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  • Medo do desemprego é um dos maiores dos últimos 22 anos, diz CNI

    O Índice do Medo do Desemprego subiu para 67,9 pontos em junho, e está entre os maiores da série histórica iniciada em 1996. Os dados são de pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CNI, a Confederação Nacional da Indústria. O indicador varia de zero a cem pontos, e quanto mais alto o número, maior o medo de não encontrar emprego.

    O temor de ficar sem trabalho só foi menor em maio de 1999 e em junho de 2016. O gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, explica o motivo da alta no índice.

    De acordo com a pesquisa, o medo do desemprego cresceu mais para os homens; mas entre as mulheres o índice é maior.

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    A reportagem ouviu pessoas do Distrito Federal sobre o assunto. As opiniões vão do pessimismo a tranquilidade.

    Outro dado da pesquisa da CNI aponta que o receio de não encontrar colocação no mercado é maior entre trabalhadores com menor grau de instrução. Neste caso, segundo o pesquisador, o motivo é que em tempos de crise econômica, as empresas preferem contratar quem tem mais qualificação. Por Radioagência Nacional.

  • PF prende quadrilha acusada de exportar cocaína para a Europa em contêineres

    Integrantes de uma quadrilha acusada de exportar cocaína para a Europa em contêineres foram presos nesta segunda-feira pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.

    Até o final da tarde, os agentes já tinham cumprido 12 dos quinze mandados de prisão. De acordo com as investigações, que duraram cerca de 15 meses, havia envolvimento de funcionários do terminal de cargas do cais do porto do Rio, que eram responsáveis por colocar a droga dentro dos contêineres.

    Os suspeitos também são acusados de facilitar a entrada no terminal de caminhoneiros, que faziam o transporte da cocaína.

    Os líderes da quadrilha foram presos em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. O casal levado pelos agentes é dono de uma empresa de exportação e importação, usada para movimentar a cocaína.

    De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão a Drogas, Carlos Eduardo Thomé, parte das remessas era paga em bitcoins, moeda virtual que não circula fisicamente nem é regulada por bancos centrais. O objetivo era despistar as autoridades.

    Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Drogas, essa modalidade de envio de droga para o exterior aumentou nos últimos anos.

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    Os contêineres eram escolhidos de acordo com o destino da carga na Europa. O modo de agir da quadrilha envolvia até mesmo a falsificação de lacres, que eram substituídos durante as ações. Além disso, os criminosos tinham o mapa da localização e do destino dos contêineres nos portos.

    Houve apreensões de cocaína em portos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Pernambuco. No exterior, foram realizadas apreensões na Bélgica, Itália e Espanha.

    Outra forma de transportar a droga era por exportadoras e empresas de materiais de construção. Os investigados vão responder por tráfico transnacional de drogas e por associação para o tráfico. As penas podem chegar a 25 anos de reclusão. Por Agência Brasil.

  • Mercado projeta aumento da inflação pela 7ª semana seguida neste ano

    As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram pela sétima semana seguida a estimativa para a inflação este ano.

    A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4% para 4,03%, neste ano.

    A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Por Radioagência Nacional.

  • STF julga em agosto ação que permite educação de filhos em casa

    A partir desta segunda-feira (2), o Poder Judiciário está oficialmente em recesso. Serão 30 dias e, neste período previsto em lei, não haverá sessões de órgãos colegiados e plenário e os prazos processuais ficam suspensos.

    De acordo com determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dos tribunais superiores, os prazos que começam ou terminam de 2 a 31 de julho ficam automaticamente prorrogados para o dia 1º de agosto.

    As áreas ligadas aos serviços processuais devem manter plantão para atendimento ao público no período de férias coletivas dos ministros.

    Já os casos mais urgentes, como mandados de segurança, medidas cautelares e dissídios coletivos de greve em categorias essenciais serão analisados pela Presidência do tribunal.

    No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, os casos urgentes serão julgados pela ministra Cármen Lúcia.

    Os magistrados voltam a trabalhar na primeira semana de agosto. E, em alguns casos, as Cortes têm julgamentos importantes, já marcados para o mês.

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    No Supremo, os ministros vão julgar, por exemplo, uma ação que trata da possibilidade de pais se recusarem a matricular seus filhos em escolas públicas ou privadas tradicionais e educar as crianças em casa.

    Também devem decidir sobre o recurso que pede a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Autoridade americana exige novos procedimentos em voos para os EUA

    As companhias aéreas que fazem voos para os Estados Unidos terão de observar as novas regras para o transporte de bagagens de mão, válidas a partir desse sábado (30). A Transportation Security Administration (TSA), autoridade norte americana de segurança da aviação civil contra atos de interferência ilícita, passou a exigir novos procedimentos de segurança para voos internacionais com destino ao país.

    As medidas devem ser aplicadas pelas empresas aéreas nos aeroportos de origem, inclusive os brasileiros.

    Entre as medidas, as companhias devem informar os passageiros sobre a proibição de embarque de substâncias em pó acima de 350 mililitros em bagagem de mão. As exceções são para leite em pó, medicamentos e produtos adquiridos em duty free, nos próprios aeroportos. A TSA inclui nas normas os materiais em pó em forma granulares ou compactados.

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    Além disso, os passageiros poderão ter seus pertences de mão submetidos à inspeção de segurança pelo operador aéreo, conforme critérios de escolha do passageiro definidos pela TSA. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), essa medida já é prevista desde 2017, trata-se, portanto, de um reforço.

    Em comunicado, a Anac informou que está avaliando as novas medidas e os impactos que podem ocorrer em voos no Brasil. A agência também participa de discussões técnicas internacionais, com o objetivo de atualizar a necessidade de alteração de alguma medida de segurança nos aeroportos do país. Por Radioagência Nacional.

  • Pessoas trans ainda convivem com alto grau de invisibilidade social

    Somente depois de assistir a um seriado americano, já aos 17 anos, o jornalista Patrick Lima entendeu que o desconforto que ele sentia com seu corpo desde a infância era devido a sua condição de pessoa transgênero.

    O que faltava para aquele menino, ainda visto como menina, eram referências de outros homens trans que pudessem ajudá-lo a entender a si próprio.

    Não que essas pessoas não existissem, mas até hoje a invisibilidade dos homens trans na sociedade é grande.

    No entanto, depois que as portas foram abertas por figuras como João Nery, uma geração jovem tenta mudar isso, especialmente neste 28 de junho, Dia do Orgulho LGBT.

    Para o professor de educação física Leonardo Peçanha, a visibilidade é necessária para que as necessidades dessa população também sejam reconhecidas.

    As mais urgentes estão na área da saúde, já que o principal serviço de atendimento a pessoas trans do Rio de Janeiro não recebe novos pacientes há alguns anos.

    De acordo com Leonardo, a falta de acolhimento impede as pessoas trans de passarem pelos processos de adequação corporal de forma segura, além de afastá-las dos serviços de saúde, em geral.

    Com a suspensão de novos atendimentos no Hospital Universitário Pedro Ernesto, o único serviço público disponível no Rio é o Instituto de Endocrinologia e Diabetes, que oferece hormonização para pessoas trans mas não faz nenhuma cirurgia de adequação de gênero.

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    De acordo com a defensora pública Letícia Furtado, as ações na Justiça para a realização dessas cirurgias encontram ainda mais entraves no caso dos homens trans.

    Uma alteração importante ocorrida há poucos dias e que trouxe esperança foi a retirada da transexualidade do rol de transtornos mentais, na Classificação Internacional de Doenças.

    O pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, Luiz montenegro reconhece que este é apenas um primeiro passo, mas que pode levar a mudança de postura no futuro.

    Outra importante conquista obtida este ano foi a autorização dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que pessoas trans retifiquem seus documentos diretamente no cartório, sem a necessidade de uma ação judicial.

    Se isso tivesse ocorrido antes, Patrick não teria aguardado mais de três anos para obter sua nova identidade, colecionando constrangimentos e oportunidades de trabalho perdidas por causa da transfobia.

    Mas para que o serviço seja realmente acessível, os estados precisam padrozinar o procedimento em seus território uma vez que, por enquanto, na maioria deles a decisão de fazer ou não e quanto cobrar ainda está a cargo de cada titular. Por Radioagência Nacional.

  • Peruanos são presos com 368 quilos de carne de caça no Amazonas

    Quatro peruanos são presos com mais de 360 quilos de carne de caça de animais silvestres em Tabatinga, no Amazonas.

    A apreensão ocorreu nessa segunda-feira (25), durante um patrulhamento fluvial de policiais militares do Amazonas e da Polícia Federal. A embarcação atracou no porto da Feira de Tabatinga, quando foi revistada pelos agentes. O município está a mais de mil quilômetros da capital Manaus e fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

    Três homens e uma mulher, todos peruanos, estavam dentro do barco, onde foram encontradas carnes de 46 pacas, dois tatus, uma anta e um veado.

    Ao todo, os animais mortos pesaram 368 quilos. Uma espingarda calibre 16 e três motores também foram apreendidos.

    Durante a abordagem, o grupo disse aos policiais que veio de uma comunidade chamada São Pedro, no Peru, e que as mercadorias seriam vendidas na Feira de Tabatinga.

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    O tenente-coronel da polícia militar Almir Cavalcante afirma que esse tipo de apreensão é comum na região.

    No Brasil, é crime contra o meio ambiente matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Com informações da Radioagência Nacional.

  • Justiça do Rio triplica valor de indenização para família de vítima de bala perdida

    O Tribunal de Justiça do Rio aumentou de R$ 300 mil para R$ 900 mil o valor da indenização que o governo do estado terá de pagar à família de Fabiano Maciel da Costa, morto após ser atingido por bala perdida durante confronto entre policiais militares e assaltantes, em 2013, em Vila Valqueire, na zona norte da capital.

    Os magistrados acompanharam, por unanimidade, o voto da desembargadora Isabela Pessanha Chagas.

    Em seu voto, a relatora considerou que mesmo que não tenha sido provado que o tiro tenha partido da Polícia Militar, o Estado é responsável pela operação que colocou em risco os cidadãos. De acordo com a desembargadora, a comprovação dos danos morais é desnecessária, considerando que o caso envolve uma família que teve o convívio com um dos seus parentes interrompido de maneira trágica.

    Fabiano Maciel da Costa, de 34 anos, era comerciante e saia de carro de sua pizzaria, quando foi morto por uma bala perdida. O tiro ocorreu durante uma perseguição a bandidos que estariam circulando armados pelas ruas do bairro.

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    Fabiano tinha um filho de 11 anos na época. Quase seis anos depois, a Justiça deu ganho de causa à família da vítima.

    A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro informou que vai recorrer da decisão. Por Radioagência Nacional, com informações da Agência Brasil.

  • Combate às drogas passa pelo crescimento e geração de emprego, diz ministro

    O ministro da Justiça, Torquato Jardim, participou, nessa segunda-feira, de uma solenidade da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas. Para ele, uma forma eficaz de enfrentar o tráfico de drogas é investir no crescimento econômico e na geração de empregos.

    Um comitê interministerial formado pelos ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Social, do Trabalho e da Saúde vai gerir R$ 100 milhões que serão investidos na recuperação de vítimas por meio de comunidades terapêuticas.

    Para Torquato Jardim, as comunidades terapêuticas sozinhas não resolvem os problemas da dependência química, mas a solução passa por elas.

    O representante da Secretaria da Casa Civil do Distrito Federal, Henrique França, disse que chegou a viver na rua, devido à dependência química. Ele dirigiu uma comunidade terapêutica e cobra mais apoio governamental a essas instituições.

    Na semana passada, o Conselho Federal de Psicologia, o Ministério Público Federal e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, do Ministério dos Direitos Humanos, divulgaram o relatório de fiscalização de 28 comunidades terapêuticas, em 11 estados e no Distrito Federal e criticaram a destinação de recursos públicos a esses estabelecimentos. Todos foram reprovados pela vistoria.

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    As irregularidades vão desde a internação de crianças e adolescentes, até a exploração dos internos em trabalhos semelhantes à escravidão.

    A maioria não possuía alvará sanitário válido e somente duas comunidades terapêuticas tinham laudos médicos autorizando internações. Com informações da Radioagência Nacional.

  • Reunião entre caminhoneiros e empresários termina sem acordo sobre frete mínimo

    Uma audiência de conciliação marcada no Supremo Tribunal Federal para discutir o valor do frete mínimo para transporte de cargas acabou sem acordo neste quarta-feira. Uma nova reunião foi marcada para próxima quinta, dia 28.

    Após as confederações da indústria e do agronegócio entrarem na justiça contra a tabela com preço mínimo de frete, o ministro do STF Luiz Fux marcou uma reunião entre empresários e caminhoneiros para discutir o tema.

    O presidente da CNI, Robson Braga, diz que o setor não aceita tabelamento de preços, mas apenas um valor de referência para o frete.

    Já o representante dos caminhoneiros, Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, afirmou que a categoria vai lutar pelo frete mínimo.

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    Mesmo sem chegar a um consenso, o ministro Luiz Fux acredita que as partes podem ceder até próxima semana.

    O ministro Luiz Fux é o relator das ações que questionam a constitucionalidade da tabela com fretes mínimos para transporte de cargas. Fux se comprometeu a não tomar uma decisão até a próxima reunião entre caminhoneiros e empresários. Por Radioagência Nacional.