Tag: Eleições 2018

  • Ainda não sabe em quem votar para Deputado e Senador? Que tal uma ajudinha?

    Caso você não saiba, hoje em dia existem diversas maneiras de descobrir se um candidato é bom ou não. Não basta apenas ser honesto. Quem vai te representar na Câmara dos Deputados (onde trabalham os Deputados) e no Senado Federal (onde trabalham os Senadores), tem que saber governar e cumprir o que prometeu.

    Se você estiver pensando em reeleger algum Deputado ou Senador que já tem mandato, você pode ver como foi o trabalho dele por lá. Caso o seu candidato não tenha sido eleito, você pode saber as suas ideias e propostas.

    O Ranking dos Políticos é, como o próprio nome já diz, um ranking que compara os políticos de todo o Brasil. Senadores e Deputados Federais do melhor para o pior. Acessando o site você pode conferir as notas de cada político. Você também pode classificar o seu candidato de acordo com o seu último mandato.

    Além disso eles também têm um APP para Android. A versão para iOS chega em breve.

    Já com o Detector de Ficha de Político, basta fotografar um candidato para acessar um banco de dados e saber se político tem problemas com a Justiça. Além disso também é possível conhecer o histórico de algum candidato ao digitar o nome dele.

    O aplicativo é de criação do Instituo Reclame Aqui e está disponível para Android e iOS.

    O Meu Deputado é focado na esfera federal do poder legislativo. Com este app, você pode seguir os políticos que te interessam, comparar o desempenho entre eles e ainda acompanhar quanto dinheiro cada um gasta em verbas parlamentares.

    O aplicativo está disponível para Android e iOS

    O #TEMMEUVOTO é um site em que o usuário só precisa responder a sete perguntas que dão um direcionamento a respeito das suas posições políticas. Em seguida, a plataforma exibe os candidatos que mais se encaixam no seu perfil.

    Para a basta acessar o site #TEMMEUVOTO em qualquer dispositivo.

  • Ex-mulher de Bolsonaro disse ter sofrido ameaça de morte pelo candidato

    A ex-mulher do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle afirmou ao Itamaraty em 2011 que foi ameaçada de morte por ele, motivo que a levou a deixar o Brasil.

    O relato consta de um telegrama arquivado pelo órgão, obtido pela Folha de S.Paulo. Na época Bolsonaro e Ana Cristina travavam uma disputa judicial no Rio de Janeiro sobre a guarda do filho do casal de 12 anos.

    “A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”, diz o telegrama. O documento inicialmente obtido pelo jornal via Lei de Acesso à Informação tinha este e outro trecho tarjados.

    Procurado por meio de sua assessoria, Bolsonaro não havia se pronunciado até o fechamento desta reportagem. Ele está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando de um atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG) no último dia 6 de setembro.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo na semana passada, Ana Cristina disse que o deputado estava equivocado porque ela não tinha a intenção de fugir com a criança, e sim passar um período de férias na Noruega porque o menino reivindicava a presença da mãe ao seu lado. Ela disse que a ligação telefônica dada pelo pessoal da embaixada foi para seu marido norueguês, e não para ela.

  • Facebook anuncia novas medidas para combater contas falsas

    O Facebook anunciou novas medidas para evitar abusos na plataforma durante as Eleições no Brasil.

    A empresa já havia anunciado diversas iniciativas relacionadas à propaganda eleitoral paga, a contas falsas e à disseminação de desinformação, como as chamadas notícias falsas (Fake News).

    Neste novo comunicado, a empresa afirma que foram removidas páginas inicialmente criadas para reunir pessoas com interesses diversos e que tiveram seus nomes e propósitos alterados para apoiar um candidato ou tomar partido na disputa eleitoral.

    “Removemos essas páginas porque nossas políticas não permitem mudanças de nome de páginas que resultem em conexões falsas ou não intencionais, e que alterem substancialmente o assunto das páginas”, disse a nota.

    A plataforma também derrubou vários perfis falsos, que se faziam passar por candidatos disputando as eleições.

    Essa violação foi enquadrada no que a companhia chama de “comportamento não autêntico”, conduta que foi usada para remover 186 páginas e 97 perfis ligados ao Movimento Brasil Livre em julho.

    O trabalho para verificar as informações e os perfis falsos são feitos por agências de checagem parcerias do Facebook. No Brasil estão a Lupa, Aos Fatos e Agência France Press.

  • Candidatos já gastaram R$ 17 milhões com a campanha virtual nas redes sociais, informa o TSE

    Dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que os candidatos às eleições de outubro já gastaram R$ 17 milhões com a campanha virtual. Para o professor de Pesquisa e Marketing Eleitoral da ESPM, Victor Trujillo, estas eleições se caracterizam uma militância virtual, já que o eleitor compartilha o material recebido por conta própria.

    Ele apontou o estímulo ao debate pelas redes sociais uma vez que as pessoas manifestam opiniões contrárias e favoráveis aos candidatos e programas. O especialista citou ainda que a internet ajuda, sobretudo, os candidatos que não têm tempo de rádio e TV. O professor Victor Trujillo conversou com a repórter Hérica Christian da Rádio Senado. Ouça o áudio com a entrevista.

  • Ciro Gomes chama Bolsonaro de ‘nazista filho da p*’

    O candidato a presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a criar polêmica durante um comício em Goiânia.

    O candidato se exaltou após um homem subir em seu carro de som com uma camiseta em apoio a Jair Bolsonaro.

    Depois de uma confusão, Ciro chamou o candidato do PSL de “nazista filho da p*”.

    “Olha o que é cultura de ódio, um bobinho, que não deve ter culpa de nada, acabou de criar uma confusão aqui trazendo uma camisa do adversário”, narrou Ciro.

    “Por que? Porque ele, fanático como é, que nem o doido que enfiou uma faca nele, acha que a política pode ser resolvida assim”, completou.

    Depois que apoiadores do candidato se exaltaram, Ciro pediu que não seus militantes não fizessem nada o homem.

    “Tenham paciência com ele, ele não é culpado de nada, ele é só vítima desse nazista filho da p*”, finalizou Gomes.

    Assista abaixo:

  • Região Norte registra menor número de candidaturas femininas, segundo TSE

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que as mulheres são 30,7% das quase 28 mil candidaturas registradas para as eleições deste ano. Uma redução de quase um ponto percentual em relação a 2014.

    O Centro-Oeste é a região com maior percentual de mulheres candidatas, seguida do Sudeste, Sul e Nordeste. Já o Norte é o estado com o menor número de candidaturas femininas: 29% do total.

    Na Amazônia Legal, o Tocantins tem o menor número de mulheres candidatas: apenas 17 registros. Setenta vezes menos do que o número de candidaturas femininas em São Paulo.

    Maria Aparecida Matos, da Rede Alagara, uma articulação de mulheres negras e quilombolas do Tocantins, destaca as dificuldades enfrentadas para que as mulheres efetivem suas candidaturas no estado.

    Sonora: “O Tocantins é um estado machista e coronelista. Há muitas violências contra as mulheres assim de modo geral. Realmente a maior dificuldade é a aceitação delas no partido. Elas só servem pra ser cabo eleitoral, para estar apoiando, mas elas não têm nenhum apoio pra estar a frente das candidaturas.”

    Maria das Dores Almeida, do Imena, Instituto de Mulheres Negras do Amapá, também ressalta a falta de interesse da maioria dos partidos nas pautas políticas defendidas pelas mulheres candidatas.

    Sonora: “É uma pauta que ela não é acolhida pelos partidos de modo geral. E quando é acolhida é em parte. Como a questão da defesa da Amazônia em pé, pelo bem viver, pelas populações tradicionais, a questão do enfrentamento ao patriarcado, ao machismo, contra o feminicídio.”

    Apesar das estatísticas, Guacira Oliveira, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, considera que tendem a aumentar as candidaturas de mulheres comprometidas com o combate ao machismo e ao racismo. A indignação contra o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio, mobilizou várias lideranças.

    Sonora: “A Marielle Franco é uma inspiração, é uma indignação, é uma sede de Justiça, é um compromisso com a luta que muitas mulheres assumiram em todo o Brasil, e não só no Brasil, muitas mulheres assumiram na América Latina, e hoje isso faz a diferença.”

    Pesquisa recém-divulgada pelo PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mostra que o Brasil possui apenas 11,3% de mulheres com assento no Parlamento enquanto Níger, país com o menor Índice de Desenvolvimento Humano do Mundo, o Níger, tem 17%.

  • Aplicativos prometem ajudar eleitores a escolher em quem votar

    Em outubro, os eleitores brasileiros vão ter que escolher um novo presidente, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais. Mais de 25 mil candidatos se registram no TSE, o tribunal superior eleitoral e nos TREs, os Tribunais regionais para disputar essas vagas. O desafio é descobrir quem merece o voto.

    Plataformas da internet prometem ajudar pessoas como seu Juraci Medina, 65 anos, há 4 deles desempregado.

    O Voz Ativa, aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande com o apoio de 30 organizações da sociedade civil, é uma espécie de tinder eleitoral.

    Só que no lugar de paqueras, ele ajuda a escolher o candidato a deputado federal que mais se aproxima do perfil de cada eleitor.

    Mais de 7 mil candidatos que disputam uma cadeira na Câmara dos Deputados foram convidados a responder 46 perguntas sobre direitos humanos, meio ambiente, transparência e novos modelos econômicos, além de questões sobre as reforma trabalhista, tributária e da previdência.

    Para encontrar o candidato, o eleitor responde o mesmo questionário e o aplicativo indica aqueles que mais tem afinidade com o usuário.

    Saulo Porto é um dos coordenadores do projeto. Para ele, o aplicativo inverte a lógica das campanhas eleitorais.

    O site Me Representa também está de olho nos candidatos ao Legislativo que disputam as vagas de deputados estaduais, federais e senadores.

    A diferença é que a plataforma ajuda a encontrar candidatos de grupos que tem mais dificuldade de elegerem representantes. Entram nessa categoria população negra, indígenas, mulheres e população LGBT.

    Felipe Oliva, que faz parte do Vote LGBT, um dos movimentos que integra o Me Representa, conta que para dar conta do desafio foi preciso levar em consideração não apenas o candidato, mas também o partido e a coligação. A solução foi fazer uma média entre as propostas do candidato e o histórico de votações do partido ou da coligação que abriga o candidato.

    O site ainda está cadastrando candidatos interessados em participar da plataforma e deve estar disponível para os eleitores a partir do dia 14 de setembro no endereço merepresenta.org.br Já o aplicativo Voz Ativa pode ser acessado no site vozativa.org.br

  • PT vai ser multado em R$ 500 mil caso volte a exibir Lula em propaganda eleitoral

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a propaganda eleitoral do PT, que exibiu Lula como candidato à presidência.

    Além disso, o TSE determinou uma multa de 500 mil reais caso o partido volte a exibir o programa.

    As decisões são dos ministros Carlos Horbach e Luis Felipe Salomão. Eles mandaram o PT retirar imediatamente a propaganda em que Lula é apresentado como candidato a presidente, para evitar confundir o eleitor.

    O partido comunicou ao TSE que já alterou a propaganda que será exibida durante esta semana no horário eleitoral.

    O prazo para substituir Lula na coligação vai até 11 de setembro. Até lá, o PT terá que definir se Fernando Haddad será candidato, ou se assume o risco de ficar fora das eleições.

    Durante esse período, Lula só poderá aparecer em 1/4 de tempo da propaganda na TV ou no rádio e não pode se apresentar como candidato.

    Na segunda-feira (03), Haddad esteve em Curitiba onde visitou Lula na carceragem da Polícia Federal.

    O candidato a vice do PT disse que o partido vai recorrer ao comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, ao Supremo Tribunal Federal e ao próprio TSE.

  • Eleições 2018 | Mesmo após decisão do TSE, PT diz que vai tentar todos os recursos

    A invalidação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o PT diante do dilema entre prosseguir com o nome do ex-presidente, que está preso, ou designar Fernando Haddad, seu candidato a vice, para substituí-lo nas eleições de outubro.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidou a candidatura de Lula após uma sessão de mais de 8 horas, que terminou na madrugada deste sábado (1°).

    Os juízes do TSE chegaram a decisão por 6 votos a 1, poucas horas antes do início da campanha no rádio e na televisão, o que pode ser decisivo para o resultado nas urnas.

    O TSE também proibiu atos de campanha por Lula, ordenou a retirada de seu nome das urnas eletrônicas e deu prazo ao PT até 12 de setembro para definir um substituto.

    A primeira reação do Partido dos Trabalhadores foi de desafio. Em um vídeo postado nas redes sociais, a presidente do PT, a Senadora Gleisi Hoffmann, disse que Lula continua candidato.

    “Não desistiremos de Lula. Vamos interpor todos os recursos que estiverem ao nosso alcance para garantir a sua candidatura. Enquanto houver recurso Lula deve ser candidato”, disse ela.

    Se Fernando Haddad for designado candidato à presidência, sua companheira de chapa será Manuela d’Ávila, do PC do B, segundo um acordo firmado entre os partidos.

    Haddad afirmou que na segunda-feira (3) vai visitar Lula na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente cumpre desde abril uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Lula foi condenado em aplicação a lei da Ficha Limpa, promulgada durante sua presidência e que impede um condenado em segunda instância de disputar cargos eleitorais.

  • Campanha com menos tempo e dinheiro é desafio dos candidatos nesta eleição

    A propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, que começa nesta sexta-feira (31), será mais curta: vai durar 35 dias, 10 a menos que nas eleições anteriores. Esta é uma das mudanças na reforma política aprovada no ano passado. Pelas novas regras, o tempo reservado a cada candidato na disputa pela Presidência da República também é menor — varia de apenas 5 segundos até o máximo de 5 minutos e 32 segundos. Outra novidade neste ano é a maior utilização da internet nas campanhas por meio das redes sociais.

    Os programas eleitorais do primeiro turno serão transmitidos em dias alternados. Segundas, quartas e sextas-feiras são destinadas aos candidatos a governador, senador e deputado estadual ou distrital. Nas terças, quintas e sábados é a vez das campanhas para presidente e deputado federal. A propaganda será veiculada duas vezes por dia: às 7h e às 12h no rádio, e às 13h e às 20h30 na TV. Cada bloco diário terá duração total de 12 minutos e 30 segundos.

    O tempo para o programa eleitoral dos candidatos à Presidência é proporcional à representação de cada partido que integra a coligação na Câmara dos Deputados. Os presidenciáveis têm direito ainda a um número diferente de inserções de 30 segundos em cada emissora no decorrer da campanha.

    Internet

    Com menos tempo para apresentar suas propostas, os candidatos apostam no alcance da internet, com propaganda permitida desde o dia 16 de agosto. O impulsionamento de conteúdo pago pelas legendas (desde que devidamente identificado como patrocinado) em redes sociais, blogs ou sites de envios de mensagens é uma maneira de aumentar o contato com o eleitor. Outra estratégia é usar os poucos segundos do rádio e da TV para convidar o eleitor a assistir, depois, às transmissões de vídeos ao vivo (lives) nas redes sociais.

    Para o consultor legislativo do Senado Arlindo Fernandes, a tendência, no futuro, é a participação cada vez maior da internet na disputa eleitoral. No entanto, ele acredita que a televisão e o rádio ainda terão mais protagonismo na reta final da campanha. Por isso mesmo, defende a paridade de chances, com mais tempo para os pequenos na propaganda política.

    — Quanto maior o número de candidatos, menor o percentual de tempo dividido igualmente entre todos. Eu acho que a matéria até mereceria um questionamento ao Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade disso, diante do princípio da igualdade de armas, que é o direito a condições iguais entre os contendores que lutam por um certo cargo. Quer dizer, tem um candidato que quer desafiar as lideranças pré-existentes, mas a oportunidade para ele é menor quando você tem uma campanha mais curta — observa.

    Financiamento

    Os candidatos também contarão com menos dinheiro nestas eleições. As empresas já estavam proibidas de fazer doações desde 2016. Agora, pelas novas regras, o dinheiro pode vir do Fundo Especial de Financiamento, de doação de pessoa física e de arrecadação coletiva na internet, as chamadas vaquinhas virtuais, liberadas desde o dia 15 de maio.

    Criado pela Lei 13.487/2017, o Fundo Especial é orçado em R$ 1,7 bilhão e foi disponibilizado em junho pelo Tesouro Nacional para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que faz o repasse aos diretórios nacionais dos partidos políticos. Na distribuição dos recursos, recebe mais quem tem maior representatividade no Congresso. É o caso do MDB, que levou a maior fatia: R$ 230,9 milhões. Já para o Partido Novo coube a menor parcela do fundo: R$ 980,6 mil.

    São 2% divididos por todos os partidos; 35% divididos pelos partidos com deputados eleitos, na proporção dos votos recebidos para a Câmara dos Deputados; 48% divididos na proporção das bancadas na Câmara; e 15% divididos na proporção da bancada no Senado. Os critérios para a redistribuição nos estados não ficaram muito claras e levantam dúvidas.

    O teto de gastos para as campanhas de presidente da República é de R$ 70 milhões. Já para disputar a vaga de governador, o limite é de R$ 21 milhões. E os candidatos ao Senado podem gastar até R$ 5,6 milhões. Deputado federal tem teto de R$ 2,5 milhões, e estadual, de R$ 1 milhão.

    Arlindo Fernandes ressalta que, na eleição de 2014 (a última que permitiu financiamento empresarial), os gastos das campanhas dos candidatos à Presidência que chegaram ao segundo turno — Dilma Rousseff e Aécio Neves — foram quatro vezes superiores ao teto deste ano. Com a redução, o autofinanciamento é uma possibilidade que favorece os políticos ricos, destaca.

    O consultor aponta outros problemas, como na campanha para deputado federal. Ele explica que o teto de gastos desconsidera o tamanho do estado e a população, fazendo com que candidatos de São Paulo e Roraima tenham o mesmo limite.

    — Há uma certa dissociação entre a lei e a realidade que ela está disciplinando — avalia.

    Fora isso, não há limite definido para doações individuais e há ainda outros meios de contornar a proibição do apoio de pessoas jurídicas que não são considerados ilegais. É o caso do empresário que incentiva informalmente o voto dos seus empregados ou até mesmo faz pressão nesse sentido.

    — Existem várias maneiras de se exercitar o poder econômico, que não apenas o caixa dois, e que podem ser igualmente coibidas — completa.

    Impugnação

    O dia 17 de setembro é o prazo final para o TSE decidir sobre os registros das candidaturas à Presidência da República. Irregularidades na campanha e a ficha suja do candidato estão entre as alegações para inelegibilidade. Há contestações de terceiros apresentadas contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

    Com exceção dos casos de morte, o pedido de substituição do candidato também deve ser feito até essa data, ou seja, 20 dias antes do dia da eleição. Após a lacração do sistema eleitoral, não há possibilidade técnica de troca da foto do candidato na urna eletrônica.

    — O TSE está tentando combinar o interesse da sociedade, em que o quadro de candidatos deve ser logo definido, e o próprio interesse da Justiça Eleitoral, mas também respeitar todos os prazos e as oportunidades que dizem respeito ao direito de defesa — conclui Fernandes. Por Agência Senado.