Tag: Fiocruz

  • Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    Novo genótipo do vírus da dengue é identificado na Bahia: o que isso significa?

    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que pode causar febre, dor de cabeça, dores no corpo e manchas na pele. Existem quatro tipos de vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que podem provocar diferentes formas da doença, desde a mais leve até a mais grave.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

    Um estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com outras instituições identificou um novo genótipo do vírus DENV-2 circulando no estado. Um genótipo é uma variação genética dentro de um tipo de vírus, que pode ter características diferentes das outras.

    Segundo os pesquisadores, esse novo genótipo foi encontrado em 11 dos 13 municípios analisados e está associado a um maior potencial de transmissão e de gravidade da dengue. Além disso, ele pode representar um desafio para as vacinas em desenvolvimento contra a doença.

    O estudo foi publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases e alerta para a necessidade de monitorar a circulação dos vírus da dengue no país e de reforçar as medidas de prevenção e controle do mosquito vetor.

    Para evitar a dengue, é importante eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água parada, e usar repelentes e telas nas janelas. Também é recomendado procurar atendimento médico em caso de sintomas da doença e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

    Fonte: Link.

  • Internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave permanecem em alta

    Internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave permanecem em alta

    As crianças estão entre os grupos mais afetados pelas doenças respiratórias graves, segundo um estudo da Fiocruz, divulgado.

    A SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é uma complicação de uma infecção respiratória que pode levar à insuficiência respiratória e à necessidade de internação hospitalar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e falta de ar. Algumas pessoas podem apresentar também dor no peito, cianose (cor azulada da pele e das mucosas), desidratação e alteração do estado mental.

    Existem vários vírus que podem causar SRAG, mas os mais frequentes são o Sars-CoV-2 (o vírus da Covid-19), o vírus influenza A e B (os vírus da gripe) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Cada um desses vírus tem características próprias e pode afetar mais ou menos determinados grupos de pessoas.

    O Sars-CoV-2 é o vírus que causa a Covid-19, uma doença que se espalhou pelo mundo desde o final de 2019 e que já matou mais de 3 milhões de pessoas. Esse vírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos e pessoas com doenças crônicas. As crianças geralmente têm sintomas leves ou assintomáticos, mas podem transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, é importante que elas usem máscara, mantenham o distanciamento social e higienizem as mãos com frequência. Além disso, as crianças com mais de 12 anos já podem se vacinar contra a Covid-19 em alguns países.

    O vírus influenza A e B são os vírus que causam a gripe, uma doença muito comum que ocorre todos os anos, principalmente no inverno. Esses vírus podem infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Os sintomas da gripe são parecidos com os da Covid-19, mas costumam ser mais intensos e durar menos tempo. A melhor forma de prevenir a gripe é se vacinar todos os anos contra os tipos de vírus influenza que circulam na época.

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus que causa infecções respiratórias principalmente em bebês e crianças pequenas. Esse vírus pode causar desde um resfriado comum até uma bronquiolite ou uma pneumonia grave. Os sintomas do VSR são febre, tosse seca, chiado no peito e dificuldade para respirar. O VSR é muito contagioso e pode se espalhar pelo contato direto com secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Não existe vacina contra o VSR, mas existem algumas medidas para prevenir a infecção, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.

    Segundo o estudo da Fiocruz, baseado nos dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de maio de 2023, houve um aumento dos casos de SRAG associados ao VSR entre as crianças em 13 das 27 unidades federativas do Brasil. Já entre os adultos, houve uma queda dos casos associados ao Sars-CoV-2 e um aumento dos casos associados ao vírus influenza A e B em diversos estados.

    Esses dados mostram que as doenças respiratórias graves continuam sendo um problema de saúde pública no país e que é preciso estar atento aos sintomas e às formas de prevenção. Se você ou seu filho apresentarem sinais de SRAG, procure atendimento médico imediatamente. E não se esqueça de seguir as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão dos vírus respiratórios.

    A SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é uma complicação de uma infecção respiratória que pode levar à insuficiência respiratória e à necessidade de internação hospitalar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e falta de ar. Algumas pessoas podem apresentar também dor no peito, cianose (cor azulada da pele e das mucosas), desidratação e alteração do estado mental.

    Existem vários vírus que podem causar SRAG, mas os mais frequentes são o Sars-CoV-2 (o vírus da Covid-19), o vírus influenza A e B (os vírus da gripe) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Cada um desses vírus tem características próprias e pode afetar mais ou menos determinados grupos de pessoas.

    O Sars-CoV-2 é o vírus que causa a Covid-19, uma doença que se espalhou pelo mundo desde o final de 2019 e que já matou mais de 3 milhões de pessoas. Esse vírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos e pessoas com doenças crônicas. As crianças geralmente têm sintomas leves ou assintomáticos, mas podem transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, é importante que elas usem máscara, mantenham o distanciamento social e higienizem as mãos com frequência. Além disso, as crianças com mais de 12 anos já podem se vacinar contra a Covid-19 em alguns países.

    O vírus influenza A e B são os vírus que causam a gripe, uma doença muito comum que ocorre todos os anos, principalmente no inverno. Esses vírus podem infectar pessoas de todas as idades, mas os casos graves e fatais são mais comuns em idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Os sintomas da gripe são parecidos com os da Covid-19, mas costumam ser mais intensos e durar menos tempo. A melhor forma de prevenir a gripe é se vacinar todos os anos contra os tipos de vírus influenza que circulam na época.

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus que causa infecções respiratórias principalmente em bebês e crianças pequenas. Esse vírus pode causar desde um resfriado comum até uma bronquiolite ou uma pneumonia grave. Os sintomas do VSR são febre, tosse seca, chiado no peito e dificuldade para respirar. O VSR é muito contagioso e pode se espalhar pelo contato direto com secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Não existe vacina contra o VSR, mas existem algumas medidas para prevenir a infecção, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.

    Segundo o estudo da Fiocruz, baseado nos dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de maio de 2023, houve um aumento dos casos de SRAG associados ao VSR entre as crianças em 13 das 27 unidades federativas do Brasil. Já entre os adultos, houve uma queda dos casos associados ao Sars-CoV-2 e um aumento dos casos associados ao vírus influenza A e B em diversos estados.

    Esses dados mostram que as doenças respiratórias graves continuam sendo um problema de saúde pública no país e que é preciso estar atento aos sintomas e às formas de prevenção. Se você ou seu filho apresentarem sinais de SRAG, procure atendimento médico imediatamente. E não se esqueça de seguir as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a transmissão dos vírus respiratórios.

  • Como a Fiocruz se tornou referência na produção de um medicamento essencial para o combate à malária

    Como a Fiocruz se tornou referência na produção de um medicamento essencial para o combate à malária

    A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é responsável por cerca de 400 mil mortes por ano, sendo a maioria delas na África.

    No Brasil, a doença é endêmica na região amazônica, onde ocorrem mais de 90% dos casos.

    O tratamento da malária depende do tipo de parasita, da gravidade da infecção e da resistência aos medicamentos disponíveis. Um dos fármacos mais utilizados é a primaquina, que tem ação contra as formas latentes do Plasmodium vivax e do Plasmodium ovale, que podem permanecer no fígado e causar recaídas da doença.

    A primaquina é um medicamento antigo, descoberto na década de 1940, mas ainda não há substitutos eficazes para ele. No entanto, a sua produção e distribuição enfrentam diversos desafios, como a escassez de matéria-prima, a falta de interesse da indústria farmacêutica e as exigências regulatórias.

    Nesse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) se destaca como um dos principais produtores de primaquina no mundo. A instituição é referência na fabricação das doses de 5 mg e 15 mg do medicamento, reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como produtos de referência.

    Isso significa que as primaquinas de Farmanguinhos têm eficácia, segurança e qualidade comprovadas cientificamente e que servem como padrão para os demais laboratórios que pretendam registrar ou regularizar seus produtos perante a Anvisa. Para isso, eles devem realizar estudos de bioequivalência que demonstrem que seus medicamentos são equivalentes aos de Farmanguinhos.

    O desenvolvimento tecnológico das primaquinas de Farmanguinhos foi totalmente interno e iniciado em 2014. O projeto envolveu diversas etapas, desde a pesquisa básica até a produção industrial, passando pela formulação, pelos testes pré-clínicos e clínicos e pelo registro sanitário.

    Um dos desafios foi adequar a concentração do insumo farmacêutico ativo (IFA) nas diferentes doses do medicamento. A dose de 5 mg é voltada para o público adulto e pediátrico a partir de 6 meses de idade e foi registrada pela Anvisa em março de 2022. Já a dose de 15 mg é indicada para adultos e foi registrada em 2017.

    Outro desafio foi garantir a estabilidade do produto, que é sensível à luz e à umidade. Para isso, foram utilizados excipientes adequados e embalagens especiais que protegem o medicamento da degradação.

    As primaquinas de Farmanguinhos são fornecidas ao Ministério da Saúde (MS) para auxiliar no tratamento completo da malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM). Em 2021, foram distribuídas mais de 2 milhões de unidades farmacêuticas ao MS.

    A produção das primaquinas faz parte da missão de Farmanguinhos/Fiocruz de disponibilizar medicamentos efetivos para o tratamento de doenças negligenciadas, que afetam principalmente as populações mais vulneráveis. Além disso, a instituição contribui para a soberania nacional na área farmacêutica e para a regulação do mercado no setor.

    Farmanguinhos também é referência na produção de outros medicamentos essenciais para o SUS, como os antirretrovirais para o tratamento do HIV/Aids e os tuberculostáticos para o tratamento da tuberculose. Esses medicamentos estão nas listas A e B da Anvisa, que contêm os produtos de referência do órgão.

    Com esse trabalho, Farmanguinhos reafirma o seu compromisso com a saúde pública e com a inovação tecnológica no campo dos fármacos e medicamentos.

    Fonte: Link.

    No Brasil, a doença é endêmica na região amazônica, onde ocorrem mais de 90% dos casos.

    O tratamento da malária depende do tipo de parasita, da gravidade da infecção e da resistência aos medicamentos disponíveis. Um dos fármacos mais utilizados é a primaquina, que tem ação contra as formas latentes do Plasmodium vivax e do Plasmodium ovale, que podem permanecer no fígado e causar recaídas da doença.

    A primaquina é um medicamento antigo, descoberto na década de 1940, mas ainda não há substitutos eficazes para ele. No entanto, a sua produção e distribuição enfrentam diversos desafios, como a escassez de matéria-prima, a falta de interesse da indústria farmacêutica e as exigências regulatórias.

    Nesse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) se destaca como um dos principais produtores de primaquina no mundo. A instituição é referência na fabricação das doses de 5 mg e 15 mg do medicamento, reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como produtos de referência.

    Isso significa que as primaquinas de Farmanguinhos têm eficácia, segurança e qualidade comprovadas cientificamente e que servem como padrão para os demais laboratórios que pretendam registrar ou regularizar seus produtos perante a Anvisa. Para isso, eles devem realizar estudos de bioequivalência que demonstrem que seus medicamentos são equivalentes aos de Farmanguinhos.

    O desenvolvimento tecnológico das primaquinas de Farmanguinhos foi totalmente interno e iniciado em 2014. O projeto envolveu diversas etapas, desde a pesquisa básica até a produção industrial, passando pela formulação, pelos testes pré-clínicos e clínicos e pelo registro sanitário.

    Um dos desafios foi adequar a concentração do insumo farmacêutico ativo (IFA) nas diferentes doses do medicamento. A dose de 5 mg é voltada para o público adulto e pediátrico a partir de 6 meses de idade e foi registrada pela Anvisa em março de 2022. Já a dose de 15 mg é indicada para adultos e foi registrada em 2017.

    Outro desafio foi garantir a estabilidade do produto, que é sensível à luz e à umidade. Para isso, foram utilizados excipientes adequados e embalagens especiais que protegem o medicamento da degradação.

    As primaquinas de Farmanguinhos são fornecidas ao Ministério da Saúde (MS) para auxiliar no tratamento completo da malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM). Em 2021, foram distribuídas mais de 2 milhões de unidades farmacêuticas ao MS.

    A produção das primaquinas faz parte da missão de Farmanguinhos/Fiocruz de disponibilizar medicamentos efetivos para o tratamento de doenças negligenciadas, que afetam principalmente as populações mais vulneráveis. Além disso, a instituição contribui para a soberania nacional na área farmacêutica e para a regulação do mercado no setor.

    Farmanguinhos também é referência na produção de outros medicamentos essenciais para o SUS, como os antirretrovirais para o tratamento do HIV/Aids e os tuberculostáticos para o tratamento da tuberculose. Esses medicamentos estão nas listas A e B da Anvisa, que contêm os produtos de referência do órgão.

    Com esse trabalho, Farmanguinhos reafirma o seu compromisso com a saúde pública e com a inovação tecnológica no campo dos fármacos e medicamentos.

    Fonte: Link.

  • Fiocruz e Funed obtêm registro da Anvisa para produzir vacina contra meningite

    Fiocruz e Funed obtêm registro da Anvisa para produzir vacina contra meningite

    A meningite é uma doença grave que pode causar sequelas e até a morte. Para prevenir essa infecção, o Brasil conta com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que oferece vacinas gratuitas para a população.

    Uma delas é a vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra os quatro principais tipos de meningite bacteriana.

    Essa vacina é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade, que são os mais propensos a transmitir a bactéria causadora da doença. Até então, o Brasil dependia da importação dessa vacina de uma farmacêutica estrangeira. Mas isso está prestes a mudar.

    Duas instituições públicas brasileiras, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), acabam de receber o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada. O registro é fruto de uma parceria entre as duas instituições e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), que detém a tecnologia do imunizante.

    Essa parceria visa garantir o abastecimento do PNI com a vacina e reduzir a dependência de insumos internacionais. Além disso, fortalece o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e o Sistema Único de Saúde (SUS) do país. A transferência de tecnologia será feita em quatro etapas, até que as instituições nacionais possam produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina.

    Esse é mais um passo na estratégia da Fiocruz de atualizar e ampliar seu portfólio de vacinas, em consonância com as prioridades do Ministério da Saúde. A Funed também se beneficia com o acordo, pois aumenta sua capacidade de produção de produtos biológicos, especialmente no campo das meningites. A GSK, por sua vez, reforça seu compromisso com a saúde pública brasileira, fornecendo imunizantes para o PNI há mais de 30 anos.

    A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Com essa iniciativa, o Brasil avança na busca pela autossuficiência nacional na área da saúde e pelo acesso à imunização para todos.

    Fonte: Link.

    Uma delas é a vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra os quatro principais tipos de meningite bacteriana.

    Essa vacina é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade, que são os mais propensos a transmitir a bactéria causadora da doença. Até então, o Brasil dependia da importação dessa vacina de uma farmacêutica estrangeira. Mas isso está prestes a mudar.

    Duas instituições públicas brasileiras, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), acabam de receber o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada. O registro é fruto de uma parceria entre as duas instituições e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), que detém a tecnologia do imunizante.

    Essa parceria visa garantir o abastecimento do PNI com a vacina e reduzir a dependência de insumos internacionais. Além disso, fortalece o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e o Sistema Único de Saúde (SUS) do país. A transferência de tecnologia será feita em quatro etapas, até que as instituições nacionais possam produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina.

    Esse é mais um passo na estratégia da Fiocruz de atualizar e ampliar seu portfólio de vacinas, em consonância com as prioridades do Ministério da Saúde. A Funed também se beneficia com o acordo, pois aumenta sua capacidade de produção de produtos biológicos, especialmente no campo das meningites. A GSK, por sua vez, reforça seu compromisso com a saúde pública brasileira, fornecendo imunizantes para o PNI há mais de 30 anos.

    A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Com essa iniciativa, o Brasil avança na busca pela autossuficiência nacional na área da saúde e pelo acesso à imunização para todos.

    Fonte: Link.

  • SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    SpiN-Tec: a vacina 100% nacional que pode reforçar a imunidade contra novas variantes da Covid-19

    A pandemia da Covid-19 ainda não acabou e a busca por vacinas eficazes e seguras continua. Uma das apostas é a SpiN-Tec, uma vacina desenvolvida por pesquisadores da UFMG e da Fiocruz, que é a primeira 100% nacional, pois não depende de tecnologias ou insumos de outros países.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

    A SpiN-Tec já concluiu a primeira fase de testes clínicos em humanos, com resultados positivos de segurança e potencial imunogênico. A vacina usa um sistema de nanopartículas que carregam fragmentos do vírus Sars-CoV-2 e estimulam a resposta imune celular, que é capaz de combater as variantes do vírus.

    A segunda fase dos testes deve começar em junho e terá como foco verificar o nível de anticorpos e linfócitos produzidos pela vacina. Os voluntários serão pessoas que já receberam as duas doses iniciais de outras vacinas, como CoronaVac ou AstraZeneca, e receberão uma dose de reforço da SpiN-Tec ou de Pfizer ou AstraZeneca.

    A ideia é que a SpiN-Tec possa ser usada como uma terceira dose para aumentar a proteção contra a Covid-19, especialmente contra as novas variantes que podem escapar dos anticorpos neutralizantes. Segundo o coordenador dos testes clínicos da vacina, Helton Santiago, a SpiN-Tec tem o diferencial de focar na imunidade celular, que é a que segura a infecção e a deixa leve.

    A expectativa é que a vacina possa ser aprovada pela Anvisa até o final do ano e entrar em produção em 2024. A SpiN-Tec é uma das quatro candidatas brasileiras à vacina contra a Covid-19 que estão em fase clínica, junto com a ButanVac, a Versamune e a Zydus Cadila.

  • Vacinação infantil contra Covid-19 avança lentamente no Brasil

    Vacinação infantil contra Covid-19 avança lentamente no Brasil

    A vacinação contra a Covid-19 em crianças de 3 e 4 anos no Brasil ainda está longe de atingir a meta de imunizar cerca de 5,9 milhões de crianças nessa faixa etária.

    Segundo dados do Vacinômetro Covid-19 (Ministério da Saúde), apenas 16% das crianças de 3 e 4 anos tomaram as duas doses da vacina até abril de 2023, quatro meses após a aprovação do uso emergencial da Coronavac nessa faixa etária pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, apenas 38.510 crianças receberam a dose de reforço recomendada pelo Ministério da Saúde, preferencialmente com a vacina Pfizer.

    O atraso na vacinação infantil contra a Covid-19 é preocupante, uma vez que a doença já causou a morte de centenas de crianças menores de 5 anos no país desde o início da pandemia. De acordo com o estudo VAX*SIM, coordenado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), iniciativa conjunta da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase), o Brasil registrava uma média de 2 mortes diárias por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos até junho de 2022. Desde a aprovação da Pfizer pediátrica pela Anvisa, em 16 de setembro, 26 crianças menores de 5 anos já morreram em decorrência da doença, o equivalente a dois óbitos a cada três dias.

    A vacinação infantil contra a Covid-19 é fundamental para proteger as crianças e reduzir a circulação do vírus na população. Além disso, a vacinação infantil pode contribuir para a retomada das atividades escolares presenciais, que foram severamente afetadas pela pandemia. Por isso, é importante que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para receberem as doses necessárias da vacina e que sigam as orientações das autoridades sanitárias sobre os intervalos entre as doses e a necessidade de reforço.

    Fonte: Link.

    Segundo dados do Vacinômetro Covid-19 (Ministério da Saúde), apenas 16% das crianças de 3 e 4 anos tomaram as duas doses da vacina até abril de 2023, quatro meses após a aprovação do uso emergencial da Coronavac nessa faixa etária pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, apenas 38.510 crianças receberam a dose de reforço recomendada pelo Ministério da Saúde, preferencialmente com a vacina Pfizer.

    O atraso na vacinação infantil contra a Covid-19 é preocupante, uma vez que a doença já causou a morte de centenas de crianças menores de 5 anos no país desde o início da pandemia. De acordo com o estudo VAX*SIM, coordenado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), iniciativa conjunta da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase), o Brasil registrava uma média de 2 mortes diárias por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos até junho de 2022. Desde a aprovação da Pfizer pediátrica pela Anvisa, em 16 de setembro, 26 crianças menores de 5 anos já morreram em decorrência da doença, o equivalente a dois óbitos a cada três dias.

    A vacinação infantil contra a Covid-19 é fundamental para proteger as crianças e reduzir a circulação do vírus na população. Além disso, a vacinação infantil pode contribuir para a retomada das atividades escolares presenciais, que foram severamente afetadas pela pandemia. Por isso, é importante que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para receberem as doses necessárias da vacina e que sigam as orientações das autoridades sanitárias sobre os intervalos entre as doses e a necessidade de reforço.

    Fonte: Link.

  • Novo sorotipo da dengue pode causar epidemia no Brasil

    Novo sorotipo da dengue pode causar epidemia no Brasil

    Um estudo da Fiocruz alerta para o risco de uma nova epidemia de dengue no Brasil, causada pelo sorotipo 3 do vírus, que não circula no país há mais de 15 anos.

    Os pesquisadores identificaram quatro casos desse sorotipo em Roraima e no Paraná, e descobriram que se trata de uma linhagem diferente da que já causou surtos nas Américas no início dos anos 2000.

    A linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. Ela já está circulando na América Central e nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. O ressurgimento desse sorotipo preocupa os especialistas porque a população tem baixa imunidade contra ele, e porque há um maior risco de dengue grave em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

    O estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além de outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais. Os resultados foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado por um dos quatro sorotipos do vírus. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e sangramentos. A dengue grave pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

    A prevenção da dengue depende do controle do mosquito vetor e da eliminação dos possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água parada. Também é importante procurar atendimento médico ao apresentar os primeiros sinais da doença.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Os pesquisadores identificaram quatro casos desse sorotipo em Roraima e no Paraná, e descobriram que se trata de uma linhagem diferente da que já causou surtos nas Américas no início dos anos 2000.

    A linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. Ela já está circulando na América Central e nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. O ressurgimento desse sorotipo preocupa os especialistas porque a população tem baixa imunidade contra ele, e porque há um maior risco de dengue grave em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

    O estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além de outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais. Os resultados foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado por um dos quatro sorotipos do vírus. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e sangramentos. A dengue grave pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

    A prevenção da dengue depende do controle do mosquito vetor e da eliminação dos possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água parada. Também é importante procurar atendimento médico ao apresentar os primeiros sinais da doença.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Brasil e Índia unem esforços para desenvolver teste rápido e acessível para tuberculose

    Brasil e Índia unem esforços para desenvolver teste rápido e acessível para tuberculose

    A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, com cerca de 1,4 milhão de óbitos em 2019.

    Para combater essa doença, é fundamental ter um diagnóstico rápido, preciso e acessível, que permita iniciar o tratamento adequado o quanto antes. No entanto, os métodos disponíveis atualmente têm limitações como alto custo, baixa sensibilidade ou demora na entrega dos resultados.

    Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Pesquisa Médica da Índia (ICMR) firmaram uma parceria para desenvolver um novo teste diagnóstico para tuberculose, baseado na detecção de anticorpos específicos contra a bactéria no sangue dos pacientes.

    O projeto conta com a participação de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Instituto Nacional de Pesquisa em Tuberculose (NIRT) e do Instituto Nacional de Imunologia (NII), ambos da Índia. A iniciativa tem o apoio da Rede Internacional de Pesquisa em Tuberculose (TB-IRN), financiada pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID).

    O objetivo é desenvolver um teste rápido, simples e barato, que possa ser usado em locais com poucos recursos e sem necessidade de equipamentos sofisticados. O teste consiste em um dispositivo semelhante a um palito, que contém uma tira reagente com antígenos da bactéria. Ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente, a tira reagente muda de cor se houver anticorpos contra a bactéria no sangue.

    Os pesquisadores já identificaram alguns antígenos candidatos para compor o teste, que estão sendo avaliados em amostras de sangue de pacientes com tuberculose da Índia e do Brasil. A expectativa é que o teste esteja pronto para validação clínica em dois anos.

    O novo teste diagnóstico para tuberculose pode contribuir para reduzir a carga dessa doença no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde ela é mais prevalente. Além disso, pode facilitar o monitoramento da resposta ao tratamento e a detecção de casos de resistência aos antibióticos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    Para combater essa doença, é fundamental ter um diagnóstico rápido, preciso e acessível, que permita iniciar o tratamento adequado o quanto antes. No entanto, os métodos disponíveis atualmente têm limitações como alto custo, baixa sensibilidade ou demora na entrega dos resultados.

    Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Pesquisa Médica da Índia (ICMR) firmaram uma parceria para desenvolver um novo teste diagnóstico para tuberculose, baseado na detecção de anticorpos específicos contra a bactéria no sangue dos pacientes.

    O projeto conta com a participação de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Instituto Nacional de Pesquisa em Tuberculose (NIRT) e do Instituto Nacional de Imunologia (NII), ambos da Índia. A iniciativa tem o apoio da Rede Internacional de Pesquisa em Tuberculose (TB-IRN), financiada pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID).

    O objetivo é desenvolver um teste rápido, simples e barato, que possa ser usado em locais com poucos recursos e sem necessidade de equipamentos sofisticados. O teste consiste em um dispositivo semelhante a um palito, que contém uma tira reagente com antígenos da bactéria. Ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente, a tira reagente muda de cor se houver anticorpos contra a bactéria no sangue.

    Os pesquisadores já identificaram alguns antígenos candidatos para compor o teste, que estão sendo avaliados em amostras de sangue de pacientes com tuberculose da Índia e do Brasil. A expectativa é que o teste esteja pronto para validação clínica em dois anos.

    O novo teste diagnóstico para tuberculose pode contribuir para reduzir a carga dessa doença no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde ela é mais prevalente. Além disso, pode facilitar o monitoramento da resposta ao tratamento e a detecção de casos de resistência aos antibióticos.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Diagnóstico de HPV: Fiocruz e UnB desenvolvem nova técnica que dá o resultado em até 2 horas

    Diagnóstico de HPV: Fiocruz e UnB desenvolvem nova técnica que dá o resultado em até 2 horas

    O vírus do papiloma humano (HPV) é uma das principais causas de câncer de colo do útero, que afeta milhares de mulheres no Brasil e no mundo.

    Para facilitar o diagnóstico precoce dessa doença, a Fiocruz e a Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma nova técnica que utiliza a saliva como material biológico.

    A técnica consiste em coletar a saliva da paciente e analisá-la por meio de um teste molecular chamado PCR em tempo real, que detecta a presença do DNA do HPV. O resultado sai em cerca de duas horas, o que permite um tratamento mais rápido e eficaz.

    Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a técnica é mais simples, barata e menos invasiva do que os métodos tradicionais, que exigem a coleta de material do colo do útero. Além disso, a saliva pode ser coletada em qualquer lugar, sem a necessidade de um profissional de saúde especializado.

    O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), e contou com a participação de 300 mulheres voluntárias. Os resultados foram publicados na revista científica PLOS ONE, e mostraram que a técnica tem uma sensibilidade de 87% e uma especificidade de 94% para o diagnóstico de HPV.

    Os pesquisadores esperam que a técnica possa ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para a prevenção e o controle do câncer de colo do útero no país.

    Fonte: Agência Fiocruz

    Para facilitar o diagnóstico precoce dessa doença, a Fiocruz e a Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma nova técnica que utiliza a saliva como material biológico.

    A técnica consiste em coletar a saliva da paciente e analisá-la por meio de um teste molecular chamado PCR em tempo real, que detecta a presença do DNA do HPV. O resultado sai em cerca de duas horas, o que permite um tratamento mais rápido e eficaz.

    Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a técnica é mais simples, barata e menos invasiva do que os métodos tradicionais, que exigem a coleta de material do colo do útero. Além disso, a saliva pode ser coletada em qualquer lugar, sem a necessidade de um profissional de saúde especializado.

    O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), e contou com a participação de 300 mulheres voluntárias. Os resultados foram publicados na revista científica PLOS ONE, e mostraram que a técnica tem uma sensibilidade de 87% e uma especificidade de 94% para o diagnóstico de HPV.

    Os pesquisadores esperam que a técnica possa ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para a prevenção e o controle do câncer de colo do útero no país.

    Fonte: Agência Fiocruz