e pode gerar sérios problemas para a empresa e para o trabalhador. A empresa pode ser autuada pela fiscalização do trabalho e condenada pela justiça a pagar todos os direitos sonegados ao trabalhador, além de multas e indenizações por danos morais. O trabalhador pode ter dificuldades para comprovar sua renda e sua experiência profissional, além de ficar desamparado em caso de doença ou acidente.

    Como evitar a pejotização?

    Para evitar a pejotização, tanto a empresa quanto o trabalhador devem estar atentos aos requisitos legais da contratação PJ e aos sinais de uma relação de emprego disfarçada. Antes de assinar um contrato, é importante verificar se:

    • O serviço é específico, com prazo determinado e sem exclusividade;
    • O trabalhador tem liberdade para definir sua rotina, seus horários e seus métodos de trabalho;
    • O trabalhador pode subcontratar outras pessoas para realizar a tarefa, se necessário;
    • O trabalhador recebe por projeto ou por hora, e não por mês;
    • O trabalhador emite nota fiscal e paga seus próprios impostos e contribuições;
    • O trabalhador não recebe benefícios ou participa de atividades internas da empresa.

    Em caso de dúvida, é recomendável consultar um advogado especializado em direito do trabalho para orientar sobre os direitos e deveres de cada parte na contratação PJ.

    A contratação PJ pode ser uma opção vantajosa para empresas e profissionais que buscam mais flexibilidade e economia na prestação de serviços. No entanto, é preciso respeitar as regras legais e éticas que regem essa modalidade, evitando a pejotização e seus riscos.

    Antes de optar pela contratação PJ, é fundamental avaliar os prós e os contras dessa escolha, bem como as características do serviço e do mercado. Assim, é possível garantir uma relação justa, transparente e segura entre contratante e contratado.

  • 5 melhores Celulares para jogar free fire em 2023

    5 melhores Celulares para jogar free fire em 2023

    Free fire é um dos jogos de celular mais populares do mundo, com mais de 150 milhões de jogadores ativos por dia. Para aproveitar ao máximo a experiência desse battle royale, é preciso ter um celular que ofereça bom desempenho, tela de qualidade e bateria durável.

    Pensando nisso, separamos 5 opções de celulares que são ideais para jogar free fire em 2023, desde modelos mais baratos até os mais avançados. Confira a nossa lista e escolha o seu favorito!

    1. Xiaomi Poco X3 NFC: esse é um dos melhores celulares para jogar free fire, pois é um smartphone voltado para jogos e não custa caro. Ele tem processador Snapdragon 732G, que é otimizado para jogos, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,67 polegadas tem resolução Full HD+ e taxa de atualização de 120 Hz, o que garante uma imagem fluida e nítida. A bateria de 5160 mAh tem carregamento rápido de 33 W e dura o dia todo. O Poco X3 NFC ainda conta com um sistema de resfriamento líquido, que evita o superaquecimento do aparelho durante os jogos.

    2. Samsung Galaxy M51: esse é o celular com a maior bateria do mercado, com impressionantes 7000 mAh. Isso significa que você pode jogar free fire por horas sem se preocupar com a tomada. Além disso, o Galaxy M51 tem um ótimo desempenho, com processador Snapdragon 730G, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,7 polegadas tem resolução Full HD+ e tecnologia Super AMOLED Plus, que oferece cores vibrantes e alto contraste. O conjunto de câmeras também é destaque, com quatro sensores traseiros e uma câmera frontal de 32 MP.

    3. Motorola Moto G9 Plus: esse é um dos melhores celulares da Motorola para jogar free fire, pois tem um excelente desempenho no jogo. Ele vem com processador Snapdragon 730G, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,8 polegadas tem resolução Full HD+ e HDR10, que melhora a qualidade da imagem em cenas escuras ou claras. A bateria de 5000 mAh tem carregamento rápido de 30 W e aguenta bem o uso intenso. O Moto G9 Plus ainda tem um design elegante e um conjunto de câmeras versátil.

    4. LG K52: esse é o melhor celular para jogar free fire caso você não possa gastar muito em um aparelho. Ele custa menos de R$ 1000 e consegue rodar bem o battle royale, já que o processador Helio P35 atende os requisitos mínimos. Além disso, o LG K52 possui 3 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, com espaço para cartão de memória caso você queira aumentar esse espaço. A tela de 6,6 polegadas tem resolução HD+ e um bom tamanho para jogar. O aparelho ainda tem conjunto quádruplo de câmeras, bateria de 4000 mAh e certificação militar, o que indica resistência acima da média.

    5. Apple iPhone XR: essa é a opção para quem prefere um celular da Apple para jogar free fire. O iPhone XR é um modelo lançado em 2018, mas que ainda tem um bom desempenho nos jogos atuais. Ele vem com processador A12 Bionic, que é muito potente, 3 GB de RAM e opções de 64 GB, 128 GB ou 256 GB de armazenamento. A tela de 6,1 polegadas tem resolução HD+ e tecnologia IPS LCD, que entrega cores fiéis e bom ângulo de visão. A bateria de 2942 mAh tem carregamento sem fio e duração razoável. O iPhone XR ainda se destaca pela câmera traseira de 12 MP e pela câmera frontal de 7 MP, que tem o recurso Face ID para desbloqueio facial.

    Esses são os 5 melhores celulares para jogar free fire em 2023, de acordo com as nossas pesquisas. Esperamos que você tenha gostado da nossa seleção e que possa escolher o seu próximo smartphone com base nas nossas dicas. Se você gostou desse post, compartilhe com os seus amigos e deixe o seu comentário abaixo!

    Pensando nisso, separamos 5 opções de celulares que são ideais para jogar free fire em 2023, desde modelos mais baratos até os mais avançados. Confira a nossa lista e escolha o seu favorito!

    1. Xiaomi Poco X3 NFC: esse é um dos melhores celulares para jogar free fire, pois é um smartphone voltado para jogos e não custa caro. Ele tem processador Snapdragon 732G, que é otimizado para jogos, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,67 polegadas tem resolução Full HD+ e taxa de atualização de 120 Hz, o que garante uma imagem fluida e nítida. A bateria de 5160 mAh tem carregamento rápido de 33 W e dura o dia todo. O Poco X3 NFC ainda conta com um sistema de resfriamento líquido, que evita o superaquecimento do aparelho durante os jogos.

    2. Samsung Galaxy M51: esse é o celular com a maior bateria do mercado, com impressionantes 7000 mAh. Isso significa que você pode jogar free fire por horas sem se preocupar com a tomada. Além disso, o Galaxy M51 tem um ótimo desempenho, com processador Snapdragon 730G, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,7 polegadas tem resolução Full HD+ e tecnologia Super AMOLED Plus, que oferece cores vibrantes e alto contraste. O conjunto de câmeras também é destaque, com quatro sensores traseiros e uma câmera frontal de 32 MP.

    3. Motorola Moto G9 Plus: esse é um dos melhores celulares da Motorola para jogar free fire, pois tem um excelente desempenho no jogo. Ele vem com processador Snapdragon 730G, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela de 6,8 polegadas tem resolução Full HD+ e HDR10, que melhora a qualidade da imagem em cenas escuras ou claras. A bateria de 5000 mAh tem carregamento rápido de 30 W e aguenta bem o uso intenso. O Moto G9 Plus ainda tem um design elegante e um conjunto de câmeras versátil.

    4. LG K52: esse é o melhor celular para jogar free fire caso você não possa gastar muito em um aparelho. Ele custa menos de R$ 1000 e consegue rodar bem o battle royale, já que o processador Helio P35 atende os requisitos mínimos. Além disso, o LG K52 possui 3 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, com espaço para cartão de memória caso você queira aumentar esse espaço. A tela de 6,6 polegadas tem resolução HD+ e um bom tamanho para jogar. O aparelho ainda tem conjunto quádruplo de câmeras, bateria de 4000 mAh e certificação militar, o que indica resistência acima da média.

    5. Apple iPhone XR: essa é a opção para quem prefere um celular da Apple para jogar free fire. O iPhone XR é um modelo lançado em 2018, mas que ainda tem um bom desempenho nos jogos atuais. Ele vem com processador A12 Bionic, que é muito potente, 3 GB de RAM e opções de 64 GB, 128 GB ou 256 GB de armazenamento. A tela de 6,1 polegadas tem resolução HD+ e tecnologia IPS LCD, que entrega cores fiéis e bom ângulo de visão. A bateria de 2942 mAh tem carregamento sem fio e duração razoável. O iPhone XR ainda se destaca pela câmera traseira de 12 MP e pela câmera frontal de 7 MP, que tem o recurso Face ID para desbloqueio facial.

    Esses são os 5 melhores celulares para jogar free fire em 2023, de acordo com as nossas pesquisas. Esperamos que você tenha gostado da nossa seleção e que possa escolher o seu próximo smartphone com base nas nossas dicas. Se você gostou desse post, compartilhe com os seus amigos e deixe o seu comentário abaixo!

  • Inteligência artificial na saúde: benefícios, riscos e desafios éticos

    Inteligência artificial na saúde: benefícios, riscos e desafios éticos

    A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que promete revolucionar a área da saúde, oferecendo soluções para diagnóstico, tratamento, prevenção e pesquisa de doenças. No entanto, seu uso também envolve questões éticas, sociais e regulatórias que precisam ser consideradas e debatidas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode melhorar a velocidade e a precisão do diagnóstico e da triagem de doenças; auxiliar no atendimento clínico; fortalecer a pesquisa em saúde e o desenvolvimento de medicamentos; e apoiar diversas intervenções de saúde pública, como vigilância de doenças, resposta a surtos e gestão de sistemas de saúde. A IA também pode capacitar os pacientes a ter maior controle de seus próprios cuidados de saúde e compreender melhor suas necessidades em evolução.

    Por outro lado, a OMS alerta que a IA também pode apresentar riscos e desafios, como a coleta e o uso antiético de dados de saúde; os preconceitos codificados em algoritmos e os riscos da IA para a segurança do paciente, cibersegurança e meio ambiente. Além disso, a OMS destaca que a IA não deve substituir os investimentos e as estratégias essenciais para alcançar a cobertura universal de saúde.

    Um dos problemas apontados por pesquisadores é o chamado paternalismo da IA, que ocorre quando os médicos confiam mais nos resultados da IA do que nas experiências vivenciadas pelo próprio paciente ou no seu próprio julgamento clínico. Isso pode colocar em risco a autonomia do paciente e sua participação nas decisões sobre sua saúde.

    Para evitar esses problemas, a OMS publicou em junho de 2021 o primeiro relatório global sobre ética e governança da IA para a saúde, com seis princípios orientadores para sua concepção e uso. Os princípios são: proteger a autonomia humana; promover o bem humano; garantir a justiça humana; fomentar a responsabilidade humana; garantir a transparência humana; e garantir o alinhamento humano.

    O relatório é resultado de dois anos de consultas realizadas por um painel de especialistas internacionais indicados pela OMS. O objetivo é fornecer um guia para os países sobre como maximizar os benefícios da IA, minimizar seus riscos e evitar suas armadilhas.

    A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e que pode trazer muitas oportunidades para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas também é preciso estar atento aos seus limites e desafios, e buscar uma abordagem ética e humana para seu desenvolvimento e aplicação.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode melhorar a velocidade e a precisão do diagnóstico e da triagem de doenças; auxiliar no atendimento clínico; fortalecer a pesquisa em saúde e o desenvolvimento de medicamentos; e apoiar diversas intervenções de saúde pública, como vigilância de doenças, resposta a surtos e gestão de sistemas de saúde. A IA também pode capacitar os pacientes a ter maior controle de seus próprios cuidados de saúde e compreender melhor suas necessidades em evolução.

    Por outro lado, a OMS alerta que a IA também pode apresentar riscos e desafios, como a coleta e o uso antiético de dados de saúde; os preconceitos codificados em algoritmos e os riscos da IA para a segurança do paciente, cibersegurança e meio ambiente. Além disso, a OMS destaca que a IA não deve substituir os investimentos e as estratégias essenciais para alcançar a cobertura universal de saúde.

    Um dos problemas apontados por pesquisadores é o chamado paternalismo da IA, que ocorre quando os médicos confiam mais nos resultados da IA do que nas experiências vivenciadas pelo próprio paciente ou no seu próprio julgamento clínico. Isso pode colocar em risco a autonomia do paciente e sua participação nas decisões sobre sua saúde.

    Para evitar esses problemas, a OMS publicou em junho de 2021 o primeiro relatório global sobre ética e governança da IA para a saúde, com seis princípios orientadores para sua concepção e uso. Os princípios são: proteger a autonomia humana; promover o bem humano; garantir a justiça humana; fomentar a responsabilidade humana; garantir a transparência humana; e garantir o alinhamento humano.

    O relatório é resultado de dois anos de consultas realizadas por um painel de especialistas internacionais indicados pela OMS. O objetivo é fornecer um guia para os países sobre como maximizar os benefícios da IA, minimizar seus riscos e evitar suas armadilhas.

    A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e que pode trazer muitas oportunidades para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas também é preciso estar atento aos seus limites e desafios, e buscar uma abordagem ética e humana para seu desenvolvimento e aplicação.

  • Aumento dos casos de autismo pode ter relação com o DSM-5, segundo estudos

    Aumento dos casos de autismo pode ter relação com o DSM-5, segundo estudos

    O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento de milhões de pessoas em todo o mundo. Mas como esse transtorno é diagnosticado? Quais são os critérios utilizados pelos profissionais de saúde mental para identificar os sinais e sintomas do autismo?

    Uma das principais referências para o diagnóstico de autismo é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA). Esse manual é atualizado periodicamente para acompanhar as novas pesquisas e evidências sobre as condições psiquiátricas.

    A última edição do DSM, a quinta, foi lançada em 2013 e trouxe mudanças significativas nos critérios de diagnóstico do autismo. Neste post, vamos explicar o que mudou no DSM-5 em relação ao autismo e como isso pode ter influenciado no aumento dos casos diagnosticados nos últimos anos.

    O que mudou no DSM-5 em relação ao autismo?

    Antes do DSM-5, o autismo era classificado como um dos Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), junto com outras condições como a Síndrome de Asperger, o Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. Essas categorias eram baseadas na gravidade dos sintomas e no nível de comprometimento funcional.

    No entanto, essa classificação apresentava alguns problemas, como a falta de clareza nos critérios, a inconsistência na aplicação dos diagnósticos e a dificuldade em captar a diversidade e a complexidade do espectro autista.

    Por isso, o DSM-5 propôs uma nova forma de conceituar o autismo, unificando todas as categorias anteriores em uma só: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa mudança visa reconhecer que o autismo é um espectro contínuo, que varia de pessoa para pessoa em termos de intensidade, manifestação e impacto.

    Além disso, o DSM-5 reduziu os três domínios principais do autismo (interação social, comunicação e comportamento) para dois: déficits na comunicação e interação social; e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Essa alteração reflete a evidência de que os problemas de comunicação e interação social são inter-relacionados e não podem ser avaliados separadamente.

    Outra novidade do DSM-5 foi a introdução de níveis de gravidade para o TEA, que variam de 1 a 3, sendo 1 o mais leve e 3 o mais severo. Esses níveis são baseados na quantidade de apoio necessário para cada pessoa com TEA em cada um dos dois domínios. O objetivo é fornecer uma descrição mais individualizada e funcional do transtorno, que possa orientar as intervenções adequadas.

    Como o DSM-5 pode ter influenciado no aumento dos casos de autismo?

    Desde que o DSM-5 foi publicado, alguns estudos têm apontado um aumento na prevalência do autismo em diferentes países. Por exemplo, nos Estados Unidos, a taxa passou de 1 em cada 88 crianças em 2012 para 1 em cada 54 crianças em 2020, segundo os dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

    Mas será que esse aumento se deve apenas às mudanças nos critérios diagnósticos? A resposta não é simples, pois há vários fatores que podem influenciar na identificação do autismo, como a maior conscientização da sociedade, a melhoria dos serviços de saúde, a ampliação das pesquisas científicas e as diferenças metodológicas dos estudos epidemiológicos.

    No entanto, alguns pesquisadores sugerem que o DSM-5 pode ter contribuído para o aumento dos casos de autismo de duas formas:

    • Por um lado, ao eliminar as categorias específicas de TGD e criar o conceito de espectro, o DSM-5 pode ter ampliado o alcance do diagnóstico, incluindo pessoas que antes não se enquadravam nos critérios anteriores, especialmente aquelas com sintomas mais leves ou atípicos.

    • Por outro lado, ao reduzir os subdomínios do autismo e introduzir os níveis de gravidade, o DSM-5 pode ter aumentado a sensibilidade do diagnóstico, facilitando a identificação dos sinais e sintomas do autismo em diferentes idades e contextos.

    O DSM-5 trouxe uma nova perspectiva para o diagnóstico de autismo, baseada em uma visão mais abrangente e flexível do espectro autista. Essa mudança pode ter impactado no aumento dos casos de autismo nos últimos anos, mas também pode ter favorecido uma melhor compreensão e intervenção para as pessoas com TEA e suas famílias.

    No entanto, é importante ressaltar que o DSM-5 não é a única fonte de informação sobre o autismo, nem a única forma de avaliar as características e as necessidades de cada pessoa. O diagnóstico de autismo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que considere os aspectos biológicos, psicológicos e sociais envolvidos no desenvolvimento humano.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4, Link 5.

    Uma das principais referências para o diagnóstico de autismo é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA). Esse manual é atualizado periodicamente para acompanhar as novas pesquisas e evidências sobre as condições psiquiátricas.

    A última edição do DSM, a quinta, foi lançada em 2013 e trouxe mudanças significativas nos critérios de diagnóstico do autismo. Neste post, vamos explicar o que mudou no DSM-5 em relação ao autismo e como isso pode ter influenciado no aumento dos casos diagnosticados nos últimos anos.

    O que mudou no DSM-5 em relação ao autismo?

    Antes do DSM-5, o autismo era classificado como um dos Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), junto com outras condições como a Síndrome de Asperger, o Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. Essas categorias eram baseadas na gravidade dos sintomas e no nível de comprometimento funcional.

    No entanto, essa classificação apresentava alguns problemas, como a falta de clareza nos critérios, a inconsistência na aplicação dos diagnósticos e a dificuldade em captar a diversidade e a complexidade do espectro autista.

    Por isso, o DSM-5 propôs uma nova forma de conceituar o autismo, unificando todas as categorias anteriores em uma só: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa mudança visa reconhecer que o autismo é um espectro contínuo, que varia de pessoa para pessoa em termos de intensidade, manifestação e impacto.

    Além disso, o DSM-5 reduziu os três domínios principais do autismo (interação social, comunicação e comportamento) para dois: déficits na comunicação e interação social; e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Essa alteração reflete a evidência de que os problemas de comunicação e interação social são inter-relacionados e não podem ser avaliados separadamente.

    Outra novidade do DSM-5 foi a introdução de níveis de gravidade para o TEA, que variam de 1 a 3, sendo 1 o mais leve e 3 o mais severo. Esses níveis são baseados na quantidade de apoio necessário para cada pessoa com TEA em cada um dos dois domínios. O objetivo é fornecer uma descrição mais individualizada e funcional do transtorno, que possa orientar as intervenções adequadas.

    Como o DSM-5 pode ter influenciado no aumento dos casos de autismo?

    Desde que o DSM-5 foi publicado, alguns estudos têm apontado um aumento na prevalência do autismo em diferentes países. Por exemplo, nos Estados Unidos, a taxa passou de 1 em cada 88 crianças em 2012 para 1 em cada 54 crianças em 2020, segundo os dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

    Mas será que esse aumento se deve apenas às mudanças nos critérios diagnósticos? A resposta não é simples, pois há vários fatores que podem influenciar na identificação do autismo, como a maior conscientização da sociedade, a melhoria dos serviços de saúde, a ampliação das pesquisas científicas e as diferenças metodológicas dos estudos epidemiológicos.

    No entanto, alguns pesquisadores sugerem que o DSM-5 pode ter contribuído para o aumento dos casos de autismo de duas formas:

    • Por um lado, ao eliminar as categorias específicas de TGD e criar o conceito de espectro, o DSM-5 pode ter ampliado o alcance do diagnóstico, incluindo pessoas que antes não se enquadravam nos critérios anteriores, especialmente aquelas com sintomas mais leves ou atípicos.

    • Por outro lado, ao reduzir os subdomínios do autismo e introduzir os níveis de gravidade, o DSM-5 pode ter aumentado a sensibilidade do diagnóstico, facilitando a identificação dos sinais e sintomas do autismo em diferentes idades e contextos.

    O DSM-5 trouxe uma nova perspectiva para o diagnóstico de autismo, baseada em uma visão mais abrangente e flexível do espectro autista. Essa mudança pode ter impactado no aumento dos casos de autismo nos últimos anos, mas também pode ter favorecido uma melhor compreensão e intervenção para as pessoas com TEA e suas famílias.

    No entanto, é importante ressaltar que o DSM-5 não é a única fonte de informação sobre o autismo, nem a única forma de avaliar as características e as necessidades de cada pessoa. O diagnóstico de autismo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que considere os aspectos biológicos, psicológicos e sociais envolvidos no desenvolvimento humano.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4, Link 5.

  • O que é o teste do Ursinho Pooh e por que ele não serve para diagnosticar transtornos mentais

    O que é o teste do Ursinho Pooh e por que ele não serve para diagnosticar transtornos mentais

    Você já se perguntou se tem algum transtorno mental como autismo, depressão ou TDAH? Se sim, talvez você tenha se deparado com o teste do Ursinho Pooh, um questionário online que promete identificar traços dessas condições com base em personagens do desenho infantil.

    Mas será que esse teste é confiável e válido? Neste post, vamos explicar o que é o teste do Ursinho Pooh, como ele surgiu e por que ele não deve ser usado como forma de diagnóstico.

    O teste do Ursinho Pooh é baseado em um estudo publicado no ano 2000 no Canadian Medical Association Journal, que relacionava os personagens das histórias do Ursinho Pooh a diferentes diagnósticos psiquiátricos. Por exemplo, o próprio Pooh teria transtorno de déficit de atenção (TDA), o Leitão teria transtorno de ansiedade, o Tigrão teria transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o Abel teria transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o Guru teria transtorno do espectro do autismo (TEA), o Bisonho teria depressão e o Cristóvão teria esquizofrenia.

    No entanto, esse estudo tinha um caráter humorístico e não pretendia ser levado a sério como uma forma de avaliação clínica. Os autores afirmaram que se tratava de uma brincadeira para ilustrar os conceitos dos transtornos mentais e que não havia evidências científicas para sustentar as associações feitas entre os personagens e as condições.

    O teste online do Ursinho Pooh surgiu em 2019 e se popularizou na internet como uma forma de autoavaliação. O teste consiste em 33 perguntas sobre comportamentos, sentimentos e pensamentos, que devem ser respondidas em uma escala de concordância ou discordância. Ao final, o teste mostra a porcentagem de cada personagem que corresponde ao perfil do respondente.

    Porém, esse teste não tem nenhuma validade ou confiabilidade para diagnosticar transtornos mentais. Primeiro, porque ele se baseia em uma interpretação livre e distorcida do estudo original, que já era uma sátira. Segundo, porque ele não leva em conta os critérios clínicos estabelecidos pelos manuais diagnósticos, como o DSM-5 ou a CID-10. Terceiro, porque ele não considera o contexto, a história e as características individuais de cada pessoa, que são essenciais para uma avaliação adequada.

    Portanto, se você fez o teste do Ursinho Pooh e se identificou com algum personagem, não se preocupe nem se assuste. Isso não significa que você tenha algum transtorno mental ou que precise de tratamento. O teste é apenas uma brincadeira e não deve ser levado a sério. Se você tem alguma dúvida ou preocupação sobre sua saúde mental, procure ajuda profissional qualificada e não confie em testes online sem embasamento científico.

    Mas será que esse teste é confiável e válido? Neste post, vamos explicar o que é o teste do Ursinho Pooh, como ele surgiu e por que ele não deve ser usado como forma de diagnóstico.

    O teste do Ursinho Pooh é baseado em um estudo publicado no ano 2000 no Canadian Medical Association Journal, que relacionava os personagens das histórias do Ursinho Pooh a diferentes diagnósticos psiquiátricos. Por exemplo, o próprio Pooh teria transtorno de déficit de atenção (TDA), o Leitão teria transtorno de ansiedade, o Tigrão teria transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o Abel teria transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o Guru teria transtorno do espectro do autismo (TEA), o Bisonho teria depressão e o Cristóvão teria esquizofrenia.

    No entanto, esse estudo tinha um caráter humorístico e não pretendia ser levado a sério como uma forma de avaliação clínica. Os autores afirmaram que se tratava de uma brincadeira para ilustrar os conceitos dos transtornos mentais e que não havia evidências científicas para sustentar as associações feitas entre os personagens e as condições.

    O teste online do Ursinho Pooh surgiu em 2019 e se popularizou na internet como uma forma de autoavaliação. O teste consiste em 33 perguntas sobre comportamentos, sentimentos e pensamentos, que devem ser respondidas em uma escala de concordância ou discordância. Ao final, o teste mostra a porcentagem de cada personagem que corresponde ao perfil do respondente.

    Porém, esse teste não tem nenhuma validade ou confiabilidade para diagnosticar transtornos mentais. Primeiro, porque ele se baseia em uma interpretação livre e distorcida do estudo original, que já era uma sátira. Segundo, porque ele não leva em conta os critérios clínicos estabelecidos pelos manuais diagnósticos, como o DSM-5 ou a CID-10. Terceiro, porque ele não considera o contexto, a história e as características individuais de cada pessoa, que são essenciais para uma avaliação adequada.

    Portanto, se você fez o teste do Ursinho Pooh e se identificou com algum personagem, não se preocupe nem se assuste. Isso não significa que você tenha algum transtorno mental ou que precise de tratamento. O teste é apenas uma brincadeira e não deve ser levado a sério. Se você tem alguma dúvida ou preocupação sobre sua saúde mental, procure ajuda profissional qualificada e não confie em testes online sem embasamento científico.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente: como a poluição do ar afeta a saúde da população de São Paulo e região

    Dia Mundial do Meio Ambiente: como a poluição do ar afeta a saúde da população de São Paulo e região

    O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma oportunidade para conscientizar sobre a importância de proteger a atmosfera, a riqueza e a diversidade da vida no planeta. Neste ano, o tema escolhido pela ONU Meio Ambiente foi “Poluição do Ar”, uma questão crítica tanto para o meio ambiente quanto para…

    A poluição do ar é responsável por 9 milhões de mortes prematuras por ano no mundo, sendo 300 mil delas nas Américas. Além de causar doenças respiratórias e cardiovasculares, alguns poluentes atmosféricos também contribuem para o aquecimento global e a mudança climática.

    No Brasil, a cidade de São Paulo é uma das mais afetadas pela má qualidade do ar. Segundo um estudo da USP, a poluição do ar na capital paulista causa cerca de 4 mil mortes por ano e reduz em um ano e meio a expectativa de vida dos habitantes.

    As principais fontes de poluição do ar em São Paulo são os veículos automotores, que emitem gases como monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e material particulado. Outras fontes são as indústrias, as queimadas e as atividades domésticas.

    Para combater a poluição do ar em São Paulo, são necessárias medidas como o controle das emissões veiculares, o incentivo ao transporte público e não motorizado, o aumento da fiscalização das fontes poluidoras, o monitoramento da qualidade do ar e a educação ambiental da população.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo brasileiro anunciou o lançamento da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar, que visa integrar os dados das estações de medição existentes no país e disponibilizá-los em uma plataforma online. A ONU Meio Ambiente também lançou no Brasil a campanha Respire Vida, que busca mobilizar as cidades e os indivíduos para proteger a saúde e o planeta dos efeitos nocivos da poluição do ar.

    Essas iniciativas são importantes para sensibilizar e engajar todos os setores da sociedade na luta por um ar mais limpo e saudável. Afinal, respirar é um direito humano fundamental e depende da preservação do meio ambiente.

    A poluição do ar é responsável por 9 milhões de mortes prematuras por ano no mundo, sendo 300 mil delas nas Américas. Além de causar doenças respiratórias e cardiovasculares, alguns poluentes atmosféricos também contribuem para o aquecimento global e a mudança climática.

    No Brasil, a cidade de São Paulo é uma das mais afetadas pela má qualidade do ar. Segundo um estudo da USP, a poluição do ar na capital paulista causa cerca de 4 mil mortes por ano e reduz em um ano e meio a expectativa de vida dos habitantes.

    As principais fontes de poluição do ar em São Paulo são os veículos automotores, que emitem gases como monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e material particulado. Outras fontes são as indústrias, as queimadas e as atividades domésticas.

    Para combater a poluição do ar em São Paulo, são necessárias medidas como o controle das emissões veiculares, o incentivo ao transporte público e não motorizado, o aumento da fiscalização das fontes poluidoras, o monitoramento da qualidade do ar e a educação ambiental da população.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo brasileiro anunciou o lançamento da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar, que visa integrar os dados das estações de medição existentes no país e disponibilizá-los em uma plataforma online. A ONU Meio Ambiente também lançou no Brasil a campanha Respire Vida, que busca mobilizar as cidades e os indivíduos para proteger a saúde e o planeta dos efeitos nocivos da poluição do ar.

    Essas iniciativas são importantes para sensibilizar e engajar todos os setores da sociedade na luta por um ar mais limpo e saudável. Afinal, respirar é um direito humano fundamental e depende da preservação do meio ambiente.

  • Corpus Christi: saiba se você pode emendar o feriado e quais são os seus direitos

    Corpus Christi: saiba se você pode emendar o feriado e quais são os seus direitos

    Corpus Christi é uma data celebrada anualmente em diversos países, incluindo o Brasil. É um feriado religioso que ocorre 60 dias após a Páscoa, na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Neste ano, a data cai no dia 16 de junho e muitas pessoas podem aproveitar para emendar o feriado e ter um descanso…

    Quem pode emendar o feriado?

    A possibilidade de emendar o feriado de Corpus Christi varia de acordo com a legislação de cada estado e município. No Brasil, por ser considerado um feriado facultativo, fica a critério das empresas e dos órgãos públicos emendar ou não a data. Portanto, é preciso consultar o calendário oficial da sua região e verificar se há alguma norma específica sobre o assunto.

    Além disso, a emenda do feriado também depende do acordo entre empregador e empregado. Algumas empresas podem optar por conceder a folga na sexta-feira (17) ou compensar as horas não trabalhadas em outro dia. Outras podem exigir o trabalho normal nesse dia ou descontar as horas do salário ou do banco de horas do funcionário.

    Quais são os direitos de quem trabalhar no feriado?

    Se a empresa decidir pelo trabalho no feriado de Corpus Christi, ela deve respeitar os direitos dos trabalhadores previstos na legislação e na convenção coletiva da categoria. Em geral, há duas formas de remunerar quem trabalha nesse dia: pagar em dobro as horas trabalhadas ou conceder uma folga compensatória em outro dia.

    Além disso, se o empregado tiver direito ao vale-transporte e ao vale-alimentação, ele deve receber esses benefícios normalmente no dia do feriado. Caso contrário, ele pode reclamar seus direitos na Justiça do Trabalho.

    Como planejar a viagem no feriado?

    Para quem conseguir emendar o feriado de Corpus Christi e quiser viajar, é importante planejar com antecedência e tomar alguns cuidados para evitar imprevistos e transtornos. Algumas dicas são:

    • Pesquisar os preços das passagens aéreas, rodoviárias ou de combustível, bem como das hospedagens e dos passeios;
    • Verificar as condições climáticas do destino escolhido e levar roupas adequadas;
    • Respeitar as medidas sanitárias de prevenção à Covid-19, como usar máscara, álcool em gel e manter o distanciamento social;
    • Contratar um seguro viagem para garantir assistência médica e jurídica em caso de emergências;
    • Levar documentos pessoais, cartões de crédito e dinheiro em espécie para eventuais necessidades.

    Seguindo essas recomendações, você pode aproveitar melhor o seu feriado de Corpus Christi e ter momentos de lazer e descanso.

    Quem pode emendar o feriado?

    A possibilidade de emendar o feriado de Corpus Christi varia de acordo com a legislação de cada estado e município. No Brasil, por ser considerado um feriado facultativo, fica a critério das empresas e dos órgãos públicos emendar ou não a data. Portanto, é preciso consultar o calendário oficial da sua região e verificar se há alguma norma específica sobre o assunto.

    Além disso, a emenda do feriado também depende do acordo entre empregador e empregado. Algumas empresas podem optar por conceder a folga na sexta-feira (17) ou compensar as horas não trabalhadas em outro dia. Outras podem exigir o trabalho normal nesse dia ou descontar as horas do salário ou do banco de horas do funcionário.

    Quais são os direitos de quem trabalhar no feriado?

    Se a empresa decidir pelo trabalho no feriado de Corpus Christi, ela deve respeitar os direitos dos trabalhadores previstos na legislação e na convenção coletiva da categoria. Em geral, há duas formas de remunerar quem trabalha nesse dia: pagar em dobro as horas trabalhadas ou conceder uma folga compensatória em outro dia.

    Além disso, se o empregado tiver direito ao vale-transporte e ao vale-alimentação, ele deve receber esses benefícios normalmente no dia do feriado. Caso contrário, ele pode reclamar seus direitos na Justiça do Trabalho.

    Como planejar a viagem no feriado?

    Para quem conseguir emendar o feriado de Corpus Christi e quiser viajar, é importante planejar com antecedência e tomar alguns cuidados para evitar imprevistos e transtornos. Algumas dicas são:

    • Pesquisar os preços das passagens aéreas, rodoviárias ou de combustível, bem como das hospedagens e dos passeios;
    • Verificar as condições climáticas do destino escolhido e levar roupas adequadas;
    • Respeitar as medidas sanitárias de prevenção à Covid-19, como usar máscara, álcool em gel e manter o distanciamento social;
    • Contratar um seguro viagem para garantir assistência médica e jurídica em caso de emergências;
    • Levar documentos pessoais, cartões de crédito e dinheiro em espécie para eventuais necessidades.

    Seguindo essas recomendações, você pode aproveitar melhor o seu feriado de Corpus Christi e ter momentos de lazer e descanso.

  • Corpus Christi: o que é e como surgiu essa celebração católica

    Corpus Christi: o que é e como surgiu essa celebração católica

    Corpus Christi é uma festa religiosa que homenageia o sacramento da eucaristia, ou seja, a presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados na missa. A expressão vem do latim e significa “corpo de Cristo”. A data é comemorada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez ocorre depois…

    A origem de Corpus Christi remonta ao século XIII, quando uma freira agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon teve visões de Cristo pedindo que se celebrasse a eucaristia com mais destaque. Ela comunicou o seu segredo ao cônego Tiago Pantaleão de Troyes, que mais tarde se tornou o papa Urbano IV.

    Em 1264, um fato marcou a história dessa festa: o milagre de Bolsena. Um sacerdote que duvidava da transubstanciação viu sangue sair da hóstia que partia durante a missa. O papa Urbano IV, que estava em Orvieto, mandou trazer o corporal (pano) manchado de sangue e o recebeu em procissão. Foi a primeira vez que se fez uma procissão eucarística.

    Nesse mesmo ano, o papa publicou a bula Transiturus, que instituiu oficialmente a solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja. Ele também encomendou ao teólogo Tomás de Aquino que compusesse os textos litúrgicos para a ocasião. Assim nasceram hinos famosos como Pange Lingua e Adoro Te Devote.

    A festa de Corpus Christi se espalhou pelo mundo católico e ganhou diversas tradições locais. No Brasil, por influência dos portugueses, é comum enfeitar as ruas com tapetes coloridos, que representam símbolos e cenas da fé cristã. Esses tapetes são feitos com materiais como serragem, flores, areia e pó de café. Por eles passa a procissão com o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo bispo ou pelo pároco.

    Corpus Christi é uma oportunidade para os católicos expressarem publicamente a sua devoção à eucaristia e reafirmarem a sua fé na presença real de Cristo na hóstia santa.

    A origem de Corpus Christi remonta ao século XIII, quando uma freira agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon teve visões de Cristo pedindo que se celebrasse a eucaristia com mais destaque. Ela comunicou o seu segredo ao cônego Tiago Pantaleão de Troyes, que mais tarde se tornou o papa Urbano IV.

    Em 1264, um fato marcou a história dessa festa: o milagre de Bolsena. Um sacerdote que duvidava da transubstanciação viu sangue sair da hóstia que partia durante a missa. O papa Urbano IV, que estava em Orvieto, mandou trazer o corporal (pano) manchado de sangue e o recebeu em procissão. Foi a primeira vez que se fez uma procissão eucarística.

    Nesse mesmo ano, o papa publicou a bula Transiturus, que instituiu oficialmente a solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja. Ele também encomendou ao teólogo Tomás de Aquino que compusesse os textos litúrgicos para a ocasião. Assim nasceram hinos famosos como Pange Lingua e Adoro Te Devote.

    A festa de Corpus Christi se espalhou pelo mundo católico e ganhou diversas tradições locais. No Brasil, por influência dos portugueses, é comum enfeitar as ruas com tapetes coloridos, que representam símbolos e cenas da fé cristã. Esses tapetes são feitos com materiais como serragem, flores, areia e pó de café. Por eles passa a procissão com o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo bispo ou pelo pároco.

    Corpus Christi é uma oportunidade para os católicos expressarem publicamente a sua devoção à eucaristia e reafirmarem a sua fé na presença real de Cristo na hóstia santa.

  • Surto de síndromes gripais mata 10 crianças no Amapá e lota UTIs pediátricas

    Surto de síndromes gripais mata 10 crianças no Amapá e lota UTIs pediátricas

    O estado do Amapá enfrenta uma situação crítica de saúde pública por causa de um surto de síndromes gripais e respiratórias que atingem principalmente crianças menores de 6 anos. Desde 13 de maio, 10 crianças morreram e mais de 120 foram internadas com complicações causadas por vírus como influenza, covid-19 e sincicial. O governo estadual…

    Segundo a Secretaria de Saúde do Amapá, o surto está sendo provocado por um vírus chamado sincicial, responsável por mais da metade das internações, e que costuma ser mais grave em bebês e crianças menores, causando doenças como bronquiolite e pneumonia. Além disso, a maioria das crianças em estado grave não se vacinou contra influenza e covid-19.

    O Hospital da Criança e do Adolescente, na capital Macapá, única unidade pública que atende casos graves no estado, está com todos os leitos de UTI pediátrica lotados. O governo estadual informou que vai abrir mais leitos em Macapá e Santana, além de reforçar as equipes de atendimento, os estoques de medicamentos e oxigênio nas unidades de saúde.

    O governador Clécio Luís fez um apelo para que as famílias vacinem seus filhos na idade indicada. No Amapá, mais de 90% do público-alvo foi vacinado contra o vírus influenza. Mas, por outro lado, com meta de 90%, menos de 7% da população amapaense se protegeu com a vacina bivalente contra Covid-19.

    O Ministério da Saúde disse que vai enviar 12 profissionais para reforçar os hospitais no Amapá e que está monitorando a situação epidemiológica do estado. A pasta também orientou a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória.

    Segundo a Secretaria de Saúde do Amapá, o surto está sendo provocado por um vírus chamado sincicial, responsável por mais da metade das internações, e que costuma ser mais grave em bebês e crianças menores, causando doenças como bronquiolite e pneumonia. Além disso, a maioria das crianças em estado grave não se vacinou contra influenza e covid-19.

    O Hospital da Criança e do Adolescente, na capital Macapá, única unidade pública que atende casos graves no estado, está com todos os leitos de UTI pediátrica lotados. O governo estadual informou que vai abrir mais leitos em Macapá e Santana, além de reforçar as equipes de atendimento, os estoques de medicamentos e oxigênio nas unidades de saúde.

    O governador Clécio Luís fez um apelo para que as famílias vacinem seus filhos na idade indicada. No Amapá, mais de 90% do público-alvo foi vacinado contra o vírus influenza. Mas, por outro lado, com meta de 90%, menos de 7% da população amapaense se protegeu com a vacina bivalente contra Covid-19.

    O Ministério da Saúde disse que vai enviar 12 profissionais para reforçar os hospitais no Amapá e que está monitorando a situação epidemiológica do estado. A pasta também orientou a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória.

  • Pesquisadores criam pele eletrônica que pode devolver o tato a amputados

    Pesquisadores criam pele eletrônica que pode devolver o tato a amputados

    Uma nova tecnologia de pele eletrônica pode ser capaz de restaurar o sentido do tato em pessoas que perderam um membro ou sofrem de alguma condição que afeta a sensibilidade da pele. A pele eletrônica é macia, flexível e pode detectar o toque, a temperatura e a pressão, transmitindo esses estímulos ao cérebro por meio…

    A inovação pode ter aplicações na medicina regenerativa, na robótica e na realidade virtual.

    A pele eletrônica foi desenvolvida por pesquisadores liderados por Wang et al, que publicaram seus resultados na revista Science Advances. Eles conseguiram superar o problema da alta voltagem que limitava os dispositivos eletrônicos flexíveis anteriores, criando um isolante de três camadas que reduz a voltagem necessária para menos de 10 V. Eles também construíram uma rede de transistores sinápticos de estado sólido para transportar os sinais elétricos da pele eletrônica ao córtex somatossensorial, a região do cérebro responsável pelo processamento das sensações.

    Os pesquisadores testaram a pele eletrônica em ratos vivos e observaram uma ativação significativa do córtex somatossensorial e uma resposta muscular rápida aos estímulos. Eles esperam que essa tecnologia possa ser usada no futuro para devolver o quinto sentido a milhões de amputados e pessoas com doenças que comprometem a sensação de toque. Além disso, a pele eletrônica poderia ser usada em máquinas operadas por humanos ou em robôs para melhorar sua interação com o ambiente.

    A inovação pode ter aplicações na medicina regenerativa, na robótica e na realidade virtual.

    A pele eletrônica foi desenvolvida por pesquisadores liderados por Wang et al, que publicaram seus resultados na revista Science Advances. Eles conseguiram superar o problema da alta voltagem que limitava os dispositivos eletrônicos flexíveis anteriores, criando um isolante de três camadas que reduz a voltagem necessária para menos de 10 V. Eles também construíram uma rede de transistores sinápticos de estado sólido para transportar os sinais elétricos da pele eletrônica ao córtex somatossensorial, a região do cérebro responsável pelo processamento das sensações.

    Os pesquisadores testaram a pele eletrônica em ratos vivos e observaram uma ativação significativa do córtex somatossensorial e uma resposta muscular rápida aos estímulos. Eles esperam que essa tecnologia possa ser usada no futuro para devolver o quinto sentido a milhões de amputados e pessoas com doenças que comprometem a sensação de toque. Além disso, a pele eletrônica poderia ser usada em máquinas operadas por humanos ou em robôs para melhorar sua interação com o ambiente.