Tag: Brasil

  • Como a atenção plena pode melhorar sua saúde e seu desempenho no trabalho digital

    Como a atenção plena pode melhorar sua saúde e seu desempenho no trabalho digital

    Você já se sentiu sobrecarregado, ansioso ou viciado em seu trabalho digital? Se sim, você não está sozinho.

    Um novo estudo revelou que os funcionários que são mais atentos no ambiente de trabalho digital estão melhor protegidos contra esses efeitos negativos.

    O estudo foi conduzido por pesquisadores das Escolas de Psicologia e Medicina da Universidade de Nottingham, e foi publicado na revista PLOS ONE. Eles analisaram os dados de uma pesquisa com 142 funcionários sobre suas experiências do lado sombrio do ambiente de trabalho digital, que foram identificados como: estresse, sobrecarga, ansiedade, medo de perder algo e vício, e como isso afetava sua saúde.

    Os resultados mostraram que os funcionários que eram mais confiantes digitalmente eram menos propensos a experimentar ansiedade no ambiente de trabalho digital, enquanto aqueles com maior atenção plena estavam melhor protegidos contra todos os efeitos do lado sombrio.

    A atenção plena é definida como um estado de consciência que envolve prestar atenção no momento presente de forma intencional e não julgadora. Os dados de 14 entrevistas também indicaram formas de como a atenção plena digital pode ajudar a proteger o bem-estar, como reduzir as emoções negativas, aumentar as emoções positivas, melhorar a auto-regulação e aprimorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

    Os pesquisadores afirmam que as organizações precisam considerar como gerenciar os riscos do ambiente de trabalho digital, juntamente com outros riscos psicossociais e físicos no local de trabalho. Eles sugerem que ajudar os funcionários a desenvolver a consciência atenta ao trabalhar digitalmente pode realmente ajudar o bem-estar geral.

    O estudo foi financiado pelo ESRC-MGS (Conselho de Pesquisa Econômica e Social – Escola de Pós-Graduação de Midlands).

    O ambiente de trabalho digital se refere ao uso de tecnologias digitais, como e-mail, mensagens instantâneas e dispositivos móveis, para realizar tarefas de trabalho. Essas tecnologias podem contribuir para as percepções de estresse pelos funcionários e podem exigir que eles se adaptem a um ambiente de trabalho digital em constante evolução, o que pode levar à exaustão e à saúde precária.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo revelou que os funcionários que são mais atentos no ambiente de trabalho digital estão melhor protegidos contra esses efeitos negativos.

    O estudo foi conduzido por pesquisadores das Escolas de Psicologia e Medicina da Universidade de Nottingham, e foi publicado na revista PLOS ONE. Eles analisaram os dados de uma pesquisa com 142 funcionários sobre suas experiências do lado sombrio do ambiente de trabalho digital, que foram identificados como: estresse, sobrecarga, ansiedade, medo de perder algo e vício, e como isso afetava sua saúde.

    Os resultados mostraram que os funcionários que eram mais confiantes digitalmente eram menos propensos a experimentar ansiedade no ambiente de trabalho digital, enquanto aqueles com maior atenção plena estavam melhor protegidos contra todos os efeitos do lado sombrio.

    A atenção plena é definida como um estado de consciência que envolve prestar atenção no momento presente de forma intencional e não julgadora. Os dados de 14 entrevistas também indicaram formas de como a atenção plena digital pode ajudar a proteger o bem-estar, como reduzir as emoções negativas, aumentar as emoções positivas, melhorar a auto-regulação e aprimorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

    Os pesquisadores afirmam que as organizações precisam considerar como gerenciar os riscos do ambiente de trabalho digital, juntamente com outros riscos psicossociais e físicos no local de trabalho. Eles sugerem que ajudar os funcionários a desenvolver a consciência atenta ao trabalhar digitalmente pode realmente ajudar o bem-estar geral.

    O estudo foi financiado pelo ESRC-MGS (Conselho de Pesquisa Econômica e Social – Escola de Pós-Graduação de Midlands).

    O ambiente de trabalho digital se refere ao uso de tecnologias digitais, como e-mail, mensagens instantâneas e dispositivos móveis, para realizar tarefas de trabalho. Essas tecnologias podem contribuir para as percepções de estresse pelos funcionários e podem exigir que eles se adaptem a um ambiente de trabalho digital em constante evolução, o que pode levar à exaustão e à saúde precária.

    Fonte: Link.

  • A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    Físicos conseguem detectar a fraca atração gravitacional em uma pequena partícula com uma nova técnica que usa ímãs levitantes

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

  • Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    O suicídio é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas no mundo todo.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

  • Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26) que vai enviar doses da vacina contra a dengue para mais 29 cidades, completando a lista de 521 municípios selecionados para receber a imunização.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

  • Brasil quer liderar produção de biocombustível para aviões

    Brasil quer liderar produção de biocombustível para aviões

    O país tem potencial para produzir e usar o combustível sustentável de aviação (SAF), que pode reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa do setor aéreo.

    Você sabia que os aviões podem voar sem usar querosene de origem fóssil? Essa é a proposta do combustível sustentável de aviação (SAF), uma alternativa que pode diminuir o impacto ambiental do transporte aéreo, responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

    O SAF é feito a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, gordura animal, oleaginosas, etanol e resíduos sólidos urbanos. Ele tem uma molécula praticamente idêntica à do querosene fóssil, o que permite que ele seja usado nos mesmos motores e infraestrutura de abastecimento dos aviões.

    No entanto, o SAF ainda enfrenta alguns desafios, como o custo, que é de três a cinco vezes maior do que o do querosene fóssil, e a produção, que é muito baixa em relação à demanda. Além disso, há uma limitação técnica: o SAF não pode ser misturado em mais de 50% com o querosene fóssil, por questões de segurança.

    Apesar dessas dificuldades, o SAF é a grande aposta do setor aéreo para reduzir as suas emissões de carbono. A meta global é zerar as emissões até 2050, seguindo um acordo da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

    Para alcançar esse objetivo, algumas companhias aéreas e fabricantes de aviões têm realizado voos experimentais com SAF. Um exemplo foi o voo da britânica Virgin Atlantic, que em 2023 voou de Londres a Nova York com 100% de SAF, sem usar uma gota sequer de querosene fóssil. Segundo a empresa, o biocombustível proporcionou uma redução de até 70% nas emissões de gases de efeito estufa, em comparação com um voo no mesmo trecho usando querosene de aviação tradicional.

    A brasileira Embraer também tem testado o SAF em seus jatos comerciais e executivos. Em 2022, um jato E195-E2 da companhia voou com 100% de SAF em um de seus dois motores. Em 2023, dois jatos executivos da Embraer decolaram em um voo de teste apenas com o combustível sustentável de aviação em seus tanques.

    O Brasil tem potencial para produzir e usar o SAF em larga escala, aproveitando a sua experiência em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O país também tem uma grande diversidade de matérias-primas disponíveis, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho e o óleo de palma.

    Além disso, o Brasil tem uma forte indústria aeronáutica, que pode desenvolver tecnologias e soluções para o uso do SAF. A Embraer, por exemplo, participa de um projeto internacional que visa criar uma nova norma para o uso de SAF em até 100% nos aviões.

    O SAF é uma oportunidade para o Brasil se destacar no cenário mundial da aviação sustentável, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento econômico e social do país.

    Fonte: Link.

    Você sabia que os aviões podem voar sem usar querosene de origem fóssil? Essa é a proposta do combustível sustentável de aviação (SAF), uma alternativa que pode diminuir o impacto ambiental do transporte aéreo, responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

    O SAF é feito a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, gordura animal, oleaginosas, etanol e resíduos sólidos urbanos. Ele tem uma molécula praticamente idêntica à do querosene fóssil, o que permite que ele seja usado nos mesmos motores e infraestrutura de abastecimento dos aviões.

    No entanto, o SAF ainda enfrenta alguns desafios, como o custo, que é de três a cinco vezes maior do que o do querosene fóssil, e a produção, que é muito baixa em relação à demanda. Além disso, há uma limitação técnica: o SAF não pode ser misturado em mais de 50% com o querosene fóssil, por questões de segurança.

    Apesar dessas dificuldades, o SAF é a grande aposta do setor aéreo para reduzir as suas emissões de carbono. A meta global é zerar as emissões até 2050, seguindo um acordo da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

    Para alcançar esse objetivo, algumas companhias aéreas e fabricantes de aviões têm realizado voos experimentais com SAF. Um exemplo foi o voo da britânica Virgin Atlantic, que em 2023 voou de Londres a Nova York com 100% de SAF, sem usar uma gota sequer de querosene fóssil. Segundo a empresa, o biocombustível proporcionou uma redução de até 70% nas emissões de gases de efeito estufa, em comparação com um voo no mesmo trecho usando querosene de aviação tradicional.

    A brasileira Embraer também tem testado o SAF em seus jatos comerciais e executivos. Em 2022, um jato E195-E2 da companhia voou com 100% de SAF em um de seus dois motores. Em 2023, dois jatos executivos da Embraer decolaram em um voo de teste apenas com o combustível sustentável de aviação em seus tanques.

    O Brasil tem potencial para produzir e usar o SAF em larga escala, aproveitando a sua experiência em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O país também tem uma grande diversidade de matérias-primas disponíveis, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho e o óleo de palma.

    Além disso, o Brasil tem uma forte indústria aeronáutica, que pode desenvolver tecnologias e soluções para o uso do SAF. A Embraer, por exemplo, participa de um projeto internacional que visa criar uma nova norma para o uso de SAF em até 100% nos aviões.

    O SAF é uma oportunidade para o Brasil se destacar no cenário mundial da aviação sustentável, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento econômico e social do país.

    Fonte: Link.

  • Joseph Lister: o médico que salvou milhões de vidas com uma simples ideia

    Joseph Lister: o médico que salvou milhões de vidas com uma simples ideia

    Você já imaginou como era a cirurgia antes da descoberta dos germes?

    Era uma prática arriscada, dolorosa e muitas vezes fatal. Os cirurgiões não usavam luvas, máscaras ou aventais, e os instrumentos eram sujos de sangue e pus. As feridas ficavam infectadas, e os pacientes morriam de gangrena, septicemia ou tétano. A taxa de mortalidade era de cerca de 50% nas operações mais simples, e de até 80% nas mais complexas.

    Foi nesse cenário que surgiu Joseph Lister, um médico, cirurgião e pesquisador britânico, que mudou para sempre a história da medicina. Ele foi o primeiro a aplicar o conceito de antissepsia nas cirurgias, ou seja, a prevenção das infecções usando substâncias que matam ou inibem os germes. Ele se baseou nos estudos de Louis Pasteur, que provou que os microrganismos eram os causadores das doenças infecciosas.

    Lister começou a usar o ácido carbólico (fenol) para esterilizar os instrumentos e as feridas. Ele também inventou um aparelho que borrifava uma névoa de ácido carbólico no ar durante as operações, para evitar a contaminação pelo ar. Ele ainda introduziu o uso da catgut, uma sutura absorvível, que evitava a formação de abscessos.

    Com essas inovações, Lister reduziu drasticamente a taxa de mortalidade dos pacientes operados. Em um hospital de Glasgow, na Escócia, onde ele trabalhou, a taxa caiu de 45% para 15% em quatro anos. Em outro hospital de Londres, onde ele se tornou professor, a taxa caiu de 35% para 5% em seis anos.

    Lister publicou seus resultados em revistas médicas e deu palestras para divulgar seu método anti-séptico. Ele enfrentou resistência e críticas de alguns colegas, que não acreditavam na teoria dos germes ou que achavam que o ácido carbólico era prejudicial. Mas ele também ganhou admiradores e seguidores, que espalharam sua técnica pelo mundo.

    Lister foi reconhecido como um dos maiores médicos de todos os tempos, e recebeu diversos prêmios e honrarias. Ele foi nomeado barão Lister em 1897, e se tornou o primeiro cirurgião a integrar a nobreza britânica. Ele morreu em 1912, aos 84 anos, deixando um legado de milhões de vidas salvas pela cirurgia anti-séptica.

    Era uma prática arriscada, dolorosa e muitas vezes fatal. Os cirurgiões não usavam luvas, máscaras ou aventais, e os instrumentos eram sujos de sangue e pus. As feridas ficavam infectadas, e os pacientes morriam de gangrena, septicemia ou tétano. A taxa de mortalidade era de cerca de 50% nas operações mais simples, e de até 80% nas mais complexas.

    Foi nesse cenário que surgiu Joseph Lister, um médico, cirurgião e pesquisador britânico, que mudou para sempre a história da medicina. Ele foi o primeiro a aplicar o conceito de antissepsia nas cirurgias, ou seja, a prevenção das infecções usando substâncias que matam ou inibem os germes. Ele se baseou nos estudos de Louis Pasteur, que provou que os microrganismos eram os causadores das doenças infecciosas.

    Lister começou a usar o ácido carbólico (fenol) para esterilizar os instrumentos e as feridas. Ele também inventou um aparelho que borrifava uma névoa de ácido carbólico no ar durante as operações, para evitar a contaminação pelo ar. Ele ainda introduziu o uso da catgut, uma sutura absorvível, que evitava a formação de abscessos.

    Com essas inovações, Lister reduziu drasticamente a taxa de mortalidade dos pacientes operados. Em um hospital de Glasgow, na Escócia, onde ele trabalhou, a taxa caiu de 45% para 15% em quatro anos. Em outro hospital de Londres, onde ele se tornou professor, a taxa caiu de 35% para 5% em seis anos.

    Lister publicou seus resultados em revistas médicas e deu palestras para divulgar seu método anti-séptico. Ele enfrentou resistência e críticas de alguns colegas, que não acreditavam na teoria dos germes ou que achavam que o ácido carbólico era prejudicial. Mas ele também ganhou admiradores e seguidores, que espalharam sua técnica pelo mundo.

    Lister foi reconhecido como um dos maiores médicos de todos os tempos, e recebeu diversos prêmios e honrarias. Ele foi nomeado barão Lister em 1897, e se tornou o primeiro cirurgião a integrar a nobreza britânica. Ele morreu em 1912, aos 84 anos, deixando um legado de milhões de vidas salvas pela cirurgia anti-séptica.

  • Novo Medicamento Oferece Esperança para Crianças com Alergias Alimentares

    Novo Medicamento Oferece Esperança para Crianças com Alergias Alimentares

    Um novo medicamento chamado Omalizumab está trazendo esperança para crianças que sofrem de alergias alimentares.

    Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford lideraram um estudo que revelou resultados promissores. Vamos entender o que é esse medicamento e como ele pode beneficiar aqueles que vivem com alergias alimentares.

    Omalizumab: O Que É?

    O Omalizumab é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. Inicialmente, ele foi desenvolvido para tratar doenças como asma alérgica e urticária crônica. No entanto, os cientistas descobriram que ele também pode ser eficaz na prevenção de reações alérgicas graves a pequenas quantidades de alimentos que desencadeiam alergias.

    Como Funciona?

    O Omalizumab atua ligando-se e desativando os anticorpos responsáveis por causar várias doenças alérgicas. Ele é capaz de proteger contra alergias a alimentos, como amendoim, leite, ovos e trigo. A boa notícia é que ele parece funcionar para múltiplos alérgenos alimentares ao mesmo tempo.

    Resultados do Estudo

    Os pesquisadores recrutaram 177 crianças que eram severamente alérgicas a amendoim e pelo menos outros dois alimentos. Essas crianças receberam injeções de Omalizumab mensalmente ou a cada dois meses durante quatro meses. Os resultados foram impressionantes:

    • Dois terços dos participantes que receberam o medicamento conseguiram comer pequenas quantidades dos alimentos que normalmente desencadeavam suas alergias.
    • É importante destacar que 38,4% das crianças tinham menos de 6 anos, um grupo de alto risco para ingestões acidentais de alimentos alergênicos.

    Benefícios e Considerações

    • O Omalizumab pode ser uma camada adicional de proteção contra exposições acidentais a alimentos alergênicos.
    • Para muitas famílias, as alergias alimentares têm impactos sociais e psicológicos significativos. O medo de reações alérgicas graves é constante.
    • O tratamento atual mais comum para alergias alimentares é a imunoterapia oral, que envolve ingerir gradualmente doses crescentes de alimentos alergênicos sob supervisão médica. No entanto, esse processo pode ser demorado e arriscado.
    • O Omalizumab oferece uma alternativa promissora para pacientes alérgicos a alimentos, ampliando suas opções e melhorando sua qualidade de vida.

    Embora ainda haja perguntas a serem respondidas sobre a duração dos efeitos do medicamento e sua eficácia para diferentes tipos de alergias alimentares, o Omalizumab representa um avanço importante no tratamento das alergias alimentares. Ele oferece esperança para crianças e suas famílias, tornando o mundo um pouco mais seguro para aqueles que vivem com essas condições desafiadoras.

    Fonte: Link.

    Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford lideraram um estudo que revelou resultados promissores. Vamos entender o que é esse medicamento e como ele pode beneficiar aqueles que vivem com alergias alimentares.

    Omalizumab: O Que É?

    O Omalizumab é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. Inicialmente, ele foi desenvolvido para tratar doenças como asma alérgica e urticária crônica. No entanto, os cientistas descobriram que ele também pode ser eficaz na prevenção de reações alérgicas graves a pequenas quantidades de alimentos que desencadeiam alergias.

    Como Funciona?

    O Omalizumab atua ligando-se e desativando os anticorpos responsáveis por causar várias doenças alérgicas. Ele é capaz de proteger contra alergias a alimentos, como amendoim, leite, ovos e trigo. A boa notícia é que ele parece funcionar para múltiplos alérgenos alimentares ao mesmo tempo.

    Resultados do Estudo

    Os pesquisadores recrutaram 177 crianças que eram severamente alérgicas a amendoim e pelo menos outros dois alimentos. Essas crianças receberam injeções de Omalizumab mensalmente ou a cada dois meses durante quatro meses. Os resultados foram impressionantes:

    • Dois terços dos participantes que receberam o medicamento conseguiram comer pequenas quantidades dos alimentos que normalmente desencadeavam suas alergias.
    • É importante destacar que 38,4% das crianças tinham menos de 6 anos, um grupo de alto risco para ingestões acidentais de alimentos alergênicos.

    Benefícios e Considerações

    • O Omalizumab pode ser uma camada adicional de proteção contra exposições acidentais a alimentos alergênicos.
    • Para muitas famílias, as alergias alimentares têm impactos sociais e psicológicos significativos. O medo de reações alérgicas graves é constante.
    • O tratamento atual mais comum para alergias alimentares é a imunoterapia oral, que envolve ingerir gradualmente doses crescentes de alimentos alergênicos sob supervisão médica. No entanto, esse processo pode ser demorado e arriscado.
    • O Omalizumab oferece uma alternativa promissora para pacientes alérgicos a alimentos, ampliando suas opções e melhorando sua qualidade de vida.

    Embora ainda haja perguntas a serem respondidas sobre a duração dos efeitos do medicamento e sua eficácia para diferentes tipos de alergias alimentares, o Omalizumab representa um avanço importante no tratamento das alergias alimentares. Ele oferece esperança para crianças e suas famílias, tornando o mundo um pouco mais seguro para aqueles que vivem com essas condições desafiadoras.

    Fonte: Link.

  • O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    Você já se perguntou qual é o objeto mais brilhante do Universo?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

  • Gordura no fígado grau 1: um problema silencioso que pode se agravar se não for cuidado

    Gordura no fígado grau 1: um problema silencioso que pode se agravar se não for cuidado

    A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição que afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo estimativas médicas.

    Ela ocorre quando há um excesso de gordura nas células do fígado, o órgão responsável por filtrar o sangue e metabolizar os nutrientes.

    A gordura no fígado pode ser classificada em diferentes graus, de acordo com a quantidade e a distribuição da gordura no órgão. O grau 1 é o mais leve e o menos perigoso, pois corresponde a um acúmulo de até 30% de gordura nas células do fígado. Nesse estágio, geralmente não há sintomas nem comprometimento das funções do fígado.

    No entanto, se não for tratada, a gordura no fígado grau 1 pode evoluir para graus mais graves, que podem causar inflamação, fibrose, cirrose e até câncer no fígado. Por isso, é importante fazer exames periódicos para detectar a presença de gordura no fígado e seguir as orientações médicas para eliminá-la.

    As principais causas da gordura no fígado grau 1 são:

    • Dieta rica em gordura, açúcar e calorias;
    • Obesidade ou sobrepeso;
    • Resistência à insulina ou diabetes;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Uso de certos medicamentos que podem afetar o fígado;
    • Predisposição genética.

    Para tratar a gordura no fígado grau 1, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, como:

    • Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas;
    • Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras;
    • Praticar atividade física regularmente, pelo menos 150 minutos por semana;
    • Controlar o peso, o açúcar e o colesterol no sangue;
    • Evitar o uso de medicamentos que possam afetar o fígado, a menos que sejam prescritos pelo médico.

    Com essas medidas, é possível reverter a gordura no fígado grau 1 e prevenir complicações mais sérias. Além disso, é recomendável consultar um hepatologista, que é o especialista em doenças do fígado, para fazer um acompanhamento adequado e receber orientações personalizadas.

    Ela ocorre quando há um excesso de gordura nas células do fígado, o órgão responsável por filtrar o sangue e metabolizar os nutrientes.

    A gordura no fígado pode ser classificada em diferentes graus, de acordo com a quantidade e a distribuição da gordura no órgão. O grau 1 é o mais leve e o menos perigoso, pois corresponde a um acúmulo de até 30% de gordura nas células do fígado. Nesse estágio, geralmente não há sintomas nem comprometimento das funções do fígado.

    No entanto, se não for tratada, a gordura no fígado grau 1 pode evoluir para graus mais graves, que podem causar inflamação, fibrose, cirrose e até câncer no fígado. Por isso, é importante fazer exames periódicos para detectar a presença de gordura no fígado e seguir as orientações médicas para eliminá-la.

    As principais causas da gordura no fígado grau 1 são:

    • Dieta rica em gordura, açúcar e calorias;
    • Obesidade ou sobrepeso;
    • Resistência à insulina ou diabetes;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Uso de certos medicamentos que podem afetar o fígado;
    • Predisposição genética.

    Para tratar a gordura no fígado grau 1, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, como:

    • Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas;
    • Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras;
    • Praticar atividade física regularmente, pelo menos 150 minutos por semana;
    • Controlar o peso, o açúcar e o colesterol no sangue;
    • Evitar o uso de medicamentos que possam afetar o fígado, a menos que sejam prescritos pelo médico.

    Com essas medidas, é possível reverter a gordura no fígado grau 1 e prevenir complicações mais sérias. Além disso, é recomendável consultar um hepatologista, que é o especialista em doenças do fígado, para fazer um acompanhamento adequado e receber orientações personalizadas.

  • Borra de café é eficaz contra a dengue? Veja o que dizem os especialistas

    Borra de café é eficaz contra a dengue? Veja o que dizem os especialistas

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças como chikungunya e zika.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque. A dengue é uma das principais causas de morte por doenças infecciosas no Brasil e no mundo.

    Para prevenir a dengue, é preciso eliminar os locais onde o mosquito se reproduz, que são aqueles que acumulam água parada, como pneus, garrafas, caixas d’água, vasos de plantas, entre outros. Mas será que existe alguma forma de matar as larvas do mosquito usando algum produto caseiro, como a borra de café?

    Essa é uma informação que circula há anos na internet e nas redes sociais, mas que não tem comprovação científica nem recomendação das autoridades de saúde. A ideia é que a cafeína da borra de café seria tóxica para as larvas do mosquito, impedindo que elas se desenvolvam e se tornem adultas.

    A informação se baseia em um estudo realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2003, que analisou o efeito da cafeína sobre as larvas do Aedes aegypti em laboratório. O estudo mostrou que a cafeína reduziu a sobrevivência e o crescimento das larvas, mas não as matou completamente. Além disso, o estudo não teve continuidade nem atualização nos últimos dez anos.

    Outros estudos mais recentes, realizados nas universidades federais de Viçosa e de Lavras, em Minas Gerais, também testaram a cafeína contra as larvas do mosquito, mas chegaram à mesma conclusão: a cafeína afeta as larvas, mas não as elimina totalmente. Os pesquisadores afirmaram que mais estudos são necessários para entender a eficácia da cafeína e a dosagem adequada para combater as larvas.

    Portanto, não há evidências sólidas que comprovem que a borra de café é eficaz para combater a dengue. Pelo contrário, o uso da borra de café pode dar uma falsa sensação de segurança e fazer com que as pessoas relaxem nos demais cuidados que são essenciais para evitar a proliferação do mosquito.

    O uso da borra de café também não é recomendado pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina. Essas entidades alertam que a borra de café pode até favorecer o desenvolvimento do mosquito, pois cria um ambiente propício para a sua alimentação e reprodução.

    A melhor forma de prevenir a dengue é seguir as orientações das autoridades de saúde, que são:

    • Eliminar os recipientes que possam acumular água parada, como pneus, garrafas, latas, caixas d’água, vasos de plantas, entre outros.
    • Manter as caixas d’água, cisternas e poços bem tampados e vedados.
    • Colocar areia nos pratos dos vasos de plantas ou eliminar os pratos.
    • Limpar semanalmente as calhas, ralos e piscinas.
    • Usar repelente, roupas compridas e claras, e mosquiteiros para se proteger das picadas do mosquito.
    • Procurar um serviço de saúde se apresentar sintomas de dengue, como febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele, sangramento ou choque.

    A dengue é uma doença grave e que pode matar. Não caia em falsas informações e faça a sua parte para combater o mosquito. A prevenção é a melhor arma contra a dengue.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque. A dengue é uma das principais causas de morte por doenças infecciosas no Brasil e no mundo.

    Para prevenir a dengue, é preciso eliminar os locais onde o mosquito se reproduz, que são aqueles que acumulam água parada, como pneus, garrafas, caixas d’água, vasos de plantas, entre outros. Mas será que existe alguma forma de matar as larvas do mosquito usando algum produto caseiro, como a borra de café?

    Essa é uma informação que circula há anos na internet e nas redes sociais, mas que não tem comprovação científica nem recomendação das autoridades de saúde. A ideia é que a cafeína da borra de café seria tóxica para as larvas do mosquito, impedindo que elas se desenvolvam e se tornem adultas.

    A informação se baseia em um estudo realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2003, que analisou o efeito da cafeína sobre as larvas do Aedes aegypti em laboratório. O estudo mostrou que a cafeína reduziu a sobrevivência e o crescimento das larvas, mas não as matou completamente. Além disso, o estudo não teve continuidade nem atualização nos últimos dez anos.

    Outros estudos mais recentes, realizados nas universidades federais de Viçosa e de Lavras, em Minas Gerais, também testaram a cafeína contra as larvas do mosquito, mas chegaram à mesma conclusão: a cafeína afeta as larvas, mas não as elimina totalmente. Os pesquisadores afirmaram que mais estudos são necessários para entender a eficácia da cafeína e a dosagem adequada para combater as larvas.

    Portanto, não há evidências sólidas que comprovem que a borra de café é eficaz para combater a dengue. Pelo contrário, o uso da borra de café pode dar uma falsa sensação de segurança e fazer com que as pessoas relaxem nos demais cuidados que são essenciais para evitar a proliferação do mosquito.

    O uso da borra de café também não é recomendado pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina. Essas entidades alertam que a borra de café pode até favorecer o desenvolvimento do mosquito, pois cria um ambiente propício para a sua alimentação e reprodução.

    A melhor forma de prevenir a dengue é seguir as orientações das autoridades de saúde, que são:

    • Eliminar os recipientes que possam acumular água parada, como pneus, garrafas, latas, caixas d’água, vasos de plantas, entre outros.
    • Manter as caixas d’água, cisternas e poços bem tampados e vedados.
    • Colocar areia nos pratos dos vasos de plantas ou eliminar os pratos.
    • Limpar semanalmente as calhas, ralos e piscinas.
    • Usar repelente, roupas compridas e claras, e mosquiteiros para se proteger das picadas do mosquito.
    • Procurar um serviço de saúde se apresentar sintomas de dengue, como febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele, sangramento ou choque.

    A dengue é uma doença grave e que pode matar. Não caia em falsas informações e faça a sua parte para combater o mosquito. A prevenção é a melhor arma contra a dengue.