Tag: Brasil

  • Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nas células que produzem pigmento, chamadas melanócitos. É considerado o mais grave e letal entre os cânceres de pele, pois tem alta capacidade de se espalhar pelo corpo e formar metástases. A cirurgia é o principal tratamento, mas muitas vezes não é suficiente…

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

  • Bancos alteram data de fechamento da fatura do cartão e podem prejudicar consumidores

    Bancos alteram data de fechamento da fatura do cartão e podem prejudicar consumidores

    Alguns bancos estão mudando a data de fechamento da fatura do cartão de crédito sem comunicar aos clientes, segundo o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). A prática pode levar ao endividamento e viola o Código de Defesa do Consumidor. A mudança diminui o prazo entre o fechamento e o pagamento da fatura e altera…

    O Idec afirma que a medida não é ilegal, já que não há uma regra específica sobre a data de fechamento da fatura do cartão, mas que é abusiva e arbitrária se feita sem comunicação prévia ao cliente. O órgão pretende reunir os casos para debater a situação com o Banco Central e outros órgãos competentes.

    O Banco Central informou que não há regras determinadas pela autoridade monetária ou pelo Conselho Monetário Nacional no que diz respeito aos prazos mínimos entre o vencimento da fatura do cartão de crédito e a cobrança efetiva. A contratação de serviços financeiros é ato negocial firmado livremente entre instituição financeira e o cliente respeitadas as disposições legais e regulamentares vigentes”, diz o BC.

    O Idec orienta os consumidores a ficarem atentos à mudança e fazerem reclamações no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) dos bancos e ao Banco Central, indicando que não houve informação sobre mudanças nas datas de fatura do cartão de crédito. O órgão também explica como saber a melhor data de compra do cartão de crédito, que é um dia depois do fechamento da fatura.

    A mudança na data de fechamento da fatura do cartão de crédito pode afetar o planejamento financeiro dos consumidores e aumentar os riscos de endividamento. Por isso, é importante ficar atento às informações enviadas pelos bancos e conhecer os seus direitos como cliente. Se você se sentir lesado ou prejudicado por essa prática, procure o Idec ou o Procon da sua cidade e denuncie.

    O Idec afirma que a medida não é ilegal, já que não há uma regra específica sobre a data de fechamento da fatura do cartão, mas que é abusiva e arbitrária se feita sem comunicação prévia ao cliente. O órgão pretende reunir os casos para debater a situação com o Banco Central e outros órgãos competentes.

    O Banco Central informou que não há regras determinadas pela autoridade monetária ou pelo Conselho Monetário Nacional no que diz respeito aos prazos mínimos entre o vencimento da fatura do cartão de crédito e a cobrança efetiva. A contratação de serviços financeiros é ato negocial firmado livremente entre instituição financeira e o cliente respeitadas as disposições legais e regulamentares vigentes”, diz o BC.

    O Idec orienta os consumidores a ficarem atentos à mudança e fazerem reclamações no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) dos bancos e ao Banco Central, indicando que não houve informação sobre mudanças nas datas de fatura do cartão de crédito. O órgão também explica como saber a melhor data de compra do cartão de crédito, que é um dia depois do fechamento da fatura.

    A mudança na data de fechamento da fatura do cartão de crédito pode afetar o planejamento financeiro dos consumidores e aumentar os riscos de endividamento. Por isso, é importante ficar atento às informações enviadas pelos bancos e conhecer os seus direitos como cliente. Se você se sentir lesado ou prejudicado por essa prática, procure o Idec ou o Procon da sua cidade e denuncie.

  • Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    Anvisa renova autorização de uso emergencial de vacinas e medicamentos contra Covid-19

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a prorrogação da validade das Autorizações de Uso Emergencial (AUEs) de vacinas e medicamentos para Covid-19 por mais um ano. A medida foi publicada nesta segunda-feira (5/6) e permite que os produtos aprovados durante a pandemia continuem sendo utilizados, desde que tenham sido fabricados até o dia…

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

    Entre os produtos que tiveram a autorização renovada estão as vacinas Comirnaty bivalente BA.1 e BA.4/BA.5, da Pfizer/BioNTech, e a CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac, além dos medicamentos Sotrovimabe, Lagevrio (Molnupiravir) e Paxlovid (Nirmatrelvir + Ritonavir).

    A Anvisa explicou que a prorrogação foi necessária porque o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarado pelo Ministério da Saúde em maio, encerraria automaticamente as AUEs. No entanto, a agência reconheceu que os produtos mantêm sua eficácia e segurança e seguem com avaliação positiva na relação benefícios x riscos.

    Para continuarem a ser fabricados após 21 de maio, esses produtos precisam ter seu registro definitivo solicitado pelas empresas. Até o momento, as vacinas CoronaVac e Comirnaty bivalente BA.4/BA.5, além do medicamento Paxlovid, já possuem pedido de registro em análise na Anvisa.

    A agência também definiu novas regras para novos pedidos de AUE para vacinas e medicamentos. Entre as mudanças, está a determinação de que novas avaliações de uso emergencial se darão para as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde como necessárias para apoiar o programa de vacinação no Brasil. Além disso, a Anvisa considerará os relatórios de aprovação dos produtos das autoridades reguladoras internacionais reconhecidas pela agência.

  • E-sports enfrentam desafios de gestão e profissionalização em meio à crise

    E-sports enfrentam desafios de gestão e profissionalização em meio à crise

    Os e-sports, ou esportes eletrônicos, são uma modalidade de competição que envolve jogos de videogame e computador. Essa atividade vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no cenário nacional e internacional, atraindo milhões de fãs, patrocinadores e investidores.

    No entanto, os e-sports também sofrem os impactos da crise econômica e sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. Segundo uma matéria publicada pela Forbes, muitas organizações que atuam nesse segmento enfrentam dificuldades financeiras, operacionais e estratégicas para se manterem competitivas e rentáveis.

    A matéria aponta que os e-sports exigem uma gestão profissional e eficiente, que envolve planejamento, controle, análise de dados, captação de recursos, organização de eventos, contratação e coordenação de equipes, entre outras funções. Além disso, é preciso estar atento às mudanças constantes do mercado e às demandas dos ciberatletas, que são os jogadores profissionais de e-sports.

    Os ciberatletas são o principal ativo das organizações de e-sports, pois são eles que representam as marcas nas competições e nas redes sociais. Por isso, eles precisam de um suporte adequado para desenvolverem suas habilidades, manterem sua saúde física e mental e garantirem seus direitos trabalhistas.

    A matéria destaca que os e-sports ainda têm um longo caminho a percorrer para se consolidarem como um esporte profissional no Brasil, mas que também há muitas oportunidades de crescimento e inovação nesse setor. Para isso, é necessário que as organizações invistam em tecnologia, capacitação, transparência e qualidade na gestão esportiva.

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    Este texto foi gerado com o auxílio de ferramentas de IA. Viu algum erro? Avise!

  • O que você precisa saber sobre o chip cerebral de Elon Musk

    O que você precisa saber sobre o chip cerebral de Elon Musk

    Você já imaginou controlar um computador ou um smartphone apenas com o pensamento? Essa é a proposta do chip cerebral que o bilionário Elon Musk está desenvolvendo com sua empresa de neurotecnologia, a Neuralink. O dispositivo, chamado de “link”, promete criar uma interface direta entre o cérebro humano e a máquina, permitindo que as pessoas…

    (mais…)
  • A inteligência artificial ameaça mais um tipo de trabalhador. Saiba qual

    A inteligência artificial ameaça mais um tipo de trabalhador. Saiba qual

    Você já leu algum resumo de um livro de negócios? Eles são úteis para quem quer aprender sobre as últimas tendências e ideias do mundo corporativo, mas não tem tempo ou paciência para ler o livro inteiro. Mas esse tipo de trabalho pode estar com os dias contados, graças à inteligência artificial (A.I.).

    Segundo Joseph Fuller, professor de gestão da Harvard Business School e especialista no futuro do trabalho, a A.I. é muito boa em fazer resumos e traduções, e pode substituir os profissionais que se dedicam a essas tarefas. Em uma entrevista à revista Fortune, ele disse que não gostaria de ser alguém que lê ou resume livros de negócios para enviar relatórios de 20 páginas, pois a A.I. já faz isso muito bem.

    Fuller é co-líder da iniciativa Managing the Future of Work, que pesquisa as mudanças nos mercados globais de produtos e trabalho, as regulações em evolução e a economia dos bicos. Ele afirma que a A.I. já se tornou uma potência em vários setores e disciplinas, e que está se movendo mais rápido do que a vida real.

    No ano passado, por exemplo, a OpenAI lançou o ChatGPT, um sistema de geração de texto que pode escrever desde artigos até poemas, e o Google lançou o DeepMind, que conseguiu prever a estrutura de quase todas as proteínas do corpo humano.

    No escritório, a próxima fase do trabalho está tomando forma material, especialmente com a A.I. gerativa se tornando uma peça fundamental dos negócios modernos. Fuller prevê que “uma parte significativa do que as pessoas fazem hoje vai desaparecer”, embora ele acrescente que “uma quantidade material de trabalho” vai permanecer.

    À medida que a A.I. se torna multimodal – capaz de usar dados pictóricos, auditivos e alfanuméricos para realizar processos – nossa atual iteração do ChatGPT pode parecer antiquada. É aí que entra o problema para os trabalhadores cujos empregos são fáceis de automatizar.

    Isso não pega os trabalhadores totalmente de surpresa; 40% deles que estão familiarizados com o ChatGPT estão preocupados que ele vai substituir seus empregos completamente, segundo uma pesquisa Harris de março de 2023.

    No entanto, muitos especialistas, incluindo o CEO da Microsoft Satya Nadella, cuja empresa investiu pesadamente na OpenAI, insistem que a A.I. não é uma ameaça à criatividade e à engenhosidade humana. Quando executada corretamente, a A.I. no ambiente de trabalho não ameaça os empregos reais, disse Nadella; ela apenas elimina o “trabalho penoso”.

    De fato, a A.I. é muito eficaz em tornar as pessoas reais mais produtivas, diz Fuller – para melhor ou para pior.

    Fora com o rotineiro, dentro com o criativo

    Os advogados contratados rotineiros – aqueles que escrevem submissões padrão – serão os primeiros a ver seus empregos irem embora, antecipa Fuller. Outros trabalhadores em empregos com funções igualmente rotineiras seguirão em breve.

    “Haverá dados de código aberto que vão eliminar 90% das suas horas faturáveis”, diz ele.

    Felizmente, isso provavelmente é apenas a ideia de emprego dos sonhos de algumas pessoas.

    “O futuro do trabalho de colarinho branco parece muito menos tedioso, muito menos rotineiro e [tem] muito menos preenchimento de relatórios de despesas ou atualizações trimestrais de previsão”, diz Fuller.

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  • Como a inteligência artificial pode melhorar ou piorar a saúde das pessoas

    Como a inteligência artificial pode melhorar ou piorar a saúde das pessoas

    A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que pode auxiliar na prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas doenças, além de melhorar a gestão e a pesquisa em saúde. No entanto, seu uso também envolve desafios éticos, sociais e regulatórios, que precisam ser considerados para garantir o respeito aos direitos e às necessidades dos pacientes e…

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode contribuir para ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente em países com poucos recursos ou áreas rurais. Alguns exemplos de aplicações da IA na saúde são: sistemas de triagem e diagnóstico baseados em imagens médicas, análise de dados genômicos, apoio à decisão clínica, desenvolvimento de novos medicamentos e monitoramento de doenças e surtos.

    No entanto, a OMS também alerta para os riscos e as limitações da IA na saúde, como a coleta e o uso inadequados de dados pessoais, os vieses e as falhas nos algoritmos, os impactos na segurança do paciente, na cibersegurança e no meio ambiente, e o possível aumento das desigualdades em saúde. Além disso, a OMS recomenda que a IA não substitua o julgamento clínico dos profissionais de saúde nem a autonomia dos pacientes, que devem ter voz ativa nas decisões sobre seus cuidados.

    Para orientar o desenvolvimento e o uso responsável da IA na saúde, a OMS publicou um relatório com seis princípios éticos: proteção da autonomia humana; promoção do bem-estar humano; equidade; transparência; responsabilidade; e capacitação. Esses princípios devem nortear as políticas públicas, as normas regulatórias, as práticas profissionais e a participação social em relação à IA na saúde.

    A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e promissora, mas também complexa e desafiadora. É preciso estar atento aos benefícios e aos riscos dessa tecnologia, bem como aos valores e aos direitos humanos que devem orientar seu uso.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA pode contribuir para ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente em países com poucos recursos ou áreas rurais. Alguns exemplos de aplicações da IA na saúde são: sistemas de triagem e diagnóstico baseados em imagens médicas, análise de dados genômicos, apoio à decisão clínica, desenvolvimento de novos medicamentos e monitoramento de doenças e surtos.

    No entanto, a OMS também alerta para os riscos e as limitações da IA na saúde, como a coleta e o uso inadequados de dados pessoais, os vieses e as falhas nos algoritmos, os impactos na segurança do paciente, na cibersegurança e no meio ambiente, e o possível aumento das desigualdades em saúde. Além disso, a OMS recomenda que a IA não substitua o julgamento clínico dos profissionais de saúde nem a autonomia dos pacientes, que devem ter voz ativa nas decisões sobre seus cuidados.

    Para orientar o desenvolvimento e o uso responsável da IA na saúde, a OMS publicou um relatório com seis princípios éticos: proteção da autonomia humana; promoção do bem-estar humano; equidade; transparência; responsabilidade; e capacitação. Esses princípios devem nortear as políticas públicas, as normas regulatórias, as práticas profissionais e a participação social em relação à IA na saúde.

    A IA na saúde é uma realidade cada vez mais presente e promissora, mas também complexa e desafiadora. É preciso estar atento aos benefícios e aos riscos dessa tecnologia, bem como aos valores e aos direitos humanos que devem orientar seu uso.

  • O hospital dinamarquês que mudou a história da terapia intensiva

    O hospital dinamarquês que mudou a história da terapia intensiva

    A pandemia de COVID-19 mostrou a importância das unidades de terapia intensiva (UTIs) para salvar a vida dos pacientes em estado crítico nos hospitais. Mas você sabe como surgiu o conceito de UTI? Ele tem origem em uma epidemia de pólio na Dinamarca, na década de 1950.

    Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.

    O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.

    O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.

    O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.

    O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.

    Em seu novo livro, The Autumn Ghost: How the Battle Against a Polio Epidemic Revolutionized Modern Medical Care, a médica Hannah Wunsch conta a história de como um hospital em Copenhague, o Blegdam, inovou na assistência aos pacientes com poliomielite paralítica, uma forma grave da doença que afeta os músculos respiratórios.

    O hospital introduziu técnicas como a ventilação mecânica, o monitoramento constante dos sinais vitais e o trabalho interdisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos e outros profissionais. Essas práticas se tornaram a base da medicina intensiva moderna e são usadas até hoje para tratar diversas condições que ameaçam a vida.

    O livro se concentra no caso de uma paciente, Vivi Ebert, uma menina de 12 anos que foi internada no Blegdam em 1952 com pólio bulbar, uma forma que atinge o tronco cerebral. Graças às intervenções do hospital, incluindo a ventilação manual supervisionada pelo anestesiologista Bjørn Ibsen, ela sobreviveu por mais vinte anos.

    O tratamento da pólio na época tem paralelos com a pandemia atual. A hipótese predominante sobre a transmissão do vírus era que ele era inalado pelas vias aéreas superiores. Por isso, as medidas de controle incluíam o uso de máscaras e o isolamento dos casos suspeitos. Além disso, havia uma corrida global para desenvolver vacinas eficazes e seguras contra a doença.

    O livro de Wunsch é uma obra brilhante que resgata um episódio pouco conhecido da história da medicina e mostra como a criatividade e a colaboração podem surgir em momentos de crise e transformar a saúde para sempre.

  • Gripe aviária atinge aves silvestres em São Paulo e outros três estados

    Gripe aviária atinge aves silvestres em São Paulo e outros três estados

    O Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em São Paulo, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. A doença foi detectada em uma ave silvestre da espécie trinta-réis-real, encontrada no município de Ubatuba, no litoral norte do estado. Outra ave da mesma espécie também foi diagnosticada com o vírus H5N1 em Niterói, no…

    Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.

    A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.

    Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.

    Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.

    O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.

    Ao todo, o país já confirmou 24 focos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A doença também foi identificada em outras nove espécies de aves, como atobá-pardo, corujinha-do-mato e cisne-de-pescoço-preto.

    A gripe aviária é uma doença causada por vírus que afeta principalmente as aves, mas pode ser transmitida para outros animais e humanos. O vírus H5N1 é considerado um dos mais perigosos e já matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo desde outubro de 2022.

    Apesar dos casos em aves silvestres, o ministério afirma que o Brasil continua livre de gripe aviária na criação comercial e que exporta produtos de forma segura. O consumo de carne e ovos também permanece sem risco para a saúde humana.

    Para evitar a disseminação da doença no país, o governo publicou uma portaria em março deste ano com medidas de prevenção, como a suspensão de eventos com aglomeração de aves e a proibição da criação de aves ao ar livre. A portaria tem duração de 90 dias e expira no final de junho.

    O ministério recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou o sistema e-Sisbravet em caso de suspeita da doença.

  • Vetpain: aplicativo brasileiro ajuda a identificar e tratar a dor em animais

    Vetpain: aplicativo brasileiro ajuda a identificar e tratar a dor em animais

    Você sabia que os animais também sentem dor e que isso pode afetar sua saúde e bem-estar? Muitas vezes, os tutores de cães e gatos não conseguem perceber os sinais de que seus pets estão sofrendo e precisam de ajuda. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores da Unesp de Botucatu (SP) criou um aplicativo gratuito…

    O aplicativo se chama Vetpain e está disponível para celulares Android. Ele funciona como uma ferramenta educativa e prática, que orienta o usuário a observar o comportamento do animal e responder a um questionário. A partir das respostas, o app calcula automaticamente a intensidade da dor e dá instruções sobre o que fazer. Além disso, o aplicativo oferece vídeos que mostram os comportamentos típicos de dor de cada espécie.

    O Vetpain pode ser usado tanto por tutores de cães e gatos, quanto por produtores rurais, veterinários, pesquisadores e protetores de animais. O aplicativo abrange dez espécies: gatos, cães, bois, porcos, cavalos, ovelhas, coelhos, jumentos, ratos e camundongos. Segundo os criadores do app, o objetivo é reduzir o sofrimento dos animais e promover uma melhor qualidade de vida para eles.

    O aplicativo é baseado em escalas validadas cientificamente, que levam em conta as características específicas de cada espécie. Os pesquisadores explicam que os animais não se expressam verbalmente como os humanos, por isso é preciso observar seu comportamento para identificar a dor. Alguns sinais comuns são: mudança no apetite, na atividade, no sono, na postura, na expressão facial e na vocalização.

    Os benefícios de tratar a dor nos animais vão além do alívio do desconforto. De acordo com os pesquisadores, a analgesia também pode melhorar o desempenho produtivo dos animais de criação, aumentando o ganho de peso, a produção de leite e a fertilidade. Além disso, a analgesia pode prevenir complicações como infecções, inflamações e estresse.

    O Vetpain é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que visa conscientizar as pessoas sobre a importância de reconhecer e tratar a dor nos animais. Os pesquisadores esperam que o aplicativo contribua para mudar a mentalidade de muitos tutores e produtores que ainda ignoram ou minimizam esse problema. Afinal, os animais também merecem respeito e cuidado.

    O aplicativo se chama Vetpain e está disponível para celulares Android. Ele funciona como uma ferramenta educativa e prática, que orienta o usuário a observar o comportamento do animal e responder a um questionário. A partir das respostas, o app calcula automaticamente a intensidade da dor e dá instruções sobre o que fazer. Além disso, o aplicativo oferece vídeos que mostram os comportamentos típicos de dor de cada espécie.

    O Vetpain pode ser usado tanto por tutores de cães e gatos, quanto por produtores rurais, veterinários, pesquisadores e protetores de animais. O aplicativo abrange dez espécies: gatos, cães, bois, porcos, cavalos, ovelhas, coelhos, jumentos, ratos e camundongos. Segundo os criadores do app, o objetivo é reduzir o sofrimento dos animais e promover uma melhor qualidade de vida para eles.

    O aplicativo é baseado em escalas validadas cientificamente, que levam em conta as características específicas de cada espécie. Os pesquisadores explicam que os animais não se expressam verbalmente como os humanos, por isso é preciso observar seu comportamento para identificar a dor. Alguns sinais comuns são: mudança no apetite, na atividade, no sono, na postura, na expressão facial e na vocalização.

    Os benefícios de tratar a dor nos animais vão além do alívio do desconforto. De acordo com os pesquisadores, a analgesia também pode melhorar o desempenho produtivo dos animais de criação, aumentando o ganho de peso, a produção de leite e a fertilidade. Além disso, a analgesia pode prevenir complicações como infecções, inflamações e estresse.

    O Vetpain é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que visa conscientizar as pessoas sobre a importância de reconhecer e tratar a dor nos animais. Os pesquisadores esperam que o aplicativo contribua para mudar a mentalidade de muitos tutores e produtores que ainda ignoram ou minimizam esse problema. Afinal, os animais também merecem respeito e cuidado.