Tag: vaper

  • Especialistas pedem a implementação de políticas restritivas ao consumo de tabaco e vaping para pessoas nascidas após 2009

    Especialistas pedem a implementação de políticas restritivas ao consumo de tabaco e vaping para pessoas nascidas após 2009

    O mundo está testemunhando um movimento crescente em direção a restrições mais rígidas sobre o tabagismo e o vaping.

    Essas medidas têm o potencial de salvar milhares de vidas e também impactar positivamente a economia global.

    Países como o Reino Unido estão liderando o caminho ao planejar uma geração “livre de fumo” até 2040. Isso significa que, a partir dessa data, as pessoas não poderão comprar legalmente tabaco. Essa política ambiciosa tem o potencial de ser a medida mais impactante já introduzida na saúde pública. O objetivo é reduzir drasticamente o número de fumantes e, consequentemente, diminuir as doenças associadas ao tabagismo.

    O tabagismo é um risco significativo para a saúde, aumentando as chances de câncer, doenças cardíacas e diabetes. A proposta do Reino Unido visa proibir a venda de tabaco para qualquer pessoa nascida em 2009 ou depois. Isso significa que os jovens que completarem 15 anos ou menos este ano não poderão comprar cigarros legalmente. Essa medida tem o potencial de criar uma geração verdadeiramente livre de fumo.

    Estudos de modelagem apoiam as políticas do governo do Reino Unido. Projeções indicam que a política de restrição ao tabaco poderia reduzir a taxa de tabagismo entre pessoas de 14 a 30 anos de 13% em 2023 para cerca de 8% em 2030. Essa mudança significativa teria um impacto profundo na saúde pública e nos custos associados ao tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo.

    O vaping, popularizado desde cerca de 2010, é considerado por muitos como uma alternativa mais saudável ao tabagismo. No entanto, a controvérsia persiste sobre os efeitos à saúde do próprio vaping. Alguns países estão mirando no vaping, e o governo francês, por exemplo, planeja proibir os vapes descartáveis ainda este ano. A Austrália também restringiu as vendas de cigarros eletrônicos a fumantes com receita médica para uso como auxílio no abandono do tabagismo.

    Em última análise, a comunidade científica está amplamente a favor de restrições rigorosas ao tabagismo e ao vaping. No entanto, pesquisas contínuas são necessárias para avaliar os impactos de longo prazo dessas políticas na saúde pública e na economia mundial.

    Esperamos que essas medidas possam transformar a saúde global e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. A conscientização e a ação são essenciais para alcançar um mundo livre de fumo e vaping.


    Essas medidas têm o potencial de salvar milhares de vidas e também impactar positivamente a economia global.

    Países como o Reino Unido estão liderando o caminho ao planejar uma geração “livre de fumo” até 2040. Isso significa que, a partir dessa data, as pessoas não poderão comprar legalmente tabaco. Essa política ambiciosa tem o potencial de ser a medida mais impactante já introduzida na saúde pública. O objetivo é reduzir drasticamente o número de fumantes e, consequentemente, diminuir as doenças associadas ao tabagismo.

    O tabagismo é um risco significativo para a saúde, aumentando as chances de câncer, doenças cardíacas e diabetes. A proposta do Reino Unido visa proibir a venda de tabaco para qualquer pessoa nascida em 2009 ou depois. Isso significa que os jovens que completarem 15 anos ou menos este ano não poderão comprar cigarros legalmente. Essa medida tem o potencial de criar uma geração verdadeiramente livre de fumo.

    Estudos de modelagem apoiam as políticas do governo do Reino Unido. Projeções indicam que a política de restrição ao tabaco poderia reduzir a taxa de tabagismo entre pessoas de 14 a 30 anos de 13% em 2023 para cerca de 8% em 2030. Essa mudança significativa teria um impacto profundo na saúde pública e nos custos associados ao tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo.

    O vaping, popularizado desde cerca de 2010, é considerado por muitos como uma alternativa mais saudável ao tabagismo. No entanto, a controvérsia persiste sobre os efeitos à saúde do próprio vaping. Alguns países estão mirando no vaping, e o governo francês, por exemplo, planeja proibir os vapes descartáveis ainda este ano. A Austrália também restringiu as vendas de cigarros eletrônicos a fumantes com receita médica para uso como auxílio no abandono do tabagismo.

    Em última análise, a comunidade científica está amplamente a favor de restrições rigorosas ao tabagismo e ao vaping. No entanto, pesquisas contínuas são necessárias para avaliar os impactos de longo prazo dessas políticas na saúde pública e na economia mundial.

    Esperamos que essas medidas possam transformar a saúde global e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. A conscientização e a ação são essenciais para alcançar um mundo livre de fumo e vaping.


  • DPOC: o que é essa doença e como o cigarro eletrônico pode agravar

    DPOC: o que é essa doença e como o cigarro eletrônico pode agravar

    A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade que atinge cerca de 210 milhões de pessoas em todo o mundo; novembro é o mês da conscientização

    Segundo dados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) e do Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), entre 1989 e 2021, a taxa percentual de fumantes acima dos 18 anos de idade no Brasil sofreu uma queda relevante, passando de 34,8% para 9,1%, informações divulgadas pelo Governo Federal em sua base de dados.

    Além disso, o país registra um aumento da procura por dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), os famosos vapers, os cigarros eletrônicos, utilizados por 1 a cada 5 jovens entre 15 e 24 anos, de acordo com o Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em tempos de pandemia – Covitel.

    Entre os diversos efeitos da fumaça de cigarro nos pulmões, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que atinge cerca de 210 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo em torno de 6 milhões apenas no Brasil, como confirmam os dados da Sociedade Paranaense de Tisiologia e Doenças Torácicas.

    Possíveis consequências do uso de cigarro eletrônico para a saúde

    Os pneumologistas Dr. Clystenes Odyr Soares, professor da UNIFESP, e Dr. José Roberto Megda Filho, avaliam as consequências dessa mudança de comportamento para a saúde dos brasileiros no futuro (informações divulgadas em comunicado de imprensa):

    “O Brasil estava caminhando muito bem no controle do tabagismo e, infelizmente, o cigarro eletrônico veio de modo avassalador. Tudo o que se ganhou, certamente, estamos perdendo agora, porque o vaper é tão nocivo ou até mais do que o cigarro convencional. Não podemos deixar de mencionar que um fumante passivo pode desenvolver a doença na mesma intensidade de um fumante ativo: existem pessoas que nunca fumaram e adoecem pela exposição”, afirma Soares.

    Estando proibidos no Brasil desde 2009 pela Anvisa e alertados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por não haver comprovação científica de que esses produtos sejam inofensivos à saúde, os cigarros eletrônicos poderão vir a ser a principal causa de DPOC segundo Megda, através do contato precoce com a irritação causada pelos elementos químicos presentes:

    “São substâncias que se modificam quando expostas a altas temperaturas e irritam as vias respiratórias, alterando o sistema imunológico do pulmão e aumentando o risco de infecções, o que, por sua vez, facilita a penetração de vírus e bactérias. Essas inflamações e irritações crônicas podem fazer danos irreversíveis nas paredes dos alvéolos, é um quadro muito semelhante ao enfisema ocasionado pelo cigarro comum”, explica.

    Qual é o perfil dos pacientes de DPOC atualmente?

    A DPOC é uma doença que se manifesta, na maior parte dos casos, após os 40 anos de idade, sendo 90% em indivíduos com histórico de tabagismo, segundo o Ministério da Saúde.

    A opinião de ambos os especialistas é unânime ao se discutir a possibilidade de mudança do perfil destes pacientes: “É fundamental considerar que o desenvolvimento total de um pulmão ocorre aos 25 anos. Considerando que adolescentes de 15 anos de idade têm contato com cigarros eletrônicos, é possível que tenhamos pacientes com casos DPOC aos 35, fugindo do estereótipo do idoso que fumou por décadas”, afirma Soares.

    Já Megda também ressalta que o fato de a fumaça ser menos irritativa que o cigarro comum e a presença das essências que dão diversos sabores fazem com que o usuário perca a consciência do quanto se está fumando:

    “A pessoa começa a fumar em ambientes inclusive fechados, em situação que não fuma o cigarro normal, como perto da família, em ambientes que com o cigarro normal seria criticado, como rodinha de trabalho, e começa a fumar mais. Ainda não é possível estabelecer em quanto tempo o vaper criará uma lesão no pulmão, mas é fato que as substâncias tóxicas podem sim causar injúrias respiratórias de alta gravidade”, conclui.

    Entenda mais sobre a DPOC

    A DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, está associada à exposição ao fumo, poluição e gases tóxicos, que provocam alterações progressivas na estrutura e função do pulmão, como o enfisema pulmonar e a bronquite crônica, segundo informações do Ministério da Saúde.

    Os principais sintomas são a dispneia, ou seja, falta de ar aos esforços que pode progredir até para atividades simples do dia a dia, como tomar banho; e a tosse crônica: geralmente produtiva, com expectoração de muco ou catarro.

    Apesar de ser incurável, a DPOC pode ser controlada. O exame de espirometria auxilia no diagnóstico e determina a gravidade da doença, determinante para a escolha terapêutica adequada.

    Existem tratamentos disponíveis no SUS que atuam para retardar a progressão da doença, controlar os sintomas e reduzir as complicações. Em caso de sintomas, busque seu médico.

    Segundo dados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) e do Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), entre 1989 e 2021, a taxa percentual de fumantes acima dos 18 anos de idade no Brasil sofreu uma queda relevante, passando de 34,8% para 9,1%, informações divulgadas pelo Governo Federal em sua base de dados.

    Além disso, o país registra um aumento da procura por dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), os famosos vapers, os cigarros eletrônicos, utilizados por 1 a cada 5 jovens entre 15 e 24 anos, de acordo com o Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em tempos de pandemia – Covitel.

    Entre os diversos efeitos da fumaça de cigarro nos pulmões, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que atinge cerca de 210 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo em torno de 6 milhões apenas no Brasil, como confirmam os dados da Sociedade Paranaense de Tisiologia e Doenças Torácicas.

    Possíveis consequências do uso de cigarro eletrônico para a saúde

    Os pneumologistas Dr. Clystenes Odyr Soares, professor da UNIFESP, e Dr. José Roberto Megda Filho, avaliam as consequências dessa mudança de comportamento para a saúde dos brasileiros no futuro (informações divulgadas em comunicado de imprensa):

    “O Brasil estava caminhando muito bem no controle do tabagismo e, infelizmente, o cigarro eletrônico veio de modo avassalador. Tudo o que se ganhou, certamente, estamos perdendo agora, porque o vaper é tão nocivo ou até mais do que o cigarro convencional. Não podemos deixar de mencionar que um fumante passivo pode desenvolver a doença na mesma intensidade de um fumante ativo: existem pessoas que nunca fumaram e adoecem pela exposição”, afirma Soares.

    Estando proibidos no Brasil desde 2009 pela Anvisa e alertados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por não haver comprovação científica de que esses produtos sejam inofensivos à saúde, os cigarros eletrônicos poderão vir a ser a principal causa de DPOC segundo Megda, através do contato precoce com a irritação causada pelos elementos químicos presentes:

    “São substâncias que se modificam quando expostas a altas temperaturas e irritam as vias respiratórias, alterando o sistema imunológico do pulmão e aumentando o risco de infecções, o que, por sua vez, facilita a penetração de vírus e bactérias. Essas inflamações e irritações crônicas podem fazer danos irreversíveis nas paredes dos alvéolos, é um quadro muito semelhante ao enfisema ocasionado pelo cigarro comum”, explica.

    Qual é o perfil dos pacientes de DPOC atualmente?

    A DPOC é uma doença que se manifesta, na maior parte dos casos, após os 40 anos de idade, sendo 90% em indivíduos com histórico de tabagismo, segundo o Ministério da Saúde.

    A opinião de ambos os especialistas é unânime ao se discutir a possibilidade de mudança do perfil destes pacientes: “É fundamental considerar que o desenvolvimento total de um pulmão ocorre aos 25 anos. Considerando que adolescentes de 15 anos de idade têm contato com cigarros eletrônicos, é possível que tenhamos pacientes com casos DPOC aos 35, fugindo do estereótipo do idoso que fumou por décadas”, afirma Soares.

    Já Megda também ressalta que o fato de a fumaça ser menos irritativa que o cigarro comum e a presença das essências que dão diversos sabores fazem com que o usuário perca a consciência do quanto se está fumando:

    “A pessoa começa a fumar em ambientes inclusive fechados, em situação que não fuma o cigarro normal, como perto da família, em ambientes que com o cigarro normal seria criticado, como rodinha de trabalho, e começa a fumar mais. Ainda não é possível estabelecer em quanto tempo o vaper criará uma lesão no pulmão, mas é fato que as substâncias tóxicas podem sim causar injúrias respiratórias de alta gravidade”, conclui.

    Entenda mais sobre a DPOC

    A DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, está associada à exposição ao fumo, poluição e gases tóxicos, que provocam alterações progressivas na estrutura e função do pulmão, como o enfisema pulmonar e a bronquite crônica, segundo informações do Ministério da Saúde.

    Os principais sintomas são a dispneia, ou seja, falta de ar aos esforços que pode progredir até para atividades simples do dia a dia, como tomar banho; e a tosse crônica: geralmente produtiva, com expectoração de muco ou catarro.

    Apesar de ser incurável, a DPOC pode ser controlada. O exame de espirometria auxilia no diagnóstico e determina a gravidade da doença, determinante para a escolha terapêutica adequada.

    Existem tratamentos disponíveis no SUS que atuam para retardar a progressão da doença, controlar os sintomas e reduzir as complicações. Em caso de sintomas, busque seu médico.