Categoria: Ciência

  • Nasa quer mais relatos de óvnis e lança aplicativo para coleta de dados

    Nasa quer mais relatos de óvnis e lança aplicativo para coleta de dados

    A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) está interessada em investigar os fenômenos aéreos não identificados (UAPs), popularmente conhecidos como óvnis ou UFOs. Para isso, a agência anunciou que vai iniciar um estudo científico sobre esses objetos, com o objetivo de identificar, caracterizar e compreender melhor essas ocorrências.

    Um dos desafios para essa pesquisa é a falta de dados de qualidade e confiáveis sobre os avistamentos de óvnis. Segundo um relatório divulgado pelo governo dos EUA em junho de 2021, não há evidência convincente de vida extraterrestre associada a esses objetos, mas também não há explicação para mais de 140 casos relatados por pilotos militares e civis.

    Para tentar solucionar esse problema, a Nasa quer contar com a colaboração da população. Em uma reunião pública realizada em maio de 2023, o astrofísico David Spergel, que lidera o grupo de trabalho da agência formado em 2022 para examinar as informações existentes sobre os UAPs, sugeriu a criação de um aplicativo de celular que permitiria a coleta de dados.

    “Existem de três a quatro bilhões de telefones celulares no mundo”, disse Spergel. “Os telefones celulares não gravam apenas imagens, estamos todos acostumados com câmeras de celulares, mas eles medem o campo magnético local, são gravitômetros, medem som codificam uma quantidade enorme de informações sobre o ambiente ao seu redor”, argumentou o cientista.

    “Se você tem algo visto por vários telefones celulares, com bons dados de registro de data e hora, em vários ângulos, pode inferir a localização e a velocidade desse objeto”, disse Spergel. “Na maioria das vezes, isso dirá que é um avião, é um balão, seja o que for. E se for algo novo, você tem dados de alta qualidade e uniformemente selecionados que podem ser usados.”, complementou.

    Com a ferramenta, os dados podem ser combinados com informações coletadas pelos radares oficiais e dados obtidos a partir de outros sensores, para poder filtrar o que realmente é importante eliminando o que pode ser normal, como um balão, por exemplo. Assim, a agência conseguiria ter acesso a um número muito maior de dados, com potencial para novas descobertas.

    A Nasa também quer encorajar os pilotos comerciais e militares a relatarem mais as anomalias que observam no céu, sem temer constrangimento ou estigma. “Os pilotos comerciais, por exemplo, relutam muito em relatar anomalias. E um de nossos objetivos, e ter a Nasa desempenhando um papel, é remover o estigma e obter dados de alta qualidade”, disse Spergel.

    O estudo da Nasa sobre os UAPs deve durar cerca de nove meses e contar com a participação de 15 a 17 especialistas em ciência, dados, inteligência artificial e segurança aeroespacial. A expectativa é que o relatório final seja publicado em julho de 2023.

    Um dos desafios para essa pesquisa é a falta de dados de qualidade e confiáveis sobre os avistamentos de óvnis. Segundo um relatório divulgado pelo governo dos EUA em junho de 2021, não há evidência convincente de vida extraterrestre associada a esses objetos, mas também não há explicação para mais de 140 casos relatados por pilotos militares e civis.

    Para tentar solucionar esse problema, a Nasa quer contar com a colaboração da população. Em uma reunião pública realizada em maio de 2023, o astrofísico David Spergel, que lidera o grupo de trabalho da agência formado em 2022 para examinar as informações existentes sobre os UAPs, sugeriu a criação de um aplicativo de celular que permitiria a coleta de dados.

    “Existem de três a quatro bilhões de telefones celulares no mundo”, disse Spergel. “Os telefones celulares não gravam apenas imagens, estamos todos acostumados com câmeras de celulares, mas eles medem o campo magnético local, são gravitômetros, medem som codificam uma quantidade enorme de informações sobre o ambiente ao seu redor”, argumentou o cientista.

    “Se você tem algo visto por vários telefones celulares, com bons dados de registro de data e hora, em vários ângulos, pode inferir a localização e a velocidade desse objeto”, disse Spergel. “Na maioria das vezes, isso dirá que é um avião, é um balão, seja o que for. E se for algo novo, você tem dados de alta qualidade e uniformemente selecionados que podem ser usados.”, complementou.

    Com a ferramenta, os dados podem ser combinados com informações coletadas pelos radares oficiais e dados obtidos a partir de outros sensores, para poder filtrar o que realmente é importante eliminando o que pode ser normal, como um balão, por exemplo. Assim, a agência conseguiria ter acesso a um número muito maior de dados, com potencial para novas descobertas.

    A Nasa também quer encorajar os pilotos comerciais e militares a relatarem mais as anomalias que observam no céu, sem temer constrangimento ou estigma. “Os pilotos comerciais, por exemplo, relutam muito em relatar anomalias. E um de nossos objetivos, e ter a Nasa desempenhando um papel, é remover o estigma e obter dados de alta qualidade”, disse Spergel.

    O estudo da Nasa sobre os UAPs deve durar cerca de nove meses e contar com a participação de 15 a 17 especialistas em ciência, dados, inteligência artificial e segurança aeroespacial. A expectativa é que o relatório final seja publicado em julho de 2023.

  • O que é o inverno meteorológico e por que ele começou em junho?

    O que é o inverno meteorológico e por que ele começou em junho?

    Você sabia que o inverno não começa apenas no dia 21 de junho? Existe também o inverno meteorológico, que leva em conta o ciclo anual de temperatura e não a posição da Terra em relação ao Sol. Neste post, vamos explicar o que é esse fenômeno, como ele afeta o clima no Brasil e qual…

    O inverno meteorológico é uma forma de classificar as estações do ano baseada na média de temperatura de cada mês. Segundo essa técnica, o inverno começa no dia 1º de junho e vai até o dia 31 de agosto, enquanto o verão vai de dezembro a fevereiro, a primavera de setembro a novembro e o outono de março a maio.

    Essa técnica é usada por meteorologistas e climatologistas para facilitar o cálculo de estatísticas sazonais, que são úteis para agricultura e comércio, por exemplo. Além disso, ela reflete melhor as variações climáticas que ocorrem em algumas regiões do país antes mesmo do início do inverno astronômico.

    O inverno astronômico, por sua vez, é determinado pela posição da Terra em relação ao Sol. Ele começa no solstício de inverno, que é o dia em que o Sol atinge o ponto mais baixo no céu, e termina no equinócio de primavera, que é o dia em que o dia e a noite têm a mesma duração. Essas datas variam um pouco a cada ano, mas geralmente ocorrem por volta dos dias 20 e 21 de junho e 23 de setembro, respectivamente.

    A diferença entre os dois tipos de inverno pode ser percebida na previsão do tempo para junho. Segundo a Climatempo, três frentes frias devem passar pelo Brasil neste mês, causando queda acentuada das temperaturas em grandes áreas do país. A primeira frente fria forte deve chegar na segunda semana do mês, a segunda logo após o solstício de inverno e a terceira no fim do mês.

    No entanto, o frio não deve se prolongar por muitos dias no Centro-Sul do Brasil. Na média, junho deve terminar com temperaturas um pouco acima do normal na maioria das áreas do país. Isso significa que o inverno meteorológico pode ser mais rigoroso do que o inverno astronômico em algumas regiões.

    Agora que você já sabe o que é o inverno meteorológico e como ele influencia o clima no Brasil, fique atento às mudanças de temperatura e se prepare para enfrentar os dias mais frios do ano.

    O inverno meteorológico é uma forma de classificar as estações do ano baseada na média de temperatura de cada mês. Segundo essa técnica, o inverno começa no dia 1º de junho e vai até o dia 31 de agosto, enquanto o verão vai de dezembro a fevereiro, a primavera de setembro a novembro e o outono de março a maio.

    Essa técnica é usada por meteorologistas e climatologistas para facilitar o cálculo de estatísticas sazonais, que são úteis para agricultura e comércio, por exemplo. Além disso, ela reflete melhor as variações climáticas que ocorrem em algumas regiões do país antes mesmo do início do inverno astronômico.

    O inverno astronômico, por sua vez, é determinado pela posição da Terra em relação ao Sol. Ele começa no solstício de inverno, que é o dia em que o Sol atinge o ponto mais baixo no céu, e termina no equinócio de primavera, que é o dia em que o dia e a noite têm a mesma duração. Essas datas variam um pouco a cada ano, mas geralmente ocorrem por volta dos dias 20 e 21 de junho e 23 de setembro, respectivamente.

    A diferença entre os dois tipos de inverno pode ser percebida na previsão do tempo para junho. Segundo a Climatempo, três frentes frias devem passar pelo Brasil neste mês, causando queda acentuada das temperaturas em grandes áreas do país. A primeira frente fria forte deve chegar na segunda semana do mês, a segunda logo após o solstício de inverno e a terceira no fim do mês.

    No entanto, o frio não deve se prolongar por muitos dias no Centro-Sul do Brasil. Na média, junho deve terminar com temperaturas um pouco acima do normal na maioria das áreas do país. Isso significa que o inverno meteorológico pode ser mais rigoroso do que o inverno astronômico em algumas regiões.

    Agora que você já sabe o que é o inverno meteorológico e como ele influencia o clima no Brasil, fique atento às mudanças de temperatura e se prepare para enfrentar os dias mais frios do ano.

  • Pesquisadores revelam mecanismos guiados por RNA que determinam o destino celular

    Pesquisadores revelam mecanismos guiados por RNA que determinam o destino celular

    Uma equipe de pesquisadores da Austrália descobriu como as células embrionárias decidem seu futuro papel no organismo, usando técnicas avançadas de imagem. Eles observaram que diferentes tipos de RNA se distribuem de forma assimétrica nas células, influenciando sua capacidade de se transformar em tecidos diferentes.

    O estudo foi publicado na revista Nature Communications e pode contribuir para o avanço da medicina regenerativa.

    O desenvolvimento embrionário é um processo complexo e misterioso, que envolve a diferenciação celular, ou seja, a especialização das células em funções específicas. Os pesquisadores se concentraram em um momento crítico desse processo, quando o embrião tem apenas 16 células e precisa escolher quais delas vão originar o próprio embrião ou tecidos extraembrionários, como a placenta.

    Eles descobriram que essa escolha é facilitada pela organização interna das células, que apresentam uma divisão entre os lados apical e basal. O lado apical contém a maioria dos RNAs mensageiros (mRNAs) e dos RNAs transportadores (tRNAs), que são responsáveis pela produção de proteínas. O lado basal contém a maioria dos RNAs ribossômicos (rRNAs), que são os componentes dos ribossomos, as máquinas celulares que sintetizam as proteínas.

    Essa distribuição assimétrica de RNA determina o destino das células filhas: as que recebem o lado apical, com mais capacidade de produzir proteínas, se especializam em formar a placenta. As que recebem o lado basal, com menos atividade traducional, mantêm sua pluripotência, ou seja, sua capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do organismo adulto.

    “Assim como na vida real, as células podem influenciar a direção do seu próprio futuro se organizando cedo. Nossa pesquisa pode abrir novas formas de prever e direcionar as decisões de destino celular”, disse a pesquisadora líder Drª Jennifer Zenker.

    O estudo pode ajudar a entender melhor o desenvolvimento embrionário e os defeitos congênitos, além de desenvolver novos tratamentos baseados em células-tronco para diversas doenças e condições.

    Fonte: Link.

    O estudo foi publicado na revista Nature Communications e pode contribuir para o avanço da medicina regenerativa.

    O desenvolvimento embrionário é um processo complexo e misterioso, que envolve a diferenciação celular, ou seja, a especialização das células em funções específicas. Os pesquisadores se concentraram em um momento crítico desse processo, quando o embrião tem apenas 16 células e precisa escolher quais delas vão originar o próprio embrião ou tecidos extraembrionários, como a placenta.

    Eles descobriram que essa escolha é facilitada pela organização interna das células, que apresentam uma divisão entre os lados apical e basal. O lado apical contém a maioria dos RNAs mensageiros (mRNAs) e dos RNAs transportadores (tRNAs), que são responsáveis pela produção de proteínas. O lado basal contém a maioria dos RNAs ribossômicos (rRNAs), que são os componentes dos ribossomos, as máquinas celulares que sintetizam as proteínas.

    Essa distribuição assimétrica de RNA determina o destino das células filhas: as que recebem o lado apical, com mais capacidade de produzir proteínas, se especializam em formar a placenta. As que recebem o lado basal, com menos atividade traducional, mantêm sua pluripotência, ou seja, sua capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do organismo adulto.

    “Assim como na vida real, as células podem influenciar a direção do seu próprio futuro se organizando cedo. Nossa pesquisa pode abrir novas formas de prever e direcionar as decisões de destino celular”, disse a pesquisadora líder Drª Jennifer Zenker.

    O estudo pode ajudar a entender melhor o desenvolvimento embrionário e os defeitos congênitos, além de desenvolver novos tratamentos baseados em células-tronco para diversas doenças e condições.

    Fonte: Link.

  • Galáxia mais fraca do universo primitivo é confirmada por astrofísicos

    Galáxia mais fraca do universo primitivo é confirmada por astrofísicos

    Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por astrofísicos da UCLA confirmou a existência da galáxia mais fraca já vista no universo primitivo. A galáxia, chamada JD1, é uma das mais distantes identificadas até hoje, e é típica das que queimaram a névoa de hidrogênio deixada pelo Big Bang, permitindo que a luz brilhasse pelo universo…

    A descoberta foi feita usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA, e os resultados foram publicados na revista Nature. A galáxia JD1 é tão fraca e tão longe que é difícil de estudar sem um telescópio poderoso – e uma mãozinha da natureza. JD1 está localizada atrás de um grande aglomerado de galáxias próximas, chamado Abell 2744, cuja força gravitacional combinada curva e amplifica a luz de JD1, fazendo-a parecer maior e 13 vezes mais brilhante do que seria normalmente.

    Os pesquisadores usaram o espectrógrafo infravermelho próximo do Telescópio Webb, NIRSpec, para obter um espectro de luz infravermelha da galáxia, permitindo-lhes determinar sua idade precisa e sua distância da Terra, bem como o número de estrelas e a quantidade de poeira e elementos pesados que ela formou em sua vida relativamente curta.

    O primeiro bilhão de anos da vida do universo foi um período crucial em sua evolução. Após o Big Bang, cerca de 13,8 bilhões de anos atrás, o universo se expandiu e esfriou o suficiente para que os átomos de hidrogênio se formassem. Os átomos de hidrogênio absorvem fótons ultravioleta das jovens estrelas; no entanto, até o nascimento das primeiras estrelas e galáxias, alguns milhões de anos depois, o universo ficou escuro e entrou em um período conhecido como as idades das trevas cósmicas.

    O aparecimento das primeiras estrelas e galáxias banhou o universo em luz ultravioleta energética que começou a queimar, ou ionizar, a névoa de hidrogênio. Isso, por sua vez, permitiu que os fótons viajassem pelo espaço, tornando o universo transparente. Determinar os tipos de galáxias que dominaram essa era – chamada de Época da Reionização – é um dos principais objetivos da astronomia atualmente.

    “Antes do Telescópio Webb ser ligado, há apenas um ano, não podíamos nem sonhar em confirmar uma galáxia tão fraca”, disse Tommaso Treu, professor de física e astronomia da UCLA, e segundo autor do estudo. “A combinação do JWST e do poder de ampliação da lente gravitacional é uma revolução. Estamos reescrevendo o livro sobre como as galáxias se formaram e evoluíram logo após o Big Bang.”

    Fonte: Link.

    A descoberta foi feita usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA, e os resultados foram publicados na revista Nature. A galáxia JD1 é tão fraca e tão longe que é difícil de estudar sem um telescópio poderoso – e uma mãozinha da natureza. JD1 está localizada atrás de um grande aglomerado de galáxias próximas, chamado Abell 2744, cuja força gravitacional combinada curva e amplifica a luz de JD1, fazendo-a parecer maior e 13 vezes mais brilhante do que seria normalmente.

    Os pesquisadores usaram o espectrógrafo infravermelho próximo do Telescópio Webb, NIRSpec, para obter um espectro de luz infravermelha da galáxia, permitindo-lhes determinar sua idade precisa e sua distância da Terra, bem como o número de estrelas e a quantidade de poeira e elementos pesados que ela formou em sua vida relativamente curta.

    O primeiro bilhão de anos da vida do universo foi um período crucial em sua evolução. Após o Big Bang, cerca de 13,8 bilhões de anos atrás, o universo se expandiu e esfriou o suficiente para que os átomos de hidrogênio se formassem. Os átomos de hidrogênio absorvem fótons ultravioleta das jovens estrelas; no entanto, até o nascimento das primeiras estrelas e galáxias, alguns milhões de anos depois, o universo ficou escuro e entrou em um período conhecido como as idades das trevas cósmicas.

    O aparecimento das primeiras estrelas e galáxias banhou o universo em luz ultravioleta energética que começou a queimar, ou ionizar, a névoa de hidrogênio. Isso, por sua vez, permitiu que os fótons viajassem pelo espaço, tornando o universo transparente. Determinar os tipos de galáxias que dominaram essa era – chamada de Época da Reionização – é um dos principais objetivos da astronomia atualmente.

    “Antes do Telescópio Webb ser ligado, há apenas um ano, não podíamos nem sonhar em confirmar uma galáxia tão fraca”, disse Tommaso Treu, professor de física e astronomia da UCLA, e segundo autor do estudo. “A combinação do JWST e do poder de ampliação da lente gravitacional é uma revolução. Estamos reescrevendo o livro sobre como as galáxias se formaram e evoluíram logo após o Big Bang.”

    Fonte: Link.

  • O mistério de Encélado: como a lua oceânica de Saturno se mantém aquecida?

    O mistério de Encélado: como a lua oceânica de Saturno se mantém aquecida?

    Você já imaginou como seria viver em uma lua que tem um oceano global sob sua crosta gelada? Essa é a realidade de Encélado, uma das luas de Saturno, que surpreendeu os cientistas com sua atividade geológica extraordinária.

    Encélado é um dos alvos mais interessantes da missão Cassini, que orbitou Saturno de 2004 a 2017. Cassini descobriu que Encélado lança jatos gigantescos de vapor de água e partículas geladas, incluindo compostos orgânicos simples, de fraturas quentes perto de seu polo sul. Esses jatos são provenientes do oceano subterrâneo, que interage quimicamente com as rochas do fundo do mar em um processo chamado atividade hidrotermal.

    Mas de onde vem a energia para manter esse oceano aquecido e ativo por tanto tempo? Essa é uma questão que intrigava os cientistas há uma década, mas agora um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy pode ter encontrado a resposta.

    O estudo, liderado por Gaël Choblet da Universidade de Nantes na França, usou um modelo tridimensional para simular como o núcleo rochoso de Encélado poderia gerar calor por meio do atrito entre as rochas. O modelo mostrou que se o núcleo for altamente poroso, com 20 a 30% de espaço vazio, ele poderia produzir calor suficiente para sustentar a atividade hidrotermal por bilhões de anos.

    O modelo também explicou como a água do oceano pode penetrar profundamente no núcleo, aquecer-se e subir, levando consigo minerais dissolvidos das rochas. Essa água quente e rica em minerais sai do fundo do mar e viaja para cima, afinando a camada de gelo de Encélado até apenas meio quilômetro a 5 quilômetros no polo sul. E essa mesma água é então expelida para o espaço através das fraturas no gelo.

    O estudo é o primeiro a explicar várias características-chave de Encélado observadas por Cassini: o oceano global, o aquecimento interno, o gelo mais fino no polo sul e a atividade hidrotermal. Ele não explica, no entanto, por que os polos norte e sul são tão diferentes. Ao contrário da paisagem torturada e geologicamente recente do sul, os extremos norte de Encélado são fortemente craterizados e antigos.

    Os autores sugerem que se a camada de gelo fosse um pouco mais fina no sul desde o início, isso levaria a um aquecimento descontrolado ali ao longo do tempo.

    Os pesquisadores estimam que, ao longo do tempo (entre 25 e 250 milhões de anos), todo o volume do oceano de Encélado passa pelo núcleo da lua. Isso equivale a uma quantidade de água igual a dois por cento do volume dos oceanos da Terra.

    Encélado é um exemplo fascinante de como mundos distantes podem abrigar condições favoráveis à vida, mesmo em ambientes extremos. Quem sabe que outras surpresas nos aguardam no sistema solar?

    Fonte: Link.

    Encélado é um dos alvos mais interessantes da missão Cassini, que orbitou Saturno de 2004 a 2017. Cassini descobriu que Encélado lança jatos gigantescos de vapor de água e partículas geladas, incluindo compostos orgânicos simples, de fraturas quentes perto de seu polo sul. Esses jatos são provenientes do oceano subterrâneo, que interage quimicamente com as rochas do fundo do mar em um processo chamado atividade hidrotermal.

    Mas de onde vem a energia para manter esse oceano aquecido e ativo por tanto tempo? Essa é uma questão que intrigava os cientistas há uma década, mas agora um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy pode ter encontrado a resposta.

    O estudo, liderado por Gaël Choblet da Universidade de Nantes na França, usou um modelo tridimensional para simular como o núcleo rochoso de Encélado poderia gerar calor por meio do atrito entre as rochas. O modelo mostrou que se o núcleo for altamente poroso, com 20 a 30% de espaço vazio, ele poderia produzir calor suficiente para sustentar a atividade hidrotermal por bilhões de anos.

    O modelo também explicou como a água do oceano pode penetrar profundamente no núcleo, aquecer-se e subir, levando consigo minerais dissolvidos das rochas. Essa água quente e rica em minerais sai do fundo do mar e viaja para cima, afinando a camada de gelo de Encélado até apenas meio quilômetro a 5 quilômetros no polo sul. E essa mesma água é então expelida para o espaço através das fraturas no gelo.

    O estudo é o primeiro a explicar várias características-chave de Encélado observadas por Cassini: o oceano global, o aquecimento interno, o gelo mais fino no polo sul e a atividade hidrotermal. Ele não explica, no entanto, por que os polos norte e sul são tão diferentes. Ao contrário da paisagem torturada e geologicamente recente do sul, os extremos norte de Encélado são fortemente craterizados e antigos.

    Os autores sugerem que se a camada de gelo fosse um pouco mais fina no sul desde o início, isso levaria a um aquecimento descontrolado ali ao longo do tempo.

    Os pesquisadores estimam que, ao longo do tempo (entre 25 e 250 milhões de anos), todo o volume do oceano de Encélado passa pelo núcleo da lua. Isso equivale a uma quantidade de água igual a dois por cento do volume dos oceanos da Terra.

    Encélado é um exemplo fascinante de como mundos distantes podem abrigar condições favoráveis à vida, mesmo em ambientes extremos. Quem sabe que outras surpresas nos aguardam no sistema solar?

    Fonte: Link.

  • Como as plantas podem eliminar toxinas cancerígenas do ar

    Como as plantas podem eliminar toxinas cancerígenas do ar

    Você sabia que algumas plantas podem purificar o ar que respiramos e até mesmo eliminar substâncias que causam câncer? É o que mostra uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

    Os pesquisadores modificaram geneticamente uma planta comum chamada pothos ivy para que ela produzisse uma enzima capaz de quebrar moléculas de clorofórmio e benzeno, dois compostos químicos que podem ser encontrados em ambientes domésticos e industriais.

    O clorofórmio é usado como solvente e pode ser liberado pela água do chuveiro ou da piscina. Já o benzeno é um componente da gasolina e pode entrar em casa pela fumaça do cigarro ou pelo escapamento dos carros.

    Essas substâncias são consideradas cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e podem causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso.

    Para testar a eficácia das plantas modificadas, os cientistas colocaram amostras delas em câmaras de vidro com ar contaminado por clorofórmio ou benzeno. Eles mediram a concentração desses compostos no ar a cada poucos dias durante 11 semanas.

    Os resultados mostraram que as plantas modificadas reduziram a concentração de clorofórmio em 82% após três dias e a mantiveram baixa durante o experimento. Já a concentração de benzeno diminuiu em 75% após oito dias e também permaneceu baixa.

    Segundo os autores do estudo, publicado na revista Environmental Science & Technology, as plantas modificadas poderiam ser usadas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados e reduzir os riscos à saúde das pessoas.

    Eles afirmam que essa é uma solução simples, barata e sustentável, já que as plantas são fáceis de cuidar e não consomem muita energia.

    No entanto, eles alertam que as plantas não são capazes de eliminar completamente as toxinas do ar e que outras medidas de prevenção devem ser adotadas, como ventilar os ambientes e evitar fontes de poluição.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores modificaram geneticamente uma planta comum chamada pothos ivy para que ela produzisse uma enzima capaz de quebrar moléculas de clorofórmio e benzeno, dois compostos químicos que podem ser encontrados em ambientes domésticos e industriais.

    O clorofórmio é usado como solvente e pode ser liberado pela água do chuveiro ou da piscina. Já o benzeno é um componente da gasolina e pode entrar em casa pela fumaça do cigarro ou pelo escapamento dos carros.

    Essas substâncias são consideradas cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e podem causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso.

    Para testar a eficácia das plantas modificadas, os cientistas colocaram amostras delas em câmaras de vidro com ar contaminado por clorofórmio ou benzeno. Eles mediram a concentração desses compostos no ar a cada poucos dias durante 11 semanas.

    Os resultados mostraram que as plantas modificadas reduziram a concentração de clorofórmio em 82% após três dias e a mantiveram baixa durante o experimento. Já a concentração de benzeno diminuiu em 75% após oito dias e também permaneceu baixa.

    Segundo os autores do estudo, publicado na revista Environmental Science & Technology, as plantas modificadas poderiam ser usadas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados e reduzir os riscos à saúde das pessoas.

    Eles afirmam que essa é uma solução simples, barata e sustentável, já que as plantas são fáceis de cuidar e não consomem muita energia.

    No entanto, eles alertam que as plantas não são capazes de eliminar completamente as toxinas do ar e que outras medidas de prevenção devem ser adotadas, como ventilar os ambientes e evitar fontes de poluição.

    Fonte: Link.

  • O que a ciência diz sobre a influência dos signos na nossa vida?

    O que a ciência diz sobre a influência dos signos na nossa vida?

    Muitas pessoas acreditam que os signos do zodíaco podem revelar aspectos da nossa personalidade, do nosso destino e das nossas relações. Mas será que há alguma base científica para essa crença?

    Segundo a ciência, não há nenhuma evidência de que a posição dos astros no momento do nosso nascimento tenha alguma influência sobre quem somos ou o que nos acontece.

    A astrologia é considerada uma pseudociência, ou seja, uma forma de conhecimento que não segue os critérios e métodos da ciência verdadeira. A ciência se baseia em observações, experimentos, testes e provas que possam ser verificados e reproduzidos por outros pesquisadores. A astrologia, por outro lado, se baseia em interpretações subjetivas e generalizações que não podem ser comprovadas nem refutadas.

    Além disso, a astrologia ignora o fato de que o céu que vemos hoje é diferente do céu que se via há milhares de anos atrás, quando os signos foram definidos. Isso se deve ao fenômeno da precessão dos equinócios, que faz com que o eixo da Terra mude lentamente de posição ao longo dos séculos, alterando a posição relativa das estrelas e dos planetas. Assim, muitas pessoas que se consideram de um signo na verdade nasceram sob outro.

    Isso não significa que a astronomia, a ciência que estuda os astros, não reconheça a importância deles na nossa vida. Pelo contrário, sabemos que somos feitos de “poeira das estrelas”, pois os elementos químicos que compõem o nosso corpo foram formados no interior de estrelas antigas. Sabemos também que a observação do céu foi fundamental para o desenvolvimento das civilizações humanas, pois permitiu medir o tempo, orientar-se no espaço e compreender os ciclos da natureza.

    Portanto, podemos admirar e aprender com os astros, mas sem atribuir-lhes poderes mágicos ou místicos. A nossa vida é influenciada por muitos fatores, mas o signo não é um deles.

    Segundo a ciência, não há nenhuma evidência de que a posição dos astros no momento do nosso nascimento tenha alguma influência sobre quem somos ou o que nos acontece.

    A astrologia é considerada uma pseudociência, ou seja, uma forma de conhecimento que não segue os critérios e métodos da ciência verdadeira. A ciência se baseia em observações, experimentos, testes e provas que possam ser verificados e reproduzidos por outros pesquisadores. A astrologia, por outro lado, se baseia em interpretações subjetivas e generalizações que não podem ser comprovadas nem refutadas.

    Além disso, a astrologia ignora o fato de que o céu que vemos hoje é diferente do céu que se via há milhares de anos atrás, quando os signos foram definidos. Isso se deve ao fenômeno da precessão dos equinócios, que faz com que o eixo da Terra mude lentamente de posição ao longo dos séculos, alterando a posição relativa das estrelas e dos planetas. Assim, muitas pessoas que se consideram de um signo na verdade nasceram sob outro.

    Isso não significa que a astronomia, a ciência que estuda os astros, não reconheça a importância deles na nossa vida. Pelo contrário, sabemos que somos feitos de “poeira das estrelas”, pois os elementos químicos que compõem o nosso corpo foram formados no interior de estrelas antigas. Sabemos também que a observação do céu foi fundamental para o desenvolvimento das civilizações humanas, pois permitiu medir o tempo, orientar-se no espaço e compreender os ciclos da natureza.

    Portanto, podemos admirar e aprender com os astros, mas sem atribuir-lhes poderes mágicos ou místicos. A nossa vida é influenciada por muitos fatores, mas o signo não é um deles.

  • Astrologia: ciência ou pseudociência?

    Astrologia: ciência ou pseudociência?

    A astrologia é uma das práticas mais antigas e populares da humanidade, mas também uma das mais controversas. Muitas pessoas acreditam que a posição dos astros no momento do nascimento influencia a personalidade, o destino e as relações humanas.

    Outras, porém, consideram a astrologia uma pseudociência, ou seja, uma falsa ciência que não tem base empírica, lógica ou metodológica.

    Mas o que é uma pseudociência e como distinguir uma pseudociência de uma ciência verdadeira? Segundo alguns critérios propostos por filósofos e cientistas, uma teoria científica deve ser:

    – Consistente interna e externamente, ou seja, não deve se contradizer nem entrar em conflito com outras teorias já estabelecidas.

    – Parcimoniosa, ou seja, não deve postular entidades ou explicações desnecessárias para os fenômenos observados.

    – Útil, ou seja, deve descrever e explicar os fenômenos observados de forma clara e precisa.

    – Empiricamente testável e falsificável, ou seja, deve ser possível verificar suas previsões por meio de observações e experimentos e admitir a possibilidade de ser refutada por evidências contrárias.

    – Corrigível e dinâmica, ou seja, deve estar aberta a mudanças e revisões conforme novos dados são descobertos.

    – Progressiva, ou seja, deve incorporar e superar as teorias anteriores e gerar novas hipóteses e descobertas.

    – Tentativa, ou seja, deve reconhecer que pode estar errada ou incompleta e não afirmar certeza absoluta.

    Analisando a astrologia à luz desses critérios, podemos concluir que ela não se qualifica como uma ciência. Vejamos alguns exemplos:

    – A astrologia não é consistente interna nem externamente. Existem diferentes formas de astrologia que são incompatíveis entre si (como a ocidental, a chinesa e a védica) e que usam diferentes sistemas de signos, casas e planetas. Além disso, a astrologia contradiz o que é conhecido na física sobre as forças gravitacionais e eletromagnéticas que atuam entre os corpos celestes e a Terra.

    – A astrologia não é parcimoniosa. Ela postula forças misteriosas e inexplicáveis que ligam os astros ao destino humano, sem apresentar nenhuma evidência ou mecanismo para isso. Ela também ignora fatores mais relevantes para explicar a personalidade e o comportamento das pessoas, como a genética, o ambiente e a cultura.

    – A astrologia não é útil. Ela não descreve nem explica os fenômenos observados de forma clara e precisa. Pelo contrário, ela usa conceitos vagos e ambíguos (como amor, sorte, sucesso) que podem ser interpretados de várias maneiras. Ela também recorre a generalizações e estereótipos (como leoninos são líderes, escorpianos são vingativos) que não levam em conta as diferenças individuais.

    – A astrologia não é empiricamente testável nem falsificável. Ela não faz previsões específicas e verificáveis por meio de observações e experimentos. Ela também não admite a possibilidade de ser refutada por evidências contrárias. Quando suas previsões falham ou são contraditórias, ela recorre a desculpas como o livre-arbítrio, as influências de outros astros ou os erros de cálculo.

    – A astrologia não é corrigível nem dinâmica. Ela não está aberta a mudanças e revisões conforme novos dados são descobertos. Ela se baseia em dogmas e tradições que remontam à Antiguidade e que não acompanham os avanços da astronomia e da astrofísica. Ela ignora, por exemplo, a existência de novos planetas, como Urano, Netuno e Plutão, e o fenômeno da precessão dos equinócios, que altera a posição dos signos ao longo do tempo.

    – A astrologia não é progressiva. Ela não incorpora nem supera as teorias anteriores e não gera novas hipóteses e descobertas. Ela se limita a repetir e reciclar as mesmas ideias e conceitos há milênios, sem oferecer nenhuma contribuição original ou relevante para o conhecimento humano.

    – A astrologia não é tentativa. Ela afirma que pode estar certa ou completa e não reconhece que pode estar errada ou incompleta. Ela também afirma certeza absoluta sobre o destino humano, sem levar em conta a complexidade e a imprevisibilidade da vida.

    Diante desses argumentos, podemos concluir que a astrologia é uma pseudociência, pois tenta se passar por científica, mas não segue os critérios e os métodos da ciência verdadeira. Isso não significa que a astrologia deva ser proibida ou desprezada, mas sim que ela deve ser vista como uma forma de crença, de arte ou de entretenimento, e não como uma fonte confiável de conhecimento ou orientação.

    Outras, porém, consideram a astrologia uma pseudociência, ou seja, uma falsa ciência que não tem base empírica, lógica ou metodológica.

    Mas o que é uma pseudociência e como distinguir uma pseudociência de uma ciência verdadeira? Segundo alguns critérios propostos por filósofos e cientistas, uma teoria científica deve ser:

    – Consistente interna e externamente, ou seja, não deve se contradizer nem entrar em conflito com outras teorias já estabelecidas.

    – Parcimoniosa, ou seja, não deve postular entidades ou explicações desnecessárias para os fenômenos observados.

    – Útil, ou seja, deve descrever e explicar os fenômenos observados de forma clara e precisa.

    – Empiricamente testável e falsificável, ou seja, deve ser possível verificar suas previsões por meio de observações e experimentos e admitir a possibilidade de ser refutada por evidências contrárias.

    – Corrigível e dinâmica, ou seja, deve estar aberta a mudanças e revisões conforme novos dados são descobertos.

    – Progressiva, ou seja, deve incorporar e superar as teorias anteriores e gerar novas hipóteses e descobertas.

    – Tentativa, ou seja, deve reconhecer que pode estar errada ou incompleta e não afirmar certeza absoluta.

    Analisando a astrologia à luz desses critérios, podemos concluir que ela não se qualifica como uma ciência. Vejamos alguns exemplos:

    – A astrologia não é consistente interna nem externamente. Existem diferentes formas de astrologia que são incompatíveis entre si (como a ocidental, a chinesa e a védica) e que usam diferentes sistemas de signos, casas e planetas. Além disso, a astrologia contradiz o que é conhecido na física sobre as forças gravitacionais e eletromagnéticas que atuam entre os corpos celestes e a Terra.

    – A astrologia não é parcimoniosa. Ela postula forças misteriosas e inexplicáveis que ligam os astros ao destino humano, sem apresentar nenhuma evidência ou mecanismo para isso. Ela também ignora fatores mais relevantes para explicar a personalidade e o comportamento das pessoas, como a genética, o ambiente e a cultura.

    – A astrologia não é útil. Ela não descreve nem explica os fenômenos observados de forma clara e precisa. Pelo contrário, ela usa conceitos vagos e ambíguos (como amor, sorte, sucesso) que podem ser interpretados de várias maneiras. Ela também recorre a generalizações e estereótipos (como leoninos são líderes, escorpianos são vingativos) que não levam em conta as diferenças individuais.

    – A astrologia não é empiricamente testável nem falsificável. Ela não faz previsões específicas e verificáveis por meio de observações e experimentos. Ela também não admite a possibilidade de ser refutada por evidências contrárias. Quando suas previsões falham ou são contraditórias, ela recorre a desculpas como o livre-arbítrio, as influências de outros astros ou os erros de cálculo.

    – A astrologia não é corrigível nem dinâmica. Ela não está aberta a mudanças e revisões conforme novos dados são descobertos. Ela se baseia em dogmas e tradições que remontam à Antiguidade e que não acompanham os avanços da astronomia e da astrofísica. Ela ignora, por exemplo, a existência de novos planetas, como Urano, Netuno e Plutão, e o fenômeno da precessão dos equinócios, que altera a posição dos signos ao longo do tempo.

    – A astrologia não é progressiva. Ela não incorpora nem supera as teorias anteriores e não gera novas hipóteses e descobertas. Ela se limita a repetir e reciclar as mesmas ideias e conceitos há milênios, sem oferecer nenhuma contribuição original ou relevante para o conhecimento humano.

    – A astrologia não é tentativa. Ela afirma que pode estar certa ou completa e não reconhece que pode estar errada ou incompleta. Ela também afirma certeza absoluta sobre o destino humano, sem levar em conta a complexidade e a imprevisibilidade da vida.

    Diante desses argumentos, podemos concluir que a astrologia é uma pseudociência, pois tenta se passar por científica, mas não segue os critérios e os métodos da ciência verdadeira. Isso não significa que a astrologia deva ser proibida ou desprezada, mas sim que ela deve ser vista como uma forma de crença, de arte ou de entretenimento, e não como uma fonte confiável de conhecimento ou orientação.

  • China supera EUA em contribuição de pesquisas científicas de alta qualidade

    China supera EUA em contribuição de pesquisas científicas de alta qualidade

    A China alcançou um marco histórico na ciência mundial: pela primeira vez, o país asiático superou os Estados Unidos em contribuição para artigos de pesquisa publicados em um grupo de revistas de ciências naturais de alta qualidade, segundo o Nature Index.

    O Nature Index é uma base de dados que rastreia as afiliações dos autores de 82 revistas selecionadas por um grupo independente de pesquisadores ativos, que representam o consenso da elite das publicações nas ciências naturais. O índice mede a participação dos países nos artigos publicados nessas revistas, levando em conta a porcentagem de autores de cada nação em cada paper.

    De acordo com os dados do Nature Index, referentes ao período de janeiro a dezembro de 2022, a China teve uma participação de 19.373, contra 17.610 dos Estados Unidos. Isso significa que os autores chineses tiveram uma presença maior nos artigos de alto impacto nas áreas de física, química, ciências da Terra e ambientais e ciências da vida.

    Esse resultado confirma a tendência de crescimento acelerado da China na produção científica de qualidade, que já vinha sendo apontada por outros indicadores, como o número de citações e o volume de publicações. A China também lidera em investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), com cerca de 2,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) destinado a essa área, enquanto os Estados Unidos investem cerca de 2,8%.

    A ascensão da China na ciência mundial tem implicações importantes para a geopolítica, a economia e a inovação. O país asiático tem se destacado em áreas estratégicas, como inteligência artificial, biotecnologia e energia renovável, e tem ampliado sua colaboração internacional com outros países e regiões. Além disso, a China tem se posicionado como um defensor do multilateralismo e da cooperação científica para enfrentar os desafios globais, como as mudanças climáticas e a pandemia de covid-19.

    O desempenho da China no Nature Index também reflete o aumento da qualidade e da relevância da sua pesquisa para a sociedade. Segundo Caroline Wagner, pesquisadora de ciência e política na Ohio State University, que publicou um estudo sugerindo que a China superou os Estados Unidos nos artigos mais citados, “quando medido em simples bibliometria como produtividade e citações, a China superou as expectativas”.

    O Nature Index é uma ferramenta útil para acompanhar o desenvolvimento da ciência mundial e comparar o desempenho dos países em diferentes áreas do conhecimento. No entanto, ele não deve ser usado isoladamente ou como um ranking definitivo da qualidade científica. Outros fatores, como o impacto social, econômico e ambiental da pesquisa, também devem ser considerados na avaliação da ciência.

    Fonte: Link.

    O Nature Index é uma base de dados que rastreia as afiliações dos autores de 82 revistas selecionadas por um grupo independente de pesquisadores ativos, que representam o consenso da elite das publicações nas ciências naturais. O índice mede a participação dos países nos artigos publicados nessas revistas, levando em conta a porcentagem de autores de cada nação em cada paper.

    De acordo com os dados do Nature Index, referentes ao período de janeiro a dezembro de 2022, a China teve uma participação de 19.373, contra 17.610 dos Estados Unidos. Isso significa que os autores chineses tiveram uma presença maior nos artigos de alto impacto nas áreas de física, química, ciências da Terra e ambientais e ciências da vida.

    Esse resultado confirma a tendência de crescimento acelerado da China na produção científica de qualidade, que já vinha sendo apontada por outros indicadores, como o número de citações e o volume de publicações. A China também lidera em investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), com cerca de 2,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) destinado a essa área, enquanto os Estados Unidos investem cerca de 2,8%.

    A ascensão da China na ciência mundial tem implicações importantes para a geopolítica, a economia e a inovação. O país asiático tem se destacado em áreas estratégicas, como inteligência artificial, biotecnologia e energia renovável, e tem ampliado sua colaboração internacional com outros países e regiões. Além disso, a China tem se posicionado como um defensor do multilateralismo e da cooperação científica para enfrentar os desafios globais, como as mudanças climáticas e a pandemia de covid-19.

    O desempenho da China no Nature Index também reflete o aumento da qualidade e da relevância da sua pesquisa para a sociedade. Segundo Caroline Wagner, pesquisadora de ciência e política na Ohio State University, que publicou um estudo sugerindo que a China superou os Estados Unidos nos artigos mais citados, “quando medido em simples bibliometria como produtividade e citações, a China superou as expectativas”.

    O Nature Index é uma ferramenta útil para acompanhar o desenvolvimento da ciência mundial e comparar o desempenho dos países em diferentes áreas do conhecimento. No entanto, ele não deve ser usado isoladamente ou como um ranking definitivo da qualidade científica. Outros fatores, como o impacto social, econômico e ambiental da pesquisa, também devem ser considerados na avaliação da ciência.

    Fonte: Link.

  • Lua Negra: o que é e como observar o fenômeno raro desta sexta-feira

    Lua Negra: o que é e como observar o fenômeno raro desta sexta-feira

    Você já ouviu falar em Lua Negra? Esse é um termo que não é oficialmente reconhecido pela astronomia, mas que é usado popularmente para descrever algumas situações em que a fase nova da Lua acontece de forma especial.

    Nesta sexta-feira (19), teremos uma dessas ocasiões, mas não espere ver nada no céu noturno.

    A fase nova da Lua ocorre quando ela está alinhada entre a Terra e o Sol, de forma que o lado iluminado fica voltado para o astro rei e o lado escuro fica voltado para nós. Por isso, não conseguimos ver a Lua no céu durante essa fase. A Lua Negra é um apelido dado quando essa situação se repete duas vezes no mesmo mês, quando não acontece nenhuma vez em fevereiro ou quando acontece quatro vezes em uma mesma estação do ano.

    O fenômeno desta semana se encaixa na última definição. A cada 33 meses, em média, uma estação do ano tem quatro luas novas, sendo que a terceira delas é chamada de Lua Negra. A primeira lua nova desta estação ocorreu em 21 de março, a segunda em 20 de abril e a quarta será em 18 de junho.

    Apesar de não ser possível ver a Lua Negra no céu, ela oferece uma ótima oportunidade para observar outros astros, como estrelas, planetas e até mesmo a Estação Espacial Internacional (ISS). Isso porque, sem a luz da Lua, o céu fica mais escuro e facilita a visão dos objetos celestes. Para aproveitar melhor essa experiência, você pode usar um aplicativo de astronomia, como Skywalk, Starchart, Sky Safari ou Stellarium, para localizar os astros e a ISS. Você também pode usar binóculos, lunetas ou telescópios para ver mais detalhes.

    A Lua Negra é um evento raro e curioso, que desperta a imaginação de muitas pessoas. Mas não se preocupe: ela não tem nenhum efeito negativo sobre a Terra ou sobre nós. Ela é apenas mais uma forma de apreciar as maravilhas do universo.

    Nesta sexta-feira (19), teremos uma dessas ocasiões, mas não espere ver nada no céu noturno.

    A fase nova da Lua ocorre quando ela está alinhada entre a Terra e o Sol, de forma que o lado iluminado fica voltado para o astro rei e o lado escuro fica voltado para nós. Por isso, não conseguimos ver a Lua no céu durante essa fase. A Lua Negra é um apelido dado quando essa situação se repete duas vezes no mesmo mês, quando não acontece nenhuma vez em fevereiro ou quando acontece quatro vezes em uma mesma estação do ano.

    O fenômeno desta semana se encaixa na última definição. A cada 33 meses, em média, uma estação do ano tem quatro luas novas, sendo que a terceira delas é chamada de Lua Negra. A primeira lua nova desta estação ocorreu em 21 de março, a segunda em 20 de abril e a quarta será em 18 de junho.

    Apesar de não ser possível ver a Lua Negra no céu, ela oferece uma ótima oportunidade para observar outros astros, como estrelas, planetas e até mesmo a Estação Espacial Internacional (ISS). Isso porque, sem a luz da Lua, o céu fica mais escuro e facilita a visão dos objetos celestes. Para aproveitar melhor essa experiência, você pode usar um aplicativo de astronomia, como Skywalk, Starchart, Sky Safari ou Stellarium, para localizar os astros e a ISS. Você também pode usar binóculos, lunetas ou telescópios para ver mais detalhes.

    A Lua Negra é um evento raro e curioso, que desperta a imaginação de muitas pessoas. Mas não se preocupe: ela não tem nenhum efeito negativo sobre a Terra ou sobre nós. Ela é apenas mais uma forma de apreciar as maravilhas do universo.