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  • Estados descumprem lei da cota mínima de candidatas

    As mulheres representam mais da metade da população brasileira e no contingente eleitoral deste ano mais de 52% dos votos são femininos.

    No entanto, isso não se reflete nas candidaturas.

    Apenas três em cada 10 são candidatas.

    Esse quadro contraria uma lei de mais de 20 anos que estabelece uma cota mínima de 30% para as mulheres nas listas de partidos e coligações.

    Em 10 estados houve notificações dos tribunais regionais eleitorais a partidos e coligações, pedindo explicações a partidos e coligações.

    Os estados faltosos são: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Confira os detalhes com Luiz Recena.

  • Número de candidatos ao Senado é o maior já registrado em eleições

    Nas eleições de 2018, dois terços das vagas do Senado — 54 do total de 81 — podem ser renovadas. São 352 candidatos que concorrem ao cargo de senador em todo o Brasil, número maior que o de todas as eleições com dados consolidados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (desde 1994).

    Quando considerado o número de candidatos por vaga, a concorrência é um pouco menor que a registrada nas últimas eleições, quando foram 185 candidaturas para 27 vagas. A média de candidatos por vaga ficou em 6,51 em 2018, contra 6,85 em 2014.

    Das 352 pessoas que registraram candidaturas ao Senado, quase metade (48,3%) têm entre 50 e 64 anos. Apenas um candidato tem mais de 90 anos e outro candidato, cuja candidatura ainda aguarda julgamento, tem 27 anos, ou seja, está abaixo da idade mínima para concorrer ao Senado, que é de 35 anos. A faixa que concentra os candidatos mais novos com idade suficiente (35 a 39 anos) tem 9% dos que concorrem ao Senado.

    A maior parte dos candidatos é de homens: 82,7% contra 17,3% de mulheres. Os brancos também são maioria entre os que registraram candidaturas ao Senado e representam 65,6% do total, seguidos dos pardos (23,6%) e pretos (9,9%). Os que se declararam como indígenas e amarelos ainda são minoria, com 0,57% e 0,28%, respectivamente.

    Com relação à ocupação declarada pelos candidatos, 30 já são senadores e buscam a reeleição. Outras profissões recorrentes entre os que concorrem ao Senado são professor (44), advogado (43), deputado (41), empresário (30) e servidor público (29).

    Os números foram calculados com base nos dados disponíveis na tarde de segunda-feira (27) sobre os pedidos de registro de candidatura, que estão em atualização no site do TSE. O total pode ser diferente do registrado no dia da eleição por causa de renúncias, cancelamentos e indeferimento de candidaturas, por exemplo.

    Representatividade

    Os senadores representam os estados e o Distrito Federal. É por esse motivo que o número de representantes no Senado é fixo, três por unidade da Federação. Na Câmara dos Deputados, que reúne os representantes do povo, o número de deputados é calculado de acordo com a população de cada estado, por isso a quantidade de deputados não é a mesma para todas as unidades da federação.

    A renovação no Senado se dá por eleição majoritária, em que o número de votos recebidos é o que conta, diferentemente do que ocorre na Câmara, onde a disputa pelas vagas também leva em conta o número de votos recebido pelo partido. O mandato dos senadores é de oito anos e a renovação se dá em um terço das cadeiras em uma eleição e dois terços na eleição seguinte, consecutivamente.

    Além de elaborar leis e fiscalizar o Poder Executivo, o Senado tem atribuições como processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade e aprovar indicados para cargos importantes, como o de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), embaixadores e diretores de agências reguladoras. Também é responsável por aprovar empréstimos no exterior feitos por estados e municípios.

    Quando escolhe um senador, o eleitor vota em uma chapa composta por ele e dois suplentes. Eles serão os substitutos do senador em caso de licenças e situações que impossibilitem o titular de exercer o mandato. Os nomes dos suplentes devem ser divulgados no material de campanha de cada candidato. Por Agência Senado.

  • Poluição do ar nos deixa mais burros ao longo do tempo

    Sim, agora está provado, a poluição do ar nos deixa mais burros. Principalmente pra quem mora em cidades poluídas onde é cada vez mais difícil respirar.

    Carros, ônibus e caminhões enchem as ruas com seus escapamentos. Fábricas e usinas de energia jogam fumaça por todo o céu. Um ciclo vicioso que, em alguns dias, especialmente nos dias ensolarados de verão, faz com que as partículas de toda essa poluição sejam convertidas em ozônio perigoso.

    Essa poluição do ar faz mais do que sufocar os pulmões de todos os que respiram. Isso também sobrecarrega e prejudica nossos cérebros.

    De acordo com um estudo publicado recentemente na revista Proceedings, a exposição crônica à poluição do ar parece causar efeitos prejudiciais na cognição que pioram ao longo da vida, aumentando potencialmente os fatores de risco para doenças degenerativas como demência e doença de Alzheimer.

    Nós já sabíamos que estar exposto a poluição, principalmente as crianças, prejudicam corpos e cérebros em desenvolvimento, mas o novo estudo mostra que o efeito não para quando adultos, mas piora à medida que as pessoas envelhecem.

    Como os autores do estudo observam, isso poderia estar tornando o tratamento das doenças cerebrais no fim da vida ainda mais caro, e poderia finalmente tornar o cuidado com os idosos mais complexo para a sociedade.

    A equipe de pesquisa examinou dados de uma pesquisa na China que foi conduzida em 162 municípios chineses entre 2010 e 2014, e comparou esses resultados com dados oficiais de qualidade do ar.

    Usando vários anos de dados, os pesquisadores puderam ver como o ar poluído afetava as pontuações nos testes verbais e matemáticos. Eles também puderam ver como a vida em uma área poluída mudou os resultados dos testes ao longo do tempo. Este efeito cumulativo foi significativo.

    Ao todo, os autores do estudo descobriram que a poluição do ar tem um maior impacto nas pontuações dos testes verbais do que nas pontuações de matemática, embora isso tenha um efeito em ambos. Há também um efeito maior sobre os homens do que sobre as mulheres.

    Os autores atribuem isso ao fato de que a poluição do ar tende a ter um efeito mais forte em áreas do cérebro que são invocadas em testes verbais, que tendem a ser melhor desenvolvidas em mulheres.

    No geral, se os residentes dessas cidades na China vivessem em locais que atendessem aos padrões da EPA, dos EUA, quanto à poluição do ar, os autores estimam que isso melhoraria significativamente os resultados dos testes.

    Nos grupos mais afetados, como homens com menos escolaridade acima dos 64 anos, essa mudança seria ainda mais significativa.

    A China, como muitos países em desenvolvimento, tem um grande número de cidades com sérios problemas de qualidade do ar.

    No estudo, os autores escreveram que 98% das cidades com populações acima de 100.000 em países de baixa e média renda não cumprem as diretrizes de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde.

    Isso torna essas descobertas aplicáveis ​​a cidades com problemas de poluição em todo o mundo.

    Sabemos que há motivos de sobra para se preocupar com a poluição do ar em geral, desde o aumento da probabilidade de doenças pulmonares e cardíacas até o fato de que a poluição do ar ajuda a impulsionar a mudança climática, causando potencialmente sérios efeitos à saúde. Mas quando falamos sobre os efeitos negativos do ar ruim, claramente não podemos negligenciar o modo como esse ar pode mudar a capacidade de pensar das pessoas.

  • Projeto sobre punição por violência sexual contra criança pode ser rejeitado

    Um projeto de lei em análise no Senado pretende inserir no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA — Lei 8.069, de 1990) dispositivo para enquadrar e punir a prática de violência sexual contra crianças e adolescentes. A proposta (PLS 420/2011), do senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), já foi rejeitada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

    O mesmo caminho poderá ser seguido pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde o projeto aguarda votação final.

    O relator na CCJ, senador Magno Malta (PR-ES), deu parecer contrário ao texto, argumentando que o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) já determina punição mais dura do que a prevista no projeto para esse crime.

    A proposta de Amorim pretendia estabelecer, no texto do ECA, pena de 4 a 10 anos de reclusão, mais multa, para quem praticar sexo com criança ou adolescente mediante violência. Malta observa que, pelo Código Penal, a punição pode ir de 8 a 15 anos de reclusão.

    “No mérito, compartilhamos do entendimento constante do parecer aprovado na CDH. Do tema já tratam os arts. 213, § 1º, e 217-A do Código Penal, com penas ainda mais rigorosas do que as propostas pelo PLS”, justifica o relator.

    Se o PLS 420/2011 fosse aprovado, diz Malta, acabaria favorecendo os criminosos já condenados por violência sexual contra crianças e adolescentes, dada a inserção de penas mais brandas no ECA, uma “flagrante contradição com os interesses da sociedade”. Por Agência Senado.

  • Proposta obriga empresas a reduzirem o desperdício de água tratada

    Projeto recém-chegado ao Senado estabelece medidas para incentivar a redução do desperdício de água tratada. O PLS 317/2018, do senador Lasier Martins (PSD-RS), altera a legislação para evitar o desperdício praticado pelos prestadores de serviços públicos de saneamento básico e de abastecimento de água. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e aguarda o recebimento de emendas.

    Segundo o autor da proposta, além da redução do volume de chuvas observada recentemente e dos hábitos de desperdício da população, grande parte dos recursos hídricos é perdida nos processos de fornecimento de água.

    Para ele, o problema é causado principalmente por ligações clandestinas, os chamados gatos; pela infraestrutura antiga e desgastada, que apresenta vazamentos; por obras mal executadas e medições incorretas do consumo de água. Para Lasier, o desperdício inviabiliza a expansão dos serviços de saneamento básico, mantendo o país deficitário na área.

    “Há, no Brasil, um grande desperdício em nossos sistemas de abastecimento, que perdem uma quantidade muito elevada de litros em razão de vazamentos e problemas gerais nas tubulações e sistemas de fornecimento”, afirmou na justificativa do projeto.

    O senador também citou dados do Ministério das Cidades, que mostram um desperdício de 38,8% de toda a água tratada no país. Lasier disse que em algumas regiões, como o Norte e o Nordeste, esse índice é maior que 50%, o que revela a “carência de medidas para o combate ao desperdício que vão além de uma mera conscientização social da população”.

    “É necessário melhorar a eficiência na distribuição de água, reduzindo o desperdício causado pelos vazamentos e pelos chamados ‘gatos’”, afirmou.

    Financiamento

    A proposta altera a Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445, de 2007) e a chamada Lei das Águas (Lei 9.433, de 1997), que criou a Política Nacional de Recursos Hídricos. Nesta última é acrescentado dispositivo permitindo que valores arrecadados com a cobrança do uso de recursos hídricos sejam usados também no financiamento de projetos voltados para a redução de perdas no abastecimento.

    Já na lei sobre a política federal de saneamento básico o texto inclui a redução das perdas na distribuição de água tratada como princípio fundamental, e a previsão de que a concessão dos serviços de saneamento básico seja feita por consórcio público de que participem os titulares dos serviços. A intenção, de acordo com Lasier, é viabilizar economicamente os investimentos necessários ao setor.

    Metas de redução

    As condições dos contratos de prestação de serviços públicos de saneamento básico também são alteradas pelo projeto nos casos de serviços prestados mediante contratos de concessão ou de programa. Nestes casos, o contrato deverá incluir metas progressivas e graduais de redução de perdas na distribuição.

    Já sobre os requisitos mínimos de qualidade do serviço de saneamento, o PLS estabelece que a entidade reguladora do setor defina limites máximos de perda na distribuição, que poderão ser reduzidos gradualmente, conforme se verifiquem avanços tecnológicos e investimentos em medidas para diminuição do desperdício.

    A proposta também atualiza a legislação para que a União conceda benefícios ou incentivos orçamentários, fiscais ou de crédito como contrapartida ao alcance de metas de desempenho operacional, especialmente no que concerne à redução das perdas na distribuição de água tratada.

    Além de ser analisado pela CAE, o projeto também será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa. Caso seja aprovada na CCJ e não haja recurso para votação em Plenário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados. Por Agência Senado.

  • Ladrões trocam fuzis da polícia por armas falsificadas (ninguém percebeu)

    A polícia do Paraguai encontrou uma surpresa desagradável ao inspecionar seu depósito de armas.

    Ao que parece, ladrões saquearam mais de 40 fuzis em Capiata, uma cidade perto de Assunção, capital do país.

    A polícia começou a pensar que algo estava errado quando os rifles começaram a aparecer no mercado negro, onde podem valer mais de R$ 40 mil. As autoridades paraguaias ordenaram então que fosse feito um inventário de seu arsenal.

    Foi aí que eles descobriram o engodo e descobriram também que 42 rifles de origem brasileira estavam faltando.

    “Acredita-se que alguns deles acabaram na Argentina, enquanto outros teriam sido contrabandeados para o Brasil. O Brasil há muito se queixa de que muitas das armas ilegais apreendidas no país foram contrabandeadas do Paraguai”, relata a BBC.

    A polícia substituiu o oficial encarregado do arsenal, mas até agora não houve prisões no roubo.

  • Recurso de Lula contra prisão deve ser julgado entre 7 e 13 de setembro no STF

    Entre 7 e 13 de setembro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverão votar, virtualmente, o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentado pela defesa, em abril deste ano.

    O recurso foi enviado depois que o plenário do STF negou um habeas corpus, antes de Lula ser preso, em abril.

    Com a liberação para votar os chamados embargos de declaração, o ministro Edson Fachin determinou que cada membro decida sobre o assunto e disponibilize o voto em ambiente virtual, no período agendado.

    O pedido da defesa de Lula questiona se a prisão depois da condenação à segunda instância deveria mesmo ser automática.

    Isso porque, os advogados do ex-presidente argumentam que a ordem para que Lula fosse preso não teve fundamento adequado.

    Lula foi condenado, em segunda instância, a 12 anos e um mês de prisão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá.

    A condenação ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato e Lula está preso cumprindo a pena desde abril na superintendência regional da Polícia Federal, em Curitiba.

  • Polícia Militar desativa uma das bases da UPP no Morro de São Carlos

    O COE, Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, formado pelas tropas de elite da corporação, realiza operação nesta terça-feira, no Complexo de favelas do São São Carlos, no Estácio, região central do Rio de Janeiro.

    Além do próprio Morro de São Carlos, o complexo também engloba os morros da Mineira, do Zinco e da Querosene, além de outras comunidades menores da região. Participam da ação homens do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, do Batalhão de Choque e do Batalhão de ações com Cães, que contam com o apoio de um veículo blindados e equipamentos de engenharia.

    De acordo com a Polícia Militar, o objetivo da operação é colocar em prática alterações operacionais que foram planejadas pelo Comando de Polícia Pacificadora, entre elas a desativação de uma das bases da UPP do São Carlos, que é feita pela Equipe de Demolição Tática do BOPE.

    Ainda segundo a PM, as novas medidas serão implementadas para possibilitar uma melhor distribuição do efetivo da UPP, reforçando o policiamento e aumentando a segurança dos policiais.

    Nas redes sociais, moradores da região publicaram diversas mensagens e vídeos sobre intensos tiroteios nas comunidades desde o início da manhã. De acordo com a Policia Militar, logo no início da operação, um suspeito foi ferido em confronto com policiais do Bope no Morro de São Carlos.

    Ele, que não teve a identidade revelada, foi socorrido para o hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. Com o suspeito os agentes apreenderam uma pistola, uma granada de fabricação caseira e drogas embaladas para a venda.

    A partir de 2017, o Complexo de São Carlos ganhou relevância no mapa do crime organizado porque passou a ser a base da facção paulista Primeiro Comando da Capital, no Rio.

    De acordo com a Polícia Civil, o PCC se aliou ao Terceiro Comando Puro, que domina o Complexo do São Carlos, e passou a fornecer drogas, armas e munições para a facção carioca, apoiando inclusive a tentativa de invasão da favela da Rocinha, em setembro do ano passado.

  • Novo estudo diz que comer três barras de chocolate por mês pode ser muito saudável

    Segundo uma nova pesquisa divulgada na European Society of Cardiology, comer chocolate pode realmente fazer muito bem à saúde. A pesquisa sugere que o consumo moderado – até três barras por mês – reduz o risco de uma pessoa com insuficiência cardíaca em até 13%.

    Como a insuficiência cardíaca afeta mais de 900.000 pessoas na Grã-Bretanha – levando a quase um terço dos que morrem dentro de um ano do diagnóstico – isso pode ser um achado extremamente positivo.

    Os cientistas acreditam que compostos naturais presentes no chocolate, chamados flavonóides, podem aumentar a saúde dos vasos sanguíneos e ajudar a reduzir a inflamação.

    Mas, nem tudo é perfeito. O chocolate só é saudável se você comer ocasionalmente, até três vezes por mês. Isso porque, caso você consuma mais do que essa quantidade, o açúcar e a gordura presentes nas barras podem fazer mais mal do que bem.

    Infelizmente as pessoas que comem chocolate diariamente podem ver seu risco de insuficiência cardíaca aumentar em 17%, segundo a pesquisa.

    “Eu acredito que o chocolate é uma importante fonte alimentar de flavonóides, que são associados com a redução da inflamação e do aumento do colesterol bom. Mais importante, os flavonóides podem aumentar o óxido nítrico [um gás que amplia os vasos sanguíneos e estimula a circulação]. No entanto, o chocolate pode ter altos níveis de gorduras saturadas. Portanto, o consumo moderado é recomendado neste momento”, disse o pesquisador chefe, Chayakrit Krittanawong.

    O Dr. Krittanawong também alertou para os tipos de chocolate. Segundo ele, o chocolate amargo é a opção mais saudável porque contém mais flavonóides e menor quantidade de açúcar e mesmo assim alertou:

    “Para fazer recomendações definitivas, vamos precisar de ensaios clínicos randomizados para comparar entre o grupo de chocolate amargo e o grupo de chocolate não-escuro”, disse ele.

    A pesquisa analisou cinco estudos que envolveram mais de 575.000 indivíduos foi apresentada na conferência da European Society of Cardiology, em Munique.

  • Passageiros da aviação têm direitos preservados em propostas de senadores

    Medidas que retiraram direitos dos passageiros da aviação, como a cobrança por despacho de bagagens ou marcação antecipada de assentos, estão no radar dos senadores, que demonstram insatisfação com o que consideram “omissão” da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em favor das empresas aéreas e contra o cidadão. Para evitar mais prejuízos aos consumidores, os parlamentares vêm apresentando propostas que asseguram vantagens e diminuem o impacto no bolso dos usuários do transporte aéreo.

    Um dos destaques é o Projeto de Lei do Senado (PLS) 186/2018, que proíbe a cobrança de valor adicional para a marcação de assentos em voos operados no Brasil. Desde o início de 2018, empresas aéreas como a Gol já vinham impondo a taxa extra a quem desejava reservar suas cadeiras antecipadamente. A prática teve a anuência da Anac, mas recebeu muitas críticas dos órgãos de defesa do consumidor.

    Pelo texto aprovado, que já seguiu para a Câmara dos Deputados, o passageiro tem direito à marcação gratuita e torna-se “prática abusiva ao direito do consumidor” a cobrança pela escolha prévia do lugar. A companhia aérea infratora deverá pagar multa se não cumprir a regra.

    — Quando compra uma passagem, o consumidor tem que ter o direito à marcação de assento. A empresa não pode querer cobrar, já que, na medida em que compra a passagem, o consumidor tem que viajar em algum lugar. Isso é uma forma indireta de a empresa querer aumentar ainda mais os custos para o consumidor. Sempre foi assim, e agora as empresas aéreas estão querendo inventar a roda — defendeu o autor da proposta, senador Reguffe (sem partido-DF), na aprovação em Plenário, no começo de agosto.

    Transferência

    Outra proposta que aguarda avaliação dos deputados é o PLS 394/2014, do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que permite a transferência de bilhete aéreo entre passageiros. A operação deverá obedecer a regras e restrições impostas pela companhia aérea e a exigências fixadas pela autoridade aeronáutica em relação à identificação dos passageiros, diz o texto.

    A Resolução 138/2010 da Anac estabelece que o bilhete de passagem aérea é pessoal e intransferível. Mas a regra é imposta por legislação infralegal. O projeto quer regulamentar a questão, alterando o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) para permitir a transferência.

    Segundo Ferraço, os temores da Anac por questões de segurança pública e pelo possível surgimento de um mercado paralelo de compra e venda de bilhetes aéreos podem ser afastados com os mecanismos de fiscalização e identificação de passageiros já existentes.

    — Estamos vivendo tempos muito estranhos, porque precisamos legislar até sobre o óbvio. Mas o óbvio faz diferença enorme no dia a dia das pessoas. Não tem cabimento alguém comprar uma passagem e não ter chance de transferir para um terceiro, de modo regulamentado — justificou Ferraço durante a aprovação do texto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em março de 2016.

    Reembolso

    Em fevereiro deste ano, uma proposta que dá prazo máximo de sete dias para as empresas aéreas reembolsarem os passageiros por bilhetes não utilizados foi enviada à Câmara, onde também aguarda análise dos deputados. Pelo texto do PLS 313/2013, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o consumidor deverá receber o valor pago pela passagem, corrigido monetariamente. Se a companhia aérea descumprir a lei, será punida com multa de 100% sobre o valor devido ao passageiro.

    O texto aprovado diz ainda que, em caso de súbita paralisação de atividades pela empresa de transporte aéreo contratada, é dada ao consumidor a possibilidade de escolher, como ressarcimento, o reembolso pleno do valor pago ou o endosso do bilhete por outra empresa que opere o mesmo trecho aéreo. As mudanças alteram o Código Brasileiro de Aeronáutica.

    Programas de fidelidade

    Pontos e milhas dos programas de fidelidade não poderão expirar em prazo inferior a 36 meses, contados a partir da data em que foram creditados na conta do consumidor. A regra está prevista no PLS 642/2015, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES). As normas a serem observadas pelos programas para incentivo à fidelidade de clientes estão prontas para votação em Plenário.

    Pelo texto, o consumidor deverá ser avisado com 90 dias de antecedência sobre qualquer alteração no regulamento do programa. Em caso de sucessão e herança, será possível a transferência dos pontos ao cônjuge e aos parentes consanguíneos colaterais, ascendentes ou descendentes. A exigência de saldo mínimo para transferência de bonificações, pontos ou milhas fica proibida.

    O texto caminha em conjunto com o PLC 124/2015, mas o teor deste último foi rejeitado pelo relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    Classes tarifárias

    A variação excessiva dos preços das passagens poderá diminuir se for aprovado o PLS 60/2018, do senador Airton Sandoval (PMDB-SP). O projeto determina que a diferença de preço entre cada classe tarifária de um mesmo voo não poderá ultrapassar 50% do valor, além de obrigar as companhias a atualizar em tempo real, na internet, o preço da passagem na hora da compra, de acordo com a escolha de assentos. O texto altera a Lei 11.182, que criou a Anac.

    De acordo com Sandoval, o objetivo é evitar abusos. Ele afirma que empresas aéreas estão utilizando a metodologia de precificação dinâmica, em que quanto mais um voo é procurado, mais cara fica a passagem. O senador também avalia que as variações de tarifas apresentadas pelas empresas são injustificáveis aos olhos dos usuários e geram grande descontentamento, principalmente quando se trata de remarcação ou reembolso do bilhete não utilizado para a data contratada.

    “Por tal razão, propomos duas alterações: estabelecer limites de variação de preços com base na classe tarifária, de modo a simplificar a oferta ao consumidor final; e determinar maior publicidade na oferta de passagens pela internet, possibilitando ao passageiro que verifique, em tempo real, quais e quantos assentos estão em uma determinada categoria tarifária”, diz ele na justificativa do projeto. O texto aguarda relator na CCJ.

    Novo Código de Aeronáutica

    Dezenas de projetos que afetam os direitos dos usuários da aviação estão sendo analisadas em conjunto pela comissão especial do Senado criada para atualizar o Código Brasileiro de Aeronáutica, a Lei 7.565. O relator da proposta (PLS 258/2016) é o senador José Maranhão (PMDB-PB).

    O CBA vigente é de 1986, anterior, portanto, à Constituição (1988), ao Código de Defesa do Consumidor (1990) e à lei que criou a Anac (2005), precisando por isso de uma atualização. O texto original é de autoria de uma comissão de especialistas.

    A proposta já teve uma primeira versão do relatório aprovada em setembro de 2017, mas Maranhão quer fazer uma complementação. O texto do senador, com 372 artigos, atualiza a abordagem legal sobre assuntos que vão da infraestrutura do setor de aviação a direitos do consumidor e responsabilização civil. Desde o fim do ano passado, aguarda-se a análise da nova versão. Neste meio tempo, outras propostas que alteram o CBA foram apresentadas ao Senado e devem ser incorporadas ao substitutivo ao PLS 258/2016.

    O texto do Novo CBA mantém a autorização para a exploração dos serviços de transporte aéreo somente a empresas criadas sob as leis brasileiras, com sede e administração no país. Mas derruba o limite máximo atual de 20% de capital estrangeiro nessas empresas.

    A proposta também confirma as mudanças aprovadas recentemente pela Anac, que acabam com a franquia obrigatória da bagagem despachada nos voos nacionais e internacionais. Para isso, rejeita o PLS 132/2016, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que garantia o direito de despachar bagagens sem ônus.

    Parte do teor do PLS 101/2015, do senador Reguffe, que torna obrigatória a indenização aos passageiros prejudicados por atrasos das companhias aérea, foi acolhida no relatório do Novo CBA.

    Pelo texto, em caso de cancelamento de voo ou atraso superior a quatro horas, o passageiro terá direito a indenização no valor da maior tarifa cobrada pela empresa no trecho em questão; direito ao transporte previsto, usufruído por acomodação em outro voo ou endosso do bilhete para outra companhia com serviço equivalente ou reembolso; assistência compatível com o tempo de espera, com alimentação e comunicação; e hospedagem e transporte nas hipóteses de endosso ou acomodação em outro voo, cujo embarque previsto ocorra em período superior a seis horas com relação ao voo original.

    A indenização e o reembolso serão pagos de imediato e em moeda corrente, mediante entrega do dinheiro ou depósito em conta, diz o relatório.

    Outros projetos foram rejeitados por Maranhão. Entre eles, estão o PLS 289/2015, do senador Gladson Cameli (PP-AC), que obriga as empresas estrangeiras que operem transporte internacional de passageiros no país a ter em cada aeronave ao menos um comissário de bordo que fale a língua portuguesa; e o PLS 551/2015, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que limita o acréscimo de preço, na mesma faixa tarifária, em caso de remarcação de bilhete pelo passageiro.

    Depois de aprovado na comissão especial, o texto do Novo CBA poderá seguir para o Plenário, se não houver requerimento para que seja analisado por outras comissões. Por Agência Senado.