Tag: Covid-19

  • Infarto e AVC lideram as mortes por doenças do coração no Brasil

    Infarto e AVC lideram as mortes por doenças do coração no Brasil

    Em 2022, cerca de 400 mil brasileiros morreram por problemas no coração e no sistema circulatório, segundo um relatório internacional publicado em 2023.

    O número é quase igual ao total de mortos pela pandemia do novo coronavírus no pior ano da crise sanitária, em 2021.

    As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). O infarto acontece quando uma parte do músculo cardíaco morre por falta de sangue, devido ao entupimento de uma artéria. O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro se rompe ou se obstrui, causando danos às células nervosas.

    Esses dois problemas foram responsáveis por 76% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil em 2022, sendo o infarto a principal causa de óbito em todos os estados brasileiros. As outras doenças cardiovasculares incluem a insuficiência cardíaca, a arritmia, a angina, a cardiopatia congênita, a endocardite, a pericardite, a miocardite, a arteriosclerose, a aneurisma, a trombose, a embolia, a hipertensão pulmonar, a doença reumática do coração, a cardiomiopatia, a doença cardíaca valvular e a doença cardíaca isquêmica.

    As doenças cardiovasculares são consideradas doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, que não são causadas por vírus ou bactérias, mas por fatores de risco que podem ser modificados, como a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto, o tabagismo, o sedentarismo, o estresse e a obesidade. Esses fatores podem levar ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando o risco de infarto e AVC.

    A boa notícia é que as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas e tratadas com hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos, o controle do peso, a redução do consumo de álcool e o abandono do cigarro. Além disso, é importante fazer exames periódicos para medir a pressão arterial, o nível de glicose e o colesterol no sangue, e seguir as orientações médicas para o uso de medicamentos, se necessário.

    Segundo os especialistas, a prevenção das doenças cardiovasculares é fundamental para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em um cenário de envelhecimento e de aumento das doenças crônicas. Por isso, é preciso conscientizar as pessoas sobre os riscos e os benefícios de cuidar do coração, que é o órgão mais vital do corpo humano.

    Fonte: Link.

    O número é quase igual ao total de mortos pela pandemia do novo coronavírus no pior ano da crise sanitária, em 2021.

    As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). O infarto acontece quando uma parte do músculo cardíaco morre por falta de sangue, devido ao entupimento de uma artéria. O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro se rompe ou se obstrui, causando danos às células nervosas.

    Esses dois problemas foram responsáveis por 76% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil em 2022, sendo o infarto a principal causa de óbito em todos os estados brasileiros. As outras doenças cardiovasculares incluem a insuficiência cardíaca, a arritmia, a angina, a cardiopatia congênita, a endocardite, a pericardite, a miocardite, a arteriosclerose, a aneurisma, a trombose, a embolia, a hipertensão pulmonar, a doença reumática do coração, a cardiomiopatia, a doença cardíaca valvular e a doença cardíaca isquêmica.

    As doenças cardiovasculares são consideradas doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, que não são causadas por vírus ou bactérias, mas por fatores de risco que podem ser modificados, como a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto, o tabagismo, o sedentarismo, o estresse e a obesidade. Esses fatores podem levar ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando o risco de infarto e AVC.

    A boa notícia é que as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas e tratadas com hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos, o controle do peso, a redução do consumo de álcool e o abandono do cigarro. Além disso, é importante fazer exames periódicos para medir a pressão arterial, o nível de glicose e o colesterol no sangue, e seguir as orientações médicas para o uso de medicamentos, se necessário.

    Segundo os especialistas, a prevenção das doenças cardiovasculares é fundamental para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em um cenário de envelhecimento e de aumento das doenças crônicas. Por isso, é preciso conscientizar as pessoas sobre os riscos e os benefícios de cuidar do coração, que é o órgão mais vital do corpo humano.

    Fonte: Link.

  • A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    Você sabe como os vírus foram descobertos?

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

  • COVID-19 e gripe sazonal podem causar problemas de saúde a longo prazo, diz estudo

    COVID-19 e gripe sazonal podem causar problemas de saúde a longo prazo, diz estudo

    Estudo mostra que pacientes hospitalizados por gripe ou COVID-19 enfrentam maior risco de problemas de saúde a longo prazo e morte

    Um novo estudo realizado por pesquisadores da Washington University School of Medicine e do Veterans Affairs St. Louis Health Care System indica que as pessoas hospitalizadas por gripe sazonal também podem sofrer efeitos negativos a longo prazo, especialmente envolvendo seus pulmões e vias aéreas.

    O estudo, publicado em 14 de dezembro na revista The Lancet Infectious Diseases, comparou os vírus que causam a COVID-19 e a gripe, e revelou que, nos 18 meses após a infecção, os pacientes hospitalizados por qualquer uma das doenças enfrentaram um risco aumentado de morte, readmissão hospitalar e problemas de saúde em muitos sistemas orgânicos. Além disso, o tempo de maior risco foi 30 dias ou mais após a infecção inicial.

    “O estudo ilustra a alta taxa de morte e perda de saúde após a hospitalização por COVID-19 ou gripe sazonal”, disse o autor sênior do estudo, Ziyad Al-Aly, médico epidemiologista da Washington University. “É importante notar que os riscos de saúde foram maiores após os primeiros 30 dias de infecção. Muitas pessoas pensam que estão livres da COVID-19 ou da gripe após receberem alta do hospital. Isso pode ser verdade para algumas pessoas. Mas nossa pesquisa mostra que ambos os vírus podem causar doenças de longa duração.”

    Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3,6 milhões de veteranos dos EUA entre 2017 e 2021. Eles compararam os resultados de saúde de 89.530 pacientes hospitalizados por COVID-19 e 45.819 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Eles descobriram que os pacientes com COVID-19 tiveram um risco 50% maior de morrer nos 18 meses seguintes do que os pacientes com gripe. Eles também tiveram um risco 20% maior de serem readmitidos no hospital e um risco 14% maior de desenvolverem problemas de saúde em vários sistemas orgânicos, como respiratório, cardiovascular, renal, neurológico e psiquiátrico.

    Os pesquisadores estimaram que a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 128 morreram nos 18 meses seguintes, em comparação com 76 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Eles também calcularam que a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 770 tiveram pelo menos uma readmissão hospitalar, em comparação com 620 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Além disso, a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 957 tiveram pelo menos um problema de saúde a longo prazo, em comparação com 766 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal.

    Os pesquisadores ressaltaram que os resultados do estudo podem ajudar a planejar estratégias de prevenção e tratamento para as duas doenças, bem como a conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a COVID-19 e a gripe. Eles também enfatizaram que os pacientes que sobreviveram à hospitalização por COVID-19 ou gripe sazonal devem receber acompanhamento médico adequado para monitorar e tratar possíveis complicações a longo prazo.

    Um novo estudo realizado por pesquisadores da Washington University School of Medicine e do Veterans Affairs St. Louis Health Care System indica que as pessoas hospitalizadas por gripe sazonal também podem sofrer efeitos negativos a longo prazo, especialmente envolvendo seus pulmões e vias aéreas.

    O estudo, publicado em 14 de dezembro na revista The Lancet Infectious Diseases, comparou os vírus que causam a COVID-19 e a gripe, e revelou que, nos 18 meses após a infecção, os pacientes hospitalizados por qualquer uma das doenças enfrentaram um risco aumentado de morte, readmissão hospitalar e problemas de saúde em muitos sistemas orgânicos. Além disso, o tempo de maior risco foi 30 dias ou mais após a infecção inicial.

    “O estudo ilustra a alta taxa de morte e perda de saúde após a hospitalização por COVID-19 ou gripe sazonal”, disse o autor sênior do estudo, Ziyad Al-Aly, médico epidemiologista da Washington University. “É importante notar que os riscos de saúde foram maiores após os primeiros 30 dias de infecção. Muitas pessoas pensam que estão livres da COVID-19 ou da gripe após receberem alta do hospital. Isso pode ser verdade para algumas pessoas. Mas nossa pesquisa mostra que ambos os vírus podem causar doenças de longa duração.”

    Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3,6 milhões de veteranos dos EUA entre 2017 e 2021. Eles compararam os resultados de saúde de 89.530 pacientes hospitalizados por COVID-19 e 45.819 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Eles descobriram que os pacientes com COVID-19 tiveram um risco 50% maior de morrer nos 18 meses seguintes do que os pacientes com gripe. Eles também tiveram um risco 20% maior de serem readmitidos no hospital e um risco 14% maior de desenvolverem problemas de saúde em vários sistemas orgânicos, como respiratório, cardiovascular, renal, neurológico e psiquiátrico.

    Os pesquisadores estimaram que a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 128 morreram nos 18 meses seguintes, em comparação com 76 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Eles também calcularam que a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 770 tiveram pelo menos uma readmissão hospitalar, em comparação com 620 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal. Além disso, a cada 1.000 pacientes hospitalizados por COVID-19, 957 tiveram pelo menos um problema de saúde a longo prazo, em comparação com 766 a cada 1.000 pacientes hospitalizados por gripe sazonal.

    Os pesquisadores ressaltaram que os resultados do estudo podem ajudar a planejar estratégias de prevenção e tratamento para as duas doenças, bem como a conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a COVID-19 e a gripe. Eles também enfatizaram que os pacientes que sobreviveram à hospitalização por COVID-19 ou gripe sazonal devem receber acompanhamento médico adequado para monitorar e tratar possíveis complicações a longo prazo.

  • Como os gigantes financeiros podem ajudar a evitar a próxima pandemia

    Como os gigantes financeiros podem ajudar a evitar a próxima pandemia

    Um novo estudo publicado na revista científica Lancet Planetary Health revela que os atores financeiros, como bancos, fundos de investimento e investidores públicos, têm um papel importante, mas muitas vezes ignorado, para ajudar a prevenir o surgimento de novas doenças infecciosas que podem se espalhar de animais para humanos, como a COVID-19.

    Os pesquisadores identificaram empresas públicas e privadas que operam em setores econômicos associados a riscos aumentados de doenças infecciosas emergentes e reemergentes, especialmente as zoonóticas, que são causadas por vírus, bactérias ou parasitas que saltam de animais para humanos. Esses setores incluem agricultura, pecuária, mineração, extração de madeira e comércio de vida selvagem.

    Os pesquisadores também analisaram as entidades financeiras que possuem participação acionária nessas empresas, e descobriram que uma parte significativa dos investimentos vem de entidades financeiras sediadas nos Estados Unidos, como Vanguard, State Street, BlackRock e T Rowe Price. Mas mesmo investidores públicos, como o estado da Califórnia, a Noruega por meio de seu Fundo Soberano e a Suécia por meio de seus fundos de pensão, possuem ações em empresas que operam em regiões de alto risco para o surgimento de doenças infecciosas.

    O estudo também apresentou um mapa global de hotspots regionais para o surgimento de doenças infecciosas, baseado em dados de biodiversidade, desmatamento, expansão agrícola e comércio de vida selvagem. Os hotspots são áreas onde há uma maior probabilidade de contato entre humanos e animais silvestres, e consequentemente, uma maior chance de transmissão de patógenos. Os pesquisadores destacaram que muitos desses hotspots coincidem com regiões onde há uma alta demanda por alimentos, energia e recursos naturais, e onde há uma baixa capacidade de resposta aos surtos de doenças.

    Os autores do estudo argumentam que os atores financeiros têm uma grande responsabilidade e oportunidade de ajudar a prevenir o surgimento de novas doenças infecciosas, que podem ter impactos devastadores na saúde, na economia e na segurança globais. Eles sugerem que esses atores financeiros devem garantir que seus investimentos ajudem a mitigar e se adaptar aos riscos associados às atividades econômicas que afetam a saúde dos ecossistemas e da vida selvagem.

    Para isso, os pesquisadores listam uma série de políticas e práticas que os investidores podem adotar ou incentivar, como:

    • Promover a restauração ecológica de áreas degradadas, como florestas, savanas e pastagens, que podem servir como barreiras naturais contra a transmissão de patógenos.
    • Apoiar a criação de sistemas de monitoramento e vigilância de patógenos em animais silvestres e domésticos, que podem alertar precocemente sobre o surgimento de novas ameaças à saúde humana.
    • Incentivar a adoção de padrões de sustentabilidade ambiental e social nas cadeias produtivas, que podem reduzir a pressão sobre os recursos naturais e a biodiversidade, e melhorar as condições de vida e trabalho das populações locais.
    • Integrar os riscos de doenças infecciosas nas análises de investimento e nas decisões de alocação de capital, que podem levar em conta os custos e benefícios de longo prazo das atividades econômicas para a saúde humana e planetária.

    Os pesquisadores concluem que os atores financeiros têm um papel vital na promoção de uma economia mais sustentável e responsável, que possa prevenir o surgimento de novas pandemias e proteger a saúde e o bem-estar de todos.

    Os pesquisadores identificaram empresas públicas e privadas que operam em setores econômicos associados a riscos aumentados de doenças infecciosas emergentes e reemergentes, especialmente as zoonóticas, que são causadas por vírus, bactérias ou parasitas que saltam de animais para humanos. Esses setores incluem agricultura, pecuária, mineração, extração de madeira e comércio de vida selvagem.

    Os pesquisadores também analisaram as entidades financeiras que possuem participação acionária nessas empresas, e descobriram que uma parte significativa dos investimentos vem de entidades financeiras sediadas nos Estados Unidos, como Vanguard, State Street, BlackRock e T Rowe Price. Mas mesmo investidores públicos, como o estado da Califórnia, a Noruega por meio de seu Fundo Soberano e a Suécia por meio de seus fundos de pensão, possuem ações em empresas que operam em regiões de alto risco para o surgimento de doenças infecciosas.

    O estudo também apresentou um mapa global de hotspots regionais para o surgimento de doenças infecciosas, baseado em dados de biodiversidade, desmatamento, expansão agrícola e comércio de vida selvagem. Os hotspots são áreas onde há uma maior probabilidade de contato entre humanos e animais silvestres, e consequentemente, uma maior chance de transmissão de patógenos. Os pesquisadores destacaram que muitos desses hotspots coincidem com regiões onde há uma alta demanda por alimentos, energia e recursos naturais, e onde há uma baixa capacidade de resposta aos surtos de doenças.

    Os autores do estudo argumentam que os atores financeiros têm uma grande responsabilidade e oportunidade de ajudar a prevenir o surgimento de novas doenças infecciosas, que podem ter impactos devastadores na saúde, na economia e na segurança globais. Eles sugerem que esses atores financeiros devem garantir que seus investimentos ajudem a mitigar e se adaptar aos riscos associados às atividades econômicas que afetam a saúde dos ecossistemas e da vida selvagem.

    Para isso, os pesquisadores listam uma série de políticas e práticas que os investidores podem adotar ou incentivar, como:

    • Promover a restauração ecológica de áreas degradadas, como florestas, savanas e pastagens, que podem servir como barreiras naturais contra a transmissão de patógenos.
    • Apoiar a criação de sistemas de monitoramento e vigilância de patógenos em animais silvestres e domésticos, que podem alertar precocemente sobre o surgimento de novas ameaças à saúde humana.
    • Incentivar a adoção de padrões de sustentabilidade ambiental e social nas cadeias produtivas, que podem reduzir a pressão sobre os recursos naturais e a biodiversidade, e melhorar as condições de vida e trabalho das populações locais.
    • Integrar os riscos de doenças infecciosas nas análises de investimento e nas decisões de alocação de capital, que podem levar em conta os custos e benefícios de longo prazo das atividades econômicas para a saúde humana e planetária.

    Os pesquisadores concluem que os atores financeiros têm um papel vital na promoção de uma economia mais sustentável e responsável, que possa prevenir o surgimento de novas pandemias e proteger a saúde e o bem-estar de todos.

  • Aumento de casos de Covid-19 em BH preocupa autoridades e população

    Aumento de casos de Covid-19 em BH preocupa autoridades e população

    A capital mineira vive um momento de alerta em relação à pandemia de Covid-19.

    Segundo dados da prefeitura, o número de casos confirmados da doença aumentou 225% entre a primeira e a última semana de outubro, passando de 1.065 para 3.465. A taxa de ocupação de leitos de UTI também subiu de 36,5% para 41,9% no mesmo período.

    Uma das possíveis causas para o aumento dos casos é a circulação de uma nova subvariante da ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul e que já foi detectada em outros países, inclusive no Brasil. A secretaria municipal de saúde informou que essa subvariante pode ser mais transmissível e explicar o aumento da positividade dos testes, que chegou a 12,8% na última semana de outubro.

    A pasta reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves da doença e os óbitos, e que as pessoas devem completar o esquema vacinal com a segunda dose ou a dose única, conforme o caso. No entanto, a cobertura vacinal em BH ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, principalmente entre crianças e adolescentes.

    De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado na quarta-feira (1º), apenas 57,8% das crianças de 6 meses a 4 anos receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e 38,9% receberam a segunda dose. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, os índices são de 69,9% e 31,8%, respectivamente. A meta é vacinar pelo menos 95% desse público.

    Para tentar aumentar a adesão à vacinação, a prefeitura realizou uma campanha de multivacinação entre os dias 21 de outubro e 4 de novembro, oferecendo a vacina contra a Covid-19 para o público de 6 meses a 14 anos, além de outras vacinas do calendário nacional. Os centros de saúde das nove regionais ficaram abertos no sábado (30) para receber os interessados.

    A secretaria municipal de saúde também orientou que as pessoas mantenham as medidas de prevenção, como o uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização das mãos. Em Santa Luzia, cidade vizinha a BH, a prefeitura determinou a volta do uso de máscaras após os casos de Covid-19 aumentarem na cidade. A orientação é para que as máscaras sejam utilizadas por pessoas em situações de risco ou vulnerabilidade, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas.

    Segundo dados da prefeitura, o número de casos confirmados da doença aumentou 225% entre a primeira e a última semana de outubro, passando de 1.065 para 3.465. A taxa de ocupação de leitos de UTI também subiu de 36,5% para 41,9% no mesmo período.

    Uma das possíveis causas para o aumento dos casos é a circulação de uma nova subvariante da ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul e que já foi detectada em outros países, inclusive no Brasil. A secretaria municipal de saúde informou que essa subvariante pode ser mais transmissível e explicar o aumento da positividade dos testes, que chegou a 12,8% na última semana de outubro.

    A pasta reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves da doença e os óbitos, e que as pessoas devem completar o esquema vacinal com a segunda dose ou a dose única, conforme o caso. No entanto, a cobertura vacinal em BH ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, principalmente entre crianças e adolescentes.

    De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado na quarta-feira (1º), apenas 57,8% das crianças de 6 meses a 4 anos receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e 38,9% receberam a segunda dose. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, os índices são de 69,9% e 31,8%, respectivamente. A meta é vacinar pelo menos 95% desse público.

    Para tentar aumentar a adesão à vacinação, a prefeitura realizou uma campanha de multivacinação entre os dias 21 de outubro e 4 de novembro, oferecendo a vacina contra a Covid-19 para o público de 6 meses a 14 anos, além de outras vacinas do calendário nacional. Os centros de saúde das nove regionais ficaram abertos no sábado (30) para receber os interessados.

    A secretaria municipal de saúde também orientou que as pessoas mantenham as medidas de prevenção, como o uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização das mãos. Em Santa Luzia, cidade vizinha a BH, a prefeitura determinou a volta do uso de máscaras após os casos de Covid-19 aumentarem na cidade. A orientação é para que as máscaras sejam utilizadas por pessoas em situações de risco ou vulnerabilidade, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas.

  • Hospitais privados de SP registram alta de casos de covid-19 e alertam para novas subvariantes

    Hospitais privados de SP registram alta de casos de covid-19 e alertam para novas subvariantes

    Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindihosp) mostrou que a maioria dos hospitais privados paulistas teve um aumento de casos de covid-19 nos últimos 15 dias.

    O levantamento, feito entre 10 e 19 de outubro, ouviu 81 hospitais, sendo 49% da capital e Grande São Paulo e 51% do interior.

    Segundo o estudo, 84% dos hospitais entrevistados relataram um aumento na chegada de pacientes ao Pronto Atendimento com suspeita de covid-19. Em relação aos testes, 68% deles disseram ter observado um aumento entre 11% e 20% de casos positivos. Além disso, 76% dos hospitais informaram um aumento de internações de pacientes por causa da doença. Para 92%, o percentual de aumento de infectados nos leitos de UTI ficou em 5%.

    O presidente do Sindihosp, Francisco Balestrin, afirmou que o aumento da infecção pode ser um indício de que novas subvariantes da covid-19 estão em circulação no estado. Ele explicou que as subvariantes são mutações do vírus que podem torná-lo mais transmissível ou mais resistente às vacinas. Uma das novas subvariantes é a BQ.1, que está associada a um recente surto da doença nos Estados Unidos e na Europa. A subvariante foi detectada pela primeira vez no Brasil em uma paciente da Amazônia e já há casos confirmados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    Balestrin ressaltou que é necessário que a população complete o calendário vacinal com a vacina bivalente, que protege contra as variantes Delta e BQ.1. Ele também recomendou que as pessoas usem máscara em ambientes com alta concentração de pessoas, como o transporte público. Ele lembrou que a pandemia ainda não acabou e que é preciso manter os cuidados para evitar uma nova onda da doença.

    Para acompanhar os dados sobre a pandemia na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza um painel interativo com informações sobre os casos, as mortes, a ocupação dos leitos, a vacinação e os mapas das regiões mais afetadas. O painel pode ser acessado pelo site da prefeitura.

    O levantamento, feito entre 10 e 19 de outubro, ouviu 81 hospitais, sendo 49% da capital e Grande São Paulo e 51% do interior.

    Segundo o estudo, 84% dos hospitais entrevistados relataram um aumento na chegada de pacientes ao Pronto Atendimento com suspeita de covid-19. Em relação aos testes, 68% deles disseram ter observado um aumento entre 11% e 20% de casos positivos. Além disso, 76% dos hospitais informaram um aumento de internações de pacientes por causa da doença. Para 92%, o percentual de aumento de infectados nos leitos de UTI ficou em 5%.

    O presidente do Sindihosp, Francisco Balestrin, afirmou que o aumento da infecção pode ser um indício de que novas subvariantes da covid-19 estão em circulação no estado. Ele explicou que as subvariantes são mutações do vírus que podem torná-lo mais transmissível ou mais resistente às vacinas. Uma das novas subvariantes é a BQ.1, que está associada a um recente surto da doença nos Estados Unidos e na Europa. A subvariante foi detectada pela primeira vez no Brasil em uma paciente da Amazônia e já há casos confirmados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    Balestrin ressaltou que é necessário que a população complete o calendário vacinal com a vacina bivalente, que protege contra as variantes Delta e BQ.1. Ele também recomendou que as pessoas usem máscara em ambientes com alta concentração de pessoas, como o transporte público. Ele lembrou que a pandemia ainda não acabou e que é preciso manter os cuidados para evitar uma nova onda da doença.

    Para acompanhar os dados sobre a pandemia na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza um painel interativo com informações sobre os casos, as mortes, a ocupação dos leitos, a vacinação e os mapas das regiões mais afetadas. O painel pode ser acessado pelo site da prefeitura.

  • Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    Casos de Covid-19 aumentam no Brasil e acendem alerta para vacinação

    O Brasil enfrenta um novo desafio na pandemia de Covid-19: o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma condição que pode levar à internação e à morte.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (6), os casos de SRAG aumentaram em todo o país nas últimas semanas, sendo a maioria associada à Covid-19. No entanto, também há registro de outros vírus respiratórios, como influenza A, influenza B, VSR e rinovírus.

    O boletim mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), sendo eles: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior parte desse aumento ocorre na população adulta e idosa, que são os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

    No Norte e Nordeste, o cenário ainda é estável, mas há indícios de aumento da Covid-19 entre os idosos. Entre as capitais, oito apresentam crescimento de SRAG, sendo quatro delas com aumento na população de idade avançada: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

    Diante desse quadro preocupante, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos em vários estados do país. Ele também ressalta a necessidade de manter as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

    “É fundamental que a população procure se vacinar o quanto antes. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir as formas graves da Covid-19 e reduzir o risco de morte. Além disso, é preciso continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão do vírus e proteger a si mesmo e aos outros”, afirma Gomes.

    O boletim também recomenda que as pessoas procurem atendimento médico caso apresentem sintomas de SRAG, como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é importante que as pessoas se vacinem contra a gripe, pois isso pode ajudar a reduzir a circulação dos vírus influenza e evitar uma sobrecarga do sistema de saúde.

  • Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    Como a carga viral influencia a transmissão e a evolução dos vírus

    A carga viral é um conceito que pode ajudar a entender melhor as infecções causadas por vírus, como o novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

    Mas o que significa esse termo e por que ele é importante? Neste artigo, vamos explicar o que é a carga viral, como ela é medida e quais são os seus efeitos na transmissão e na evolução das doenças virais.

    A carga viral é a quantidade de vírus presente no sangue de uma pessoa infectada. Ela pode variar de acordo com o tipo de vírus, o estágio da infecção e o sistema imunológico do indivíduo. A carga viral pode influenciar a capacidade de um vírus se espalhar de uma pessoa para outra, e também o grau de severidade dos sintomas e das complicações da doença.

    A carga viral não deve ser confundida com a dose infecciosa, que é o número de microrganismos necessários para causar uma infecção em uma pessoa saudável. A dose infecciosa depende da via de transmissão, da resistência do hospedeiro e da virulência do agente infeccioso. Alguns vírus têm uma dose infecciosa muito baixa, ou seja, poucas partículas virais são suficientes para iniciar uma infecção. Por exemplo, o norovírus, que causa gastroenterite, tem uma dose infecciosa estimada em apenas 18 partículas. Outros vírus têm uma dose infecciosa mais alta, como o HIV, que precisa de cerca de 10 mil partículas para infectar uma pessoa por via sexual.

    Para medir a carga viral, existem alguns métodos que se baseiam na detecção e na quantificação do material genético do vírus no sangue. Um dos mais usados é o RT-PCR (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa), que amplifica e identifica sequências específicas do RNA ou do DNA viral. Outros métodos são o bDNA (sigla em inglês para ácido nucleico ramificado) e o NASBA (sigla em inglês para amplificação auto-sustentada do ácido nucleico), que usam sondas moleculares para capturar e sinalizar o material genético do vírus.

    A carga viral pode ser usada como um indicador do estado clínico e da resposta ao tratamento de uma pessoa infectada por um vírus. Por exemplo, no caso do HIV, a carga viral é usada para avaliar o risco de progressão para a AIDS e a eficácia dos antirretrovirais. No caso do novo coronavírus, a carga viral pode estar relacionada com a gravidade dos sintomas e com a transmissibilidade da doença.

    No entanto, a carga viral não é o único fator que determina esses aspectos. Outros fatores, como a idade, o sexo, as condições pré-existentes, a genética e o ambiente também podem influenciar a forma como o organismo reage à infecção. Além disso, a carga viral pode variar ao longo do tempo e entre diferentes partes do corpo. Por isso, é preciso ter cautela ao interpretar os resultados dos testes de carga viral e ao usar modelos matemáticos que usam esse parâmetro para estimar outros aspectos da dinâmica viral, como o número reprodutivo (que indica quantas pessoas podem ser infectadas por uma pessoa infectada) e a vida útil das células infectadas.

    Em resumo, a carga viral é um conceito útil para entender as infecções por vírus, mas não é o único nem o mais simples. Ela depende de vários fatores biológicos e técnicos, e deve ser analisada com critério e rigor científico. Ainda há muito a se descobrir sobre a relação entre a carga viral e as doenças virais, especialmente no caso do novo coronavírus, que continua desafiando os pesquisadores e os profissionais de saúde.

  • Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Um estudo recente descobriu que algumas mulheres que não menstruam podem ter sangramento vaginal após a vacinação contra COVID-19.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

  • Coronavírus pode aumentar o risco de AVC, alertam especialistas

    Coronavírus pode aumentar o risco de AVC, alertam especialistas

    O coronavírus, causador da Covid-19, é conhecido por afetar principalmente os pulmões, mas ele também pode ter efeitos graves no sistema circulatório e no cérebro.

    Segundo estudos recentes, há uma relação entre o coronavírus e o aumento de casos de acidente vascular cerebral (AVC), uma condição que ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido, causando danos às células nervosas.

    O AVC pode ser de dois tipos: isquêmico ou hemorrágico. O AVC isquêmico acontece quando um coágulo sanguíneo bloqueia uma artéria que leva sangue ao cérebro. O AVC hemorrágico ocorre quando uma artéria se rompe e sangra dentro do cérebro. Ambos os tipos podem causar sequelas graves, como paralisia, dificuldade de fala, perda de memória e até morte.

    Mas como o coronavírus pode provocar um AVC?

    De acordo com os especialistas, existem algumas possíveis explicações. Uma delas é que o vírus pode causar inflamação nas artérias que irrigam o cérebro, favorecendo a formação de coágulos que podem obstruir o fluxo sanguíneo. Outra hipótese é que o coronavírus pode aumentar os níveis de uma proteína chamada Dímero-D, que está relacionada ao risco de coagulação sanguínea.

    O mais preocupante é que esses efeitos podem acontecer mesmo em pessoas jovens e sem outras doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes. Alguns casos relatados na literatura médica mostram que pacientes com Covid-19 desenvolveram AVCs graves com menos de 50 anos de idade.

    Por isso, é importante ficar atento aos sintomas de um AVC, que podem ser facilmente lembrados pela sigla SAMU: sorriso torto, braço caído, fala enrolada e urgência em ligar para o 192. Se você suspeitar que está tendo um AVC, procure atendimento médico imediatamente. O tempo é essencial para reduzir as chances de sequelas e aumentar as chances de recuperação.

    Segundo estudos recentes, há uma relação entre o coronavírus e o aumento de casos de acidente vascular cerebral (AVC), uma condição que ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido, causando danos às células nervosas.

    O AVC pode ser de dois tipos: isquêmico ou hemorrágico. O AVC isquêmico acontece quando um coágulo sanguíneo bloqueia uma artéria que leva sangue ao cérebro. O AVC hemorrágico ocorre quando uma artéria se rompe e sangra dentro do cérebro. Ambos os tipos podem causar sequelas graves, como paralisia, dificuldade de fala, perda de memória e até morte.

    Mas como o coronavírus pode provocar um AVC?

    De acordo com os especialistas, existem algumas possíveis explicações. Uma delas é que o vírus pode causar inflamação nas artérias que irrigam o cérebro, favorecendo a formação de coágulos que podem obstruir o fluxo sanguíneo. Outra hipótese é que o coronavírus pode aumentar os níveis de uma proteína chamada Dímero-D, que está relacionada ao risco de coagulação sanguínea.

    O mais preocupante é que esses efeitos podem acontecer mesmo em pessoas jovens e sem outras doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes. Alguns casos relatados na literatura médica mostram que pacientes com Covid-19 desenvolveram AVCs graves com menos de 50 anos de idade.

    Por isso, é importante ficar atento aos sintomas de um AVC, que podem ser facilmente lembrados pela sigla SAMU: sorriso torto, braço caído, fala enrolada e urgência em ligar para o 192. Se você suspeitar que está tendo um AVC, procure atendimento médico imediatamente. O tempo é essencial para reduzir as chances de sequelas e aumentar as chances de recuperação.