Categoria: Ciência

  • Cientistas usam partículas levitadas por luz para medir energia de decaimentos nucleares

    Cientistas usam partículas levitadas por luz para medir energia de decaimentos nucleares

    Os decaimentos nucleares são importantes para entender fenômenos como a radioatividade, a fusão nuclear e a origem dos elementos químicos.

    Um grupo de cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, desenvolveu uma forma inovadora de medir a energia de decaimentos nucleares, que são processos em que núcleos atômicos instáveis se transformam em outros mais estáveis, liberando partículas e radiação.

    No entanto, alguns tipos de decaimentos são difíceis de caracterizar, pois produzem partículas que quase não interagem com a matéria, como os neutrinos.

    Para resolver esse problema, os cientistas usaram uma técnica chamada optomecânica levitada, que consiste em suspender partículas microscópicas no vácuo usando a força da luz. Dessa forma, eles conseguiram isolar as partículas do ambiente e reduzir o ruído térmico, que poderia atrapalhar as medições.

    Os cientistas implantaram núcleos radioativos na superfície das partículas, que eram esferas de sílica com cerca de 3 micrômetros de diâmetro, menores do que a espessura de um fio de cabelo. Eles usaram uma pinça óptica, que é um feixe de laser que pode segurar e mover objetos pequenos, para manter as partículas no lugar e observar seus movimentos.

    Quando um núcleo radioativo decai, ele libera uma partícula com uma certa energia e direção. Essa partícula provoca uma reação oposta no núcleo que fica, que é chamado de núcleo-filho. Em outras palavras, o núcleo-filho recua com uma energia e direção contrárias à da partícula emitida.

    Os cientistas conseguiram detectar o recuo do núcleo-filho na partícula levitada, que se deslocava alguns nanômetros, que são bilionésimos de metro. Medindo a mudança de posição e de carga da partícula, eles puderam inferir a energia e o tipo do decaimento nuclear que ocorreu.

    Os cientistas demonstraram essa técnica com decaimentos alfa, que são aqueles em que o núcleo radioativo emite uma partícula alfa, que é formada por dois prótons e dois nêutrons. Eles usaram núcleos de polônio-212, que decaem por emissão alfa para núcleos de chumbo-208, que são estáveis.

    Os cientistas afirmam que essa técnica tem o potencial de detectar também decaimentos que produzem neutrinos, que são partículas muito leves e neutras, que raramente interagem com outras partículas. Para isso, eles pretendem usar partículas menores, que possam revelar o momento de um único neutrino saindo da partícula.

    Essa técnica poderia permitir novos testes de física fundamental e mecânica quântica, que é a teoria que descreve o comportamento das partículas subatômicas. Os cientistas esperam que essa técnica abra novas possibilidades para estudar os decaimentos nucleares e seus efeitos.

    Um grupo de cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, desenvolveu uma forma inovadora de medir a energia de decaimentos nucleares, que são processos em que núcleos atômicos instáveis se transformam em outros mais estáveis, liberando partículas e radiação.

    No entanto, alguns tipos de decaimentos são difíceis de caracterizar, pois produzem partículas que quase não interagem com a matéria, como os neutrinos.

    Para resolver esse problema, os cientistas usaram uma técnica chamada optomecânica levitada, que consiste em suspender partículas microscópicas no vácuo usando a força da luz. Dessa forma, eles conseguiram isolar as partículas do ambiente e reduzir o ruído térmico, que poderia atrapalhar as medições.

    Os cientistas implantaram núcleos radioativos na superfície das partículas, que eram esferas de sílica com cerca de 3 micrômetros de diâmetro, menores do que a espessura de um fio de cabelo. Eles usaram uma pinça óptica, que é um feixe de laser que pode segurar e mover objetos pequenos, para manter as partículas no lugar e observar seus movimentos.

    Quando um núcleo radioativo decai, ele libera uma partícula com uma certa energia e direção. Essa partícula provoca uma reação oposta no núcleo que fica, que é chamado de núcleo-filho. Em outras palavras, o núcleo-filho recua com uma energia e direção contrárias à da partícula emitida.

    Os cientistas conseguiram detectar o recuo do núcleo-filho na partícula levitada, que se deslocava alguns nanômetros, que são bilionésimos de metro. Medindo a mudança de posição e de carga da partícula, eles puderam inferir a energia e o tipo do decaimento nuclear que ocorreu.

    Os cientistas demonstraram essa técnica com decaimentos alfa, que são aqueles em que o núcleo radioativo emite uma partícula alfa, que é formada por dois prótons e dois nêutrons. Eles usaram núcleos de polônio-212, que decaem por emissão alfa para núcleos de chumbo-208, que são estáveis.

    Os cientistas afirmam que essa técnica tem o potencial de detectar também decaimentos que produzem neutrinos, que são partículas muito leves e neutras, que raramente interagem com outras partículas. Para isso, eles pretendem usar partículas menores, que possam revelar o momento de um único neutrino saindo da partícula.

    Essa técnica poderia permitir novos testes de física fundamental e mecânica quântica, que é a teoria que descreve o comportamento das partículas subatômicas. Os cientistas esperam que essa técnica abra novas possibilidades para estudar os decaimentos nucleares e seus efeitos.

  • Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, com um diâmetro de quase 143 mil quilômetros e uma massa 300 vezes maior que a da Terra.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

  • A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    Físicos conseguem detectar a fraca atração gravitacional em uma pequena partícula com uma nova técnica que usa ímãs levitantes

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

  • O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    O objeto mais brilhante do Universo: conheça o quasar J0529-4351

    Você já se perguntou qual é o objeto mais brilhante do Universo?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

    A resposta pode surpreendê-lo: é um quasar chamado J0529-4351, que está a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Um quasar é um núcleo galáctico ativo, ou seja, uma região central de uma galáxia que emite uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética. O quasar J0529-4351 é tão brilhante que supera todas as outras fontes de luz conhecidas, incluindo estrelas, galáxias e supernovas.

    Mas o que faz esse quasar ser tão especial? A resposta está no que o alimenta: um buraco negro supermassivo, que é um tipo de buraco negro que tem uma massa milhões ou bilhões de vezes maior que a do Sol. Os buracos negros são objetos tão densos que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua atração gravitacional. No entanto, antes de serem engolidos pelos buracos negros, alguns materiais, como gás, poeira e estrelas, formam um disco giratório em torno deles, chamado de disco de acreção. Esse disco é aquecido pela fricção e pela gravidade, e emite uma grande quantidade de radiação, que é o que vemos como o quasar.

    O buraco negro supermassivo que alimenta o quasar J0529-4351 é o de crescimento mais rápido já observado pelos astrônomos. Ele está aumentando sua massa pelo equivalente a um Sol por dia, o que é um ritmo impressionante, considerando que o buraco negro já tem cerca de 3 bilhões de vezes a massa do Sol. Para se ter uma ideia, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, e cresce muito mais lentamente.

    A descoberta do quasar J0529-4351 foi uma surpresa para os cientistas, pois ele estava escondido à vista de todos. Ele apareceu em imagens do ESO Schmidt Southern Sky Survey, um projeto que mapeou o céu do hemisfério sul, desde 1980, mas não foi reconhecido como um quasar até décadas depois. Foi somente em 2022 que uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo Dr. Christian Wolf, da Universidade Nacional da Austrália, identificou o quasar usando o telescópio SkyMapper, também na Austrália. Eles confirmaram suas características usando outros telescópios, como o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, e o Gemini South, no Brasil.

    O quasar J0529-4351 é um objeto fascinante para os astrônomos, pois ele pode revelar alguns dos mistérios do Universo primitivo. Como ele está tão distante, a luz que ele emite leva 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que estamos vendo o quasar como ele era quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, cerca de 6% da sua idade atual. Isso nos permite estudar como eram os buracos negros supermassivos e as galáxias que os hospedavam nessa época remota, e como eles se formaram e evoluíram ao longo da história cósmica.

    O quasar J0529-4351 é um exemplo de como o Universo ainda guarda muitas surpresas para nós, e de como a ciência pode nos ajudar a desvendar seus segredos. Quem sabe o que mais podemos encontrar olhando para o céu?

  • O que é a onda Radcliffe: a nova descoberta que revela os segredos da nossa galáxia

    O que é a onda Radcliffe: a nova descoberta que revela os segredos da nossa galáxia

    Uma equipe internacional de astrônomos revelou um dos maiores segredos da nossa galáxia: uma cadeia ondulada de nuvens gasosas no quintal do Sol, que abriga muitas regiões de formação de estrelas ao longo do braço espiral da Via Láctea.

    Batizada de onda Radcliffe, em homenagem ao Instituto Radcliffe de Harvard, onde foi descoberta, a estrutura surpreendeu os cientistas não só pelo seu tamanho e proximidade, mas também pelo seu movimento.

    Em um artigo publicado na revista Nature, os pesquisadores mostraram que a onda Radcliffe não apenas tem forma de onda, mas também se move como uma – oscilando para cima e para baixo devido à gravidade da Via Láctea. Esse movimento foi detectado usando os dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que forneceu as posições e velocidades em 3D dos aglomerados de estrelas jovens na onda.

    “Usando o movimento das estrelas recém-nascidas nas nuvens gasosas da onda Radcliffe, podemos rastrear o movimento do seu gás natal e mostrar que a onda Radcliffe está realmente ondulando”, explica Ralf Konietzka, o autor principal do estudo e estudante de doutorado na Escola de Pós-Graduação em Artes e Ciências de Harvard.

    A onda Radcliffe se estende por cerca de 8.800 anos-luz e contém quatro das cinco nuvens do Cinturão de Gould, uma estrutura anelar que se pensava conter o Sistema Solar. Agora, entende-se que a concentração mais próxima de matéria interestelar forma uma enorme onda, que fica a apenas 500 anos-luz do Sol em seu ponto mais próximo.

    “A onda Radcliffe é a maior estrutura coerente que conhecemos, e está muito, muito perto de nós”, diz Catherine Zucker, coautora do trabalho e pesquisadora do Centro de Astrofísica de Harvard e Smithsonian. “Ela esteve lá o tempo todo. Nós só não sabíamos, porque não podíamos construir esses modelos de alta resolução da distribuição de nuvens gasosas perto do Sol, em 3D”.

    A onda Radcliffe foi invisível em 2D, exigindo novas técnicas de mapeamento 3D da matéria interestelar para revelar seu padrão. Essas técnicas foram desenvolvidas por uma equipe liderada por Doug Finkbeiner, professor de Harvard, e usaram uma grande quantidade de dados coletados pelo Gaia e por outros observatórios.

    A origem e a evolução da onda Radcliffe ainda são desconhecidas, e os pesquisadores planejam testar várias teorias, como explosões de estrelas massivas ou colisões galácticas, que poderiam explicar como a onda se formou. Além disso, a descoberta levanta questões sobre a prevalência de tais ondas na Via Láctea e em outras galáxias.

    “A onda Radcliffe não precisa de matéria escura para explicar seu movimento, pois a gravidade da matéria comum é suficiente”, diz Konietzka. “A gravidade da matéria comum é suficiente para fazer a onda ondular”.

    O estudo foi realizado por uma colaboração internacional de astrônomos, incluindo João Alves, professor da Universidade de Viena e ex-bolsista do Instituto Radcliffe, e Alyssa Goodman, professora de Harvard e coautora do artigo. O trabalho foi apresentado por Goodman no 235º encontro da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Honolulu.

    O nome da onda Radcliffe é uma homenagem ao Instituto Radcliffe de Estudos Avançados em Cambridge, Massachusetts, o local de estudo da equipe. O instituto é uma comunidade acadêmica que apoia a pesquisa interdisciplinar e a inovação.

    Batizada de onda Radcliffe, em homenagem ao Instituto Radcliffe de Harvard, onde foi descoberta, a estrutura surpreendeu os cientistas não só pelo seu tamanho e proximidade, mas também pelo seu movimento.

    Em um artigo publicado na revista Nature, os pesquisadores mostraram que a onda Radcliffe não apenas tem forma de onda, mas também se move como uma – oscilando para cima e para baixo devido à gravidade da Via Láctea. Esse movimento foi detectado usando os dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que forneceu as posições e velocidades em 3D dos aglomerados de estrelas jovens na onda.

    “Usando o movimento das estrelas recém-nascidas nas nuvens gasosas da onda Radcliffe, podemos rastrear o movimento do seu gás natal e mostrar que a onda Radcliffe está realmente ondulando”, explica Ralf Konietzka, o autor principal do estudo e estudante de doutorado na Escola de Pós-Graduação em Artes e Ciências de Harvard.

    A onda Radcliffe se estende por cerca de 8.800 anos-luz e contém quatro das cinco nuvens do Cinturão de Gould, uma estrutura anelar que se pensava conter o Sistema Solar. Agora, entende-se que a concentração mais próxima de matéria interestelar forma uma enorme onda, que fica a apenas 500 anos-luz do Sol em seu ponto mais próximo.

    “A onda Radcliffe é a maior estrutura coerente que conhecemos, e está muito, muito perto de nós”, diz Catherine Zucker, coautora do trabalho e pesquisadora do Centro de Astrofísica de Harvard e Smithsonian. “Ela esteve lá o tempo todo. Nós só não sabíamos, porque não podíamos construir esses modelos de alta resolução da distribuição de nuvens gasosas perto do Sol, em 3D”.

    A onda Radcliffe foi invisível em 2D, exigindo novas técnicas de mapeamento 3D da matéria interestelar para revelar seu padrão. Essas técnicas foram desenvolvidas por uma equipe liderada por Doug Finkbeiner, professor de Harvard, e usaram uma grande quantidade de dados coletados pelo Gaia e por outros observatórios.

    A origem e a evolução da onda Radcliffe ainda são desconhecidas, e os pesquisadores planejam testar várias teorias, como explosões de estrelas massivas ou colisões galácticas, que poderiam explicar como a onda se formou. Além disso, a descoberta levanta questões sobre a prevalência de tais ondas na Via Láctea e em outras galáxias.

    “A onda Radcliffe não precisa de matéria escura para explicar seu movimento, pois a gravidade da matéria comum é suficiente”, diz Konietzka. “A gravidade da matéria comum é suficiente para fazer a onda ondular”.

    O estudo foi realizado por uma colaboração internacional de astrônomos, incluindo João Alves, professor da Universidade de Viena e ex-bolsista do Instituto Radcliffe, e Alyssa Goodman, professora de Harvard e coautora do artigo. O trabalho foi apresentado por Goodman no 235º encontro da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Honolulu.

    O nome da onda Radcliffe é uma homenagem ao Instituto Radcliffe de Estudos Avançados em Cambridge, Massachusetts, o local de estudo da equipe. O instituto é uma comunidade acadêmica que apoia a pesquisa interdisciplinar e a inovação.

  • Pesquisador canadense cria nanomedicina que usa RNA para combater o HIV

    Pesquisador canadense cria nanomedicina que usa RNA para combater o HIV

    Você já ouviu falar do mRNA, a molécula que permitiu o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19 em tempo recorde.

    Agora, um pesquisador da Universidade de Waterloo, no Canadá, criou uma nanomedicina inovadora que usa outro tipo de RNA, chamado siRNA, para tratar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) por meio da terapia genética.

    O siRNA é uma molécula que regula quais genes ou proteínas são ativados ou desativados em nossas células. Em um estudo publicado na revista Journal of Controlled Release, o professor associado de farmácia Emmanuel Ho e sua equipe mostraram que o siRNA reduziu em 73% a replicação do HIV.

    “Isso abre as portas para novos tratamentos na luta contra o HIV”, disse Ho, que é um dos pesquisadores e empreendedores que lideram a inovação em saúde no Canadá.

    O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico e causa a AIDS. Uma das formas que o nosso corpo tem de se defender de micróbios como vírus e bactérias é o processo de autofagia, que consiste na degradação e reciclagem de componentes danificados ou indesejados da célula.

    No entanto, o HIV é bastante inteligente e produz uma proteína, chamada Nef, que impede as células de ativarem a autofagia. Assim, o vírus consegue escapar do sistema imunológico e se multiplicar.

    Essa é a primeira pesquisa que desenvolve uma nanomedicina combinada que pode reativar a autofagia e impedir a entrada do HIV nas células, permitindo que o nosso corpo reestabeleça seu sistema de defesa.

    Além disso, o HIV tem um gene, chamado CCR5, que permite que o vírus entre em uma célula. Os siRNAs miram tanto o Nef quanto o CCR5 para reduzir a infecção pelo HIV.

    Essa nanomedicina é destinada a ser aplicada na vagina para proteger contra a transmissão sexual do HIV. Por isso, a nanomedicina é projetada para ser estável sem vazamento de siRNAs no ambiente ácido da vagina, mas liberar o siRNA uma vez dentro das células.

    “Os vírus são espertos. Eles produzem proteínas Nef para impedir que a autofagia ocorra”, disse Ho. “Nosso processo permite que o nosso corpo combata a infecção viral sem precisar de medicamentos adicionais.”

    Ho afirma que os próximos passos incluem otimizar ainda mais o processo e melhorar o entendimento de como a autofagia desempenha um papel na proteção das nossas células contra os vírus.

    “Esperamos também que isso lance alguma luz para desenvolver mais abordagens alternativas para reduzir efetivamente a resistência antimicrobiana”, disse Ho.

    Fonte: Link.

    Agora, um pesquisador da Universidade de Waterloo, no Canadá, criou uma nanomedicina inovadora que usa outro tipo de RNA, chamado siRNA, para tratar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) por meio da terapia genética.

    O siRNA é uma molécula que regula quais genes ou proteínas são ativados ou desativados em nossas células. Em um estudo publicado na revista Journal of Controlled Release, o professor associado de farmácia Emmanuel Ho e sua equipe mostraram que o siRNA reduziu em 73% a replicação do HIV.

    “Isso abre as portas para novos tratamentos na luta contra o HIV”, disse Ho, que é um dos pesquisadores e empreendedores que lideram a inovação em saúde no Canadá.

    O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico e causa a AIDS. Uma das formas que o nosso corpo tem de se defender de micróbios como vírus e bactérias é o processo de autofagia, que consiste na degradação e reciclagem de componentes danificados ou indesejados da célula.

    No entanto, o HIV é bastante inteligente e produz uma proteína, chamada Nef, que impede as células de ativarem a autofagia. Assim, o vírus consegue escapar do sistema imunológico e se multiplicar.

    Essa é a primeira pesquisa que desenvolve uma nanomedicina combinada que pode reativar a autofagia e impedir a entrada do HIV nas células, permitindo que o nosso corpo reestabeleça seu sistema de defesa.

    Além disso, o HIV tem um gene, chamado CCR5, que permite que o vírus entre em uma célula. Os siRNAs miram tanto o Nef quanto o CCR5 para reduzir a infecção pelo HIV.

    Essa nanomedicina é destinada a ser aplicada na vagina para proteger contra a transmissão sexual do HIV. Por isso, a nanomedicina é projetada para ser estável sem vazamento de siRNAs no ambiente ácido da vagina, mas liberar o siRNA uma vez dentro das células.

    “Os vírus são espertos. Eles produzem proteínas Nef para impedir que a autofagia ocorra”, disse Ho. “Nosso processo permite que o nosso corpo combata a infecção viral sem precisar de medicamentos adicionais.”

    Ho afirma que os próximos passos incluem otimizar ainda mais o processo e melhorar o entendimento de como a autofagia desempenha um papel na proteção das nossas células contra os vírus.

    “Esperamos também que isso lance alguma luz para desenvolver mais abordagens alternativas para reduzir efetivamente a resistência antimicrobiana”, disse Ho.

    Fonte: Link.

  • Múon G-2: experimento de física pode revelar novas partículas e forças da natureza

    Múon G-2: experimento de física pode revelar novas partículas e forças da natureza

    Um experimento de física de partículas chamado Múon G-2 pode estar prestes a mudar a nossa compreensão do universo.

    Os cientistas envolvidos no projeto anunciaram recentemente que encontraram uma diferença entre a teoria e a realidade que pode indicar a existência de novas partículas e forças da natureza que não são conhecidas pela ciência atual.

    O experimento Múon G-2 mede uma propriedade de uma partícula subatômica chamada múon. O múon é parecido com um elétron, mas é mais pesado e se desintegra rapidamente. O experimento usa um grande anel magnético para armazenar e observar os múons produzidos por um acelerador de partículas. Os cientistas medem com alta precisão a frequência com que os múons giram em relação ao campo magnético. Essa frequência depende de uma medida chamada momento magnético anômalo do múon, que é uma espécie de ímã que o múon forma quando gira.

    A teoria padrão da física de partículas, que é o modelo mais aceito para descrever as partículas e as forças fundamentais do universo, prevê um valor específico para o momento magnético anômalo do múon. No entanto, os resultados do experimento Múon G-2 mostraram que o valor medido é diferente do valor teórico. Isso significa que há algo além da teoria padrão que afeta o comportamento dos múons.

    Essa discrepância pode ser causada por novas partículas ou forças que interagem com os múons de uma forma que a teoria padrão não consegue explicar. Essas novas partículas ou forças poderiam ser pistas para resolver alguns dos maiores mistérios da física, como a matéria escura, a energia escura e a origem do universo.

    O experimento Múon G-2 começou no CERN, na Europa, na década de 1960 e depois foi transferido para o Fermilab, nos Estados Unidos. Os resultados mais recentes foram anunciados em agosto de 2023 e são baseados em dados coletados entre 2018 e 2021. Os cientistas ainda precisam de mais dados e análises para confirmar a descoberta e eliminar possíveis fontes de erro. Eles esperam ter uma resposta definitiva nos próximos anos.

    O experimento Múon G-2 é um dos mais importantes da física atual e pode abrir as portas para uma nova era de descobertas científicas. Se confirmada, a diferença entre a teoria e a realidade pode ser uma das maiores revoluções da história da ciência.

    Os cientistas envolvidos no projeto anunciaram recentemente que encontraram uma diferença entre a teoria e a realidade que pode indicar a existência de novas partículas e forças da natureza que não são conhecidas pela ciência atual.

    O experimento Múon G-2 mede uma propriedade de uma partícula subatômica chamada múon. O múon é parecido com um elétron, mas é mais pesado e se desintegra rapidamente. O experimento usa um grande anel magnético para armazenar e observar os múons produzidos por um acelerador de partículas. Os cientistas medem com alta precisão a frequência com que os múons giram em relação ao campo magnético. Essa frequência depende de uma medida chamada momento magnético anômalo do múon, que é uma espécie de ímã que o múon forma quando gira.

    A teoria padrão da física de partículas, que é o modelo mais aceito para descrever as partículas e as forças fundamentais do universo, prevê um valor específico para o momento magnético anômalo do múon. No entanto, os resultados do experimento Múon G-2 mostraram que o valor medido é diferente do valor teórico. Isso significa que há algo além da teoria padrão que afeta o comportamento dos múons.

    Essa discrepância pode ser causada por novas partículas ou forças que interagem com os múons de uma forma que a teoria padrão não consegue explicar. Essas novas partículas ou forças poderiam ser pistas para resolver alguns dos maiores mistérios da física, como a matéria escura, a energia escura e a origem do universo.

    O experimento Múon G-2 começou no CERN, na Europa, na década de 1960 e depois foi transferido para o Fermilab, nos Estados Unidos. Os resultados mais recentes foram anunciados em agosto de 2023 e são baseados em dados coletados entre 2018 e 2021. Os cientistas ainda precisam de mais dados e análises para confirmar a descoberta e eliminar possíveis fontes de erro. Eles esperam ter uma resposta definitiva nos próximos anos.

    O experimento Múon G-2 é um dos mais importantes da física atual e pode abrir as portas para uma nova era de descobertas científicas. Se confirmada, a diferença entre a teoria e a realidade pode ser uma das maiores revoluções da história da ciência.

  • Fóssil de réptil dos Alpes revela-se uma fraude histórica

    Fóssil de réptil dos Alpes revela-se uma fraude histórica

    Análise paleontológica mostra que fóssil famoso por supostamente preservar tecidos moles é na verdade apenas tinta.

    Um fóssil de 280 milhões de anos que intrigou os pesquisadores por décadas foi mostrado ser, em parte, uma fraude após um novo exame.

    A descoberta levou a equipe liderada pela Dra. Valentina Rossi, da University College Cork, Irlanda (UCC), a pedir cautela no uso do fóssil em futuras pesquisas.

    Tridentinosaurus antiquus foi descoberto nos Alpes italianos em 1931 e era considerado um espécime importante para entender a evolução dos primeiros répteis. Seu contorno corporal, aparecendo escuro contra a rocha circundante, foi inicialmente interpretado como tecidos moles preservados. Isso levou à sua classificação como um membro do grupo de répteis Protorosauria.

    No entanto, esta nova pesquisa, publicada na revista científica Palaeontology, revela que o fóssil famoso por sua preservação notável é na maior parte apenas tinta preta sobre uma superfície rochosa esculpida em forma de lagarto. A suposta pele fossilizada foi celebrada em artigos e livros, mas nunca estudada em detalhes. A preservação um tanto estranha do fóssil deixou muitos especialistas incertos sobre a que grupo de répteis esse estranho animal parecido com um lagarto pertencia e, mais geralmente, sua história geológica.

    A Dra. Rossi, da Escola de Ciências Biológicas, da Terra e Ambientais da UCC, disse:

    “Tecidos moles fósseis são raros, mas quando encontrados em um fóssil, eles podem revelar informações biológicas importantes, como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia.

    “A resposta para todas as nossas perguntas estava bem na nossa frente, tivemos que estudar este espécime fóssil em detalhes para revelar seus segredos – até mesmo aqueles que talvez não quiséssemos saber.”

    A análise microscópica mostrou que a textura e a composição do material não correspondiam à de tecidos moles fossilizados genuínos. A investigação preliminar usando fotografia UV revelou que a totalidade do espécime foi tratada com algum tipo de material de revestimento. Revestir fósseis com vernizes e/ou lacas era a norma no passado e às vezes ainda é necessário para preservar um espécime fóssil em armários e exposições de museus. A equipe esperava que, sob a camada de revestimento, os tecidos moles originais ainda estivessem em boas condições para extrair informações paleobiológicas significativas.

    Os achados indicam que o contorno corporal de Tridentinosaurus antiquus foi artificialmente criado, provavelmente para melhorar a aparência do fóssil. Essa decepção enganou pesquisadores anteriores e agora se pede cautela ao usar este espécime em estudos futuros.

    A equipe por trás desta pesquisa inclui colaboradores baseados na Itália na Universidade de Pádua, Museu de Natureza do Sul do Tirol e Museo delle Scienze em Trento.

    O coautor Prof. Evelyn Kustatscher, coordenador do projeto “Vivendo com o supervulcão”, financiado pela Província Autônoma de Bolzano, disse:

    “A preservação peculiar de Tridentinosaurus intrigou os especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido. O que foi descrito como pele carbonizada, é apenas tinta.”

    No entanto, nem tudo está perdido, e o fóssil não é uma falsificação completa. Os pesquisadores confirmaram que os ossos dos membros posteriores, em particular os fêmures, são genuínos, embora mal preservados. Eles também descobriram a presença de pequenas escamas ósseas chamadas osteodermas – como as escamas dos crocodilos – no que talvez fosse as costas do animal.

    Este estudo é um exemplo de como a paleontologia analítica moderna e os métodos científicos rigorosos podem resolver um enigma paleontológico de quase um século.

    Fonte: Link.

    Um fóssil de 280 milhões de anos que intrigou os pesquisadores por décadas foi mostrado ser, em parte, uma fraude após um novo exame.

    A descoberta levou a equipe liderada pela Dra. Valentina Rossi, da University College Cork, Irlanda (UCC), a pedir cautela no uso do fóssil em futuras pesquisas.

    Tridentinosaurus antiquus foi descoberto nos Alpes italianos em 1931 e era considerado um espécime importante para entender a evolução dos primeiros répteis. Seu contorno corporal, aparecendo escuro contra a rocha circundante, foi inicialmente interpretado como tecidos moles preservados. Isso levou à sua classificação como um membro do grupo de répteis Protorosauria.

    No entanto, esta nova pesquisa, publicada na revista científica Palaeontology, revela que o fóssil famoso por sua preservação notável é na maior parte apenas tinta preta sobre uma superfície rochosa esculpida em forma de lagarto. A suposta pele fossilizada foi celebrada em artigos e livros, mas nunca estudada em detalhes. A preservação um tanto estranha do fóssil deixou muitos especialistas incertos sobre a que grupo de répteis esse estranho animal parecido com um lagarto pertencia e, mais geralmente, sua história geológica.

    A Dra. Rossi, da Escola de Ciências Biológicas, da Terra e Ambientais da UCC, disse:

    “Tecidos moles fósseis são raros, mas quando encontrados em um fóssil, eles podem revelar informações biológicas importantes, como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia.

    “A resposta para todas as nossas perguntas estava bem na nossa frente, tivemos que estudar este espécime fóssil em detalhes para revelar seus segredos – até mesmo aqueles que talvez não quiséssemos saber.”

    A análise microscópica mostrou que a textura e a composição do material não correspondiam à de tecidos moles fossilizados genuínos. A investigação preliminar usando fotografia UV revelou que a totalidade do espécime foi tratada com algum tipo de material de revestimento. Revestir fósseis com vernizes e/ou lacas era a norma no passado e às vezes ainda é necessário para preservar um espécime fóssil em armários e exposições de museus. A equipe esperava que, sob a camada de revestimento, os tecidos moles originais ainda estivessem em boas condições para extrair informações paleobiológicas significativas.

    Os achados indicam que o contorno corporal de Tridentinosaurus antiquus foi artificialmente criado, provavelmente para melhorar a aparência do fóssil. Essa decepção enganou pesquisadores anteriores e agora se pede cautela ao usar este espécime em estudos futuros.

    A equipe por trás desta pesquisa inclui colaboradores baseados na Itália na Universidade de Pádua, Museu de Natureza do Sul do Tirol e Museo delle Scienze em Trento.

    O coautor Prof. Evelyn Kustatscher, coordenador do projeto “Vivendo com o supervulcão”, financiado pela Província Autônoma de Bolzano, disse:

    “A preservação peculiar de Tridentinosaurus intrigou os especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido. O que foi descrito como pele carbonizada, é apenas tinta.”

    No entanto, nem tudo está perdido, e o fóssil não é uma falsificação completa. Os pesquisadores confirmaram que os ossos dos membros posteriores, em particular os fêmures, são genuínos, embora mal preservados. Eles também descobriram a presença de pequenas escamas ósseas chamadas osteodermas – como as escamas dos crocodilos – no que talvez fosse as costas do animal.

    Este estudo é um exemplo de como a paleontologia analítica moderna e os métodos científicos rigorosos podem resolver um enigma paleontológico de quase um século.

    Fonte: Link.

  • Marte tem vulcões mais diversos e complexos do que se imaginava, diz estudo

    Marte tem vulcões mais diversos e complexos do que se imaginava, diz estudo

    Uma nova pesquisa da Universidade de Hong Kong descobriu que o planeta vermelho tem vulcões de lava, estratovulcões, caldeiras e escudos de cinza, além dos grandes vulcões em forma de escudo, como o Olympus Mons.

    Esses vulcões têm alto teor de sílica, o que indica um processo complexo de evolução do magma, não conhecido antes. A sílica é um mineral que forma o quartzo e o vidro, e que está presente em muitas rochas terrestres.

    O estudo, publicado na revista Nature Astronomy, sugere que o vulcanismo em Marte foi impulsionado por uma forma antiga de reciclagem da crosta, chamada de tectônica vertical. Esse processo consiste no colapso da crosta para dentro do manto, onde as rochas se derretem novamente, gerando magmas com alta sílica.

    Esse processo é hipotetizado ter ocorrido na Terra antiga, mas as evidências são obscurecidas pela atividade geológica posterior. Por isso, explorar outros planetas como Marte, que tem vulcanismo mas não tem tectônica de placas, pode ajudar a revelar os mistérios da reciclagem da crosta em ambos os planetas, e como isso influenciou a evolução deles.

    O professor Michalski afirmou: “Marte contém peças de quebra-cabeça geológico que nos ajudam a entender não apenas esse planeta, mas também a Terra. O vulcanismo marciano é muito mais complexo e diverso do que se pensava anteriormente.”

    Esse é um achado importante, pois pode trazer novas informações sobre a história e a geologia de Marte, e também sobre a origem e a evolução da vida na Terra. Afinal, os vulcões podem ter um papel fundamental na criação e na manutenção de condições favoráveis à vida, como a atmosfera, o clima e os recursos hídricos.

    Fonte: Link.

    Esses vulcões têm alto teor de sílica, o que indica um processo complexo de evolução do magma, não conhecido antes. A sílica é um mineral que forma o quartzo e o vidro, e que está presente em muitas rochas terrestres.

    O estudo, publicado na revista Nature Astronomy, sugere que o vulcanismo em Marte foi impulsionado por uma forma antiga de reciclagem da crosta, chamada de tectônica vertical. Esse processo consiste no colapso da crosta para dentro do manto, onde as rochas se derretem novamente, gerando magmas com alta sílica.

    Esse processo é hipotetizado ter ocorrido na Terra antiga, mas as evidências são obscurecidas pela atividade geológica posterior. Por isso, explorar outros planetas como Marte, que tem vulcanismo mas não tem tectônica de placas, pode ajudar a revelar os mistérios da reciclagem da crosta em ambos os planetas, e como isso influenciou a evolução deles.

    O professor Michalski afirmou: “Marte contém peças de quebra-cabeça geológico que nos ajudam a entender não apenas esse planeta, mas também a Terra. O vulcanismo marciano é muito mais complexo e diverso do que se pensava anteriormente.”

    Esse é um achado importante, pois pode trazer novas informações sobre a história e a geologia de Marte, e também sobre a origem e a evolução da vida na Terra. Afinal, os vulcões podem ter um papel fundamental na criação e na manutenção de condições favoráveis à vida, como a atmosfera, o clima e os recursos hídricos.

    Fonte: Link.

  • Cientistas descobrem como reprogramar células do sistema imunológico para combater o envelhecimento

    Cientistas descobrem como reprogramar células do sistema imunológico para combater o envelhecimento

    Uma nova pesquisa revelou que as células do sistema imunológico podem ser modificadas geneticamente para atacar outras células que causam o envelhecimento e as doenças relacionadas à idade.

    O estudo, realizado por cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor (CSHL), nos Estados Unidos, mostrou que essa terapia pode melhorar a saúde e a expectativa de vida de camundongos.

    As células que causam o envelhecimento são chamadas de células senescentes. Elas são células que param de se dividir e se acumulam no corpo ao longo do tempo, provocando inflamação e danos aos tecidos. Muitas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, câncer e doenças cardíacas, estão associadas à presença de células senescentes.

    Para eliminar essas células, os pesquisadores usaram um tipo de terapia imunológica chamada de células CAR T. Essas células são células T, que são um tipo de glóbulo branco que defende o organismo de infecções e tumores, que são modificadas em laboratório para reconhecer e destruir um alvo específico. As células CAR T já são usadas para tratar alguns tipos de câncer, mas os cientistas do CSHL foram os primeiros a mostrar que elas também podem ser usadas para combater o envelhecimento.

    Os cientistas injetaram uma única dose de células CAR T em camundongos jovens e idosos. Eles observaram que as células CAR T foram capazes de eliminar as células senescentes nos animais, sem causar efeitos colaterais ou toxicidade. Como resultado, os camundongos apresentaram uma série de benefícios, como menor peso corporal, melhor metabolismo e tolerância à glicose, e maior atividade física.

    “Se nós damos isso para camundongos idosos, eles rejuvenescem. Se nós damos isso para camundongos jovens, eles envelhecem mais devagar. Nenhuma outra terapia atualmente pode fazer isso”, diz a professora assistente Corina Amor Vegas, líder do estudo.

    Uma das maiores vantagens das células CAR T é a sua longevidade. Os cientistas descobriram que apenas uma dose em uma idade jovem pode ter efeitos duradouros. Essa única dose pode proteger contra condições que normalmente ocorrem mais tarde na vida, como obesidade e diabetes.

    “Células T têm a capacidade de desenvolver memória e persistir no seu corpo por períodos realmente longos, o que é muito diferente de uma droga química”, explica Amor Vegas. “Com as células CAR T, você tem o potencial de receber um tratamento único, e depois está tudo bem. Para patologias crônicas, isso é uma grande vantagem. Pense em pacientes que precisam de tratamento várias vezes por dia versus você recebe uma infusão, e depois você está bem por vários anos.”

    O estudo abre novas possibilidades para o uso das células CAR T como uma terapia anti-envelhecimento para humanos. Os cientistas do CSHL estão agora investigando se as células CAR T podem fazer os camundongos viverem não apenas mais saudáveis, mas também mais tempo. Se sim, a sociedade estará um passo mais perto da cobiçada fonte da juventude.

    Fonte: Link.

    O estudo, realizado por cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor (CSHL), nos Estados Unidos, mostrou que essa terapia pode melhorar a saúde e a expectativa de vida de camundongos.

    As células que causam o envelhecimento são chamadas de células senescentes. Elas são células que param de se dividir e se acumulam no corpo ao longo do tempo, provocando inflamação e danos aos tecidos. Muitas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, câncer e doenças cardíacas, estão associadas à presença de células senescentes.

    Para eliminar essas células, os pesquisadores usaram um tipo de terapia imunológica chamada de células CAR T. Essas células são células T, que são um tipo de glóbulo branco que defende o organismo de infecções e tumores, que são modificadas em laboratório para reconhecer e destruir um alvo específico. As células CAR T já são usadas para tratar alguns tipos de câncer, mas os cientistas do CSHL foram os primeiros a mostrar que elas também podem ser usadas para combater o envelhecimento.

    Os cientistas injetaram uma única dose de células CAR T em camundongos jovens e idosos. Eles observaram que as células CAR T foram capazes de eliminar as células senescentes nos animais, sem causar efeitos colaterais ou toxicidade. Como resultado, os camundongos apresentaram uma série de benefícios, como menor peso corporal, melhor metabolismo e tolerância à glicose, e maior atividade física.

    “Se nós damos isso para camundongos idosos, eles rejuvenescem. Se nós damos isso para camundongos jovens, eles envelhecem mais devagar. Nenhuma outra terapia atualmente pode fazer isso”, diz a professora assistente Corina Amor Vegas, líder do estudo.

    Uma das maiores vantagens das células CAR T é a sua longevidade. Os cientistas descobriram que apenas uma dose em uma idade jovem pode ter efeitos duradouros. Essa única dose pode proteger contra condições que normalmente ocorrem mais tarde na vida, como obesidade e diabetes.

    “Células T têm a capacidade de desenvolver memória e persistir no seu corpo por períodos realmente longos, o que é muito diferente de uma droga química”, explica Amor Vegas. “Com as células CAR T, você tem o potencial de receber um tratamento único, e depois está tudo bem. Para patologias crônicas, isso é uma grande vantagem. Pense em pacientes que precisam de tratamento várias vezes por dia versus você recebe uma infusão, e depois você está bem por vários anos.”

    O estudo abre novas possibilidades para o uso das células CAR T como uma terapia anti-envelhecimento para humanos. Os cientistas do CSHL estão agora investigando se as células CAR T podem fazer os camundongos viverem não apenas mais saudáveis, mas também mais tempo. Se sim, a sociedade estará um passo mais perto da cobiçada fonte da juventude.

    Fonte: Link.