Tag: História

  • Eugenia, Medicina e Sociedade: Como o NEJM e outras publicações perpetuaram preconceitos e injustiças

    Eugenia, Medicina e Sociedade: Como o NEJM e outras publicações perpetuaram preconceitos e injustiças

    O movimento eugênico foi uma corrente de pensamento que defendia a melhoria da raça humana por meio da seleção artificial dos indivíduos considerados mais aptos.

    Embora tenha surgido no século XIX, a eugenia ganhou força no início do século XX, influenciando políticas públicas, leis e atitudes sociais em vários países, inclusive no Brasil.

    Um dos principais veículos de divulgação e legitimação da eugenia foi a literatura médica, que usou argumentos científicos para justificar práticas discriminatórias e violentas contra grupos considerados inferiores ou indesejáveis. Um exemplo notório é o New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiosas e antigas publicações médicas do mundo.

    Em um artigo recente, publicado no próprio NEJM, os autores analisam como o jornal contribuiu para o avanço da eugenia nos Estados Unidos e no mundo, destacando os seguintes pontos:

    • Eugenia no NEJM: O artigo mostra como o NEJM e outras publicações médicas apoiaram políticas eugênicas, como restrição à imigração e esterilização, influenciando atitudes públicas e políticas. Por exemplo, em 1924, o NEJM publicou um editorial elogiando a lei de imigração que restringia a entrada de pessoas de origem asiática, africana e do sul da Europa, alegando que elas eram geneticamente inferiores e ameaçavam a pureza racial americana.

    • Influência Médica: O artigo ressalta o papel significativo que os médicos tiveram no movimento eugênico, usando sua influência para promover a eugenia como uma solução para problemas sociais. Os médicos defendiam que a esterilização compulsória de pessoas com deficiências físicas ou mentais, doenças hereditárias, criminalidade ou pobreza era uma medida necessária para evitar o declínio da civilização. Além disso, os médicos participavam de comitês e tribunais que decidiam quem deveria ser esterilizado ou não.

    • Consequências Históricas: O artigo expõe as graves consequências que a defesa da eugenia teve na história, alimentando o desprezo por pessoas com deficiências, grupos étnicos marginalizados, imigrantes e pobres. O artigo cita que mais de 60 mil pessoas foram esterilizadas nos Estados Unidos entre 1907 e 1979, com base em critérios eugênicos. Além disso, o artigo lembra que a ideologia eugênica inspirou as ações genocidas de Hitler na Alemanha nazista, que exterminou milhões de judeus, ciganos, homossexuais e outros grupos considerados inferiores.

    • Reflexão e Mudança: O artigo serve como um ponto de partida para reconhecer e confrontar as atitudes preconceituosas que ainda persistem na medicina e na sociedade, destacando a necessidade de comprometimento dos médicos e suas plataformas profissionais. O artigo propõe que o NEJM reconheça seu papel histórico na promoção da eugenia e se comprometa a combater o racismo, o capacitismo, o sexismo e outras formas de discriminação que afetam a saúde e os direitos humanos das populações vulneráveis.

    O artigo é uma leitura importante para quem se interessa pela história da medicina e pela ética médica. Ele nos mostra como a ciência pode ser usada para fins nefastos, mas também como ela pode ser usada para reparar os erros do passado e construir um futuro mais justo e inclusivo.

    Fonte: Link.

    Embora tenha surgido no século XIX, a eugenia ganhou força no início do século XX, influenciando políticas públicas, leis e atitudes sociais em vários países, inclusive no Brasil.

    Um dos principais veículos de divulgação e legitimação da eugenia foi a literatura médica, que usou argumentos científicos para justificar práticas discriminatórias e violentas contra grupos considerados inferiores ou indesejáveis. Um exemplo notório é o New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiosas e antigas publicações médicas do mundo.

    Em um artigo recente, publicado no próprio NEJM, os autores analisam como o jornal contribuiu para o avanço da eugenia nos Estados Unidos e no mundo, destacando os seguintes pontos:

    • Eugenia no NEJM: O artigo mostra como o NEJM e outras publicações médicas apoiaram políticas eugênicas, como restrição à imigração e esterilização, influenciando atitudes públicas e políticas. Por exemplo, em 1924, o NEJM publicou um editorial elogiando a lei de imigração que restringia a entrada de pessoas de origem asiática, africana e do sul da Europa, alegando que elas eram geneticamente inferiores e ameaçavam a pureza racial americana.

    • Influência Médica: O artigo ressalta o papel significativo que os médicos tiveram no movimento eugênico, usando sua influência para promover a eugenia como uma solução para problemas sociais. Os médicos defendiam que a esterilização compulsória de pessoas com deficiências físicas ou mentais, doenças hereditárias, criminalidade ou pobreza era uma medida necessária para evitar o declínio da civilização. Além disso, os médicos participavam de comitês e tribunais que decidiam quem deveria ser esterilizado ou não.

    • Consequências Históricas: O artigo expõe as graves consequências que a defesa da eugenia teve na história, alimentando o desprezo por pessoas com deficiências, grupos étnicos marginalizados, imigrantes e pobres. O artigo cita que mais de 60 mil pessoas foram esterilizadas nos Estados Unidos entre 1907 e 1979, com base em critérios eugênicos. Além disso, o artigo lembra que a ideologia eugênica inspirou as ações genocidas de Hitler na Alemanha nazista, que exterminou milhões de judeus, ciganos, homossexuais e outros grupos considerados inferiores.

    • Reflexão e Mudança: O artigo serve como um ponto de partida para reconhecer e confrontar as atitudes preconceituosas que ainda persistem na medicina e na sociedade, destacando a necessidade de comprometimento dos médicos e suas plataformas profissionais. O artigo propõe que o NEJM reconheça seu papel histórico na promoção da eugenia e se comprometa a combater o racismo, o capacitismo, o sexismo e outras formas de discriminação que afetam a saúde e os direitos humanos das populações vulneráveis.

    O artigo é uma leitura importante para quem se interessa pela história da medicina e pela ética médica. Ele nos mostra como a ciência pode ser usada para fins nefastos, mas também como ela pode ser usada para reparar os erros do passado e construir um futuro mais justo e inclusivo.

    Fonte: Link.

  • 4 Fatos Surpreendentes Sobre o Titanic

    4 Fatos Surpreendentes Sobre o Titanic

    O Titanic foi um dos navios mais famosos da história, mas também um dos mais trágicos. O naufrágio do transatlântico em 1912 causou a morte de mais de 1.500 pessoas e marcou para sempre a memória coletiva.

    No entanto, além da tragédia, há alguns fatos curiosos e até mesmo misteriosos relacionados ao Titanic que vale a pena conhecer. Veja alguns deles:

    • O Titanic não foi o primeiro navio a afundar no local onde ele naufragou. Em 1898, um escritor chamado Morgan Robertson publicou um livro chamado “Futilidade”, que contava a história de um navio chamado Titan que colidia com um iceberg no Atlântico Norte e afundava, levando consigo a maioria dos passageiros. O livro foi escrito 14 anos antes do Titanic e tinha muitas semelhanças com o que aconteceu de verdade.

    • Um dos sobreviventes do Titanic foi um cachorro chamado Frou-Frou, que pertencia a uma passageira da primeira classe chamada Ann Elizabeth Isham. Ela se recusou a deixar o navio sem o seu animal de estimação e conseguiu colocá-lo em um bote salva-vidas. No entanto, os tripulantes tentaram tirar o cachorro do bote, alegando que ele ocupava o lugar de uma pessoa. Isham então pulou de volta para o navio com o seu cão e morreu abraçada a ele.

    • Um dos passageiros do Titanic era um homem chamado Charles Joughin, que era o chefe dos padeiros do navio. Ele sobreviveu ao naufrágio de uma forma incrível: ele bebeu uma grande quantidade de álcool antes de entrar na água gelada e conseguiu nadar por horas até ser resgatado. Ele afirmou que não sentiu frio e que o álcool o ajudou a se manter vivo.

    • Um dos tripulantes do Titanic era um homem chamado Violet Jessop, que era uma camareira da primeira classe. Ela sobreviveu ao naufrágio e continuou trabalhando em navios. Em 1916, ela estava a bordo do Britannic, um navio irmão do Titanic, quando ele também afundou após colidir com uma mina. Ela sobreviveu novamente e ainda trabalhou em outro navio irmão do Titanic, o Olympic, que também sofreu um acidente em 1911. Ela ficou conhecida como a mulher que sobreviveu aos três navios irmãos do Titanic.

    Esses são apenas alguns dos eventos curiosos relacionados ao Titanic que mostram que a história desse navio vai muito além da tragédia. Se você gostou desse post, compartilhe com os seus amigos e deixe o seu comentário.

    No entanto, além da tragédia, há alguns fatos curiosos e até mesmo misteriosos relacionados ao Titanic que vale a pena conhecer. Veja alguns deles:

    • O Titanic não foi o primeiro navio a afundar no local onde ele naufragou. Em 1898, um escritor chamado Morgan Robertson publicou um livro chamado “Futilidade”, que contava a história de um navio chamado Titan que colidia com um iceberg no Atlântico Norte e afundava, levando consigo a maioria dos passageiros. O livro foi escrito 14 anos antes do Titanic e tinha muitas semelhanças com o que aconteceu de verdade.

    • Um dos sobreviventes do Titanic foi um cachorro chamado Frou-Frou, que pertencia a uma passageira da primeira classe chamada Ann Elizabeth Isham. Ela se recusou a deixar o navio sem o seu animal de estimação e conseguiu colocá-lo em um bote salva-vidas. No entanto, os tripulantes tentaram tirar o cachorro do bote, alegando que ele ocupava o lugar de uma pessoa. Isham então pulou de volta para o navio com o seu cão e morreu abraçada a ele.

    • Um dos passageiros do Titanic era um homem chamado Charles Joughin, que era o chefe dos padeiros do navio. Ele sobreviveu ao naufrágio de uma forma incrível: ele bebeu uma grande quantidade de álcool antes de entrar na água gelada e conseguiu nadar por horas até ser resgatado. Ele afirmou que não sentiu frio e que o álcool o ajudou a se manter vivo.

    • Um dos tripulantes do Titanic era um homem chamado Violet Jessop, que era uma camareira da primeira classe. Ela sobreviveu ao naufrágio e continuou trabalhando em navios. Em 1916, ela estava a bordo do Britannic, um navio irmão do Titanic, quando ele também afundou após colidir com uma mina. Ela sobreviveu novamente e ainda trabalhou em outro navio irmão do Titanic, o Olympic, que também sofreu um acidente em 1911. Ela ficou conhecida como a mulher que sobreviveu aos três navios irmãos do Titanic.

    Esses são apenas alguns dos eventos curiosos relacionados ao Titanic que mostram que a história desse navio vai muito além da tragédia. Se você gostou desse post, compartilhe com os seus amigos e deixe o seu comentário.

  • A origem do quentão, a bebida que aquece as festas juninas

    A origem do quentão, a bebida que aquece as festas juninas

    O quentão é uma bebida quente feita com vinho ou cachaça, açúcar, gengibre, cravo, canela e frutas como laranja, limão e maçã. É uma das delícias típicas das festas juninas no Brasil, que acontecem nos meses mais frios do ano. Mas você sabe qual é a origem do quentão?

    Segundo o folclorista Amadeu Amaral, em seu livro O dialeto caipira, publicado em 1920, a palavra quentão é de origem caipira e significa “muito quente”. Ele também afirma que a bebida era usada pelos caipiras para se aquecerem nas noites frias e para curar resfriados e gripes.

    No entanto, não há uma certeza sobre quando e onde o quentão surgiu. Alguns historiadores acreditam que ele tenha sido influenciado pelo vinho quente europeu, que era consumido pelos colonizadores portugueses. Outros defendem que ele seja uma adaptação da sangria espanhola, que leva vinho tinto e frutas.

    Já a versão com cachaça pode ter sido criada pelos escravos africanos, que usavam a aguardente para se protegerem do frio e das doenças. A cachaça também era mais barata e acessível do que o vinho na época colonial.

    O fato é que o quentão se tornou uma bebida popular nas festas juninas, que são celebrações de origem católica em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro. Essas festas também incorporaram elementos da cultura indígena, africana e caipira, como as fogueiras, as quadrilhas e as comidas típicas.

    Hoje em dia, existem diversas receitas de quentão pelo Brasil afora, com variações nos ingredientes e no modo de preparo. Há quem prefira o quentão de vinho, mais suave e aromático, e quem goste mais do quentão de cachaça, mais forte e encorpado. Há também quem acrescente outras frutas, como abacaxi e morango, ou até mesmo chocolate.

    O importante é que o quentão seja servido bem quente, em canecas de barro ou louça, para manter a temperatura e o sabor. E claro, que seja apreciado com moderação e responsabilidade.

    Segundo o folclorista Amadeu Amaral, em seu livro O dialeto caipira, publicado em 1920, a palavra quentão é de origem caipira e significa “muito quente”. Ele também afirma que a bebida era usada pelos caipiras para se aquecerem nas noites frias e para curar resfriados e gripes.

    No entanto, não há uma certeza sobre quando e onde o quentão surgiu. Alguns historiadores acreditam que ele tenha sido influenciado pelo vinho quente europeu, que era consumido pelos colonizadores portugueses. Outros defendem que ele seja uma adaptação da sangria espanhola, que leva vinho tinto e frutas.

    Já a versão com cachaça pode ter sido criada pelos escravos africanos, que usavam a aguardente para se protegerem do frio e das doenças. A cachaça também era mais barata e acessível do que o vinho na época colonial.

    O fato é que o quentão se tornou uma bebida popular nas festas juninas, que são celebrações de origem católica em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro. Essas festas também incorporaram elementos da cultura indígena, africana e caipira, como as fogueiras, as quadrilhas e as comidas típicas.

    Hoje em dia, existem diversas receitas de quentão pelo Brasil afora, com variações nos ingredientes e no modo de preparo. Há quem prefira o quentão de vinho, mais suave e aromático, e quem goste mais do quentão de cachaça, mais forte e encorpado. Há também quem acrescente outras frutas, como abacaxi e morango, ou até mesmo chocolate.

    O importante é que o quentão seja servido bem quente, em canecas de barro ou louça, para manter a temperatura e o sabor. E claro, que seja apreciado com moderação e responsabilidade.

  • Podcasts: como surgiu, quais são os mais ouvidos e qual o futuro desse formato de conteúdo

    Podcasts: como surgiu, quais são os mais ouvidos e qual o futuro desse formato de conteúdo

    Os podcasts são programas de áudio que podem ser ouvidos a qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de aplicativos ou sites na internet. Eles abordam os mais diversos temas, desde notícias e entretenimento até educação e negócios. Mas você sabe como surgiu esse formato de conteúdo e quais são os podcasts mais ouvidos…

    A origem dos podcasts remonta ao início dos anos 2000, quando alguns pioneiros começaram a produzir e distribuir arquivos de áudio pela web, aproveitando o surgimento dos tocadores portáteis de MP3. O termo podcast foi cunhado em 2004 pelo jornalista britânico Ben Hammersley, em um artigo para o jornal The Guardian, combinando as palavras iPod (o famoso dispositivo da Apple) e broadcast (transmissão).

    O podcast ganhou popularidade nos anos seguintes, com o surgimento de plataformas especializadas, como o iTunes e o Spotify, que facilitaram o acesso e a descoberta dos programas pelos usuários. Além disso, o podcast se beneficiou da crescente demanda por conteúdo on demand (sob demanda), que permite ao consumidor escolher o que, quando e onde quer ouvir.

    Segundo dados da Statista e no Ibope, o Brasil é o terceiro país que mais consome podcast no mundo, com mais de 30 milhões de ouvintes. O país só fica atrás da Suécia e da Irlanda, primeiro e segundo colocados, respectivamente. O Spotify é o tocador favorito do público para ouvir podcast, com 25% da participação de mercado.

    Mas quais são os podcasts mais ouvidos pelos brasileiros e pelo mundo? De acordo com a mesma pesquisa, o podcast Horóscopo Hoje, que conta diariamente sobre previsões dos signos, foi o mais ouvido do Brasil no último ano. Em segundo lugar ficou o podcast Mano a Mano, o programa de entrevistas do Mano Brown. Os podcasts Flow, Primocast e Café da Manhã ficaram na 3ª, 4ª e 5ª colocação, respectivamente.

    Já no ranking mundial, o podcast The Joe Rogan Experience (do apresentador Joe Rogan) ficou em primeira posição, seguido pelo Call Her Daddy em segundo colocado, e o Crime Junkie em terceiro. Esses dados são baseados nas plataformas gratuitas de streaming.

    O futuro dos podcasts parece promissor, com novas tendências e oportunidades para criadores e ouvintes. Entre elas, podemos destacar:

    • A produção de podcasts originais e exclusivos por grandes empresas de mídia e tecnologia, como Netflix, Amazon e Apple.

    • A monetização dos podcasts por meio de assinaturas pagas, publicidade direcionada e patrocínios de marcas.

    • A interação dos podcasts com outras mídias, como vídeo, texto e redes sociais.

    • A diversificação dos formatos e gêneros dos podcasts, explorando novas narrativas e públicos.

    • A expansão dos podcasts para novos mercados e idiomas, ampliando o alcance global do conteúdo.

    Os podcasts são uma forma de comunicação que veio para ficar e que oferece muitas possibilidades para quem quer se informar, se divertir ou se educar. Se você ainda não é um ouvinte assíduo desse formato de conteúdo, vale a pena experimentar e descobrir os podcasts que mais combinam com você.

    A origem dos podcasts remonta ao início dos anos 2000, quando alguns pioneiros começaram a produzir e distribuir arquivos de áudio pela web, aproveitando o surgimento dos tocadores portáteis de MP3. O termo podcast foi cunhado em 2004 pelo jornalista britânico Ben Hammersley, em um artigo para o jornal The Guardian, combinando as palavras iPod (o famoso dispositivo da Apple) e broadcast (transmissão).

    O podcast ganhou popularidade nos anos seguintes, com o surgimento de plataformas especializadas, como o iTunes e o Spotify, que facilitaram o acesso e a descoberta dos programas pelos usuários. Além disso, o podcast se beneficiou da crescente demanda por conteúdo on demand (sob demanda), que permite ao consumidor escolher o que, quando e onde quer ouvir.

    Segundo dados da Statista e no Ibope, o Brasil é o terceiro país que mais consome podcast no mundo, com mais de 30 milhões de ouvintes. O país só fica atrás da Suécia e da Irlanda, primeiro e segundo colocados, respectivamente. O Spotify é o tocador favorito do público para ouvir podcast, com 25% da participação de mercado.

    Mas quais são os podcasts mais ouvidos pelos brasileiros e pelo mundo? De acordo com a mesma pesquisa, o podcast Horóscopo Hoje, que conta diariamente sobre previsões dos signos, foi o mais ouvido do Brasil no último ano. Em segundo lugar ficou o podcast Mano a Mano, o programa de entrevistas do Mano Brown. Os podcasts Flow, Primocast e Café da Manhã ficaram na 3ª, 4ª e 5ª colocação, respectivamente.

    Já no ranking mundial, o podcast The Joe Rogan Experience (do apresentador Joe Rogan) ficou em primeira posição, seguido pelo Call Her Daddy em segundo colocado, e o Crime Junkie em terceiro. Esses dados são baseados nas plataformas gratuitas de streaming.

    O futuro dos podcasts parece promissor, com novas tendências e oportunidades para criadores e ouvintes. Entre elas, podemos destacar:

    • A produção de podcasts originais e exclusivos por grandes empresas de mídia e tecnologia, como Netflix, Amazon e Apple.

    • A monetização dos podcasts por meio de assinaturas pagas, publicidade direcionada e patrocínios de marcas.

    • A interação dos podcasts com outras mídias, como vídeo, texto e redes sociais.

    • A diversificação dos formatos e gêneros dos podcasts, explorando novas narrativas e públicos.

    • A expansão dos podcasts para novos mercados e idiomas, ampliando o alcance global do conteúdo.

    Os podcasts são uma forma de comunicação que veio para ficar e que oferece muitas possibilidades para quem quer se informar, se divertir ou se educar. Se você ainda não é um ouvinte assíduo desse formato de conteúdo, vale a pena experimentar e descobrir os podcasts que mais combinam com você.

  • Corpus Christi: o que é e como surgiu essa celebração católica

    Corpus Christi: o que é e como surgiu essa celebração católica

    Corpus Christi é uma festa religiosa que homenageia o sacramento da eucaristia, ou seja, a presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados na missa. A expressão vem do latim e significa “corpo de Cristo”. A data é comemorada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez ocorre depois…

    A origem de Corpus Christi remonta ao século XIII, quando uma freira agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon teve visões de Cristo pedindo que se celebrasse a eucaristia com mais destaque. Ela comunicou o seu segredo ao cônego Tiago Pantaleão de Troyes, que mais tarde se tornou o papa Urbano IV.

    Em 1264, um fato marcou a história dessa festa: o milagre de Bolsena. Um sacerdote que duvidava da transubstanciação viu sangue sair da hóstia que partia durante a missa. O papa Urbano IV, que estava em Orvieto, mandou trazer o corporal (pano) manchado de sangue e o recebeu em procissão. Foi a primeira vez que se fez uma procissão eucarística.

    Nesse mesmo ano, o papa publicou a bula Transiturus, que instituiu oficialmente a solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja. Ele também encomendou ao teólogo Tomás de Aquino que compusesse os textos litúrgicos para a ocasião. Assim nasceram hinos famosos como Pange Lingua e Adoro Te Devote.

    A festa de Corpus Christi se espalhou pelo mundo católico e ganhou diversas tradições locais. No Brasil, por influência dos portugueses, é comum enfeitar as ruas com tapetes coloridos, que representam símbolos e cenas da fé cristã. Esses tapetes são feitos com materiais como serragem, flores, areia e pó de café. Por eles passa a procissão com o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo bispo ou pelo pároco.

    Corpus Christi é uma oportunidade para os católicos expressarem publicamente a sua devoção à eucaristia e reafirmarem a sua fé na presença real de Cristo na hóstia santa.

    A origem de Corpus Christi remonta ao século XIII, quando uma freira agostiniana chamada Juliana de Mont Cornillon teve visões de Cristo pedindo que se celebrasse a eucaristia com mais destaque. Ela comunicou o seu segredo ao cônego Tiago Pantaleão de Troyes, que mais tarde se tornou o papa Urbano IV.

    Em 1264, um fato marcou a história dessa festa: o milagre de Bolsena. Um sacerdote que duvidava da transubstanciação viu sangue sair da hóstia que partia durante a missa. O papa Urbano IV, que estava em Orvieto, mandou trazer o corporal (pano) manchado de sangue e o recebeu em procissão. Foi a primeira vez que se fez uma procissão eucarística.

    Nesse mesmo ano, o papa publicou a bula Transiturus, que instituiu oficialmente a solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja. Ele também encomendou ao teólogo Tomás de Aquino que compusesse os textos litúrgicos para a ocasião. Assim nasceram hinos famosos como Pange Lingua e Adoro Te Devote.

    A festa de Corpus Christi se espalhou pelo mundo católico e ganhou diversas tradições locais. No Brasil, por influência dos portugueses, é comum enfeitar as ruas com tapetes coloridos, que representam símbolos e cenas da fé cristã. Esses tapetes são feitos com materiais como serragem, flores, areia e pó de café. Por eles passa a procissão com o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo bispo ou pelo pároco.

    Corpus Christi é uma oportunidade para os católicos expressarem publicamente a sua devoção à eucaristia e reafirmarem a sua fé na presença real de Cristo na hóstia santa.

  • Exposição mostra o genocídio de ucranianos pela fome na década de 1930

    Foi inaugurada na quarta-feira (9) no Senado a exposição Ucrânia 1932-1933: Genocídio pela Fome. São 15 painéis montados na Senado Galeria (corredor de acesso ao Anexo 1) que mostram o contexto histórico e as consequências do programa de reorganização da agricultura dos estados soviéticos, durante o governo de Josef Stalin, que matou milhões de ucranianos. A mostra fica aberta à visitação do público até 18 de maio.

    O embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, abriu o evento agradecendo a oportunidade dada pelo gabinete do senador Alvaro Dias (Pode-PR) em realizar a exposição e ressaltou a necessidade de manter as lembranças do passado.

    — A solenidade de hoje é para olharmos o passado, avaliarmos o futuro e planejarmos o presente. Entre tantas coisas ruins que ocorreram no passado e que se vinculam ao presente, está, sem dúvida, o Holodomor ucraniano — disse. A palavra holodomor significa, em ucraniano, morte por fome. O termo é usado para descrever o extermínio por fome, programado pelo Estado soviético, de milhões de ucranianos no início da década de 1930.

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    Tronenko afirmou que o extermino de pessoas inocentes só foi possível devido à política de terror do regime soviético. Ele também culpou a repressão pela pouca divulgação da tragédia.

    — Se o Holodomor não tivesse sido calado e silenciado pela propaganda soviética, certamente o holocausto poderia ter sido evitado. O silêncio ensurdecedor dessa tragédia e a omissão criminosa desse fato hediondo fizeram com que a impunidade fosse possível de outras formas, com outros países.

    O embaixador lembrou que o Holodomor já foi reconhecido por dezenas de países, assim como por algumas câmaras de vereadores e assembleias legislativas brasileiras.

    — Nossa comunidade conta hoje com mais de 1 milhão de descendentes espalhados por todo o Brasil e aguarda ansiosa por uma posição brasileira a respeito do reconhecimento do Holodomor como genocídio ou crime contra a humanidade.

    O senador José Medeiros (Pode-MT), presente na inauguração, afirmou que a história é sempre contada pelos vencedores, que, no entanto, nem sempre contam a verdade. Ele lembrou que o tema do genocídio na Ucrânia já foi tratado em debate no Senado e elogiou a exposição.

    — É importante que eventos dessa natureza ocorram para que esses fatos sempre sejam lembrados. Não somente para a Ucrânia, mas para todos os povos.
    Exposição

    A mostra é uma iniciativa do gabinete do senador Alvaro Dias e da Embaixada da Ucrânia no Brasil. Otto Fernandes, assessor parlamentar do Senado, ressaltou que o objetivo é relembrar a tragédia e também levar mais informações sobre o acontecimento aos cidadãos.

    — É uma forma de lembrar o que os ucranianos chamam de genocídio. As imagens mostram como era o país antes, durante e depois da tragédia — disse Fernandes.

    Volodymyl Kokhno, representante da Embaixada da Ucrânia, explica que a exposição conta detalhes da catástrofe, também conhecida como “Holodomor, um massacre pela fome”.

    — O conhecimento desse fato é importante para que isso não seja repetido nunca mais. Após o Congresso Nacional, temos a intenção de levar a exposição a outros órgãos públicos da capital — afirmou Kokhno. Com informações da Agência Senado.

  • Conheça Samuel Hahnemann, o criador da Homeopatia

    No 10 de abril de 1755 nasceu na Alemanha, Samuel Hahnemann, o criador da Homeopatia.

    De origem humilde tinha vocação para medicina, se formou médico aos 24 anos, mas acabou deixando a carreira.

    Hahnemann considerava os métodos usados bastante orimitovos e sem embasamento científicos. Por Rádio Agência Nacional

  • Frank Lloyd Wright, o arquiteto que revolucionou a arquitetura norte-americana

    No dia 9 de abril de 1959, morria, aos 91 anos, o maior arquiteto norte-americano do século 20: Frank Lloyd Wright.

    Ele é considerado o mestre da arquitetura orgânica, e seu trabalho é apontado como inovador e revolucionário.

    Suas ideias influenciaram modernos projetos arquitetônicos e continuam inspirando profissionais do setor. Entre seus principais trabalhos estão a Casa da Cascata, construída em 1936, na Pensilvânia, e a sede do Museu Guggenheim, em Nova York. Por: Radioagência Nacional

  • História Hoje: Guerra das Malvinas completa 36 anos

    No dia 2 de abril de 1982 começava a Guerra das Malvinas, que fica a cerca de 500 quilômetros do litoral argentino no Atlântico Sul.

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    A Argentina ocupou as Ilhas Malvinas, chamada de Falklands, pelos ingleses. O noticiário da época registra que o ataque surpresa ocorreu durante a madrugada.

    História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados a cada dia do ano. É publicado de segunda a sexta-feira. Acesse aqui as edições anteriores. Por: Radioagência Nacional

  • Curiosidades do mundo: Você sabe como surgiu o garfo?

    Muitas pessoas não conseguem imaginar como seriam as suas vidas na hora de uma refeição sem o uso dos garfos. Tudo bem que eles não são usados em todas as refeições e culturas, mas é um item extremamente útil e comum no nosso dia.

    No entanto, você sabia que nos primórdios das civilizações humanas, todas as pessoas comiam os alimentos com as mãos? Isso começou a mudar em algum momento da história e foi justamente este o assunto abordado pelo Curiosidades do Mundo de hoje.

    Se você não ouviu, ouça abaixo. Não deixe de conferir, de segunda a sábado, na programação da W Rádio Brasil. É um mix diário de curiosidades, recordes e dicas variadas. Ouça pelo Site, APP ou no TuneIn.