Tag: cocaína

  • Vacina contra cocaína: uma esperança para o tratamento da dependência

    Vacina contra cocaína: uma esperança para o tratamento da dependência

    A cocaína é uma das drogas ilícitas mais consumidas no mundo, com graves consequências para a saúde física e mental dos usuários.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 18 milhões de pessoas usaram cocaína em 2018, sendo o Brasil o segundo maior mercado da droga na América do Sul.

    Diante desse cenário, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo uma vacina que visa reduzir a dependência da cocaína, estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a molécula da droga.

    A vacina, chamada Calixcoca, é baseada em uma estrutura sintética chamada calixareno, que se assemelha à forma da cocaína e se liga a ela. Ao ser injetada no organismo, a vacina induz a produção de anticorpos que reconhecem e se ligam à cocaína, impedindo que ela alcance o cérebro e cause os efeitos psicoativos.

    Os resultados obtidos até agora em animais são promissores. Em roedores, a vacina mostrou-se segura e capaz de diminuir a passagem da droga pela barreira hematoencefálica, que protege o sistema nervoso central. Em primatas não humanos, a vacina também reduziu o consumo voluntário de cocaína, sugerindo uma diminuição da recompensa associada à droga.

    No entanto, ainda há muitos desafios para que a vacina possa ser testada em humanos. Um deles é o financiamento, já que os ensaios clínicos são caros e demandam tempo e infraestrutura adequados. Outro é a eficácia clínica, já que nem todos os indivíduos respondem da mesma maneira ao imunizante, podendo variar na quantidade e na qualidade dos anticorpos produzidos.

    Além disso, a vacina não é uma solução mágica para o problema da dependência. Ela poderia auxiliar no tratamento, junto com outras abordagens psicossociais, mas não eliminaria a vontade de usar a droga ou os sintomas de abstinência. A vacina também teria um potencial preventivo, protegendo mães e fetos expostos à cocaína durante a gestação, mas não impediria o uso de outras substâncias.

    Portanto, a vacina contra cocaína é uma esperança para o tratamento da dependência, mas ainda precisa ser avaliada com rigor científico e ético antes de chegar ao mercado. Enquanto isso, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e redução de danos relacionados ao uso de drogas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 18 milhões de pessoas usaram cocaína em 2018, sendo o Brasil o segundo maior mercado da droga na América do Sul.

    Diante desse cenário, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo uma vacina que visa reduzir a dependência da cocaína, estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a molécula da droga.

    A vacina, chamada Calixcoca, é baseada em uma estrutura sintética chamada calixareno, que se assemelha à forma da cocaína e se liga a ela. Ao ser injetada no organismo, a vacina induz a produção de anticorpos que reconhecem e se ligam à cocaína, impedindo que ela alcance o cérebro e cause os efeitos psicoativos.

    Os resultados obtidos até agora em animais são promissores. Em roedores, a vacina mostrou-se segura e capaz de diminuir a passagem da droga pela barreira hematoencefálica, que protege o sistema nervoso central. Em primatas não humanos, a vacina também reduziu o consumo voluntário de cocaína, sugerindo uma diminuição da recompensa associada à droga.

    No entanto, ainda há muitos desafios para que a vacina possa ser testada em humanos. Um deles é o financiamento, já que os ensaios clínicos são caros e demandam tempo e infraestrutura adequados. Outro é a eficácia clínica, já que nem todos os indivíduos respondem da mesma maneira ao imunizante, podendo variar na quantidade e na qualidade dos anticorpos produzidos.

    Além disso, a vacina não é uma solução mágica para o problema da dependência. Ela poderia auxiliar no tratamento, junto com outras abordagens psicossociais, mas não eliminaria a vontade de usar a droga ou os sintomas de abstinência. A vacina também teria um potencial preventivo, protegendo mães e fetos expostos à cocaína durante a gestação, mas não impediria o uso de outras substâncias.

    Portanto, a vacina contra cocaína é uma esperança para o tratamento da dependência, mas ainda precisa ser avaliada com rigor científico e ético antes de chegar ao mercado. Enquanto isso, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e redução de danos relacionados ao uso de drogas.

  • “Essa é uma questão de saúde, não de polícia”, diz Cármen Lúcia sobre uso de drogas


    Conteúdo em áudio produzido sob encomenda e para uso exclusivo do contratante

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  • Cocaína, heroína, LSD e metanfetamina são descriminalizadas no Estado do Oregon, nos EUA


    A descriminalização foi aprovada por meio de plebiscito, realizado junto com a eleição presidencial do país.

    Também foi aprovada a legalização do uso terapêutico de cogumelos psicodélicos.

    Ouça na W:

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    A Microsoft tem uma ferramenta que contabiliza em tempo real o número de casos confirmados, recuperados e fatais de Covid-19. Você pode acessar a ferramenta aqui


  • Praticar exercícios pode ajudar a vencer o vício em cocaína

    O exercício pode ajudar a prevenir recaídas na dependência de cocaína, de acordo com uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Buffalo, nos EUA.

    “O vício em cocaína é frequentemente caracterizado por ciclos de recuperação e recaída, com estresse e emoções negativas, muitas vezes causadas pela própria abstinência, entre as principais causas de recaída”, diz Panayotis Thanos, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa em Vícios e Departamento de Farmacologia da Universidade.

    Usando modelos animais, Thanos descobriu que o exercício aeróbico regular (uma hora em uma esteira, cinco vezes por semana) diminuiu o comportamento de procura de cocaína induzida pelo estresse. O exercício também alterou as respostas comportamentais e fisiológicas ao estresse.

    Indivíduos viciados em cocaína alteraram as respostas neurais, comportamentais e fisiológicas ao estresse. Uma pesquisa recente de Thanos demonstrou como o exercício físico pode alterar a via da dopamina mesolímbica do cérebro, que está ligada às propriedades recompensadoras e reforçadoras de drogas como a cocaína.

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    Além disso, o exercício tem mostrado reduzir os hormônios do estresse e elevar o humor, o que poderia ajudar a aliviar a ansiedade e as emoções negativas associadas à abstinência.

    Estudos já mostraram que o exercício aeróbico (também conhecido como “cárdio”) é uma estratégia eficaz contra muitos problemas de saúde física, incluindo doenças cardíacas, diabetes e artrite, juntamente com certos problemas de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão.

    “Nossos resultados sugerem que o exercício aeróbico regular pode ser uma estratégia útil para a prevenção de recaídas, como parte de um amplo programa de tratamento para recuperação de usuários de cocaína”, disse Thanos. “Mais pesquisas são necessárias para ver se esses resultados também são verdadeiros para outras drogas que causam dependência.”