Autor: Clara Bittencourt

  • Endividamento das famílias brasileiras se mantém alto, aponta CNC

    Endividamento das famílias brasileiras se mantém alto, aponta CNC

    O endividamento das famílias brasileiras continua em um patamar elevado, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 78,3% das famílias tinham algum tipo de dívida em abril de 2023, o mesmo percentual registrado em março. Em relação a abril de 2022, houve um aumento de 1,8 ponto percentual.

    A pesquisa considera como dívidas as despesas declaradas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa, ainda que estejam em dia. O cartão de crédito foi o principal tipo de dívida para 81% das famílias endividadas, seguido por carnês (16%) e financiamento de carro (10%).

    O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também se manteve estável em 25% na comparação mensal. Já na comparação anual, houve uma queda de 0,9 ponto percentual. Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63 dias.

    A pesquisa também mostrou que o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou na comparação mensal, passando de 10% em março para 10,4% em abril. Em relação a abril do ano passado, houve uma redução de 0,2 ponto percentual.

    Para a CNC, os resultados da pesquisa refletem os efeitos da pandemia da covid-19 sobre a renda das famílias e o mercado de trabalho. A entidade defende a aceleração da vacinação e a adoção de medidas que facilitem o acesso ao crédito como formas de amenizar o endividamento e estimular o consumo.

    De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 78,3% das famílias tinham algum tipo de dívida em abril de 2023, o mesmo percentual registrado em março. Em relação a abril de 2022, houve um aumento de 1,8 ponto percentual.

    A pesquisa considera como dívidas as despesas declaradas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa, ainda que estejam em dia. O cartão de crédito foi o principal tipo de dívida para 81% das famílias endividadas, seguido por carnês (16%) e financiamento de carro (10%).

    O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também se manteve estável em 25% na comparação mensal. Já na comparação anual, houve uma queda de 0,9 ponto percentual. Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63 dias.

    A pesquisa também mostrou que o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou na comparação mensal, passando de 10% em março para 10,4% em abril. Em relação a abril do ano passado, houve uma redução de 0,2 ponto percentual.

    Para a CNC, os resultados da pesquisa refletem os efeitos da pandemia da covid-19 sobre a renda das famílias e o mercado de trabalho. A entidade defende a aceleração da vacinação e a adoção de medidas que facilitem o acesso ao crédito como formas de amenizar o endividamento e estimular o consumo.

  • Febraban anuncia fim do DOC e TEC até 2024: o que muda para você?

    Febraban anuncia fim do DOC e TEC até 2024: o que muda para você?

    Você sabia que os bancos vão deixar de oferecer as modalidades de transferência DOC e TEC até 2024?

    Essa é a decisão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que anunciou que esses serviços serão substituídos pelo TED e pelo Pix, que são mais rápidos e convenientes.

    Mas o que isso significa para você, consumidor? Neste post, vamos explicar o que são o DOC e o TEC, quais as vantagens do TED e do Pix, e como se preparar para essa mudança.

    O que são o DOC e o TEC?

    O Documento de Ordem de Crédito (DOC) e a Transferência Especial de Crédito (TEC) são modalidades de transferência bancária que permitem enviar dinheiro entre contas de bancos diferentes. O DOC tem um limite de R$ 4.999,99 por operação e pode levar até um dia útil para ser compensado. Já o TEC tem um limite de R$ 5.000,00 por operação e é compensado no mesmo dia, desde que feito até as 17h.

    Esses serviços são cobrados pelos bancos e variam de acordo com a instituição, o canal utilizado (internet banking, caixa eletrônico ou agência) e o tipo de conta (pessoa física ou jurídica).

    Quais as vantagens do TED e do Pix?

    O TED e o Pix são outras modalidades de transferência bancária que oferecem mais benefícios para os usuários. O TED (Transferência Eletrônica Disponível) não tem limite de valor por operação e também é compensado no mesmo dia, independentemente do horário. O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que permite enviar e receber dinheiro em até 10 segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em feriados. Além disso, o Pix é gratuito para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs).

    Com essas vantagens, tanto o TED quanto o Pix se tornaram mais populares entre os consumidores, reduzindo a demanda pelo DOC e pelo TEC. Segundo a Febraban, em 2020 foram realizadas 1,67 bilhão de operações com TED, um aumento de 65% em relação a 2019. Já o Pix registrou 1 bilhão de operações em apenas quatro meses de funcionamento.

    Como se preparar para a mudança?

    A Febraban informou que o fim do DOC e do TEC será gradual e ocorrerá até 29 de fevereiro de 2024. Até lá, os bancos vão orientar os clientes sobre as alternativas disponíveis e os benefícios de cada uma.

    Para se preparar para essa mudança, você pode começar a utilizar o TED e o Pix nas suas transferências bancárias. Para isso, basta ter uma conta em um banco participante do sistema e cadastrar as suas chaves Pix, que podem ser o seu CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória.

    Assim, você poderá aproveitar as facilidades desses serviços e se adaptar à nova realidade do mercado financeiro.

    Essa é a decisão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que anunciou que esses serviços serão substituídos pelo TED e pelo Pix, que são mais rápidos e convenientes.

    Mas o que isso significa para você, consumidor? Neste post, vamos explicar o que são o DOC e o TEC, quais as vantagens do TED e do Pix, e como se preparar para essa mudança.

    O que são o DOC e o TEC?

    O Documento de Ordem de Crédito (DOC) e a Transferência Especial de Crédito (TEC) são modalidades de transferência bancária que permitem enviar dinheiro entre contas de bancos diferentes. O DOC tem um limite de R$ 4.999,99 por operação e pode levar até um dia útil para ser compensado. Já o TEC tem um limite de R$ 5.000,00 por operação e é compensado no mesmo dia, desde que feito até as 17h.

    Esses serviços são cobrados pelos bancos e variam de acordo com a instituição, o canal utilizado (internet banking, caixa eletrônico ou agência) e o tipo de conta (pessoa física ou jurídica).

    Quais as vantagens do TED e do Pix?

    O TED e o Pix são outras modalidades de transferência bancária que oferecem mais benefícios para os usuários. O TED (Transferência Eletrônica Disponível) não tem limite de valor por operação e também é compensado no mesmo dia, independentemente do horário. O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que permite enviar e receber dinheiro em até 10 segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em feriados. Além disso, o Pix é gratuito para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs).

    Com essas vantagens, tanto o TED quanto o Pix se tornaram mais populares entre os consumidores, reduzindo a demanda pelo DOC e pelo TEC. Segundo a Febraban, em 2020 foram realizadas 1,67 bilhão de operações com TED, um aumento de 65% em relação a 2019. Já o Pix registrou 1 bilhão de operações em apenas quatro meses de funcionamento.

    Como se preparar para a mudança?

    A Febraban informou que o fim do DOC e do TEC será gradual e ocorrerá até 29 de fevereiro de 2024. Até lá, os bancos vão orientar os clientes sobre as alternativas disponíveis e os benefícios de cada uma.

    Para se preparar para essa mudança, você pode começar a utilizar o TED e o Pix nas suas transferências bancárias. Para isso, basta ter uma conta em um banco participante do sistema e cadastrar as suas chaves Pix, que podem ser o seu CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória.

    Assim, você poderá aproveitar as facilidades desses serviços e se adaptar à nova realidade do mercado financeiro.

  • Novo medicamento promete retardar Alzheimer em 35%, diz estudo

    Novo medicamento promete retardar Alzheimer em 35%, diz estudo

    A doença de Alzheimer é uma das formas mais comuns de demência, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

    Ela causa perda progressiva de memória, raciocínio e outras funções cognitivas, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.

    Até agora, não há cura para o Alzheimer, mas uma nova esperança surge com um medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly and Co. Segundo um estudo em estágio final, publicado nesta quarta-feira (3), o medicamento chamado donanemab conseguiu retardar o declínio cognitivo em 35% em pacientes com Alzheimer inicial.

    O donanemab é um anticorpo monoclonal que se liga à proteína beta-amilóide, que se acumula no cérebro dos pacientes com Alzheimer, formando placas que prejudicam as células nervosas. Ao se ligar à beta-amilóide, o donanemab ajuda a remover essas placas do cérebro, reduzindo os danos causados pela doença.

    O estudo envolveu 1.182 pessoas com Alzheimer em estágio inicial, que tinham depósitos de beta-amilóide e níveis intermediários de outra proteína ligada à doença, chamada tau. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o donanemab por via intravenosa a cada quatro semanas e outro recebeu um placebo.

    Os resultados mostraram que o grupo que recebeu o donanemab teve uma melhora significativa em uma escala que mede a progressão da demência, chamada Escala de Avaliação Clínica de Demência (CDR-SB). O benefício foi de 35% em comparação com o grupo placebo.

    Os pesquisadores também avaliaram o efeito do donanemab em 552 pacientes com altos níveis de tau e descobriram que, quando ambos os grupos foram combinados, o donanemab retardou a progressão em 29%.

    O donanemab é o terceiro medicamento a mostrar que a remoção de amilóides do cérebro beneficia os pacientes com Alzheimer. Os outros dois são o lecanemab, da Eisai Co Ltd e da Biogen Inc, e o aducanumab, da Biogen Inc. Ambos estão sendo revisados pela agência regulatória dos Estados Unidos (FDA) para possível aprovação.

    O estudo da Lilly é considerado o mais forte até agora a apoiar a teoria de que reduzir os níveis de amilóides no cérebro pode ser uma chave para vencer o Alzheimer. No entanto, ainda há muitas questões a serem respondidas sobre a segurança e a eficácia desses medicamentos a longo prazo.

    O donanemab causou alguns efeitos colaterais nos pacientes, como inchaço cerebral e dores de cabeça. Além disso, o estudo foi interrompido precocemente após atingir seu objetivo principal, o que pode limitar a confiabilidade dos dados.

    Os especialistas afirmam que são necessários mais estudos para confirmar os benefícios do donanemab e compará-lo com outros medicamentos da mesma classe. Eles também alertam que os medicamentos não são uma cura para o Alzheimer, mas apenas uma forma de retardar seu avanço.

    Enquanto isso, os pacientes e seus familiares devem manter as medidas preventivas e terapêuticas recomendadas pelos médicos, como exercícios físicos e mentais, alimentação saudável e controle de fatores de risco como hipertensão e diabetes.

    Fonte: Link.

    Ela causa perda progressiva de memória, raciocínio e outras funções cognitivas, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.

    Até agora, não há cura para o Alzheimer, mas uma nova esperança surge com um medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly and Co. Segundo um estudo em estágio final, publicado nesta quarta-feira (3), o medicamento chamado donanemab conseguiu retardar o declínio cognitivo em 35% em pacientes com Alzheimer inicial.

    O donanemab é um anticorpo monoclonal que se liga à proteína beta-amilóide, que se acumula no cérebro dos pacientes com Alzheimer, formando placas que prejudicam as células nervosas. Ao se ligar à beta-amilóide, o donanemab ajuda a remover essas placas do cérebro, reduzindo os danos causados pela doença.

    O estudo envolveu 1.182 pessoas com Alzheimer em estágio inicial, que tinham depósitos de beta-amilóide e níveis intermediários de outra proteína ligada à doença, chamada tau. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o donanemab por via intravenosa a cada quatro semanas e outro recebeu um placebo.

    Os resultados mostraram que o grupo que recebeu o donanemab teve uma melhora significativa em uma escala que mede a progressão da demência, chamada Escala de Avaliação Clínica de Demência (CDR-SB). O benefício foi de 35% em comparação com o grupo placebo.

    Os pesquisadores também avaliaram o efeito do donanemab em 552 pacientes com altos níveis de tau e descobriram que, quando ambos os grupos foram combinados, o donanemab retardou a progressão em 29%.

    O donanemab é o terceiro medicamento a mostrar que a remoção de amilóides do cérebro beneficia os pacientes com Alzheimer. Os outros dois são o lecanemab, da Eisai Co Ltd e da Biogen Inc, e o aducanumab, da Biogen Inc. Ambos estão sendo revisados pela agência regulatória dos Estados Unidos (FDA) para possível aprovação.

    O estudo da Lilly é considerado o mais forte até agora a apoiar a teoria de que reduzir os níveis de amilóides no cérebro pode ser uma chave para vencer o Alzheimer. No entanto, ainda há muitas questões a serem respondidas sobre a segurança e a eficácia desses medicamentos a longo prazo.

    O donanemab causou alguns efeitos colaterais nos pacientes, como inchaço cerebral e dores de cabeça. Além disso, o estudo foi interrompido precocemente após atingir seu objetivo principal, o que pode limitar a confiabilidade dos dados.

    Os especialistas afirmam que são necessários mais estudos para confirmar os benefícios do donanemab e compará-lo com outros medicamentos da mesma classe. Eles também alertam que os medicamentos não são uma cura para o Alzheimer, mas apenas uma forma de retardar seu avanço.

    Enquanto isso, os pacientes e seus familiares devem manter as medidas preventivas e terapêuticas recomendadas pelos médicos, como exercícios físicos e mentais, alimentação saudável e controle de fatores de risco como hipertensão e diabetes.

    Fonte: Link.

  • Quais crimes Bolsonaro pode ter cometido ao falsificar seu cartão de vacina?

    Quais crimes Bolsonaro pode ter cometido ao falsificar seu cartão de vacina?

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado por supostamente falsificar seu cartão de vacinação contra a covid-19.

    Mas esse não é o único crime que ele pode ter cometido durante a pandemia. Neste artigo, vamos explicar quais são as outras infrações que ele pode ter praticado e quais são as consequências jurídicas para cada uma delas.

    O crime de falsidade ideológica consiste em inserir dados falsos em um documento público ou particular, com o objetivo de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria inserido no seu cartão de vacina que recebeu duas doses da Pfizer, mas ele mesmo declara que não foi vacinado.

    O crime de charlatanismo consiste em anunciar ou promover curas ou tratamentos que se sabe ineficazes ou sem comprovação científica. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria promovido remédios como a cloroquina e a ivermectina, que não têm eficácia comprovada contra a covid-19.

    O crime de epidemia consiste em causar ou propagar doença contagiosa ou perigosa à vida. A pena prevista é de reclusão de dez a quinze anos. No caso de Bolsonaro, ele teria contribuído para a disseminação do vírus ao minimizar a gravidade da doença, desestimular o uso de máscaras e o distanciamento social, e realizar aglomerações sem medidas de proteção.

    O crime de infração de medida sanitária preventiva consiste em infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena prevista é de detenção de um mês a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria descumprido normas e orientações das autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

    Esses são alguns dos crimes que podem ser atribuídos ao ex-presidente, mas cabe aos órgãos competentes investigar e julgar os fatos. A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu retirar o sigilo do cartão de vacina de Bolsonaro, mas o Ministério da Saúde só poderá divulgar os dados quando for concluída a investigação sobre a eventual fraude.

    Mas esse não é o único crime que ele pode ter cometido durante a pandemia. Neste artigo, vamos explicar quais são as outras infrações que ele pode ter praticado e quais são as consequências jurídicas para cada uma delas.

    O crime de falsidade ideológica consiste em inserir dados falsos em um documento público ou particular, com o objetivo de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria inserido no seu cartão de vacina que recebeu duas doses da Pfizer, mas ele mesmo declara que não foi vacinado.

    O crime de charlatanismo consiste em anunciar ou promover curas ou tratamentos que se sabe ineficazes ou sem comprovação científica. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria promovido remédios como a cloroquina e a ivermectina, que não têm eficácia comprovada contra a covid-19.

    O crime de epidemia consiste em causar ou propagar doença contagiosa ou perigosa à vida. A pena prevista é de reclusão de dez a quinze anos. No caso de Bolsonaro, ele teria contribuído para a disseminação do vírus ao minimizar a gravidade da doença, desestimular o uso de máscaras e o distanciamento social, e realizar aglomerações sem medidas de proteção.

    O crime de infração de medida sanitária preventiva consiste em infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena prevista é de detenção de um mês a um ano e multa. No caso de Bolsonaro, ele teria descumprido normas e orientações das autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

    Esses são alguns dos crimes que podem ser atribuídos ao ex-presidente, mas cabe aos órgãos competentes investigar e julgar os fatos. A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu retirar o sigilo do cartão de vacina de Bolsonaro, mas o Ministério da Saúde só poderá divulgar os dados quando for concluída a investigação sobre a eventual fraude.

  • Como alguns países estão regulando as redes sociais

    Como alguns países estão regulando as redes sociais

    As redes sociais são ferramentas poderosas para a comunicação, a informação e a participação social.

    No entanto, elas também podem ser usadas para disseminar conteúdos falsos, ofensivos ou ilegais, que podem ameaçar a democracia, a convivência e os direitos humanos. Por isso, alguns países têm adotado medidas para regular as plataformas digitais e responsabilizá-las pelo que é publicado em seus espaços.

    Um dos primeiros países a legislar de maneira mais rigorosa sobre a responsabilização das redes sociais foi a Alemanha, que em 2017 instituiu o NetzDG, uma lei que obriga as empresas a removerem conteúdos manifestamente ilegais em até 24 horas, sob pena de multas milionárias. A lei também exige que as plataformas publiquem relatórios sobre as denúncias recebidas e as ações tomadas.

    Outros países da União Europeia seguiram o exemplo da Alemanha e criaram ou estão criando normas semelhantes, como a França, o Reino Unido e Portugal. Esses países buscam equilibrar o combate à desinformação e ao discurso de ódio com o respeito à liberdade de expressão e à privacidade dos usuários.

    No Brasil, o tema da regulação das redes sociais ganhou destaque após o presidente Lula defender a necessidade de regular os meios de comunicação no país e no mundo. O governo petista diz que pretende debater o assunto com a sociedade, os especialistas e os meios de mídia, além de levar a discussão ao G20 e ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

    A proposta de regulação das redes sociais divide opiniões entre aqueles que acreditam ser necessário para proteger a democracia e aqueles que temem que seja uma forma de censura. O desafio é encontrar um modelo que garanta a transparência, a accountability e a pluralidade das plataformas digitais sem violar os direitos fundamentais dos cidadãos.

    No entanto, elas também podem ser usadas para disseminar conteúdos falsos, ofensivos ou ilegais, que podem ameaçar a democracia, a convivência e os direitos humanos. Por isso, alguns países têm adotado medidas para regular as plataformas digitais e responsabilizá-las pelo que é publicado em seus espaços.

    Um dos primeiros países a legislar de maneira mais rigorosa sobre a responsabilização das redes sociais foi a Alemanha, que em 2017 instituiu o NetzDG, uma lei que obriga as empresas a removerem conteúdos manifestamente ilegais em até 24 horas, sob pena de multas milionárias. A lei também exige que as plataformas publiquem relatórios sobre as denúncias recebidas e as ações tomadas.

    Outros países da União Europeia seguiram o exemplo da Alemanha e criaram ou estão criando normas semelhantes, como a França, o Reino Unido e Portugal. Esses países buscam equilibrar o combate à desinformação e ao discurso de ódio com o respeito à liberdade de expressão e à privacidade dos usuários.

    No Brasil, o tema da regulação das redes sociais ganhou destaque após o presidente Lula defender a necessidade de regular os meios de comunicação no país e no mundo. O governo petista diz que pretende debater o assunto com a sociedade, os especialistas e os meios de mídia, além de levar a discussão ao G20 e ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

    A proposta de regulação das redes sociais divide opiniões entre aqueles que acreditam ser necessário para proteger a democracia e aqueles que temem que seja uma forma de censura. O desafio é encontrar um modelo que garanta a transparência, a accountability e a pluralidade das plataformas digitais sem violar os direitos fundamentais dos cidadãos.

  • James Webb encontra vapor de água em exoplaneta rochoso

    James Webb encontra vapor de água em exoplaneta rochoso

    O telescópio espacial James Webb, da Nasa, fez uma descoberta surpreendente: ele detectou vapor de água na atmosfera de um planeta rochoso chamado GJ 486 b, que orbita uma estrela anã vermelha a 26 anos-luz da Terra.

    Essa é a primeira vez que esse fenômeno é observado em um planeta desse tipo, o que pode ter implicações para a busca por vida fora do nosso sistema solar.

    O GJ 486 b é um planeta quente e inflado, com cerca de metade da massa de Júpiter e uma temperatura de 537ºC. Ele está tão próximo da sua estrela que completa uma volta em apenas três dias e meio. Por isso, ele recebe muita radiação e provavelmente não tem condições de abrigar vida como a conhecemos.

    No entanto, o fato de ele ter vapor de água na sua atmosfera sugere que ele pode ter tido um passado mais ameno, quando a sua estrela era mais jovem e menos brilhante. Nesse caso, ele poderia ter tido água líquida na sua superfície e até mesmo uma biosfera primitiva.

    Mas há uma incerteza sobre a origem do vapor de água detectado pelo James Webb. Os cientistas não podem afirmar com certeza se ele vem do próprio planeta ou se é um efeito das manchas solares da estrela, que são mais frias e podem conter água. Para resolver esse mistério, serão necessárias mais observações com o telescópio espacial.

    O James Webb é o sucessor do Hubble e foi lançado em dezembro de 2021. Ele é capaz de captar a luz infravermelha e estudar com detalhes as atmosferas dos exoplanetas, além de explorar as origens do universo. Ele já fez outras descobertas impressionantes, como a presença de nuvens em um planeta gasoso chamado WASP-96 b.

    Essa é a primeira vez que esse fenômeno é observado em um planeta desse tipo, o que pode ter implicações para a busca por vida fora do nosso sistema solar.

    O GJ 486 b é um planeta quente e inflado, com cerca de metade da massa de Júpiter e uma temperatura de 537ºC. Ele está tão próximo da sua estrela que completa uma volta em apenas três dias e meio. Por isso, ele recebe muita radiação e provavelmente não tem condições de abrigar vida como a conhecemos.

    No entanto, o fato de ele ter vapor de água na sua atmosfera sugere que ele pode ter tido um passado mais ameno, quando a sua estrela era mais jovem e menos brilhante. Nesse caso, ele poderia ter tido água líquida na sua superfície e até mesmo uma biosfera primitiva.

    Mas há uma incerteza sobre a origem do vapor de água detectado pelo James Webb. Os cientistas não podem afirmar com certeza se ele vem do próprio planeta ou se é um efeito das manchas solares da estrela, que são mais frias e podem conter água. Para resolver esse mistério, serão necessárias mais observações com o telescópio espacial.

    O James Webb é o sucessor do Hubble e foi lançado em dezembro de 2021. Ele é capaz de captar a luz infravermelha e estudar com detalhes as atmosferas dos exoplanetas, além de explorar as origens do universo. Ele já fez outras descobertas impressionantes, como a presença de nuvens em um planeta gasoso chamado WASP-96 b.

  • Quem são os assessores de Bolsonaro presos pela PF por falsificar dados de vacinação

    Quem são os assessores de Bolsonaro presos pela PF por falsificar dados de vacinação

    A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Venire, que investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a COVID-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

    Entre os presos estão quatro assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teriam adulterado suas carteiras de vacinação e de seus familiares para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Os assessores são:

    • Mauro Cid Barbosa: tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, considerado seu braço direito. Filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega do ex-presidente no curso de formação de oficiais do Exército.
    • Max Guilherme Machado de Moura: ex-sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), unidade de elite da Polícia Militar do RJ, onde atuou por 17 anos. Conheceu Bolsonaro em 2012 e foi seu segurança pessoal e assessor especial. Faz parte do grupo do também ex-policial Fabrício Queiroz, figura central no caso das rachadinhas.
    • Sérgio Rocha Cordeiro: capitão da reserva e assessor especial da Presidência. Foi um dos responsáveis pela articulação política do governo Bolsonaro com o Congresso Nacional.
    • Luis Marcos dos Reis: sargento e integrante da equipe de Mauro Cid.

    Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a COVID-19”. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Bolsonaro, em Brasília, e no Rio de Janeiro.

    Entre os presos estão quatro assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teriam adulterado suas carteiras de vacinação e de seus familiares para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

    Os assessores são:

    • Mauro Cid Barbosa: tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, considerado seu braço direito. Filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega do ex-presidente no curso de formação de oficiais do Exército.
    • Max Guilherme Machado de Moura: ex-sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), unidade de elite da Polícia Militar do RJ, onde atuou por 17 anos. Conheceu Bolsonaro em 2012 e foi seu segurança pessoal e assessor especial. Faz parte do grupo do também ex-policial Fabrício Queiroz, figura central no caso das rachadinhas.
    • Sérgio Rocha Cordeiro: capitão da reserva e assessor especial da Presidência. Foi um dos responsáveis pela articulação política do governo Bolsonaro com o Congresso Nacional.
    • Luis Marcos dos Reis: sargento e integrante da equipe de Mauro Cid.

    Segundo a PF, o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a COVID-19”. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Bolsonaro, em Brasília, e no Rio de Janeiro.

  • Novos antivirais podem combater Zika, Chikungunya, dengue e Ebola

    Novos antivirais podem combater Zika, Chikungunya, dengue e Ebola

    Um novo estudo identificou possíveis agentes antivirais de amplo espectro que podem combater múltiplas famílias de vírus de RNA que continuam a representar uma ameaça significativa para futuras pandemias.

    Os pesquisadores testaram mais de 12 mil compostos químicos contra quatro vírus diferentes: Zika, Chikungunya, dengue e Ebola. Eles descobriram que 38 desses compostos tinham atividade antiviral contra pelo menos três dos quatro vírus.

    Os compostos antivirais são substâncias que podem impedir ou reduzir a replicação dos vírus nas células hospedeiras. Eles podem ser usados para tratar ou prevenir infecções virais, mas também para desenvolver vacinas. No entanto, a maioria dos antivirais existentes é específica para um único tipo de vírus, o que limita a sua eficácia contra novos patógenos que possam surgir.

    Por isso, os cientistas estão buscando antivirais de amplo espectro, que possam atingir múltiplos alvos virais ao mesmo tempo. Esses antivirais podem ser mais úteis para combater doenças infecciosas emergentes, que são causadas por vírus desconhecidos ou que sofrem mutações frequentes.

    O estudo, publicado na revista Nature Communications, é uma colaboração entre pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), do Instituto Gladstone e do Instituto de Pesquisa Scripps. Eles usaram uma plataforma de triagem automatizada para testar os compostos químicos contra os quatro vírus em células humanas cultivadas em laboratório.

    Os resultados mostraram que alguns dos compostos antivirais tinham mecanismos de ação comuns, como interferir na entrada do vírus na célula, na síntese do RNA viral ou na montagem das partículas virais. Outros compostos tinham mecanismos específicos para cada vírus, como bloquear proteínas virais essenciais ou ativar respostas imunes celulares.

    Os pesquisadores destacam que os compostos antivirais identificados no estudo são candidatos promissores para o desenvolvimento de novos medicamentos ou vacinas contra doenças infecciosas emergentes. Eles também esperam que a plataforma de triagem possa ser usada para testar outros vírus de RNA que possam representar ameaças futuras à saúde pública.

    Os pesquisadores testaram mais de 12 mil compostos químicos contra quatro vírus diferentes: Zika, Chikungunya, dengue e Ebola. Eles descobriram que 38 desses compostos tinham atividade antiviral contra pelo menos três dos quatro vírus.

    Os compostos antivirais são substâncias que podem impedir ou reduzir a replicação dos vírus nas células hospedeiras. Eles podem ser usados para tratar ou prevenir infecções virais, mas também para desenvolver vacinas. No entanto, a maioria dos antivirais existentes é específica para um único tipo de vírus, o que limita a sua eficácia contra novos patógenos que possam surgir.

    Por isso, os cientistas estão buscando antivirais de amplo espectro, que possam atingir múltiplos alvos virais ao mesmo tempo. Esses antivirais podem ser mais úteis para combater doenças infecciosas emergentes, que são causadas por vírus desconhecidos ou que sofrem mutações frequentes.

    O estudo, publicado na revista Nature Communications, é uma colaboração entre pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), do Instituto Gladstone e do Instituto de Pesquisa Scripps. Eles usaram uma plataforma de triagem automatizada para testar os compostos químicos contra os quatro vírus em células humanas cultivadas em laboratório.

    Os resultados mostraram que alguns dos compostos antivirais tinham mecanismos de ação comuns, como interferir na entrada do vírus na célula, na síntese do RNA viral ou na montagem das partículas virais. Outros compostos tinham mecanismos específicos para cada vírus, como bloquear proteínas virais essenciais ou ativar respostas imunes celulares.

    Os pesquisadores destacam que os compostos antivirais identificados no estudo são candidatos promissores para o desenvolvimento de novos medicamentos ou vacinas contra doenças infecciosas emergentes. Eles também esperam que a plataforma de triagem possa ser usada para testar outros vírus de RNA que possam representar ameaças futuras à saúde pública.

  • Saiba como sacar o FGTS no seu aniversário e aproveite as vantagens

    Saiba como sacar o FGTS no seu aniversário e aproveite as vantagens

    O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um benefício que todo trabalhador com carteira assinada tem direito. Ele funciona como uma poupança que pode ser usada em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou doença grave.

    Mas você sabia que existe uma modalidade de saque do FGTS que permite retirar uma parte do saldo todo ano, no mês do seu aniversário? É o chamado saque-aniversário, que foi criado em 2019 pelo governo federal.

    Neste post, vamos explicar como funciona o saque-aniversário do FGTS, quem pode aderir, quais são as vantagens e desvantagens e como fazer a retirada do dinheiro. Confira!

    Como funciona o saque-aniversário do FGTS?

    O saque-aniversário do FGTS é uma opção que permite ao trabalhador sacar uma parcela do saldo das suas contas do fundo (ativas ou inativas) todo ano, no mês do seu aniversário.

    O valor da parcela varia de acordo com o saldo total das contas e uma tabela divulgada pela Caixa Econômica Federal, que é o banco responsável pelo FGTS. Veja a tabela abaixo:

    Saldo (em R$)AlíquotaParcela adicional (em R$)
    Até 50050%
    De 500,01 até 1.00040%50
    De 1.000,01 até 5.00030%150
    De 5.000,01 até 10.00020%650
    De 10.000,01 até 15.00015%1.150
    De 15.000,01 até 20.00010%1.900
    Acima de 20.000,015%2.900

    Por exemplo, se você tem um saldo total de R$3.000 nas suas contas do FGTS, você pode sacar 30% desse valor mais uma parcela adicional de R$150 no seu aniversário. Ou seja, você pode sacar R$1.050.

    Quem pode aderir ao saque-aniversário do FGTS?

    Qualquer trabalhador que tenha saldo nas contas do FGTS pode aderir ao saque-aniversário. Porém, é importante saber que ao optar por essa modalidade, você perde o direito de sacar o saldo total das contas em caso de demissão sem justa causa.

    Nesse caso, você só poderá sacar a multa rescisória de 40% sobre o valor depositado pelo empregador. Além disso, se você mudar de ideia e quiser voltar para a modalidade tradicional (saque-rescisão), você terá que esperar dois anos para que a mudança seja efetivada.

    Portanto, antes de aderir ao saque-aniversário, é recomendável fazer uma análise da sua situação financeira e dos seus objetivos. Se você tem uma reserva de emergência e quer usar o FGTS para complementar sua renda ou investir, o saque-aniversário pode ser uma boa opção.

    Mas se você não tem uma segurança financeira e conta com o FGTS como uma garantia em caso de desemprego, talvez seja melhor manter a modalidade tradicional.

    Quais são as vantagens do saque-aniversário do FGTS?

    A principal vantagem do saque-aniversário do FGTS é poder ter acesso a uma parte do seu dinheiro todo ano, podendo usar como quiser. Você pode aproveitar esse recurso para pagar dívidas, fazer compras, investir ou realizar algum sonho.

    Além disso, o saque-aniversário pode ser mais rentável do que deixar o dinheiro parado.

    Como fazer a retirada do dinheiro do saque-aniversário do FGTS?

    Para fazer a retirada do dinheiro do saque-aniversário do FGTS, você precisa primeiro aderir à modalidade pelo aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo internet banking. Você pode fazer isso a qualquer momento, mas a opção só valerá para o ano seguinte.

    Depois de aderir, você pode consultar o valor e a data do seu saque pelo aplicativo ou pelo site. Você também receberá um comunicado da Caixa informando esses dados.

    A retirada do dinheiro pode ser realizada em até três meses a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário. Por exemplo, se você faz aniversário em maio, você pode sacar de maio a julho.

    Você pode receber o dinheiro diretamente na sua conta da Caixa ou em outro banco de sua preferência. Você também pode sacar nas agências da Caixa, nas casas lotéricas ou nos terminais de autoatendimento, usando o Cartão Cidadão.

    O saque-aniversário do FGTS é uma alternativa para quem quer ter mais liberdade e rentabilidade com o seu fundo de garantia. Mas é preciso estar ciente das regras e das consequências dessa escolha, especialmente em relação ao saque-rescisão.

    Se você optar pelo saque-aniversário, lembre-se de planejar bem o uso do seu dinheiro e aproveitar as vantagens que essa modalidade oferece.

    Mas você sabia que existe uma modalidade de saque do FGTS que permite retirar uma parte do saldo todo ano, no mês do seu aniversário? É o chamado saque-aniversário, que foi criado em 2019 pelo governo federal.

    Neste post, vamos explicar como funciona o saque-aniversário do FGTS, quem pode aderir, quais são as vantagens e desvantagens e como fazer a retirada do dinheiro. Confira!

    Como funciona o saque-aniversário do FGTS?

    O saque-aniversário do FGTS é uma opção que permite ao trabalhador sacar uma parcela do saldo das suas contas do fundo (ativas ou inativas) todo ano, no mês do seu aniversário.

    O valor da parcela varia de acordo com o saldo total das contas e uma tabela divulgada pela Caixa Econômica Federal, que é o banco responsável pelo FGTS. Veja a tabela abaixo:

    Saldo (em R$)AlíquotaParcela adicional (em R$)
    Até 50050%
    De 500,01 até 1.00040%50
    De 1.000,01 até 5.00030%150
    De 5.000,01 até 10.00020%650
    De 10.000,01 até 15.00015%1.150
    De 15.000,01 até 20.00010%1.900
    Acima de 20.000,015%2.900

    Por exemplo, se você tem um saldo total de R$3.000 nas suas contas do FGTS, você pode sacar 30% desse valor mais uma parcela adicional de R$150 no seu aniversário. Ou seja, você pode sacar R$1.050.

    Quem pode aderir ao saque-aniversário do FGTS?

    Qualquer trabalhador que tenha saldo nas contas do FGTS pode aderir ao saque-aniversário. Porém, é importante saber que ao optar por essa modalidade, você perde o direito de sacar o saldo total das contas em caso de demissão sem justa causa.

    Nesse caso, você só poderá sacar a multa rescisória de 40% sobre o valor depositado pelo empregador. Além disso, se você mudar de ideia e quiser voltar para a modalidade tradicional (saque-rescisão), você terá que esperar dois anos para que a mudança seja efetivada.

    Portanto, antes de aderir ao saque-aniversário, é recomendável fazer uma análise da sua situação financeira e dos seus objetivos. Se você tem uma reserva de emergência e quer usar o FGTS para complementar sua renda ou investir, o saque-aniversário pode ser uma boa opção.

    Mas se você não tem uma segurança financeira e conta com o FGTS como uma garantia em caso de desemprego, talvez seja melhor manter a modalidade tradicional.

    Quais são as vantagens do saque-aniversário do FGTS?

    A principal vantagem do saque-aniversário do FGTS é poder ter acesso a uma parte do seu dinheiro todo ano, podendo usar como quiser. Você pode aproveitar esse recurso para pagar dívidas, fazer compras, investir ou realizar algum sonho.

    Além disso, o saque-aniversário pode ser mais rentável do que deixar o dinheiro parado.

    Como fazer a retirada do dinheiro do saque-aniversário do FGTS?

    Para fazer a retirada do dinheiro do saque-aniversário do FGTS, você precisa primeiro aderir à modalidade pelo aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo internet banking. Você pode fazer isso a qualquer momento, mas a opção só valerá para o ano seguinte.

    Depois de aderir, você pode consultar o valor e a data do seu saque pelo aplicativo ou pelo site. Você também receberá um comunicado da Caixa informando esses dados.

    A retirada do dinheiro pode ser realizada em até três meses a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário. Por exemplo, se você faz aniversário em maio, você pode sacar de maio a julho.

    Você pode receber o dinheiro diretamente na sua conta da Caixa ou em outro banco de sua preferência. Você também pode sacar nas agências da Caixa, nas casas lotéricas ou nos terminais de autoatendimento, usando o Cartão Cidadão.

    O saque-aniversário do FGTS é uma alternativa para quem quer ter mais liberdade e rentabilidade com o seu fundo de garantia. Mas é preciso estar ciente das regras e das consequências dessa escolha, especialmente em relação ao saque-rescisão.

    Se você optar pelo saque-aniversário, lembre-se de planejar bem o uso do seu dinheiro e aproveitar as vantagens que essa modalidade oferece.

  • Nova técnica identifica 25 rajadas rápidas de rádio vindas do espaço

    Nova técnica identifica 25 rajadas rápidas de rádio vindas do espaço

    As Rajadas Rápidas de Rádio (FRBs, na sigla em inglês) são fenômenos misteriosos que ocorrem no espaço e que intrigam os astrônomos há anos.

    Recentemente uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu identificar 25 novas fontes dessas explosões usando uma técnica inovadora.

    O que são as FRBs e por que elas são importantes?

    As FRBs são rajadas curtas e intensas de ondas de rádio que vêm de muito longe da nossa galáxia, a Via Láctea. Elas duram apenas alguns milissegundos, mas liberam tanta energia quanto o Sol em um dia inteiro.

    A origem das FRBs é desconhecida, mas os cientistas acreditam que elas sejam produzidas pelos restos de estrelas que explodiram ou colapsaram. Estudar as FRBs pode ajudar a entender melhor o ciclo de vida das estrelas e a estrutura do universo.

    Como os astrônomos encontraram novas fontes de FRBs?

    Para detectar as FRBs, os astrônomos usam radiotelescópios, que captam as ondas de rádio emitidas pelos objetos celestes. Um dos projetos mais importantes nessa área é o CHIME/FRB, que usa um conjunto de quatro radiotelescópios no Canadá para varrer todo o céu do hemisfério norte todos os dias.

    Os pesquisadores do CHIME/FRB desenvolveram uma nova ferramenta estatística para analisar os dados coletados entre setembro de 2019 e maio de 2021. Com essa ferramenta, eles conseguiram confirmar se o que eles estavam vendo eram mesmo FRBs e se elas vinham do mesmo lugar do céu mais de uma vez.

    Essa característica é importante porque existem dois tipos de FRBs: as repetitivas e as não repetitivas. As repetitivas são aquelas que emitem mais de uma explosão no mesmo ponto do céu, enquanto as não repetitivas só emitem uma única explosão.

    Até agora, os astrônomos conheciam apenas 25 fontes de FRBs repetitivas. Com a nova técnica, eles conseguiram dobrar esse número, chegando a 50 fontes confirmadas.

    O que essas novas descobertas revelam sobre as FRBs?

    As novas descobertas trazem novas pistas sobre a natureza e a origem das FRBs. Por exemplo, os pesquisadores observaram que algumas das fontes repetitivas são muito inativas, produzindo menos de uma explosão por semana. Isso sugere que todas as FRBs podem ser repetitivas, mas algumas delas ainda não foram observadas por tempo suficiente para que uma segunda explosão fosse detectada.

    Além disso, os pesquisadores conseguiram identificar as galáxias nas quais algumas das novas fontes repetitivas estão inseridas. Isso pode ajudar a estudar os ambientes em que as explosões ocorrem e o material que é expelido pelas estrelas antes e durante sua morte.

    Os pesquisadores esperam que as novas descobertas permitam à comunidade científica estudar mais FRBs repetitivas em detalhes fantásticos em todo o espectro eletromagnético e ajudar a responder a uma grande questão em aberto no campo: As FRBs repetitivas e não repetitivas se originam de populações distintas?

    Fonte: Link.

    Recentemente uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu identificar 25 novas fontes dessas explosões usando uma técnica inovadora.

    O que são as FRBs e por que elas são importantes?

    As FRBs são rajadas curtas e intensas de ondas de rádio que vêm de muito longe da nossa galáxia, a Via Láctea. Elas duram apenas alguns milissegundos, mas liberam tanta energia quanto o Sol em um dia inteiro.

    A origem das FRBs é desconhecida, mas os cientistas acreditam que elas sejam produzidas pelos restos de estrelas que explodiram ou colapsaram. Estudar as FRBs pode ajudar a entender melhor o ciclo de vida das estrelas e a estrutura do universo.

    Como os astrônomos encontraram novas fontes de FRBs?

    Para detectar as FRBs, os astrônomos usam radiotelescópios, que captam as ondas de rádio emitidas pelos objetos celestes. Um dos projetos mais importantes nessa área é o CHIME/FRB, que usa um conjunto de quatro radiotelescópios no Canadá para varrer todo o céu do hemisfério norte todos os dias.

    Os pesquisadores do CHIME/FRB desenvolveram uma nova ferramenta estatística para analisar os dados coletados entre setembro de 2019 e maio de 2021. Com essa ferramenta, eles conseguiram confirmar se o que eles estavam vendo eram mesmo FRBs e se elas vinham do mesmo lugar do céu mais de uma vez.

    Essa característica é importante porque existem dois tipos de FRBs: as repetitivas e as não repetitivas. As repetitivas são aquelas que emitem mais de uma explosão no mesmo ponto do céu, enquanto as não repetitivas só emitem uma única explosão.

    Até agora, os astrônomos conheciam apenas 25 fontes de FRBs repetitivas. Com a nova técnica, eles conseguiram dobrar esse número, chegando a 50 fontes confirmadas.

    O que essas novas descobertas revelam sobre as FRBs?

    As novas descobertas trazem novas pistas sobre a natureza e a origem das FRBs. Por exemplo, os pesquisadores observaram que algumas das fontes repetitivas são muito inativas, produzindo menos de uma explosão por semana. Isso sugere que todas as FRBs podem ser repetitivas, mas algumas delas ainda não foram observadas por tempo suficiente para que uma segunda explosão fosse detectada.

    Além disso, os pesquisadores conseguiram identificar as galáxias nas quais algumas das novas fontes repetitivas estão inseridas. Isso pode ajudar a estudar os ambientes em que as explosões ocorrem e o material que é expelido pelas estrelas antes e durante sua morte.

    Os pesquisadores esperam que as novas descobertas permitam à comunidade científica estudar mais FRBs repetitivas em detalhes fantásticos em todo o espectro eletromagnético e ajudar a responder a uma grande questão em aberto no campo: As FRBs repetitivas e não repetitivas se originam de populações distintas?

    Fonte: Link.