Categoria: Ciência

  • Novo tratamento genérico para vários tipos de câncer é testado com sucesso em camundongos

    Novo tratamento genérico para vários tipos de câncer é testado com sucesso em camundongos

    Uma equipe de pesquisadores japoneses desenvolveu um novo tipo de terapia alfa-particle que tem o potencial de tratar vários tipos de câncer, com menos efeitos colaterais negativos do que os métodos atualmente disponíveis.

    O estudo de prova de conceito mostrou que tumores em camundongos cresceram quase três vezes menos e a sobrevivência foi de 100% após apenas uma injeção de um composto que é projetado para emitir pequenas quantidades de radiação alfa de dentro das células cancerosas, matando-as mas poupando o tecido saudável.

    A terapia alfa-particle é uma forma de radioterapia que usa partículas alfa, que são núcleos de hélio com alta energia, para atacar as células cancerosas. As partículas alfa têm um alcance muito curto e podem ser bloqueadas por uma folha de papel, o que significa que elas causam menos danos aos tecidos normais ao redor do tumor. No entanto, para que essa terapia seja eficaz, é preciso encontrar uma maneira de direcionar as partículas alfa para as células cancerosas específicas.

    Os pesquisadores liderados por Katsunori Tanaka no RIKEN Cluster for Pioneering Research (CPR) e Hiromitsu Haba no RIKEN Nishina Center for Accelerator-Based Science (RNC) encontraram uma solução baseada na química básica e no fato de que um composto chamado acroleína se acumula nas células cancerosas. Eles usaram um tipo de azida – uma molécula orgânica com um grupo de três átomos de nitrogênio (N 3) na extremidade – para transportar um radionuclídeo chamado astato-211, que emite radiação alfa à medida que se decompõe. Quando a azida e a acroleína se encontram dentro de uma célula cancerosa, elas reagem e o astato-211 fica ancorado nas estruturas internas da célula. Como a acroleína está quase ausente das células saudáveis, essa técnica age como um míssil teleguiado para iluminar as células cancerosas no corpo.

    Em um experimento com camundongos, os pesquisadores implantaram células tumorais humanas de pulmão e testaram o tratamento sob três condições: injetando apenas astato-211 no tumor, injetando a sonda azida-astato-211 no tumor e injetando a sonda azida-astato-211 na corrente sanguínea. Eles descobriram que sem direcionamento, os tumores continuaram a crescer e os camundongos não sobreviveram. Como esperado, quando a sonda azida foi usada, os tumores cresceram quase três vezes menos e muitos mais camundongos sobreviveram – 100% quando foi injetada no tumor e 80% quando injetada no sangue.

    “Descobrimos que apenas uma injeção tumoral com apenas 70 kBq de radioatividade foi extremamente eficaz para direcionar e eliminar as células tumorais”, diz Tanaka. “Mesmo quando injetamos o composto de tratamento na corrente sanguínea, conseguimos obter resultados semelhantes. Isso significa que podemos usar esse método para tratar o câncer em estágio inicial mesmo se não soubermos onde está o tumor.” A versão fluorescente dessa técnica já está sendo testada em ensaios clínicos como uma forma de visualizar / diagnosticar o câncer em nível celular. O próximo passo é encontrar um parceiro e iniciar ensaios clínicos usando esse novo método para tratar o câncer em humanos.

    Fonte: Link.

    O estudo de prova de conceito mostrou que tumores em camundongos cresceram quase três vezes menos e a sobrevivência foi de 100% após apenas uma injeção de um composto que é projetado para emitir pequenas quantidades de radiação alfa de dentro das células cancerosas, matando-as mas poupando o tecido saudável.

    A terapia alfa-particle é uma forma de radioterapia que usa partículas alfa, que são núcleos de hélio com alta energia, para atacar as células cancerosas. As partículas alfa têm um alcance muito curto e podem ser bloqueadas por uma folha de papel, o que significa que elas causam menos danos aos tecidos normais ao redor do tumor. No entanto, para que essa terapia seja eficaz, é preciso encontrar uma maneira de direcionar as partículas alfa para as células cancerosas específicas.

    Os pesquisadores liderados por Katsunori Tanaka no RIKEN Cluster for Pioneering Research (CPR) e Hiromitsu Haba no RIKEN Nishina Center for Accelerator-Based Science (RNC) encontraram uma solução baseada na química básica e no fato de que um composto chamado acroleína se acumula nas células cancerosas. Eles usaram um tipo de azida – uma molécula orgânica com um grupo de três átomos de nitrogênio (N 3) na extremidade – para transportar um radionuclídeo chamado astato-211, que emite radiação alfa à medida que se decompõe. Quando a azida e a acroleína se encontram dentro de uma célula cancerosa, elas reagem e o astato-211 fica ancorado nas estruturas internas da célula. Como a acroleína está quase ausente das células saudáveis, essa técnica age como um míssil teleguiado para iluminar as células cancerosas no corpo.

    Em um experimento com camundongos, os pesquisadores implantaram células tumorais humanas de pulmão e testaram o tratamento sob três condições: injetando apenas astato-211 no tumor, injetando a sonda azida-astato-211 no tumor e injetando a sonda azida-astato-211 na corrente sanguínea. Eles descobriram que sem direcionamento, os tumores continuaram a crescer e os camundongos não sobreviveram. Como esperado, quando a sonda azida foi usada, os tumores cresceram quase três vezes menos e muitos mais camundongos sobreviveram – 100% quando foi injetada no tumor e 80% quando injetada no sangue.

    “Descobrimos que apenas uma injeção tumoral com apenas 70 kBq de radioatividade foi extremamente eficaz para direcionar e eliminar as células tumorais”, diz Tanaka. “Mesmo quando injetamos o composto de tratamento na corrente sanguínea, conseguimos obter resultados semelhantes. Isso significa que podemos usar esse método para tratar o câncer em estágio inicial mesmo se não soubermos onde está o tumor.” A versão fluorescente dessa técnica já está sendo testada em ensaios clínicos como uma forma de visualizar / diagnosticar o câncer em nível celular. O próximo passo é encontrar um parceiro e iniciar ensaios clínicos usando esse novo método para tratar o câncer em humanos.

    Fonte: Link.

  • Censo revela que Brasil tem menos habitantes do que se estimava

    Censo revela que Brasil tem menos habitantes do que se estimava

    O Brasil tem 203 milhões de habitantes, segundo o Censo Demográfico 2020 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (28).

    O número é menor do que o projetado pelo próprio IBGE em 2019, que era de 211 milhões.

    O Censo é a principal fonte de dados sobre a população brasileira e suas características socioeconômicas. Ele é realizado a cada dez anos e abrange todos os domicílios do país. O levantamento foi adiado em 2020 por causa da pandemia de covid-19 e enfrentou dificuldades de financiamento e de contratação de recenseadores.

    De acordo com o IBGE, a população brasileira cresceu 8,6% entre 2010 e 2020, uma taxa média anual de 0,8%. Esse ritmo é menor do que o observado na década anterior, quando a população aumentou 12,3%, ou 1,2% ao ano.

    A redução do crescimento populacional se deve principalmente à queda da fecundidade, ou seja, do número médio de filhos por mulher. Em 2020, a taxa de fecundidade foi de 1,7 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional, que é de 2,1. Em 2010, essa taxa era de 1,9.

    Outro fator que influenciou o resultado do Censo foi a mortalidade. A expectativa de vida ao nascer aumentou de 73,9 anos em 2010 para 76,7 anos em 2020. No entanto, a pandemia de covid-19 provocou um excesso de mortes no país, especialmente entre os idosos. Em 2020, foram registrados 1.455.590 óbitos, um aumento de 8,6% em relação a 2019.

    O Censo também mostrou que o Brasil está envelhecendo. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 12,1% em 2010 para 16,4% em 2020. Já a parcela de crianças e adolescentes com até 14 anos caiu de 24,1% para 20%. A população em idade ativa (15 a 59 anos) se manteve estável em torno de 63%.

    Entre as regiões do país, o Sudeste continua sendo a mais populosa, com 87 milhões de habitantes, seguida pelo Nordeste (57 milhões), Sul (30 milhões), Norte (19 milhões) e Centro-Oeste (17 milhões). A região Norte foi a que mais cresceu proporcionalmente (15%), enquanto o Sul foi a que menos cresceu (5%).

    São Paulo é o estado mais populoso do Brasil, com 46 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (17 milhões) e Bahia (15 milhões). Roraima é o estado menos populoso, com apenas 652 mil habitantes.

    Entre as capitais, São Paulo também lidera o ranking, com 12 milhões de habitantes, seguida por Rio de Janeiro (6 milhões), Brasília (3 milhões) e Salvador (3 milhões). A capital menos populosa é Palmas, com 313 mil habitantes.

    O Censo também revelou que o Brasil tem cerca de 71 milhões de domicílios ocupados. Desse total, 86% são casas e 14% são apartamentos. A maior parte dos domicílios é própria (67%), seguida por alugada (19%) e cedida (13%).

    O acesso a serviços básicos melhorou na última década. Em 2020, 99% dos domicílios tinham acesso à eletricidade, 88% tinham acesso à rede geral de abastecimento de água e 68% tinham acesso à rede geral de esgotamento sanitário. Além disso, 80% dos domicílios tinham acesso à internet.

    O Censo também coletou informações sobre renda, educação, trabalho, saúde e religião da população brasileira. Esses dados serão divulgados posteriormente pelo IBGE.

    O número é menor do que o projetado pelo próprio IBGE em 2019, que era de 211 milhões.

    O Censo é a principal fonte de dados sobre a população brasileira e suas características socioeconômicas. Ele é realizado a cada dez anos e abrange todos os domicílios do país. O levantamento foi adiado em 2020 por causa da pandemia de covid-19 e enfrentou dificuldades de financiamento e de contratação de recenseadores.

    De acordo com o IBGE, a população brasileira cresceu 8,6% entre 2010 e 2020, uma taxa média anual de 0,8%. Esse ritmo é menor do que o observado na década anterior, quando a população aumentou 12,3%, ou 1,2% ao ano.

    A redução do crescimento populacional se deve principalmente à queda da fecundidade, ou seja, do número médio de filhos por mulher. Em 2020, a taxa de fecundidade foi de 1,7 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional, que é de 2,1. Em 2010, essa taxa era de 1,9.

    Outro fator que influenciou o resultado do Censo foi a mortalidade. A expectativa de vida ao nascer aumentou de 73,9 anos em 2010 para 76,7 anos em 2020. No entanto, a pandemia de covid-19 provocou um excesso de mortes no país, especialmente entre os idosos. Em 2020, foram registrados 1.455.590 óbitos, um aumento de 8,6% em relação a 2019.

    O Censo também mostrou que o Brasil está envelhecendo. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 12,1% em 2010 para 16,4% em 2020. Já a parcela de crianças e adolescentes com até 14 anos caiu de 24,1% para 20%. A população em idade ativa (15 a 59 anos) se manteve estável em torno de 63%.

    Entre as regiões do país, o Sudeste continua sendo a mais populosa, com 87 milhões de habitantes, seguida pelo Nordeste (57 milhões), Sul (30 milhões), Norte (19 milhões) e Centro-Oeste (17 milhões). A região Norte foi a que mais cresceu proporcionalmente (15%), enquanto o Sul foi a que menos cresceu (5%).

    São Paulo é o estado mais populoso do Brasil, com 46 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (17 milhões) e Bahia (15 milhões). Roraima é o estado menos populoso, com apenas 652 mil habitantes.

    Entre as capitais, São Paulo também lidera o ranking, com 12 milhões de habitantes, seguida por Rio de Janeiro (6 milhões), Brasília (3 milhões) e Salvador (3 milhões). A capital menos populosa é Palmas, com 313 mil habitantes.

    O Censo também revelou que o Brasil tem cerca de 71 milhões de domicílios ocupados. Desse total, 86% são casas e 14% são apartamentos. A maior parte dos domicílios é própria (67%), seguida por alugada (19%) e cedida (13%).

    O acesso a serviços básicos melhorou na última década. Em 2020, 99% dos domicílios tinham acesso à eletricidade, 88% tinham acesso à rede geral de abastecimento de água e 68% tinham acesso à rede geral de esgotamento sanitário. Além disso, 80% dos domicílios tinham acesso à internet.

    O Censo também coletou informações sobre renda, educação, trabalho, saúde e religião da população brasileira. Esses dados serão divulgados posteriormente pelo IBGE.

  • Hominídeo antigo foi esquartejado e comido por outro humano, indica estudo

    Hominídeo antigo foi esquartejado e comido por outro humano, indica estudo

    Um osso de um hominídeo antigo encontrado na Tanzânia revela que ele foi esquartejado e comido por outro humano há 1,45 milhão de anos.

    Essa seria a evidência mais antiga de canibalismo entre hominídeos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

    O osso é um fêmur direito que pertenceu a um indivíduo adulto de uma espécie ainda não identificada de hominídeo. Ele foi descoberto em 1964 no sítio arqueológico de Olduvai Gorge, mas ficou guardado em um museu na Alemanha até ser reexaminado por uma equipe internacional de pesquisadores.

    Os cientistas usaram técnicas modernas de microscopia e análise química para detectar marcas de corte no osso, que indicam que ele foi cortado com uma ferramenta de pedra. Essas marcas são diferentes das causadas por animais ou pelo ambiente.

    “Essas marcas mostram que alguém usou uma ferramenta de pedra para remover a carne e o tendão do osso”, disse à BBC o líder do estudo, Manuel Domínguez-Rodrigo, da Universidade Complutense de Madri. “Isso significa que esse hominídeo foi consumido por outro hominídeo.”

    O estudo não revela a espécie do comedor e do comido, mas sugere que eles podem ter sido Homo habilis ou Paranthropus boisei, dois tipos de hominídeos que habitavam a região na época. Também não se sabe se o canibalismo foi motivado por fome, ritual ou agressão.

    O osso também apresenta marcas de dentes de um grande felino, possivelmente um tigre-dente-de-sabre. Os pesquisadores não conseguiram determinar se o animal atacou o hominídeo antes ou depois de sua morte, mas especulam que ele pode ter roubado o corpo do canibal.

    O estudo destaca a importância de revisitar coleções de museus e usar técnicas modernas para ampliar o conhecimento sobre o passado. Os autores esperam que mais evidências de canibalismo entre hominídeos sejam encontradas em outros ossos antigos.

    Fonte: Link 1, Link 2, Link 3.

    Essa seria a evidência mais antiga de canibalismo entre hominídeos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

    O osso é um fêmur direito que pertenceu a um indivíduo adulto de uma espécie ainda não identificada de hominídeo. Ele foi descoberto em 1964 no sítio arqueológico de Olduvai Gorge, mas ficou guardado em um museu na Alemanha até ser reexaminado por uma equipe internacional de pesquisadores.

    Os cientistas usaram técnicas modernas de microscopia e análise química para detectar marcas de corte no osso, que indicam que ele foi cortado com uma ferramenta de pedra. Essas marcas são diferentes das causadas por animais ou pelo ambiente.

    “Essas marcas mostram que alguém usou uma ferramenta de pedra para remover a carne e o tendão do osso”, disse à BBC o líder do estudo, Manuel Domínguez-Rodrigo, da Universidade Complutense de Madri. “Isso significa que esse hominídeo foi consumido por outro hominídeo.”

    O estudo não revela a espécie do comedor e do comido, mas sugere que eles podem ter sido Homo habilis ou Paranthropus boisei, dois tipos de hominídeos que habitavam a região na época. Também não se sabe se o canibalismo foi motivado por fome, ritual ou agressão.

    O osso também apresenta marcas de dentes de um grande felino, possivelmente um tigre-dente-de-sabre. Os pesquisadores não conseguiram determinar se o animal atacou o hominídeo antes ou depois de sua morte, mas especulam que ele pode ter roubado o corpo do canibal.

    O estudo destaca a importância de revisitar coleções de museus e usar técnicas modernas para ampliar o conhecimento sobre o passado. Os autores esperam que mais evidências de canibalismo entre hominídeos sejam encontradas em outros ossos antigos.

    Fonte: Link 1, Link 2, Link 3.

  • Telescópio Espacial James Webb encontra molécula que pode ser a chave para a origem da vida no universo

    Telescópio Espacial James Webb encontra molécula que pode ser a chave para a origem da vida no universo

    Usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA, uma equipe de cientistas internacionais detectou pela primeira vez um novo composto de carbono no espaço.

    O composto se chama cátion metila (CH3+), e é importante porque ajuda a formar moléculas de carbono mais complexas. O cátion metila foi encontrado em um sistema estelar jovem, com um disco protoplanetário, chamado d203-506, que fica a cerca de 1.350 anos-luz de distância na Nebulosa de Órion.

    Os compostos de carbono são a base de toda a vida conhecida, e por isso são muito interessantes para os cientistas que querem entender como a vida surgiu na Terra e como ela poderia surgir em outros lugares do universo. O estudo da química orgânica interestelar, que contém carbono, é uma área que fascina muitos astrônomos e que o Webb está explorando de novas formas.

    As capacidades únicas do Webb o tornaram um observatório ideal para procurar essa molécula crucial. A resolução espacial e espectral do Webb, assim como sua sensibilidade, foram essenciais para o sucesso da equipe. Em especial, o Webb detectou uma série de linhas de emissão do CH3+ que confirmaram a descoberta.

    “Essa detecção não só mostra a incrível sensibilidade do Webb, mas também confirma a importância central do CH3+ na química interestelar”, disse Marie-Aline Martin-Drumel da Universidade de Paris-Saclay na França, que faz parte da equipe científica.A estrela do sistema d203-506 é uma anã vermelha pequena, mas o sistema recebe uma forte radiação ultravioleta (UV) de estrelas jovens, quentes e massivas que ficam perto. Os cientistas acreditam que a maioria dos discos protoplanetários passa por um período de radiação UV intensa, já que as estrelas tendem a se formar em grupos que incluem estrelas massivas e produtoras de UV.

    Normalmente, espera-se que a radiação UV destrua as moléculas orgânicas complexas, o que poderia parecer contraditório com a descoberta do CH3+. No entanto, a equipe sugere que a radiação UV pode ser na verdade a fonte de energia necessária para o CH3+ se formar. Depois de formado, ele estimula outras reações químicas para criar moléculas de carbono mais complexas.

    De modo geral, a equipe observa que as moléculas que eles veem em d203-506 são bem diferentes dos discos protoplanetários típicos. Em particular, eles não conseguiram detectar nenhum sinal de água.

    “Isso mostra claramente que a radiação UV pode mudar completamente a química de um disco protoplanetário. Ela pode ter um papel crítico nas etapas químicas iniciais das origens da vida”, explicou Olivier Berné do Centro Nacional Francês para Pesquisa Científica em Toulouse, autor principal do estudo.

    Esses resultados, que são do programa PDRs4ALL Early Release Science, foram publicados na revista Nature.

    O Telescópio Espacial James Webb é o principal observatório espacial de ciência do mundo. O Webb vai resolver mistérios no nosso sistema solar, observar mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigar as estruturas misteriosas e origens do nosso universo e nosso lugar nele. O Webb é um programa internacional liderado pela NASA com seus parceiros, ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Canadense.

    O composto se chama cátion metila (CH3+), e é importante porque ajuda a formar moléculas de carbono mais complexas. O cátion metila foi encontrado em um sistema estelar jovem, com um disco protoplanetário, chamado d203-506, que fica a cerca de 1.350 anos-luz de distância na Nebulosa de Órion.

    Os compostos de carbono são a base de toda a vida conhecida, e por isso são muito interessantes para os cientistas que querem entender como a vida surgiu na Terra e como ela poderia surgir em outros lugares do universo. O estudo da química orgânica interestelar, que contém carbono, é uma área que fascina muitos astrônomos e que o Webb está explorando de novas formas.

    As capacidades únicas do Webb o tornaram um observatório ideal para procurar essa molécula crucial. A resolução espacial e espectral do Webb, assim como sua sensibilidade, foram essenciais para o sucesso da equipe. Em especial, o Webb detectou uma série de linhas de emissão do CH3+ que confirmaram a descoberta.

    “Essa detecção não só mostra a incrível sensibilidade do Webb, mas também confirma a importância central do CH3+ na química interestelar”, disse Marie-Aline Martin-Drumel da Universidade de Paris-Saclay na França, que faz parte da equipe científica.A estrela do sistema d203-506 é uma anã vermelha pequena, mas o sistema recebe uma forte radiação ultravioleta (UV) de estrelas jovens, quentes e massivas que ficam perto. Os cientistas acreditam que a maioria dos discos protoplanetários passa por um período de radiação UV intensa, já que as estrelas tendem a se formar em grupos que incluem estrelas massivas e produtoras de UV.

    Normalmente, espera-se que a radiação UV destrua as moléculas orgânicas complexas, o que poderia parecer contraditório com a descoberta do CH3+. No entanto, a equipe sugere que a radiação UV pode ser na verdade a fonte de energia necessária para o CH3+ se formar. Depois de formado, ele estimula outras reações químicas para criar moléculas de carbono mais complexas.

    De modo geral, a equipe observa que as moléculas que eles veem em d203-506 são bem diferentes dos discos protoplanetários típicos. Em particular, eles não conseguiram detectar nenhum sinal de água.

    “Isso mostra claramente que a radiação UV pode mudar completamente a química de um disco protoplanetário. Ela pode ter um papel crítico nas etapas químicas iniciais das origens da vida”, explicou Olivier Berné do Centro Nacional Francês para Pesquisa Científica em Toulouse, autor principal do estudo.

    Esses resultados, que são do programa PDRs4ALL Early Release Science, foram publicados na revista Nature.

    O Telescópio Espacial James Webb é o principal observatório espacial de ciência do mundo. O Webb vai resolver mistérios no nosso sistema solar, observar mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigar as estruturas misteriosas e origens do nosso universo e nosso lugar nele. O Webb é um programa internacional liderado pela NASA com seus parceiros, ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Canadense.

  • Novo subtipo de depressão é identificado por pesquisadores

    Novo subtipo de depressão é identificado por pesquisadores

    Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descreveu uma nova categoria de depressão – chamada de biótipo cognitivo – que afeta cerca de 27% dos pacientes com transtorno depressivo maior (TDM).

    O objetivo é diagnosticar e tratar a condição de forma mais precisa.

    A depressão é tradicionalmente definida como um transtorno do humor, mas os pesquisadores descobriram que esse novo subtipo se caracteriza por déficits cognitivos na atenção, memória e autocontrole. Esses sintomas não são aliviados pelos antidepressivos mais comuns, que atuam na serotonina (conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou ISRS), mas podem responder melhor a outros tratamentos que visam essas funções cognitivas.

    O estudo, publicado em 15 de junho na revista JAMA Network Open, faz parte de um esforço maior dos neurocientistas para encontrar tratamentos que sejam direcionados aos biótipos da depressão, de acordo com a autora sênior do estudo, Leanne Williams, PhD, professora de psiquiatria e ciências comportamentais. “Um dos grandes desafios é encontrar uma nova forma de abordar o que atualmente é um processo de tentativa e erro, para que mais pessoas possam melhorar mais rápido”, disse Williams.

    Para identificar o biótipo cognitivo, os cientistas usaram questionários, testes cognitivos e imagens cerebrais em 1.008 adultos com transtorno depressivo maior que não estavam medicados. Eles foram randomizados para receber um dos três antidepressivos típicos: escitalopram (nome comercial Lexapro) ou sertralina (Zoloft), que atuam na serotonina, ou venlafaxina-XR (Effexor), que atua tanto na serotonina quanto na noradrenalina. Setecentos e doze dos participantes completaram o regime de oito semanas.

    Antes e depois do tratamento com os antidepressivos, os sintomas depressivos dos participantes foram medidos usando dois questionários – um administrado por um clínico e outro por uma autoavaliação, que incluía perguntas relacionadas a mudanças no sono e na alimentação. Medidas sobre o funcionamento social e ocupacional, bem como a qualidade de vida, também foram acompanhadas. Os participantes também completaram uma série de testes cognitivos, antes e depois do tratamento, medindo memória verbal, memória de trabalho, velocidade de decisão e atenção sustentada, entre outras tarefas.

    Antes do tratamento, os cientistas escanearam 96 dos participantes usando ressonância magnética funcional enquanto eles realizavam uma tarefa chamada “GoNoGo” que requer que os participantes pressionem um botão o mais rápido possível quando veem “Go” em verde e não pressionem quando veem “NoGo” em vermelho. Essa tarefa mede a capacidade de planejar com antecedência, exibir autocontrole, manter o foco apesar das distrações e suprimir comportamentos inadequados.

    Os resultados mostraram que 27% dos pacientes com TDM apresentaram pior desempenho nas tarefas cognitivas e também tiveram uma pior resposta aos tratamentos medicamentosos padrão. Além disso, eles apresentaram uma atividade cerebral reduzida em duas regiões responsáveis por essas tarefas: o córtex pré-frontal dorsolateral e o córtex cingulado anterior.

    Os pesquisadores sugerem que esses pacientes podem se beneficiar de antidepressivos menos comumente usados ou de outras intervenções que visem melhorar as funções cognitivas, como estimulação cerebral não invasiva ou treinamento cognitivo. Eles também enfatizam a importância de reconhecer a diversidade dos pacientes com depressão e de personalizar os tratamentos de acordo com os biótipos.

    “Esperamos que, ao identificar esse subtipo cognitivo, possamos ajudar os médicos a escolher o melhor tratamento para seus pacientes e também aumentar a conscientização sobre a necessidade de mais pesquisas e desenvolvimento de novos tratamentos para esse grupo”, disse Williams.

    O objetivo é diagnosticar e tratar a condição de forma mais precisa.

    A depressão é tradicionalmente definida como um transtorno do humor, mas os pesquisadores descobriram que esse novo subtipo se caracteriza por déficits cognitivos na atenção, memória e autocontrole. Esses sintomas não são aliviados pelos antidepressivos mais comuns, que atuam na serotonina (conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou ISRS), mas podem responder melhor a outros tratamentos que visam essas funções cognitivas.

    O estudo, publicado em 15 de junho na revista JAMA Network Open, faz parte de um esforço maior dos neurocientistas para encontrar tratamentos que sejam direcionados aos biótipos da depressão, de acordo com a autora sênior do estudo, Leanne Williams, PhD, professora de psiquiatria e ciências comportamentais. “Um dos grandes desafios é encontrar uma nova forma de abordar o que atualmente é um processo de tentativa e erro, para que mais pessoas possam melhorar mais rápido”, disse Williams.

    Para identificar o biótipo cognitivo, os cientistas usaram questionários, testes cognitivos e imagens cerebrais em 1.008 adultos com transtorno depressivo maior que não estavam medicados. Eles foram randomizados para receber um dos três antidepressivos típicos: escitalopram (nome comercial Lexapro) ou sertralina (Zoloft), que atuam na serotonina, ou venlafaxina-XR (Effexor), que atua tanto na serotonina quanto na noradrenalina. Setecentos e doze dos participantes completaram o regime de oito semanas.

    Antes e depois do tratamento com os antidepressivos, os sintomas depressivos dos participantes foram medidos usando dois questionários – um administrado por um clínico e outro por uma autoavaliação, que incluía perguntas relacionadas a mudanças no sono e na alimentação. Medidas sobre o funcionamento social e ocupacional, bem como a qualidade de vida, também foram acompanhadas. Os participantes também completaram uma série de testes cognitivos, antes e depois do tratamento, medindo memória verbal, memória de trabalho, velocidade de decisão e atenção sustentada, entre outras tarefas.

    Antes do tratamento, os cientistas escanearam 96 dos participantes usando ressonância magnética funcional enquanto eles realizavam uma tarefa chamada “GoNoGo” que requer que os participantes pressionem um botão o mais rápido possível quando veem “Go” em verde e não pressionem quando veem “NoGo” em vermelho. Essa tarefa mede a capacidade de planejar com antecedência, exibir autocontrole, manter o foco apesar das distrações e suprimir comportamentos inadequados.

    Os resultados mostraram que 27% dos pacientes com TDM apresentaram pior desempenho nas tarefas cognitivas e também tiveram uma pior resposta aos tratamentos medicamentosos padrão. Além disso, eles apresentaram uma atividade cerebral reduzida em duas regiões responsáveis por essas tarefas: o córtex pré-frontal dorsolateral e o córtex cingulado anterior.

    Os pesquisadores sugerem que esses pacientes podem se beneficiar de antidepressivos menos comumente usados ou de outras intervenções que visem melhorar as funções cognitivas, como estimulação cerebral não invasiva ou treinamento cognitivo. Eles também enfatizam a importância de reconhecer a diversidade dos pacientes com depressão e de personalizar os tratamentos de acordo com os biótipos.

    “Esperamos que, ao identificar esse subtipo cognitivo, possamos ajudar os médicos a escolher o melhor tratamento para seus pacientes e também aumentar a conscientização sobre a necessidade de mais pesquisas e desenvolvimento de novos tratamentos para esse grupo”, disse Williams.

  • Por que os cachorros pequenos são mais agressivos?

    Por que os cachorros pequenos são mais agressivos?

    Você já se perguntou por que os cachorros pequenos costumam latir e morder mais do que os grandes? Será que eles são mais bravos por natureza ou há outros fatores envolvidos?

    Um artigo da revista Discover Magazine explora essa questão e apresenta algumas possíveis explicações.

    Segundo o artigo, não há evidências científicas de que os cachorros pequenos sejam mais agressivos do que os grandes. Na verdade, a agressividade é um comportamento complexo que depende de vários aspectos, como a genética, o ambiente, a socialização, o treinamento e a personalidade do animal.

    No entanto, alguns especialistas apontam que os cachorros pequenos podem ter mais chances de desenvolver a chamada “síndrome do cão pequeno”, que é uma forma de insegurança e medo que leva o animal a reagir de forma exagerada a situações que ele considera ameaçadoras. Isso pode acontecer porque os cachorros pequenos são mais vulneráveis a se machucarem ou serem atacados por outros animais ou pessoas.

    Além disso, os cachorros pequenos podem ser mais mimados e menos disciplinados pelos seus donos, que muitas vezes não levam a sério as suas manifestações de agressividade e até as reforçam com atenção ou carinho. Isso pode fazer com que o animal não aprenda a controlar os seus impulsos e a respeitar os limites dos outros.

    Por outro lado, os cachorros grandes podem ser mais calmos e confiantes porque têm mais força e proteção. Eles também podem ser mais educados e obedientes porque os seus donos tendem a ser mais rigorosos e responsáveis com o seu treinamento e socialização, já que um cão grande pode causar mais danos se for agressivo.

    Portanto, não se pode afirmar que os cachorros pequenos são mais agressivos do que os grandes de forma geral. Cada cão é um indivíduo único e o seu comportamento depende de vários fatores. O importante é conhecer bem o seu animal, respeitar as suas necessidades e proporcionar um ambiente seguro e estimulante para ele.

    Fonte: Link.

    Um artigo da revista Discover Magazine explora essa questão e apresenta algumas possíveis explicações.

    Segundo o artigo, não há evidências científicas de que os cachorros pequenos sejam mais agressivos do que os grandes. Na verdade, a agressividade é um comportamento complexo que depende de vários aspectos, como a genética, o ambiente, a socialização, o treinamento e a personalidade do animal.

    No entanto, alguns especialistas apontam que os cachorros pequenos podem ter mais chances de desenvolver a chamada “síndrome do cão pequeno”, que é uma forma de insegurança e medo que leva o animal a reagir de forma exagerada a situações que ele considera ameaçadoras. Isso pode acontecer porque os cachorros pequenos são mais vulneráveis a se machucarem ou serem atacados por outros animais ou pessoas.

    Além disso, os cachorros pequenos podem ser mais mimados e menos disciplinados pelos seus donos, que muitas vezes não levam a sério as suas manifestações de agressividade e até as reforçam com atenção ou carinho. Isso pode fazer com que o animal não aprenda a controlar os seus impulsos e a respeitar os limites dos outros.

    Por outro lado, os cachorros grandes podem ser mais calmos e confiantes porque têm mais força e proteção. Eles também podem ser mais educados e obedientes porque os seus donos tendem a ser mais rigorosos e responsáveis com o seu treinamento e socialização, já que um cão grande pode causar mais danos se for agressivo.

    Portanto, não se pode afirmar que os cachorros pequenos são mais agressivos do que os grandes de forma geral. Cada cão é um indivíduo único e o seu comportamento depende de vários fatores. O importante é conhecer bem o seu animal, respeitar as suas necessidades e proporcionar um ambiente seguro e estimulante para ele.

    Fonte: Link.

  • 5 astrônomos que mudaram nossa visão do universo

    5 astrônomos que mudaram nossa visão do universo

    A astronomia é uma das ciências mais antigas e fascinantes da humanidade. Desde os tempos pré-históricos, o ser humano observa o céu e tenta compreender os fenômenos celestes, como as fases da Lua, os eclipses, as estações do ano e o movimento dos planetas.

    Ao longo da história, muitos astrônomos contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o universo, desafiando dogmas, superando limitações tecnológicas e revelando mistérios cósmicos. Neste artigo, vamos conhecer cinco desses astrônomos e suas principais descobertas.

    1. Nicolau Copérnico (1473-1543)

    O astrônomo polonês é considerado o pai da astronomia moderna por ter proposto o modelo heliocêntrico do sistema solar, em que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol. Essa ideia contrariava o modelo geocêntrico de Ptolomeu, que colocava a Terra no centro do universo e era aceito pela Igreja Católica. Copérnico publicou sua teoria no livro “Sobre as Revoluções dos Corpos Celestes”, em 1543, pouco antes de sua morte. Sua obra foi considerada herética e proibida pela Igreja até 1835.

    1. Galileu Galilei (1564-1642)

    O físico e astrônomo italiano foi um dos principais defensores do modelo heliocêntrico de Copérnico e um pioneiro na observação astronômica com telescópios. Com seus instrumentos, ele descobriu as quatro maiores luas de Júpiter, as fases de Vênus, as manchas solares e as montanhas da Lua. Ele também formulou as leis do movimento dos corpos e da queda livre dos graves. Por suas ideias revolucionárias, ele foi perseguido pela Inquisição e condenado a prisão domiciliar pelo resto da vida.

    1. Isaac Newton (1642-1727)

    O físico e matemático inglês é considerado um dos maiores gênios da ciência por ter desenvolvido a teoria da gravitação universal, que explica como os corpos se atraem de acordo com suas massas e distâncias. Ele também criou o cálculo diferencial e integral, a óptica geométrica e as leis fundamentais da mecânica clássica. Além disso, ele construiu o primeiro telescópio refletor, que usa espelhos em vez de lentes para captar a luz.

    1. Edwin Hubble (1889-1953)

    O astrônomo norte-americano é famoso por ter demonstrado que existem outras galáxias além da Via Láctea e que o universo está em expansão. Usando o telescópio do Observatório Monte Wilson, na Califórnia, ele observou que as galáxias se afastam umas das outras com uma velocidade proporcional à sua distância. Essa descoberta levou à formulação da teoria do Big Bang, que explica a origem do universo a partir de uma grande explosão há cerca de 13,8 bilhões de anos.

    1. Vera Rubin (1928-2016)

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    Ao longo da história, muitos astrônomos contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o universo, desafiando dogmas, superando limitações tecnológicas e revelando mistérios cósmicos. Neste artigo, vamos conhecer cinco desses astrônomos e suas principais descobertas.

    1. Nicolau Copérnico (1473-1543)

    O astrônomo polonês é considerado o pai da astronomia moderna por ter proposto o modelo heliocêntrico do sistema solar, em que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol. Essa ideia contrariava o modelo geocêntrico de Ptolomeu, que colocava a Terra no centro do universo e era aceito pela Igreja Católica. Copérnico publicou sua teoria no livro “Sobre as Revoluções dos Corpos Celestes”, em 1543, pouco antes de sua morte. Sua obra foi considerada herética e proibida pela Igreja até 1835.

    1. Galileu Galilei (1564-1642)

    O físico e astrônomo italiano foi um dos principais defensores do modelo heliocêntrico de Copérnico e um pioneiro na observação astronômica com telescópios. Com seus instrumentos, ele descobriu as quatro maiores luas de Júpiter, as fases de Vênus, as manchas solares e as montanhas da Lua. Ele também formulou as leis do movimento dos corpos e da queda livre dos graves. Por suas ideias revolucionárias, ele foi perseguido pela Inquisição e condenado a prisão domiciliar pelo resto da vida.

    1. Isaac Newton (1642-1727)

    O físico e matemático inglês é considerado um dos maiores gênios da ciência por ter desenvolvido a teoria da gravitação universal, que explica como os corpos se atraem de acordo com suas massas e distâncias. Ele também criou o cálculo diferencial e integral, a óptica geométrica e as leis fundamentais da mecânica clássica. Além disso, ele construiu o primeiro telescópio refletor, que usa espelhos em vez de lentes para captar a luz.

    1. Edwin Hubble (1889-1953)

    O astrônomo norte-americano é famoso por ter demonstrado que existem outras galáxias além da Via Láctea e que o universo está em expansão. Usando o telescópio do Observatório Monte Wilson, na Califórnia, ele observou que as galáxias se afastam umas das outras com uma velocidade proporcional à sua distância. Essa descoberta levou à formulação da teoria do Big Bang, que explica a origem do universo a partir de uma grande explosão há cerca de 13,8 bilhões de anos.

    1. Vera Rubin (1928-2016)

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

    A astrônoma norte-americana foi uma das pioneiras no estudo da matéria escura, uma forma misteriosa de matéria que não emite nem reflete luz, mas que representa cerca de 85% da massa do universo. Ela mediu a velocidade de rotação das galáxias e percebeu que elas giram mais rápido do que seria esperado pela quantidade de matéria visível que possuem. Isso indicava que havia uma força gravitacional extra causada por uma matéria invisível. Sua pesquisa abriu um novo campo na cosmologia e lhe rendeu vários prêmios e honrarias.

  • Como a nossa galáxia é vista por observadores de outras galáxias

    Como a nossa galáxia é vista por observadores de outras galáxias

    Uma nova pesquisa revela como seria a composição química da Via Láctea para astrônomos extragalácticos que a observassem de longe. 

    O estudo, liderado por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia, também permite uma nova forma de comparar a nossa galáxia com as muitas galáxias distantes que vemos de fora. Isso ajuda a responder à antiga questão de se a nossa galáxia é especial ou não: pelo menos no que diz respeito à química, a Via Láctea é incomum, mas não única.

    Vemos galáxias distantes de fora: observações com telescópios nos mostram a forma de uma galáxia e seu espectro (a separação da luz de um objeto celeste em cores). Como seria, então, a nossa própria galáxia sob essa perspectiva para astrônomos “extragalácticos” que explorassem o espaço sideral não da nossa, mas de outra galáxia? Essa é uma questão mais difícil do que parece. Afinal, os astrônomos aqui na Terra desenvolveram métodos bastante sofisticados para reconstruir as propriedades de uma galáxia a partir de suas observações, e os astrônomos extragalácticos não deveriam ficar atrás. A resposta para a questão sobre os conhecimentos dos astrônomos extragalácticos não é tão simples de responder. Mas a resposta é certamente interessante para a nossa pesquisa terrestre.

    Jianhui Lian (Instituto Max Planck de Astronomia e Universidade Yunnan), o autor principal do estudo publicado agora, diz: “Desde que os astrônomos reconheceram há cem anos que a Via Láctea não é a única galáxia no universo, eles se perguntaram se a nossa galáxia é especial ou não. Para responder a essa questão, precisamos encontrar formas de comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes”.

    Avanços em dados e simulações

    A questão pode ser antiga; mas o fato de podermos encontrar uma resposta para a química da nossa galáxia é bastante novo. Por um lado, houve enormes avanços na exploração sistemática da nossa galáxia nos últimos dez anos. Pesquisas como o APOGEE forneceram informações sobre a composição química, as propriedades físicas e os movimentos 3D de milhões de estrelas individuais na nossa Via Láctea usando a análise de espectros estelares.

    Por outro lado, houve avanços significativos nas simulações computacionais da formação e evolução das galáxias. Essas simulações permitem aos pesquisadores estudar as propriedades das galáxias em diferentes estágios do seu desenvolvimento e sob diferentes condições iniciais.

    Os pesquisadores usaram esses dois conjuntos de dados para criar um modelo da Via Láctea como seria visto por astrônomos extragalácticos. Eles usaram os dados do APOGEE para estimar as propriedades químicas das estrelas na nossa galáxia e os combinaram com os dados das simulações para obter uma imagem completa da forma e do espectro da Via Láctea.

    O resultado mostra que os astrônomos extragalácticos poderiam inferir algumas características importantes da química da nossa galáxia usando apenas observações espectrais. Por exemplo, eles poderiam medir o gradiente químico radial, ou seja, como a abundância relativa dos elementos mais pesados (chamados metais pelos astrônomos) varia com a distância ao centro da galáxia. Eles também poderiam detectar algumas assinaturas espectrais distintas que revelam a presença de diferentes populações estelares na Via Láctea.

    Comparando com outras galáxias

    Os pesquisadores também compararam o modelo da Via Láctea com os dados observacionais de mais de 100.000 galáxias distantes do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), uma das maiores pesquisas astronômicas já realizadas. Eles descobriram que a Via Láctea não é única em sua química, mas também não é muito comum. Apenas cerca de 2% das galáxias do SDSS têm propriedades químicas semelhantes às da nossa galáxia.

    Isso significa que a Via Láctea é especial? Não necessariamente, dizem os pesquisadores. Afinal, a química é apenas uma das muitas propriedades que caracterizam uma galáxia. Além disso, o SDSS não cobre todo o espaço de parâmetros possíveis para as galáxias. Pode haver outras galáxias semelhantes à nossa que ainda não foram observadas.

    De qualquer forma, o estudo mostra que é possível comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes usando um critério objetivo e quantitativo. Isso abre novas possibilidades para entender melhor a nossa posição no universo e a história da nossa galáxia.

    O estudo, liderado por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia, também permite uma nova forma de comparar a nossa galáxia com as muitas galáxias distantes que vemos de fora. Isso ajuda a responder à antiga questão de se a nossa galáxia é especial ou não: pelo menos no que diz respeito à química, a Via Láctea é incomum, mas não única.

    Vemos galáxias distantes de fora: observações com telescópios nos mostram a forma de uma galáxia e seu espectro (a separação da luz de um objeto celeste em cores). Como seria, então, a nossa própria galáxia sob essa perspectiva para astrônomos “extragalácticos” que explorassem o espaço sideral não da nossa, mas de outra galáxia? Essa é uma questão mais difícil do que parece. Afinal, os astrônomos aqui na Terra desenvolveram métodos bastante sofisticados para reconstruir as propriedades de uma galáxia a partir de suas observações, e os astrônomos extragalácticos não deveriam ficar atrás. A resposta para a questão sobre os conhecimentos dos astrônomos extragalácticos não é tão simples de responder. Mas a resposta é certamente interessante para a nossa pesquisa terrestre.

    Jianhui Lian (Instituto Max Planck de Astronomia e Universidade Yunnan), o autor principal do estudo publicado agora, diz: “Desde que os astrônomos reconheceram há cem anos que a Via Láctea não é a única galáxia no universo, eles se perguntaram se a nossa galáxia é especial ou não. Para responder a essa questão, precisamos encontrar formas de comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes”.

    Avanços em dados e simulações

    A questão pode ser antiga; mas o fato de podermos encontrar uma resposta para a química da nossa galáxia é bastante novo. Por um lado, houve enormes avanços na exploração sistemática da nossa galáxia nos últimos dez anos. Pesquisas como o APOGEE forneceram informações sobre a composição química, as propriedades físicas e os movimentos 3D de milhões de estrelas individuais na nossa Via Láctea usando a análise de espectros estelares.

    Por outro lado, houve avanços significativos nas simulações computacionais da formação e evolução das galáxias. Essas simulações permitem aos pesquisadores estudar as propriedades das galáxias em diferentes estágios do seu desenvolvimento e sob diferentes condições iniciais.

    Os pesquisadores usaram esses dois conjuntos de dados para criar um modelo da Via Láctea como seria visto por astrônomos extragalácticos. Eles usaram os dados do APOGEE para estimar as propriedades químicas das estrelas na nossa galáxia e os combinaram com os dados das simulações para obter uma imagem completa da forma e do espectro da Via Láctea.

    O resultado mostra que os astrônomos extragalácticos poderiam inferir algumas características importantes da química da nossa galáxia usando apenas observações espectrais. Por exemplo, eles poderiam medir o gradiente químico radial, ou seja, como a abundância relativa dos elementos mais pesados (chamados metais pelos astrônomos) varia com a distância ao centro da galáxia. Eles também poderiam detectar algumas assinaturas espectrais distintas que revelam a presença de diferentes populações estelares na Via Láctea.

    Comparando com outras galáxias

    Os pesquisadores também compararam o modelo da Via Láctea com os dados observacionais de mais de 100.000 galáxias distantes do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), uma das maiores pesquisas astronômicas já realizadas. Eles descobriram que a Via Láctea não é única em sua química, mas também não é muito comum. Apenas cerca de 2% das galáxias do SDSS têm propriedades químicas semelhantes às da nossa galáxia.

    Isso significa que a Via Láctea é especial? Não necessariamente, dizem os pesquisadores. Afinal, a química é apenas uma das muitas propriedades que caracterizam uma galáxia. Além disso, o SDSS não cobre todo o espaço de parâmetros possíveis para as galáxias. Pode haver outras galáxias semelhantes à nossa que ainda não foram observadas.

    De qualquer forma, o estudo mostra que é possível comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes usando um critério objetivo e quantitativo. Isso abre novas possibilidades para entender melhor a nossa posição no universo e a história da nossa galáxia.

  • O céu noturno está ficando mais claro e isso é ruim para a astronomia

    O céu noturno está ficando mais claro e isso é ruim para a astronomia

    A poluição luminosa é a luz artificial indesejada que se projeta para o céu noturno. Ela torna a atmosfera muito mais brilhante do que o céu noturno natural e afeta significativamente a astronomia.

    A poluição luminosa ofusca a luz de objetos fracos como galáxias e nebulosas e aumenta o brilho do fundo do céu ao observar estrelas fracas.

    Um estudo recente publicado na revista Science analisou os efeitos crescentes da poluição luminosa na astronomia profissional e amadora. Os autores revisaram os dados de câmeras de céu inteiro instaladas em vários locais do mundo e compararam com modelos de brilho do céu artificial. Eles concluíram que a poluição luminosa pode atingir até 10% do brilho do céu noturno natural, um nível considerado inaceitável pela União Astronômica Internacional (IAU) para os locais de observatório astronômico.

    A poluição luminosa não é causada apenas por lâmpadas de rua, edifícios e outras fontes terrestres de luz. Ela também é provocada por satélites artificiais e lixo espacial que orbitam a Terra e refletem a luz solar. Esses objetos podem aparecer como rastros luminosos nas imagens feitas por telescópios terrestres, comprometendo os dados astronômicos e causando a perda irreparável de informações. Além disso, a situação pode piorar com o lançamento de mais satélites, incluindo as chamadas “megaconstelações”, que são projetos de empresas privadas para fornecer serviços de internet via satélite.

    A poluição luminosa não afeta apenas os astrônomos profissionais, mas também os amadores que gostam de observar o céu noturno com seus próprios olhos ou com equipamentos simples. A beleza e a diversidade do universo ficam ocultas pelo brilho artificial, reduzindo o interesse e a curiosidade pelo conhecimento científico. Além disso, a poluição luminosa tem impactos negativos na saúde humana, na biodiversidade e no clima.

    Para combater a poluição luminosa, é preciso conscientizar o público sobre o valor cultural da astronomia visual ou a olho nu, bem como da ciência e da necessidade de acesso a um céu noturno escuro para a pesquisa astronômica. Também é necessário adotar medidas regulatórias para limitar e controlar as fontes de luz artificial, tanto na superfície quanto no espaço. Algumas iniciativas já existem nesse sentido, como as leis de proteção do céu noturno em alguns países e regiões, e as recomendações da IAU para mitigar os efeitos dos satélites nas observações astronômicas.

    A astronomia é uma ciência que nos permite explorar o universo e entender o nosso lugar nele. Ela depende de um recurso natural que está cada vez mais ameaçado pela atividade humana: o céu noturno escuro. Preservá-lo é um dever de todos nós.

    Fonte: Link.

    A poluição luminosa ofusca a luz de objetos fracos como galáxias e nebulosas e aumenta o brilho do fundo do céu ao observar estrelas fracas.

    Um estudo recente publicado na revista Science analisou os efeitos crescentes da poluição luminosa na astronomia profissional e amadora. Os autores revisaram os dados de câmeras de céu inteiro instaladas em vários locais do mundo e compararam com modelos de brilho do céu artificial. Eles concluíram que a poluição luminosa pode atingir até 10% do brilho do céu noturno natural, um nível considerado inaceitável pela União Astronômica Internacional (IAU) para os locais de observatório astronômico.

    A poluição luminosa não é causada apenas por lâmpadas de rua, edifícios e outras fontes terrestres de luz. Ela também é provocada por satélites artificiais e lixo espacial que orbitam a Terra e refletem a luz solar. Esses objetos podem aparecer como rastros luminosos nas imagens feitas por telescópios terrestres, comprometendo os dados astronômicos e causando a perda irreparável de informações. Além disso, a situação pode piorar com o lançamento de mais satélites, incluindo as chamadas “megaconstelações”, que são projetos de empresas privadas para fornecer serviços de internet via satélite.

    A poluição luminosa não afeta apenas os astrônomos profissionais, mas também os amadores que gostam de observar o céu noturno com seus próprios olhos ou com equipamentos simples. A beleza e a diversidade do universo ficam ocultas pelo brilho artificial, reduzindo o interesse e a curiosidade pelo conhecimento científico. Além disso, a poluição luminosa tem impactos negativos na saúde humana, na biodiversidade e no clima.

    Para combater a poluição luminosa, é preciso conscientizar o público sobre o valor cultural da astronomia visual ou a olho nu, bem como da ciência e da necessidade de acesso a um céu noturno escuro para a pesquisa astronômica. Também é necessário adotar medidas regulatórias para limitar e controlar as fontes de luz artificial, tanto na superfície quanto no espaço. Algumas iniciativas já existem nesse sentido, como as leis de proteção do céu noturno em alguns países e regiões, e as recomendações da IAU para mitigar os efeitos dos satélites nas observações astronômicas.

    A astronomia é uma ciência que nos permite explorar o universo e entender o nosso lugar nele. Ela depende de um recurso natural que está cada vez mais ameaçado pela atividade humana: o céu noturno escuro. Preservá-lo é um dever de todos nós.

    Fonte: Link.

  • Como os primeiros animais da Terra evoluíram?

    Como os primeiros animais da Terra evoluíram?

    Um novo estudo revela os mecanismos genéticos que moldaram o desenvolvimento dos ancestrais de humanos, anêmonas e corais há mais de 600 milhões de anos.

    O que é o estudo?

    O estudo, publicado na revista Current Biology em 13 de junho de 2023, é fruto do trabalho do pesquisador Matt Gibson, Ph.D., do Instituto Stowers de Pesquisa Médica, nos Estados Unidos. Ele e sua equipe investigaram como o plano corporal da anêmona-do-mar-estrela (Nematostella vectensis) se forma durante o desenvolvimento embrionário e como ele se relaciona com o de outros animais.

    Por que é importante?

    A anêmona-do-mar-estrela é um animal simples, sem ossos, cérebro ou intestino completo, mas que compartilha um ancestral comum com os humanos e seus parentes vertebrados. Esse ancestral viveu nos antigos oceanos da Terra há mais de 600 milhões de anos e deu origem a uma grande diversidade de formas de vida.

    Ao estudar a genética do desenvolvimento da anêmona-do-mar-estrela, os cientistas podem entender melhor como os primeiros animais da Terra evoluíram de um ovo para um embrião e depois para um adulto. Eles também podem comparar os genes e as vias moleculares envolvidos nesse processo com os de outros animais e ver quais são conservados e quais são modificados ao longo da evolução.

    Como foi feito?

    Os pesquisadores usaram técnicas de sequenciamento de RNA de célula única para analisar a expressão gênica de mais de 20 mil células da anêmona-do-mar-estrela em diferentes estágios do desenvolvimento. Eles também usaram ferramentas de edição genética para desativar alguns genes-chave e observar seus efeitos na formação do plano corporal.

    O que foi descoberto?

    Os pesquisadores descobriram que a anêmona-do-mar-estrela desenvolve seu plano corporal por meio da formação de segmentos ao longo do seu eixo oral-aboral (da boca ao ânus). Esses segmentos assumem identidades distintas dependendo da sua posição e contêm células musculares especializadas que permitem ao animal se contrair e se mover.

    Os pesquisadores também identificaram os genes responsáveis pela polaridade dos segmentos, ou seja, pela definição das partes anterior e posterior de cada segmento. Eles mostraram que esses genes são os mesmos que regulam a polaridade dos segmentos em insetos e vertebrados, mas que são usados de maneiras diferentes na anêmona-do-mar-estrela.

    O que isso significa?

    Isso significa que os mecanismos genéticos que orientam o desenvolvimento do plano corporal são muito antigos e foram herdados do ancestral comum entre a anêmona-do-mar-estrela e os humanos. No entanto, esses mecanismos foram adaptados ao longo da evolução para produzir planos corporais muito diferentes entre os animais.

    O estudo também mostra que a anêmona-do-mar-estrela é um modelo valioso para estudar a origem e a diversificação dos animais multicelulares na Terra. Além disso, ele abre novas possibilidades para explorar as funções dos genes envolvidos no desenvolvimento do plano corporal em outros animais simples, como corais e águas-vivas.

    Fonte: Link.

    O que é o estudo?

    O estudo, publicado na revista Current Biology em 13 de junho de 2023, é fruto do trabalho do pesquisador Matt Gibson, Ph.D., do Instituto Stowers de Pesquisa Médica, nos Estados Unidos. Ele e sua equipe investigaram como o plano corporal da anêmona-do-mar-estrela (Nematostella vectensis) se forma durante o desenvolvimento embrionário e como ele se relaciona com o de outros animais.

    Por que é importante?

    A anêmona-do-mar-estrela é um animal simples, sem ossos, cérebro ou intestino completo, mas que compartilha um ancestral comum com os humanos e seus parentes vertebrados. Esse ancestral viveu nos antigos oceanos da Terra há mais de 600 milhões de anos e deu origem a uma grande diversidade de formas de vida.

    Ao estudar a genética do desenvolvimento da anêmona-do-mar-estrela, os cientistas podem entender melhor como os primeiros animais da Terra evoluíram de um ovo para um embrião e depois para um adulto. Eles também podem comparar os genes e as vias moleculares envolvidos nesse processo com os de outros animais e ver quais são conservados e quais são modificados ao longo da evolução.

    Como foi feito?

    Os pesquisadores usaram técnicas de sequenciamento de RNA de célula única para analisar a expressão gênica de mais de 20 mil células da anêmona-do-mar-estrela em diferentes estágios do desenvolvimento. Eles também usaram ferramentas de edição genética para desativar alguns genes-chave e observar seus efeitos na formação do plano corporal.

    O que foi descoberto?

    Os pesquisadores descobriram que a anêmona-do-mar-estrela desenvolve seu plano corporal por meio da formação de segmentos ao longo do seu eixo oral-aboral (da boca ao ânus). Esses segmentos assumem identidades distintas dependendo da sua posição e contêm células musculares especializadas que permitem ao animal se contrair e se mover.

    Os pesquisadores também identificaram os genes responsáveis pela polaridade dos segmentos, ou seja, pela definição das partes anterior e posterior de cada segmento. Eles mostraram que esses genes são os mesmos que regulam a polaridade dos segmentos em insetos e vertebrados, mas que são usados de maneiras diferentes na anêmona-do-mar-estrela.

    O que isso significa?

    Isso significa que os mecanismos genéticos que orientam o desenvolvimento do plano corporal são muito antigos e foram herdados do ancestral comum entre a anêmona-do-mar-estrela e os humanos. No entanto, esses mecanismos foram adaptados ao longo da evolução para produzir planos corporais muito diferentes entre os animais.

    O estudo também mostra que a anêmona-do-mar-estrela é um modelo valioso para estudar a origem e a diversificação dos animais multicelulares na Terra. Além disso, ele abre novas possibilidades para explorar as funções dos genes envolvidos no desenvolvimento do plano corporal em outros animais simples, como corais e águas-vivas.

    Fonte: Link.