Tag: Covid-19

  • Fiocruz Minas lança estudo inovador para monitorar sequelas pós-covid em pacientes

    Fiocruz Minas lança estudo inovador para monitorar sequelas pós-covid em pacientes

    O estudo, “Fiocruz Vita”, tem como objetivo de acompanhar e analisar as sequelas deixadas pela Covid-19 em pacientes que não necessitaram de internação em UTI/CTI.

    O estudo, que é aberto para crianças acima de cinco anos e adultos residentes na região de Belo Horizonte, busca caracterizar o perfil imunológico e hematológico desses indivíduos. A pesquisa visa entender como essas alterações podem estar relacionadas às condições de saúde dos pacientes após a recuperação da Covid-19.

    Durante o período de 18 meses, os participantes serão monitorados através de consultas regulares no Centro de Saúde Carlos Prates. A equipe de pesquisa espera que os resultados possam contribuir significativamente para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e reabilitação para aqueles afetados pelas consequências a longo prazo do coronavírus.

    Fonte: Link.


    O estudo, que é aberto para crianças acima de cinco anos e adultos residentes na região de Belo Horizonte, busca caracterizar o perfil imunológico e hematológico desses indivíduos. A pesquisa visa entender como essas alterações podem estar relacionadas às condições de saúde dos pacientes após a recuperação da Covid-19.

    Durante o período de 18 meses, os participantes serão monitorados através de consultas regulares no Centro de Saúde Carlos Prates. A equipe de pesquisa espera que os resultados possam contribuir significativamente para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e reabilitação para aqueles afetados pelas consequências a longo prazo do coronavírus.

    Fonte: Link.


  • Preservação ambiental: a chave para prevenir pandemias futuras

    Preservação ambiental: a chave para prevenir pandemias futuras

    Em um mundo onde a próxima pandemia é uma ameaça constante, cientistas estão apontando para soluções que podem estar não em laboratórios, mas na natureza ao nosso redor.

    Um grupo de 25 pesquisadores propôs um plano de ação que sugere que a conservação de áreas naturais e a promoção da biodiversidade podem ser nossos maiores aliados na prevenção de doenças globais.

    O estudo, liderado pela professora Raina Plowright da Universidade de Cornell, destaca que pandemias geralmente começam quando animais portadores de doenças, como morcegos, entram em contato próximo com humanos ou animais domésticos, transferindo novos patógenos. Vírus mortais como SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, e outros, já fizeram esse salto de espécies, muitas vezes com consequências devastadoras.

    A estratégia de prevenção se baseia em uma observação simples: quando os habitats naturais são preservados e os animais têm acesso a alimentos suficientes, eles tendem a permanecer em seus territórios, reduzindo o risco de contato com humanos e a transmissão de patógenos. Por outro lado, quando esses habitats são destruídos ou alterados, os animais, especialmente os morcegos, buscam novas áreas, incluindo zonas urbanas e agrícolas, onde a probabilidade de transmissão de doenças aumenta.

    O artigo “Medidas Ecológicas para Prevenir o Transbordamento de Patógenos e Pandemias Subsequentes”, publicado na Nature Communications, serve como um guia para entender como mudanças ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças e o que podemos fazer para interromper esse processo. Proteger os locais onde os animais se alimentam e descansam, e criar zonas tampão entre áreas selvagens e humanas, são algumas das medidas sugeridas.

    Para comunidades que convivem de perto com a vida selvagem, é crucial garantir proteção adequada para evitar a exposição a patógenos. Os autores do estudo também enfatizam a necessidade de uma agência internacional que possa avaliar e sintetizar dados sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, além de coletar métricas sobre a integridade das paisagens, integridade ecológica e biodiversidade.

    Este artigo é um lembrete de que, ao cuidar do planeta, estamos cuidando de nossa própria saúde e bem-estar, e que a prevenção de futuras pandemias pode começar com passos simples, como preservar um bosque, um parque ou até mesmo um quintal. É uma chamada à ação para governos, comunidades e indivíduos: a saúde do nosso ambiente é a saúde de todos nós.

    Fonte: Link.

    Um grupo de 25 pesquisadores propôs um plano de ação que sugere que a conservação de áreas naturais e a promoção da biodiversidade podem ser nossos maiores aliados na prevenção de doenças globais.

    O estudo, liderado pela professora Raina Plowright da Universidade de Cornell, destaca que pandemias geralmente começam quando animais portadores de doenças, como morcegos, entram em contato próximo com humanos ou animais domésticos, transferindo novos patógenos. Vírus mortais como SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, e outros, já fizeram esse salto de espécies, muitas vezes com consequências devastadoras.

    A estratégia de prevenção se baseia em uma observação simples: quando os habitats naturais são preservados e os animais têm acesso a alimentos suficientes, eles tendem a permanecer em seus territórios, reduzindo o risco de contato com humanos e a transmissão de patógenos. Por outro lado, quando esses habitats são destruídos ou alterados, os animais, especialmente os morcegos, buscam novas áreas, incluindo zonas urbanas e agrícolas, onde a probabilidade de transmissão de doenças aumenta.

    O artigo “Medidas Ecológicas para Prevenir o Transbordamento de Patógenos e Pandemias Subsequentes”, publicado na Nature Communications, serve como um guia para entender como mudanças ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças e o que podemos fazer para interromper esse processo. Proteger os locais onde os animais se alimentam e descansam, e criar zonas tampão entre áreas selvagens e humanas, são algumas das medidas sugeridas.

    Para comunidades que convivem de perto com a vida selvagem, é crucial garantir proteção adequada para evitar a exposição a patógenos. Os autores do estudo também enfatizam a necessidade de uma agência internacional que possa avaliar e sintetizar dados sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, além de coletar métricas sobre a integridade das paisagens, integridade ecológica e biodiversidade.

    Este artigo é um lembrete de que, ao cuidar do planeta, estamos cuidando de nossa própria saúde e bem-estar, e que a prevenção de futuras pandemias pode começar com passos simples, como preservar um bosque, um parque ou até mesmo um quintal. É uma chamada à ação para governos, comunidades e indivíduos: a saúde do nosso ambiente é a saúde de todos nós.

    Fonte: Link.

  • Pandemia reduz expectativa de vida no Brasil e revela desafios globais

    Pandemia reduz expectativa de vida no Brasil e revela desafios globais

    Um estudo recente publicado na revista The Lancet trouxe à tona o impacto profundo da pandemia da Covid-19 na expectativa de vida.

    De acordo com a pesquisa, que analisou dados de 204 países, houve uma diminuição média de 1,6 ano na expectativa de vida entre 2019 e 2021, marcando uma quebra na tendência histórica de crescimento.

    No Brasil, a situação se mostrou ainda mais grave, com uma redução de 2,8 anos na expectativa de vida ao nascer. Especificamente em Pernambuco, a expectativa de vida caiu de 75,7 anos para 74 anos, uma diferença de 1,7 ano, refletindo um declínio percentual apenas 6% maior do que a média global.

    O pesquisador Rafael Moreira, da Fiocruz Pernambuco, que faz parte do grupo de estudo internacional Global Burden of Diseases, ressaltou a importância de compreender as variáveis que influenciaram as diferentes respostas regionais à pandemia. Ele também enfatizou que a pandemia alterou o curso do progresso na expectativa de vida ao nascer, sendo um evento significativo de saúde pública.

    Apesar da queda na expectativa de vida, o estudo trouxe uma notícia positiva: a mortalidade infantil continuou a cair durante o período pandêmico, com cerca de 550 mil mortes a menos entre crianças menores de 5 anos de 2019 para 2021.

    O artigo completo, que oferece uma visão mais aprofundada sobre os efeitos da pandemia na saúde global, está disponível para leitura na The Lancet.

    Para mais informações, acesse o artigo na revista The Lancet.

    De acordo com a pesquisa, que analisou dados de 204 países, houve uma diminuição média de 1,6 ano na expectativa de vida entre 2019 e 2021, marcando uma quebra na tendência histórica de crescimento.

    No Brasil, a situação se mostrou ainda mais grave, com uma redução de 2,8 anos na expectativa de vida ao nascer. Especificamente em Pernambuco, a expectativa de vida caiu de 75,7 anos para 74 anos, uma diferença de 1,7 ano, refletindo um declínio percentual apenas 6% maior do que a média global.

    O pesquisador Rafael Moreira, da Fiocruz Pernambuco, que faz parte do grupo de estudo internacional Global Burden of Diseases, ressaltou a importância de compreender as variáveis que influenciaram as diferentes respostas regionais à pandemia. Ele também enfatizou que a pandemia alterou o curso do progresso na expectativa de vida ao nascer, sendo um evento significativo de saúde pública.

    Apesar da queda na expectativa de vida, o estudo trouxe uma notícia positiva: a mortalidade infantil continuou a cair durante o período pandêmico, com cerca de 550 mil mortes a menos entre crianças menores de 5 anos de 2019 para 2021.

    O artigo completo, que oferece uma visão mais aprofundada sobre os efeitos da pandemia na saúde global, está disponível para leitura na The Lancet.

    Para mais informações, acesse o artigo na revista The Lancet.

  • COVID-19: SRAG atinge níveis preocupantes entre crianças e idosos no Brasil

    COVID-19: SRAG atinge níveis preocupantes entre crianças e idosos no Brasil

    Especialistas em saúde estão em alerta com o recente aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o território brasileiro.

    Segundo o mais recente Boletim do InfoGripe, houve um crescimento significativo de casos, afetando principalmente crianças, pré-adolescentes e idosos.

    A prevalência do Sars-CoV-2 entre os casos positivos para vírus respiratórios é a principal causa dessa elevação, indicando que a Covid-19 ainda representa uma ameaça significativa à saúde pública. As tendências de longo e curto prazo mostram um crescimento contínuo de SRAG no país.

    Enquanto algumas regiões, como o Centro-Oeste e Sudeste, apresentam uma queda nos casos de Covid-19 e uma desaceleração no Sul, o Nordeste, Sudeste e Sul registram um aumento preocupante de casos de influenza.

    Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e das medidas de prevenção para conter a disseminação dos vírus respiratórios, especialmente em grupos vulneráveis. A situação demanda atenção e ação imediata para evitar um novo surto em larga escala.

    Fonte: Link.

    Segundo o mais recente Boletim do InfoGripe, houve um crescimento significativo de casos, afetando principalmente crianças, pré-adolescentes e idosos.

    A prevalência do Sars-CoV-2 entre os casos positivos para vírus respiratórios é a principal causa dessa elevação, indicando que a Covid-19 ainda representa uma ameaça significativa à saúde pública. As tendências de longo e curto prazo mostram um crescimento contínuo de SRAG no país.

    Enquanto algumas regiões, como o Centro-Oeste e Sudeste, apresentam uma queda nos casos de Covid-19 e uma desaceleração no Sul, o Nordeste, Sudeste e Sul registram um aumento preocupante de casos de influenza.

    Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e das medidas de prevenção para conter a disseminação dos vírus respiratórios, especialmente em grupos vulneráveis. A situação demanda atenção e ação imediata para evitar um novo surto em larga escala.

    Fonte: Link.

  • COVID-19 antígenos podem persistir no corpo por mais de um ano após a infecção

    COVID-19 antígenos podem persistir no corpo por mais de um ano após a infecção

    Pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCSF) descobriram que o vírus da COVID-19 pode permanecer no sangue e nos tecidos dos pacientes por mais de um ano após a fase aguda da doença.

    Essa descoberta oferece pistas sobre por que algumas pessoas desenvolvem a chamada “COVID longa”.

    A equipe de cientistas encontrou fragmentos do SARS-CoV-2, conhecidos como antígenos da COVID, persistindo no sangue até 14 meses após a infecção e por mais de dois anos em amostras de tecido de pessoas que tiveram COVID.

    Esses resultados foram apresentados na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada em Denver, de 3 a 6 de março de 2024. O Dr. Michael Peluso, pesquisador de doenças infecciosas na Escola de Medicina da UCSF, liderou ambos os estudos e afirmou: “Esses dois estudos fornecem algumas das evidências mais fortes até agora de que os antígenos da COVID podem persistir em algumas pessoas, mesmo quando pensamos que elas têm respostas imunológicas normais.”

    No início da pandemia, a COVID-19 era considerada uma doença transitória. No entanto, um número crescente de pacientes, incluindo aqueles que eram previamente saudáveis, continuou a apresentar sintomas como confusão mental, problemas digestivos e questões vasculares por meses ou até anos após a infecção.

    Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de 171 pessoas que haviam sido infectadas com a COVID. Usando um teste ultra-sensível para a proteína “spike” do vírus, que ajuda o vírus a entrar nas células humanas, eles encontraram o vírus ainda presente até 14 meses depois em algumas pessoas. A probabilidade de detectar os antígenos da COVID foi cerca de duas vezes maior entre aqueles que foram hospitalizados por COVID em comparação com aqueles que não foram hospitalizados. Também foi maior entre aqueles que relataram estar mais doentes, mas não foram hospitalizados.

    Essas descobertas lançam luz sobre por que algumas pessoas experimentam a COVID longa e como o vírus continua a afetar sua saúde muito além da infecção inicial.

    Fonte: Link.

    Essa descoberta oferece pistas sobre por que algumas pessoas desenvolvem a chamada “COVID longa”.

    A equipe de cientistas encontrou fragmentos do SARS-CoV-2, conhecidos como antígenos da COVID, persistindo no sangue até 14 meses após a infecção e por mais de dois anos em amostras de tecido de pessoas que tiveram COVID.

    Esses resultados foram apresentados na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada em Denver, de 3 a 6 de março de 2024. O Dr. Michael Peluso, pesquisador de doenças infecciosas na Escola de Medicina da UCSF, liderou ambos os estudos e afirmou: “Esses dois estudos fornecem algumas das evidências mais fortes até agora de que os antígenos da COVID podem persistir em algumas pessoas, mesmo quando pensamos que elas têm respostas imunológicas normais.”

    No início da pandemia, a COVID-19 era considerada uma doença transitória. No entanto, um número crescente de pacientes, incluindo aqueles que eram previamente saudáveis, continuou a apresentar sintomas como confusão mental, problemas digestivos e questões vasculares por meses ou até anos após a infecção.

    Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de 171 pessoas que haviam sido infectadas com a COVID. Usando um teste ultra-sensível para a proteína “spike” do vírus, que ajuda o vírus a entrar nas células humanas, eles encontraram o vírus ainda presente até 14 meses depois em algumas pessoas. A probabilidade de detectar os antígenos da COVID foi cerca de duas vezes maior entre aqueles que foram hospitalizados por COVID em comparação com aqueles que não foram hospitalizados. Também foi maior entre aqueles que relataram estar mais doentes, mas não foram hospitalizados.

    Essas descobertas lançam luz sobre por que algumas pessoas experimentam a COVID longa e como o vírus continua a afetar sua saúde muito além da infecção inicial.

    Fonte: Link.

  • Cobertura vacinal de crianças contra Covid-19 continua baixa no Brasil, apesar da eficácia das vacinas

    Cobertura vacinal de crianças contra Covid-19 continua baixa no Brasil, apesar da eficácia das vacinas

    Quatro anos após o início da pandemia de Covid-19, a cobertura vacinal em crianças e adolescentes no Brasil ainda é preocupantemente baixa.

    Um estudo realizado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), da Fiocruz e Unifase, revelou que a vacinação em crianças de 3 a 4 anos está em apenas 23% para duas doses e míseros 7% para o esquema completo com três doses. Na faixa etária de 5 a 11 anos, a cobertura sobe para 55,9% com duas doses e 12,8% com o esquema completo de três doses.

    Embora a vacinação tenha demonstrado eficácia na redução da mortalidade por Covid-19 nesse grupo, a baixa procura pela vacina ainda é motivo de preocupação. A continuidade da mortalidade pela doença está diretamente associada à falta de adesão à imunização.

    Além disso, o Observa Infância também analisou os dados de mortalidade por Covid-19 em crianças e adolescentes. Entre 2021 e 2024, observou-se uma tendência preocupante. No ano de 2021, foram registradas 118 mortes pela doença nessa faixa etária. Já em 2022, esse número aumentou significativamente para 326 mortes, representando quase metade das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

    Felizmente, em 2023, com a disponibilidade do imunizante contra a Covid-19 para crianças a partir dos seis meses no Brasil, houve uma importante queda nos números. Foram registrados apenas 50 óbitos pela doença nas primeiras oito semanas do ano entre crianças e adolescentes até 14 anos.

    É fundamental que os pais e responsáveis compreendam a importância da vacinação para proteger nossas crianças e garantir a saúde de toda a população. A conscientização sobre os benefícios das vacinas e a busca ativa pela imunização são essenciais para enfrentarmos a pandemia de forma eficaz.

    Um estudo realizado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), da Fiocruz e Unifase, revelou que a vacinação em crianças de 3 a 4 anos está em apenas 23% para duas doses e míseros 7% para o esquema completo com três doses. Na faixa etária de 5 a 11 anos, a cobertura sobe para 55,9% com duas doses e 12,8% com o esquema completo de três doses.

    Embora a vacinação tenha demonstrado eficácia na redução da mortalidade por Covid-19 nesse grupo, a baixa procura pela vacina ainda é motivo de preocupação. A continuidade da mortalidade pela doença está diretamente associada à falta de adesão à imunização.

    Além disso, o Observa Infância também analisou os dados de mortalidade por Covid-19 em crianças e adolescentes. Entre 2021 e 2024, observou-se uma tendência preocupante. No ano de 2021, foram registradas 118 mortes pela doença nessa faixa etária. Já em 2022, esse número aumentou significativamente para 326 mortes, representando quase metade das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

    Felizmente, em 2023, com a disponibilidade do imunizante contra a Covid-19 para crianças a partir dos seis meses no Brasil, houve uma importante queda nos números. Foram registrados apenas 50 óbitos pela doença nas primeiras oito semanas do ano entre crianças e adolescentes até 14 anos.

    É fundamental que os pais e responsáveis compreendam a importância da vacinação para proteger nossas crianças e garantir a saúde de toda a população. A conscientização sobre os benefícios das vacinas e a busca ativa pela imunização são essenciais para enfrentarmos a pandemia de forma eficaz.

  • Como os vírus podem afetar o nosso sistema nervoso?

    Como os vírus podem afetar o nosso sistema nervoso?

    O sistema nervoso é o responsável por captar, interpretar e responder aos estímulos que recebemos do ambiente e do nosso próprio corpo.

    Ele é formado por dois componentes principais: o sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal, e o sistema nervoso periférico, que inclui os nervos que se ramificam pelo corpo.

    O sistema nervoso também pode ser dividido em sistema nervoso somático, que controla os movimentos voluntários e as sensações, e sistema nervoso autônomo, que controla os movimentos involuntários e as funções vitais, como respiração, circulação, digestão, etc.

    O sistema nervoso é essencial para a nossa sobrevivência, mas também é vulnerável a diversas doenças e infecções, causadas por bactérias, fungos, parasitas e vírus. Os vírus são agentes infecciosos que invadem as células do nosso organismo e usam o seu material genético para se reproduzir. Eles podem atingir diferentes partes do sistema nervoso, causando desde sintomas leves, como dor de cabeça, perda de olfato e paladar, até complicações graves, como inflamação do cérebro, da medula ou das meninges, paralisia dos músculos, derrame cerebral, entre outras.

    Mas como os vírus conseguem afetar o nosso sistema nervoso?

    Existem diversos mecanismos possíveis, que dependem do tipo de vírus, da sua forma de entrada no organismo, da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro dos agentes externos), da resposta imune do hospedeiro e de outros fatores. Alguns exemplos são:

    • Invasão direta: alguns vírus podem infectar diretamente as células nervosas, como os neurônios e as células da glia, e causar danos ao seu funcionamento ou morte celular. Isso pode levar a alterações na transmissão dos impulsos nervosos, na produção de neurotransmissores, na formação de sinapses, etc. Exemplos de vírus que podem invadir diretamente o sistema nervoso são o herpes simples, o vírus da raiva, o vírus da poliomielite, o vírus do Nilo Ocidental, entre outros.
    • Inflamação excessiva: alguns vírus podem desencadear uma reação inflamatória intensa no organismo, que visa combater a infecção, mas que também pode causar danos aos tecidos saudáveis. A inflamação pode afetar o cérebro, a medula, as meninges ou os nervos periféricos, causando sintomas como dor, febre, rigidez, confusão, convulsões, etc. Exemplos de vírus que podem provocar inflamação no sistema nervoso são o vírus da dengue, o vírus da zika, o vírus da chikungunya, o vírus da influenza, entre outros.
    • Alteração da coagulação: alguns vírus podem interferir no processo de coagulação do sangue, que é responsável por evitar hemorragias e formar coágulos quando há lesões nos vasos sanguíneos. A alteração da coagulação pode causar sangramentos ou obstruções nos vasos que irrigam o sistema nervoso, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes para as células nervosas. Isso pode levar a isquemias, hemorragias ou derrames cerebrais, que podem causar sequelas neurológicas permanentes. Exemplos de vírus que podem alterar a coagulação no sistema nervoso são o vírus da hepatite C, o vírus do HIV, o vírus da febre amarela, o vírus do ebola, entre outros.
    • Resposta imune desregulada: alguns vírus podem induzir uma resposta imune anormal, que ataca as próprias células do organismo, em vez de combater os agentes infecciosos. Isso pode causar doenças autoimunes, que afetam o sistema nervoso de forma crônica e progressiva, causando inflamação, degeneração e perda de função das células nervosas. Exemplos de vírus que podem desencadear doenças autoimunes no sistema nervoso são o vírus da rubéola, o vírus do sarampo, o vírus da caxumba, o vírus da hepatite B, entre outros.

    Um dos vírus que tem chamado a atenção por seus possíveis efeitos no sistema nervoso é o coronavírus, que causa a COVID-19, uma doença respiratória que se tornou uma pandemia mundial. O coronavírus pode afetar o sistema nervoso por vários dos mecanismos citados acima, como invasão direta, inflamação excessiva, alteração da coagulação e resposta imune desregulada. Além disso, o coronavírus pode causar hipóxia, que é a diminuição do oxigênio no sangue, que também pode prejudicar o funcionamento do sistema nervoso.

    Os sintomas neurológicos mais comuns da COVID-19 são dor de cabeça, perda de olfato e paladar, fadiga, confusão, ansiedade e depressão. No entanto, casos mais graves podem apresentar complicações como meningite, encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré, AVC, entre outras. Ainda não se sabe ao certo qual é a frequência, a gravidade e a duração desses efeitos no sistema nervoso, nem quais são os fatores de risco e de proteção para o seu desenvolvimento. Por isso, é importante que as pessoas que tiveram COVID-19 façam um acompanhamento médico e neurológico, para detectar e tratar possíveis sequelas.

    O sistema nervoso é um dos sistemas mais complexos e fascinantes do nosso corpo, mas também um dos mais sensíveis e vulneráveis. Por isso, é fundamental que cuidemos da nossa saúde física e mental, e que nos protejamos das infecções virais, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias, como usar máscara, higienizar as mãos, evitar aglomerações e se vacinar. Assim, podemos preservar o nosso sistema nervoso e garantir a nossa qualidade de vida.

    Ele é formado por dois componentes principais: o sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal, e o sistema nervoso periférico, que inclui os nervos que se ramificam pelo corpo.

    O sistema nervoso também pode ser dividido em sistema nervoso somático, que controla os movimentos voluntários e as sensações, e sistema nervoso autônomo, que controla os movimentos involuntários e as funções vitais, como respiração, circulação, digestão, etc.

    O sistema nervoso é essencial para a nossa sobrevivência, mas também é vulnerável a diversas doenças e infecções, causadas por bactérias, fungos, parasitas e vírus. Os vírus são agentes infecciosos que invadem as células do nosso organismo e usam o seu material genético para se reproduzir. Eles podem atingir diferentes partes do sistema nervoso, causando desde sintomas leves, como dor de cabeça, perda de olfato e paladar, até complicações graves, como inflamação do cérebro, da medula ou das meninges, paralisia dos músculos, derrame cerebral, entre outras.

    Mas como os vírus conseguem afetar o nosso sistema nervoso?

    Existem diversos mecanismos possíveis, que dependem do tipo de vírus, da sua forma de entrada no organismo, da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro dos agentes externos), da resposta imune do hospedeiro e de outros fatores. Alguns exemplos são:

    • Invasão direta: alguns vírus podem infectar diretamente as células nervosas, como os neurônios e as células da glia, e causar danos ao seu funcionamento ou morte celular. Isso pode levar a alterações na transmissão dos impulsos nervosos, na produção de neurotransmissores, na formação de sinapses, etc. Exemplos de vírus que podem invadir diretamente o sistema nervoso são o herpes simples, o vírus da raiva, o vírus da poliomielite, o vírus do Nilo Ocidental, entre outros.
    • Inflamação excessiva: alguns vírus podem desencadear uma reação inflamatória intensa no organismo, que visa combater a infecção, mas que também pode causar danos aos tecidos saudáveis. A inflamação pode afetar o cérebro, a medula, as meninges ou os nervos periféricos, causando sintomas como dor, febre, rigidez, confusão, convulsões, etc. Exemplos de vírus que podem provocar inflamação no sistema nervoso são o vírus da dengue, o vírus da zika, o vírus da chikungunya, o vírus da influenza, entre outros.
    • Alteração da coagulação: alguns vírus podem interferir no processo de coagulação do sangue, que é responsável por evitar hemorragias e formar coágulos quando há lesões nos vasos sanguíneos. A alteração da coagulação pode causar sangramentos ou obstruções nos vasos que irrigam o sistema nervoso, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes para as células nervosas. Isso pode levar a isquemias, hemorragias ou derrames cerebrais, que podem causar sequelas neurológicas permanentes. Exemplos de vírus que podem alterar a coagulação no sistema nervoso são o vírus da hepatite C, o vírus do HIV, o vírus da febre amarela, o vírus do ebola, entre outros.
    • Resposta imune desregulada: alguns vírus podem induzir uma resposta imune anormal, que ataca as próprias células do organismo, em vez de combater os agentes infecciosos. Isso pode causar doenças autoimunes, que afetam o sistema nervoso de forma crônica e progressiva, causando inflamação, degeneração e perda de função das células nervosas. Exemplos de vírus que podem desencadear doenças autoimunes no sistema nervoso são o vírus da rubéola, o vírus do sarampo, o vírus da caxumba, o vírus da hepatite B, entre outros.

    Um dos vírus que tem chamado a atenção por seus possíveis efeitos no sistema nervoso é o coronavírus, que causa a COVID-19, uma doença respiratória que se tornou uma pandemia mundial. O coronavírus pode afetar o sistema nervoso por vários dos mecanismos citados acima, como invasão direta, inflamação excessiva, alteração da coagulação e resposta imune desregulada. Além disso, o coronavírus pode causar hipóxia, que é a diminuição do oxigênio no sangue, que também pode prejudicar o funcionamento do sistema nervoso.

    Os sintomas neurológicos mais comuns da COVID-19 são dor de cabeça, perda de olfato e paladar, fadiga, confusão, ansiedade e depressão. No entanto, casos mais graves podem apresentar complicações como meningite, encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré, AVC, entre outras. Ainda não se sabe ao certo qual é a frequência, a gravidade e a duração desses efeitos no sistema nervoso, nem quais são os fatores de risco e de proteção para o seu desenvolvimento. Por isso, é importante que as pessoas que tiveram COVID-19 façam um acompanhamento médico e neurológico, para detectar e tratar possíveis sequelas.

    O sistema nervoso é um dos sistemas mais complexos e fascinantes do nosso corpo, mas também um dos mais sensíveis e vulneráveis. Por isso, é fundamental que cuidemos da nossa saúde física e mental, e que nos protejamos das infecções virais, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias, como usar máscara, higienizar as mãos, evitar aglomerações e se vacinar. Assim, podemos preservar o nosso sistema nervoso e garantir a nossa qualidade de vida.

  • Benefícios da vacinação contra a covid-19 superam riscos de eventos adversos raros, afirma estudo

    Benefícios da vacinação contra a covid-19 superam riscos de eventos adversos raros, afirma estudo

    Um estudo internacional analisou mais de 99 milhões de pessoas vacinadas em 16 países e encontrou alguns casos de reações raras ou graves, como síndrome de Guillain-Barré, trombose do seio venoso cerebral, miocardite e pericardite.

    No entanto, os pesquisadores afirmam que esses eventos não são comprovadamente causados pelas vacinas e que os benefícios da vacinação superam os riscos.

    O estudo foi realizado pela Global Vaccine Data Network, uma rede de cientistas que monitora a segurança das vacinas em diferentes partes do mundo. Os dados foram coletados entre dezembro de 2020 e agosto de 2022, e incluíram pessoas que receberam as vacinas da Pfizer-BioNTech, da AstraZeneca ou da Moderna.

    Os resultados mostraram que, dentro do universo analisado, foram registrados mais casos do que o esperado de algumas condições médicas após a vacinação. Por exemplo, foram observados 190 casos de síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica que causa fraqueza muscular e paralisia, quando eram esperados 66 casos. Também foram encontrados 69 casos de trombose do seio venoso cerebral, um tipo de coágulo sanguíneo no cérebro, quando eram esperados 21 casos.

    No entanto, os pesquisadores explicam que esses números não significam que as vacinas sejam as responsáveis por esses eventos, e que mais investigações são necessárias para estabelecer uma relação de causalidade. Eles também ressaltam que esses eventos são muito raros, e que as vacinas previnem milhares de mortes e hospitalizações por covid-19.

    Segundo Helen Petousis-Harris, uma das autoras do estudo e professora da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, o objetivo do estudo é fornecer informações transparentes e confiáveis sobre a segurança das vacinas. Ela diz que é importante que as pessoas estejam informadas sobre todos os riscos potenciais antes de tomar qualquer decisão sobre a vacinação.

    As bulas das vacinas Pfizer-BioNTech e AstraZeneca, usadas no Brasil, já alertam sobre os possíveis riscos de miocardite, pericardite, síndrome de Guillain-Barré e trombose. Essas reações são consideradas muito raras, ou seja, que podem afetar menos de 0,01% das pessoas que recebem as vacinas.

    As autoridades sanitárias do Brasil e de outros países continuam recomendando a vacinação como a melhor forma de prevenir a covid-19, uma doença que já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde afirmam que as vacinas são seguras e eficazes, e que os benefícios superam os riscos.

    No entanto, os pesquisadores afirmam que esses eventos não são comprovadamente causados pelas vacinas e que os benefícios da vacinação superam os riscos.

    O estudo foi realizado pela Global Vaccine Data Network, uma rede de cientistas que monitora a segurança das vacinas em diferentes partes do mundo. Os dados foram coletados entre dezembro de 2020 e agosto de 2022, e incluíram pessoas que receberam as vacinas da Pfizer-BioNTech, da AstraZeneca ou da Moderna.

    Os resultados mostraram que, dentro do universo analisado, foram registrados mais casos do que o esperado de algumas condições médicas após a vacinação. Por exemplo, foram observados 190 casos de síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica que causa fraqueza muscular e paralisia, quando eram esperados 66 casos. Também foram encontrados 69 casos de trombose do seio venoso cerebral, um tipo de coágulo sanguíneo no cérebro, quando eram esperados 21 casos.

    No entanto, os pesquisadores explicam que esses números não significam que as vacinas sejam as responsáveis por esses eventos, e que mais investigações são necessárias para estabelecer uma relação de causalidade. Eles também ressaltam que esses eventos são muito raros, e que as vacinas previnem milhares de mortes e hospitalizações por covid-19.

    Segundo Helen Petousis-Harris, uma das autoras do estudo e professora da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, o objetivo do estudo é fornecer informações transparentes e confiáveis sobre a segurança das vacinas. Ela diz que é importante que as pessoas estejam informadas sobre todos os riscos potenciais antes de tomar qualquer decisão sobre a vacinação.

    As bulas das vacinas Pfizer-BioNTech e AstraZeneca, usadas no Brasil, já alertam sobre os possíveis riscos de miocardite, pericardite, síndrome de Guillain-Barré e trombose. Essas reações são consideradas muito raras, ou seja, que podem afetar menos de 0,01% das pessoas que recebem as vacinas.

    As autoridades sanitárias do Brasil e de outros países continuam recomendando a vacinação como a melhor forma de prevenir a covid-19, uma doença que já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde afirmam que as vacinas são seguras e eficazes, e que os benefícios superam os riscos.

  • Estudo internacional reforça segurança e benefícios das vacinas contra a covid-19 em milhões de vacinados

    Estudo internacional reforça segurança e benefícios das vacinas contra a covid-19 em milhões de vacinados

    Um estudo internacional, que envolveu mais de 99 milhões de pessoas vacinadas em oito países, incluindo o Brasil, confirmou a segurança e a eficácia das vacinas contra a covid-19.

    O estudo, publicado em uma revista científica, é considerado o maior do tipo já feito até o momento e analisou três tipos de vacinas: de RNA mensageiro (mRNA), de vetor viral e de vírus inativado.

    Os pesquisadores da Global Vaccine Data Network (GVDN), grupo sediado na Nova Zelândia, avaliaram os possíveis efeitos adversos das vacinas, comparando os dados das pessoas vacinadas com os de pessoas não vacinadas. Eles encontraram alguns riscos raros já conhecidos, como inflamação do coração, distúrbio autoimune e coágulo no cérebro, mas também reforçaram que esses riscos são muito menores do que os da infecção pelo coronavírus, que pode causar complicações graves e até a morte.

    Além disso, os pesquisadores destacaram que as vacinas são muito eficazes para prevenir a covid-19, especialmente as formas mais graves da doença, e que os benefícios da vacinação superam quaisquer riscos potenciais. Eles também ressaltaram a importância da vigilância contínua da segurança das vacinas e da comunicação transparente dos dados, para garantir a confiança da população e combater a desinformação.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores de diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá, Dinamarca, Catar, Chile e Brasil. No Brasil, os dados foram fornecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan, que produz a vacina CoronaVac, de vírus inativado.

    A pesquisadora Helen Petousis-Harris, PhD em Vacinologia, professora associada da Escola de Saúde da População da Universidade de Auckland e co-diretora da GVDN responsável por liderar a equipe, disse que o estudo é uma contribuição importante para a ciência e para a saúde pública. “Esse tipo de estudo pode mostrar o momento dos eventos adversos em relação ao recebimento de uma vacina, mas não pode provar se um evento é causado por uma vacina ou não. Por isso, são necessárias investigações adicionais para confirmar associações e avaliar o significado clínico dos resultados encontrados. O estudo apoia a segurança geral dessas vacinas, que são muito eficazes e os riscos pela infecção são muito maiores”, disse.

    Em nota, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que participou do estudo junto com a GVDN, disse que o resultado confirma o que já se sabe: “A vacinação continua a ser a estratégia mais segura e fiável para desenvolver imunidade e proteção contra a covid-19, com milhares de milhões de doses entregues com segurança em todo o mundo e milhões de vidas salvas” e que “os benefícios da vacinação contra a covid-19 continuam a superar quaisquer riscos potenciais, uma vez que as reações graves permanecem raras.

    O estudo, publicado em uma revista científica, é considerado o maior do tipo já feito até o momento e analisou três tipos de vacinas: de RNA mensageiro (mRNA), de vetor viral e de vírus inativado.

    Os pesquisadores da Global Vaccine Data Network (GVDN), grupo sediado na Nova Zelândia, avaliaram os possíveis efeitos adversos das vacinas, comparando os dados das pessoas vacinadas com os de pessoas não vacinadas. Eles encontraram alguns riscos raros já conhecidos, como inflamação do coração, distúrbio autoimune e coágulo no cérebro, mas também reforçaram que esses riscos são muito menores do que os da infecção pelo coronavírus, que pode causar complicações graves e até a morte.

    Além disso, os pesquisadores destacaram que as vacinas são muito eficazes para prevenir a covid-19, especialmente as formas mais graves da doença, e que os benefícios da vacinação superam quaisquer riscos potenciais. Eles também ressaltaram a importância da vigilância contínua da segurança das vacinas e da comunicação transparente dos dados, para garantir a confiança da população e combater a desinformação.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores de diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá, Dinamarca, Catar, Chile e Brasil. No Brasil, os dados foram fornecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan, que produz a vacina CoronaVac, de vírus inativado.

    A pesquisadora Helen Petousis-Harris, PhD em Vacinologia, professora associada da Escola de Saúde da População da Universidade de Auckland e co-diretora da GVDN responsável por liderar a equipe, disse que o estudo é uma contribuição importante para a ciência e para a saúde pública. “Esse tipo de estudo pode mostrar o momento dos eventos adversos em relação ao recebimento de uma vacina, mas não pode provar se um evento é causado por uma vacina ou não. Por isso, são necessárias investigações adicionais para confirmar associações e avaliar o significado clínico dos resultados encontrados. O estudo apoia a segurança geral dessas vacinas, que são muito eficazes e os riscos pela infecção são muito maiores”, disse.

    Em nota, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que participou do estudo junto com a GVDN, disse que o resultado confirma o que já se sabe: “A vacinação continua a ser a estratégia mais segura e fiável para desenvolver imunidade e proteção contra a covid-19, com milhares de milhões de doses entregues com segurança em todo o mundo e milhões de vidas salvas” e que “os benefícios da vacinação contra a covid-19 continuam a superar quaisquer riscos potenciais, uma vez que as reações graves permanecem raras.

  • Pesquisador canadense cria nanomedicina que usa RNA para combater o HIV

    Pesquisador canadense cria nanomedicina que usa RNA para combater o HIV

    Você já ouviu falar do mRNA, a molécula que permitiu o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19 em tempo recorde.

    Agora, um pesquisador da Universidade de Waterloo, no Canadá, criou uma nanomedicina inovadora que usa outro tipo de RNA, chamado siRNA, para tratar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) por meio da terapia genética.

    O siRNA é uma molécula que regula quais genes ou proteínas são ativados ou desativados em nossas células. Em um estudo publicado na revista Journal of Controlled Release, o professor associado de farmácia Emmanuel Ho e sua equipe mostraram que o siRNA reduziu em 73% a replicação do HIV.

    “Isso abre as portas para novos tratamentos na luta contra o HIV”, disse Ho, que é um dos pesquisadores e empreendedores que lideram a inovação em saúde no Canadá.

    O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico e causa a AIDS. Uma das formas que o nosso corpo tem de se defender de micróbios como vírus e bactérias é o processo de autofagia, que consiste na degradação e reciclagem de componentes danificados ou indesejados da célula.

    No entanto, o HIV é bastante inteligente e produz uma proteína, chamada Nef, que impede as células de ativarem a autofagia. Assim, o vírus consegue escapar do sistema imunológico e se multiplicar.

    Essa é a primeira pesquisa que desenvolve uma nanomedicina combinada que pode reativar a autofagia e impedir a entrada do HIV nas células, permitindo que o nosso corpo reestabeleça seu sistema de defesa.

    Além disso, o HIV tem um gene, chamado CCR5, que permite que o vírus entre em uma célula. Os siRNAs miram tanto o Nef quanto o CCR5 para reduzir a infecção pelo HIV.

    Essa nanomedicina é destinada a ser aplicada na vagina para proteger contra a transmissão sexual do HIV. Por isso, a nanomedicina é projetada para ser estável sem vazamento de siRNAs no ambiente ácido da vagina, mas liberar o siRNA uma vez dentro das células.

    “Os vírus são espertos. Eles produzem proteínas Nef para impedir que a autofagia ocorra”, disse Ho. “Nosso processo permite que o nosso corpo combata a infecção viral sem precisar de medicamentos adicionais.”

    Ho afirma que os próximos passos incluem otimizar ainda mais o processo e melhorar o entendimento de como a autofagia desempenha um papel na proteção das nossas células contra os vírus.

    “Esperamos também que isso lance alguma luz para desenvolver mais abordagens alternativas para reduzir efetivamente a resistência antimicrobiana”, disse Ho.

    Fonte: Link.

    Agora, um pesquisador da Universidade de Waterloo, no Canadá, criou uma nanomedicina inovadora que usa outro tipo de RNA, chamado siRNA, para tratar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) por meio da terapia genética.

    O siRNA é uma molécula que regula quais genes ou proteínas são ativados ou desativados em nossas células. Em um estudo publicado na revista Journal of Controlled Release, o professor associado de farmácia Emmanuel Ho e sua equipe mostraram que o siRNA reduziu em 73% a replicação do HIV.

    “Isso abre as portas para novos tratamentos na luta contra o HIV”, disse Ho, que é um dos pesquisadores e empreendedores que lideram a inovação em saúde no Canadá.

    O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico e causa a AIDS. Uma das formas que o nosso corpo tem de se defender de micróbios como vírus e bactérias é o processo de autofagia, que consiste na degradação e reciclagem de componentes danificados ou indesejados da célula.

    No entanto, o HIV é bastante inteligente e produz uma proteína, chamada Nef, que impede as células de ativarem a autofagia. Assim, o vírus consegue escapar do sistema imunológico e se multiplicar.

    Essa é a primeira pesquisa que desenvolve uma nanomedicina combinada que pode reativar a autofagia e impedir a entrada do HIV nas células, permitindo que o nosso corpo reestabeleça seu sistema de defesa.

    Além disso, o HIV tem um gene, chamado CCR5, que permite que o vírus entre em uma célula. Os siRNAs miram tanto o Nef quanto o CCR5 para reduzir a infecção pelo HIV.

    Essa nanomedicina é destinada a ser aplicada na vagina para proteger contra a transmissão sexual do HIV. Por isso, a nanomedicina é projetada para ser estável sem vazamento de siRNAs no ambiente ácido da vagina, mas liberar o siRNA uma vez dentro das células.

    “Os vírus são espertos. Eles produzem proteínas Nef para impedir que a autofagia ocorra”, disse Ho. “Nosso processo permite que o nosso corpo combata a infecção viral sem precisar de medicamentos adicionais.”

    Ho afirma que os próximos passos incluem otimizar ainda mais o processo e melhorar o entendimento de como a autofagia desempenha um papel na proteção das nossas células contra os vírus.

    “Esperamos também que isso lance alguma luz para desenvolver mais abordagens alternativas para reduzir efetivamente a resistência antimicrobiana”, disse Ho.

    Fonte: Link.