Tag: Maranhão

  • Tremor de terra de 4,7 na escala Richter sacode Cururupu, Maranhão

    Tremor de terra de 4,7 na escala Richter sacode Cururupu, Maranhão

    No tranquilo cenário brasileiro, onde terremotos raramente fazem manchetes, um evento recente chamou a atenção.

    Na noite passada, um tremor de magnitude 4,7 na Escala Richter foi registrado perto do município de Cururupu, no interior do Maranhão. O abalo sísmico, que ocorreu às 23h46, foi captado pelo Centro de Sismologia Europeu e localizado a cerca de 130 km de São Luís.

    Apesar da magnitude considerável para os padrões brasileiros, a profundidade do tremor, estimada em 370 km, pode ter impedido que fosse sentido pela população. Este fenômeno é um lembrete de que, embora o Brasil esteja situado longe das bordas tectônicas mais ativas do mundo, não está completamente isento de atividades sísmicas.

    Os especialistas apontam que tremores como o de Cururupu são relativamente comuns no Brasil e geralmente são causados por pressões geológicas que movimentam pequenas fraturas na crosta terrestre. Embora raramente causem danos, esses sismos são importantes indicadores da dinâmica geológica do país.

    Terremotos no Brasil: Entendendo os Tremores em Território Nacional

    Embora o Brasil não seja conhecido por terremotos devastadores como os que ocorrem em países como Japão ou Chile, o fenômeno ainda é uma realidade em nosso território. Mas por que um país situado longe das grandes bordas tectônicas, áreas conhecidas por sua atividade sísmica intensa, registra tremores de terra?

    Para entender isso, precisamos primeiro compreender o que são terremotos. Eles são vibrações do solo causadas pelo movimento de placas tectônicas, que são enormes blocos de rochas sob a superfície da Terra. Quando essas placas se movem, elas podem causar fraturas nas rochas, liberando energia acumulada e gerando ondas sísmicas que sentimos como tremores.

    No Brasil, a maioria dos terremotos é de baixa magnitude, o que significa que são raramente sentidos pela população. Isso se deve ao fato de que o país está localizado no meio da placa Sul-Americana, longe das zonas de subducção, onde uma placa tectônica desliza sob outra, gerando terremotos mais fortes.

    Entretanto, o Brasil possui falhas geológicas antigas, que são como cicatrizes na crosta terrestre. Essas falhas podem ser reativadas por diversos fatores, como a pressão exercida pelo movimento das placas tectônicas, mesmo que distante. Quando isso acontece, pequenos terremotos podem ser registrados, principalmente no Nordeste do país, onde essas falhas são mais prevalentes.

    Além disso, atividades humanas, como a construção de grandes reservatórios de água, também podem induzir tremores. A pressão da água acumulada pode reativar falhas geológicas ou criar novas, resultando em terremotos induzidos, que, embora geralmente de baixa magnitude, são um lembrete da dinâmica e da força da natureza que ainda podem surpreender.

    Portanto, mesmo que os terremotos no Brasil não sejam tão frequentes ou intensos quanto em outras regiões do mundo, eles são um fenômeno natural que merece nossa atenção e respeito. Afinal, a Terra está sempre em movimento, e mesmo as menores vibrações são parte desse dinamismo planetário que nos afeta de maneiras que muitas vezes nem percebemos.


    Na noite passada, um tremor de magnitude 4,7 na Escala Richter foi registrado perto do município de Cururupu, no interior do Maranhão. O abalo sísmico, que ocorreu às 23h46, foi captado pelo Centro de Sismologia Europeu e localizado a cerca de 130 km de São Luís.

    Apesar da magnitude considerável para os padrões brasileiros, a profundidade do tremor, estimada em 370 km, pode ter impedido que fosse sentido pela população. Este fenômeno é um lembrete de que, embora o Brasil esteja situado longe das bordas tectônicas mais ativas do mundo, não está completamente isento de atividades sísmicas.

    Os especialistas apontam que tremores como o de Cururupu são relativamente comuns no Brasil e geralmente são causados por pressões geológicas que movimentam pequenas fraturas na crosta terrestre. Embora raramente causem danos, esses sismos são importantes indicadores da dinâmica geológica do país.

    Terremotos no Brasil: Entendendo os Tremores em Território Nacional

    Embora o Brasil não seja conhecido por terremotos devastadores como os que ocorrem em países como Japão ou Chile, o fenômeno ainda é uma realidade em nosso território. Mas por que um país situado longe das grandes bordas tectônicas, áreas conhecidas por sua atividade sísmica intensa, registra tremores de terra?

    Para entender isso, precisamos primeiro compreender o que são terremotos. Eles são vibrações do solo causadas pelo movimento de placas tectônicas, que são enormes blocos de rochas sob a superfície da Terra. Quando essas placas se movem, elas podem causar fraturas nas rochas, liberando energia acumulada e gerando ondas sísmicas que sentimos como tremores.

    No Brasil, a maioria dos terremotos é de baixa magnitude, o que significa que são raramente sentidos pela população. Isso se deve ao fato de que o país está localizado no meio da placa Sul-Americana, longe das zonas de subducção, onde uma placa tectônica desliza sob outra, gerando terremotos mais fortes.

    Entretanto, o Brasil possui falhas geológicas antigas, que são como cicatrizes na crosta terrestre. Essas falhas podem ser reativadas por diversos fatores, como a pressão exercida pelo movimento das placas tectônicas, mesmo que distante. Quando isso acontece, pequenos terremotos podem ser registrados, principalmente no Nordeste do país, onde essas falhas são mais prevalentes.

    Além disso, atividades humanas, como a construção de grandes reservatórios de água, também podem induzir tremores. A pressão da água acumulada pode reativar falhas geológicas ou criar novas, resultando em terremotos induzidos, que, embora geralmente de baixa magnitude, são um lembrete da dinâmica e da força da natureza que ainda podem surpreender.

    Portanto, mesmo que os terremotos no Brasil não sejam tão frequentes ou intensos quanto em outras regiões do mundo, eles são um fenômeno natural que merece nossa atenção e respeito. Afinal, a Terra está sempre em movimento, e mesmo as menores vibrações são parte desse dinamismo planetário que nos afeta de maneiras que muitas vezes nem percebemos.


  • Surto de sarna afeta famílias indígenas no Maranhão sem acesso a tratamentos

    Surto de sarna afeta famílias indígenas no Maranhão sem acesso a tratamentos

    Famílias indígenas de diversas etnias estão sofrendo com um surto de sarna no Maranhão, uma doença de pele causada por um ácaro que provoca coceira, vermelhidão e feridas. A falta de acesso a tratamentos adequados e a precariedade da assistência básica à saúde nas aldeias são os principais fatores que contribuem para a propagação da…

    Segundo uma reportagem da Agência Pública, publicada em 1° de junho de 2023, o surto de sarna começou em abril deste ano e já atingiu cerca de 300 pessoas nas terras indígenas Araribóia, Cana Brava e Bacurizinho, localizadas no sul do estado. As comunidades afetadas são dos povos Guajajara, Krikati e Gavião.

    A reportagem relata que os indígenas têm dificuldade para conseguir medicamentos, como pomadas e comprimidos, que são distribuídos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Maranhão, órgão vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Além disso, muitas aldeias não têm postos de saúde ou profissionais capacitados para atender os casos.

    A sarna é uma doença contagiosa que pode ser transmitida pelo contato direto com pessoas ou objetos infectados. Ela pode causar complicações como infecções bacterianas, anemia e problemas renais. A prevenção envolve medidas de higiene pessoal e coletiva, como lavar as roupas e a roupa de cama com frequência e evitar o compartilhamento de objetos pessoais.

    Os povos indígenas do Maranhão representam menos de 1% da população do estado, mas sofrem com a violação de seus direitos básicos, como a saúde, a educação e a demarcação de suas terras. Eles têm realizado protestos e denúncias para exigir mais atenção do poder público e da sociedade.

    Fonte: Link.

    Segundo uma reportagem da Agência Pública, publicada em 1° de junho de 2023, o surto de sarna começou em abril deste ano e já atingiu cerca de 300 pessoas nas terras indígenas Araribóia, Cana Brava e Bacurizinho, localizadas no sul do estado. As comunidades afetadas são dos povos Guajajara, Krikati e Gavião.

    A reportagem relata que os indígenas têm dificuldade para conseguir medicamentos, como pomadas e comprimidos, que são distribuídos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Maranhão, órgão vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Além disso, muitas aldeias não têm postos de saúde ou profissionais capacitados para atender os casos.

    A sarna é uma doença contagiosa que pode ser transmitida pelo contato direto com pessoas ou objetos infectados. Ela pode causar complicações como infecções bacterianas, anemia e problemas renais. A prevenção envolve medidas de higiene pessoal e coletiva, como lavar as roupas e a roupa de cama com frequência e evitar o compartilhamento de objetos pessoais.

    Os povos indígenas do Maranhão representam menos de 1% da população do estado, mas sofrem com a violação de seus direitos básicos, como a saúde, a educação e a demarcação de suas terras. Eles têm realizado protestos e denúncias para exigir mais atenção do poder público e da sociedade.

    Fonte: Link.

  • Navio entra em quarentena após indiano testar positivo para Covid-19 no Maranhão


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  • Tragédia do Museu Nacional deixa casas de cultura do Maranhão em alerta

    Ao lado da Igreja da Sé, no Centro Histórico, está um dos museus mais novos de São Luís. O Museu de Arte Sacra tem apenas quatro anos, mas conta a história centenária da religião católica, no Maranhão.

    A peça mais antiga, São Bonifácio entalhado em madeira, foi trazida de Portugal para São Luís em meados do século 17.

    O prédio onde está o museu tem mais de um século e é tombado pelo Patrimônio Histórico.

    As 35 casas de cultura administradas pela Secretaria do Estado de Cultura e Turismo estão instaladas em prédios construídos no período colonial, época em que não havia preocupação com sistemas de segurança que hoje são obrigatórios.

    As milhares de peças que ajudam a contar a História do estado e do país estão guardadas em prédios sem porta corta-fogo e sem saídas de emergência.

    A última reforma do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, por exemplo, aconteceu em 1998. Desde então, apenas serviços de manutenção são realizados, disse a chefe de Museologia, Conceição Monteiro.

  • Bumba Meu Boi concorrerá ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade

    Considerado Patrimônio Cultural do Brasil desde 2011, o Bumba Meu Boi, expressão emblemática do Maranhão, está mais próximo de ganhar uma nova distinção: o status de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Hoje, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou ao Ministério das Relações Exteriores a candidatura do Bumba Meu Boi para concorrer ao novo título, que é conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

    Com esse passo, a previsão é de que a decisão sobre a inclusão do Bumba Meu Boi na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade seja anunciada já no começo do próximo ano. Segundo a presidente do Iphan, Kátia Bogea, a própria fundamentação documentada em forma de dossiê exigiu que os profissionais designados para a tarefa se voltassem à diversidade artística dessa manifestação.

    Fazem parte do Bumba Meu Boi a brincadeira, a música, a dança e as artes cênica e plástica. A versão final do dossiê, que será enviado a Paris, acabou sendo composta por dois vídeos – um que aborda o que é o Bumba Meu Boi e outro só de depoimentos. Também foi desenvolvida uma pesquisa que detalha os elementos e reconta a história dessa arte desde os primórdios.

    “Ele [o Bumba Meu Boi] estava em todos os livros de registro, envolve tudo. Desde aquele primeiro momento, a gente percebia a diversidade e a complexidade dessa manifestação. Eu tenho certeza absoluta de que, pela beleza, por tudo que o boi representa, é uma manifestação que é a cara do Brasil, um país tão diverso”, disse Kátia.

    Cultura popular

    Somente no Maranhão, o Bumba meu boi é difundido por mais de 400 grupos, em 79 municípios. No estado, que segundo Kátia “respira” e é “totalmente contaminado” diante das primeiras notas dos instrumentos, a manifestação é dividida em cinco estilos principais, conhecidos como sotaques: Matraca, Orquestra, Zabumba, Baixada e Costa-de-mão.

    “Você poderia fazer milhões de recortes no boi. O boi de Orquestra não tem nada a ver com o de Matraca, que não tem nada a ver com o Costa-de-mão. É uma diversidade tão grande, não só de coreografias, de musicalidade, religiosidade – tem os bois dos encantados, tem o boi ligado aos terreiros, tem o ligado à religião católica, o dos festejos de Minas Gerais. O boi é batizado, depois morre, ressuscita. O ano inteiro, esse ciclo do boi, que é a própria vida da gente”, completou.

    Segundo Kátia, que é historiadora, maranhense e funcionária do instituto há 38 anos, para o povo de seu estado natal, o boi “é uma questão muito séria, que traduz a própria vivência das pessoas”. “A gente fala até em sociologia do boi, antropologia do boi.” Em outros pontos do país, como na região Sudeste, por exemplo, o Bumba Meu Boi muda de nome para Boi Pintadinho. Em Santa Catarina, se chama Boi de Mamão.

    Fascinado pelo Bumba Meu Boi desde os 8 anos, o servidor do Banco Central Tarquínio Costa Cardoso, participante do Meu Boi do Maracanã, do Maranhão, e Seu Teodoro, de Brasília, disse considerar “sagrada” a alegoria do animal. Cardoso, que é integrante dos grupos há mais de 30 anos, acredita que o status, se concedido pela Unesco, trará mais condições de o trabalho ser divulgado e um orçamento menos apertado para o desenvolvimento das atividades. Foi por se envolver desde pequeno com o Bumba Meu Boi que ele chegou aos 65 anos sabendo tocar pandeiro, tambor-de-onça e matraca.

    Unesco

    Caso o comitê responsável pela definição dê um parecer favorável, o Brasil passará a ter cinco bens reconhecidos sob a classificação, junto a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (2003), o Samba de Roda no Recôncavo Baiano (2005), o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife (2012), o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (2013) e a Roda de Capoeira (2014).

    “É um momento muito importante para que as pessoas respeitem a cultura afrobrasileira e não torçam o nariz para ela”, afirmou o presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva, também otimista com a possibilidade de ampliação de recursos destinados ao Bumba Meu Boi.

    Silva ressaltou a sensibilidade do Iphan de legitimar o valor da cultura popular ao selecionar uma expressão de matriz africana para concorrer ao título, como anteriormente feito com o samba e a capoeira. Conforme explicou Kátia Bogea, o Iphan pode submeter somente uma única candidatura por ano e a escolha teve princípio em agosto de 2011. Por: Agência Brasil